14/11/2005

Same in any language*


“(...) Este é um filme que não só tem gente lá dentro - e gente a sério - como tem a vida inteira.**

E mais não digo. Gostei, muito.

*Título de uma das músicas do filme, dos I Nine, que podem ouvir aqui no site oficial
. Uma das muitas músicas [boas] do filme.
**Crítica de Jorge Mourinha no Cinecartaz. Subscrevo.

11/11/2005

Quentes e boas!

Castanhas

O dia de S. Martinho faz-me lembrar os grandes magustos da escola, com as castanhas assadas numa fogueira gigante, no recreio. Faz-me lembrar um texto do livro da terceira classe, com a lenda de S. Martinho, que era a cópia - supostamente aleatória - que fazia mais vezes por ser dos textos mais curtos (esse e outro em verso cujo título era 'Quentes e boas', evidentemente também relacionado com castanhas e também muito curtinho). Faz-me lembrar o bom tempo!

Acho que hoje vou comprar umas castanhas à beira-mar, na banca daquele senhor que está sempre lá nesta altura. É que aquele cheirinho a castanhas assadas é certamente, um dos mais agradáveis do mundo ;)

Inquérito

Não custa mesmo nada responder a este inquérito sobre blogues.
Encontrado aqui na Máquina de café da amie, onde também podem ver mais explicações ;)

Mulher ao volante quê?

Estudo prova que as mulheres conseguem evitar mais acidentes

Se ainda alguém tinha dúvidas, dissipe-as agora ;)

10/11/2005

Vou começar a ler, ai vou vou!



"The Brooklyn Follies is Paul Auster’s warmest, most exuberant novel, a moving and unforgettable hymn to the glories and mysteries of ordinary human life."
(contra-capa do livro)

A ordem pela qual leio os livros é bastante volátil, querendo isto dizer que sou muito capaz de estar a ler um livro, mas aparecer outro livro que se torna prioritário e passa à frente do anterior. Também costumo desistir de ler um livro numa determinada altura, se achar que essa não é a altura certa para o ler ou se a leitura não estiver a ser suficientemente interessante. Deixo muitos livros pendentes, os necessários, sem quaisquer remorsos. Secalhar pode considerar-se que sou uma leitora algo caótica. Ou então é uma questão de química com os livros.

09/11/2005

Say cheese!


Passados 5 anos, 2,8 toneladas de plasticina de 42 cores* e milhares de horas de trabalho, tcharan! Wallace & Gromit – A Maldição do Coelhomem.

Carregado de bom humor, jogos de palavras e pormenores de classe, este é seguramente um dos melhores filmes de animação dos últimos anos, quanto a mim. Recomendo vivamente.

*Informações e imagens
daqui e daqui do site oficial.

Nota da redacção e da gerência: a autora deste post/gerente do estaminé vem por este meio manifestar a sua total concordância com a personagem Wallace. Cheese rules. Aproveita também para salientar e enaltecer a fofura dos coelhos ladrões-de-vegetais do filme.


Nada como ver uma tirinha destas logo pela manhã!

Sempre gostei de dicionários e o meu primeiro dicionário de língua portuguesa recebi-o no Natal, na altura da estreia escolar. Agora, tenho de ter e não desgosto de ter muitos dicionários na minha vida. Embora nem tudo se encontre lá, ajudam. Ou pelo menos, a maior parte das vezes ;)

08/11/2005

Confissões num dia chuvoso

Será que algum dos frequentadores/visitantes deste blog gostou mesmo de ler Os Lusíadas?
E alguém escapou a lê-lo? E alguém leu o livro sem ser obrigado? E alguém leu o livro todo (por livro 'todo', entenda-se que não me refiro aos livros explicativos de capinha amarela)?

Eu não escapei, li tudo, obrigada pelo programa escolar.
E heresia das heresias, não gostei*.
Pronto, vou dizê-lo abertamente ao mundo:
Mundo, eu não gostei d' Os Lusíadas.

*O que não quer dizer que não seja realmente uma obra emblemática e inovadora a muitos níveis.
When the ideias become scarce and the time not abunda, have that to improvise, appealing to our old friend. After all of accounts, so that they serve the amiguinhos?

07/11/2005

Sobre-humanidade

Todos temos momentos de sobre-humanidade. Momentos em que nos transcendemos e conseguimos fazer coisas que não nos achávamos capazes de fazer. Em que vamos buscar força onde e quando ela já não parece existir. No desespero e quando tudo parece perdido, quando as palavras já não fazem sentido, quando o corpo não responde, há sempre muito mais de nós. Contra tudo, contra todos, com mais ou menos sanidade ou com doses inimagináveis de auxiliares químicos. Resiliência.

É assim, o meu avô.

Precisamos muito de nos sobre-humanizar, cada vez mais vezes.
E de nos preocuparmos mais com os outros em vez de olharmos só para o nosso umbigozinho.
Que para quem ainda não tinha notado, é totalmente inútil depois de cortado o cordão umbilical.

Boa semana :)

04/11/2005

Eu

fins-de-semana!

Coisas inúteis deste mundo I - Puxe/Empurre

Quem terá tido a brilhante ideia de pôr sempre um autocolante/painel/... nas portas com a informativa e supostamente útil-e-facilitadora-de-vida palavra ‘Puxe’ ou ‘Empurre’?

É que acabamos muitas vezes por escolher a opção errada, embora a palavra mágica esteja em frente ao nosso nariz. E melhor, facilmente constatamos que se não abre assim, vai abrir assado. Simples. E há tão poucas coisas assim, genuina e intrinsecamente simples.

Mas nós tínhamos de complicar, não era?

03/11/2005

Fúrias (in)contidas

Há coisas que são capazes de despertar o pior que há em nós. Coisas que num determinado momento, nos enervam e nos enfurecem, fazem-nos sentir mal por querermos tomar ou tomarmos mesmo alguma atitude enfurecida ou descarregar em alguém/alguma coisa que esteja por perto.

A mim, enervam-me e enfurecem-me os ruídos persistentes, como alguma coisa no carro que teima em bater ou assobiar - não descanso enquanto não descubro a origem do barulho e a silencio.
No trânsito e em filas de pessoas, há dias e dias...dias em que não me importo de demorar mais e dias em que me enfureço por demorar muito a andar tão pouco ou a fazer uma coisa tão insignificante.
E o cúmulo das fúrias, no meu caso, acontece quando não encontro alguma coisa de que preciso, ou até de que não preciso, mas quero encontrar – atinjo o meu ponto de insuportabilidade, protesto, acuso tudo e todos, acuso-me a mim por não conseguir encontrar a dita coisa, reviro tudo de pernas para o ar até a encontrar ou até a dar por irremediavelmente perdida.

O pior das minhas fúrias é que regra geral, descarrego em quem estiver por perto; embora seja manifestamente incapaz de agredir alguém fisicamente, posso acabar por agredir com as palavras. As minhas fúrias acabam, geralmente, nas palavras. Ou num silêncio que mais cedo ou mais tarde, vai acabar com palavras ainda mais furiosas.


O que é que vos enfurece e qual foi a atitude mais enfurecida que já tomaram?

02/11/2005

¡Que viva Santiago de Compostela!

Caminhos com chuva


com sol


à noite


ou durante o dia
...


Sempre em boa companhia por ruas antigas, cafés históricos, restaurantes de tapas, exposições memoráveis, e tudo sem horas marcadas.

Foi um óptimo fim-de-semana prolongado* :)

*E como bónus, uma semana mais curtinha!

28/10/2005

Pés para que vos quero


Uma das partes do corpo mais martirizadas e esquecidas (a não ser quando incomoda) é, seguramente, a área dos pés, a base da nossa vida.

Lembramo-nos sempre mais deles quando fazemos turismo, porque podem piorar exponencialmente, ou mesmo impedir as nossas visitas turísticas devido ao excesso de utilização. E por mais confortável que *pensemos* que é o calçado, os passos demonstra-nos quase sempre o contrário. Houve momentos de viagens em que achei mesmo que não ia conseguir andar mais. É o drama: então estamos num sítio onde queremos ver tudo e o nosso propósito máximo é encontrar uma CADEIRA ou um BANCO?! Haja paciência, pezinhos, mas vão ter de aguentar as minhas caminhadas, custe o que custar.

Portanto, um dos meus objectivos de vida é encontrar e adquirir os sapatos mais confortáveis do mundo (se alguém tiver dicas, agradeço).

E isso é uma coisa que só posso fazer...andando.

Então se me dão licença, vou fazer mais uns testes a sapatos e botas e afins e mostrar às minhas solinhas os caminhos de Santiago. Não no sentido literal da expressão, porque não vou para lá a pé – quem sabe, um dia. Vou só andar por Santiago em si, ver uma certa exposição e ver o que conseguir ver.

Vivam os fins-de-semana prolongados! Se não nos virmos antes, até para a semana ;)

27/10/2005

Palavra do dia X: pioggia


Lá fora.

Em italiano. Que é uma das minhas línguas favoritas.

E hoje, as minhas conversas de fim de tarde vão ser em italiano ;)

Traduzir, por favor

Há palavras que enjoam se forem demasiado utilizadas.
Que se saturam com o uso.
Há palavras que nos cansam e que ficamos cansados de dizer;
outras que por mais que as utilizemos, não cansam nunca.
Outras palavras nunca são ditas, algumas não são ouvidas por mais que as digamos.
Algumas perdem o significado.
Algumas não nos dizem nada.
Há palavras que ficam por dizer e palavras que nunca deviam ser ditas.
Há palavras que mexem, outras que fazem mexer.

E há as palavras certas.

Quais são as vossas palavras?

26/10/2005

Medições por aproximação

Portugal, o único país do mundo em que o instrumento de medição oficial é...o olhómetro.

Portátil, extremamente ergonómico, dinâmico e de rapidez inigualável, este dispositivo integrado de origem no povo português permite efectuar medições, avaliações, previsões, orçamentos e cálculos aparentemente impossíveis, complicados ou simples num abrir de fechar de olhos. Literalmente.

Basta olhar, executar a operação pretendida, piscar os olhos, franzir ligeiramente o sobrolho e numa questão de segundos, os resultados. Mais coisa, menos coisa.

Olhómetro.
Connosco, desde mil cento e tal.

Nota - Quem nunca calculou nada a olho? ;)

25/10/2005

A vingança serve-se fria?

Vingarmo-nos de certas coisas, por mais insignificantes que possam parecer, e mesmo quando a vingança é instintiva, involuntária até, e não premeditada - será esta uma necessidade do ser humano?

Teremos todos um lado mais ou menos maquiavélico que não nos deixa passar certas coisas em branco? Ou alguém é capaz de afirmar que nunca seria capaz de se vingar?

Não me refiro a grandes vinganças engendradas ao pormenor, maléficas ou com propósitos destrutivos. Refiro-me àquelas vingançazinhas, que às vezes podem parecer insignificantes, mas que - e aqui confesso-me eu primeiro - nos sabem tão bem.

Ainda melhor se involuntariamente, as vinganças acontecem sem que ninguém as provoque. Simplesmente por obra do acaso (?) universal. Quanto a mim, estas são as melhores castas de vingança.

Serão as vinganças uma espécie de dispositivo de equilíbrio do universo?

Nota: não se preocupem com esta febre de perguntas relativamente retóricas.
Passa já. Vou só ali resolver umas questões pendentes e já venho ;)

Momento zen

À manobra arriscadíssima de mudança de direcção de um imponente bólide de marca chique (que passou para a minha fila de trânsito), responder com aquele aceno em que se encosta o polegar ao nariz e agitam os restantes dedos.

Obrigada, senhor de óculos escuros gordo com ar de bronco (pardon my French).
Já não me ria tanto no carro há uns tempos :)