
Foram raras as vezes em que não me mascarei no Carnaval.
Comecei por ser criada e depois fui fada, espanholita, coelho, holandesa, florista, palhaça, miúda, mulher do campo, arrumador, ginasta loiraça...para citar só as fantasias de que me lembro. A maior parte das fantasias eram herdadas de netas de amigas da minha avó, algumas feitas pela avó e mãe, algumas improvisadas à última da hora com o material disponível.
Lembro-me que desde sempre gostei de me mascarar. Hoje em dia, gosto um bocadinho menos porque sou eu que tenho de arranjar a fatiota. Mas continuo a gostar dos preparativos e do ambiente de festa.
A minha fantasia de Carnaval favorita foi a de coelho. Um fato branco felpudo - orelhas enormes incluídas - e cenoura na mão. Só achei estranho ir com as minhas botas ortopédicas normais calçadas, que considerei algo estranhas para um coelho a rigor.
Mas não há máscaras sem falhas, provavelmente :)
































