15/09/2005

Tentativas II

Tentei ser saudável e comer uma maçã à sobremesa.
Tinha bicho.
Voltei ao chocolate. Esse raramente desilude! ;)

14/09/2005

Tentativas I

Tentei aumentar a velocidade do ar condicionado para as horas passarem a voar.
Não adiantou.

Críticas à análise da minha data de aniversário*

(que está por baixo deste post ;)

Vitalidade, energia e recuperações rápidas: pode ser que sim. Já me disseram que tinha um ritmo demoníaco, mas só é verdade de vez em quando :)

Hmmm, "possivelmente boa a cantar"?! Asseguro-vos que é mentira. A maneira como canto melhor é, decididamente, escrevendo as letras ;)

Imaginação e envolvimento em demasiadas coisas superficiais, mas com mente prática e racional?! Alguém precisa de um dicionário e não sou eu, que até tenho aqui muitos ;)

Altos e baixos...venham eles; eu até gosto de planaltos.

Conclusão: até gosto destes testes.
Posso chamar-lhes mentirosos na cara e eles a ralarem-se :)
Your Birthdate: July 12

Being born on the 12th day of the month (3 energy) is likely to add a good bit of vitality to your life.
The energy of 3 allows you bounce back rapidly from setbacks, physical or mental.
There is a restlessness in your nature, but you seem to be able to portray an easygoing, sometimes "couldn't care less" attitude.

You have a natural ability to express yourself in public, and you always make a very good impression.
Good with words, you excel in writing, speaking, and possibly singing.
You are energetic and always a good conversationalist.

You have a keen imagination, but you tend to scatter your energies and become involved with too may superficial matters.
Your mind is practical and rational despite this tendency to jump about.
You are affectionate and loving - but very sensitive.
You are subject to rapid ups and downs.


Via PorquinhoAzul :)

13/09/2005

Ar puro!

Especialmente para ti*, uma dose reforçada e revigorante do ar mais puro do mundo, agora em versão cibernético-bloguiana :)

A pedido, disponível também em embalagens ultra-portáteis.

*sabes quem és ;)

Palavra do dia III: arbejde

Em dinamarquês.

Quando não temos, queremos ter.
Quando temos, não o queremos.
Ou pelo menos não o queremos em demasia.

Que será? :)

11/09/2005

E não se podia...



...voltar atrás só um bocadinho?

Boa semana! :)

09/09/2005

Palavra do dia II: Regenschirm

A palavra do dia de hoje designa um objecto imprescindível, pelo menos aqui onde estou, e durante muito tempo no Inverno. Muitas pessoas não gostam de usar. Há de todas as cores e padrões, resistentes e decadentes, pequenos e gigantescos. E é das minhas palavras favoritas em alemão: Regenschirm.

E pelos vistos, vai ser preciso para o fim-de-semana.

E já que falamos nisso...bom fim-de-semana!

Dança da chuva

Chove, chove, chove, chove, chove...

Quando andava na escola primária, tinha um guarda-chuva vermelho com jogadores de futebol pequeninos e outro azul com cães amarelos, um impermeável transparente e umas galochas (não eram daquelas com olhos que eu tanto queria, snif snif) que me faziam achar a chuva bonita e gostar de saltar nas poças. O problema era que tínhamos de passar o recreio num recinto coberto horrível, escuro, demasiado pequeno para tanta criançada. Nesses dias, a chuva nunca mais parava.

Assim como hoje, em que ainda mal parou de chover. Mas não nos podemos dar ao luxo de não gostar da chuva, a cair de mansinho e a regar tudo e a evitar os incêndios.

Por isso, let it rain :)

08/09/2005

Agitar antes de abrir

O dia começou agitado; acordei mais cedo com gaivotas a tentarem despedaçar o telhado e as janelas que me separam do céu (num sótão, que é onde tento dormir). Já vos tinha dito que odeio gaivotas? Pois, odeio.

O dia continua agitado: o volume de trabalho aumentou significativamente. Projecto técnico, aborrecido e que envolve toneladas de pesquisa. Que curiosamente, é aliciante, secalhar precisamente por ser difícil :)

Conclusão: nem todos os dias agitados são necessariamente maus.
Um bom dia para vocês ;)

07/09/2005

Palavra do dia: zdravo!*

Hmmm. Uma nova secção "palavra do dia". Gosto.

A ver DVDs de filmes cómicos a fugir pró idiota, também se aprende qualquer coisa.
Primeiro, surge a dúvida ao ver o menu inicial de selecção: que língua será hrvatski?
Não há nenhuma ligação linguística com a palavra em português ou línguas conhecidas, não se consegue estabelecer um parentesco, ninguém percebe donde é a língua, desistimos.

Conversa infrutífera com almofada ergonómica.
Manhã, as maravilhas da tecnologia e dos algoritmos de pesquisa.
Hrvatski é nada mais, nada menos do que croata.

*"olá!"

06/09/2005

Máquina 0, Eu 2

Not short scenes xungas. It has ceninhas that they are foleiras and ready.

Não curto cenas xungas. Há ceninhas que são foleiras e prontos.

OK, OK, eu não gozo mais com a tradução automática. Mas ainda gostava de descobrir uma frase em que a máquina não traduza nada ;) às vezes, era tãaao preferível.

Humanos que querem ser máquinas

É triste ter de explicar a uma pessoa que uma palavra não tem necessariamente de ter sempre a mesma tradução.

Ou então sou eu a ser esquisita, como de costume :)

Máquinas que querem ser humanas

Título alternativo: Uí spic inguelixe

Máquina: Olá, as is today? It has days where it is so difficult to arrange reasons to write, that today I decided to illustrate the virtues of the automatic translation. E believes, entirely has manuals and summaries written with this precious aid. Real translators for what!? We go all maquinês speech and to rejubilar with the result. [Tradução do texto que se segue no Babelfish]

Eu: Olá, como estão hoje? Há dias em que é tão difícil arranjar motivos para escrever, que hoje decidi ilustrar as virtudes da tradução automática. E acreditem, há manuais e ementas escritas inteiramente com este auxílio precioso. Tradutores reais para quê? Vamos todos falar maquinês e rejubilar com o resultado.

seres não-vivos e adoptar tamagotchis

Uma procura de alguém do Brasil que saiu gorada e foi dar aqui.

A outra, de alguém das Honduras que foi dar aqui.

Neste blog está tudo vivo e os animais de estimação são a sério :) ou alguém confessa ter um tamagotchi?!

05/09/2005

Coisas que não valem a pena I




Beber horchata engarrafada (esta verdade, comprovada por 2 horchatólogos mais ou menos convictos e 2 amigos estóicos e insubstituíveis que fizeram o favor de provar e dar por verdadeira esta teoria, também documentada fotograficamente :)

Não vale a pena pela bebida em si, claro está.
Porque em compensação, um brinde vale sempre a pena. Ainda para mais em boa companhia!

Regar, regar, regar...

“Para regar os 31 campos de golfe actualmente existentes no Algarve é necessário um volume de água equivalente ao consumo de uma cidade com 240 mil habitantes - ou seja, cerca de 60% da população residente na região - indica um estudo universitário.”
JN, 05/09/2005

Dentro das medidas previstas para poupar água e diminuir os fogos florestais, foi decidido que brevemente, os habitantes das áreas circundantes de campos de golfe serão simpaticamente convidados a ir viver para os ditos campos e aproveitar a água da rega para tomar banho e cozinhar, a horas em que o campo não esteja a ser utilizado por golfistas. É assim que Portugal, um país com vincadas e seculares tradições no golfe, responde à seca e aos incêndios florestais.

Bernardo de Fonssecca e Esppíritto Santto, um renomeado golfista nacional, argumenta: “Nunca ninguém viu relva a arder, certo? Nem um campo de golfe que se preze sem relva verde e viçosa, pois não? Assim está tudo resolvido! Ainda por cima depois vêm bué de turistas golfar forte e feio, tá a ver? Todos ganham com estas medidas ímpares no mundo.”

A semana começa cinzenta, ao contrário dos campos de golfe, sempre verdinhos.

02/09/2005

Os vossos desejos são ordens

Aqui fica uma ENORME, fofa, suculeeeeeenta, de-li-ci-o-sa, magnânime e magnífica fatia de bolo de chocolate imaginária...especialmente para o vosso fim-de-semana :)

Achocolatem-se!

Discurso indirecto forçado

Na maior parte dos dias, odeio indirectas. Eu sei que não inevitáveis, mas (e principalmente) vindas de quem nos conhece mal, são totalmente dispensáveis.

Prefiro que me falem sempre a cantar :)
(e como gosto desta expressão!)

01/09/2005

Era doce

Peço desculpa às duas pessoas do Brasil cujas expectativas se viram defraudadas no errortográfico: não há aqui "imagens de bolos" nem "receitas com Ovomaltine", palavras estas pelas quais pesquisaram num motor de busca brasileiro, que amavelmente as dirigiu para este blog.

Conclusão lógica: tenho de pôr mais açúcar neste blog.

Discurso indirecto livre*

Que não, que as coisas não estavam tão más há muito tempo, que eram tempos difíceis, que não se devem ter grandes expectativas em relação a evoluções nem situações definitivas. Ah, que sim, esperavam que melhorasse, mas que era importante fazer o ponto da situação. Talvez tudo melhore; entretanto, ficamos aqui sentadinhos à espera.

*que claro, me faz lembrar o grande Eça de Queirós (>e que óptimo site este da Biblioteca Nacional, com o essencial sobre Eça e algumas das obras/espólio de Eça em formato digital!).
Voltando ao tipo de discurso, também me faz lembrar o perigo que é dizer o que alguém disse sem emitir juízos de valor :)

30/08/2005

1000?!

1000 visitas a um simples erro merecem uma comemoração!

Por isso sai um copo do melhor espumante/champagne/cava para todos :) à escolha do freguês!

Posso abrir excepções para os fãs inveterados de Martini [nos quais me incluo].

E obrigada ;)

Caro Sr. Génio da Lâmpada

Por enquanto só...

...quero ir à Índia.
...quero ir à Argentina e à América do Sul em geral...ou então visitar o continente Americano todo.

A lista não é muito extensa...dava para ver um destes desejos satisfeitos assim...ainda esta semana?

Viagens da nossa vida....quem as não tem?

Onde querem vocês estar um dia?...

29/08/2005

Notícia em primeira mão

Após anos e anos de logro e errância, é finalmente reposta a surpreendente verdade, que escapou casualmente dos lábios do seu portador, um senhor de meia idade, residente e trabalhador em Ponte de Lima – cidade que inscreve, assim, o seu nome na história da alimentação em geral e do vegetarianismo em particular.

A revelação é demolidora: uma das refeições rápidas mais antigas do planeta terra, o atum, é na realidade um vegetal. Carne do mar? Qual quê! Bróculo das ondas, couve-flor surfista, vegetal galopante, serão estes os novos epítetos deste recém-aclamado ser clorofílico verde. Após a determinação científica precisa da sua categoria - tubérculo, leguminosa, rebento, etc. – o atum será incluído na nova edição da roda da alimentação, revista e ampliada (o errortografico está em condições de avançar desde já com as informações exclusivas de que a roda conterá agora as novas categorias gomas e lápis de cor, sendo que o lápis azul escuro é considerado o mais nutritivo).

Rejubilem, companheiros vegetarianos, afinal há salvação possível.

Há sempre o atum.

28/08/2005

T’estimo Barcelona

Sim, amei Barcelona e vou adorar voltar muitas e muitas vezes.
Não, não esteve mau tempo e só choveu um dia (Catalunha não é *só* Barcelona :)
E claro que sim, recomendo vivamente! De preferência, com tempo para poder parar e ver a cidade em movimento e absorver o mais possível e beber uma horchata fresquíssima (que desgosto não poder trazer um carregamento, será que alguma vez vou encontrar disto à venda por terras lusas?!).

Vi muita coisa e tudo o que queria ver por enquanto, mas fiquei com muito por ver para poder voltar ;)

Por isso, gostei...


Pelas cores e pela luz


Pelo ritmo



Por isto


Por aquilo


Por estes momentos



E por tudo o resto :)

Adéu férias, olá sítios do costume

Faltam poucos minutos para o fim cronológico das férias.
Relembro-me que não vale a pena ficar triste e que as saudades são só do que há-de vir e que muito do que eu gosto e as pessoas de quem eu gosto estão aqui e isso é o que interessa.

Posto isto, é o regresso :)


Benvinguts ao errortográfico pós-Barcelona!

12/08/2005

Férias G R A N D E S

Depois de sabermos o que são as férias grandes, meses e meses de lazer e preguicite aguda, madrugadas e manhãs em frente à TV a ver bonecada ou a esperar por ela (ou era só eu que gramava o 70 x 7 e o TV rural à espera dos desenhos animados porque me levantava cedo demais?!), praia, lanches na avó com doces cheios de açúcar proibidos pelos pais, longos passeios de triciclo ou bicicleta, sopas carinhosamente “confeccionadas” com as hidranjas do jardim no quintal da avó, recortes de papel que ganham vida social e familiar, brincadeiras com os irmãos (ou irmã, no meu caso :) e primos e vizinhos e o cão, compras de material escolar novinho em folha e livros a cheirar a papel fresco, não há férias que nos encham as medidas como essas*.

Quem trabalha, tem de se contentar com uns míseros 20 e poucos dias de férias (que raramente podem ser seguidos).

Ora eu acho isso muito e muito injusto.

Um dos consolos das férias quando já se trabalha é que não há trabalhos de casa para fazer a correr antes de começarem as aulas!

Mesmo assim, vivam as férias. Este blog fica mais ou menos em banho-maria (ainda lhe dou umas espreitadelas enquanto estiver por aqui, antes e depois de Barcelona) até ao regresso ao trabalho *GRUNF!*, lá para o final de Agosto.

Até lá, óptimas férias para quem vai e óptimo trabalho para quem fica!

*À excepção das viagens da nossa vida, claro ;)

11/08/2005

Ah, ah, ah!

No Público de hoje:

"Fogo consumiu 130 hectares entre Coimbra e Pombal e provocou o corte da A1. Suspeito foi libertado
O indivíduo que no passado sábado terá alegadamente ateado o incêndio que destruiu uma vasta área florestal, entre Soure e Pombal, provocando mesmo o corte da A1, foi detido pelos investigadores da Directoria de Coimbra da Polícia Judiciária (PJ). Trata-se de um estucador, de 29 anos, residente em Condeixa-a-Nova, que assumiu imediatamente a autoria do incêndio. Garantiu ter sido a primeira vez que ateou um fogo e explicou tê-lo feito apenas por divertimento. As chamas deflagraram em Roulhão (Soure) e o homem, que não tinha antecedentes criminais, terá usado um isqueiro."

Divertimento? Di-ver-ti-men-to?! Alguém me belisque, sff.

A febre das borlas

E dos brindes.

O nosso coração de tuguinhas palpita por uma boa borla ou um bom brinde. Ficamos com suores frios só de pensar que há uma borla ou um brinde e não estamos lá, arrepiamo-nos ao pensar que as pálas para o sol que nunca, mas nunca iremos utilizar podem acabar antes de termos uma.

É ver quem anda a distribuir coisas de borla (profissão de risco!) andar com um enxame de pessoal a acotovelar-se, a correr perigo de vida para obter um belo boné amarelo que diz "Transportes Joaquim e Manel Lda" ou "Cabeleireiros Nani", ou então aquela esferográfica que vai ficar mesmo a matar na nossa colecção de mais de 478 canetas e lápis variados.

No Verão, assistimos à proliferação de brindes distribuídos com iogurtes, gelados, bolachas, cereais, vinho, etc. Diz-nos simpaticamente a pessoa das promoções “se levar só uma embalagem de gelado, não leva nada, mas se levar 4 já recebe uma bonita e útil colher. Se levar 32 embalagens, leva uma mochila térmica com GPS.” E nós, febris, pensamos “e agora, eu preciso de um brinde, e aquela colherzinha de café fazia cá um jeitaço! Por outro lado, a mochila é que era.” Quando nos decidimos finalmente a levar muito mais embalagens de gelado do que as necessárias, truflas, outra promoção: comprando apenas 6 iogurtes, levamos um copinho colorido. Mas o dilema, nós queremos toda a colecção de copinhos! E comprando apenas 36 embalagens de iogurte, ficamos com a colecção toda e DE BORLA!*

Quem nunca aproveitou uma borla que se denuncie. Eu ainda anteontem adquiri febrilmente 4 garrafas de água+chá para ter uma bela bolsinha. E que jeitosa que é!** ;)

*Esta promoção é verídica.
** OK, admito, *só* por acaso estou viciada nessa água+chá!

PROMOÇÃO DO DIA

Comente apenas 52 posts deste blog e obtenha um post personalizado totalmente GRÁTIS! Aproveite já, SÓ HOJE!

Errortográfico – há 6 meses a errar para si ;)

Pêssegos e cogumelos

Ontem à tarde:
- Sim, e para sobremesa, que podemos fazer?
- Olha, só me me lembro daquela sobremesa com cogumelos, natas e palitos La Reine!
- Ah, cogumelos, sim senhora...
- Eu disse cogumelos? Queria dizer pêssego!

Se confundir cogumelos com pêssego não é um indicador claro de que as férias se aproximam, não sei o que será.

10/08/2005

Hábitos inúteis que prevalecem*

Porque é que eu insisto em fazer listas de compras, afazeres, tarefas e em escrever na agenda e depois nunca utilizo esses supostamente preciosos auxiliares de memória? Guardo as listas mentalmente e lembro-me constantemente delas (não de forma obsessiva, mas estão lá e pior, lembro-me delas quando é preciso!), ocupando assim uma parte do cérebro que poderia ser rentabilizada para algo mais proveitoso. Eu sei, é bom ter boa memória para algumas coisas, mas mesmo assim... resta-me fazer o enooorme sacrifício de comer queijo a ver se as listas se tornam úteis.

Hábitos medievais que prevalecem

1. Cuspir para o chão
2. Não tomar banho
3. Não usar desodorizante
4. Não ir ao dentista e ignorar dentes amarelos e podres achando que dão um ar vivido

5. Ignorar qualquer atitude higiénica recomendável relativa ao cabelo e pavonear a oleosidade/secura/casposidade/etc. como se não houvesse amanhã
(ou vários/todos em simultâneo)

Ainda não descolei do tema medieval.
Mas é difícil, quando constatamos que afinal, a feira medieval é quando o homem e a mulher quiserem...

Hola Barcelona, com va això?


Imagem da Sagrada Familia de Gaudi

Daqui a uma semana estou em Barcelona! Finalmente.

Alguma sugestão de coisas imperdíveis? :)

Para dias cinzentos e não só...

...músicas melodiosas. Na versão do Jeff Buckley, sff. E para ouvir até não poder mais.

Lilac wine is sweet and heady where's my love?
Lilac wine, I feel unsteady, where's my love?
Listen to me, why is everything so hazy?
Isn't that she, or am I just going crazy, dear?

Lilac Wine, I feel unready for my love...

09/08/2005

Inveja III, a vingança

Ha! Queriam mais confissões existenciais! Agora chegou a minha vez de fazer inveja...e que tal um bolo de chocolate recheado de mousse a sair do forno, acompanhado por fruta laminada? :P

Inveja II

16h05
- Olá, estás boa? Que andas a fazer?
- Por acaso ia mesmo agora tomar o pequeno-almoço.

Inveja I

13h25:
- Olá, estás bom? Já almoçaste?

- Não, acordei agora.

08/08/2005

Desperate Housepets

Liberta o medieval que há em ti

Descobri que não gostava de ter vivido na época medieval (ou então que ainda vivo e não gosto).

Alguém devia explicar às pessoas que lá por irem a uma feira “medieval”, não têm necessariamente de encarnar uma personagem medieval.

Cerca de 90% dos visitantes da feira a que fui este fim-de-semana pareciam ter regressado ao passado, pelo menos a julgar pelo odor corporal, pelos encontrões e calcadelas mesmo quando havia espaço de sobra, pela forma de comer as sandes que se vendiam na rua - de boca aberta e a deixar cair pedaços de carne gordurosa em toda a parte - pela maneira como falavam em altos berros ao telemóvel (tornando-o um objecto dispensável, já que os interlocutores iriam ouvi-los sem qualquer problema apenas por via aérea). O auge da feira foi uma conversa que ouvi entre dois homens dos seus trinta anos, um deles de muletas, ambos horrorosos e a tresandar, que iam a olhar de cima a baixo todas as mulheres que passavam e foram depois no encalço de duas jovens (uma delas não tinha mais de 15 anos):

-“Eix, olha-me estas duas! Não iam?”
-“Quais, ah, estas! Atão num iam? Era já! Olé se iam! Ai ninas!”
-“Vamos atrás delas, despacha-ti!”

Depois desta injecção de medieval, várias calcadelas e berros-lancinantes-supostamente-ao-telemóvel-ao-meu-ouvido depois, só me apetecia uma banheira perfumada cheia de flores e uma caixa de chocolates.

Não cheguei a concretizar o desejo em si
(e a consciência do gasto de água que ele implicaria nunca me deixaria fazê-lo)*.
Mas saí de lá com a certeza de que nasci na época certa.

*Posso sempre vingar-me nos chocolates.

05/08/2005

Contagem decrescente


Calvin: "I've been thinking, Hobbes --"
Hobbes: "On a weekend?" -
Calvin: "Well, it wasn't on purpose..."

Bom fim-de-semana ;)

Sol

And I know I'm gonna steal her eye
She doesn't even know it's wrong
And you know I'm gonna make her die
Take her where her soul belongs
Know I'm gonna steal her eye
Nothing that I wouldn't try

Hey, my sun-eyed girl
Hey, my sun-eyed girl
My sun-eyed girl
Hey, sun-eyed girl

Beck, Girl

Há músicas que nos deixam bem-dispostos. É o caso desta do Sr. Beck, que não me canso de ouvir nem por nada!

Depois também há outras palavras que nos deixam bem-dispostos; obrigada pela referência, Maria Lua, e que essas férias cheguem cheias de sol e peixe e wild shopping sprees ;) beijinhos meus e da ou-Riça lá de baixo*

Piropos?

A ideia generalizada de que uma mulher gosta sempre de um bom piropo é parcialmente verdadeira.

Parcialmente porque na remota hipótese de o piropo ser bom, tem de haver um bom emissor para que o ciclo esteja completo.

Ora se o piropo já é francamente mau e depois o emissor é francamente feio, porco, gordo ou magro e mau, ou pior, quase tudo ao mesmo tempo, podemos dizer que perdeu uma óptima oportunidade para estar calado e fazer melhor figura.

*categoria na qual incluo grunhidos e latidos; sim, é para si, Sr. Gordo que nem um chibo da bomba de gasolina.

Bom dia a raio X :)



Nymphaea (Water Lily) 1998, Judith K McMillan

04/08/2005

Desa Bafo

Sabem qual é a sensação de não querermos provar uma coisa porque cheira mal (quem nunca disse "sabe a lixívia" quando nunca bebeu lixívia)?

É que esta é uma afirmação do género: se alguém quer saber qual é a sensação de estar dentro duma máquina de secar roupa, basta sair à rua aqui no nosso cantinho à beira mar plantado.

Actualizações

Andei a actualizar a minha lista de links.

Porque já lia esses blogs e porque gosto deles.

Também porque continuo com pouco que fazer e tenho tempo de sobra :)

Acima de tudo, porque sim.

E mais uma vez, Londres...

You Belong in London

A little old fashioned, and a little modern.
A little traditional, and a little bit punk rock.
A unique woman like you needs a city that offers everything.
No wonder you and London will get along so well.
What City Do You Belong in? Take This Quiz

[Visto primeiro no rosa carne]

Rebelião refrigerada

Ontem saí de casa para escapar ao calor e dirigi-me a uma conhecida gelataria numa das margens do rio Douro (e que bonito estava ontem!). Estava apinhada, como era de esperar numa noite como a de ontem.

Como os funcionários eram poucos para tanta gente e ainda por cima não eram dos mais eficientes, havia um certo clima de guerra civil no local, pois nada nem ninguém pode deter a nossa ânsia de gelados (mas alguém consegue deixar de comer um gelado depois de pensar em comê-lo?).

Pessoas desejosas de gelados acotovelam-se no balcão, famílias numerosas debatem-se com a lista em busca da opção mais económica para toda a prole, clientes que querem fazer pedidos, clientes a reclamar por não terem recebido o que pediram, clientes que querem pagar.

Mas o que estava a acontecer de fora do comum tinha a ver com os pequenos papelinhos para escrever sugestões. É que toda a gente os ia buscar, obviamente, para reclamar. Quase não chegavam para as encomendas, tal era a fúria de reclamar por escrito, deixar registada a indignação por não se ter o ambicionado gelado o mais depressa possível.

Quando toca a gelados, ninguém nos pise os calos.

O meu porquinho


Na onda dos testes...estes que implicam desenhar não são de facto o meu forte, mas...

http://drawapig.desktopcreatures.com

03/08/2005

Riça

Como nunca vou poder ter uma ouriça-cacheira em casa, o blog adoptou uma..vejam o fim da página ;)

"Botão coração, botão pra dizer não...

...Ahhhh que eu caio ao chão, sem me sentir beeem!"*

Não é toda a gente que escreve *E* canta bem ao mesmo tempo ;)

*Esta parte é-me estranhamente familiar!
Canção dos s0ma com letra da rukiazinha

Esquisita, eu?

You Are 40% Weird

Normal enough to know that you're weird...
But too damn weird to do anything about it!



Visto no Bomba Inteligente

Coisas que não mudam

Odeio areia dentro dos sapatos
Odeio o ruído dos sacos a serem amassados
Gosto de ouvir rádio
Odeio acordar as pessoas
Não gosto de me ver na maior parte das fotografias
Gosto de ver a publicidade na TV (mas já não corro para a televisão só para a ver, como quando era pequena)
Gosto de escrever, muito

Gosto de afiar lápis
Abomino couves de bruxelas

Gosto do silêncio à noite e faço tudo para não fazer barulho quando já está alguém a dormir

Adeus, tesoura

Acho que posso dizer que acabou um ciclo da minha vida.

A minha irmã partiu a minha tesoura cor-de-laranja arredondada com olhos, que já tinha praí desde os seis anos. Depois de ir comigo para todo o lado, de cortar centenas de etiquetas de roupa, papel de lustro, recortes de jornal, de andar na boca de um dos antigos cães da minha avó (e de ser resgatada a tempo, em troca de uma bolacha), sucumbiu numa tarefa trivial.

Era velhinha. Mas cortou sempre aquilo que não interessava e interessava.

O meu porta-lápis nunca mais vai ser o mesmo. Nem eu.

Já perderam um objecto vital, daqueles de estimação de que se vão lembrar sempre?
Então sabem do que falo.

02/08/2005

Frase do dia

"Ó menina, escolha-me aí um bolo bom!"
Anónima num café.

Admiro a coragem da senhora. Noutro dia, confirmei que era impossível confiar assim na menina do café, pois ela assegurou-me que aquele sumo era "mesmo bom", dos melhores sumos, uma maravilha. Entusiasmei-me com a veemência da menina e truflas, pedi o sumo. Passados poucos momentos, estava intoxicada e agoniada a tentar consumir um sumo extremamente açucarado a saber a xarope.

Mas isso também pode ser porque eu sou esquisita... ou exigente ;)

Aposto que já tiveram más experiências no sector da restauração?

01/08/2005

Matthew, I ate the whole apple :)

And I'm not even very fond of red apples.

Excerto de entrevista a Matthew Herbert, Público, 29/07/2005
"- Recentemente, apresentou "Plat du Jour" ao vivo, na Casa da Música do Porto, onde pediu ao público para trincar maçãs. No fundo, não é um desperdício de comida?
- Parti do princípio que iriam comer o resto... Fiquei desiludido porque as pessoas deram duas ou três dentadas e depois puseram-nas de lado. A ideia era alimentá-las e gravar. "

Postcrossing

Ou de como é sempre óptimo pôr em prática as boas ideias!

Accio férias!*

E eis que estamos em Agosto: o país em modo de pausa (sim, ainda mais notória) volta dentro de momentos.

Embora tenha férias daqui a duas semanas, não me importo de tentar trabalhar em Agosto. Demoro menos de metade do tempo a chegar aos destinos, há muito menos gente em todo o lado e há um sentimento de euforia geral pelas férias que foram há pouco tempo, que estão a ser ou que vão ser em breve.

Fala-se das viagens, da praia...e a minha avó insiste veementemente que daqui a nada, está aí o Natal :)

*E vivam os fãs do Harry Potter ;)

29/07/2005

Pocket-size post

Bom fim-de-semana!

Everybody's changing...

...and I don't feel the same.

Londres. Que saudades :)

Prato do dia



Num belo dia, algures num restaurante duma terra de horizonte e mar...

Cliente: Boas tardes, eram as sardinhas à descrição, sáxabori.

Empregado: Ora portantos, é p'ra já. Fique vosselência sabendo que "As sardinhas são peixes da família Clupeidae. Geralmente de pequenas dimensões (10-15 cm de comprimento), caracterizam-se por possuírem apenas uma barbatana dorsal sem espinhos, ausência de espinhos na barbatana anal, caudal bifurcada e boca sem dentes e de maxila curta, com as escamas ventrais em forma de escudo. São peixes pelágicos que formam frequentemente grandes cardumes e alimentam importantes pescarias." Obrigada e boas tardes, são 40 Euros.

28/07/2005

Às vezes

é bom não conseguir perceber tudo :)
Nodreix els teus sentits
d'aquests ulls foscos
que et desvetllen la pell,
assaboreix la llum,
la salabror del Sol damunt els llavis;
tasta la fruita,
vesteix-te amb els colors del bosc,
acull el vent entre les mans
i l'enigma dels astres,
dibuixa els llargs cabells del mar,
camina el temps
amb la mirada oberta.


Carles Duarte, poeta e linguista catalão

27/07/2005

Copy Paste

Ou de como o Ctrl+C e o Ctrl+V deviam ser comandos integrados em quase tudo. Seria aí que copiaria uma quantidade massiva de açúcar para colar em tudo o que me apetecesse, pessoas, coisas, sítios.

Nas alturas em que não se passa nada, era útil para a d o ç a r o d i a :)

25/07/2005

Há com creme ou sem creme!

Ah, que descanso :) já me tinha esquecido de como era bom não fazer quase nada, a não ser ir à praia, estar estendida ao sol, espalhar camadas generosíssimas de protector, nadar e... pouco mais. Agora, estou mais uma vez de volta até às próximas férias, desta vez “grandes”, que felizmente serão em breve ;)

Mas não pensem que tudo foi deleite: também trabalhei árdua e afincadamente para a rubrica “...do mundo”. Tudo para vos poder agora transmitir, em primeiríssima mão e num exclusivo interplanetário deste blog, que a bola de berlim do nosso caro sul do país é nada mais, nada menos do que a melhor do mundo.

O pregão começa a ouvir-se ao longe; “...liberlim!”, “olhás boas bolinhas!”, “olhás quentinhas, acabaram de chegar”, o famoso “há com creme ou sem creme”, etc. É aí que entra a forte componente matemático-filosófica das férias: queremos prescindir de um banho em breve em prol de uma bola? Quanto tempo demorará a digestão da bola até podermos tomar banho? A dúvida existencial “bola ou banho” é prontamente resolvida e mediante essa decisão crucial, a nossa vida na praia adquire um sentido.

Descobri também que uma das melhores e mais eficazes formas de tortura desumana é a privação da bola de berlim. Estamos tão convencidos de que para ir à praia basta o sol, um bikini/..., a toalha e o protector, que corremos o risco de esquecer a componente material necessária para aceder à bola de berlim. Candidatamo-nos então à insanidade por ouvirmos o pregão e sentirmos aquele cheirinho a açúcar e canela com um leve toque de fritura sem podermos saborear a origem.

Mais palavras para quê? Era uma com creme para comer já, sáxabori.

E para quem quiser tentar a sorte:
uma receita de bolas de berlim

15/07/2005

Férias!

Por mais que o trânsito e a confusão se transfiram para as estradas que vão dar às praias, por mais que os restaurantes estejam a abarrotar, por mais calor ou frio ou nevoeiro que faça, por mais que nos cansemos de não fazer nada (na teoria, isto é possível, segundo dizem) ou de fazer coisas a mais, por mais escaldões que apanhemos ou dores de pernas de tanto andar, as férias têm uma dimensão divina e mística para todos, em especial para quem trabalha.

Por isso nesta época-de-gozo-de-férias que se inicia, ficam os meus votos de boas férias para todos :)

Durante a próxima semana, tenciono passar os meus dias ao sol a ouvir o mar, a ler alguns dos livros que tenho em lista de espera e a vegetar em geral e em particular.

Até à volta!

A nova dimensão da perseguição: o telemóvel

Ou a aplicação real e obsessiva do mote “não vá, telefone”.

Todos sabemos que praticamente toda a gente em Portugal tem telemóvel. Por isso, andamos sempre todos dependentes do telemóvel para tudo: dou-te um toque quando chegar, manda-me uma mensagem quando saíres, liga-me quando chegares, dá-me um toque se quiseres uma bola de berlim e dois se quiseres um milfolhas, enfim. Acordamos com o despertador do telemóvel, a nossa memória está dependente dos lembretes, da agenda, das notas, da capacidade do cartão de memória...Até spam para telemóvel já há, há mensagens em cadeia com a temível ameaça “envie já a 347 pessoas, senão terá 27 anos de azar no amor”, há vírus transmitidos via Bluetooth, há 1 nov lgg p falar q temux d percebr ...não nos falta nada. Com tudo o que de bom e mau isto tudo acarreta.

De bom, estamos sempre em contacto com toda a gente. De mau, precisamente o mesmo, com a agravante particularmente irritante de perdermos muito tempo a falar ao telemóvel *acerca* do próprio telemóvel:

“Estou? Estás bem? Liguei-te já 7 vezes e não atendeste...que se passa?”
“...”
“Como, não ouviste?! Ah, estava sem som e estavas no banho. Mas liguei-te 7 vezes, parece impossível! Foram mais de três minutos a marcar e remarcar. E já liguei prá tua mãe e prá tua tia a ver se estavas lá e tudo.”
“...”
“Só sei que liguei 7 vezes, tinhas rede e fartou-se de chamar, chamar, eu aqui a ralar-me, ia sempre para a caixa postal...estava a ver que te tinha acontecido alguma coisa ou que te tinham roubado o telemóvel. Pronto, também era só para saber se estava tudo bem, então xau, ligo-te mais logo.”
“...”*

O telemóvel está a tornar-se uma droga dura altamente viciante. Quem é que nunca perdeu as estribeiras por se ter esquecido do telemóvel?

*conversa ouvida por mim, mas simplificada.

14/07/2005

Silêncio

Quando se faz uma homenagem a alguma coisa, tornou-se costume cumprirem-se um ou mais minutos de silêncio a uma determinada hora.

É o reconhecimento universal de que em algumas alturas, o melhor é mesmo estar calado?

13/07/2005

Voltei, voltei...

Fui só ali fazer anos num instantinho e já vim.

Devo confessar que já me sinto muito mais sábia!

Ou isso, ou estou a perder (ou a encontrar, quem sabe?) a sanidade.

08/07/2005

Donde estou

Vejo um céu que sei que está azul, mas que está totalmente encoberto pelo cinzento alaranjado dos incêndios.

Só donde estou, vejo 4 focos de grandes incêndios diferentes com um fumo tão escuro, mesmo escuro...

Enquanto isso, os carrinhos antiguinhos do menino riozinho já andam nas corridinhas, vrum, vrum, que girinhos e fôfinhos.

Há dias em que as melhores coisas não se vêem, ouvem-se e cheiram-se... valha-nos o prato do dia servido pelo Matthew Herbert na casa da música :) e bom fim-de-semana!

07/07/2005

Resiliência

do Lat. resilientia, resilire, recusar, voltar atrás
s. f., Mecân.,
capacidade de resistência ao choque de um material, definida e medida pela energia absorvida pela ruptura de uma amostra de secção unitária desse material;
energia necessária por unidade de volume para deformar um corpo elástico até ao seu limite de elasticidade.


A propósito, não posso deixar de recomendar a leitura deste post do --lost--in--translation.

Não há palavras...

...para qualificar mais este atentado.

Decididamente, e além de destruir quase tudo o que a rodeia, a humanidade auto-destrói-se.

Em dias como este, é mais difícil lutar contra o pessimismo.

05/07/2005

“Another way is possible. We just need to know the recipe.”

Sábias palavras. Eu bem tento :)

Gostei muito
deste site (onde também aparece esta frase do título), que faz uma crítica à alimentação que consumimos, à qualidade dos alimentos e aos padrões alimentares estabelecidos.

Para alegria de muitos, o autor vem ao Porto – e até traz um chef para cozinhar nos concertos. Afinal de contas, a comida é *a* língua internacional, que todos falamos com mais ou menos erros ortográficos. Já este Sábado, Matthew Herbert na Casa da Música.

Entretanto, boas produções culinárias e ainda melhores sabores :P

04/07/2005

Sem rádio

Por impedimentos tecnológicos avançados*, não posso ouvir rádio no meu bólide branco. Dado o silêncio da viagem, vejo-me obrigada a alegrar a minha viagem tentando entoar qualquer música, mas...cheguei à conclusão de que nunca me consigo lembrar de músicas boas para cantar, que venham à mente na altura certa.

De repente, dou por mim a trautear uma qualquer música brasileira de um carro que passe com ela em altos berros, a repetir a última música que ouvi sem me conseguir lembrar de outra...mesmo que não conheça bem as músicas, uma simples frase que ouça é suficiente para me entreter durante algum tempo, até deixar de me poder ouvir a mim própria. Tal qual como uma playlist repetida até à exaustão – com a agravante de que não tendo eu uma singlist fixa, há longos momentos de silêncio meditativo. Por outro lado, descobri o poder de improvisação proporcionado pelo medley ou pela remistura e fusão de várias músicas.

Acho que sou viciada em rádio no carro. Volta, chocolateirazinha que propaga ondas, até te perdoo os maus contactos.

*código perdido

01/07/2005

A técnica

Por motivos de ordem técnica, a reportagem da cerimónia de chá ainda não será hoje :) Além disso, achei que seria chique utilizar a expressão “por motivos de ordem técnica”.

No fundo, vinha só desejar-vos um bom fim-de-semana, sem motivos de ordem técnica a atrapalhar!

30/06/2005

O maravilhoso mundo do Google Maps

Qualquer semelhança com a cidade onde moro não é pura coincidência...acho que até consigo ver a minha toalha a secar! ;)

A minha casa algures no Google Maps

Zai jian*

Hoje vou ter a última aula de chinês deste ano lectivo, que inclui uma demonstração de uma cerimónia de chá a rigor! Prometo que vos conto tudo amanhã...até lá, fiquem com uma informação importante: para os chineses, é um insulto oferecer um relógio, porque a expressão “oferecer um relógio” em chinês é parecida com outra que quer dizer que se deseja a morte...portanto tenham muito cuidado com as prendas que dão...watch out for what you give ;)

E para mais informações sobre o chá na China: Chinese-Tea.net

*até à vista

28/06/2005

Take


Um dos cães farejantes da minha avó, um dos únicos cães trepadores do mundo - não conseguindo saltar, escala! :)

É o costume?

Passado algum tempo a trabalhar no mesmo local, deixamos de ter por onde variar nos passeios e nos lanches – principalmente quando esse local é relativamente pequeno e inserido numa zona industrial com matas e montes em redor. No princípio, lutava contra a frase “é o costume?” nos cafés que frequento, e bastava essa pergunta para me deixar de apetecer uma meia de leite e um pão com manteiga e passar a querer um sumo tropical e uma bola de berlim. Acho que cheguei inconscientemente a pedir coisas de que nem sequer gostava só para poder contrariar o temível “costume”.

Mas acreditem, ao fim de um certo tempo, quando já sabemos que o sumo tropical é demasiado doce, a bola de berlim é demasiado grande, as torradas têm sempre demasiada manteiga e o sumo de ananás sabe a mofo, convenhamos que há a tendência para instalar hábitos por já sabermos o que é bom ou mau.

Foi então que fiz uma descoberta importante: podemos usar o “costume” a nosso favor. Sim, podemos personalizar os pedidos ao ponto de já não ser preciso dizer “era uma meia de leite escura com leite frio e adoçante e um pão integral clarinho com pouca manteiga ligeiramente aquecido!”

Às vezes, o costume dá jeito. A quantidade de palavras que se poupam, o prazer das coisas quase a chegar à mesa mal entramos no café.
É deliciosamente preguiçoso.

Se não consegues vencê-los, junta-te a eles.

24/06/2005

A necessidade de "encaixar"*...

...ou de como "os preconceitos não estão nas palavras, mas sim na cabeça das pessoas".

Uma das minhas professoras de filosofia da secundária repetia esta frase até à exaustão. E por menos que eu gostasse dela enquanto pessoa, tive sempre de reconhecer que nesta questão, tinha razão.

Até que ponto podemos (e temos legitimidade para) presumir coisas e tirar conclusões de palavras que não fomos nós a dizer/escrever? A fronteira entre a interpretação e a avaliação/julgamento é ténue. Depois, ainda há que considerar e aceitar o efeito que a nossa interpretação/avaliação tem no autor. Mais importante que isso, há que reconhecer a possível validade ou inutilidade das palavras. No fundo, saber como e quando comunicar.

Falar com outra pessoa nunca é o mesmo que falar sozinho (passe o estilo notoriamente Lili assumido da frase). Mas por incrível que pareça, ainda há muitas pessoas que não fazem esta distinção e outras que a fazem demasiadas vezes. É como saber quando se deve corrigir um erro ortográfico :) e quando é melhor estar calado. Claro que isto, sou só eu a interpretar as minhas próprias palavras.

*Leia-se também estereotipar ou presumir

comunicação
s. f., acto, efeito ou meio de comunicar; participação; aviso; informação; convivência; trato; lugar de passagem de um ponto para outro; comunhão (de bens); atribuição mútua das propriedades da natureza divina à natureza humana de Cristo.

23/06/2005

S. João!

Na noite de S. João
Vou snifar um manjerico
Depois apanho um balão
E vou saltar num bailarico

A inspiração esvai-se,
A persistência manda a mão
Escrever tanto versinho

P'ra desejar bom S. João :)

22/06/2005

A vida em mono

Nós portugueses temos tendência para ter um tom de voz monocórdico (uns mais, outros menos, obviamente, mas a essência está lá e é inegável).

Para compensar a homogeneidade tonal, utilizamos o volume; vai daí, quando queremos argumentar ou debater, toca a projectar a voz para níveis ultra-sónicos em vez de apostarmos na subtil entoação para marcar a nossa posição. Ainda por cima, quando há pessoas que realmente apostam na entoação, têm o azar de soar extremamente teatrais a la Morangos com Açúcar (conhecida telenovela, para os mais desatentos aos temíveis fins de tarde da televisão nacional). OK, mais uma vez, há casos de sucesso (em número ínfimo).

Vem isto a propósito de uma senhora que frequenta habitualmente uma das salas do local onde trabalho, que tem com toda a certeza um dos tons de voz mais monocórdicos do mundo. Com a agravante de evidenciar também aquele descontrolo tonal que provoca os picos de voz repentinos e retira toda a credibilidade às ideias. O resultado é um cruzamento entre um violino desafinado, o som de uma colher a rapar um tacho de ferro fundido e comprimidos para dormir, tal é a monotonia do tom (que contrasta com os súbitos picos, espelhando a contradição latente). Memorável.

Work, work, work...



Ora cá está uma rara oportunidade de escrever "Parabéns!" em trabalho, e com ponto de exclamação e tudo - seguramente o sinal de pontuação que menos utilizo em trabalho.

E também uma oportunidade para vocês verem o meu fabuloso ambiente de trabalho quase diário (e sim, há outros programas igualmente interessantes do ponto de vista visual, mas incalculavelmente úteis...).

Volto já :)

21/06/2005

Viva o Verão!

(passe a aliteração)

E tenho dito :)

17/06/2005

Alerta verde em jeito de quadra sanjoanina

Ó meu rico fim-de-semana
Fim-de-semana iminente,
Vem aí o S. João
Não caibo em mim de contente!

Divirtam-se :)

16/06/2005

Ni hao! Wo shi hanyu xuesheng :)

Uma amostra grátis da língua mais falada no mundo...entre cujos falantes, infelizmente, ainda não me incluo. Mas calculo que nos próximos 50 anos consiga aprender as frases básicas!

15/06/2005

As palavras não se gastam

Gastam-se os olhos de as ler, o corpo de as sentir e escrever, os neurónios de as unir e separar, eliminar, transformar, fixar para depois anular tudo e começar de novo.

As palavras desgastam.

E permanecem.

E depois destas considerações que sinto hoje na pele, eis-me de volta :)

Sim, andei afastada. Decidi testar eu própria os efeitos da hibernação na Primavera, por isso andei temporariamente afastada do mundo e da vida, numa tentativa de auto-regeneração celular e cósmica que me iria proporcionar benesses inimagináveis.

Resultados concretos verificados: a hibernação não é para mim.

E além disso tinha saudades de toda a gente, e minhas.

Se isto tudo soou muito estranho, passo a traduzir: andei a traduzir [um livro]; logo, perto das palavras, mas longe de tudo o resto :)

Agora já estou aqui.

13/06/2005

Urgentemente

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Eugénio de Andrade

Tive de decorar este poema na escola primária, até hoje.
Constatei que a maior parte do mundo devia decorar este poema.
Cheguei à conclusão que mesmo que toda a gente o decorasse, não o ia pôr em prática.
Quem o faz, já o sabe de cor, secalhar por outras palavras :)

10/06/2005

Todos os fins-de-semana do mundo

deviam ser prolongados.

05/06/2005

Os bibelôs nunca nos desiludem

Houve uma época em que toda a gente tinha bibelôs por toda a parte. Hoje isso já não acontece em tão grande escala, mas ainda persistem bibelôs que se tornam uma companhia diária, pois mesmo que não queiramos, eles estão lá para nós – especialmente quando não controlamos totalmente as escolhas decorativas do local onde vivemos. Ele é pessoas, animaizinhos, anjinhos, chaveninhas, caixinhas, dedaizinhos, pratinhos, frutinhas, florinhas, cestinhas, enfim, tudo serve para adornar cada milímetro de espaço livre das casas. Hoje em dia, e apesar de haver mais algum espaço livre – minimalismo oblige – muitos bibelôs povoam ainda a típica casa portuguesa.

Mas o que me leva realmente a falar de bibelôs é o tipo de bibelô que mais me faz espécie: animais vestidos.

Recentemente confrontada com a presença de um novo bibelô-coelho cá em casa, que até tem um ar relativamente amistoso e ostenta um bem-disposto sorriso, reparei que ele enverga uma t-shirt e um macacão very retro (e atenção, toda a vestimenta está cuidadosamente coordenada do ponto de vista cromático, com o cuidado acrescido de este coelho ser fashion q.b., pois os tons do vestuário oscilam entre o caqui e o castanho). Se tudo parasse por aqui, estávamos conversados, mas além da vestimenta cuidada e do ar feliz, este coelho está sentado numa confortável posição de pernas cruzadas, qual yôgi, e agarrado a uma cenoura gigante.

Palavras para quê, amigos, rendo-me a toda a vasta equipa de criativos que produziu este coelho, pois dei comigo a querer que ele falasse. Mal me explicasse o porquê da cenoura gigante, acho que podíamos ser grandes amigos.

Por enquanto, vou-me limitar a retribuir o sorriso quando passar por ele. E cheguei à conclusão que os bibelôs existem para nos ensinar que há sorrisos que estão sempre lá para nós :)

04/06/2005

Tardio

Desde pequena que não gosto de ruídos. Não são todos os ruídos, são só aqueles persistentes, irritantes; resumindo, não gosto de ruídos que não gosto de ouvir, não é que isso explique alguma coisa, mas a esta hora pouco se explica :)

Por isso as melhores horas do dia, ou da noite, são estas, as horas em que o mundo está silencioso e tudo se ouve e o frigorífico é ensurdecedor e até ouvimos ruídos longínquos que nos fazem pensar no que se passa lá fora, quando toda a gente dorme.

É aí que vamos dormir também.

Bom fim-de-semana.

02/06/2005

"É fresquinho?"

Na esteira da rubrica “...do mundo”, esta é com toda a certeza uma das perguntas mais inúteis do mundo.

Sendo especialmente aplicável a produtos comestíveis, ao comprar um bolo ou pão, damos connosco a perguntar “É fresquinho?” – questão esta que, para além de ridiculamente inútil, é um dos sinais de que estamos a ficar intrinsecamente velhinhos (nenhum jovem se preocupa se é fresquinho ou não, pois tem bons dentes para aguentar qualquer sêmea inesperadamente recessa).

Um dos meus objectivos ao fazer, ocasionalmente, esta pergunta, é esperar encontrar um dia alguém sincero, alguém que me diga sem hesitar: [ler com cerrada pronúncia da beira interior] “Não, menina, não só não é nada fresquinho, como o comprei a semana passada numa padaria ali prós lados de Vila Real de Santo António; já ia direitinho para a secção de restos aspirantes a broas de mel, tinha bolor e bicho, mas raspei tudo bem raspadinho, lavei, deixei ao ar, pus côco e ovos moles por cima e tento impingir a quem não me fizer essa temível pergunta!”.

Mas a humanidade simplifica: “Sim, menina, é do mais fresquinho que há!”, com um ar extremamente ofendido por termos perguntado. E nós, eternos inocentes, acreditamos e compramos.


"What if everything is an illusion and nothing exists?
In that case, I definitely overpaid for my carpet."


Woody Allen/QuotationsPage.com

01/06/2005

Os cães da vizinha

Eu gosto de cães. São geralmente simpáticos, afagáveis, brincalhões e fôfinhos.

Os únicos cães do mundo de que eu não gosto até agora são os da minha vizinha do lado. À vista desarmada, parecem dois rafeirinhos inofensivos, balofos e com sérias dificuldades de locomoção devido à vida fisicamente sedentária.

Mas as respectivas gargantas, senhores, que poderio vocal. Fustigando toda a vizinhança do alto do seu terraço, sentem-se donos do mundo.

Cheguei à conclusão de que um dos cães, decididamente o guru espiritual do outro, é filósofo. Ladra a tudo: a quem passa, aos ruídos, aos pássaros, aos outros cães, ladra a toda a hora, principalmente quando está toda a gente da vizinhança em sua casa, excepto...os próprios donos dos cães. O outro lá lança o seu latido menos portentoso, para mostrar que também manda o seu bitaite. Qual dupla Sócrates/Platão, andam sempre juntos a filosofar, um mais activo, outro mais caladinho e surrelfa (com certeza irá ainda publicar vários livros com os ensinamentos do mestre ladrador, arrecadando rios de dinheiro à custa do outro).

Nos momentos mais filosóficos do canídeo, apetecia-me oferecer-lhe uma generosa taça de cicuta. Mas a minha natureza genericamente pacifista manda-me pôr a música mais alta e esperar que ele se canse.

31/05/2005

Imagens de cortar a respiração

Não por serem bonitas, mas por serem de pulmões.

A propósito do dia mundial sem tabaco, que é hoje, enviaram-me o
link de um site, mas não posso dizer que o recomende (e depois não digam que não avisei).

Fiquei foi a pensar na quantidade de dias mundiais que existem e na sua maior ou menor utilidade ou legitimidade. Quem cria os dias mundiais? O mundo inteiro tem de os aprovar? E se alguém não concordar, mesmo assim esse dia é um dia mundial? Há algum dia que não seja mundial?

Já agora propunha a criação do dia mundial de tudo, para satisfazer todos aqueles que ainda não têm um dia mundial, e de nada, para satisfazer aqueles que odeiam os dias mundiais.

28/05/2005

Um caracol com a noção das suas limitações...


Mighty snail

...ou não. Este caracol que vêem relativamente mal na foto passeia pelo vidro pára-brisas de um carro. Viajou desde Matosinhos até um conhecido shopping, deu umas voltas pelo parque de estacionamento, voltou ao carro e apanhou boleia outra vez para a cidade. Durante a viagem, os seus corninhos mexiam ao sabor do vento; tanta rapidez era inimaginável para este pequeno ser viscoso, que além de agarrado à casa estava agarrado à vida através da substância que liberta. Infelizmente veio depois a perecer, não sobrevivendo à queda vertiginosa do vidro até ao solo.

A sorte nem sempre é dos audazes...

27/05/2005

Tarã!

Depois de resseber milharesh de meiles a deezer qe exte belógue era uma farça i qe nãonhe tiña errus nenhunhx i tal, xegou u mumento tão anciado: u día enqe exte belógue ixtá a penas xeio de errush inqúérentes, para çatisfaser tudu i todus. Bon findese mana!

25/05/2005

No seguimento do pimento padrão mais picante do mundo...

...e a continuar a rubrica a que chamarei “...do mundo”, apresento-vos: a batata.

A batata é um tubérculo originário dos Andes, na América do Sul. Nesta região de altitudes elevadas, clima austero e solo de fracas condições, a batata resiste e é cultivada há mais de 7000 anos; só em 1570 é que a primeira batata chegou à Europa, na era pós-Colombo. No entanto, a nossa amiga batata não vingou rapidamente junto dos consumidores, pois era associada a “comida de pobres” e a plantas venenosas (sim, a família da batata é venenosa, as folhas da batata são venenosas e a própria batata, quando adquire uma tonalidade esverdeada, pode ser venenosa e indigesta). Só se tornou um êxito na Europa a partir dos finais do século XVIII. Nessa altura, foi essencial o papel do Sr. Parmentier, um amante inveterado da batata que tentou a todo o custo fazer com que fosse consumida em França pelas suas vantagens nutricionais. Como não conseguiu vender a ideia só com argumentos saudáveis, tentou de outra maneira: comprou um terreno nos arredores de Paris, plantou batatas e montou guarda à plantação durante todo o dia. Movidas pela curiosidade e por pensarem que devia ser um produto valioso, as pessoas começaram a comprar e a plantar batata. E assim se difundiu a batata e a sua lógica, e com certeza deve ter sido nessa altura que surgiu a expressão “vai plantar batatas”.

E agora perguntam vocês, “porque raio é que estamos a levar com a história da batata, quando ainda por cima era suposto esta crónica ser da temática ‘....do mundo’”?! Simples: refiro-me à melhor invenção culinária batatal de todos os tempos, que se limita a pegar na batata e a associar-lhe a componente violenta – senhoras e senhores, a BATATA A MURRO. Presto-lhe aqui a minha sincera homenagem.

Agora só falta a parte “...do mundo” pela qual tanto ansiavam: inquestionavelmente, a melhor batata a murro do mundo está na Casa Serrão, nessa bela terra de horizonte e mar que é Matosinhos. E tenho dito.

Fonte: InDepthInfo.com: Temas algo limitados, mas com alguns apontamentos interessantes.

24/05/2005

Grandes mistérios da humanidade I – os nomes dos bolos portugueses

É inegável: os nomes dos bolos das pastelarias portuguesas são do melhor (alguns bem melhores que o bolo em si, enquanto outros nos revoltam por não fazerem justiça ao teor do bolo).

Ao longo da nossa vida, temos tendência a mudar de bolo periodicamente para melhor espelhar o que sentimos:

a) top of the pops: duquesa, tamar, bispo, napoleão, bola de berlim, jesuíta, milfolhas, delícia de açúcar ou chocolate, guardanapo, caramujo, glória, limonete – bolos ideais para quem não se preocupa com cáries ou calorias, são autênticas bombas-refeição. Comê-los é dizer um grande “não me ralo” ao mundo e todos precisamos de um bolo destes de vez em quando;

b) importados: éclair, croissant, palmier, chauffon de maçã, muffin, donut – bolos para os gourmets internacionais, que querem pedir o mesmo bolo em qualquer parte do país ou do mundo;

c) animálicos: pata de veado, ratinho – não sei bem a que associar esta categoria, talvez a uma identificação com o reino animal?

d) inexplicáveis: estaladinho, arrufada, brioche – os bolos de quem não quer demonstrar nada do que pensa nem pensar no que quer. Podemos estar a pensar numa questão complexíssima de álgebra linear, mas todos conseguimos articular “era um galãozinho e uma arrufada, ‘sáxabori”;

e) genéricos: queque (variantes cenoura, passas, etc.), bolo de arroz, pastel de nata, mariazinha, pastel/tarte/fatia/rolo de qualquer coisa – a força do hábito leva-nos a pedir estes bolos de vez em quando, mesmo quando na realidade não nos apetece bolo nenhum;

f) broa de mel: para quem quer tudo ao mesmo tempo, a broa de mel é o bolo ideal. Sendo um bolo que obedece à máxima ecológica de reutilização, é o primeiro eco-bolo do mundo.


OK, poucos destes nomes têm explicação lógica, mas também quem quer saber disso? Nós, caros amigos, temos um dom precioso: ultrapassamos todas as dificuldades onomásticas com um simples: “Era um daqueles bolos em forma de caramujo compridinho, daqueles recheados de chocolate com coco ralado, nozes e fios d'ovos por cima e mais um sumol de ananás, sáxabori!”.