22/11/2005
Palavras soltas II
A lógica tem destas coisas. Aconchega-nos, de vez em quando.
Palavras soltas
A lógica não seria essa, mas é.
21/11/2005
Não há fome...
Ou de como a sabedoria popular teima em tornar-se realidade.
E isso, neste caso em particular, traduz-se em trabalho, muito trabalho.
Fico à espera da bonança pós-tempestade :)
Era uma vez
Foi uma boa descoberta deste fim-de-semana. Porque é sempre bom encontrar sítios com histórias. E com uma vista linda de morrer!
*Casa de chá/bar, parte de um edifício renovado ali junto ao Passeio Alegre (agora com [nova] iluminação), pertinho do 31. Se não perceberam nada...é no Porto.
18/11/2005
Seca II
Salva pela relatividade.
Seca I
17/11/2005
2b?Ntb?=?*
Confusos? Então leiam o resto aqui.
*To be or not to be, that's the question.
Vou começar a ler, ai vou vou II

True Tales of American Life, edited and introduced by Paul Auster
Não, não é mais um livro de Paul Auster.
A pré-história deste livro começou quando Paul Auster pediu aos ouvintes de uma das maiores rádios norte-americanas para enviarem histórias verídicas. A ideia era lê-las num programa da tal rádio, chamado All Things Considered; no ano que decorreu após o pedido, foram recebidas mais de 4000 histórias, um número muito superior ao esperado. Obviamente, não puderam ser todas lidas. Mas como se reconheceu que o projecto tinha tido uma importância real para as pessoas, decidiu-se publicar 179 das melhores histórias neste livro, com edição e introdução de Paul Auster himself. Já o tenho na prateleira em espera há algum tempo, e chegou a altura de o ler. Acho. Ou não fosse eu uma leitora algo caótica ;)
E para mais informações, a crítica do Observer.
Bom diiiiiiiiiiia!
Por isso, um sonoro e esfuziante bom dia para vocês :)
*Exceptuando, obviamente, quando se dirige o bom dia a alguém realmente odioso e/ou insuportável. Se bem que secalhar dar-lhe uns bons dias calorosos até pode irritá-lo(a) mais do que dizer a coisa de forma chata. Ideia a reter.
16/11/2005
Preguicites II
Viajar, por exemplo. Ora isso é algo que não se faz devidamente num escritório. Ou até poderá fazer, de algumas maneiras, mas eu cá prefiro viajar quando isso envolver deslocações de ar não provocadas por aparelhos de ar condicionado ou gente a passar. E como quem não tem avião, caça com rato, vou só ali num instante visitar a Minhoca, depois vou a banhos aqui às Boas Intenções da Rita e dou um pulinho à Londres da Maria Lua.
Ufa. Isto de ser preguiçoso cansa ;)
Preguicites I
Não tem piada quando não há outra hipótese.
Assim não brinco.
15/11/2005
Sempre a música do acaso
Ao contrário de “Oracle Night”, neste livro não há histórias dentro de histórias dentro de histórias, mas histórias que se encadeiam com outras histórias, de forma mais desorganizada e caótica - embora deliberada. São consequências, acasos, altos e baixos que fazem avançar a acção (como a vida). Palavras impregnadas de crítica social e política, de referências literárias, artísticas e à actualidade. Um trajecto de redenção do protagonista, que escreve - também ele - um livro.
A não perder.
Mas como já sabem, sou suspeita ;)
“One should never underestimate the power of books.”
Nathan, personagem principal do livro The Brooklyn Follies, de Paul Auster
14/11/2005
Querer chega*
Há dias assim, em que queremos quase tudo.
*E eu vou acabar de ler aquele livro ali da coluna da direita, ai vou vou!
Querer não chega
Há dias assim, em que queremos tudo.
Palavra do dia XI: nada
Sem nada, há silêncio.
Em Sânscrito ;)
Same in any language*

“(...) Este é um filme que não só tem gente lá dentro - e gente a sério - como tem a vida inteira.**
E mais não digo. Gostei, muito.
*Título de uma das músicas do filme, dos I Nine, que podem ouvir aqui no site oficial. Uma das muitas músicas [boas] do filme.
**Crítica de Jorge Mourinha no Cinecartaz. Subscrevo.
11/11/2005
Quentes e boas!

O dia de S. Martinho faz-me lembrar os grandes magustos da escola, com as castanhas assadas numa fogueira gigante, no recreio. Faz-me lembrar um texto do livro da terceira classe, com a lenda de S. Martinho, que era a cópia - supostamente aleatória - que fazia mais vezes por ser dos textos mais curtos (esse e outro em verso cujo título era 'Quentes e boas', evidentemente também relacionado com castanhas e também muito curtinho). Faz-me lembrar o bom tempo!
Acho que hoje vou comprar umas castanhas à beira-mar, na banca daquele senhor que está sempre lá nesta altura. É que aquele cheirinho a castanhas assadas é certamente, um dos mais agradáveis do mundo ;)
Inquérito
Encontrado aqui na Máquina de café da amie, onde também podem ver mais explicações ;)
Mulher ao volante quê?
Se ainda alguém tinha dúvidas, dissipe-as agora ;)
10/11/2005
Vou começar a ler, ai vou vou!

"The Brooklyn Follies is Paul Auster’s warmest, most exuberant novel, a moving and unforgettable hymn to the glories and mysteries of ordinary human life."
(contra-capa do livro)
A ordem pela qual leio os livros é bastante volátil, querendo isto dizer que sou muito capaz de estar a ler um livro, mas aparecer outro livro que se torna prioritário e passa à frente do anterior. Também costumo desistir de ler um livro numa determinada altura, se achar que essa não é a altura certa para o ler ou se a leitura não estiver a ser suficientemente interessante. Deixo muitos livros pendentes, os necessários, sem quaisquer remorsos. Secalhar pode considerar-se que sou uma leitora algo caótica. Ou então é uma questão de química com os livros.
09/11/2005
Say cheese!

Passados 5 anos, 2,8 toneladas de plasticina de 42 cores* e milhares de horas de trabalho, tcharan! Wallace & Gromit – A Maldição do Coelhomem.
Carregado de bom humor, jogos de palavras e pormenores de classe, este é seguramente um dos melhores filmes de animação dos últimos anos, quanto a mim. Recomendo vivamente.
*Informações e imagens daqui e daqui do site oficial.
Nota da redacção e da gerência: a autora deste post/gerente do estaminé vem por este meio manifestar a sua total concordância com a personagem Wallace. Cheese rules. Aproveita também para salientar e enaltecer a fofura dos coelhos ladrões-de-vegetais do filme.

Nada como ver uma tirinha destas logo pela manhã!
Sempre gostei de dicionários e o meu primeiro dicionário de língua portuguesa recebi-o no Natal, na altura da estreia escolar. Agora, tenho de ter e não desgosto de ter muitos dicionários na minha vida. Embora nem tudo se encontre lá, ajudam. Ou pelo menos, a maior parte das vezes ;)
08/11/2005
Confissões num dia chuvoso
E alguém escapou a lê-lo? E alguém leu o livro sem ser obrigado? E alguém leu o livro todo (por livro 'todo', entenda-se que não me refiro aos livros explicativos de capinha amarela)?
Eu não escapei, li tudo, obrigada pelo programa escolar.
E heresia das heresias, não gostei*.
Pronto, vou dizê-lo abertamente ao mundo:
Mundo, eu não gostei d' Os Lusíadas.
*O que não quer dizer que não seja realmente uma obra emblemática e inovadora a muitos níveis.
07/11/2005
Sobre-humanidade
É assim, o meu avô.
Precisamos muito de nos sobre-humanizar, cada vez mais vezes.
E de nos preocuparmos mais com os outros em vez de olharmos só para o nosso umbigozinho.
Que para quem ainda não tinha notado, é totalmente inútil depois de cortado o cordão umbilical.
Boa semana :)
04/11/2005
Coisas inúteis deste mundo I - Puxe/Empurre
É que acabamos muitas vezes por escolher a opção errada, embora a palavra mágica esteja em frente ao nosso nariz. E melhor, facilmente constatamos que se não abre assim, vai abrir assado. Simples. E há tão poucas coisas assim, genuina e intrinsecamente simples.
Mas nós tínhamos de complicar, não era?
03/11/2005
Fúrias (in)contidas
A mim, enervam-me e enfurecem-me os ruídos persistentes, como alguma coisa no carro que teima em bater ou assobiar - não descanso enquanto não descubro a origem do barulho e a silencio.
No trânsito e em filas de pessoas, há dias e dias...dias em que não me importo de demorar mais e dias em que me enfureço por demorar muito a andar tão pouco ou a fazer uma coisa tão insignificante.
E o cúmulo das fúrias, no meu caso, acontece quando não encontro alguma coisa de que preciso, ou até de que não preciso, mas quero encontrar – atinjo o meu ponto de insuportabilidade, protesto, acuso tudo e todos, acuso-me a mim por não conseguir encontrar a dita coisa, reviro tudo de pernas para o ar até a encontrar ou até a dar por irremediavelmente perdida.
O pior das minhas fúrias é que regra geral, descarrego em quem estiver por perto; embora seja manifestamente incapaz de agredir alguém fisicamente, posso acabar por agredir com as palavras. As minhas fúrias acabam, geralmente, nas palavras. Ou num silêncio que mais cedo ou mais tarde, vai acabar com palavras ainda mais furiosas.
O que é que vos enfurece e qual foi a atitude mais enfurecida que já tomaram?
02/11/2005
¡Que viva Santiago de Compostela!
28/10/2005
Pés para que vos quero

Uma das partes do corpo mais martirizadas e esquecidas (a não ser quando incomoda) é, seguramente, a área dos pés, a base da nossa vida.
Lembramo-nos sempre mais deles quando fazemos turismo, porque podem piorar exponencialmente, ou mesmo impedir as nossas visitas turísticas devido ao excesso de utilização. E por mais confortável que *pensemos* que é o calçado, os passos demonstra-nos quase sempre o contrário. Houve momentos de viagens em que achei mesmo que não ia conseguir andar mais. É o drama: então estamos num sítio onde queremos ver tudo e o nosso propósito máximo é encontrar uma CADEIRA ou um BANCO?! Haja paciência, pezinhos, mas vão ter de aguentar as minhas caminhadas, custe o que custar.
Portanto, um dos meus objectivos de vida é encontrar e adquirir os sapatos mais confortáveis do mundo (se alguém tiver dicas, agradeço).
E isso é uma coisa que só posso fazer...andando.
Então se me dão licença, vou fazer mais uns testes a sapatos e botas e afins e mostrar às minhas solinhas os caminhos de Santiago. Não no sentido literal da expressão, porque não vou para lá a pé – quem sabe, um dia. Vou só andar por Santiago em si, ver uma certa exposição e ver o que conseguir ver.
Vivam os fins-de-semana prolongados! Se não nos virmos antes, até para a semana ;)
27/10/2005
Palavra do dia X: pioggia
Traduzir, por favor
Que se saturam com o uso.
Há palavras que nos cansam e que ficamos cansados de dizer; outras que por mais que as utilizemos, não cansam nunca.
Outras palavras nunca são ditas, algumas não são ouvidas por mais que as digamos.
Algumas perdem o significado.
Algumas não nos dizem nada.
Há palavras que ficam por dizer e palavras que nunca deviam ser ditas.
Há palavras que mexem, outras que fazem mexer.
E há as palavras certas.
Quais são as vossas palavras?
26/10/2005
Medições por aproximação
Portátil, extremamente ergonómico, dinâmico e de rapidez inigualável, este dispositivo integrado de origem no povo português permite efectuar medições, avaliações, previsões, orçamentos e cálculos aparentemente impossíveis, complicados ou simples num abrir de fechar de olhos. Literalmente.
Basta olhar, executar a operação pretendida, piscar os olhos, franzir ligeiramente o sobrolho e numa questão de segundos, os resultados. Mais coisa, menos coisa.
Olhómetro.
Connosco, desde mil cento e tal.
Nota - Quem nunca calculou nada a olho? ;)
25/10/2005
A vingança serve-se fria?
Teremos todos um lado mais ou menos maquiavélico que não nos deixa passar certas coisas em branco? Ou alguém é capaz de afirmar que nunca seria capaz de se vingar?
Não me refiro a grandes vinganças engendradas ao pormenor, maléficas ou com propósitos destrutivos. Refiro-me àquelas vingançazinhas, que às vezes podem parecer insignificantes, mas que - e aqui confesso-me eu primeiro - nos sabem tão bem.
Ainda melhor se involuntariamente, as vinganças acontecem sem que ninguém as provoque. Simplesmente por obra do acaso (?) universal. Quanto a mim, estas são as melhores castas de vingança.
Serão as vinganças uma espécie de dispositivo de equilíbrio do universo?
Nota: não se preocupem com esta febre de perguntas relativamente retóricas.
Passa já. Vou só ali resolver umas questões pendentes e já venho ;)
Momento zen
Obrigada, senhor de óculos escuros gordo com ar de bronco (pardon my French).
Já não me ria tanto no carro há uns tempos :)
Maquinices
That thing. I that nor I am even nothing of vices.
Admito. Não consigo passar sem vir aqui.
Que coisa. Eu que até nem sou nada de vícios.
24/10/2005
Das idas a bares da moda*
O chamado bar da moda, ao qual não nos importamos nada de ir de vez em quando, é aquele bar a que toda a gente se lembra de ir de vez em quando. A parte dramática da coisa é quando o ‘de vez em quando’ de toda a gente é, catastroficamente, o mesmo que o nosso (felizmente, este foi numa ocasião especial de um aniversário :) Damo-nos conta à chegada, quando nos apercebemos de que encontrar um lugar para estacionar irá ser equivalente a querer acertar no totoloto assinalando apenas um número: altamente improvável (matemática das nossas vidas, a quanto obrigas!). Passando esta fase, temos a...
Fase 2: Gloriosa entrada em cena
Caso não façamos parte da restritíssima guest list (ai que finos e caturreiras que nós somos, repare que se não estiver na nossa listinha hiper-mega finex, não terá direito aos 65 mm de espaço ultra-chiquésimos reservados apenas a VIPíssimos giraços, ar puro totalmente não incluído), resta-nos entrar sem fazer parte dela. O que por acaso aconteceu sem mais delongas, caso contrário, restar-nos-ia sugerir ao amável porteiro uma visita de imersão ao vizinho rio Douro, para conhecer a sua simpática fauna de roedores (bem como a vida – ou a ausência de vida? – subaquática).
Fase 3: A não-tão-boa parte de estar lá dentro
No início, a coisa estava tolerável. Jinga-se para um lado e para o outro, dois dedos de conversa em altos berros, explorações ao espaço renovado (algum dele vedado por mais listinhas, agora virou moda nestes bares da moda?), uma bebidita a preços altamente não recomendáveis (tal como em quase todos os bares, que fará se estes são da moda). No entanto, a cada segundo que passa, chega mais e mais gente, há menos e menos ar, há mais e mais pessoas a andar de um lado para o outro, instalando-se então o clima de pré-guerra civil - um mix do clima de predisposição ao soco com o ambiente explosivo que se vive em alguns locais. Qualquer cotovelada que nos dêem é um apelo ao vigor bélico do nosso eu violento, qualquer calcadela inocente pode despertar a nossa recôndita ira interior. Principalmente para quem gosta pouco de invasões ao seu espaço vital. Valham-nos os sofás, quais tanques de guerra no meio de um campo de batalha.
Saliente-se ainda que lá por um sítio ser da moda, não quer dizer que as instalações sejam imaculadas. No melhor pano cai a nódoa, e mesmo num local tão VIPóchique e branco, as casas de banho podem ser poucas e – imagine-se! - ‘avariam’ como em todos os outros locais. Obviamente, querem transmitir-nos a profunda filosofia de que mesmo uma necessidade básica pode ser um luxo nestes locais chiques a valer. Filosofias avançadíssimas de bares da moda como este.
Fase 4: Ai queria pagar, era?!
Não, querer tão queria. Mas como querer nem sempre é poder, há que fazer fila. Uma fila bem à portuguesa, organizada, ordeira e sem tumultos nem bate-bocas. No espaço de cerca de uma hora, há que penar para regressar ao mundo cruel, ar puro semi-incluído [valham-nos os amigos].
Conclusão: haja paciência.
Inclusive para ler posts como este, pós-bares da moda. Uma verdadeira maçada :)
*relato pungente e dramatizado de uma saída nocturna.
21/10/2005
Matemática da minha vida II: a tabuada
Mas porque é que algo que nem é assim tão difícil tem de ter um nome tão catastroficamente pouco apelativo?! Tabuada vem de tábua; a tábua de que nos lembramos imediatamente é a de madeira. E por analogia morfológica, tabuada é semelhante a porrada, pancada, estalada, chapada. Coisas que normalmente, o comum dos mortais não quererá experienciar.
Quando ainda por cima, não saber a tabuada é sinónimo de reguada (ou era, nos meus tempos de escola...há décadas e décadas atrás, quando o uso da máquina de calcular era proibido!), estão a ver aonde quero chegar. Termos de aprender a tabuada, uma das grandes bases do cálculo matemático, por recearmos a violência não me parece um bom método nem uma publicidade muito convincente à ciência. Por mais teorias que se possam avançar sobre a importância da activação dos chakras (através da reguada), enquanto a coisa tiver este nome, a ideia não é vendável. Tanto que já foi ultrapassada.
Apesar destas considerações, tive de chegar a uma conclusão perturbante. A pressão da reguada, o receio das sequelas do acto faziam com que eu contasse desesperadamente com as mãos por baixo da mesa, sempre que a professora fazia aqueles inquéritos aleatórios, contava tão depressa e ficava tão nervosa e fazia tantas analogias e ginásticas numéricas que acabava...por acertar. E o certo é que acabei por decorar a dita cuja.
Ainda hoje sei a tabuada.
20/10/2005
Também há bloggers de carne e osso. A sério.
Que se juntaram ontem no histórico café Aviz, em plena baixa portuense.
Chuva. Depois de largar grande parte do meu avultado salário a compensar um amistoso arrumador, cheguei ao café. Olhei em volta, porque ia ter de adivinhar qual seria o grupo. Sentei-me, porque era arriscado tentar acertar à primeira. Foi quando ouvi alguém precisamente na mesa em frente à minha a dizer algo que me soou como “tralala tralala broche!” Lembrando-me de uma conversa semelhante em plena Máquina de Café, decidi acercar-me e lançar a questão: “vocês por acaso têm alguma coisa a ver com blogs?” Questão esta que, achava eu, me iria dar alguma margem de manobra em caso de resposta negativa. Não cheguei a saber, porque acertei. Tinham.
Um dos presentes tinha já de ir embora, não sem antes acusar esta vossa narradora de ter sotaque de outra província portuguesa, uma parte extremamente traumática do evento. Depois disso, foi chegando mais gente. As conversas mantiveram-se sempre estritamente culturais, versando sobre poesia, correntes literárias, matemática avançada, marionetas, fantoches e o panorama artístico em geral. Ocorreram também várias performances artísticas, inclusive uma coreografia pirotécnica arrojada.
...
Ou então não. Ou então há vida para além dos blogs, há silêncios como em todas as conversas, há perguntas, piadas, contas, diálogos cruzados, coincidências, horas de ir embora, sono. E chuva.
Mas isso só sabe quem compareceu ;) Desta vez, estiveram representados os blogs Terceleiros, Máquina de Café, Zona Franca, Errortográfico, Moleskine, [ g u e r r i l h a s ], Caixa das Esmolas, Quioske e ::historia da internet::.
Pela minha parte, gostei e repito quando puder.
Para as palavras também terem som de vez em quando ;)
19/10/2005
Matemática da minha vida: noves fora, nada, ou tudo

Hoje ia escrever sobre matemática. Sobre como a matemática une, separa, retira, pluraliza, sistematiza, simplifica, comprova e nega.
A matemática faz tudo ou fazemos tudo com ela.
Depois lembrei-me que a matemática nunca foi o meu forte.
Então decidi não escrever sobre matemática. E cheguei à conclusão de que já não me lembro como se faz a prova dos nove, para depois começar a achar que todos temos um dispositivo de prova dos nove integrado. Gostamos de comprovar.
Afinal, não é preciso saber muito de matemática para ela estar sempre connosco.
18/10/2005
Palavra do dia IX: hong se
Uma das minhas cores favoritas ;)
Conjugações*

Duas pessoas ao telefone, ambas com idade rondando os 30 anos. Ouço só uma, imagino as duas. Logo nos primeiros segundos de conversa, começa-se a falar detalhadamente sobre as tarefas executadas pela empregada doméstica com extrema precisão temporal, sobre os tapetes e sapatos que ficaram à chuva na varanda (com pormenores requintados de descrição do tecido constituinte do tapete e de formas de lavagem ideais), sobre combinações de roupa para lavar - porque mancha, porque larga pêlo, porque minga, porque enruga - sobre o jantar que vão fazer para os maridos, sobre comidas preferidas dos maridos (mais uma vez, descrição minuciosa). Sobre o que uma delas fez porque o marido não passou cá o fim-de-semana, o horror da solidão.
Alguém me passa os lápis de cor, por favor?
*o verbo colorir só tem duas pessoas no presente do indicativo – colorimos e coloris.
17/10/2005
Temperatura: estável

Fim-de-semana adoentado. Fruta da época.
Em jeito de compensação, a semana começa calma e com chuva para baixar a temperatura.
Quando era pequena, se havia coisa de que não gostava particularmente, essa coisa eram os termómetros. Porque implicavam quase sempre medicamentos, cama e repouso. A melhor recordação que tenho de termómetros foi ter partido um em mil pedaços, ver o mercúrio espalhado pelo chão da cozinha, as bolinhas a fugir e eu a tentar apanhá-las com uma folha. Achei que ia ser o fim do mundo por o ter partido, ia ficar de castigo.
Mas o mundo não acabou e eu nem sequer ouvi um ralhete. Foi uma coisa como outra qualquer. "Mas não te cortaste, pois não?"
Hoje como noutros dias, como sempre, há coisas a que damos demasiada importância.
14/10/2005
Palavra do dia VIII: pazzesco
Também já me tinha esquecido de como gostava de ir de carro pela marginal e pela foz ao fim da tarde, devagar, com tempo para quase-ver o pôr-do-sol e querer ficar à beira-mar muito tempo.
Mas a palavra do dia (em italiano, obviamente) é mais uma descrição de muita coisa que acontece hoje em dia. Aliás, pode ser uma descrição do estado universal da maior parte das coisas!
*E por falar em cantar, tanti auguri a te! ;)
13/10/2005
Um jogo tem menos remates num estádio a sério
O metro portuense é seguramente o melhor meio para chegar ao Estádio do Dragão. Mas num dia de jogo....há que conseguir apanhá-lo. Primeiro, a fila para carregar os cartões. Depois, a luta pelos lugares sentados ou pelos 10,5 centímetros onde terá de caber o nosso corpo todo (e estou a ser generosa no exemplo). Já no interior, há o clima de predisposição ao soco - qualquer mini-desentendimento pode gerar um caos mais ou menos violento - e em simultâneo, há a amena cavaqueira típica de sardinha em lata: “desculpe lá o cotovelo cravado nos seus rins”, “não tem mal estar a pisar-me, assim até emagreço a barriga dos pés”, “importa-se de inspirar fundo para eu poder assoar-me”, etc. Há o típico indivíduo que conta piadas a torto e a direito, o velhinho que teoriza a solução genial para a falta de espaço, a senhora ruborizada que está sempre no limite da queda aparatosa, o jovem que não pára de mandar mensagens no telemóvel, há de tudo. Impera a lógica “só mais um” em cada paragem até ao limite do desespero e da senilidade. Logicamente, a chegada é um alívio.
Fase 2: Jogo
Ver um jogo num estádio surpreendeu-me pela positiva. Pensei que ia ser demasiado confuso, e não foi. Pensei que ia ver mal, e vê-se bem. Confirmei que cantar o hino é das partes mais emocionantes. Pensei que ia haver demasiado barulho, e não houve (sim, pode existir silêncio num estádio cheio). Achei foi que há tantas coisas para fazer que acabamos por não prestar tanta atenção ao jogo em si como em casa. Há a onda, as bandeiras para agitar, as canções, os protestos, os aplausos e apupos, as conversas cruzadas, os golos para comemorar, o delírio colectivo. Há menos polémicas do que na TV e menos casos que parecem perigosíssimos.
Fase 3: Fim
No fim do jogo, as comemorações pela nossa apuração para o mundial. Ele foi espectáculo de raios laser, a pirotecnia do costume, música. Gostei particularmente da parte dos raios laser, em que projectaram os nomes dos jogadores da selecção no relvado: ficou provado que erros ortográficos não se dão só no papel e em documentos electrónicos, também existem em versão relva.
Fase 4: Regresso e finalmente, a parte da COMIDA
O regresso foi mais calmo em termos de viagens, mas dominava a fome.
A FOME!
Não esquecer: levar farnel da próxima vez.
12/10/2005
Errortográfico em directo na TV!
Nem a um estádio a sério (para ver jogos).
Portanto hoje parece-me um bom dia para começar.
Vou à bola :)
Acordar excessivamente cedo
Mas só por isso.
11/10/2005
Expressão do dia VII: zai jian
Por isso, zai jian ao chinês.
Para compensar, digo outra vez ciao italiano, porque o vou retomar!
É a lei compensatória do universo ;)
Tradução simultânea
It will be finally the Vince?
In any way, I decided to avenge me in the machine of the custom :)
Chove muito, a pacotes, e troveja.
Será finalmente o Vince?
De qualquer maneira, decidi vingar-me na máquina do costume :)
10/10/2005
Things aren't always
E a prova disso são os livros de culinária.
Os bolos nunca ficam com um aspecto tão fôfinho.
As saladas não têm sempre um ar viçoso e revigorante.
As frutas murcham e não têm gotículas refrescantes.
As coisas queimam.
Nunca temos os ingredientes todos em casa em tacinhas ordenadas ou frasquinhos empilháveis.
Etc.
O mundo ideal é mais provável nos livros.
Sou portuguesa
Dos guarda-chuvas de chocolate que comia muitas vezes à sobremesa ao Domingo.
De apanhar secas à espera que desse a bonecada ao fim-de-semana.
De amigos que nunca mais vi ou que vejo pouco.
De disparatar nas aulas de ginástica rítmica cheias de velhinhas e de fazer sempre malhas nas meias-calça que a minha mãe insistia em vestir-me com o fato de ginástica à anos 80.
De invejar as sandes dos trolhas que faziam obras na casa da minha avó.
De dormir no banco de trás do carro a caminho de casa. Das brincadeiras para evitar que dormisse.
A chuva tem destas coisas. Fico nostálgica.
07/10/2005
Asfaltación, siempre
Bom fim-de-semana! Boas votações ;)
Let the sunshine in!

Duas comédias para um fim-de-semana de eleições.
Como se fossem precisos mais motivos para rir ou para chorar [a rir] ;)
Uma ainda no cinema, outra nos clubes de vídeo ou em DVD (desta última, recomendo vivamente uma visita ao site oficial).
Quanto a mim, ambos os filmes são das melhores comédias dos últimos tempos. Ambos têm excelentes bandas sonoras. No caso de Napoleon Dynamite, há duas personagens com dicção e tom de voz memoráveis, com deixas que permanecem e que nos lembramos de citar nas alturas mais improváveis.
Resumindo, vejam, se estiverem para aí virados.
Teacher: Your current event, Napoleon.
Napoleon Dynamite: Last week, Japanese scientists explaced... placed explosive detonators at the bottom of Lake Loch Ness to blow Nessie out of the water. Sir Godfrey of the Nessie Alliance summoned the help of Scotland's local wizards to cast a protective spell over the lake and its local residents and all those who seek for the peaceful existence of our underwater ally.
06/10/2005
6%?!

Ainda só visitei 6% do mundo. Lamentável.
Já sabia que era pouco...mas o mapa deprimiu-me e deu-me vontade de aumentar a percentagem. Vou mostrá-lo às chefias aqui da empresa para ver se me aumentam e me dão mais dias de férias - afinal, ainda tenho tanto para andar! Não posso ficar aqui à espera que o mundo venha ter comigo, pois não?
E a vocês? Aonde vos falta ir?
Contagem decrescente

Auto-retrato com vestido de veludo, 1926
I am not sick. I am broken. But I am happy as long as I can paint.
Directamente de Londres para Santiago de Compostela, a maior exposição sobre a genial Frida Kahlo. Aqui tão perto, de 28 de Outubro a 20 de Janeiro.
Depois não digam que não avisei ;)
O mel e a canela no arco-íris
O problema é que este tem de se utilizar na medida certa.
Senão enjoa e estraga o resto.
E nas palavras, não o podemos tirar com uma colher.
Correndo o risco de soar a insensível, sejamos realistas: ninguém sobrevive só de chantilly (embora muitos não desdenhassem a ideia).
É que em exagero, é enjoativo.
04/10/2005
Pre-ocupações mentais
Preocupam-se antes de ser preciso.
Ou quando nunca vai ser preciso.
Por natureza, pós-ocupo-me mais do que me preocupo.
Por isso não adianta tentar o contágio:
sou imune em 99% das ocasiões.
Eu ouvi
Jornalista: "condutas gigantes fazem o BOMBARDEAMENTO de água..."
Conclusão: há guerras a mais na televisão.
03/10/2005
Palavra do dia VI: ablaknyílás
Mas nem sempre nos deixam escolhê-la.
Às vezes também não é precisa.
Em húngaro.
Janela para o eclipse
Portanto estive a trabalhar *e* a espreitar o eclipse com os óculos sempre que me apeteceu.
Ver o sol a sorrir para nós - literalmente - não é todos os dias :)
30/09/2005
Este fim-de-semana
É já na Segunda-feira.
Óculos, máquinas fotográficas, chapéus, escadotes, o que quer que seja: não há desculpas para o perder (obviamente, também vai ser transmitido em directo na Internet, com a agradável vantagem de não precisarem de usar óculos com aspecto ridículo).
Entretanto, bom fim-de-semana!
Comparação e revolta gelada

"É bom, este chá. Sabe a perna de pau!"*
(chá: rooibos morango)
Uma das vantagens de sermos adultos ou financeiramente independentes é podermos comprar os gelados que nos apetecer. Não temos de implorar um gelado aos pais ou às avós ou a qualquer pessoa com o mínimo de poder de compra.
Mas acho mal isto das colecções de gelados. Então uma pessoa afeiçoa-se ao gelado e na próxima colecção, nicles batatóides, já não há, acabou, puf! Foi descontinuado! Afinal, quem decide o sucesso dos gelados? É só o top de vendas? Então e as imensas minorias que gostam dos gelados menos vendidos, não têm direito a usufruir do seu mais-que-tudo?
O momento em que descobrimos que o nosso gelado acabou é triste. E eu tenho um especial azar, porque todos os gelados de que eu começo a gostar acabam passado pouco tempo. Como se isso não bastasse, vou a outro país e descubro um gelado de que gosto. Mas mesmo as marcas supostamente internacionais não têm os mesmos gelados em todos os países, não senhora! Eu quero o Solero frutos vermelhos aqui na nossa Olá e não nas equivalentes alemã, britânica e espanhola! Não há direito!
Ai, estas desigualdades. Nem o mundo gelado é ideal.
*Fora do contexto dos gelados, esta frase é muito estranha.29/09/2005
Liberta o biscateiro que há em ti!

Todos temos um biscateiro em potencial dentro de nós. Quem nunca tentou fazer um conserto, um arranjinho que fosse, quem nunca tentou arranjar uma solução engenhosa para um problema? Seja ele uma ligação eléctrica, uma peça partida, um electrodoméstico avariado, uma peça descosida... a tentação é grande. A coisa está lá, danificada, a precisar de arranjo, nós até temos uma caixa de ferramentas reluzentes... decidimos tentar a nossa sorte.
É aí que entram em acção o instinto, a inspiração e o improviso.
Bem como uma boa dose de sorte, se o empreendimento for de monta.
Depois, os resultados:
1. apoteose - tarefa bem sucedida e gáudio generalizado;
2. relativo sucesso - a coisa está remediada ou desenrascada;
3. fracasso e humilhação - a coisa ficou significativamente pior e é necessária a ajuda de um profissional (ou de um biscateiro mais experiente);
4. catástrofe - danos irreparáveis e baixa acentuada da auto-estima.
Biscateiros deste mundo, acusem-se.
Os biscates mais arriscados que fiz envolveram colagens e coseduras.
Decididamente eu, é mais bolos.
Palavra do dia edição especial: terima kasih*!
Em meu nome e em nome de toda a equipa do Errortografico (que curiosamente também sou eu), um grande CHUAC daqui para ali :) Foi um prazer escrever noutras paredes!
E se não conhecem ainda o blog de que falo...de que é que estão à espera?!
*em malaio.
28/09/2005
Tolerância zero (matinal)
Geralmente, não falo com ninguém até chegar ao trabalho. Agora imaginem o que é vir trabalhar e ter alguém na mesma sala que dispara perguntas em todas as direcções, todas, e conta todas as histórias que não queremos ouvir àquela hora, com todos os pormenores que não queremos nem nunca vamos querer saber, mesmo a outras horas. A minha tendência é responder com monossílabos, manter a calma e tentar fazer perceber que não estou para aí virada (e acreditem, eu nisso sou bastante convincente). Mas qual quê. Não adianta. A coisa continua, e continua, e eu já tendo de escrever (trabalho!), ainda tenho de ouvir alguém a falar ao mesmo tempo de mil coisas que realmente não me interessam e a perguntar tudo e mais alguma coisa.
A arte não está só em conversar. A arte também está em saber quando estar calado. É por isso que com as pessoas com quem nos damos bem ou com quem realmente *comunicamos*, falamos também com o olhar, com as reacções, com as expressões faciais, com os gestos. Sabemos quando as palavras são acessórias.
Por isso, sou muito pouco tolerante com quem é impermeável aos outros e ao que lhe estão a tentar comunicar (sempre). Não há paciência nem boa vontade que resista.
27/09/2005
Da importância do cabeleireiro
Quando comecei eu a escolher o corte com o aval maternal, a coisa tornou-se mais empolgante, embora na época, os cortes fossem invariavelmente todos iguais nas pessoas que conhecia nos anos 80 (franja e comprimento algures entre o queixo e o ombro, para usar a bela da bandolete/fita - ou pior, para fazer a combinação pála com gel + bandolete).
Hoje em dia, e como não tenho a vantagem de conseguir cortar o cabelo a mim própria, como algumas pessoas, vou ao cabeleireiro para promover a saúde capilar, lavar e arejar a alma. Posso escolher o corte, o penteado, o champô, o gel...mas não posso nunca, jamais, estar calada.
Quando era pequena, ninguém levava a mal se não falasse...hoje em dia, tenho de ir ao cabeleireiro com vontade de falar. Com vontade de dissertar sobre a crise, sobre os preços elevados, sobre novelas e reality shows que nunca vejo. Para fugir aos assuntos que não domino, uso a estratégia mergulho-numa-revista-cor-de-rosa, uma das inúmeras disponíveis no local (mas quem raio é a Kiki Trindade?!). Mas nunca consigo fugir totalmente, há sempre uma pergunta que se destina a incluir-me na conversa. Eu agradeço o esforço, mas...acham que se levar uns lápis de cor consigo escapar?
“Se a solução...
Estes manuais técnicos ensinam-nos tantas coisas úteis.
Agora já sabem, se encontrarem a solução, não a atirem para os olhos.
26/09/2005
Ter ou não ter...
Não tinha saudades das conversas intermináveis ao telefone, dos pormenores geralmente inúteis contados em exagero. De pormenores que não interessam a ninguém. Das histórias e das perguntas repetidas dezenas de vezes.
Há saudades assim, que passam depressa. Ou que nunca chegam a existir.
Palavra do dia V: sove
Gostava de poder x mais.
Em Norueguês.
23/09/2005
22/09/2005
Past tense

Irregular. Entrelaçado. Hipnótico. Cruzado. Caótico. Intrigante.
Algo surpreendente e algo misterioso. Cativante.
E muito, mas muito recomendável*.
Gosto de acabar de ler livros. Mas fica sempre uma sensação de vazio.
O livro acompanha-nos todos os dias durante algum tempo e de repente, deixa-nos sozinhos. Fim.
*Oracle Night/A Noite do Oráculo, de Paul Auster.
Mas já vos tinha avisado que no que toca a este autor, sou bastante suspeita ;)
Future tense
Oracle Night, Paul Auster
Está quase, quase, quase. É tão bom acabar de ler um livro.
Vou só ali acabar de ler este e venho já.
21/09/2005
Morte ao hábito...
Estou sempre a queixar-me do trânsito da primeira rotunda que encontro ao sair do trabalho, porque é algo caótico e intenso. Digamos que é o primeiro obstáculo que encontro no caminho para casa, aquilo que me separa do maravilhoso mundo extra-trabalho.
Praguejo contra a rotunda, protesto com os outros que impedem a rotunda, insulto a rotunda, digo os piores impropérios do código da estrada e do ilustre indivíduo que terá inventado a rotunda, fulmino com os olhos qualquer condutor que impeça o fácil acesso à rotunda, digo mal da minha vida pelas secas imensas.
Hoje, decidi começar a estacionar depois da rotunda.
Há problemas que parecem complicados, mas que o são só na nossa cabeça.
Ou hábitos enraizados que quando se mudam, podem mudar tudo.
Palavra do dia V: moeilijkheid
Nem nos apetecia tanto fazer certas coisas.
Mas também não a queremos em doses exageradas ;)
Em Neerlandês.
Memória selectiva
A nossa memória consegue ser muito estranha e guarda coisas misteriosíssimas. Às vezes, deliciosamente (ou aparentemente) inúteis. Outras úteis. Será que pelo simples facto de estar na nossa memória, essa informação algum dia nos vai ser útil? Até que ponto é que a memória selectiva selecciona bem e trabalha no nosso próprio interesse?
Conclusão: nós devíamos ter um índice remissivo cerebral.
Nota 1: Espero que esta febre de perguntas existenciais passe depressa.
Terá sido do trânsito?
Nota 2: Um dos meus blogs favoritos, o da Patsy, já se deixou contagiar pela máquina :) Patsy, olha que acho que a tua produtividade laboral ainda aumenta, já viste o que era traduzir imediatamente os teus trabalhos/relatórios para inglês? Advantages are alone! (Inglês correctíssimo para: são só vantagens! ;)
20/09/2005
Máquina 0, Eu 3 - a saga continua
Máquina: Not taste there very of the mornings. They pass fast.
É fácil ganhar a esta máquina em coerência. Por isso, gosto dela.
E agora, vou só ali e venho já.
Ou como diria a máquina, I only go there and I come already
(I beg your pardon?!).
Ele há máquinas muito frescas.
Injecção matinal de realidade
Carro a arder em plena estrada e bombeiros que lutam para controlar o incêndio.
Filas intermináveis.
A grande máquina da realidade está sempre a querer acordar-nos.
19/09/2005
Palavra do dia IV: divaakara
Precisamos dele para viver. E a vida precisa dele.
E ele está sempre lá. Mesmo escondido.
Bah. Think again.
Pensei mal, muito mal.
É pena.
Boa semana :)
16/09/2005
Iupiiiiiii
Por pouco que seja, sabe sempre tãaaao bem ;)
Bom fim-de-semana para vocês!
42

É a resposta à derradeira pergunta! Pergunta essa que, por acaso, ainda ninguém descobriu ;)
Queria ter lido os livros antes de ver o filme, mas não se proporcionou e a ordem teve de ser a inversa.
Hitchhiker’s guide to the galaxy/À boleia pela galáxia tem uma boa dose de loucura, surrealidade, ironia, ridículo, gargalhadas q.b. e não desilude quem está predisposto a conhecer ou reencontrar o universo louco de Douglas Adams (previno-vos desde já, houve gente que saiu a meio do filme; há doses de ridículo não recomendadas aos mais sensíveis).
A não perder, quanto a mim.
But that’s just me talking ;)
E se quiserem saber ou ver mais...
Site oficial do filme, muito recomendável
h2g2 - The unconventional Guide to Life, the Universe and Everything: dêem uma espreitadela para ver o que é ;)
“There is a theory which states that if ever anybody discovers exactly what the Universe is for and why it is here, it will instantly disappear and be replaced by something even more bizarre and inexplicable. There is another theory which states that this has already happened.”
Douglas Adams
15/09/2005
Três, quatro, duas, quatro
As três do triciclo amarelo e preto a galgarem todos os recantos do quintal da minha avó.
As quatro do karting a pedais cor-de-laranja que mal cabia guardado na sala de jantar, mas que fazia furor no pátio lá de casa.
As duas da minha primeira bicicleta vermelha, que pouco utilizei por ter caído nas primeiras vezes e achar que não tinha sido talhada para aquilo.
Depois, as quatro do carro branco, que agora tenho de utilizar todos os dias.
Muitas vezes, a vida anda mesmo sobre rodas ;)
Nota - E agora esperem aí que vou só dar umas pedaladas e já venho! Amanhã.
Tentativas II
Tinha bicho.
Voltei ao chocolate. Esse raramente desilude! ;)
14/09/2005
Tentativas I
Não adiantou.
Críticas à análise da minha data de aniversário*
Vitalidade, energia e recuperações rápidas: pode ser que sim. Já me disseram que tinha um ritmo demoníaco, mas só é verdade de vez em quando :)
Hmmm, "possivelmente boa a cantar"?! Asseguro-vos que é mentira. A maneira como canto melhor é, decididamente, escrevendo as letras ;)
Imaginação e envolvimento em demasiadas coisas superficiais, mas com mente prática e racional?! Alguém precisa de um dicionário e não sou eu, que até tenho aqui muitos ;)
Altos e baixos...venham eles; eu até gosto de planaltos.
Conclusão: até gosto destes testes.
Posso chamar-lhes mentirosos na cara e eles a ralarem-se :)
| Your Birthdate: July 12 |
![]() Being born on the 12th day of the month (3 energy) is likely to add a good bit of vitality to your life. The energy of 3 allows you bounce back rapidly from setbacks, physical or mental. There is a restlessness in your nature, but you seem to be able to portray an easygoing, sometimes "couldn't care less" attitude. You have a natural ability to express yourself in public, and you always make a very good impression. Good with words, you excel in writing, speaking, and possibly singing. You are energetic and always a good conversationalist. You have a keen imagination, but you tend to scatter your energies and become involved with too may superficial matters. Your mind is practical and rational despite this tendency to jump about. You are affectionate and loving - but very sensitive. You are subject to rapid ups and downs. |
Via PorquinhoAzul :)
13/09/2005
Ar puro!
A pedido, disponível também em embalagens ultra-portáteis.
*sabes quem és ;)
Palavra do dia III: arbejde
Quando não temos, queremos ter.
Quando temos, não o queremos.
Ou pelo menos não o queremos em demasia.
Que será? :)
11/09/2005
09/09/2005
Palavra do dia II: Regenschirm
E pelos vistos, vai ser preciso para o fim-de-semana.
E já que falamos nisso...bom fim-de-semana!
Dança da chuva
Quando andava na escola primária, tinha um guarda-chuva vermelho com jogadores de futebol pequeninos e outro azul com cães amarelos, um impermeável transparente e umas galochas (não eram daquelas com olhos que eu tanto queria, snif snif) que me faziam achar a chuva bonita e gostar de saltar nas poças. O problema era que tínhamos de passar o recreio num recinto coberto horrível, escuro, demasiado pequeno para tanta criançada. Nesses dias, a chuva nunca mais parava.
Assim como hoje, em que ainda mal parou de chover. Mas não nos podemos dar ao luxo de não gostar da chuva, a cair de mansinho e a regar tudo e a evitar os incêndios.
Por isso, let it rain :)










