17/04/2005

O ambiente explosivo das confeitarias ao Domingo

Ao Domingo, quando todos decidimos que o nosso lanche deve ser preparado por mãos alheias e nos dirigimos a uma confeitaria/café, o ambiente é de tensão explosiva – muito devido às nossas costumeiras filas.

Nas filas de espera, existem três espécimes: o espertinho, o sostro e o bitaites. O primeiro deles é o que quer sempre furar a fila e passar à frente de todos os sostros que o deixarem, lanchando logo na fila ao comer os outros por parvos. O sostro é aquele que ou deixa passar o espertinho, calando e comendo (lanchando logo na fila, mais uma vez), ou demonstra a sua insatisfação, mas com uma boca tão insignificante que ninguém repara e o espertinho leva a sua avante. Já o bitaites, é o eterno insatisfeito, aquele que só espera por um momento de glória para poder mandar a sua boca brutal e comer os outros todos de cebolada. Tudo gira à volta da comida, portanto.

As distintas combinações de espertinho/sostro/bitaites podem levar a diferentes ambientes, todos de maior ou menor tensão:

::Sostro+espertinho=tensão moderada, mas facilmente ultrapassável. ::Espertinho+bitaites=pequena rixa popular na confeitaria.
::Sostro+espertinho+bitaites=motim total, conduzindo ao caos espectacular e apocalíptico que inclui napoleões a esvoaçar pelos céus da confeitaria.

A confeitaria/pão quente é o maior campo de batalha de todos os tempos. Um simples lanche, amigos, um lanche, esse sim, irá desencadear uma tal espiral de violência que só poderá culminar na terceira guerra mundial. E era só mais um Domingo à tarde...

15/04/2005

Baixinhos, uni-vos!

Rejubilei, amigos, rejubilei. Nada mais, nada menos do que com o novo vídeo da Kylie, essa jovem que consegue ser uma gigante da música com apenas 1,54 m e ter o aspecto fabuloso dos 20 e tais aos 37.

Todos sabemos o indisfarçável: a senhora e seus produtores esforçam-se, e bem, por não fazer notar a sua estatura, em todos os vídeos. Mas neste, destrói-se o glamour dos baixinhos assumindo precisamente o recalcamento de ser baixinho, transformando a pequena Kylie numa gigantone. Mais valia continuar só a disfarçar...agora, a causa dos baixinhos está irremediavelmente perdida!

O novo vídeo da Kylie, para quem ainda não viu
Site Short Support: o apoio que faltava às pessoas baixinhas

Bocas!



Eis mais uma banda desenhada da infância de alguns (1987/1989), o fantástico Bocas!

Fiquem sabendo que "Geragera Boes Monogatari" era o nome original da série japonesa; em Inglês, "Story of the Chuckling Boes" ou "Ox Tales". Em Neerlandês, língua na qual ouvíamos a música, a série chamava-se "Boes" (daí o Boes, Boes da cançãozinha! Hoje finalmente percebi o que cantava em altos berros :) Também aprendi que em Itália, o nosso Bocas era o Álvaro e a série era o "Fantazoo".

Bem, o Bocas era realmente um grande boi – expressão esta que deve ter começado por ser inofensiva no período Bocas, para hoje se tornar ligeiramente insultuosa – seria o lobby machão dos oitentas que não gostaria de ver o másculo Bocas a estender roupa, a cozinhar, a fazer a lida da casa?

Mas quem esquece o macacão vermelho e os tamancos flamengos? Que pérola.

13/04/2005

Quando eu for grande...

Porque é que raramente nos tornamos naquilo que queríamos ser quando éramos pequenos? O meu primeiro dilema profissional foi no 5º ano, nas aulas de Inglês. Quando a professora perguntou o que queríamos ser, eu tinha de escolher uma profissão: era urgente carimbar o meu futuro com um rótulo.

Após alguns anos de infância a pensar que escolheria uma das profissões dos meus pais e a elaborar uma extensa lista de alternativas prioritárias, decidi enveredar por uma escolha autónoma e exterior à lista...que foi...querer ser hospedeira de avião (“air hostess”, aprendi eu, orgulhosamente, na aula de Inglês!).

Não sou hospedeira de avião.

Hoje, a filha de uma das colaboradoras da empresa onde trabalho (que tem 5 anos), depois de elogiar veementemente uma pulseira florida toda giraça que eu tenho ;) perguntou-me: “Sabes o que quero aprender a ser quando for grande?”

E eu, debatendo-me algures num texto que envolve patilhas e tinteiros e cópias, perguntei, “então diz-me lá”.

E ela, da altura dos seus 5 anos, diz muito, muito alto: “Ca-be-lei-rei-ra! E costureira!”

O drama da indecisão. Mas ainda lhe falta muito :)

12/04/2005

O cocas (mas não, não é esse, é o outro)

O cocas: esse extraordinário brinquedo esquecido desde a nossa infância. Ao contrário de outras complicadas engenhocas infantis, basta um pedaço de papel dobrado de acordo com uma fórmula ultra-secreta, algumas cores para colorir os cantos e alguma imaginação para as palavras do interior (entre as quais estavam sempre presentes os hoje-inofensivos termos “burro” ou o invejável “simpático”, “sim” e “não” no caso dos cocas de adivinhação, etc.). Depois, é só pedir um número – e numa questão de segundos, o omnipotente cocas dirá de seu juizo qual é o nosso carácter, quais são os nossos sentimentos por alguém, etc. Existe ainda a possibilidade de lhe fazermos perguntas, e os seus dotes de vidente também o afirmaram como entretenimento da pequenada.

Quem nunca delirou com as capacidades analíticas de carácter do cocas? A bajulação, o gozo, a humilhação! Quem nunca ficou furibundo por ser chamado de burro por um simples papel dobrado que se move vertiginosamente ao sabor do movimento dos dedos? Quem nunca tentou pedir um número impossível de contar?

Quem é que ainda consegue fazer um cocas? ;)

09/04/2005

Tenho uma teoria...

...neste momento, existem alimentos ricos em todas as vitaminas, todos os minerais, que têm tudo o que precisamos. Acabada de beber um Adagio Simbiótico de morango e melancia, sinto que se comesse uma poderosa fatia do todo-poderoso pão-de-forma enriquecido com 15 vitaminas e ferro energético, nada me deteria. Se acrescentasse uma manteiga extra-light anti-colesterol, a meta era o universo. O caminho? Vamos tornar-nos imparáveis.

A minha teoria é que ingerindo este tipo de alimentos hiper-ricos em tudo, nem sequer precisamos de almoçar nem jantar, tornamo-nos invencíveis com este precioso auxílio químico - entupidos de L Casei Imunitass, "bifidus", vitaminas, minerais, anti-colesteroleicos, oxigénio activo, soja enriquecida, enzimas probióticas activas, sentimos que tudo está ao alcance de uma embalagem colorida. Agora só falta um iogurte/pão/... que contenha alegria, humor, boa-disposição para tudo ser perfeito.

Será que o elixir da juventude já existe, disfarçado numa das embalagens?...

Bom fim-de-semana, enriquecido com sol e bom-humor :)

07/04/2005

Ideias brilhantes postas em prática (para variar)



O chocolate com bolhinhas de ar é seguramente uma das melhores invenções chocoláticas de todos os tempos, mas acho melhor não pensarmos demasiado na forma como algum pioneiro mestre chocolateiro poderá ter desenvolvido o conceito! Ter-se-á inspirado no famoso queijo esburacado? Seria alguém sem escrúpulos e ávido de lucro? Ou terá injectado o ar no chocolate utilizando vias menos ortodoxas? Medo...

De qualquer forma, foi uma grande ideia. Inspirada pelas bolhinhas de chocolate ausente do Dairy Milk Bubbly, decidi elaborar o meu top* achocolatado pessoal:

1. Míticos e extintos guarda-chuvinhas da Regina
2. Chocolates da
Thorntons (Buáaaa não há cá!!)
3. Chocolate para o leite da Suchard Express
4. O novo e delicioso
Bubbly da Cadbury
5. Todos os outros

*Top sujeito a alterações inesperadas sem aviso prévio.

Godiva chocolatier: Secção de receitas bastante sugestiva, incluindo fabulosos cheesecakes de chocolate ;)
Chocolate Cuisine: Mais receitas com chocolate, incluindo de aperitivos e entradas!

06/04/2005

:)


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Originally uploaded by izzolda.

05/04/2005

XIC anuncia inovador canal para o Castêlo da Maia*

Dando continuação a um ambicioso plano de lançamento de canais regionais, o prestigiado grupo XIC apresentou o novo XIC CM, o canal XIC Castêlo da Maia.

De acordo com o director de marketing do canal, esta aposta regional era “necessária e urgente”, uma vez que “os vastos milhares de habitantes do Castêlo da Maia já mereciam um canal como este”.

A grelha do XIC CM aposta nos programas de ficção, dos quais se destaca a famosa série “CSI - Castêlo da Maia”. “Os milheirais do Castêlo são um cenário de rara beleza e intriga”, afirma o realizador da série, que admite também estar “deslumbrado com o potencial da vila enquanto pólo de atracção turística” e já tratou de adquirir uma quinta de 476 hectares na região.

A informação será outro prato forte do canal, salientando-se os boletins agrícolas e apícolas horários, que irão ser determinantes para a afirmação da projecção internacional da região como poderoso motor do desenvolvimento nortenho.

Entre os habitantes, a expectativa é grande. D. Maria, uma anciã de 87 anos, confessa: “Estou cansada de andar nos milheirais, agora quero é ver televisão.”

*obviamente, esta notícia é fictícia de tão ridícula.

04/04/2005

Sentimentos ou a ausência deles ou a verdade

Segunda-feira cinzenta. As pálpebras teimam em não abrir ao som do rádio-despertador. A minha alma também caiu como um vaso vazio ao ouvir o segundo rádio-despertador (sim, uso dois, o segundo canta-me para dizer que já devia estar a pé!), atraso iminente. Sinto as pinturas e as limpezas do fim-de-semana na pele com o sentimento do dever cumprido (bom dia, Cátia!). Escadas, água, água, água, roupa, brrrrrr do secador, iogurte líquido, chaves, corrida, carro, algum trânsito, cheguei.

Não me apeteceu contar-vos uma mentira de 1 de Abril, por isso conto a mais pura verdade do meu dia 4. Mentiras, ouvimo-las e contamo-las todos os dias, porquê glorificá-las num dia especial?


Boa semana :)

31/03/2005

O poder do sssssssooooooommmmm


Boing cabum xuac pst? Umpf! Poing...zumba puf tungas pás :)

Tlin tim pim, upa truclas. Vrum vrum tum, népias.

Grunf - é a minha favorita...tunflas! Qual é a vossa?

30/03/2005

A importância crucial da chapadona



Ontem ao ver o telejornal, aprendi o ensinamento precioso de um senhor da terceira idade, com certeza bem mais sábio do que eu: um estaladão na altura certa resolve todos os problemas.

"Todos temos por onde sermos desprezíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou o crime que a alma lhe pede para fazer."
Fernando Pessoa

29/03/2005

A vida numa ilha II: um metro a sério


The Lure of the Underground, Alfred Leete

Habituados que estamos ao nosso pequenino mini-metro do Porto, andar no metro de Londres é utilizar quase 400 quilómetros de linhas do serviço de metro mais antigo do mundo (desde 1863). Segundo os modestos ingleses, também é o mais organizado.

De facto, existem tantas placas, indicações sonoras e cartazes que um turista é imediatamente reconhecido e olhado de soslaio por não cumprir as regras gerais de etiqueta. Das mais famosas indicações características do metro londrino, destaco o mítico aviso sonoro “Mind the gap”, que soa em várias estações, também numa versão revista e ampliada “Please mind the gap between the train and the platform”. A indicação “Stand on the right”, que aparece em TODAS as escadas e mesmo em corredores, é a que os turistas têm mais tendência a desrespeitar, dado que se amontoam tribalmente nas escadas rolantes/estáticas, provocando a ira dos aceleras das escadas. O desrespeito desta regra aparentemente simples pode fazer com que sejamos brutalmente espancados com um simples olhar – a sensação é indescritível.

Uma das mais recentes obsessões sonoras do tube é avisar a toda a hora que para evitar interrupções do serviço, os passageiros devem sempre conservar os pertences junto a si e notificar as autoridades se virem coisas abandonadas. A potente e desconfiada brigada anti-terrorista britânica deve entrar em acção sempre que uma mochila/saco/etc. estiverem aparentemente sem dono, destruindo-os sem pestanejar e mesmo que o conteúdo seja uma inofensiva frutinha.

E bem, acho que já chega de informações sobre o metro :) Falta dizer que é um meio de transporte bastante caro – no mínimo, desembolsam-se cerca de 2,5 euros... Para saber mais coisas, eis alguns sites óptimos que encontrei (e dos quais saliento o que fala das estações que já não são utilizadas, o segundo):

Tubeguru (excelente mapa interactivo do metro)

Underground History – Disused stations on London’s Underground

BBC - Informações gerais sobre o Metro, o design do logótipo, etc.

50 Things you never knew about the London Undergound

Going Underground (página de navegação difícil, mas com toneladas de informação)

28/03/2005

A vida numa ilha I: English breakfast

Quando a pequena bolha onde vivemos muda de coordenadas geográficas, transforma-se numa pequena ilha que é só nossa, noutro local. Quando o sítio para onde vamos é, em si, uma ilha, o confronto é inevitável, pois a coexistência pacífica de duas ilhas é virtualmente impossível.

A lei geral de sobrevivência dita que a ilha maior se sobrepõe à mais pequena, sendo a nossa totalmente aniquilada. Ora no caso de Inglaterra, ocorre não a aniquilação, mas a absorção cultural, sendo nós instados a adoptar os hábitos locais. Neste primeiro relato da minha viagem a Londres, sou obrigada a falar de uma das piores, mais oleosas e aterrorizantes ideias britânicas e gastronómicas em geral: o English breakfast.

Este pequeno-almoço é nada mais, nada menos do que um dos meus ódios culinários de estimação. Começam por nos tentar impingir o dito nos hotéis (onde fiquei, pela módica quantia de mais 4 libras/6 euros que o Continental breakfast incluído). Também conhecido por “fry-up” por [quase] tudo ser frito, inclui salsichas de porco fritas (e a propósito, se ouvirem falar em black pudding, não pensem que é um complemento docinho do pequeno-almoço - “a kind of thick dark sausage made from animal blood and fat”, Longman Dictionary of Contemporary English – atrever-me-ia a chamar-lhe morcela?), bacon frito, ovos mexidos e/ou ovo cozido, cogumelos, feijão em molho de tomate, tomate frito ou grelhado, tostas fritas, cereais, chá preto próprio para pequeno-almoço ou sumo e deve ser complementado com ketchup e brown sauce.

Todos sabemos que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia. Mas meus amigos, para mim, esta assembleia gordurosa é um mistério inexplicável, um festim hipercalórico de validade nutricional duvidosa.

Viva a continentalidade do pequeno-almoço! Foi a primeira vitória da minha pequena ilha em terras de sua majestade :)

25/03/2005

Cheers from London!


Tate Modern em Londres

Recém-chegada da grande Londres, conto tudo quando tiver mais tempo e acabar de matar saudades da água de boa qualidade e da comida menos bombasticamente calórica! :)

18/03/2005

A estranha magia hipnótica das obras

Na zona onde trabalho, estão finalmente a avançar as obras do metro. Por enquanto, deslocam-se e aplainam-se terras, dezenas de camiões, perfuradoras e retro-escavadoras andam dum lado para o outro, trabalhadores, topógrafos e assistentes não têm mãos a medir...uma azáfama cujos resultados só serão palpáveis/visíveis daqui a meses, mas que “bota fogo de bista”, como já ouvi alguém dizer.

Aqui muito perto, há uma ponte que passa por cima da futura linha do metro. Noutro dia, reparei que ocorreu uma transformação brutal na zona da ponte: uma potentíssima retro-escavadora deslocava quantidades imensas de terra - mas não julguem que era essa a transformação. O que aconteceu de realmente extraordinário foi a concentração/amontoado de dezenas de velhinhos e transeuntes, que se debruçam, acotovelam, inflamam os ânimos para ver, sentir e debater as obras, a técnica, a evolução, o traçado da linha, enfim, tudo o que rodeia as obras é avaliado e dissecado ao pormenor. Alguns, inclusive, tentam ajudar o operador com indicações preciosas – no meio de um ruído infernal, gritam, “mais para a direita/esquerda”, etc, informações sem as quais o operador nunca conseguiria desempenhar o seu trabalho.

Cheguei à conclusão possível de que temos uma costela de engenheiros (especialmente notória na população mais idosa); temos a necessidade imperativa de sentir construir alguma coisa e participar nela de alguma forma – nem que seja com a língua, sentirmo-nos úteis.

16/03/2005

Sideways


Bom e recomenda-se :)

Coisas impossíveis de compreender - I

Há atitudes, acções e comportamentos que nos apoquentam, ora porque são descabidos, insólitos, estranhos, ou tão simplesmente idiotas.

Uma das cenas a que assisti hoje mesmo, apesar de simples, foi algo perturbadora. Na minha saída habitual de uma estrada principal (equivalente a uma auto-estrada) para outra secundária, enquanto esperava para virar à direita, há uma senhora respeitável com +/- 60 anos, de vestido impecavelmente vermelho, puxo à antiga, óculos, carteira pendurada no braço, que sai de um carro encostado à berma da estrada principal e se dirige calmamente para trás, caminhando na linha que separa a estrada principal do desvio para a direita onde me encontro. Parece pequenina, no meio de uma grande estrada como aquela. Chegando a um determinado ponto, põe-se a olhar para cima, para a placa que apresenta as direcções para aquela saída onde me encontro – que o carro donde ela saiu já passou, sem ter agora hipóteses de voltar para trás.

Os motivos que levaram esta senhora a arriscar a vida numa estrada de altas velocidades para ver uma placa que já não lhe era útil, não sei. Deve ter a ver com a nossa mania de fazer sempre tudo mais tarde ou tarde demais.

15/03/2005

Sport Billy - o regresso


Sport Billy
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Que bom seria se todos tivessemos uma mochila como a do Sport Billy, com tudo e mais alguma coisa! Se bem que certas e determinadas carteiras femininas encerram igualmente todo um mundo de utilidades e inutilidades que podem vir a provar ser de utilidade ;)

14/03/2005

E de repente, fez-se luz!

Lembram-se do meu escritório pouco colorido que descrevi num texto anterior? Consegui injectar alguma vivacidade no aspecto físico da minha secretária cinzenta, não através da OCD*, mas sim dum autocolante em forma de coração vermelho e branco que diz Peace & Love, estrategicamente colado no porta-lápis, e dum colorido copo com bolas bordô, cor-de-rosa e verdes multitonais. A cor está lentamente a invadir este espaço laboral cinzentão. Ninguém conseguirá deter os potentes tentáculos cromáticos que já estão em marcha!

Uma semana colorida para todos, com a ajuda das açucarado-achocolatadas amêndoas da Páscoa que começam a invadir o mundo ;)


*osmose cromatográfica dinâmica