30/11/2005

Boa restauração

...que é como quem diz, bom feriado!

E depois já é sexta-feira outra vez.
Ah, como gosto de feriados a meio da semana!

Mesmo que isso implique fazer o trabalho de 5 dias em 4.

Depois não digam...

...que vos passou ao lado. Isto claro, se estiverem no Grande Porto ou vierem cá nos próximos tempos. Se não estiverem nem vierem, irá com certeza passar-vos ao lado. Mas cada um puxa a brasinha... para os seus lados ;)

Artesanatus 2005 - Feira de Artes e Ofícios do Porto

No Mercado Ferreira Borges. Ali muito pertinho da zona ribeirinha. Sim, aquela que aparece nos postais quase todos. De 30 de Novembro a 11 de Dezembro, ‘o melhor do artesanato tradicional e contemporâneo português’. Incluindo carteiras e poufs daqui (site da amiga Ana, também cheiiiinhoo de prendas para o Natal totalmente personalizáveis!).

Abertura: Segunda a Sexta-feira - 16h30; Fins-de-Semana - 15h30.
Encerramento: Sextas e Sábados - 00h30; restantes dias - 23h30.
Bilhete: 1 Euro (dá direito a outra visita).

Ver o programa da feira

29/11/2005

Momentos 'mastiga-me os flocos' da vida

[Hora da sobremesa]
- Queres uma tangerina?
- Não...
- Olha que são doces.
- Não, não, deixa estar...
- Eu descasco.
- Ah, quero.

Poder de argumentação. Nem todos o têm.
Ou de como eu não gosto do cheiro das tangerinas nas mãos.

28/11/2005

Eu e o meu auto-rádio II: a saga continua

O meu potente bólide branco nunca esteve tão azul-turquesa, graças à luminosidade-quase-tuning do auto-rádio novinho em folha. Até o trânsito e as esperas têm outro sabor. Azulado.

Mas para agoirar a perfeição, o auto-rádio tem-se reiniciado misteriosamente quando lhe dá na veneta, depois de estar desligado algum tempo. Nada que não seja ultrapassável com alguma paciência. Mas ele que não pense que leva a melhor. É que a única temperamentalidade autorizada no interior do bólide é a minha.

Bom, bom, bom

Foi assim o meu fim-de-semana. Entre jantares quase perfeitos acompanhados de Lambrusco rosé (e em óptima companhia! A soma Porquinho Azul + Errortográfico só podia dar bom resultado :), chás reconfortantes, Glühwein e Lebkuchen algures num bazar de Natal alemão, filmes de ver por casa, mantas, primeiras compras de Natal e combinações natalícias.

Coisas simples. Gosto :)

25/11/2005

Fim-de-semana à vista!


www.muttscomics.com

Tão bom, não precisarmos de dizer uma única palavra para que nos compreendam :)

Bom fim-de-semana!

Eu e o meu auto-rádio

Desde esta altura - imagine-se, já passou tanto tempo, e sim, foi sempre um suplício! - que estou sem rádio no carro. Ou melhor, tenho o rádio, mas não tenho o que o fazia funcionar: um miraculoso código de 4 dígitos que desapareceu misteriosamente não deixando rasto (e tendo a minha viatura e respectivo rádio já uma idade algo avançada, não foi mesmo possível recuperar o código. Eu tentei!). Resumindo, mais de 5 meses sem que nada a roçar o musical - a não ser eu a tentar cantar, ó horror dos horrores - se fizesse ouvir naquele espaço automóvel.

Portanto este é um grande, grande dia. O dia em que será restabelecida a ordem no [meu] mundo: algures num esvoaçante bólide branco deste Portugal, voltarão a ecoar notas e notas de todas as músicas e todas as palavras que eu conseguir ouvir. Não graças ao auto-rádio chocolateirazinha que lá existia, mas sim com o auxílio de um funcional auto-rádio novinho em folha, com leitor de CDs e MP3s, bem como quilos de funções de nome sonante e utilidade questionável (a chocolateirazinha anterior só tinha leitor de cassetes...e estava avariado! Mas como eu adoro ouvir rádio, a questão não era grave... podia ouvir rádio.).

Vou voltar a estar em sintonia com o mundo. E já não era sem tempo.

24/11/2005

Momento BLEARGH! do dia



Ao ler este post da Rita no Boas Intenções (e dando assim o meu contributo para criar um grande labirinto infindável de ligações entre blogs e sites) - e sim, estou convencida, e nem nem como consegui viver sem conhecer os benefícios imensos do própolis, que vou adquirir logo que possível e consumir em doses industriais - lembrei-me de um dos piores sabores do mundo, que tive oportunidade de provar uma vez, e que é infinitamente, total, inegavelmente mau - quanto a mim, é claro.

E este sabor é... o sabor do Marmite (e que site fa-bu-lo-so!). Para quem não conhece, o Marmite (link para a história centenária do mesmo) é uma pasta para barrar no pão à base de levedura de cerveja, riquíssima em nutrientes e coisas ultra-boas para a saúde. Que ou se ama, ou se odeia - e existem inclusive clubes de "fãs" para as duas vertentes de amor e ódio. Eu, decididamente, odeio a dita pasta. No entanto, a vossa vida não será a mesma se não a provarem. Garanto-vos que vai ser uma experiência inesquecível. E no final, ficam sempre com um giríssimo frasco (desse sim, gosto!).

Se nunca provaram o Marmite ou se não o odiaram quando provaram...qual foi a pior coisa que já provaram na vida?

23/11/2005

Liberta o sôdoutor que há em ti!

Sim, tal como existe um potencial biscateiro em cada um de nós, também todos temos uma costelazinha de médico e/ou farmacêutico.

O processo tem início quando alguém se queixa de uma dor, de uma maleita, de um problema ligeiro ou grave - um familiar, um amigo ou um mero desconhecido num local público (sim, porque já o provérbio diz ‘faz o bem sem olhares a quem’, e não é lá por a pessoa ser um total desconhecido que nos vamos inibir).

Após breve análise intuitiva à nossa vasta enciclopédia ambulante mental de sôdoutores (um saber de experiência feito - crises e crises de gripe, dores de cabeça, ansiedade, alergias, outros problemas variados), obtemos a solução ideal para os sintomas descritos. Ou então, a solução à portuguesa: aquela que é mais ou menos idealmente adequada. Adiante.

Exemplo:
Num parque do centro da cidade.
A - Ora bem, deixa-me cá ver, tu devias era tomar um Xolpitrax, que eu já tomei esse e fez-me maravilhas. Por outro lado o Zigovlin dava-me cá uma daquelas azias! Não arrisques esse...
B - Ah, mas eu sou alérgico à xolitina e à zigovlina e tal...
A - Sim? Ah, mas então resolves com o Sitoflinas.
C (transeunte que só por acaso ouviu a conversa) – Eh pá, o SITOFLINAS?! Não faça isso, pá, eu quase morria, pá! O Sogalven, essa é que é essa...funciona que nem ginjas.*
(...)

A coisa prolonga-se indefinidamente. Entretanto, já se aglomerou um maralhal de gente com sugestões, todos gritam mais alto que os outros, confrontos físicos algo violentos ocorrem, zangas vitalícias nascem, o caos instala-se. Pois vale quase tudo para esgrimirmos os nossos argumentos e demonstrarmos que o nosso remédio é mesmo o melhor.

É que não defendemos nada com tanta convicção, como os medicamentos que tomámos.

*Conversa totalmente fictícia. Nomes de medicamentos incluídos. E como pode ser interessante inventar nomes de medicamentos. Não imaginava.

22/11/2005

Palavras soltas II

Por outro lado, há coisas que nem sequer é preciso dizer.
A lógica tem destas coisas. Aconchega-nos, de vez em quando.

Palavras soltas

Porque é que às vezes as palavras que não são ditas nos fazem pior do que as que nos dizem?
A lógica não seria essa, mas é.

21/11/2005

Não há fome...

...que não dê em fartura.

Ou de como a sabedoria popular teima em tornar-se realidade.
E isso, neste caso em particular, traduz-se em trabalho, muito trabalho.
Fico à espera da bonança pós-tempestade :)

Era uma vez

...no Porto*.

Foi uma boa descoberta deste fim-de-semana. Porque é sempre bom encontrar sítios com histórias. E com uma vista linda de morrer!

*Casa de chá/bar, parte de um edifício renovado ali junto ao Passeio Alegre (agora com [nova] iluminação), pertinho do 31. Se não perceberam nada...é no Porto.

18/11/2005

Nada se cria, nada se perde...

...tudo se transforma?!
Esse senhor nunca perdeu um meio de transporte público na vida.

Seca II

No entanto, nem tudo é mau. Podia estar nos correios com um tiquê número 478 e o marcador a indicar o número 221. Podia estar a apanhar uma seca num médico. Podia estar à espera de alguém que até podia nem aparecer.
Salva pela relatividade.

Seca I

...se existisse uma hipotética escala de nível de ‘seca’ em termos humanos, ou seja, uma quantificação, possivelmente numérica, da ‘seca’ que estamos a apanhar, eu estaria neste momento a ultrapassar o ponto máximo. Seca extrema. E não há precipitação que me salve.

17/11/2005

2b?Ntb?=?*

Ou a compressão dos clássicos.
Confusos? Então leiam o resto aqui.

*To be or not to be, that's the question.

Vou começar a ler, ai vou vou II


True Tales of American Life, edited and introduced by Paul Auster

Não, não é mais um livro de Paul Auster.

A pré-história deste livro começou quando Paul Auster pediu aos ouvintes de uma das maiores rádios norte-americanas para enviarem histórias verídicas. A ideia era lê-las num programa da tal rádio, chamado All Things Considered; no ano que decorreu após o pedido, foram recebidas mais de 4000 histórias, um número muito superior ao esperado. Obviamente, não puderam ser todas lidas. Mas como se reconheceu que o projecto tinha tido uma importância real para as pessoas, decidiu-se publicar 179 das melhores histórias neste livro, com edição e introdução de Paul Auster himself. Já o tenho na prateleira em espera há algum tempo, e chegou a altura de o ler. Acho. Ou não fosse eu uma leitora algo caótica ;)

E para mais informações, a crítica do Observer.

Bom diiiiiiiiiiia!

Mesmo não gostando eu muito de falar em exagero logo pela manhã, faço questão de me esmerar nos 'bons dias'. É que há pessoas que se esquecem que ao dizer 'bom dia', estamos a desejar um bom dia às pessoas. Fazê-lo com um ar a roçar o fúnebre-só-estou-a-dizer-isto-porque-a-tua-fronha-está-à-minha-frente-ó-que-azar-pega-lá-um-bom-dia-e-cala-te-lá-UMPF não me cai lá muito bem*. Enervam-me as pessoas assim, que nem ao dizer bom dia conseguem ser afáveis nem parecer sinceras (quando digo isto, refiro-me às pessoas que são sempre assim e não àquelas que até estão num dia mau, porque todos temos dias piores).

Por isso, um sonoro e esfuziante bom dia para vocês :)

*Exceptuando, obviamente, quando se dirige o bom dia a alguém realmente odioso e/ou insuportável. Se bem que secalhar dar-lhe uns bons dias calorosos até pode irritá-lo(a) mais do que dizer a coisa de forma chata. Ideia a reter.

16/11/2005

Preguicites II

Há coisas para que nunca temos preguiça.
Viajar, por exemplo. Ora isso é algo que não se faz devidamente num escritório. Ou até poderá fazer, de algumas maneiras, mas eu cá prefiro viajar quando isso envolver deslocações de ar não provocadas por aparelhos de ar condicionado ou gente a passar. E como quem não tem avião, caça com rato, vou só ali num instante visitar a Minhoca, depois vou a banhos aqui às Boas Intenções da Rita e dou um pulinho à Londres da Maria Lua.
Ufa. Isto de ser preguiçoso cansa ;)