15/12/2005

Descobrimentos II



Ou de como as prendas de Natal antecipadas são do melhor que há :)
Só têm a desvantagem de não ter a mística da surpresa.
Ou de ter só um bocadinho. É que este relógio foi adquirido aqui neste site, que descobri recentemente. Para além de descontos em relógios, também tem perfumes, artigos para criança, artigos de colecção (embora todos estes sejam em menor quantidade que os relógios). E um serviço irrepreensível (para além de rápido...encomendei anteontem e hoje tinha o relógio a bater à porta). Passe a boa publicidade.

Dica: se fizerem encomendas até ao dia 19, recebem-nas antes do Natal!
Se ainda têm compras a fazer, é aproveitar ;)

Descobrimentos I

"Governo quer substituir o galo de Barcelos por Jorge Gabriel
Segundo o executivo, o apresentador de televisão é uma representação mais fiel da tradição cultural portuguesa."

Mais aqui, no Imprensa Falsa. Uma boa descoberta de hoje :)

Cala-te

Esta palavra é, seguramente, das piores palavras que se podem dizer a alguém. Não me refiro àqueles “cala-te” a brincar; falo dos “cala-te” a sério, ditos com ar de quem não vai suportar nem mais uma palavra – e que significam que a pessoa que fala atingiu o ponto insuportável.

Quase toda a gente odeia que a mandem calar, porque quando se chega a esse ponto, isso é um golpe fatal para o ego: alguém não nos quer ouvir falar. E nós queremos sempre que nos queiram ouvir.

Portanto, o que fazer quando a única palavra que nos apetece dizer a alguém com quem até podemos não ter grandes confianças é um sincero e sonoro “cala-te”?

Calamo-nos nós e esperamos que a conversa se auto-destrua? Explicamos simpaticamente que temos de fazer qualquer coisa que requer concentração ou que simplesmente temos coisas melhores para fazer? Ignoramos a pessoa? Vamos embora? São soluções possíveis, consoante as situações. Mas não resultam sempre, principalmente quando quem fala adora ouvir-se falar e fala, fala, fala, mesmo que seja em monólogo. E existe ainda o risco de magoarmos quem nos ouve.

Termos de dizer cala-te é um ponto de viragem; ainda bem que não acontece muitas vezes.*

*E esta semana, tenho sorte aqui no escritório - só ouço o que quero ;)

14/12/2005

Vem gi-nas-ti-car!*

Ginasticar?!
É bom ginasticar,
Vamos lá praticar!
Dá mais força ao coração.
Pois então, tens razão!

Para quem não está a ver donde vêm estas rimas: deviam ter visto [mais vezes] a Rua Sésamo.

Uma das casas da minha infância tinha por vizinhança um ginásio. E como a minha mãe decidiu frequentá-lo, lá fui eu de requitó, equipada com um belíssimo fato coleante azul-bebé e collants a condizer. A turma era constituída por muuuuuuitas senhoras da idade da minha mãe e por duas miúdas de mais ou menos seis anos: eu e a minha melhor amiga dos tempos da primária (que felizmente, também costumava usar o seu próprio fato coleante azul às riscas, ficando assim impedida de me gozar até às lágrimas; se bem que nos oitentas, tudo era extremamente relativo em termos de pinderiquice). Das aulas em si, lembro-me de pouco.

Mas desde essa altura que frequento ginásios ou semelhantes, com maior ou menor assiduidade, empenho e resultados.
Conclusão: eles lá na Rua Sésamo sabiam mesmo como fazer passar as mensagens!

*Esta semana está a ter o seu quê de nostalgia!

Previsões de meia tigela

Hoje na rádio, ouvi que muitos sítios que até agora não tinham de ter livro de reclamações, vão passar a tê-lo obrigatoriamente. Entre esses sítios, estão os ginásios.

...

Quer-me parecer que o número de reclamações vai subir em flecha.

13/12/2005

Raispartam o António!

Não sou espectadora assídua de telenovelas há já alguns anos. Desde os tempos em que havia só dois canais portugueses, quando ainda não se falava em televisão por cabo; desde aqueles tempos de infância em que as saídas à noite eram só com autorização. Nessa altura, toda a gente, ou quase toda, devorava “a” novela. Sim, porque só havia uma.

Em casa de uma das minhas avós e da minha tia-avó, corria para o meu lugar favorito da sala por volta da hora de início - geralmente, ao colo de alguém - e só descansava quando ouvia a música da novela. E então cantava muito alto para quem quisesse ouvir: "ai quem me dera meu chorinho, há tanto tempo abandonado..."

Hoje em dia, desabituei-me de seguir telenovelas e vejo muito raramente, quando alguém lá de casa está a ver e eu não me importo de estar a vegetar. Fico insuportável, dizem-me, porque como não vejo, faço imensas perguntas sobre o enredo. Comento muito. Critico os penteados (e aqui, lembro-me da telenovela com nome de sobremesa, vá-se lá saber porquê) e as maquilhagens, sempre semelhantes, sempre impecáveis e algo exageradas, as roupas, a acção. E aqui é que entra....o António.

É que eu realmente já não consigo ouvir falar do António. Mais de metade da novela em questão foi passada a avançar teorias sobre quem terá morto o António. Capas e capas de revistas a anunciar vários assassinos, todas as semanas. Ainda por cima, o desfecho está a ser bem à portuguesa: arrasta-se, arrasta-se, arrasta-se e imaginem que nem sequer se sabe ainda quando vai ser transmitido o episódio final, tal é a guerra de audiências do horário entre os vários canais (já era para ser a semana passada). Isto já não é suspense, senhores, isto é a lama, o lodo. Haja misericórdia! É que paciência, já não há.

Depois não digam... III


...que não sabiam. “Os Encantos de Medeia”, uma co-produção do Teatro de Marionetas do Porto e do Teatro Nacional de S. João, baseada na obra homónima de António José da Silva/“O Judeu”. No Porto, de 3 a 23 de Dezembro. Eu vou hoje :)

Mais informações:
Teatro de Marionetas do Porto

Teatro Nacional de S. João

12/12/2005

Da importância do cabeleireiro II*

E lá fui eu outra vez, decididíssima. Ia cortar pouco e aplicar uns produtos maravilhosamente caros e luxuosos que fazem o cabelo falar de tão viçoso que fica. Empanturrar-me de revistas cor-de-rosa choque. Tentar escapar às conversas sobre novelas e actualidade política. Tentar esquecer o impacto da visita no orçamento mensal.

Objectivos conseguidos com bónus: consegui que me cortassem a quantidade de cabelo ideal. Consegui sobreviver às leituras arroseadas. Escapei às conversas de ocasião devido ao movimento intenso que não deixava parar as mãos e as tesouras e as escovas e o ar a soprar. E o impacto no orçamento, senhores, o impacto. Foi o tal bónus: impacto zero. Paguei nada mais, nada menos do que nicles batatóides. É o que dá, ter uma madrinha que frequenta o mesmo cabeleireiro. Até me esqueci de que não tinha ganho o tal do jogo que cria excêntricos todas as semanas. E lembrei-me de como gosto de prendas de Natal surpresa!

*A parte I esteve
aqui :)

Mais

Queria mais, pode ser?

Não?...

Não faz mal então, que hoje estou bem-disposta :)
Boa semana!

07/12/2005

Bridge

Extra, extra, Errortográfico initiate promising career in civil engineering.
The errors come back before in the monday... or, if to give me for such ;) *
Ali, só podia

*Extra, extra, Errortográfico inicia promissora carreira em engenharia civil.
Os erros voltam na segunda-feira...ou antes, se me der para tal ;)

A curiosidade...

...matou o gato?!

Estes provérbios conseguem ser violentos, de vez em quando. Pobres gatos! Já não lhes bastava levarem com paus por dá cá aquela palha, ainda batem a bota pelo simples facto de serem curiosos. Bem, pelo menos são-no, mas com a classe que caracteriza os felinos :)

[Faça-se aqui a devida homenagem aos meus gatos favoritos, Sêdona Casca, Sr. Guna e Sêdona Pucca, gatos fôfinhos de amigos; sim, porque eu não estou autorizada a ter animais próprios, com grande pena minha :(]

Nas pessoas, se a curiosidade pode ser uma boa característica - por nos fazer querer saber mais, por nos despertar perguntas que não faríamos caso não fôssemos confrontados com determinada coisa, por nos fazer experimentar - também se pode transformar num dos piores vícios/defeitos, e até descambar para a cusquice (entenda-se: a cusquice, que aquela saudável nunca matou ninguém, que se saiba). As fronteiras são ténues.

Mas o nosso humano 'morrer de curiosidade' é mais suave que o dos gatos.
Nós morremos por não saber; eles morrem por tentar.

Aqui há gato...

Depois não digam... II

...que eu não avisei - a sequela.

Depois da Artesanatus 2005 - a feira a que todos vocês da região já foram ou vão com toda a certeza, pois não iam/vão querer perder a oportunidade (têm até dia 11!), e que vale bem a pena a visita porque há lá um pouco de tudo, desde doçaria, passando pelas carteiras giras de que já vos tinha falado (à venda no stand 7 ideias, juntamente com outras coisas giras), muitas cerâmicas e artigos em vidro, artigos de bijuteria e ourivesaria, artesanato regional, etc. - chega agora a Festa da Poesia.


(clicar para ampliar)

É uma boa oportunidade para ver exposições, ouvir poesia ou tão simplesmente ouvir "cuidado Casimiro, cuidado Casimiro, cuidado co'as imitações!" ao vivo e a cores (não reconheceram? Eu canto outra: "hoje soube-me a tanto, hoje soube-me a tanto, hoje soube-me a tanto, hoje soube-me a tanto!" Portanto?).

Fica mais esta sugestão :)

06/12/2005

O ar engana

Eu sei, ou pelo menos acho, que as relações humanas se devem basear em pressupostos de sinceridade e honestidade. Mas antes de dizerem a alguém (especialmente de manhã, mas não ) que está com um ar cansado, esgotado, com olheiras até ao Brasil ou com ar de quem dormiu pouco, pensem em que medida é que isso vai contribuir para alguma coisa.

É que até pode ser sincero, pode ser dito de forma corriqueira ou com a melhor das intenções. Mas na maior parte dos casos, ou vão acertar num dia em que a pessoa até está óptima, mas vai ficar a matutar no motivo do comentário (e eventualmente, piorar); ou vão acertar precisamente num dia que já estava a ser mau ou começou mal. E que não vai melhorar com o comentário.

Existirão mesmo sinceridades dispensáveis? E até que ponto é que a sinceridade é sempre o ideal? Quem nunca disse uma mentirinha piedosa que atire a primeira pedra ;)

05/12/2005

Não polaroids*

Corrida de brincadeira que termina em queda com testa de encontro a esquina afiada de mesa de vidro. Chinelos vermelhos no carro a caminho do hospital em pés que não chegam ao chão e baloiçam no ar. Calma. Só dois pontinhos. Não doeu nada. Mas marcou, até hoje.

Foi a grande queda da minha infância.

*Porque de muitas coisas, não há registo fotográfico físico :)

E quando...

...não se consegue parar de falar, pela noite adentro?

O resultado é, normalmente, uma dose descomunal de soneira.

Ou olheiras. Ou ambos.

Mas há coisas para que nunca, nunca estamos cansados.
Ou de como as palavras também descansam :)

02/12/2005

Porque é que... II

...é tão difícil para algumas pessoas acertar na quantidade certa de perfumes e produtos desodorizantes em geral?

Não usar nada poderá gerar odores cavalares bastante incomodativos.
Usar demasiado poderá provocar graves crises de tosse em quem se cruzar connosco.
Usar ultra-super-mega-hiper-maxi golfadas poderá ter efeitos paralisantes e altamente tóxicos.

E todos estes efeitos adquirem dimensões catastróficas num elevador.

Porque é que... I

...há coadores (vulgo: porteiros) à porta dos sítios supostamente mais selectos?

Assim a nata da sociedade não entra.

30/11/2005

Boa restauração

...que é como quem diz, bom feriado!

E depois já é sexta-feira outra vez.
Ah, como gosto de feriados a meio da semana!

Mesmo que isso implique fazer o trabalho de 5 dias em 4.

Depois não digam...

...que vos passou ao lado. Isto claro, se estiverem no Grande Porto ou vierem cá nos próximos tempos. Se não estiverem nem vierem, irá com certeza passar-vos ao lado. Mas cada um puxa a brasinha... para os seus lados ;)

Artesanatus 2005 - Feira de Artes e Ofícios do Porto

No Mercado Ferreira Borges. Ali muito pertinho da zona ribeirinha. Sim, aquela que aparece nos postais quase todos. De 30 de Novembro a 11 de Dezembro, ‘o melhor do artesanato tradicional e contemporâneo português’. Incluindo carteiras e poufs daqui (site da amiga Ana, também cheiiiinhoo de prendas para o Natal totalmente personalizáveis!).

Abertura: Segunda a Sexta-feira - 16h30; Fins-de-Semana - 15h30.
Encerramento: Sextas e Sábados - 00h30; restantes dias - 23h30.
Bilhete: 1 Euro (dá direito a outra visita).

Ver o programa da feira

29/11/2005

Momentos 'mastiga-me os flocos' da vida

[Hora da sobremesa]
- Queres uma tangerina?
- Não...
- Olha que são doces.
- Não, não, deixa estar...
- Eu descasco.
- Ah, quero.

Poder de argumentação. Nem todos o têm.
Ou de como eu não gosto do cheiro das tangerinas nas mãos.