07/10/2005

Asfaltación, siempre

Quando vários não-passeios na zona onde trabalho (ou seja, "passeios" supostamente destinados a peões que estão há mais de dois anos e meio ainda em estado bruto de terra e gravilha ou lama - consoante as estações do ano - e que servem maioritariamente para efectuar estacionamento irregular e caótico) são furiosamente asfaltados numa bela tarde nublada, que por acaso, e só por acaso, também é o último dia de campanha eleitoral...isso é pura coincidência.

Bom fim-de-semana! Boas votações ;)

Let the sunshine in!



Duas comédias para um fim-de-semana de eleições.
Como se fossem precisos mais motivos para rir ou para chorar [a rir] ;)

Uma ainda no cinema, outra nos clubes de vídeo ou em DVD (desta última, recomendo vivamente uma visita ao site oficial).

Quanto a mim, ambos os filmes são das melhores comédias dos últimos tempos. Ambos têm excelentes bandas sonoras. No caso de Napoleon Dynamite, há duas personagens com dicção e tom de voz memoráveis, com deixas que permanecem e que nos lembramos de citar nas alturas mais improváveis.

Resumindo, vejam, se estiverem para aí virados.

Teacher: Your current event, Napoleon.

Napoleon Dynamite: Last week, Japanese scientists explaced... placed explosive detonators at the bottom of Lake Loch Ness to blow Nessie out of the water. Sir Godfrey of the Nessie Alliance summoned the help of Scotland's local wizards to cast a protective spell over the lake and its local residents and all those who seek for the peaceful existence of our underwater ally.

06/10/2005

6%?!


Ainda só visitei 6% do mundo. Lamentável.
Já sabia que era pouco...mas o mapa deprimiu-me e deu-me vontade de aumentar a percentagem. Vou mostrá-lo às chefias aqui da empresa para ver se me aumentam e me dão mais dias de férias - afinal, ainda tenho tanto para andar! Não posso ficar aqui à espera que o mundo venha ter comigo, pois não?
E a vocês? Aonde vos falta ir?

Contagem decrescente


Auto-retrato com vestido de veludo, 1926

I am not sick. I am broken. But I am happy as long as I can paint.

Directamente de Londres para Santiago de Compostela, a maior exposição sobre a genial Frida Kahlo. Aqui tão perto, de 28 de Outubro a 20 de Janeiro.

Depois não digam que não avisei ;)

O mel e a canela no arco-íris

OK, concedo: de vez em quando, temos mesmo necessidade de extravasar e escrever coisas melosas, tão adocicadas, tão cheias de canela, tão cheias de carinho, amizade, amor e sorrisos e arco-íris e palavras bonitas, até rebuscadas. Palavras cheias de chantilly.

O problema é que este tem de se utilizar na medida certa.

Senão enjoa e estraga o resto.
E nas palavras, não o podemos tirar com uma colher.

Correndo o risco de soar a insensível, sejamos realistas: ninguém sobrevive só de chantilly (embora muitos não desdenhassem a ideia).
É que em exagero, é enjoativo.

04/10/2005

Era uma implantação, sáxabôri!

Bom feriado ;)

Pre-ocupações mentais

Algumas pessoas levam a sério o significado do prefixo.
Preocupam-se antes de ser preciso.

Ou quando nunca vai ser preciso.
Por natureza, pós-ocupo-me mais do que me preocupo.
Por isso não adianta tentar o contágio:
sou imune em 99% das ocasiões.

Eu ouvi

Telejornal nocturno num canal português. Vêem-se imagens do drama de Nova Orleães, ainda há água onde não se quer água.
Jornalista: "condutas gigantes fazem o BOMBARDEAMENTO de água..."

Conclusão: há guerras a mais na televisão.

03/10/2005

Palavra do dia VI: ablaknyílás

Podemos escolher tê-la ou não.
Mas nem sempre nos deixam escolhê-la.
Às vezes também não é precisa.

Em húngaro.

Janela para o eclipse

Munida dos meus óculos ridículos, mas úteis, e da minha máquina fotográfica, estava tudo pronto para ver o eclipse. Teria de fazer o intervalo da manhã à hora do ponto máximo para ver a melhor parte. Qual não é o meu espanto quando constato que o melhor ponto de vista do eclipse é precisamente... a minha secretária de trabalho (mais propriamente, as duas grandes janelas que a rodeiam, e que tanto amaldiçoo pelo calor que deixam passar).

Portanto estive a trabalhar *e* a espreitar o eclipse com os óculos sempre que me apeteceu.

Ver o sol a sorrir para nós - literalmente - não é todos os dias :)

30/09/2005

Este fim-de-semana

Não se esqueçam de preparar tudo para o eclipse que se avizinha!
É já na Segunda-feira.
Óculos, máquinas fotográficas, chapéus, escadotes, o que quer que seja: não há desculpas para o perder (obviamente, também vai ser transmitido em directo na Internet, com a agradável vantagem de não precisarem de usar óculos com aspecto ridículo).

Entretanto, bom fim-de-semana!

Comparação e revolta gelada



"É bom, este chá. Sabe a perna de pau!"*

(chá: rooibos morango)

Uma das vantagens de sermos adultos ou financeiramente independentes é podermos comprar os gelados que nos apetecer. Não temos de implorar um gelado aos pais ou às avós ou a qualquer pessoa com o mínimo de poder de compra.

Mas acho mal isto das colecções de gelados. Então uma pessoa afeiçoa-se ao gelado e na próxima colecção, nicles batatóides, já não há, acabou, puf! Foi descontinuado! Afinal, quem decide o sucesso dos gelados? É só o top de vendas? Então e as imensas minorias que gostam dos gelados menos vendidos, não têm direito a usufruir do seu mais-que-tudo?

O momento em que descobrimos que o nosso gelado acabou é triste. E eu tenho um especial azar, porque todos os gelados de que eu começo a gostar acabam passado pouco tempo. Como se isso não bastasse, vou a outro país e descubro um gelado de que gosto. Mas mesmo as marcas supostamente internacionais não têm os mesmos gelados em todos os países, não senhora! Eu quero o Solero frutos vermelhos aqui na nossa Olá e não nas equivalentes alemã, britânica e espanhola! Não há direito!

Ai, estas desigualdades. Nem o mundo gelado é ideal.

*Fora do contexto dos gelados, esta frase é muito estranha.

29/09/2005

Liberta o biscateiro que há em ti!



Todos temos um biscateiro em potencial dentro de nós. Quem nunca tentou fazer um conserto, um arranjinho que fosse, quem nunca tentou arranjar uma solução engenhosa para um problema? Seja ele uma ligação eléctrica, uma peça partida, um electrodoméstico avariado, uma peça descosida... a tentação é grande. A coisa está lá, danificada, a precisar de arranjo, nós até temos uma caixa de ferramentas reluzentes... decidimos tentar a nossa sorte.

É aí que entram em acção o instinto, a inspiração e o improviso.
Bem como uma boa dose de sorte, se o empreendimento for de monta.

Depois, os resultados:
1. apoteose - tarefa bem sucedida e gáudio generalizado;
2. relativo sucesso - a coisa está remediada ou desenrascada;
3. fracasso e humilhação - a coisa ficou significativamente pior e é necessária a ajuda de um profissional (ou de um biscateiro mais experiente);
4. catástrofe - danos irreparáveis e baixa acentuada da auto-estima.

Biscateiros deste mundo, acusem-se.

Os biscates mais arriscados que fiz envolveram colagens e coseduras.
Decididamente eu, é mais bolos.

Palavra do dia edição especial: terima kasih*!

É o que quero dizer à Helena do Voudaquiparaali, pelo convite e pela simpatia, que me puseram tão cor-de-rosinha como este blog!

Em meu nome e em nome de toda a equipa do Errortografico (que curiosamente também sou eu), um grande CHUAC daqui para ali :) Foi um prazer escrever noutras paredes!

E se não conhecem ainda o blog de que falo...de que é que estão à espera?!

*em malaio.

28/09/2005

Post light

0 calorias

Tolerância zero (matinal)

De manhã, acordo bem disposta, mas sem disposição para muitas perguntas e falatórios.
Geralmente, não falo com ninguém até chegar ao trabalho. Agora imaginem o que é vir trabalhar e ter alguém na mesma sala que dispara perguntas em todas as direcções, todas, e conta todas as histórias que não queremos ouvir àquela hora, com todos os pormenores que não queremos nem nunca vamos querer saber, mesmo a outras horas. A minha tendência é responder com monossílabos, manter a calma e tentar fazer perceber que não estou para aí virada (e acreditem, eu nisso sou bastante convincente). Mas qual quê. Não adianta. A coisa continua, e continua, e eu já tendo de escrever (trabalho!), ainda tenho de ouvir alguém a falar ao mesmo tempo de mil coisas que realmente não me interessam e a perguntar tudo e mais alguma coisa.

A arte não está só em conversar. A arte também está em saber quando estar calado. É por isso que com as pessoas com quem nos damos bem ou com quem realmente *comunicamos*, falamos também com o olhar, com as reacções, com as expressões faciais, com os gestos. Sabemos quando as palavras são acessórias.

Por isso, sou muito pouco tolerante com quem é impermeável aos outros e ao que lhe estão a tentar comunicar (sempre). Não há paciência nem boa vontade que resista.

27/09/2005

Da importância do cabeleireiro

Quando era pequena, a minha mãe cortava-me o cabelo à tigela – corte esse que nunca considerei que me favorecesse por aí além, mas que tive de manter durante largos anos. Depois, passou a arrastar-me para o cabeleireiro à viva força; e como odiava as secas que apanhava, levava uma parafernália de equipamento-para-passar-o-tempo (coisas tão versáteis como mini-lápis de cor de aroma frutado, ganchos de cabelo e bonecos de plástico, livros variados).

Quando comecei eu a escolher o corte com o aval maternal, a coisa tornou-se mais empolgante, embora na época, os cortes fossem invariavelmente todos iguais nas pessoas que conhecia nos anos 80 (franja e comprimento algures entre o queixo e o ombro, para usar a bela da bandolete/fita - ou pior, para fazer a combinação pála com gel + bandolete).

Hoje em dia, e como não tenho a vantagem de conseguir cortar o cabelo a mim própria, como algumas pessoas, vou ao cabeleireiro para promover a saúde capilar, lavar e arejar a alma. Posso escolher o corte, o penteado, o champô, o gel...mas não posso nunca, jamais, estar calada.

Quando era pequena, ninguém levava a mal se não falasse...hoje em dia, tenho de ir ao cabeleireiro com vontade de falar. Com vontade de dissertar sobre a crise, sobre os preços elevados, sobre novelas e reality shows que nunca vejo. Para fugir aos assuntos que não domino, uso a estratégia mergulho-numa-revista-cor-de-rosa, uma das inúmeras disponíveis no local (mas quem raio é a Kiki Trindade?!). Mas nunca consigo fugir totalmente, há sempre uma pergunta que se destina a incluir-me na conversa. Eu agradeço o esforço, mas...acham que se levar uns lápis de cor consigo escapar?

“Se a solução...

...entrar em contacto com os olhos, lave-os imediatamente com água.”

Estes manuais técnicos ensinam-nos tantas coisas úteis.

Agora já sabem, se encontrarem a solução, não a atirem para os olhos.

26/09/2005

Ter ou não ter...

Tinha relativas saudades de ter companhia nesta sala de trabalho (mas é um facto que trabalho melhor sem intromissões; já me distraio o suficiente sozinha).
Não tinha saudades das conversas intermináveis ao telefone, dos pormenores geralmente inúteis contados em exagero. De pormenores que não interessam a ninguém. Das histórias e das perguntas repetidas dezenas de vezes.
Há saudades assim, que passam depressa. Ou que nunca chegam a existir.

Palavra do dia V: sove

Indispensável para a vida e para a saúde corporal e sanidade mental.
Gostava de poder x mais.

Em Norueguês.