O nosso potencial de abéculas ambulantes é muito variável. Ora vejamos:
1. abécula ambulante letal: aquela que ingénua ou propositadamente encarna o papel sem mácula e de modo crónico. Dedica-se a infernizar a vida dos restantes mortais com afinco, não olhando a meios para atingir o fim (que geralmente, não é nenhum em especial a não ser ser insuportável). A pior: a abécula ambulante inveterada e maléfica, cujo plano de infernização mundial e interplanetária é traçado ao pormenor para estraçalhar qualquer hipótese de resistência paciente. Desenvolve-se particularmente em ambientes de funcionalismo público, em repartições de correios, em locais com filas normalmente extensas e claro, na política (genericamente falando e não desfazendo ninguém em especial, uma vez que todas estas classes e locais possuem louváveis excepções).
2. abécula ambulante moderada: aquela cujos níveis de abeculice vão oscilando dentro do aceitável, embora tenha momentos de apoteose capazes de fazer desesperar o mais tolerante dos mortais. Observada frequentemente em posições de chefia, embora também existam, provavelmente, excepções.
3. abécula ambulante ocasional: a mais comum. Todos encarnamos esta personagem de vez em quando. Todos mergulhamos no abeculismo quando menos esperamos e reconhecê-lo é o primeiro passo para uma eventual cura. Ser abécula ocasional também pode ser obra de engenho e arte (casos raros).
E pior que uma abécula, só várias abéculas juntas - caso observado com frequência em determinados países mais ocidentais da Europa.
Outros títulos da série "Liberta...que há em ti":
Liberta o medieval que há em ti
Liberta o biscateiro que há em ti!
Liberta o sôdoutor que há em ti!
10/01/2006
09/01/2006
1.1 - (Re)solução à vista
No seguimento do ódio figadal que possuo relativamente às passas - e constatei que afinal, não sou só eu - a fruta escolhida para acompanhar as doze badaladas foi a nutritiva amora. Sob a forma de goma, evidentemente, que nesta altura as amoras mais saudáveis e menos brutalmente açucaradas não se vêem muito. Portanto passas, nunca mais. Não se pode começar o ano com sacrifícios. Logo, assunto resolvido.
Balanço
Mini-férias: boas, muito boas!
Regresso de férias: já tem sido pior. Finalmente (e foram precisos alguns anos) começo a interiorizar que é inevitável voltar ao trabalho e não adianta ficar deprimida à medida que a contagem decrescente avança. Mais vale aproveitar tudo.
O resto da vida em 2006 segue dentro de momentos!
E agora se me dão licença, tenho de pôr as leituras em dia, que as saudades já apertavam.
Nota: muito obrigada pelos vossos desejos todos do post anterior ;)
Regresso de férias: já tem sido pior. Finalmente (e foram precisos alguns anos) começo a interiorizar que é inevitável voltar ao trabalho e não adianta ficar deprimida à medida que a contagem decrescente avança. Mais vale aproveitar tudo.
O resto da vida em 2006 segue dentro de momentos!
E agora se me dão licença, tenho de pôr as leituras em dia, que as saudades já apertavam.
Nota: muito obrigada pelos vossos desejos todos do post anterior ;)
30/12/2005
Tempo
Para dormir mais. Para descansar os olhos, as costas, os braços do computador de todos os dias. Para fazer arrumações e ordenar coisas. Para comprar o que tenho de comprar há montes de tempo sem tempo limite para escolher. Para não fazer nada porque posso e quero. Para ver os ritmos da cidade com a calma de não ter horas. Para pôr as leituras em dia. Para estar sem ter de estar. Para estar só com quem quero estar.
Não, não são resoluções de ano novo. São projectos de mini-férias.
O Errortográfico volta na segunda semana de 2006. Não sem antes vos desejar boas entradas. Desejar que o vosso novo ano seja sinónimo de mais tempo para aqueles e aquilo de que gostam :) E que vos traga boas surpresas e algumas mudanças necessárias.
Eu cá já tenho um dos acessórios indispensáveis dos tempos livres: a minha mantinha nova, uma prenda vinda directamente ali da neve do sistema montanhoso Montejunto/Estrela. E digam lá se esta velhinha simpática do embrulho não é a minha cara? Volto já ;)

Já com saudades, a vossa
Izzoldinha
Não, não são resoluções de ano novo. São projectos de mini-férias.
O Errortográfico volta na segunda semana de 2006. Não sem antes vos desejar boas entradas. Desejar que o vosso novo ano seja sinónimo de mais tempo para aqueles e aquilo de que gostam :) E que vos traga boas surpresas e algumas mudanças necessárias.
Eu cá já tenho um dos acessórios indispensáveis dos tempos livres: a minha mantinha nova, uma prenda vinda directamente ali da neve do sistema montanhoso Montejunto/Estrela. E digam lá se esta velhinha simpática do embrulho não é a minha cara? Volto já ;)

Já com saudades, a vossa
Izzoldinha
29/12/2005
Das imitações
Retomando o tema cinzento que despoleta o dizer coisas de que não gosto: não gosto de imitações. Algo que inclui desde o suposto supra-sumo português da imitação (sim, aquele homem que está cada vez mais horroroso e que se nunca imitou propriamente bem, agora está pior do que nunca e com aquele ar ‘porque eu até sou jovem’; desculpem-me os eventuais fãs do senhor e desculpe-me o senhor também), até às pessoas que passam a vida ou grande parte dela a imitar (sem saber muito bem porquê, só pelo acto em si).
Imitar é inevitável, sim; aprendemos muita coisa por imitação, pelo modelo/exemplo. Mas neste caso, refiro-me àquelas pessoas que imitam outras por sistema; se a pessoa A diz que gosta disto ou daquilo, a pessoa B irá começar a gostar rapidamente disso. Se A diz que fez isto ou aquilo, B irá fazê-lo, mesmo que não seja nada o seu género. E assim sucessivamente, muitas e muitas vezes. É irritante. Pronto, já disse.
Imitar é inevitável, sim; aprendemos muita coisa por imitação, pelo modelo/exemplo. Mas neste caso, refiro-me àquelas pessoas que imitam outras por sistema; se a pessoa A diz que gosta disto ou daquilo, a pessoa B irá começar a gostar rapidamente disso. Se A diz que fez isto ou aquilo, B irá fazê-lo, mesmo que não seja nada o seu género. E assim sucessivamente, muitas e muitas vezes. É irritante. Pronto, já disse.
Do cinzento*
Acho que os dias cinzentos nos fazem querer falar de coisas que não gostamos.
Por isso: odeio passas, sultanas e afins. Uvas ressequidas em geral. Pronto, já está.
*Gosto do cinzento desde que não seja nos dias e nas pessoas.
Por isso: odeio passas, sultanas e afins. Uvas ressequidas em geral. Pronto, já está.
*Gosto do cinzento desde que não seja nos dias e nas pessoas.
28/12/2005
#4
Dias para:
idealizar
v. tr.,
dar carácter ideal a;
imaginar;
criar na mente;
fantasiar;
planear.
Sem idealizar demasiado.
Porque desde que a companhia seja boa, os momentos são ideais por definição :)
idealizar
v. tr.,
dar carácter ideal a;
imaginar;
criar na mente;
fantasiar;
planear.
Sem idealizar demasiado.
Porque desde que a companhia seja boa, os momentos são ideais por definição :)
Flores partidas

Broken Flowers, de Jim Jarmusch
Um filme de silêncios, de viagens interiores e físicas; melancólico, algo escuro, de solidão, de procura e de encontros ou desencontros. De pormenores subtis. De surpresas estranhas. Que recomendo.
27/12/2005
Natal? Já era :)
Pois. Demoramos muito mais tempo a prepará-lo do que a vivê-lo.
Portanto, já passou.
O meu foi bom. Familiar. Calmo, aconchegante.
E com as palavras que são precisas ;)
Portanto, já passou.
O meu foi bom. Familiar. Calmo, aconchegante.
E com as palavras que são precisas ;)
23/12/2005
E agora, para algo completamente diferente...*

Entre sorrisos, doses massivas de açúcar, quantidades industriais de canela e azeite, prendas que agradam ou desagradam, confortos e desconfortos, agradecimentos, enfartamentos, exageros, luzes e fitas e árvores e presépios, dietas, neve ou ausência dela, (im)perfeições e (re)nascimentos, tenham um bom Natal!
*O primeiro Natal aqui do errortográfico ;)

Eu e o Agente Pingú ali da Zona Franca, algures num café do Porto com vista para o rio.
Porquê? Está aqui :)
De manhã cedo isto dá que pensar
Algures num poster de circo deste país, lê-se:
"CIRCO [XPTO]
Junto ao Elefante Azul"
"CIRCO [XPTO]
Junto ao Elefante Azul"
22/12/2005
Natal da minha vida IV
*Há momentos assim, de espera. E a espera é boa quando é por um bom motivo, por uma coisa boa. Ou por muitas coisas boas. Está quase! :)
*www.muttscomics.com
21/12/2005
Natal da minha vida III
Ou de como o drama de não se receber a prenda que se quer pode traumatizar irreversivelmente uma pessoa.
Raramente fiz listas de prendas por escrito. Aliás, acho que me lembro de escrever uma carta ao Pai Natal, mas como a correspondência desejos/prendas foi nula, devo ter decidido que não era uma tarefa frutífera. O que fiz algumas vezes foi mostrar que gostava de alguma coisa. Pronto, mostrar muito e muitas vezes que gostava mesmo de alguma coisa! Os resultados foram variáveis.
Para me expurgar dos meus males e pesadelos de infância, decidi fazer aqui uma mini-lista de prendas que queria muito e nunca tive...snif, snif! [Bem, na realidade, neste momento só me lembro de duas prendas que queria mesmo muito.] É um momento de grande solenidade, este.

1) O Tragabolas! Não me lembro de querer tanto um jogo como este. Não sei porquê que o achava tão fascinante, mas o certo é que suspirei pelo jogo. Desejei-o. Nunca o recebi. E lembro-me de insistir vários anos sem sucesso.

2) A cozinha da Barbie. Só tive uma boneca Barbie em toda a minha vida. A minha mãe odiava a boneca, portanto não tive grande sorte para fazer a grande colecção de Barbies com que toda a moça sonhava. Mas o que eu queria mesmo era a cozinha da senhora, totalmente equipada com tudo e mais alguma coisa. Insisti bastante, sem resultados.
E é isto, que me lembre. Secalhar foi por estas coisas traumáticas e desejos não correspondidos que fiquei a gostar mais de prendas-surpresa.
Raramente fiz listas de prendas por escrito. Aliás, acho que me lembro de escrever uma carta ao Pai Natal, mas como a correspondência desejos/prendas foi nula, devo ter decidido que não era uma tarefa frutífera. O que fiz algumas vezes foi mostrar que gostava de alguma coisa. Pronto, mostrar muito e muitas vezes que gostava mesmo de alguma coisa! Os resultados foram variáveis.
Para me expurgar dos meus males e pesadelos de infância, decidi fazer aqui uma mini-lista de prendas que queria muito e nunca tive...snif, snif! [Bem, na realidade, neste momento só me lembro de duas prendas que queria mesmo muito.] É um momento de grande solenidade, este.

1) O Tragabolas! Não me lembro de querer tanto um jogo como este. Não sei porquê que o achava tão fascinante, mas o certo é que suspirei pelo jogo. Desejei-o. Nunca o recebi. E lembro-me de insistir vários anos sem sucesso.

2) A cozinha da Barbie. Só tive uma boneca Barbie em toda a minha vida. A minha mãe odiava a boneca, portanto não tive grande sorte para fazer a grande colecção de Barbies com que toda a moça sonhava. Mas o que eu queria mesmo era a cozinha da senhora, totalmente equipada com tudo e mais alguma coisa. Insisti bastante, sem resultados.
E é isto, que me lembre. Secalhar foi por estas coisas traumáticas e desejos não correspondidos que fiquei a gostar mais de prendas-surpresa.
É Natal, é Natal...
Foi a Guida pá, foi a Guida!
Vocês não imaginam. É que vocês não imaginam a quantidade de gente que veio aqui parar ao erro à espera de uma revelação bombástica. Tudo por causa do senhor que não vou voltar a referir e que "morreu" numa novela, que eu calhei de mencionar num post*. Aqui o errortográfico ultrapassou limites que eu não quero que sejam ultrapassados. Portanto, advirto-vos desde já que qualquer semelhança deste blog com a vida real, é pura coincidência ;)
*Atente-se especialmente ao último comentário de um anónimo, escrito numa língua vagamente semelhante ao português. Memorável. Ah! E o meu pai adivinhou há muito tempo quem era o assassino!
*Atente-se especialmente ao último comentário de um anónimo, escrito numa língua vagamente semelhante ao português. Memorável. Ah! E o meu pai adivinhou há muito tempo quem era o assassino!
20/12/2005
Natal da minha vida II
Ou de como a pergunta "o que é que comes" pode ser mais ouvida do que os votos festivos.
Todo o ano, muitas vezes; e muito, muito, muito mais vezes no Natal.
A uma pessoa vegetariana - o meu caso, para quem ainda não tinha percebido e/ou não me conhece de lado nenhum - esta pergunta é colocada até ao expoente da loucura. E não me refiro às vezes em que é colocada por genuíno interesse ou curiosidade, pois dessas vezes, tenho todo o prazer e gosto em responder [ :) ], mas sim àquelas vezes em que é colocada com outros fins. Para a seguir eu ter de ouvir enaltecer a boa carninha, o bom peixinho, a excelente tradição culinária portuguesa e tudo o mais. Argumentos estafados [e inválidos, acrescente-se] sobre proteínas ou ferro ou falta de coisas essenciais à saúde. Bocas do género "ah e tal, mas as coisas vegetarianas não sabem todas a relva", ou "ah, mas um bom chouricinho, não comias", "mas comes fiambre? Presunto? Delícias do mar? Atum? E marisco?", "mas comes só arroz e batata?!", "não tens saudades de um bom bife", "isso sabe a alguma coisa", "isso não sabe tudo ao mesmo". Podia estar aqui o dia todo.
E ai de mim que responda a provocações - às vezes, muito mal-educadas/intencionadas - com má cara, sem esgrimir toda uma série de justificações coesas e convincentes ou mostrar um vasto leque de receitas interessantes. Ai de mim que não esteja para aí virada e não me apeteça explicar nada. Ai de mim que não me ria das piaditas (que por acaso, só por acaso, são basicamente sempre as mesmas). Além de ser a "esquisita", até tenho humor e vontade própria, imagine-se! Que mal-dispostinhos e chatos são estes vegetarianos. Já não bastava terem a mania que são diferentes!
Já ouvi de tudo, mas até hoje, pouca gente pensou logo no facto de eu ser vegetariana por gosto. E gostos, meus amigos, não se questionam nem discutem. Aceitam-se. Por mais que custe a muita gente (grande parte da minha família incluída, onde há alguns dos maiores anti-vegetarianos que já vi), eu quero, prefiro e vou continuar a comer o que bem me apetece. E se o que me apetece não inclui o dito 'normal' - que já comi durante duas décadas, duas, e que posso voltar a comer quando quiser - e eu não tento convencer ninguém, já estava na altura de aceitarem a coisa com normalidade. Ou de simplesmente, aceitarem a coisa. Tal como eu aceito que muita gente não goste do que eu gosto.
E eu, eu até sou mais bolos. Doces! Que felizmente, não faltam no Natal. Quando até os sonhos são comestíveis ;)
Todo o ano, muitas vezes; e muito, muito, muito mais vezes no Natal.
A uma pessoa vegetariana - o meu caso, para quem ainda não tinha percebido e/ou não me conhece de lado nenhum - esta pergunta é colocada até ao expoente da loucura. E não me refiro às vezes em que é colocada por genuíno interesse ou curiosidade, pois dessas vezes, tenho todo o prazer e gosto em responder [ :) ], mas sim àquelas vezes em que é colocada com outros fins. Para a seguir eu ter de ouvir enaltecer a boa carninha, o bom peixinho, a excelente tradição culinária portuguesa e tudo o mais. Argumentos estafados [e inválidos, acrescente-se] sobre proteínas ou ferro ou falta de coisas essenciais à saúde. Bocas do género "ah e tal, mas as coisas vegetarianas não sabem todas a relva", ou "ah, mas um bom chouricinho, não comias", "mas comes fiambre? Presunto? Delícias do mar? Atum? E marisco?", "mas comes só arroz e batata?!", "não tens saudades de um bom bife", "isso sabe a alguma coisa", "isso não sabe tudo ao mesmo". Podia estar aqui o dia todo.
E ai de mim que responda a provocações - às vezes, muito mal-educadas/intencionadas - com má cara, sem esgrimir toda uma série de justificações coesas e convincentes ou mostrar um vasto leque de receitas interessantes. Ai de mim que não esteja para aí virada e não me apeteça explicar nada. Ai de mim que não me ria das piaditas (que por acaso, só por acaso, são basicamente sempre as mesmas). Além de ser a "esquisita", até tenho humor e vontade própria, imagine-se! Que mal-dispostinhos e chatos são estes vegetarianos. Já não bastava terem a mania que são diferentes!
Já ouvi de tudo, mas até hoje, pouca gente pensou logo no facto de eu ser vegetariana por gosto. E gostos, meus amigos, não se questionam nem discutem. Aceitam-se. Por mais que custe a muita gente (grande parte da minha família incluída, onde há alguns dos maiores anti-vegetarianos que já vi), eu quero, prefiro e vou continuar a comer o que bem me apetece. E se o que me apetece não inclui o dito 'normal' - que já comi durante duas décadas, duas, e que posso voltar a comer quando quiser - e eu não tento convencer ninguém, já estava na altura de aceitarem a coisa com normalidade. Ou de simplesmente, aceitarem a coisa. Tal como eu aceito que muita gente não goste do que eu gosto.
E eu, eu até sou mais bolos. Doces! Que felizmente, não faltam no Natal. Quando até os sonhos são comestíveis ;)
19/12/2005
Erros não necessariamente errados
Miúda de 6 anos - muitíssimo desdentada - corre pelo escritório, enquanto canta muito alto:
We wish you a merry Christmas
We wish you a merry Christmas
We wish you a merry Christmas
And a happy new YOU!
Há mesmo erros que vêm por bem.
E que não vale a pena corrigir :)
Secalhar está tudo na capacidade de nos sabermos corrigir a nós próprios.
De nos sabermos renovar. Sem medo dos erros.
We wish you a merry Christmas
We wish you a merry Christmas
We wish you a merry Christmas
And a happy new YOU!
Há mesmo erros que vêm por bem.
E que não vale a pena corrigir :)
Secalhar está tudo na capacidade de nos sabermos corrigir a nós próprios.
De nos sabermos renovar. Sem medo dos erros.
Natal da minha vida
Ou de como cedo descobri que a história do Pai Natal vir pela chaminé não poderia concretizar-se na primeira casa em que me lembro de viver o Natal: tínhamos exaustor.
Lembro-me de querer à viva força acreditar que ele passava pela frincha entre o exaustor e a parede. Mas quanto mais pensava no mito, mais me convencia da realidade nua e crua: ele era gordo. Logo, teria de entrar por outro lado.
Não sei em que momento o mito terá caído por terra, mas lembro-me vivamente de até querer acreditar nele. A tecnologia não deixou.
A história do Menino Jesus já me parecia mais plausível. A pessoa portava-se bem e as prendas apareciam. Simples. Mas achava estranho as prendas só aparecerem depois de os meus pais acordarem no dia 25.
Lembro-me de uma altura semi-obscura na minha mente em que tentei coordenar ambas as versões Pai Natal/Menino Jesus. Daí até me convencer decisivamente de que eram os meus pais a comprar as prendas, foi um ápice.
Lembro-me de querer à viva força acreditar que ele passava pela frincha entre o exaustor e a parede. Mas quanto mais pensava no mito, mais me convencia da realidade nua e crua: ele era gordo. Logo, teria de entrar por outro lado.
Não sei em que momento o mito terá caído por terra, mas lembro-me vivamente de até querer acreditar nele. A tecnologia não deixou.
A história do Menino Jesus já me parecia mais plausível. A pessoa portava-se bem e as prendas apareciam. Simples. Mas achava estranho as prendas só aparecerem depois de os meus pais acordarem no dia 25.
Lembro-me de uma altura semi-obscura na minha mente em que tentei coordenar ambas as versões Pai Natal/Menino Jesus. Daí até me convencer decisivamente de que eram os meus pais a comprar as prendas, foi um ápice.
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