04/11/2005

Coisas inúteis deste mundo I - Puxe/Empurre

Quem terá tido a brilhante ideia de pôr sempre um autocolante/painel/... nas portas com a informativa e supostamente útil-e-facilitadora-de-vida palavra ‘Puxe’ ou ‘Empurre’?

É que acabamos muitas vezes por escolher a opção errada, embora a palavra mágica esteja em frente ao nosso nariz. E melhor, facilmente constatamos que se não abre assim, vai abrir assado. Simples. E há tão poucas coisas assim, genuina e intrinsecamente simples.

Mas nós tínhamos de complicar, não era?

03/11/2005

Fúrias (in)contidas

Há coisas que são capazes de despertar o pior que há em nós. Coisas que num determinado momento, nos enervam e nos enfurecem, fazem-nos sentir mal por querermos tomar ou tomarmos mesmo alguma atitude enfurecida ou descarregar em alguém/alguma coisa que esteja por perto.

A mim, enervam-me e enfurecem-me os ruídos persistentes, como alguma coisa no carro que teima em bater ou assobiar - não descanso enquanto não descubro a origem do barulho e a silencio.
No trânsito e em filas de pessoas, há dias e dias...dias em que não me importo de demorar mais e dias em que me enfureço por demorar muito a andar tão pouco ou a fazer uma coisa tão insignificante.
E o cúmulo das fúrias, no meu caso, acontece quando não encontro alguma coisa de que preciso, ou até de que não preciso, mas quero encontrar – atinjo o meu ponto de insuportabilidade, protesto, acuso tudo e todos, acuso-me a mim por não conseguir encontrar a dita coisa, reviro tudo de pernas para o ar até a encontrar ou até a dar por irremediavelmente perdida.

O pior das minhas fúrias é que regra geral, descarrego em quem estiver por perto; embora seja manifestamente incapaz de agredir alguém fisicamente, posso acabar por agredir com as palavras. As minhas fúrias acabam, geralmente, nas palavras. Ou num silêncio que mais cedo ou mais tarde, vai acabar com palavras ainda mais furiosas.


O que é que vos enfurece e qual foi a atitude mais enfurecida que já tomaram?

02/11/2005

¡Que viva Santiago de Compostela!

Caminhos com chuva


com sol


à noite


ou durante o dia
...


Sempre em boa companhia por ruas antigas, cafés históricos, restaurantes de tapas, exposições memoráveis, e tudo sem horas marcadas.

Foi um óptimo fim-de-semana prolongado* :)

*E como bónus, uma semana mais curtinha!

28/10/2005

Pés para que vos quero


Uma das partes do corpo mais martirizadas e esquecidas (a não ser quando incomoda) é, seguramente, a área dos pés, a base da nossa vida.

Lembramo-nos sempre mais deles quando fazemos turismo, porque podem piorar exponencialmente, ou mesmo impedir as nossas visitas turísticas devido ao excesso de utilização. E por mais confortável que *pensemos* que é o calçado, os passos demonstra-nos quase sempre o contrário. Houve momentos de viagens em que achei mesmo que não ia conseguir andar mais. É o drama: então estamos num sítio onde queremos ver tudo e o nosso propósito máximo é encontrar uma CADEIRA ou um BANCO?! Haja paciência, pezinhos, mas vão ter de aguentar as minhas caminhadas, custe o que custar.

Portanto, um dos meus objectivos de vida é encontrar e adquirir os sapatos mais confortáveis do mundo (se alguém tiver dicas, agradeço).

E isso é uma coisa que só posso fazer...andando.

Então se me dão licença, vou fazer mais uns testes a sapatos e botas e afins e mostrar às minhas solinhas os caminhos de Santiago. Não no sentido literal da expressão, porque não vou para lá a pé – quem sabe, um dia. Vou só andar por Santiago em si, ver uma certa exposição e ver o que conseguir ver.

Vivam os fins-de-semana prolongados! Se não nos virmos antes, até para a semana ;)

27/10/2005

Palavra do dia X: pioggia


Lá fora.

Em italiano. Que é uma das minhas línguas favoritas.

E hoje, as minhas conversas de fim de tarde vão ser em italiano ;)

Traduzir, por favor

Há palavras que enjoam se forem demasiado utilizadas.
Que se saturam com o uso.
Há palavras que nos cansam e que ficamos cansados de dizer;
outras que por mais que as utilizemos, não cansam nunca.
Outras palavras nunca são ditas, algumas não são ouvidas por mais que as digamos.
Algumas perdem o significado.
Algumas não nos dizem nada.
Há palavras que ficam por dizer e palavras que nunca deviam ser ditas.
Há palavras que mexem, outras que fazem mexer.

E há as palavras certas.

Quais são as vossas palavras?

26/10/2005

Medições por aproximação

Portugal, o único país do mundo em que o instrumento de medição oficial é...o olhómetro.

Portátil, extremamente ergonómico, dinâmico e de rapidez inigualável, este dispositivo integrado de origem no povo português permite efectuar medições, avaliações, previsões, orçamentos e cálculos aparentemente impossíveis, complicados ou simples num abrir de fechar de olhos. Literalmente.

Basta olhar, executar a operação pretendida, piscar os olhos, franzir ligeiramente o sobrolho e numa questão de segundos, os resultados. Mais coisa, menos coisa.

Olhómetro.
Connosco, desde mil cento e tal.

Nota - Quem nunca calculou nada a olho? ;)

25/10/2005

A vingança serve-se fria?

Vingarmo-nos de certas coisas, por mais insignificantes que possam parecer, e mesmo quando a vingança é instintiva, involuntária até, e não premeditada - será esta uma necessidade do ser humano?

Teremos todos um lado mais ou menos maquiavélico que não nos deixa passar certas coisas em branco? Ou alguém é capaz de afirmar que nunca seria capaz de se vingar?

Não me refiro a grandes vinganças engendradas ao pormenor, maléficas ou com propósitos destrutivos. Refiro-me àquelas vingançazinhas, que às vezes podem parecer insignificantes, mas que - e aqui confesso-me eu primeiro - nos sabem tão bem.

Ainda melhor se involuntariamente, as vinganças acontecem sem que ninguém as provoque. Simplesmente por obra do acaso (?) universal. Quanto a mim, estas são as melhores castas de vingança.

Serão as vinganças uma espécie de dispositivo de equilíbrio do universo?

Nota: não se preocupem com esta febre de perguntas relativamente retóricas.
Passa já. Vou só ali resolver umas questões pendentes e já venho ;)

Momento zen

À manobra arriscadíssima de mudança de direcção de um imponente bólide de marca chique (que passou para a minha fila de trânsito), responder com aquele aceno em que se encosta o polegar ao nariz e agitam os restantes dedos.

Obrigada, senhor de óculos escuros gordo com ar de bronco (pardon my French).
Já não me ria tanto no carro há uns tempos :)

Maquinices

I admit. I do not obtain to pass without coming here.
That thing. I that nor I am even nothing of vices.

Admito. Não consigo passar sem vir aqui.
Que coisa. Eu que até nem sou nada de vícios.

24/10/2005

Das idas a bares da moda*

Fase 1: A grandiosa chegada
O chamado bar da moda, ao qual não nos importamos nada de ir de vez em quando, é aquele bar a que toda a gente se lembra de ir de vez em quando. A parte dramática da coisa é quando o ‘de vez em quando’ de toda a gente é, catastroficamente, o mesmo que o nosso (felizmente, este foi numa ocasião especial de um aniversário :) Damo-nos conta à chegada, quando nos apercebemos de que encontrar um lugar para estacionar irá ser equivalente a querer acertar no totoloto assinalando apenas um número: altamente improvável (matemática das nossas vidas, a quanto obrigas!). Passando esta fase, temos a...

Fase 2: Gloriosa entrada em cena
Caso não façamos parte da restritíssima guest list (ai que finos e caturreiras que nós somos, repare que se não estiver na nossa listinha hiper-mega finex, não terá direito aos 65 mm de espaço ultra-chiquésimos reservados apenas a VIPíssimos giraços, ar puro totalmente não incluído), resta-nos entrar sem fazer parte dela. O que por acaso aconteceu sem mais delongas, caso contrário, restar-nos-ia sugerir ao amável porteiro uma visita de imersão ao vizinho rio Douro, para conhecer a sua simpática fauna de roedores (bem como a vida – ou a ausência de vida? – subaquática).

Fase 3: A não-tão-boa parte de estar lá dentro
No início, a coisa estava tolerável. Jinga-se para um lado e para o outro, dois dedos de conversa em altos berros, explorações ao espaço renovado (algum dele vedado por mais listinhas, agora virou moda nestes bares da moda?), uma bebidita a preços altamente não recomendáveis (tal como em quase todos os bares, que fará se estes são da moda). No entanto, a cada segundo que passa, chega mais e mais gente, há menos e menos ar, há mais e mais pessoas a andar de um lado para o outro, instalando-se então o clima de pré-guerra civil - um mix do clima de predisposição ao soco com o ambiente explosivo que se vive em alguns locais. Qualquer cotovelada que nos dêem é um apelo ao vigor bélico do nosso eu violento, qualquer calcadela inocente pode despertar a nossa recôndita ira interior. Principalmente para quem gosta pouco de invasões ao seu espaço vital. Valham-nos os sofás, quais tanques de guerra no meio de um campo de batalha.
Saliente-se ainda que lá por um sítio ser da moda, não quer dizer que as instalações sejam imaculadas. No melhor pano cai a nódoa, e mesmo num local tão VIPóchique e branco, as casas de banho podem ser poucas e – imagine-se! - ‘avariam’ como em todos os outros locais. Obviamente, querem transmitir-nos a profunda filosofia de que mesmo uma necessidade básica pode ser um luxo nestes locais chiques a valer. Filosofias avançadíssimas de bares da moda como este.

Fase 4: Ai queria pagar, era?!
Não, querer tão queria. Mas como querer nem sempre é poder, há que fazer fila. Uma fila bem à portuguesa, organizada, ordeira e sem tumultos nem bate-bocas. No espaço de cerca de uma hora, há que penar para regressar ao mundo cruel, ar puro semi-incluído [valham-nos os amigos].

Conclusão: haja paciência.

Inclusive para ler posts como este, pós-bares da moda. Uma verdadeira maçada :)

*relato pungente e dramatizado de uma saída nocturna.

21/10/2005

Bolas...



...apesar da chuva, tenham um fim-de-semana divertido!

:)

Matemática da minha vida II: a tabuada

O pesadelo da criançada, um dos mais temíveis empreendimentos do nosso cérebro subutilizado é decorar a tabuada.

Mas porque é que algo que nem é assim tão difícil tem de ter um nome tão catastroficamente pouco apelativo?! Tabuada vem de tábua; a tábua de que nos lembramos imediatamente é a de madeira. E por analogia morfológica, tabuada é semelhante a porrada, pancada, estalada, chapada. Coisas que normalmente, o comum dos mortais não quererá experienciar.

Quando ainda por cima, não saber a tabuada é sinónimo de reguada (ou era, nos meus tempos de escola...há décadas e décadas atrás, quando o uso da máquina de calcular era proibido!), estão a ver aonde quero chegar. Termos de aprender a tabuada, uma das grandes bases do cálculo matemático, por recearmos a violência não me parece um bom método nem uma publicidade muito convincente à ciência. Por mais teorias que se possam avançar sobre a importância da activação dos chakras (através da reguada), enquanto a coisa tiver este nome, a ideia não é vendável. Tanto que já foi ultrapassada.

Apesar destas considerações, tive de chegar a uma conclusão perturbante. A pressão da reguada, o receio das sequelas do acto faziam com que eu contasse desesperadamente com as mãos por baixo da mesa, sempre que a professora fazia aqueles inquéritos aleatórios, contava tão depressa e ficava tão nervosa e fazia tantas analogias e ginásticas numéricas que acabava...por acertar. E o certo é que acabei por decorar a dita cuja.

Ainda hoje sei a tabuada.

20/10/2005

Lençóis de água

A expressão até soa a algo confortável.
A língua portuguesa é muito traiçoeira.

Também há bloggers de carne e osso. A sério.

Ou pelo menos alguns.
Que se juntaram ontem no histórico café Aviz, em plena baixa portuense.

Chuva. Depois de largar grande parte do meu avultado salário a compensar um amistoso arrumador, cheguei ao café. Olhei em volta, porque ia ter de adivinhar qual seria o grupo. Sentei-me, porque era arriscado tentar acertar à primeira. Foi quando ouvi alguém precisamente na mesa em frente à minha a dizer algo que me soou como “tralala tralala broche!” Lembrando-me de uma conversa semelhante em plena Máquina de Café, decidi acercar-me e lançar a questão: “vocês por acaso têm alguma coisa a ver com blogs?” Questão esta que, achava eu, me iria dar alguma margem de manobra em caso de resposta negativa. Não cheguei a saber, porque acertei. Tinham.

Um dos presentes tinha de ir embora, não sem antes acusar esta vossa narradora de ter sotaque de outra província portuguesa, uma parte extremamente traumática do evento. Depois disso, foi chegando mais gente. As conversas mantiveram-se sempre estritamente culturais, versando sobre poesia, correntes literárias, matemática avançada, marionetas, fantoches e o panorama artístico em geral. Ocorreram também várias performances artísticas, inclusive uma coreografia pirotécnica arrojada.

...

Ou então não. Ou então há vida para além dos blogs, há silêncios como em todas as conversas, há perguntas, piadas, contas, diálogos cruzados, coincidências, horas de ir embora, sono. E chuva.

Mas isso só sabe quem compareceu ;) Desta vez, estiveram representados os blogs Terceleiros, Máquina de Café, Zona Franca, Errortográfico, Moleskine, [ g u e r r i l h a s ], Caixa das Esmolas, Quioske e ::historia da internet::.


Pela minha parte, gostei e repito quando puder.
Para as palavras também terem som de vez em quando ;)

19/10/2005

Matemática da minha vida: noves fora, nada, ou tudo



Hoje ia escrever sobre matemática. Sobre como a matemática une, separa, retira, pluraliza, sistematiza, simplifica, comprova e nega.
A matemática faz tudo ou fazemos tudo com ela.

Depois lembrei-me que a matemática nunca foi o meu forte.

Então decidi não escrever sobre matemática. E cheguei à conclusão de que já não me lembro como se faz a prova dos nove, para depois começar a achar que todos temos um dispositivo de prova dos nove integrado. Gostamos de comprovar.

Afinal, não é preciso saber muito de matemática para ela estar sempre connosco.

18/10/2005

Palavra do dia IX: hong se

Em pinyin (romanização da escrita chinesa, ou seja, forma de escrever o chinês nos nossos caracteres ocidentais).

Uma das minhas cores favoritas ;)

Conjugações*



Duas pessoas ao telefone, ambas com idade rondando os 30 anos. Ouço só uma, imagino as duas. Logo nos primeiros segundos de conversa, começa-se a falar detalhadamente sobre as tarefas executadas pela empregada doméstica com extrema precisão temporal, sobre os tapetes e sapatos que ficaram à chuva na varanda (com pormenores requintados de descrição do tecido constituinte do tapete e de formas de lavagem ideais), sobre combinações de roupa para lavar - porque mancha, porque larga pêlo, porque minga, porque enruga - sobre o jantar que vão fazer para os maridos, sobre comidas preferidas dos maridos (mais uma vez, descrição minuciosa). Sobre o que uma delas fez porque o marido não passou cá o fim-de-semana, o horror da solidão.

Alguém me passa os lápis de cor, por favor?

*o verbo colorir só tem duas pessoas no presente do indicativo – colorimos e coloris.

17/10/2005

Temperatura: estável


Fim-de-semana adoentado. Fruta da época.
Em jeito de compensação, a semana começa calma e com chuva para baixar a temperatura.

Quando era pequena, se havia coisa de que não gostava particularmente, essa coisa eram os termómetros. Porque implicavam quase sempre medicamentos, cama e repouso. A melhor recordação que tenho de termómetros foi ter partido um em mil pedaços, ver o mercúrio espalhado pelo chão da cozinha, as bolinhas a fugir e eu a tentar apanhá-las com uma folha. Achei que ia ser o fim do mundo por o ter partido, ia ficar de castigo.
Mas o mundo não acabou e eu nem sequer ouvi um ralhete. Foi uma coisa como outra qualquer. "Mas não te cortaste, pois não?"

Hoje como noutros dias, como sempre, há coisas a que damos demasiada importância.

14/10/2005

Um...



...fim-de-semana construtivo :)

Palavra do dia VIII: pazzesco

Regresso às aulas de italiano, ciao, ciao, come stai, bene, grazie, le vacanze sono state buone, sono andata a Barcelona, città bellissima, etc. Saudades de falar a cantar*.
Também já me tinha esquecido de como gostava de ir de carro pela marginal e pela foz ao fim da tarde, devagar, com tempo para quase-ver o pôr-do-sol e querer ficar à beira-mar muito tempo.

Mas a palavra do dia (em italiano, obviamente) é mais uma descrição de muita coisa que acontece hoje em dia. Aliás, pode ser uma descrição do estado universal da maior parte das coisas!

*E por falar em cantar, tanti auguri a te! ;)

13/10/2005

Um jogo tem menos remates num estádio a sério

Fase 1: Viagem
O metro portuense é seguramente o melhor meio para chegar ao Estádio do Dragão. Mas num dia de jogo....há que conseguir apanhá-lo. Primeiro, a fila para carregar os cartões. Depois, a luta pelos lugares sentados ou pelos 10,5 centímetros onde terá de caber o nosso corpo todo (e estou a ser generosa no exemplo). Já no interior, há o clima de predisposição ao soco - qualquer mini-desentendimento pode gerar um caos mais ou menos violento - e em simultâneo, há a amena cavaqueira típica de sardinha em lata: “desculpe lá o cotovelo cravado nos seus rins”, “não tem mal estar a pisar-me, assim até emagreço a barriga dos pés”, “importa-se de inspirar fundo para eu poder assoar-me”, etc. Há o típico indivíduo que conta piadas a torto e a direito, o velhinho que teoriza a solução genial para a falta de espaço, a senhora ruborizada que está sempre no limite da queda aparatosa, o jovem que não pára de mandar mensagens no telemóvel, há de tudo. Impera a lógica “só mais um” em cada paragem até ao limite do desespero e da senilidade. Logicamente, a chegada é um alívio.

Fase 2: Jogo
Ver um jogo num estádio surpreendeu-me pela positiva. Pensei que ia ser demasiado confuso, e não foi. Pensei que ia ver mal, e vê-se bem. Confirmei que cantar o hino é das partes mais emocionantes. Pensei que ia haver demasiado barulho, e não houve (sim, pode existir silêncio num estádio cheio). Achei foi que há tantas coisas para fazer que acabamos por não prestar tanta atenção ao jogo em si como em casa. Há a onda, as bandeiras para agitar, as canções, os protestos, os aplausos e apupos, as conversas cruzadas, os golos para comemorar, o delírio colectivo. Há menos polémicas do que na TV e menos casos que parecem perigosíssimos.

Fase 3: Fim
No fim do jogo, as comemorações pela nossa apuração para o mundial. Ele foi espectáculo de raios laser, a pirotecnia do costume, música. Gostei particularmente da parte dos raios laser, em que projectaram os nomes dos jogadores da selecção no relvado: ficou provado que erros ortográficos não se dão só no papel e em documentos electrónicos, também existem em versão relva.

Fase 4: Regresso e finalmente, a parte da COMIDA

O regresso foi mais calmo em termos de viagens, mas dominava a fome.
A FOME!
Não esquecer: levar farnel da próxima vez.

12/10/2005

Errortográfico em directo na TV!

Nunca fui a um jogo de futebol a sério.
Nem a um estádio a sério (para ver jogos).
Portanto hoje parece-me um bom dia para começar.
Vou à bola :)

Acordar excessivamente cedo

Não gosto. Ver noite ao acordar não faz bem à minha saúde quando sei que não é para apanhar um avião. Por outro lado, fez bem à minha saúde porque foi para ir ao médico.
Mas só por isso.

11/10/2005

Expressão do dia VII: zai jian

Fico muito triste por não poder continuar a aprender chinês este ano.
Por isso, zai jian ao chinês.
Para compensar, digo outra vez ciao italiano, porque o vou retomar!
É a lei compensatória do universo ;)

Tradução simultânea

It rains very, the packages, and thunders.
It will be finally the Vince?
In any way, I decided to avenge me in the machine of the custom :)

Chove muito, a pacotes, e troveja.
Será finalmente o Vince?
De qualquer maneira, decidi vingar-me na máquina do costume :)

10/10/2005

Things aren't always

what they seem.
E a prova disso são os livros de culinária.
Os bolos nunca ficam com um aspecto tão fôfinho.
As saladas não têm sempre um ar viçoso e revigorante.
As frutas murcham e não têm gotículas refrescantes.
As coisas queimam.
Nunca temos os ingredientes todos em casa em tacinhas ordenadas ou frasquinhos empilháveis.
Etc.
O mundo ideal é mais provável nos livros.

Don't you just...


...love cooking shows?

Sou portuguesa

Tenho saudades de muita coisa.

Dos guarda-chuvas de chocolate que comia muitas vezes à sobremesa ao Domingo.
De apanhar secas à espera que desse a bonecada ao fim-de-semana.
De amigos que nunca mais vi ou que vejo pouco.
De disparatar nas aulas de ginástica rítmica cheias de velhinhas e de fazer sempre malhas nas meias-calça que a minha mãe insistia em vestir-me com o fato de ginástica à anos 80.
De invejar as sandes dos trolhas que faziam obras na casa da minha avó.
De dormir no banco de trás do carro a caminho de casa. Das brincadeiras para evitar que dormisse.

A chuva tem destas coisas. Fico nostálgica.

07/10/2005

Asfaltación, siempre

Quando vários não-passeios na zona onde trabalho (ou seja, "passeios" supostamente destinados a peões que estão há mais de dois anos e meio ainda em estado bruto de terra e gravilha ou lama - consoante as estações do ano - e que servem maioritariamente para efectuar estacionamento irregular e caótico) são furiosamente asfaltados numa bela tarde nublada, que por acaso, e só por acaso, também é o último dia de campanha eleitoral...isso é pura coincidência.

Bom fim-de-semana! Boas votações ;)

Let the sunshine in!



Duas comédias para um fim-de-semana de eleições.
Como se fossem precisos mais motivos para rir ou para chorar [a rir] ;)

Uma ainda no cinema, outra nos clubes de vídeo ou em DVD (desta última, recomendo vivamente uma visita ao site oficial).

Quanto a mim, ambos os filmes são das melhores comédias dos últimos tempos. Ambos têm excelentes bandas sonoras. No caso de Napoleon Dynamite, há duas personagens com dicção e tom de voz memoráveis, com deixas que permanecem e que nos lembramos de citar nas alturas mais improváveis.

Resumindo, vejam, se estiverem para aí virados.

Teacher: Your current event, Napoleon.

Napoleon Dynamite: Last week, Japanese scientists explaced... placed explosive detonators at the bottom of Lake Loch Ness to blow Nessie out of the water. Sir Godfrey of the Nessie Alliance summoned the help of Scotland's local wizards to cast a protective spell over the lake and its local residents and all those who seek for the peaceful existence of our underwater ally.

06/10/2005

6%?!


Ainda só visitei 6% do mundo. Lamentável.
Já sabia que era pouco...mas o mapa deprimiu-me e deu-me vontade de aumentar a percentagem. Vou mostrá-lo às chefias aqui da empresa para ver se me aumentam e me dão mais dias de férias - afinal, ainda tenho tanto para andar! Não posso ficar aqui à espera que o mundo venha ter comigo, pois não?
E a vocês? Aonde vos falta ir?

Contagem decrescente


Auto-retrato com vestido de veludo, 1926

I am not sick. I am broken. But I am happy as long as I can paint.

Directamente de Londres para Santiago de Compostela, a maior exposição sobre a genial Frida Kahlo. Aqui tão perto, de 28 de Outubro a 20 de Janeiro.

Depois não digam que não avisei ;)

O mel e a canela no arco-íris

OK, concedo: de vez em quando, temos mesmo necessidade de extravasar e escrever coisas melosas, tão adocicadas, tão cheias de canela, tão cheias de carinho, amizade, amor e sorrisos e arco-íris e palavras bonitas, até rebuscadas. Palavras cheias de chantilly.

O problema é que este tem de se utilizar na medida certa.

Senão enjoa e estraga o resto.
E nas palavras, não o podemos tirar com uma colher.

Correndo o risco de soar a insensível, sejamos realistas: ninguém sobrevive só de chantilly (embora muitos não desdenhassem a ideia).
É que em exagero, é enjoativo.

04/10/2005

Era uma implantação, sáxabôri!

Bom feriado ;)

Pre-ocupações mentais

Algumas pessoas levam a sério o significado do prefixo.
Preocupam-se antes de ser preciso.

Ou quando nunca vai ser preciso.
Por natureza, pós-ocupo-me mais do que me preocupo.
Por isso não adianta tentar o contágio:
sou imune em 99% das ocasiões.

Eu ouvi

Telejornal nocturno num canal português. Vêem-se imagens do drama de Nova Orleães, ainda há água onde não se quer água.
Jornalista: "condutas gigantes fazem o BOMBARDEAMENTO de água..."

Conclusão: há guerras a mais na televisão.

03/10/2005

Palavra do dia VI: ablaknyílás

Podemos escolher tê-la ou não.
Mas nem sempre nos deixam escolhê-la.
Às vezes também não é precisa.

Em húngaro.

Janela para o eclipse

Munida dos meus óculos ridículos, mas úteis, e da minha máquina fotográfica, estava tudo pronto para ver o eclipse. Teria de fazer o intervalo da manhã à hora do ponto máximo para ver a melhor parte. Qual não é o meu espanto quando constato que o melhor ponto de vista do eclipse é precisamente... a minha secretária de trabalho (mais propriamente, as duas grandes janelas que a rodeiam, e que tanto amaldiçoo pelo calor que deixam passar).

Portanto estive a trabalhar *e* a espreitar o eclipse com os óculos sempre que me apeteceu.

Ver o sol a sorrir para nós - literalmente - não é todos os dias :)

30/09/2005

Este fim-de-semana

Não se esqueçam de preparar tudo para o eclipse que se avizinha!
É já na Segunda-feira.
Óculos, máquinas fotográficas, chapéus, escadotes, o que quer que seja: não há desculpas para o perder (obviamente, também vai ser transmitido em directo na Internet, com a agradável vantagem de não precisarem de usar óculos com aspecto ridículo).

Entretanto, bom fim-de-semana!

Comparação e revolta gelada



"É bom, este chá. Sabe a perna de pau!"*

(chá: rooibos morango)

Uma das vantagens de sermos adultos ou financeiramente independentes é podermos comprar os gelados que nos apetecer. Não temos de implorar um gelado aos pais ou às avós ou a qualquer pessoa com o mínimo de poder de compra.

Mas acho mal isto das colecções de gelados. Então uma pessoa afeiçoa-se ao gelado e na próxima colecção, nicles batatóides, já não há, acabou, puf! Foi descontinuado! Afinal, quem decide o sucesso dos gelados? É só o top de vendas? Então e as imensas minorias que gostam dos gelados menos vendidos, não têm direito a usufruir do seu mais-que-tudo?

O momento em que descobrimos que o nosso gelado acabou é triste. E eu tenho um especial azar, porque todos os gelados de que eu começo a gostar acabam passado pouco tempo. Como se isso não bastasse, vou a outro país e descubro um gelado de que gosto. Mas mesmo as marcas supostamente internacionais não têm os mesmos gelados em todos os países, não senhora! Eu quero o Solero frutos vermelhos aqui na nossa Olá e não nas equivalentes alemã, britânica e espanhola! Não há direito!

Ai, estas desigualdades. Nem o mundo gelado é ideal.

*Fora do contexto dos gelados, esta frase é muito estranha.

29/09/2005

Liberta o biscateiro que há em ti!



Todos temos um biscateiro em potencial dentro de nós. Quem nunca tentou fazer um conserto, um arranjinho que fosse, quem nunca tentou arranjar uma solução engenhosa para um problema? Seja ele uma ligação eléctrica, uma peça partida, um electrodoméstico avariado, uma peça descosida... a tentação é grande. A coisa está lá, danificada, a precisar de arranjo, nós até temos uma caixa de ferramentas reluzentes... decidimos tentar a nossa sorte.

É aí que entram em acção o instinto, a inspiração e o improviso.
Bem como uma boa dose de sorte, se o empreendimento for de monta.

Depois, os resultados:
1. apoteose - tarefa bem sucedida e gáudio generalizado;
2. relativo sucesso - a coisa está remediada ou desenrascada;
3. fracasso e humilhação - a coisa ficou significativamente pior e é necessária a ajuda de um profissional (ou de um biscateiro mais experiente);
4. catástrofe - danos irreparáveis e baixa acentuada da auto-estima.

Biscateiros deste mundo, acusem-se.

Os biscates mais arriscados que fiz envolveram colagens e coseduras.
Decididamente eu, é mais bolos.

Palavra do dia edição especial: terima kasih*!

É o que quero dizer à Helena do Voudaquiparaali, pelo convite e pela simpatia, que me puseram tão cor-de-rosinha como este blog!

Em meu nome e em nome de toda a equipa do Errortografico (que curiosamente também sou eu), um grande CHUAC daqui para ali :) Foi um prazer escrever noutras paredes!

E se não conhecem ainda o blog de que falo...de que é que estão à espera?!

*em malaio.

28/09/2005

Post light

0 calorias

Tolerância zero (matinal)

De manhã, acordo bem disposta, mas sem disposição para muitas perguntas e falatórios.
Geralmente, não falo com ninguém até chegar ao trabalho. Agora imaginem o que é vir trabalhar e ter alguém na mesma sala que dispara perguntas em todas as direcções, todas, e conta todas as histórias que não queremos ouvir àquela hora, com todos os pormenores que não queremos nem nunca vamos querer saber, mesmo a outras horas. A minha tendência é responder com monossílabos, manter a calma e tentar fazer perceber que não estou para aí virada (e acreditem, eu nisso sou bastante convincente). Mas qual quê. Não adianta. A coisa continua, e continua, e eu já tendo de escrever (trabalho!), ainda tenho de ouvir alguém a falar ao mesmo tempo de mil coisas que realmente não me interessam e a perguntar tudo e mais alguma coisa.

A arte não está só em conversar. A arte também está em saber quando estar calado. É por isso que com as pessoas com quem nos damos bem ou com quem realmente *comunicamos*, falamos também com o olhar, com as reacções, com as expressões faciais, com os gestos. Sabemos quando as palavras são acessórias.

Por isso, sou muito pouco tolerante com quem é impermeável aos outros e ao que lhe estão a tentar comunicar (sempre). Não há paciência nem boa vontade que resista.

27/09/2005

Da importância do cabeleireiro

Quando era pequena, a minha mãe cortava-me o cabelo à tigela – corte esse que nunca considerei que me favorecesse por aí além, mas que tive de manter durante largos anos. Depois, passou a arrastar-me para o cabeleireiro à viva força; e como odiava as secas que apanhava, levava uma parafernália de equipamento-para-passar-o-tempo (coisas tão versáteis como mini-lápis de cor de aroma frutado, ganchos de cabelo e bonecos de plástico, livros variados).

Quando comecei eu a escolher o corte com o aval maternal, a coisa tornou-se mais empolgante, embora na época, os cortes fossem invariavelmente todos iguais nas pessoas que conhecia nos anos 80 (franja e comprimento algures entre o queixo e o ombro, para usar a bela da bandolete/fita - ou pior, para fazer a combinação pála com gel + bandolete).

Hoje em dia, e como não tenho a vantagem de conseguir cortar o cabelo a mim própria, como algumas pessoas, vou ao cabeleireiro para promover a saúde capilar, lavar e arejar a alma. Posso escolher o corte, o penteado, o champô, o gel...mas não posso nunca, jamais, estar calada.

Quando era pequena, ninguém levava a mal se não falasse...hoje em dia, tenho de ir ao cabeleireiro com vontade de falar. Com vontade de dissertar sobre a crise, sobre os preços elevados, sobre novelas e reality shows que nunca vejo. Para fugir aos assuntos que não domino, uso a estratégia mergulho-numa-revista-cor-de-rosa, uma das inúmeras disponíveis no local (mas quem raio é a Kiki Trindade?!). Mas nunca consigo fugir totalmente, há sempre uma pergunta que se destina a incluir-me na conversa. Eu agradeço o esforço, mas...acham que se levar uns lápis de cor consigo escapar?

“Se a solução...

...entrar em contacto com os olhos, lave-os imediatamente com água.”

Estes manuais técnicos ensinam-nos tantas coisas úteis.

Agora já sabem, se encontrarem a solução, não a atirem para os olhos.

26/09/2005

Ter ou não ter...

Tinha relativas saudades de ter companhia nesta sala de trabalho (mas é um facto que trabalho melhor sem intromissões; já me distraio o suficiente sozinha).
Não tinha saudades das conversas intermináveis ao telefone, dos pormenores geralmente inúteis contados em exagero. De pormenores que não interessam a ninguém. Das histórias e das perguntas repetidas dezenas de vezes.
Há saudades assim, que passam depressa. Ou que nunca chegam a existir.

Palavra do dia V: sove

Indispensável para a vida e para a saúde corporal e sanidade mental.
Gostava de poder x mais.

Em Norueguês.

23/09/2005

Verdade verdadinha do dia

O primeiro fim-de-semana de Outono está aí :)

Aproveitem-no bem!

Bom FDS*

22/09/2005

Past tense



Irregular. Entrelaçado. Hipnótico. Cruzado. Caótico. Intrigante.
Algo surpreendente e algo misterioso. Cativante.

E muito, mas muito recomendável*.


Gosto de acabar de ler livros. Mas fica sempre uma sensação de vazio.
O livro acompanha-nos todos os dias durante algum tempo e de repente, deixa-nos sozinhos. Fim.

*Oracle Night/A Noite do Oráculo, de Paul Auster.

Mas já vos tinha avisado que no que toca a este autor, sou bastante suspeita ;)

Future tense

"Words are real. Everything human is real, and sometimes we know things before they happen, even if we aren't aware of it. We live in the present, but the future is inside us at every moment. Maybe that's what's writing is all about, Sid, not recording events from the past, but making things happen in the future."
Oracle Night, Paul Auster

Está quase, quase, quase. É tão bom acabar de ler um livro.
Vou só ali acabar de ler este e venho já.

21/09/2005

Morte ao hábito...

...ou de como devemos apunhalá-lo e enganá-lo de vez em quando.

Estou sempre a queixar-me do trânsito da primeira rotunda que encontro ao sair do trabalho, porque é algo caótico e intenso. Digamos que é o primeiro obstáculo que encontro no caminho para casa, aquilo que me separa do maravilhoso mundo extra-trabalho.

Praguejo contra a rotunda, protesto com os outros que impedem a rotunda, insulto a rotunda, digo os piores impropérios do código da estrada e do ilustre indivíduo que terá inventado a rotunda, fulmino com os olhos qualquer condutor que impeça o fácil acesso à rotunda, digo mal da minha vida pelas secas imensas.

Hoje, decidi começar a estacionar depois da rotunda.

Há problemas que parecem complicados, mas que o são só na nossa cabeça.

Ou hábitos enraizados que quando se mudam, podem mudar tudo.

Palavra do dia V: moeilijkheid

Sem ela e sem ela no plural, as coisas não tinham tanta piada.
Nem nos apetecia tanto fazer certas coisas.
Mas também não a queremos em doses exageradas ;)

Em Neerlandês.

Memória selectiva

Porque é que de repente, ao ouvir uma música, duas pessoas se lembram da versão dessa música feita por uma banda infantil/juvenil (provavelmente, era dos pouco saudosos Onda Choc - e que será feito dos Onda Choc originais?) e a desatam a cantar, com a letra quase toda na ponta da língua?!

A nossa memória consegue ser muito estranha e guarda coisas misteriosíssimas. Às vezes, deliciosamente (ou aparentemente) inúteis. Outras úteis. Será que pelo simples facto de estar na nossa memória, essa informação algum dia nos vai ser útil? Até que ponto é que a memória selectiva selecciona bem e trabalha no nosso próprio interesse?

Conclusão: nós devíamos ter um índice remissivo cerebral.

Nota 1: Espero que esta febre de perguntas existenciais passe depressa.

Terá sido do trânsito?
Nota 2: Um dos meus blogs favoritos, o da Patsy, já se deixou contagiar pela máquina :) Patsy, olha que acho que a tua produtividade laboral ainda aumenta, já viste o que era traduzir imediatamente os teus trabalhos/relatórios para inglês? Advantages are alone! (Inglês correctíssimo para: são só vantagens! ;)

20/09/2005

I do not get tired myself of chagar this machine

;)

Máquina 0, Eu 3 - a saga continua

Eu: Não gosto lá muito das manhãs. Passam depressa.

Máquina: Not taste there very of the mornings. They pass fast.

É fácil ganhar a esta máquina em coerência. Por isso, gosto dela.
E agora, vou só ali e venho já.
Ou como diria a máquina, I only go there and I come already
(I beg your pardon?!).
Ele há máquinas muito frescas.

Injecção matinal de realidade

De manhã, hora de ponta, sono.
Carro a arder em plena estrada e bombeiros que lutam para controlar o incêndio.
Filas intermináveis.
A grande máquina da realidade está sempre a querer acordar-nos.

19/09/2005

Palavra do dia IV: divaakara

Em Sânscrito.
Precisamos dele para viver. E a vida precisa dele.
E ele está sempre lá. Mesmo escondido.

Bah. Think again.

Pensei que esta semana podia ser calma para compensar a anterior, em que houve poucos projectos, mas aborrecidos, trabalhosos e gigantescos.

Pensei mal, muito mal.

É pena.

Boa semana :)

16/09/2005

Iupiiiiiii

Que delícia, acabar a semana uma hora mais cedo.
Por pouco que seja, sabe sempre tãaaao bem ;)

Bom fim-de-semana para vocês!

42















É a resposta à derradeira pergunta! Pergunta essa que, por acaso, ainda ninguém descobriu ;)

Queria ter lido os livros antes de ver o filme, mas não se proporcionou e a ordem teve de ser a inversa.

Hitchhiker’s guide to the galaxy/À boleia pela galáxia tem uma boa dose de loucura, surrealidade, ironia, ridículo, gargalhadas q.b. e não desilude quem está predisposto a conhecer ou reencontrar o universo louco de Douglas Adams (previno-vos desde já, houve gente que saiu a meio do filme; há doses de ridículo não recomendadas aos mais sensíveis).

A não perder, quanto a mim.

But that’s just me talking ;)

E se quiserem saber ou ver mais...

Site oficial do filme, muito recomendável
h2g2 - The unconventional Guide to Life, the Universe and Everything: dêem uma espreitadela para ver o que é ;)


“There is a theory which states that if ever anybody discovers exactly what the Universe is for and why it is here, it will instantly disappear and be replaced by something even more bizarre and inexplicable. There is another theory which states that this has already happened.”
Douglas Adams

15/09/2005

Três, quatro, duas, quatro

Foi esta a ordem numérica das rodas dos veículos utilitários onde andei.

As três do triciclo amarelo e preto a galgarem todos os recantos do quintal da minha avó.

As quatro do karting a pedais cor-de-laranja que mal cabia guardado na sala de jantar, mas que fazia furor no pátio lá de casa.

As duas da minha primeira bicicleta vermelha, que pouco utilizei por ter caído nas primeiras vezes e achar que não tinha sido talhada para aquilo.

Depois, as quatro do carro branco, que agora tenho de utilizar todos os dias.

Muitas vezes, a vida anda mesmo sobre rodas ;)

Nota - E agora esperem aí que vou só dar umas pedaladas e já venho! Amanhã.

Tentativas II

Tentei ser saudável e comer uma maçã à sobremesa.
Tinha bicho.
Voltei ao chocolate. Esse raramente desilude! ;)

14/09/2005

Tentativas I

Tentei aumentar a velocidade do ar condicionado para as horas passarem a voar.
Não adiantou.

Críticas à análise da minha data de aniversário*

(que está por baixo deste post ;)

Vitalidade, energia e recuperações rápidas: pode ser que sim. Já me disseram que tinha um ritmo demoníaco, mas só é verdade de vez em quando :)

Hmmm, "possivelmente boa a cantar"?! Asseguro-vos que é mentira. A maneira como canto melhor é, decididamente, escrevendo as letras ;)

Imaginação e envolvimento em demasiadas coisas superficiais, mas com mente prática e racional?! Alguém precisa de um dicionário e não sou eu, que até tenho aqui muitos ;)

Altos e baixos...venham eles; eu até gosto de planaltos.

Conclusão: até gosto destes testes.
Posso chamar-lhes mentirosos na cara e eles a ralarem-se :)
Your Birthdate: July 12

Being born on the 12th day of the month (3 energy) is likely to add a good bit of vitality to your life.
The energy of 3 allows you bounce back rapidly from setbacks, physical or mental.
There is a restlessness in your nature, but you seem to be able to portray an easygoing, sometimes "couldn't care less" attitude.

You have a natural ability to express yourself in public, and you always make a very good impression.
Good with words, you excel in writing, speaking, and possibly singing.
You are energetic and always a good conversationalist.

You have a keen imagination, but you tend to scatter your energies and become involved with too may superficial matters.
Your mind is practical and rational despite this tendency to jump about.
You are affectionate and loving - but very sensitive.
You are subject to rapid ups and downs.


Via PorquinhoAzul :)

13/09/2005

Ar puro!

Especialmente para ti*, uma dose reforçada e revigorante do ar mais puro do mundo, agora em versão cibernético-bloguiana :)

A pedido, disponível também em embalagens ultra-portáteis.

*sabes quem és ;)

Palavra do dia III: arbejde

Em dinamarquês.

Quando não temos, queremos ter.
Quando temos, não o queremos.
Ou pelo menos não o queremos em demasia.

Que será? :)

11/09/2005

E não se podia...



...voltar atrás só um bocadinho?

Boa semana! :)

09/09/2005

Palavra do dia II: Regenschirm

A palavra do dia de hoje designa um objecto imprescindível, pelo menos aqui onde estou, e durante muito tempo no Inverno. Muitas pessoas não gostam de usar. Há de todas as cores e padrões, resistentes e decadentes, pequenos e gigantescos. E é das minhas palavras favoritas em alemão: Regenschirm.

E pelos vistos, vai ser preciso para o fim-de-semana.

E já que falamos nisso...bom fim-de-semana!

Dança da chuva

Chove, chove, chove, chove, chove...

Quando andava na escola primária, tinha um guarda-chuva vermelho com jogadores de futebol pequeninos e outro azul com cães amarelos, um impermeável transparente e umas galochas (não eram daquelas com olhos que eu tanto queria, snif snif) que me faziam achar a chuva bonita e gostar de saltar nas poças. O problema era que tínhamos de passar o recreio num recinto coberto horrível, escuro, demasiado pequeno para tanta criançada. Nesses dias, a chuva nunca mais parava.

Assim como hoje, em que ainda mal parou de chover. Mas não nos podemos dar ao luxo de não gostar da chuva, a cair de mansinho e a regar tudo e a evitar os incêndios.

Por isso, let it rain :)

08/09/2005

Agitar antes de abrir

O dia começou agitado; acordei mais cedo com gaivotas a tentarem despedaçar o telhado e as janelas que me separam do céu (num sótão, que é onde tento dormir). Já vos tinha dito que odeio gaivotas? Pois, odeio.

O dia continua agitado: o volume de trabalho aumentou significativamente. Projecto técnico, aborrecido e que envolve toneladas de pesquisa. Que curiosamente, é aliciante, secalhar precisamente por ser difícil :)

Conclusão: nem todos os dias agitados são necessariamente maus.
Um bom dia para vocês ;)

07/09/2005

Palavra do dia: zdravo!*

Hmmm. Uma nova secção "palavra do dia". Gosto.

A ver DVDs de filmes cómicos a fugir pró idiota, também se aprende qualquer coisa.
Primeiro, surge a dúvida ao ver o menu inicial de selecção: que língua será hrvatski?
Não há nenhuma ligação linguística com a palavra em português ou línguas conhecidas, não se consegue estabelecer um parentesco, ninguém percebe donde é a língua, desistimos.

Conversa infrutífera com almofada ergonómica.
Manhã, as maravilhas da tecnologia e dos algoritmos de pesquisa.
Hrvatski é nada mais, nada menos do que croata.

*"olá!"

06/09/2005

Máquina 0, Eu 2

Not short scenes xungas. It has ceninhas that they are foleiras and ready.

Não curto cenas xungas. Há ceninhas que são foleiras e prontos.

OK, OK, eu não gozo mais com a tradução automática. Mas ainda gostava de descobrir uma frase em que a máquina não traduza nada ;) às vezes, era tãaao preferível.

Humanos que querem ser máquinas

É triste ter de explicar a uma pessoa que uma palavra não tem necessariamente de ter sempre a mesma tradução.

Ou então sou eu a ser esquisita, como de costume :)

Máquinas que querem ser humanas

Título alternativo: Uí spic inguelixe

Máquina: Olá, as is today? It has days where it is so difficult to arrange reasons to write, that today I decided to illustrate the virtues of the automatic translation. E believes, entirely has manuals and summaries written with this precious aid. Real translators for what!? We go all maquinês speech and to rejubilar with the result. [Tradução do texto que se segue no Babelfish]

Eu: Olá, como estão hoje? Há dias em que é tão difícil arranjar motivos para escrever, que hoje decidi ilustrar as virtudes da tradução automática. E acreditem, há manuais e ementas escritas inteiramente com este auxílio precioso. Tradutores reais para quê? Vamos todos falar maquinês e rejubilar com o resultado.

seres não-vivos e adoptar tamagotchis

Uma procura de alguém do Brasil que saiu gorada e foi dar aqui.

A outra, de alguém das Honduras que foi dar aqui.

Neste blog está tudo vivo e os animais de estimação são a sério :) ou alguém confessa ter um tamagotchi?!

05/09/2005

Coisas que não valem a pena I




Beber horchata engarrafada (esta verdade, comprovada por 2 horchatólogos mais ou menos convictos e 2 amigos estóicos e insubstituíveis que fizeram o favor de provar e dar por verdadeira esta teoria, também documentada fotograficamente :)

Não vale a pena pela bebida em si, claro está.
Porque em compensação, um brinde vale sempre a pena. Ainda para mais em boa companhia!

Regar, regar, regar...

“Para regar os 31 campos de golfe actualmente existentes no Algarve é necessário um volume de água equivalente ao consumo de uma cidade com 240 mil habitantes - ou seja, cerca de 60% da população residente na região - indica um estudo universitário.”
JN, 05/09/2005

Dentro das medidas previstas para poupar água e diminuir os fogos florestais, foi decidido que brevemente, os habitantes das áreas circundantes de campos de golfe serão simpaticamente convidados a ir viver para os ditos campos e aproveitar a água da rega para tomar banho e cozinhar, a horas em que o campo não esteja a ser utilizado por golfistas. É assim que Portugal, um país com vincadas e seculares tradições no golfe, responde à seca e aos incêndios florestais.

Bernardo de Fonssecca e Esppíritto Santto, um renomeado golfista nacional, argumenta: “Nunca ninguém viu relva a arder, certo? Nem um campo de golfe que se preze sem relva verde e viçosa, pois não? Assim está tudo resolvido! Ainda por cima depois vêm bué de turistas golfar forte e feio, tá a ver? Todos ganham com estas medidas ímpares no mundo.”

A semana começa cinzenta, ao contrário dos campos de golfe, sempre verdinhos.

02/09/2005

Os vossos desejos são ordens

Aqui fica uma ENORME, fofa, suculeeeeeenta, de-li-ci-o-sa, magnânime e magnífica fatia de bolo de chocolate imaginária...especialmente para o vosso fim-de-semana :)

Achocolatem-se!

Discurso indirecto forçado

Na maior parte dos dias, odeio indirectas. Eu sei que não inevitáveis, mas (e principalmente) vindas de quem nos conhece mal, são totalmente dispensáveis.

Prefiro que me falem sempre a cantar :)
(e como gosto desta expressão!)

01/09/2005

Era doce

Peço desculpa às duas pessoas do Brasil cujas expectativas se viram defraudadas no errortográfico: não há aqui "imagens de bolos" nem "receitas com Ovomaltine", palavras estas pelas quais pesquisaram num motor de busca brasileiro, que amavelmente as dirigiu para este blog.

Conclusão lógica: tenho de pôr mais açúcar neste blog.

Discurso indirecto livre*

Que não, que as coisas não estavam tão más há muito tempo, que eram tempos difíceis, que não se devem ter grandes expectativas em relação a evoluções nem situações definitivas. Ah, que sim, esperavam que melhorasse, mas que era importante fazer o ponto da situação. Talvez tudo melhore; entretanto, ficamos aqui sentadinhos à espera.

*que claro, me faz lembrar o grande Eça de Queirós (>e que óptimo site este da Biblioteca Nacional, com o essencial sobre Eça e algumas das obras/espólio de Eça em formato digital!).
Voltando ao tipo de discurso, também me faz lembrar o perigo que é dizer o que alguém disse sem emitir juízos de valor :)

30/08/2005

1000?!

1000 visitas a um simples erro merecem uma comemoração!

Por isso sai um copo do melhor espumante/champagne/cava para todos :) à escolha do freguês!

Posso abrir excepções para os fãs inveterados de Martini [nos quais me incluo].

E obrigada ;)

Caro Sr. Génio da Lâmpada

Por enquanto só...

...quero ir à Índia.
...quero ir à Argentina e à América do Sul em geral...ou então visitar o continente Americano todo.

A lista não é muito extensa...dava para ver um destes desejos satisfeitos assim...ainda esta semana?

Viagens da nossa vida....quem as não tem?

Onde querem vocês estar um dia?...

29/08/2005

Notícia em primeira mão

Após anos e anos de logro e errância, é finalmente reposta a surpreendente verdade, que escapou casualmente dos lábios do seu portador, um senhor de meia idade, residente e trabalhador em Ponte de Lima – cidade que inscreve, assim, o seu nome na história da alimentação em geral e do vegetarianismo em particular.

A revelação é demolidora: uma das refeições rápidas mais antigas do planeta terra, o atum, é na realidade um vegetal. Carne do mar? Qual quê! Bróculo das ondas, couve-flor surfista, vegetal galopante, serão estes os novos epítetos deste recém-aclamado ser clorofílico verde. Após a determinação científica precisa da sua categoria - tubérculo, leguminosa, rebento, etc. – o atum será incluído na nova edição da roda da alimentação, revista e ampliada (o errortografico está em condições de avançar desde já com as informações exclusivas de que a roda conterá agora as novas categorias gomas e lápis de cor, sendo que o lápis azul escuro é considerado o mais nutritivo).

Rejubilem, companheiros vegetarianos, afinal há salvação possível.

Há sempre o atum.

28/08/2005

T’estimo Barcelona

Sim, amei Barcelona e vou adorar voltar muitas e muitas vezes.
Não, não esteve mau tempo e só choveu um dia (Catalunha não é *só* Barcelona :)
E claro que sim, recomendo vivamente! De preferência, com tempo para poder parar e ver a cidade em movimento e absorver o mais possível e beber uma horchata fresquíssima (que desgosto não poder trazer um carregamento, será que alguma vez vou encontrar disto à venda por terras lusas?!).

Vi muita coisa e tudo o que queria ver por enquanto, mas fiquei com muito por ver para poder voltar ;)

Por isso, gostei...


Pelas cores e pela luz


Pelo ritmo



Por isto


Por aquilo


Por estes momentos



E por tudo o resto :)

Adéu férias, olá sítios do costume

Faltam poucos minutos para o fim cronológico das férias.
Relembro-me que não vale a pena ficar triste e que as saudades são só do que há-de vir e que muito do que eu gosto e as pessoas de quem eu gosto estão aqui e isso é o que interessa.

Posto isto, é o regresso :)


Benvinguts ao errortográfico pós-Barcelona!

12/08/2005

Férias G R A N D E S

Depois de sabermos o que são as férias grandes, meses e meses de lazer e preguicite aguda, madrugadas e manhãs em frente à TV a ver bonecada ou a esperar por ela (ou era só eu que gramava o 70 x 7 e o TV rural à espera dos desenhos animados porque me levantava cedo demais?!), praia, lanches na avó com doces cheios de açúcar proibidos pelos pais, longos passeios de triciclo ou bicicleta, sopas carinhosamente “confeccionadas” com as hidranjas do jardim no quintal da avó, recortes de papel que ganham vida social e familiar, brincadeiras com os irmãos (ou irmã, no meu caso :) e primos e vizinhos e o cão, compras de material escolar novinho em folha e livros a cheirar a papel fresco, não há férias que nos encham as medidas como essas*.

Quem trabalha, tem de se contentar com uns míseros 20 e poucos dias de férias (que raramente podem ser seguidos).

Ora eu acho isso muito e muito injusto.

Um dos consolos das férias quando já se trabalha é que não há trabalhos de casa para fazer a correr antes de começarem as aulas!

Mesmo assim, vivam as férias. Este blog fica mais ou menos em banho-maria (ainda lhe dou umas espreitadelas enquanto estiver por aqui, antes e depois de Barcelona) até ao regresso ao trabalho *GRUNF!*, lá para o final de Agosto.

Até lá, óptimas férias para quem vai e óptimo trabalho para quem fica!

*À excepção das viagens da nossa vida, claro ;)

11/08/2005

Ah, ah, ah!

No Público de hoje:

"Fogo consumiu 130 hectares entre Coimbra e Pombal e provocou o corte da A1. Suspeito foi libertado
O indivíduo que no passado sábado terá alegadamente ateado o incêndio que destruiu uma vasta área florestal, entre Soure e Pombal, provocando mesmo o corte da A1, foi detido pelos investigadores da Directoria de Coimbra da Polícia Judiciária (PJ). Trata-se de um estucador, de 29 anos, residente em Condeixa-a-Nova, que assumiu imediatamente a autoria do incêndio. Garantiu ter sido a primeira vez que ateou um fogo e explicou tê-lo feito apenas por divertimento. As chamas deflagraram em Roulhão (Soure) e o homem, que não tinha antecedentes criminais, terá usado um isqueiro."

Divertimento? Di-ver-ti-men-to?! Alguém me belisque, sff.

A febre das borlas

E dos brindes.

O nosso coração de tuguinhas palpita por uma boa borla ou um bom brinde. Ficamos com suores frios só de pensar que há uma borla ou um brinde e não estamos lá, arrepiamo-nos ao pensar que as pálas para o sol que nunca, mas nunca iremos utilizar podem acabar antes de termos uma.

É ver quem anda a distribuir coisas de borla (profissão de risco!) andar com um enxame de pessoal a acotovelar-se, a correr perigo de vida para obter um belo boné amarelo que diz "Transportes Joaquim e Manel Lda" ou "Cabeleireiros Nani", ou então aquela esferográfica que vai ficar mesmo a matar na nossa colecção de mais de 478 canetas e lápis variados.

No Verão, assistimos à proliferação de brindes distribuídos com iogurtes, gelados, bolachas, cereais, vinho, etc. Diz-nos simpaticamente a pessoa das promoções “se levar só uma embalagem de gelado, não leva nada, mas se levar 4 já recebe uma bonita e útil colher. Se levar 32 embalagens, leva uma mochila térmica com GPS.” E nós, febris, pensamos “e agora, eu preciso de um brinde, e aquela colherzinha de café fazia cá um jeitaço! Por outro lado, a mochila é que era.” Quando nos decidimos finalmente a levar muito mais embalagens de gelado do que as necessárias, truflas, outra promoção: comprando apenas 6 iogurtes, levamos um copinho colorido. Mas o dilema, nós queremos toda a colecção de copinhos! E comprando apenas 36 embalagens de iogurte, ficamos com a colecção toda e DE BORLA!*

Quem nunca aproveitou uma borla que se denuncie. Eu ainda anteontem adquiri febrilmente 4 garrafas de água+chá para ter uma bela bolsinha. E que jeitosa que é!** ;)

*Esta promoção é verídica.
** OK, admito, *só* por acaso estou viciada nessa água+chá!

PROMOÇÃO DO DIA

Comente apenas 52 posts deste blog e obtenha um post personalizado totalmente GRÁTIS! Aproveite já, SÓ HOJE!

Errortográfico – há 6 meses a errar para si ;)

Pêssegos e cogumelos

Ontem à tarde:
- Sim, e para sobremesa, que podemos fazer?
- Olha, só me me lembro daquela sobremesa com cogumelos, natas e palitos La Reine!
- Ah, cogumelos, sim senhora...
- Eu disse cogumelos? Queria dizer pêssego!

Se confundir cogumelos com pêssego não é um indicador claro de que as férias se aproximam, não sei o que será.

10/08/2005

Hábitos inúteis que prevalecem*

Porque é que eu insisto em fazer listas de compras, afazeres, tarefas e em escrever na agenda e depois nunca utilizo esses supostamente preciosos auxiliares de memória? Guardo as listas mentalmente e lembro-me constantemente delas (não de forma obsessiva, mas estão lá e pior, lembro-me delas quando é preciso!), ocupando assim uma parte do cérebro que poderia ser rentabilizada para algo mais proveitoso. Eu sei, é bom ter boa memória para algumas coisas, mas mesmo assim... resta-me fazer o enooorme sacrifício de comer queijo a ver se as listas se tornam úteis.

Hábitos medievais que prevalecem

1. Cuspir para o chão
2. Não tomar banho
3. Não usar desodorizante
4. Não ir ao dentista e ignorar dentes amarelos e podres achando que dão um ar vivido

5. Ignorar qualquer atitude higiénica recomendável relativa ao cabelo e pavonear a oleosidade/secura/casposidade/etc. como se não houvesse amanhã
(ou vários/todos em simultâneo)

Ainda não descolei do tema medieval.
Mas é difícil, quando constatamos que afinal, a feira medieval é quando o homem e a mulher quiserem...

Hola Barcelona, com va això?


Imagem da Sagrada Familia de Gaudi

Daqui a uma semana estou em Barcelona! Finalmente.

Alguma sugestão de coisas imperdíveis? :)

Para dias cinzentos e não só...

...músicas melodiosas. Na versão do Jeff Buckley, sff. E para ouvir até não poder mais.

Lilac wine is sweet and heady where's my love?
Lilac wine, I feel unsteady, where's my love?
Listen to me, why is everything so hazy?
Isn't that she, or am I just going crazy, dear?

Lilac Wine, I feel unready for my love...

09/08/2005

Inveja III, a vingança

Ha! Queriam mais confissões existenciais! Agora chegou a minha vez de fazer inveja...e que tal um bolo de chocolate recheado de mousse a sair do forno, acompanhado por fruta laminada? :P