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30/11/2018

Caro mundo, eu admito que nunca vou ser minimalista

Eu tenho até alguma pena, mas claramente não fui talhada para o minimalismo. Agrada-me a simplicidade e a descomplicação, gosto de espaços arejados e sem tralha; gosto de agilizar decisões; o projecto mental tinha tudo para ser um grande sucesso.

Sempre que me convenço que tenho de destralhar, após aí uns 70 dias (com sorte) que dividem a decisão e a colocação em práctica (não perguntem, sou pessoa que demora a passar à acção), passados 3,5 minutos de afinco, viro saudosista inveterada: "oh, mas este boneco deu-me a X no Natal", "esta fotografia não está nada de especial, mas lembra-me um bom dia", "esta rolha foi da passagem de ano do milénio", "se calhar ainda vou usar estes sapatos", "este sapo de pelúcia é tão fofinho". Sim, é sagrado: quando tento entusiasmar a costela desapegadora com argumentos racionais imbatíveis, acabo por fracassar a tentar.

Resolvi tentar ficar em paz com isso; é que de facto, eu não tenho de ser minimalista. Eu posso gostar de coisas, pelo menos enquanto isso não for preocupante e tiver divisões cheias de sacos ou pelúcias. Não faz mal ter lembranças do passado, porque também fazem sentido para sermos aquilo que somos e dão-nos alento, fazem-nos pertencer a sítios e a pessoas. Sim, eu tenho alguma tralha e admito; mas acho que o mundo não fica assim tão menos agradável por causa disso. Portanto, #praticaoapego.

04/08/2014

Das coincidências!

Num curso que fiz este ano, houve uma troca de prendas aleatória no final, em que cada um levava qualquer coisa que tivesse a mais em casa. A professora garantia que a aleatoriedade ia fazer sentido; sorri e claro, não acreditei lá muito nisso. 

No final das contas, tanto a prenda que dei, como a que me calhou, fizeram sentido: recebi um colar vindo de não muito longe. E esse sítio de onde vinha o colar representa uma das viagens que quero fazer há já muito tempo; será que seria este ano que finalmente iria a esse sítio? Também não acreditei lá muito nisso.

Amanhã, parto rumo a esse sítio, numa viagem decidida muito à última da hora e que vai correr ao sabor da vontade. Ainda me custa acreditar nisso, mas o facto é que vou. E esta, hein?


19/01/2013

Ele há dias

Tomamos uma decisão errada, simples, mas errada. O universo encarrega-se de nos mostrar, minuto a minuto desse dia, que tomámos uma decisão errada, por todas as vias possíveis e imagináveis, várias vezes ao longo do dia. Às vezes, da pior forma possível.

A única coisa positiva do dia de hoje foi ter adiantado a leitura devido a uma das maiores secas que apanhei na vida, ter tido uma total desconhecida a emprestar-me 30 cêntimos e ter um velhinho a contar-me a vida toda como se o conhecesse há 50 anos, durante 2 longas horas. Haja alguns pontos positivos, no meio da intempérie que envolveu levantar muito cedo com poucas horas de sono, secar escusadamentr num comboio, assistir mais uma vez a incompetência total para gerir uma situação de crise, tudo para chegar à conclusão que a decisão mais sensata envolvia...voltar para trás. Voltar atrás, tornando ainda mais inúteis todas as secas desse dia. Foi como se este dia nem tivesse existido, de tão absolutamente inútil.

O que vale amanhã é sempre outro dia, mesmo que hoje pareça não ter existido a não ser para nos tirar anos de sanidade.

31/12/2012

Mais

Não consegui escrever muito mais no blog do que no ano passado. Mas num ano, consegui ter várias surpresas boas, bastante trabalho, alguns reencontros com amigos de longa data, conhecer amigos novos, aproximar-me de algumas pessoas que já conhecia, mais dias de bem-estar, alguns passeios. Assisti a inícios, infelizmente também a alguns fins, consegui arranjar mais histórias para contar. Não fiz tudo o que queria nem tive tanto tempo como devia para algumas pessoas e coisas, mas aprendi a lidar mais um bocadinho com essa insatisfação e percebi que era sempre possível melhorar. 2012 trouxe-me serenidade q.b. e gostei disso. Por tudo isto, se isto não é um ano bom, não sei o que será; felizmente, não me posso queixar, e como tenho tendência a nem gostar de lamúrias sem grande motivo, melhor para mim. Foi um ano bom, o de 2012. Agora, venha melhor em 2013, e isso inclui o melhor para aqueles que me rodeiam, para as pessoas de quem gosto. Quero tê-las todas bem perto, ou ainda mais perto, em 2013. Bom ano :)

17/09/2012

Não sou de protestar, que não sou.

É raro, sim, por inúmeros e variados motivos que não são para aqui chamados.

Talvez proteste quando não me deixarem tirar uma tarde inteira, almoçar com uma das melhores amigas de todo o sempre e a sua filhota mais linda, e ainda ir lanchar com outra amiga e o seu rebento fofo que só ele.

Por isso, por mais que me tirem e às malfadadas vítimas dos recibos de cor esmeralda, não me vão, nunca, tirar o que realmente me interessa.


15/02/2012

Quando eu for grande

Noutro dia, pensava em quantas das coisas que idealizava para quando fosse grande terei cumprido. Pelas minhas contas, nenhuma. Pior ainda, agora que já sou grande sinto-me relativamente pequena outra vez, à espera de crescer qualquer coisinha um dia destes, mas desta vez a saber que maior, em tamanho, não vou ser (sendo optimista e considerando que não vou engordar muito além do actual). Mas é curioso constatar como mudei e como mudou aquilo que considerava ideal.

Apesar de todo este existencialismo em potencial, há coisas que não mudam; continuo a gostar de: morangos, rolo de cenoura, falar com amigos, gelado quente e frio, passear, malas e carteiras, mar, escrever com lápis, biscoitos. Coisas simples. Acho que não preciso de muito mais quando for crescida.

19/04/2011

Os perfeitos idiotas que são os meus vizinhos de cima

E podia acabar o post por aqui, porque o título já resumiria tudo de modo ideal e sucinto.


Já tive algumas casas e inúmeros vizinhos; em bairros piores ou melhores; já tive vizinhos cuscos, já tive vizinhos um pouco barulhentos (mas nada de grave), já tive vizinhos um pouco irritantes. No entanto, nada me preparou para o verdadeiro jackpot: vizinhos barulhentos, porcos e mal-educados como a família que vive no andar por cima do que habito. Uma família (apenas) aparentemente normal, sim, casal e um filho, que tudo faz para tornar a vida de quem os rodeia num verdadeiro inferno, mesmo sem o notar. A mais elementar idiotice começa no facto de fumarem à janela, sem cinzeiro e sem ter em atenção que há 3 andares por baixo a receber as suas preciosas dádivas de cinza, para além do lixo das suas toalhas e afins; e aqui, não falo de umas migalhitas: falo de restos de velas, de restos de comida, de muitos cabelos e claro, de quilos das (in)evitáveis migalhas, tudo a cair diariamente nos parapeitos cá de casa, ó alegria. Como se não bastasse, a roupa é estendida invariavelmente tapando mais de metade das janelas que ficam por baixo do estendal, demonstrando mais uma vez um grande respeito pela vizinhança e inclusive relembrando-lhes que está muito vento, bem característico da zona - e nada como lençóis a bater nos vidros dias a fio, autêntica música para os meus ouvidos, para lembrar ao mundo que as faltas de respeito se demonstram nas coisas mais elementares; se estiverem bem encharcados os lençóis, melhor, porque para além de evidenciarem melhor a zona ventosa, sujam também os vidros, e quem não adora ter uns bons vidros gigantes para limpar sempre em vão? A cereja em cima do bolo é a família amar andar descalça, ecoando os seus passos cá em casa, e o miúdo que adora berrar (OK, este é o único item que eu compreendo, afinal de contas é só um miúdo) e...andar em algo com rodas ruidosas, dentro de casa e durante muito tempo, sempre de um lado para o outro. Ora digam lá se não gostavam de poder ter tantos motivos de queixa de um só andar? Sou uma privilegiada!


E agora se me dão licença, vou continuar a usufruir do ruído do miúdo a andar de patins, que estou precisada. Até já.

25/03/2011

Das mentiras "piedosas"

Hoje tive a infeliz ideia de voltar a cair no erro de ir a uma aula cujo assustador nome é "condicionamento total". Lembrava-me de ter ido uma vez e de não ter ficado particular fã, mas já foi há tanto tempo que a verdadeira essência da coisa tinha-se perdido algures na memória. Ora pois bem, descubro da pior forma que odeio aquela aula, anoto mentalmente para NÃO voltar tão cedo.

Mas...não sem antes constatar que a esmagadora maioria dos instrutores de ginásio são uns valentes mentirosos de uma piedade cruel. "SÓ MAIS OITO!", berra o instrutor, com um ar todo fresquinho. "AS ÚLTIMAS OITO!", berra ele, ainda muito fresquinho. "E SÓ MAIS OITO!", continua ele, transpirando frescura e bem-estar, enquanto eu procuro mentalmente o pior método de tortura medieval de que tenha escassa memória e imagino setas com soporíferos a atingi-lo.

Oi, senhores instrutores de ginásios? Só mais, as últimas, para mim, são coisas definitivas. Os meus músculos estão a ouvir isso e já a suspirar pelo fim, em modo pré-desactivação total. E os meus músculos não gostam de suspirar pelo fim quando as repetições supostamente vão quase acabar sete ou oito vezes, está bom? Mintam-me a dizer que o meu equipamento é fabuloso, que estou mais magra, que faço os exercícios como se os tivesse feito toda a vida. Mas não digam que está quase a acabar quando tencionam mandar mais 79 vezes, senão estamos malzito, sim? Então beijinhos.

23/02/2011

Somos donos das nossas imagens, ou se calhar nem por isso

Trabalho num local que só por ser uma relativa "novidade", atrai muitos repórteres, muitos fotógrafos e muita captação de imagem. Não me importo, quando não me incomodam e quando fazem o seu trabalho de modo profissional e simpático; normalmente, pedem autorização ou tiram fotografias genéricas do espaço, o que também não me rala nada. Agora chegar cá alguém e achar-se no direito de tirar as fotografias que bem entende e captar quem bem lhe apetece só por ser repórter fotográfico ou operador de câmara, isso tenham paciência, mas acho insuportável. Não gosto de quem se acha dono das imagens só porque elas estão à vista, e o facto de ter autorização para fotografar o espaço não lhe dá autorização para andar a fotografar pessoas, pormenores, ecrãs ou detalhes que possa achar relevantes para o seu trabalho, pelo menos não sem falar com as pessoas em questão. Se calhar apanhou-me só num dia menos simpático, todos temos os nossos, mas não suporto mesmo que alguém se ache no direito de andar a captar tudo só porque "tem uma autorização" genérica de quem cede o espaço e uma máquina fotográfica na mão. Haja paciência para falta de profissionalismo. 

17/02/2011

Peeeeixe, peixe, peixe, peixe!

Ao fazer um workshop de sushi, constato que a herança da família ligada ao peixe não me corre nas veias. Já não descascava um camarão há mais de uma década, até ontem (infelizmente para o camarão, coitado, já não lhe bastava ter de levar com um espeto de pau antes de cozido), e os meus dotes de corte de dourada são tão bons como provavelmente a minha pontaria superior na arte do tiro ao prato sem nunca ter experimentado, ou seja, roçam o nível "nulidade absoluta com tendência à catástrofe total". Posto isto, sabendo que nunca irei atingir a fama numa área ligada ao sushi, até por não poder com o cheiro pestilento do peixe nas mãos que dura, dura, e dura, resta-me dedicar às áreas da outra parte da família: a mercearia. Penso que nessa é que terei reais hipóteses de conseguir alcançar o estrelato. Eu mantenho-vos a par.

11/02/2011

Isto não é sobre uma cidade [ou declaração de amor]

Há um ano, fazia a primeira das viagens do ano para conhecer, finalmente, Berlim, mas estas linhas não são sobre essa cidade. São sobre a língua que escolhi aprender há uns anos, que tanto trabalho me deu, que deixei adormecer durante anos, que reavivei e que é hoje uma das línguas com que lido no dia a dia. É inexplicável por que fico tão feliz num ambiente onde se fala alemão, mesmo que o pavor de morte de errar alguma coisa faça com que muito-mais-raramente-do-que-devia arrisque falá-lo (shame on me). No entanto, o meu sorriso mental quando estou rodeada de pessoas a falar alemão diz-me sempre que foi das melhores decisões que já tomei na vida, e como é bom acertar nalgumas coisas, de vez em quando.

06/07/2009

Das manias

Quando dizemos a alguém que tem a mania das limpezas, estamos a dizer-lhe que deveria limpar menos, perdendo menos do seu precioso tempo com ela e com os outros, eventualmente até connosco, ou estamos veladamente a agradecer-lhe pelo trabalho que tem? É uma mania das limpezas irritante ou agradável? Nunca compreendi bem esta dicotomia. Porque sim, tenho um bocado a mania das limpezas; aprendi sempre que tenho de deixar as coisas como gosto de as encontrar (muitas vezes, da pior das formas); para mim, isso é bom, porque me queixo menos do que me rodeia (e sim, eu queixo-me bastante). Agora se para os outros as limpezas são más, o que fazer? Perder o meu precioso tempo quando decidir perdê-lo ou chatear-me mais vezes?

18/06/2009

Percursos

Saio de casa, viro à esquerda, cumprimento o Sr. Inácio que está sempre a falar com alguém na rua a essa hora, atravesso e viro à direita, subo, subo, subo, olho para as motas estacionadas a ver se alguma me agrada, se houver uma vermelha penso que é bonita, observo o senhor gordinho que está sempre a ler o jornal no carro e pergunto-me sempre por que motivo lá estará, passo no café de esquina que fecha e que nunca tem ninguém embora exiba muitos bolos, subo, subo, passo nas lojas a que não compreendo que alguém vá, vejo os senhores da loja ajentejana que estão sempre a conversar cá fora com os senhores da loja de vimes, olho para o andar de cima do prédio de esquina que está para venda há meses, páro à espera da ordem de atravessar, boa tarde, e sigo em frente, vejo os preços demasiado caros dos restaurantes que aspiram a finos, passo o ginásio só para mulheres, viro à direita onde encontro a rua com nome de substância de mar, que está semi-abandonada, onde tudo está semi-abandonado ou à venda ou a cair, passo o restaurante que cheira sempre bem, cruzo-me com os funcionários das instituições que por ali estão, sigo, sigo, passo a loja de café que gostava de encontrar aberta e os polícias da embaixada, viro à esquerda, entro, aliviada, nas escadas da casa antiga e penso que há poucas coisas tão refrescantes como as escadas, subo, subo, entro, digo boa tarde que é um fixe mais dois toques de mão aberta com dedos juntos do lado direito da cara, palma voltada para a frente. e entro no mundo do silêncio.

05/05/2009

De como a vida dá umas voltas

Começou por ser a namorada do amigo da namorada de um amigo meu. Agora, é uma amiga com A maior do que os grandes, daquelas sem quem não passamos, daquelas que por mais tempo que fiquemos sem ver, estão sempre, sempre connosco em todo o lado, por mais longe e por mais tempo afastado que se esteja. Daquelas a quem desejar tudo de bom, é tão, tão, mas tão pouco. Parabéns, fofinha :)

05/04/2009

Sem palavras

"O meu tempo acabou." Como se responde a uma frase destas? Como se dá a volta ao desânimo quando não há rigorosamente nada que possamos fazer por essa pessoa a não ser dar-lhe algum do nosso tempo?...

16/03/2009

Caixa de óculos

Depois de muito espernear que os queria durante a infância, depois de muitas noites mal dormidas a pensar em como me ficariam tão bem e me dariam um ar tão sério e intelectual, depois de estudar cuidadosa (e algo invejosamente) os rituais das pessoas com quem convivo e que os usam - desde a periodicidade da limpeza até ao dedo que usam para os ajustar no sítio certo - posso, finalmente, rejubilar: vou poder usar óculos, com o aval do meu oftalmologista ligeiramente obeso que me disse que basicamente já não ia para nova. Para já, só de vez em quando, mas é uma genuína meta de infância concretizada, eu, eu!, de óculos. Falta só saber se agora vou achar tanta piada à ideia. Até lá, deixem-me ficar contentinha, sim? :)

12/12/2008

Planos

Sim, acho que faço demasiados planos. Não é coisa que consiga explicar. Se calhar por me achar preguiçosa, faço planos a mais para ver se consigo cumprir pelo menos alguns. Para este fim-de-semana, defini objectivos*, quanto a mim bastante realistas. Para não me baldar totalmente, registo-os aqui, publicamente:

1. Fazer a árvore de Natal (finalmente; e literalmente); para esta tarefa, já vi dezenas de imagens e tive algumas ideias, que já alterei completamente pelo menos uma meia dúzia de vezes;
2. Arrumar o quarto, que só não tem coisas desarrumadas desde 1987 porque eu ainda não morava cá; tarefa que inclui a abominável limpeza dos vidros, dado que gosto de ver quem passa sem parecer que tenho óculos fundo-de-garrafa, e dos sujos;
3. Duas estreias culinárias em uma: não só quero fazer massa de pizza, como quero transformá-la em calzone. Ah, artista!
4. Tratar do mini-jardim, que envolve tirar as ervas-daninhas e UM COGUMELO que lá cresce alegremente; podia pelo menos ser uma trufa para a poder vender e ficar rica com um simples fungo;
5. Esquecer de vez a fortuna que tive de pagar ao estado português, e que vim a descobrir que me permitiria pernoitar no Ritz de Paris com todos os luxos que isso envolve;

Coisa pouca, portanto. Bom fim-de-semana a todos!

*Todas estas tarefas contarão com a ajuda preciosa e absolutamente indispensável de alguém especializado em aturar-me; portanto se eu vencer a preguiça, o sucesso é garantido.

04/11/2008

Truques na manga

Daqueles que usamos muitas vezes, para abrir aquela porta do armário sem ruído, para fechar a porta sem que ela volte a abrir, para fechar a gaveta do congelador sem encravar a porta. Toda a gente tem os seus. Estava entretida a listar mentalmente os meus, quando me apercebi que são mais que muitos. Numa casa, especialmente numa casa antiga, há que ter truques para contornar as portas empenadas e as janelas que não fecham sem artimanha. Conhecemos uma casa quando podemos andar nela de olhos fechados, ou sem luzes, e quando sabemos exactamente o que fazer para que a persiana fique totalmente fechada; uma casa é realmente nossa pelos hábitos.

24/07/2008

Saudade II.

Perguntava-me ainda hoje por que motivo as visitas aqui ao estaminé não param, isto porque como é evidente, ele está um bocadito assim pró parado. Depois percebi tudo quando vi as estatísticas. É o arquivo que cá traz as pessoas. Devia passar a escrever mais coisas no passado, se calhar?

25/01/2008

Drama, panificado

Há mais de um ano que cá estou, sim, mais de um ano. Já conheci muito sitiozinho que por aí há e ainda me falta outro tanto a quintuplicar. Já descobri muita coisa boa. Mas o que me apoquenta, o que realmente não me deixa dormir à noite, aquilo que eu gostava tanto de compreender, é o porquê de na capital, não haver pão de jeito. O Norte tem a regueifa e a grandiosa broa d'Avintes; mais a Sul há o pão alentejano, o pão algarvio, tanta broa decente que por aí se faz por essa terra afora e na capital, nada. O deserto. Alguém me convence de que ainda vou conseguir encontrar pão de jeito nesta cidade?! Dão-se alvíssaras. Provem que estou errada, gentes locais com grandes conhecimentos panídeos. Digam-me onde há pão daquele de comer e chorar por mais. É que estou prestes a achar que não é possível.