24/02/2006

Modo de pausa

A gerência informa que, por questões que se prendem com a navegação interna no país por parte da própria gerência e de forma a tirar o máximo partido possível de um fim-de-semana prolongado, o Errortográfico volta na Quarta-feira, espera-se que revigorado e viçoso para festejar...o primeiro aniversário, algures na próxima semana ;)

Ou de como as coisas mais simples podem ser ditas de maneira muito mais complicada do que o necessário!

Até lá, bom fim-de-semana e bom Carnaval!

Será da...

...Casa da Música, no Porto?

Pois, adivinharam! Mas ainda há que pormenorizar muito mais, porque assim era demasiado fácil, não era? ;)

A janela - ondulada por questões de acústica - é de uma das salas para crianças e dá para o grande auditório. E porquê? Porque assim as crianças podem ver onde estão os pais durante os concertos e não ficam preocupadas a pensar que eles podem ir embora. E a cor supostamente ajuda-as a relaxar. Ou pelo menos, era essa a ideia original.

Para visitarem esta sala e muito mais, nada como uma visita guiada ao edifício. Aconselho!

23/02/2006

Donde será...

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...esta janela? :)

Pé na areia


O meu pé direito.

Quando era pequena, não gostava que a areia entrasse nos sapatos.
Se entrava, era birra certa. Até se me pousassem na areia havia choro. Irritadiça, eu.
Portanto, ia ao colo até à barraca de praia. Mal descalçava os sapatos, já não me fazia impressão a areia.

Hoje em dia, já não me importo de pisar areia quando estou calçada. Mas sempre com muito cuidado. Porque continuo a não gostar de areia nos sapatos. Será esta uma daquelas metáforas da nossa vida? Ou de como há coisas que não mudam.

22/02/2006

Ui, que medo I


Spirit Trap (IMDB), de David Smith
“Quatro jovens estudantes mudam-se para uma mansão desocupada. Já dentro da mansão, os estudantes conhecem a quinta companheira, uma exótica e misteriosa rapariga. Quando Nick coloca um velho relógio a funcionar, coisas estranhas começam a acontecer. Um exemplo do novo cinema britânico de terror.”
(sinopse daqui do site oficial)

Foi a minha estreia no Fantasporto deste ano. E embora o cinema de terror/fantástico não seja dos meus favoritos, tento ir sempre. Desengane-se quem não espreita o Fantas por esse motivo, o de ter pouca afinidade com estes géneros de filme ou por se assustar facilmente: nos momentos de suposto maior terror, há sempre gargalhadas. Nos momentos mais sangrentos então, nem se fala: os violentos ataques de riso incontido são uma constante (por exemplo, ao ver o clássico Braindead, do Sr. Peter-dos-anéis-Jackson, tão exageradamente sangrento que isso rapidamente deixa de nos fazer impressão). Nos momentos assustadores, o medo é vencido pelo colectivo (ou convertido em gargalhadas, se for caso disso).

Ou pelo menos, sempre que fui, foi assim. E esse é o espírito com que vou ao Fantas :)

21/02/2006

Regras?


Imagem daqui

Da falta de percebas


Todos temos falta de percebas de vez em quando; há dias em que não compreendemos à primeira nem à segunda, só à terceira e com recurso a desenhos detalhados ou técnicas avançadas de explanação. Mas há aquelas pessoas com falta de percebas crónica a roçar o nível doentio. Ou seja, permanente. Aquelas capazes de levar ao desespero total qualquer interlocutor. E pior: algumas dessas pessoas estão connosco (quase) todos os dias. E nunca, nunca ou muito raramente percebem as coisas à primeira. Ou à segunda. Ou à terceira. Ou à décima quinta vez.

Eu até me considero uma pessoa paciente, dentro dos limites do razoável (OK, admito que às vezes perco a paciência por pouco; acontece!). Mas depois de explicar a mesma coisa 10 vezes no mesmo dia – e não estou a exagerar – de forma clara e recorrendo a conceitos bastante explícitos, há fortes hipóteses de me tornar violenta. Não no sentido físico da coisa, porque disso acho que sou incapaz. Mas a irritação é algo que disfarço muito mal. O tom de voz não engana (nem o meu, nem o que quase ninguém irritado, convenha-se). Portanto, qualquer pessoa com ouvidinhos em bom estado consegue perceber quando o melhor que tem a fazer é estar calada. Ou assim o esperamos. Mas não.

As percebas deviam poder comprar-se ao quilo!

20/02/2006

Máscaras


Foram raras as vezes em que não me mascarei no Carnaval.

Comecei por ser criada e depois fui fada, espanholita, coelho, holandesa, florista, palhaça, miúda, mulher do campo, arrumador, ginasta loiraça...para citar só as fantasias de que me lembro. A maior parte das fantasias eram herdadas de netas de amigas da minha avó, algumas feitas pela avó e mãe, algumas improvisadas à última da hora com o material disponível.

Lembro-me que desde sempre gostei de me mascarar. Hoje em dia, gosto um bocadinho menos porque sou eu que tenho de arranjar a fatiota. Mas continuo a gostar dos preparativos e do ambiente de festa.

A minha fantasia de Carnaval favorita foi a de coelho. Um fato branco felpudo - orelhas enormes incluídas - e cenoura na mão. Só achei estranho ir com as minhas botas ortopédicas normais calçadas, que considerei algo estranhas para um coelho a rigor.

Mas não há máscaras sem falhas, provavelmente :)

17/02/2006

Carregamentos contagiantes

Advertência: o carregamento de baterias de automóvel durante a hora de almoço pode ter efeitos extremamente benéficos na disposição das pessoas.

E o fim-de-semana à porta também contribui. Recarreguem-se :)

Das histórias


*
Gosto das histórias que a música traz em sons e palavras. E gosto mais de músicas com palavras, confesso - embora também goste de algumas músicas instrumentais, poucas.

Procuro as histórias nas palavras e posso gostar de uma música só pela história que me conta. E não será exactamente um defeito, acho que é mesmo feitio.


Portanto gostei muito deste filme,
Walk the Line. Porque as músicas também podem ter impressões digitais, que lhes marcam a identidade. O filme conta a história por detrás das músicas daquele que ficou conhecido como the man in black, Johnny Cash (biografia aqui), num filme com interpretações excelentes e muitas, muitas histórias contadas através da música. A não perder, quanto a mim.

*Imagens do site oficial do filme

16/02/2006

Elucidário do meu acordar


Despertador branco semi-gigante com horas a verde fluorescente comprado em Andorra toca. Invariavelmente, fico a ouvi-lo algum tempo. Rádio sintonizada numa estação predominantemente noticiosa e algo irritante para não me dar demasiada vontade de ficar a ouvir. Apesar disso, fico. E fico. Desligo-o para voltar a tocar mais tarde. Nunca me levanto logo por pura preguiça. Depois de me levantar, não acordo logo e sou de poucas palavras.

Os acordares deviam ser voluntários e não impostos pela tecnologia despertadora. Grunf.

15/02/2006

Manias a pedido*

- Abrir as janelas quando chego - ar, ar e mais ar a circular, sempre (hábito incontornável no carro e no escritório, mais do que em casa onde o espaço é mais amplo);
- Tomar sempre o mesmo pequeno-almoço nos dias de trabalho;
- Andar com montes de tralha na carteira, ou porque posso vir a precisar, ou porque me pode apetecer ler ou escrever, ou porque aparentemente não pesa nada e pode dar jeito. Esta mania abrange os inúmeros batons de cieiro com que ando sempre [o meu único e reconhecido grande vício];
- Andar com mantas no Inverno, em casa - ando muitas vezes com uma manta atrelada;
- Desesperar quando não encontro qualquer coisa e culpar toda a gente por ma ter feito perder. Irritar-me demasiado com pequenas coisas.

E ainda....mania de quebrar estas correntes, porque não vou passar a batata quente a ninguém. Mas claro que se alguém quiser responder, pode fazê-lo :)

*Da Joaninha :)

Dos desabafos


Não gostava de ter sempre muito trabalho. Não gostava de nunca ter nenhum.

Não gosto de estar constantemente a oscilar entre muito trabalho e nenhum.
Se em algumas coisas não gosto de meios-tons, neste caso os intermédios fazem-me falta; andar nos extremos cansa-me muito mais.

14/02/2006

Liberta o mirone que há em ti!

Todos temos um mirone em potencial dentro de nós. Sim, podemos negar que somos mirones inveterados, que até não nos interessa grandemente a vida nem as situações alheias...mas quem nunca teve um ataquezinho de curiosidade em relação a algo que não lhe diz directamente respeito? Principalmente se a coisa envolver incidentes, porrada, gritaria ou eventos que chamem a atenção em geral (ou que até não chamam atenção nenhuma, mas que nós queremos ver na mesma, se a coisa se proporcionar).

Existem vários tipos de mirones:

1) mirones acidentais: aqueles que por acaso, e só por acaso, até vão a passar quando ocorre o motivo, e que não resistem a espreitar durante segundos para fazer o ponto da situação; mas que também não alteram a sua vida por causa disso. Ou alteram, mas só um bocadinho.

2) mirones crónicos: aqueles que param para assistir a qualquer coisa, por mais insignificante que seja. Qualquer elevação do tom de voz ou ruído estranho são suficientes para que o mirone crónico estagne, perplexo, ostentando o seu melhor ar mironesco de quem vai ficar ali até ao fim. Os mirones crónicos chegam a tomar partidos e a mandar bocas, caso a situação seja de competição, tornando-se neste caso mirones crónicos interventivos. Nesta categoria, existem ainda os mirones crónicos com costela de realizador, que se dedicam a interpretar os supostos factos e a contar a história a quem estiver por perto, com todos os detalhes vistos e acrescentos mais ou menos picantes que puderem adicionar. Uma vez que esta categoria é bastante abrangente, aqui se incluem ainda os mirones crónicos inveterados: aqueles que nem sequer precisam de motivo plausível; nestes, incluem-se aqueles que gostam de ver obras.

3) mirones de calibre profissional: este tipo de mirone, para além de assistir a tudo o que se proporcione, chega ao ponto de procurar os eventos, percorrendo ruas, autocarros e locais em busca de algo para mirar. Ou simplesmente, permanecendo estático à espera que aconteça alguma coisa. Nesta categoria, incluem-se dois vizinhos meus: um velhinho semi-corcunda de casaco de penas vermelho e t-shirt amarela - todo o ano, todo o santo ano este velhinho anda assim vestido, calcorreando ruas e ruas à procura de casos - e uma velhinha com ar de avózinha sinistra, que se limita a ficar parada à porta do prédio e a olhar para tudo o que mexa, ou para as varandas, ou para a roupa que está a secar, ou para o infinito. Refira-se que estes dois velhinhos são irmãos, pelo que se poderá depreender que a propensão para o mironismo será, possivelmente, genética.

No nosso país, ser mirone poderia ser uma profissão a tempo inteiro. Porque há sempre tanta coisa mais ou menos insólita para ver. E tantos, tantos incidentes ridículos que parecem ocorrer só para fomentar a mironice. Bem-hajamos por nos entretermos a nós próprios!

De coração


Porque todos os dias que passamos com quem gostamos são especiais.
Mesmo que os momentos não sejam perfeitos e à luz de velas, mesmo que não hajam presentes dados com mais ou menos gosto e espontaneidade. Mesmo que as decorações não envolvam corações. Mesmo que estejamos mal dispostos. Mesmo que seja só para desabafar, para ouvir, para esperar em conjunto. Mesmo que haja pouco tempo (porque tempo há sempre).

Por isso num suposto "dia dos namorados", um abraço muito apertado a todos aqueles que são especiais para mim.

13/02/2006

Gulp!

Oiço o despertador bastante mais tarde do que o costume. Levanto-me tarde. Rádio do WC dessintonizou-se e fica impossível de sintonizar na rádio habitual, cujo ritmo organiza o meu ritmo mecânico matinal. Perco muito mais tempo do que o que tenho disponível a tentar sintonizar o rádio, sem sucesso. Ainda mal comecei a arranjar-me e já estou extremamente atrasada. Depois, trânsito e consequente atraso agravado. Chegada ao escritório. Toneladas impensáveis de e-mails a exigir resposta. Volume de trabalho moderado (valha-nos isso) e tons de voz muito mais elevados do que o costume na sala ao lado, juntamente com ânimos exaltados. Suspiro.

Segunda-feira. Não a costumo sentir tanto na pele.

10/02/2006

Das pancas

*
Confesso, admito, reconheço, e não há nada que possam dizer que me faça mudar de ideias. Ou não fosse esta uma panca, daquelas algo inexplicáveis porque não há nenhum motivo em particular, mas sim muitos: a cultura indiana.

Portanto, assistir a um concerto de música tradicional indiana foi assim a modos que um privilégio daqueles que nos deixam sem palavras. Pela música em si, pela fusão que os músicos conseguem ter em palco, pelo ambiente e por tudo o que está para além da música. Não há palavras. E nem sequer acho que sejam precisas, nessas alturas. Pura magia musical :)

*E sim, a gastronomia indiana foi a principal responsável pelo início da panca ;)

09/02/2006

Sugestões da gerência


Ir ver o concerto de Bombay Jayashri Ramnath, hoje, na Casa da Música no Porto. Uma óptima oportunidade para conhecer uma das maiores representantes da música indiana contemporânea.

Ou ir ver Como um carrossel à volta do sol, um espectáculo do Teatro de Marionetas do Porto, em cena de 11 de Fevereiro a 19 de Março no Balleteatro Auditório, também no Porto.

Mas eu queria!


Quando era (mais) pequena, lembro-me de pedir muita coisa. Houve uma altura em que basicamente, eu não podia ver nada sem pedir depois. Nada. Principalmente brinquedos. Livros de colorir ou de ler. Carteiras e malinhas e cestinhas. Doces e guloseimas.

O argumento melhor que conseguia arranjar, e que algumas vezes - felizmente, não todas! - resultava era um simples mas eu queria!. Seguia-se uma birra, se eu realmente achasse que a coisa valia a pena. Dizem que eu era ligeiramente insuportável quando queria uma coisa. Mas nunca tive tudo o que queria.

E isso não foi mau. Os nãos fazem-nos bem, de vez em quando.

08/02/2006

Das vezes

Será que por sabermos que vamos fazer uma determinada coisa pela última vez, isso a vai tornar diferente, especial, ou inesquecível?

E até que ponto é que queríamos saber isso. Que era a última vez.