20/02/2006

Máscaras


Foram raras as vezes em que não me mascarei no Carnaval.

Comecei por ser criada e depois fui fada, espanholita, coelho, holandesa, florista, palhaça, miúda, mulher do campo, arrumador, ginasta loiraça...para citar só as fantasias de que me lembro. A maior parte das fantasias eram herdadas de netas de amigas da minha avó, algumas feitas pela avó e mãe, algumas improvisadas à última da hora com o material disponível.

Lembro-me que desde sempre gostei de me mascarar. Hoje em dia, gosto um bocadinho menos porque sou eu que tenho de arranjar a fatiota. Mas continuo a gostar dos preparativos e do ambiente de festa.

A minha fantasia de Carnaval favorita foi a de coelho. Um fato branco felpudo - orelhas enormes incluídas - e cenoura na mão. Só achei estranho ir com as minhas botas ortopédicas normais calçadas, que considerei algo estranhas para um coelho a rigor.

Mas não há máscaras sem falhas, provavelmente :)

17/02/2006

Carregamentos contagiantes

Advertência: o carregamento de baterias de automóvel durante a hora de almoço pode ter efeitos extremamente benéficos na disposição das pessoas.

E o fim-de-semana à porta também contribui. Recarreguem-se :)

Das histórias


*
Gosto das histórias que a música traz em sons e palavras. E gosto mais de músicas com palavras, confesso - embora também goste de algumas músicas instrumentais, poucas.

Procuro as histórias nas palavras e posso gostar de uma música só pela história que me conta. E não será exactamente um defeito, acho que é mesmo feitio.


Portanto gostei muito deste filme,
Walk the Line. Porque as músicas também podem ter impressões digitais, que lhes marcam a identidade. O filme conta a história por detrás das músicas daquele que ficou conhecido como the man in black, Johnny Cash (biografia aqui), num filme com interpretações excelentes e muitas, muitas histórias contadas através da música. A não perder, quanto a mim.

*Imagens do site oficial do filme

16/02/2006

Elucidário do meu acordar


Despertador branco semi-gigante com horas a verde fluorescente comprado em Andorra toca. Invariavelmente, fico a ouvi-lo algum tempo. Rádio sintonizada numa estação predominantemente noticiosa e algo irritante para não me dar demasiada vontade de ficar a ouvir. Apesar disso, fico. E fico. Desligo-o para voltar a tocar mais tarde. Nunca me levanto logo por pura preguiça. Depois de me levantar, não acordo logo e sou de poucas palavras.

Os acordares deviam ser voluntários e não impostos pela tecnologia despertadora. Grunf.

15/02/2006

Manias a pedido*

- Abrir as janelas quando chego - ar, ar e mais ar a circular, sempre (hábito incontornável no carro e no escritório, mais do que em casa onde o espaço é mais amplo);
- Tomar sempre o mesmo pequeno-almoço nos dias de trabalho;
- Andar com montes de tralha na carteira, ou porque posso vir a precisar, ou porque me pode apetecer ler ou escrever, ou porque aparentemente não pesa nada e pode dar jeito. Esta mania abrange os inúmeros batons de cieiro com que ando sempre [o meu único e reconhecido grande vício];
- Andar com mantas no Inverno, em casa - ando muitas vezes com uma manta atrelada;
- Desesperar quando não encontro qualquer coisa e culpar toda a gente por ma ter feito perder. Irritar-me demasiado com pequenas coisas.

E ainda....mania de quebrar estas correntes, porque não vou passar a batata quente a ninguém. Mas claro que se alguém quiser responder, pode fazê-lo :)

*Da Joaninha :)

Dos desabafos


Não gostava de ter sempre muito trabalho. Não gostava de nunca ter nenhum.

Não gosto de estar constantemente a oscilar entre muito trabalho e nenhum.
Se em algumas coisas não gosto de meios-tons, neste caso os intermédios fazem-me falta; andar nos extremos cansa-me muito mais.

14/02/2006

Liberta o mirone que há em ti!

Todos temos um mirone em potencial dentro de nós. Sim, podemos negar que somos mirones inveterados, que até não nos interessa grandemente a vida nem as situações alheias...mas quem nunca teve um ataquezinho de curiosidade em relação a algo que não lhe diz directamente respeito? Principalmente se a coisa envolver incidentes, porrada, gritaria ou eventos que chamem a atenção em geral (ou que até não chamam atenção nenhuma, mas que nós queremos ver na mesma, se a coisa se proporcionar).

Existem vários tipos de mirones:

1) mirones acidentais: aqueles que por acaso, e só por acaso, até vão a passar quando ocorre o motivo, e que não resistem a espreitar durante segundos para fazer o ponto da situação; mas que também não alteram a sua vida por causa disso. Ou alteram, mas só um bocadinho.

2) mirones crónicos: aqueles que param para assistir a qualquer coisa, por mais insignificante que seja. Qualquer elevação do tom de voz ou ruído estranho são suficientes para que o mirone crónico estagne, perplexo, ostentando o seu melhor ar mironesco de quem vai ficar ali até ao fim. Os mirones crónicos chegam a tomar partidos e a mandar bocas, caso a situação seja de competição, tornando-se neste caso mirones crónicos interventivos. Nesta categoria, existem ainda os mirones crónicos com costela de realizador, que se dedicam a interpretar os supostos factos e a contar a história a quem estiver por perto, com todos os detalhes vistos e acrescentos mais ou menos picantes que puderem adicionar. Uma vez que esta categoria é bastante abrangente, aqui se incluem ainda os mirones crónicos inveterados: aqueles que nem sequer precisam de motivo plausível; nestes, incluem-se aqueles que gostam de ver obras.

3) mirones de calibre profissional: este tipo de mirone, para além de assistir a tudo o que se proporcione, chega ao ponto de procurar os eventos, percorrendo ruas, autocarros e locais em busca de algo para mirar. Ou simplesmente, permanecendo estático à espera que aconteça alguma coisa. Nesta categoria, incluem-se dois vizinhos meus: um velhinho semi-corcunda de casaco de penas vermelho e t-shirt amarela - todo o ano, todo o santo ano este velhinho anda assim vestido, calcorreando ruas e ruas à procura de casos - e uma velhinha com ar de avózinha sinistra, que se limita a ficar parada à porta do prédio e a olhar para tudo o que mexa, ou para as varandas, ou para a roupa que está a secar, ou para o infinito. Refira-se que estes dois velhinhos são irmãos, pelo que se poderá depreender que a propensão para o mironismo será, possivelmente, genética.

No nosso país, ser mirone poderia ser uma profissão a tempo inteiro. Porque há sempre tanta coisa mais ou menos insólita para ver. E tantos, tantos incidentes ridículos que parecem ocorrer só para fomentar a mironice. Bem-hajamos por nos entretermos a nós próprios!

De coração


Porque todos os dias que passamos com quem gostamos são especiais.
Mesmo que os momentos não sejam perfeitos e à luz de velas, mesmo que não hajam presentes dados com mais ou menos gosto e espontaneidade. Mesmo que as decorações não envolvam corações. Mesmo que estejamos mal dispostos. Mesmo que seja só para desabafar, para ouvir, para esperar em conjunto. Mesmo que haja pouco tempo (porque tempo há sempre).

Por isso num suposto "dia dos namorados", um abraço muito apertado a todos aqueles que são especiais para mim.

13/02/2006

Gulp!

Oiço o despertador bastante mais tarde do que o costume. Levanto-me tarde. Rádio do WC dessintonizou-se e fica impossível de sintonizar na rádio habitual, cujo ritmo organiza o meu ritmo mecânico matinal. Perco muito mais tempo do que o que tenho disponível a tentar sintonizar o rádio, sem sucesso. Ainda mal comecei a arranjar-me e já estou extremamente atrasada. Depois, trânsito e consequente atraso agravado. Chegada ao escritório. Toneladas impensáveis de e-mails a exigir resposta. Volume de trabalho moderado (valha-nos isso) e tons de voz muito mais elevados do que o costume na sala ao lado, juntamente com ânimos exaltados. Suspiro.

Segunda-feira. Não a costumo sentir tanto na pele.

10/02/2006

Das pancas

*
Confesso, admito, reconheço, e não há nada que possam dizer que me faça mudar de ideias. Ou não fosse esta uma panca, daquelas algo inexplicáveis porque não há nenhum motivo em particular, mas sim muitos: a cultura indiana.

Portanto, assistir a um concerto de música tradicional indiana foi assim a modos que um privilégio daqueles que nos deixam sem palavras. Pela música em si, pela fusão que os músicos conseguem ter em palco, pelo ambiente e por tudo o que está para além da música. Não há palavras. E nem sequer acho que sejam precisas, nessas alturas. Pura magia musical :)

*E sim, a gastronomia indiana foi a principal responsável pelo início da panca ;)

09/02/2006

Sugestões da gerência


Ir ver o concerto de Bombay Jayashri Ramnath, hoje, na Casa da Música no Porto. Uma óptima oportunidade para conhecer uma das maiores representantes da música indiana contemporânea.

Ou ir ver Como um carrossel à volta do sol, um espectáculo do Teatro de Marionetas do Porto, em cena de 11 de Fevereiro a 19 de Março no Balleteatro Auditório, também no Porto.

Mas eu queria!


Quando era (mais) pequena, lembro-me de pedir muita coisa. Houve uma altura em que basicamente, eu não podia ver nada sem pedir depois. Nada. Principalmente brinquedos. Livros de colorir ou de ler. Carteiras e malinhas e cestinhas. Doces e guloseimas.

O argumento melhor que conseguia arranjar, e que algumas vezes - felizmente, não todas! - resultava era um simples mas eu queria!. Seguia-se uma birra, se eu realmente achasse que a coisa valia a pena. Dizem que eu era ligeiramente insuportável quando queria uma coisa. Mas nunca tive tudo o que queria.

E isso não foi mau. Os nãos fazem-nos bem, de vez em quando.

08/02/2006

Das vezes

Será que por sabermos que vamos fazer uma determinada coisa pela última vez, isso a vai tornar diferente, especial, ou inesquecível?

E até que ponto é que queríamos saber isso. Que era a última vez.


É que hoje estou de muitas palavras.
E com muito tempo :)

Dos atrasos


No país em que vivemos, dá-se pouca importância aos atrasos. Horários. Ou seja, com grande frequência, chegamos atrasados (há excepções, mas conheço pouquíssimas pessoas que nunca se atrasam), e com grande frequência também, ninguém nos faz nenhum reparo ao atraso, porque é considerado normal atrasarmo-nos e porque até fica mal alguém manifestar incómodo, porque um atrasozinho nunca fez mal a ninguém (mais uma vez, salvo raras excepções de pessoas [totalmente] intolerantes, com mais ou menos razões para isso, que não deixam passar atraso nenhum por menor e mais desculpado que seja).

E nós atrasamo-nos. Por um motivo plausível - geralmente, um imprevisto que surge, o iogurte líquido entornado na roupa a 2 minutos de sairmos de casa, um acidente na estrada do costume, mais trânsito do que o normal - e frequentemente, por motivo rigorosamente nenhum. Ne-nhum. Simplesmente porque nos deixamos estar, deixamos passar as horas e pensamos que não há grande problema. Ou seja, por desleixo. Ainda pior: por desleixo crónico (agravado, se ainda por cima presumimos que a pessoa espera sem sequer darmos satisfações, só porque...não nos apetece?). E os píncaros do atraso desleixado: quando o atrasado sabe perfeitamente que vai chegar atrasado e insiste em marcar horas impossíveis. E depois chega uma hora e meia depois com o ar mais natural do mundo. Sem dizer uma palavra acerca disso. Porquê? Escapa-me agora o motivo. Porque - e agora vão desculpar-me a franqueza - me recuso a compreender tal atitude. Puro egoísmo, provavelmente.

São estes são os atrasos que mais me incomodam. Não porque nunca me atrase, nem por condenar o tal atrasozinho insignificante (sim, sofro desse mal tão português que é compreender o ligeiro atraso, ao contrário do que acontece na maior parte do resto do mundo, civilizado ou não). Mas porque – e agora posso estar a dar uma novidade a muita gente – geralmente, há alguém à nossa espera. Alguém que até pode ter coisas melhores, mais urgentes, mais importantes para fazer, mas que por algum motivo, está à nossa espera.

É aqui que entra a outra parte do atraso: as desculpas e as satisfações. Que são devidas, quanto a mim, quando existe um atraso. Desculpas, satisfações, simples e eficazes quando o motivo é plausível. Sem invenções do género “ah, que estou mesmo a chegar” e tunflas, 47 minutos depois é que chegam (quem é que estamos a tentar enganar quando somos os primeiros a saber que é impossível?). Sem desculpas crónicas, que já não colam quando são ditas 32,5 vezes numa semana. Sem invenções estapafúrdias. E muito menos, sem sequer dar cavaco (isso então para mim, é totalmente impensável).

Quando temos consideração por quem espera, esta parte das desculpas é imprescindível. Se quem está à espera até já sabe que somos atrasados crónicos – a desculpa implícita mais esfarrapada que existe, porque o problema não é incurável e nem sequer exige grande esforço – ainda pior será não dizer nada. Porque se para essa pessoa somos atrasados crónicos, isso quer dizer que essa pessoa já esperou muitas e muitas vezes. E pode chegar o dia em que ela decide não esperar mais.

O tempo já é tão pouco. Com o nosso, temos a liberdade de fazermos o que bem nos apetecer. E que tal deixarmos os outros fazer o mesmo?

07/02/2006



Há alturas em que as palavras não são precisas.
Noutras alturas, as palavras certas fazem-nos falta.
Muito obrigada pelas vossas, de coração.
E por todas as que fora daqui, deram alento.
Porque algumas palavras também vêm sob a forma de abraço apertado.
Ou de simples presença.

06/02/2006

Não consigo

Não estar triste. Porque só vivendo a tristeza é que a conseguimos ultrapassar.
Vivendo o silêncio, as lágrimas, o pesar, a mágoa, as saudades, alguma revolta, o alívio, a inconstância ou tudo ao mesmo tempo.
Reconfortando(-nos) (n)os outros que ficam.

Adeus, avô.

03/02/2006

Raio-X

Um dia que começa com uma visão privilegiada do nosso próprio interior não pode ser mau. Ainda para mais, para descobrir que está tudo muito direitinho aonde deve estar e sem quaisquer problemas.

Se estivéssemos mais vezes assim. Transparentes.

Há quem não tenha de fazer esforço para isso. Aquelas pessoas cuja expressão facial, gestos, postura ou palavras nos revelam quase tudo, sem filtros nem artificialidade. Outras, pelo contrário, são opacas, impermeáveis (e provavelmente algumas até estarão melhor assim).

Respire fundo. Não respire agora. Já está, pode respirar.

É assim, fácil, ficar transparente.

02/02/2006

Liberta a lata que há em ti!


Há alturas em que é preciso ter lata.
Lata para enfrentar as coisas e não nos deixarmos atropelar.
Lata para dizer o que é preciso no momento certo, seja a quem for e sem medo.
Lata para não dizer o que os outros querem ouvir.
Lata para tomarmos a decisão que nos parece certa.

Lata para não termos medo de errar.
Lata para reconhecer e admitir.
Lata para tomar a iniciativa.
Lata para mudar, em vez de nos andarmos sempre a lamentar.


Lata nestes termos, e não no sentido de ter o desplante de dizer/fazer as coisas gratuitamente, sem reflectir e sem pensar nas consequências.


Porque mais vale ter lata do que ser enlatado.

Five-point-palm-exploding-heart technique



The Bride: And what, pray tell, is the five-point-palm-exploding-heart technique?

Bill: Quite simply, the deadliest blow in all of martial arts. He hits you with his fingertips at five different pressure points on your body. And then he lets you walk away. But after you've taken five steps, your heart explodes inside your body, and you fall to the floor, dead.


Kill Bill Volume II

01/02/2006

Esquecimentos voluntários

Se houvesse maneira de apagar o que quiséssemos da nossa memória, até que ponto ia ser apagado para sempre? Existirão coisas, pessoas ou acontecimentos impossíveis de apagar?
Eu acho que sim, que existem. Porque fazem parte de nós.
Porque nos moldaram.
A nossa memória é o que somos. De bom e de mau.

A propósito do filme Despertar da mente/Eternal sunshine of the spotless mind.

31/01/2006

Que te viu e quem têvê


Vejo mesmo pouca televisão. Mas admito: já não concebo a coisa com menos de 50 hipóteses, mesmo que nunca veja todos os canais e que existam alguns cujo interesse seja equivalente ou inferior ao despertado pelo perturbante dilema existencial do salmão azul. E até existem alguns com menos interesse ainda. Ao termos acesso a 50 [ou mais] canais, calamos eternamente o eterno lamento característico do síndroma dos quatro canais: ah, 4 canais, nunca dá nada de jeito, não se aguenta, a televisão portuguesa anda pela hora da morte, blá blá blá.

Apesar disto, admito também: a vida com 50 canais é igualmente difícil e desesperante. Passamos a viver o eterno drama da escolha, versão televisiva 2.0: e agora, vejo este excitante documentário sobre a ameaçadora caravela portuguesa ou um dos raros programas de música que passa neste canal supostamente musical? Para além de que nunca, nunca conseguimos estar a par da programação que nos interessa, sob pena de passarmos horas sem fim a analisar grelhas que não serão cumpridas. E culminamos novamente num lamento: 50 canais e rigorosamente nada para ver?! O meu rico dinheirinho a ir-se e eu a ver passar navios! Ou então: queria tanto *ter visto* aquilo!
Muito provavelmente, nunca vamos estar satisfeitos com a televisão que vemos.
Eu pelo menos, raramente estou. Portanto, rejubilo com as pequenas grandes surpresas que a TV me oferece: por exemplo, a estreia de Calma, Larry! (Curb Your Enthusiasm) na dois! A isto, chama-se estar no sítio certo, à hora certa. Sensação que me agrada particularmente quando finalmente me decido a ver televisão.

30/01/2006

Manias

Sou de ideias fixas em relação ao pequeno-almoço. Em todas as outras refeições, vario, gosto de experimentar coisas novas, canso-me se comer sempre o mesmo ou se repetir refeições muitas vezes. Mas não ao pequeno-almoço. Não me mexam no pequeno-almoço. É que quem me tira o meu pão com pouca manteiga e a meia de leite, destrói todo o meu conceito de início de dia quase perfeito. É mania, eu sei.

Mas a coisa ainda fica pior em termos de manias: é que eu consigo ficar chocada com os pequenos-almoços dos outros. A ponto de me apetecer questioná-los relativamente às opções que fazem. Principalmente se alguém pedir:

- um prego e um sumo gaseificado de ananás;
- uma fatia de bôla e uma cerveja cortada com favaíto;
- duas fatias de pizza e uma cola;
- um pastel de carne aquecido, uma bola de berlim e um fino/imperial;
- aguardente velha.

E todos estes pedidos são reais, para além de feitos antes das 11h da manhã.
Eu sei, não tenho nada a ver com isso. Mas se alguma vez alguém vos perguntar descaradamente "vai mesmo comer isso a estas horas?!" com um ar entre o escandalizado e o aterrorizado, posso muito bem ser eu.

Boa semana ;)

A vista

Aquela, dali de baixo. É de Lisboa :)

27/01/2006

Gong xi fa cai!*

**

Já estão a decorrer as festividades comemorativas do ano novo chinês, com muito vermelho, dourado, fogo de artifício e desejos (correcção: não começa hoje o ano; decorrem, sim, as festividades, já que a chegada do ano em si será a 29 de Janeiro, Domingo).

2006 vai ser o Ano do Cão***.

Para comemorarem em beleza, descubram o vosso nome em Mandarim.

Desejo-vos um bom ano novo chinês e um óptimo fim-de-semana :)

*Saudação em mandarim que deseja saúde e sucesso no novo ano chinês.
**Caligrafia desta frase do título retirada daqui.
***Mais informações sobre os vários anos e características dos nativos de cada ano.

Donde será esta vista?*


Alguém reconhece?

Quanto à máquina de escrever anterior, ninguém adivinhou onde morava...pois, também não era propriamente fácil. É que ela está na Casa Milà/La Pedrera, em Barcelona.

*Uma fotografia minha dedicada à Margarida, do infusões, pela surpresa e pelas palavras :)

26/01/2006

Trftrftrftrftrftrftrf!*

Meninas e meninos, senhoras e senhores, estimado público!
O Errortográfico tem o prazer e o privilégio de apresentar, em rigoroso exclusivo na esfera circense blogosférica:

UMA DAS LETRAS DE CANÇÃO MAIS RIDÍCULAS DE TODOS OS TEMPOS!

Que - pasme-se! - pode tornar-se ainda mais ridícula (sim, é possível!) com uma arrojada proposta de tradução do nosso simpático amigo
peixe de babel. E essa canção é...tcharan:

Que você gon' com toda essa sucata?
Todo esse interior da sucata que tronco?
I'ma começa, começa, começa, começa, você bêbedo,
começa lhe o amor bebido fora de meu hump.
Que gon de u' com todo esse burro?
Todo esse burro dentro deles calças de brim?
Eu sou um make, faço-o, faço-, faço-o grito fazer o grito de u, faço-lhe o grito.
Cos de meu hump, meu hump, meu hump, meu hump.
Meu hump, meu hump, meu hump,
minhas protuberâncias encantadoras da senhora.
(verificação ele para fora).**

Mais palavras para quê? :)

*Tentativa algo frustrada, mas bem-intencionada, de reproduzir o rufo de um tambor.
**What you gon’ do with all that junk?
All that junk inside that trunk?
I’ma get, get, get, get, you drunk,
Get you love drunk off my hump.
What u gon’ do with all that ass?
All that ass inside them jeans?
I’m a make, make, make, make you scream
Make u scream, make you scream.
Cos of my hump, my hump, my hump, my hump.
My hump, my hump, my hump,
my lovely lady lumps.
(Check it out).

25/01/2006

Onde morará...*


...esta máquina de escrever?

*Não, infelizmente não é comigo :)

Não polaroids II

Passei grande parte da minha infância em casa dos meus avós.
E perdi um dos meus avôs muito cedo, com mais ou menos seis anos.

Falava tão pouco, tão pouco. Tinha o cabelo tão branco e a cara tão vermelha.
Vestia-se de preto. Muitas vezes, partia pedras no quintal, acto que eu insistia em imitar com o meu próprio mini-martelo e as minhas próprias pedras escolhidas a dedo; sentava-me perto dele sem que nenhum de nós dissesse nada. E não me lembro de mais nada dele.

No dia do funeral, deram-me um livro para colorir.
Pareceu-me simples, na altura, deixar de o ver.
Hoje em dia, aceito de muito pior maneira a ideia de deixar de ver alguém.

Não polaroids I

24/01/2006

Respirar fundo

E pensar que vai tudo correr pelo melhor.

Sobretudo, quando não podemos fazer muito mais que isso.

23/01/2006

Tanto com tão pouco

Pouco tempo, muita coisa.

Gosto destes fins-de-semana, tão pequenos, mas onde cabe tanto.

Incluindo mudanças de pneus atribuladas, cinemas com muita sorte à mistura (num filme que recomendo vivamente!), novas experiências de jogatina até altas horas, chá e bolachas deliciosas, lutas amigáveis com pauzinhos num restaurante japonês, danças em espaços exíguos, cruzinhas e visitas. Com resultados variáveis, melhores ou piores.

Quanto à semana, vai ser muito mais atarefada que o costume. Vai faltar o tempo para as leituras de que gosto tanto. Mas é só uma questão de tempo. Boa semana para todos :)

20/01/2006

Vamos a votos!

Bom fim-de-semana e...ir fazer uma cruzinha não custa mesmo nada :)

Jogamos?



Facto: não tenho grande paciência para jogos de tabuleiro. O factor essencial, como em muitas outras coisas, é estar para aí virada. Depois de conseguir estar para aí virada, é vital que as regras do jogo não sejam exageradamente complicadas; é que se não perceber rapidamente a mecânica, lá se vai o interesse todo tão depressa como surgiu, se tiver de estar sempre a fazer perguntas intermináveis sobre as regras.

Outro facto: farto-me rapidamente dos jogos. Mesmo que até esteja a gostar, isso não quer dizer que vá gostar sempre. É assim com quase todos os jogos de cartas, por exemplo: gosto da novidade, depois abandono-os: a) porque me farto; ou b) porque não jogo durante algum tempo e esqueço-me rapidamente das regras. Até no decurso de um jogo, sou capaz de me fartar e adoptar inadvertidamente a minha cara de seca número três, aquela que é um misto da sensação de fastio-vou-desmaiar-de-tédio-a-qualquer-momento com aquela sensação “mas isto nunca mais acaba?!”.

Por tudo isto, gosto de pouquíssimos jogos. Aquele das perguntas que dão queijinhos e aquele em que se formam palavras são os meus favoritos. Esporadicamente, aquele em que se compram ruas e hotéis. Mais esporadicamente ainda, aquele em que se fala por gestos para os outros tentarem adivinhar, entre outras actividades. Portanto, foi algo surpreendente constatar que gostava de jogar mais um. Este, o Himalaya*, propriedade do maior entusiasta (e criador!) de jogos que conheço, gerente ali do Serapilheira. O jogo é giro e tem iaques fôfinhos. Para além disso, a companhia era óptima (essencial!).**

Ainda vou virar fã de jogos de tabuleiro :)

*Imagem retirada daqui.
**Ganhar na estreia também não foi mau :)

19/01/2006

Das proximidades



Eu sei que as hierarquias sempre existiram e existem para que haja alguma organização. Neste caso, refiro-me a hierarquias laborais e de empresas em geral - grandes ou pequenas, todas têm uma hierarquia mais ou menos vincada. Nada de demasiado novo até aqui; uns mandam, outros obedecem com maior ou menor autonomia e cumprindo ou não as suas funções, outros andam a enfeitar ou a fingir que estão ocupados, ou ocupam-se a dar graxa aos superiores, etc. - o normal numa empresa com organização do tipo pirâmide.

O que não acho tão normal é a importância que damos à hierarquia nas relações interpessoais e nas formas de tratamento. Senhor doutor para cá, senhor engenheiro para lá, doutora isto, doutora aquilo, senhor professor xis e zê. Educação continua a ser sinónimo de títulos, de termos de utilizar três palavras em vez de uma para falarmos com alguém. É a burocracia aplicada aos relacionamentos. Como se o respeito ou a autoridade que alguém inspira ou possui se medissem pela quantidade de títulos que se utilizam para designar essa pessoa.

Esta situação irrita-me particularmente em empresas pequenas (porque é numa delas que trabalho). Sim, que não há-de ser por ser uma micro-empresa que não há direito a títulos, não senhor! Chefe é chefe e empregado é empregado e há que distinguir a coisa fazendo com que os funcionários tratem os chefes por senhores doutores, mas não vice-versa; isto apesar de as habilitações académicas serem as mesmas e as funções, praticamente as mesmas. E com isto, não quero implicar que queria que me tratassem por senhora isto ou aquilo ou de forma diferente. Só queria que fosse menos complicado lidar com quem trabalho todos os dias. É
que o palavreado todo que implicam os títulos é assim um bocadinho...irritante. É uma perda de tempo materializada em palavras.

Pior ainda, achar que por causa desse mesmo palavreado estamos numa posição menos “importante”, não tendo direito a determinadas coisas. Direito a discordar e ter uma opinião diferente. A chamar a atenção - sempre educadamente, claro. Disso, não há palavreado que me impeça.

18/01/2006

Das distâncias

E de como são relativas. Quando estamos mais afastados fisicamente, acabamos por nos interessar mais por quem está longe, temos saudades, telefonamos o maior número de vezes possível, fazemos muitas perguntas e contamos muitas coisas. Até somos mais simpáticos, de vez em quando.

Já quando estamos supostamente perto, esquecemo-nos cada vez mais dos outros. Passam-se semanas, meses sem que falemos a sério ou estejamos com alguém que até nos é próximo. E com tantos meios de comunicação à mão, para além de ser pouca a distância que nos separa, há muito poucas desculpas.

É pena. E a culpa não é sempre dos outros. É da nossa eterna mania de adiar e esperar, esperar, esperar que sejam os outros a dar o primeiro passo. Mas eu gosto pouquíssimo de esperar e não sou sempre das pessoas mais pacientes. Dou alguns passos, que esbarram com a falta de tempo, com o trabalho, com outros compromissos, com adiamentos intermináveis e mudanças de planos; falta de vontade, também. Secalhar devia dar ainda mais passos; mas importa continuar a tentar. Sem medo. E escrevo isto para mim e para me lembrar disto, sempre.

17/01/2006

Para engripados e saudáveis

Monitorização da gripe em tempo real.

Participem aqui.

Uma por todas



O pressuposto de que todas as mulheres, sem excepção, são azelhas ao volante, já vem de há muito tempo. E raro será o espécime masculino que nunca, jamais, em tempo algum mandou a sua boca foleira ou a sua piadinha fácil. Simplesmente para ofender, ou porque é um preconceito instituído e qualquer machão empedernido tem de o referir, ou com o objectivo de despertar a ira de uma condutora, ou por utilizar a piada mais à mão. E quando digo “piada”, não incluo aqui uma das frases mais batidas deste mundo, a celebérrima rima “mulher ao volante, perigo constante”, à qual se segue, no máximo, um sorriso mais do que amarelo e nunca uma gargalhada sincera ou aquele sorriso solidário de “essa piada até é gira”.
Se ainda por cima, o espécime masculino trabalha numa oficina, é quase indispensável que a questão venha à baila, nem que seja com um simples:

Consegue tirar o carro?

dito com um tom mais ou menos sarcástico e eventualmente acompanhado de um esgar de troça ou mesmo de piedade. Isto quando a porta da oficina está em frente ao carro e tem cerca de 15 metros de largura, sem obstáculos visíveis e com espaço e altura suficientes para passarem três camiões TIR, duas retro-escavadoras e um cão de grande porte. Para acentuar o tom discriminatório, podem ainda explicar o problema do carro recorrendo: a) a termos extremamente técnicos que quase ninguém percebe; ou b) falando muito lentamente e muito alto como se o ouvinte não fosse português.

A conclusão a que pretendo chegar não é nada transcendente nem visionária.
Só que acho que a azelhice toca a todos, mais cedo ou mais tarde. E que acharmo-nos campeões da estrada não faz de nós melhores condutores. E era isso.

16/01/2006

Contactabilidade: essa grande utopia humana*



Com todas as novas tecnologias de comunicação disponíveis, cada vez devíamos estar mais acessíveis e contactáveis. Num mundo com cada vez mais ligações sem fios, seria de esperar que as informações circulassem cada vez mais depressa e que rapidamente pudessem ser partilhadas, sempre que quiséssemos e precisássemos. Via telemóvel, por exemplo (que faz hoje parte do conjunto de dispositivos que desperta maior número de relações de amor/ódio).

Não.

Muitas das pessoas que queremos/precisamos de contactar, geralmente:

- têm o telemóvel (ou vários telemóveis) sem bateria, por motivos que variam entre o esquecimento genuíno e o pensamento “isto ainda aguenta”;
- esqueceram-se de um ou vários telemóveis em casa ou no fundo da piscina ou noutro sítio qualquer;
- não têm rede;
- têm um problema raríssimo na central de mensagens e não recebem nada [a tempo];
- têm todos estes problemas em simultâneo;
- têm qualquer outro motivo [que muitas vezes, soa a estapafúrdio] para não estarem contactáveis.


Sim, eu sei, tudo isto acontece de vez em quando a toda a gente, a tecnologia falha e errar é humano e se as vacas voassem é que tudo seria realmente mau. Mas haja paciência para todos estes problemas se forem crónicos. É que pôr sempre as culpas na tecnologia não resolve tudo. Isto porque muitas das vezes, a tecnologia depende de nós próprios.

*Exemplo que despoletou este post e que se repete muitas vezes:
- Bom dia! Recebeste a minha mensagem há bocado?
- Não, porque [chorrilho de desculpas ridículas].

13/01/2006


Do sítio do costume

Bom fim-de-semana!

Estranhas e inexplicáveis coisas?

A mania de fazer corninhos aos outros ao tirar fotografias. Nunca percebi muito bem o porquê.

É que nas fotografias de turma ou de visitas escolares, não é raro haver sempre uma meia dúzia de miúdos que se divertem a fazer corninhos aos outros - que por sua vez, ficam muito enfunados quando sabem que isso acontece no próprio momento ou quando as vêem depois.

Será que é uma espécie de abordagem infantil empírica à previsão astrológica?
Quem ficou com corninhos nas fotografias veio a tê-los na realidade?

Alguém com uma teoria consistente?
[E será que hoje em dia, o hábito se mantém?]

12/01/2006

Sacos de porrada humanos*

Aqueles que quando menos se espera ou quando já todos esperam, vêm à baila por qualquer motivo. Geralmente, para piadas e gáudio geral ou para lhes atirarmos com a culpa de todos os males do mundo.

É que mesmo que se fale da cultura da batata nos Andes ou da interacção sócio-piscícola da truta, é sempre possível fazer um trocadilho qualquer com um "saco de porrada humano".

Depois, a nossa atitude ambivalente: rimo-nos da piada para depois eventualmente nos culpabilizarmos e chegarmos a ter pena dos visados [ou secalhar...até não, em alguns casos].

*Um exemplo recorrente: a banda do "sou como um rio, que vive só para ti...".

11/01/2006

Mudanças

Pois. A preguiça, a preguiça de pesquisar e experimentar levou a que visse a vida cor-de-rosa durante demasiado tempo.

Portanto estava muito mais do que na hora de mudar.

Esta é a fase de testes número 1 :)

Bravo de Esmolfe*

Seguramente uma das melhores qualidades de maçã do mundo (ver descrição aqui).
Assim estaladiça, saborosa, tão pequenina, fôfinha, queridinha e tãaaao saudável e nutritiva.

Agora imaginem esta maçãzinha assim mergulhada num fondue de chocolate.

É daquelas coisas de cortar a respiração.

*Até o nome é trincável.

10/01/2006

Piiiiiiiiiii...iiiii...iiiiiiii

Som que ouço neste momento pelo meu ouvido da direita, depois de levar com a chiadeira dos travões de um autocarro directamente pelo tímpano adentro, décibeis e décibeis possivelmente ilegais entregues por telefone e sem aviso prévio.

Ou de como o microfone de um telemóvel pode captar todos os sons que nos rodeiam mas não os que realmente interessam: os de quem fala connosco.

Liberta a abécula ambulante que há em ti!

O nosso potencial de abéculas ambulantes é muito variável. Ora vejamos:

1. abécula ambulante letal: aquela que ingénua ou propositadamente encarna o papel sem mácula e de modo crónico. Dedica-se a infernizar a vida dos restantes mortais com afinco, não olhando a meios para atingir o fim (que geralmente, não é nenhum em especial a não ser ser insuportável). A pior: a abécula ambulante inveterada e maléfica, cujo plano de infernização mundial e interplanetária é traçado ao pormenor para estraçalhar qualquer hipótese de resistência paciente. Desenvolve-se particularmente em ambientes de funcionalismo público, em repartições de correios, em locais com filas normalmente extensas e claro, na política (genericamente falando e não desfazendo ninguém em especial, uma vez que todas estas classes e locais possuem louváveis excepções).

2. abécula ambulante moderada: aquela cujos níveis de abeculice vão oscilando dentro do aceitável, embora tenha momentos de apoteose capazes de fazer desesperar o mais tolerante dos mortais. Observada frequentemente em posições de chefia, embora também existam, provavelmente, excepções.

3. abécula ambulante ocasional: a mais comum. Todos encarnamos esta personagem de vez em quando. Todos mergulhamos no abeculismo quando menos esperamos e reconhecê-lo é o primeiro passo para uma eventual cura. Ser abécula ocasional também pode ser obra de engenho e arte (casos raros).

E pior que uma abécula, só várias abéculas juntas - caso observado com frequência em determinados países mais ocidentais da Europa.


Outros títulos da série "Liberta...que há em ti":
Liberta o medieval que há em ti
Liberta o biscateiro que há em ti!
Liberta o sôdoutor que há em ti!

09/01/2006

1.1 - (Re)solução à vista

No seguimento do ódio figadal que possuo relativamente às passas - e constatei que afinal, não sou só eu - a fruta escolhida para acompanhar as doze badaladas foi a nutritiva amora. Sob a forma de goma, evidentemente, que nesta altura as amoras mais saudáveis e menos brutalmente açucaradas não se vêem muito. Portanto passas, nunca mais. Não se pode começar o ano com sacrifícios. Logo, assunto resolvido.

Balanço

Mini-férias: boas, muito boas!
Regresso de férias: já tem sido pior. Finalmente (e foram precisos alguns anos) começo a interiorizar que é inevitável voltar ao trabalho e não adianta ficar deprimida à medida que a contagem decrescente avança. Mais vale aproveitar tudo.

O resto da vida em 2006 segue dentro de momentos!

E agora se me dão licença, tenho de pôr as leituras em dia, que as saudades já apertavam.

Nota: muito obrigada pelos vossos desejos todos do post anterior ;)

30/12/2005

Tempo

Para dormir mais. Para descansar os olhos, as costas, os braços do computador de todos os dias. Para fazer arrumações e ordenar coisas. Para comprar o que tenho de comprar há montes de tempo sem tempo limite para escolher. Para não fazer nada porque posso e quero. Para ver os ritmos da cidade com a calma de não ter horas. Para pôr as leituras em dia. Para estar sem ter de estar. Para estar só com quem quero estar.

Não, não são resoluções de ano novo. São projectos de mini-férias.

O Errortográfico volta na segunda semana de 2006. Não sem antes vos desejar boas entradas. Desejar que o vosso novo ano seja sinónimo de mais tempo para aqueles e aquilo de que gostam :) E que vos traga boas surpresas e algumas mudanças necessárias.

Eu cá já tenho um dos acessórios indispensáveis dos tempos livres: a minha mantinha nova, uma prenda vinda directamente ali da neve do sistema montanhoso Montejunto/Estrela. E digam lá se esta velhinha simpática do embrulho não é a minha cara? Volto já ;)


Já com saudades, a vossa

Izzoldinha

29/12/2005

Das imitações

Retomando o tema cinzento que despoleta o dizer coisas de que não gosto: não gosto de imitações. Algo que inclui desde o suposto supra-sumo português da imitação (sim, aquele homem que está cada vez mais horroroso e que se nunca imitou propriamente bem, agora está pior do que nunca e com aquele ar ‘porque eu até sou jovem’; desculpem-me os eventuais fãs do senhor e desculpe-me o senhor também), até às pessoas que passam a vida ou grande parte dela a imitar (sem saber muito bem porquê, só pelo acto em si).

Imitar é inevitável, sim; aprendemos muita coisa por imitação, pelo modelo/exemplo. Mas neste caso, refiro-me àquelas pessoas que imitam outras por sistema; se a pessoa A diz que gosta disto ou daquilo, a pessoa B irá começar a gostar rapidamente disso. Se A diz que fez isto ou aquilo, B irá fazê-lo, mesmo que não seja nada o seu género. E assim sucessivamente, muitas e muitas vezes. É irritante. Pronto, já disse.

Do cinzento*

Acho que os dias cinzentos nos fazem querer falar de coisas que não gostamos.
Por isso: odeio passas, sultanas e afins. Uvas ressequidas em geral. Pronto, já está.

*Gosto do cinzento desde que não seja nos dias e nas pessoas.

28/12/2005

#4

Dias para:

idealizar
v. tr.,
dar carácter ideal a;
imaginar;
criar na mente;
fantasiar;
planear.

Sem idealizar demasiado.
Porque desde que a companhia seja boa, os momentos são ideais por definição :)

Flores partidas


Broken Flowers, de Jim Jarmusch

Um filme de silêncios, de viagens interiores e físicas; melancólico, algo escuro, de solidão, de procura e de encontros ou desencontros. De pormenores subtis. De surpresas estranhas. Que recomendo.

27/12/2005

#5

Dias para:

recomeçar
v. tr.,
começar de novo.*


Sem medos. Porque o mais importante, fica sempre guardado.

*Daqui.

Natal? Já era :)

Pois. Demoramos muito mais tempo a prepará-lo do que a vivê-lo.
Portanto, já passou.

O meu foi bom. Familiar. Calmo, aconchegante.
E com as palavras que são precisas ;)

23/12/2005

E agora, para algo completamente diferente...*


Entre sorrisos, doses massivas de açúcar, quantidades industriais de canela e azeite, prendas que agradam ou desagradam, confortos e desconfortos, agradecimentos, enfartamentos, exageros, luzes e fitas e árvores e presépios, dietas, neve ou ausência dela, (im)perfeições e (re)nascimentos, tenham um bom Natal!

*O primeiro Natal aqui do errortográfico ;)

Eu e o Agente Pingú ali da Zona Franca, algures num café do Porto com vista para o rio.
Porquê? Está aqui :)

De manhã cedo isto dá que pensar

Algures num poster de circo deste país, lê-se:

"CIRCO [XPTO]
Junto ao Elefante Azul"

22/12/2005

Natal da minha vida IV

*
Há momentos assim, de espera. E a espera é boa quando é por um bom motivo, por uma coisa boa. Ou por muitas coisas boas. Está quase! :)

*www.muttscomics.com

21/12/2005

Natal da minha vida III

Ou de como o drama de não se receber a prenda que se quer pode traumatizar irreversivelmente uma pessoa.

Raramente fiz listas de prendas por escrito. Aliás, acho que me lembro de escrever uma carta ao Pai Natal, mas como a correspondência desejos/prendas foi nula, devo ter decidido que não era uma tarefa frutífera. O que fiz algumas vezes foi mostrar que gostava de alguma coisa. Pronto, mostrar muito e muitas vezes que gostava mesmo de alguma coisa! Os resultados foram variáveis.

Para me expurgar dos meus males e pesadelos de infância, decidi fazer aqui uma mini-lista de prendas que queria muito e nunca tive...snif, snif! [Bem, na realidade, neste momento só me lembro de duas prendas que queria mesmo muito.] É um momento de grande solenidade, este.


1) O Tragabolas! Não me lembro de querer tanto um jogo como este. Não sei porquê que o achava tão fascinante, mas o certo é que suspirei pelo jogo. Desejei-o. Nunca o recebi. E lembro-me de insistir vários anos sem sucesso.


2) A cozinha da Barbie. Só tive uma boneca Barbie em toda a minha vida. A minha mãe odiava a boneca, portanto não tive grande sorte para fazer a grande colecção de Barbies com que toda a moça sonhava. Mas o que eu queria mesmo era a cozinha da senhora, totalmente equipada com tudo e mais alguma coisa. Insisti bastante, sem resultados.

E é isto, que me lembre. Secalhar foi por estas coisas traumáticas e desejos não correspondidos que fiquei a gostar mais de prendas-surpresa.

É Natal, é Natal...


Até estas verificações andam natalícias!
"Qouvies" é nada mais, nada menos do que "couves" em português do Brasil.
Estes gajos do Blogger pensam em tudo!

Foi a Guida pá, foi a Guida!

Vocês não imaginam. É que vocês não imaginam a quantidade de gente que veio aqui parar ao erro à espera de uma revelação bombástica. Tudo por causa do senhor que não vou voltar a referir e que "morreu" numa novela, que eu calhei de mencionar num post*. Aqui o errortográfico ultrapassou limites que eu não quero que sejam ultrapassados. Portanto, advirto-vos desde já que qualquer semelhança deste blog com a vida real, é pura coincidência ;)

*Atente-se especialmente ao último comentário de um anónimo, escrito numa língua vagamente semelhante ao português. Memorável. Ah! E o meu pai adivinhou há muito tempo quem era o assassino!

20/12/2005

Natal da minha vida II

Ou de como a pergunta "o que é que comes" pode ser mais ouvida do que os votos festivos.
Todo o ano, muitas vezes; e muito, muito, muito mais vezes no Natal.

A uma pessoa vegetariana - o meu caso, para quem ainda não tinha percebido e/ou não me conhece de lado nenhum - esta pergunta é colocada até ao expoente da loucura. E não me refiro às vezes em que é colocada por genuíno interesse ou curiosidade, pois dessas vezes, tenho todo o prazer e gosto em responder [ :) ], mas sim àquelas vezes em que é colocada com outros fins. Para a seguir eu ter de ouvir enaltecer a boa carninha, o bom peixinho, a excelente tradição culinária portuguesa e tudo o mais. Argumentos estafados [e inválidos, acrescente-se] sobre proteínas ou ferro ou falta de coisas essenciais à saúde. Bocas do género "ah e tal, mas as coisas vegetarianas não sabem todas a relva", ou "ah, mas um bom chouricinho, não comias", "mas comes fiambre? Presunto? Delícias do mar? Atum? E marisco?", "mas comes só arroz e batata?!", "não tens saudades de um bom bife", "isso sabe a alguma coisa", "isso não sabe tudo ao mesmo". Podia estar aqui o dia todo.

E ai de mim que responda a provocações - às vezes, muito mal-educadas/intencionadas - com má cara, sem esgrimir toda uma série de justificações coesas e convincentes ou mostrar um vasto leque de receitas interessantes. Ai de mim que não esteja para aí virada e não me apeteça explicar nada. Ai de mim que não me ria das piaditas (que por acaso, só por acaso, são basicamente sempre as mesmas). Além de ser a "esquisita", até tenho humor e vontade própria, imagine-se! Que mal-dispostinhos e chatos são estes vegetarianos. Já não bastava terem a mania que são diferentes!

Já ouvi de tudo, mas até hoje, pouca gente pensou logo no facto de eu ser vegetariana por gosto. E gostos, meus amigos, não se questionam nem discutem. Aceitam-se. Por mais que custe a muita gente (grande parte da minha família incluída, onde há alguns dos maiores anti-vegetarianos que já vi), eu quero, prefiro e vou continuar a comer o que bem me apetece. E se o que me apetece não inclui o dito 'normal' - que já comi durante duas décadas, duas, e que posso voltar a comer quando quiser - e eu não tento convencer ninguém, já estava na altura de aceitarem a coisa com normalidade. Ou de simplesmente, aceitarem a coisa. Tal como eu aceito que muita gente não goste do que eu gosto.

E eu, eu até sou mais bolos. Doces! Que felizmente, não faltam no Natal. Quando até os sonhos são comestíveis ;)

19/12/2005

Erros não necessariamente errados

Miúda de 6 anos - muitíssimo desdentada - corre pelo escritório, enquanto canta muito alto:

We wish you a merry Christmas
We wish you a merry Christmas
We wish you a merry Christmas
And a happy new YOU!

Há mesmo erros que vêm por bem.
E que não vale a pena corrigir :)

Secalhar está tudo na capacidade de nos sabermos corrigir a nós próprios.
De nos sabermos renovar. Sem medo dos erros.

Natal da minha vida

Ou de como cedo descobri que a história do Pai Natal vir pela chaminé não poderia concretizar-se na primeira casa em que me lembro de viver o Natal: tínhamos exaustor.

Lembro-me de querer à viva força acreditar que ele passava pela frincha entre o exaustor e a parede. Mas quanto mais pensava no mito, mais me convencia da realidade nua e crua: ele era gordo. Logo, teria de entrar por outro lado.

Não sei em que momento o mito terá caído por terra, mas lembro-me vivamente de até querer acreditar nele. A tecnologia não deixou.

A história do Menino Jesus já me parecia mais plausível. A pessoa portava-se bem e as prendas apareciam. Simples. Mas achava estranho as prendas só aparecerem depois de os meus pais acordarem no dia 25.

Lembro-me de uma altura semi-obscura na minha mente em que tentei coordenar ambas as versões Pai Natal/Menino Jesus. Daí até me convencer decisivamente de que eram os meus pais a comprar as prendas, foi um ápice.

O que é que comes

no Natal?*

*Como é uma pergunta que me fazem muitas vezes, aqui no erro vou ser eu a primeirinha a perguntar ;)

16/12/2005

Primeiros dias do resto da nossa vida

O dia em que passamos a ser irmãos.
Porque passamos a viver os nossos primeiros dias e os primeiros dias de quem nasce.
Hoje é um desses primeiros dias da minha irmã. Que ainda há tão pouco tempo andava a dar cabo da sintonia da televisão. A gostar de areia nas mãos. A cruzar os braços como quem não sabe, mas quer mostar amuo.

O primeiro dia de trabalho. Primeiros dias que não se esquecem.

Scoperte III

Nova descoberta, desta vez relacionada com gastronomia. Jantar de Natal da turma de italiano num....restaurante italiano :) Quase literalmente debaixo da ponte da Arrábida - no Porto, pois. Disse-me a recepcionista que existia também em Lisboa. Chama-se Casa d'Oro* e é uma pizzaria no andar de cima e um restaurante italiano no andar de baixo. Com uma vista de cortar a respiração e comida daquelas de comer bastante e chorar por ainda mais.

Mas a melhor parte foi mesmo o início. Aperitivo da casa: martini com manjericão. Ora para quem já é grande apreciador das duas coisas (o meu caso), esta combinação só podia ser um sucesso :) Recomendo!

*Rua do Ouro, 797 - Porto. Telefone: 226 106 012

15/12/2005

Descobrimentos II



Ou de como as prendas de Natal antecipadas são do melhor que há :)
Só têm a desvantagem de não ter a mística da surpresa.
Ou de ter só um bocadinho. É que este relógio foi adquirido aqui neste site, que descobri recentemente. Para além de descontos em relógios, também tem perfumes, artigos para criança, artigos de colecção (embora todos estes sejam em menor quantidade que os relógios). E um serviço irrepreensível (para além de rápido...encomendei anteontem e hoje tinha o relógio a bater à porta). Passe a boa publicidade.

Dica: se fizerem encomendas até ao dia 19, recebem-nas antes do Natal!
Se ainda têm compras a fazer, é aproveitar ;)

Descobrimentos I

"Governo quer substituir o galo de Barcelos por Jorge Gabriel
Segundo o executivo, o apresentador de televisão é uma representação mais fiel da tradição cultural portuguesa."

Mais aqui, no Imprensa Falsa. Uma boa descoberta de hoje :)

Cala-te

Esta palavra é, seguramente, das piores palavras que se podem dizer a alguém. Não me refiro àqueles “cala-te” a brincar; falo dos “cala-te” a sério, ditos com ar de quem não vai suportar nem mais uma palavra – e que significam que a pessoa que fala atingiu o ponto insuportável.

Quase toda a gente odeia que a mandem calar, porque quando se chega a esse ponto, isso é um golpe fatal para o ego: alguém não nos quer ouvir falar. E nós queremos sempre que nos queiram ouvir.

Portanto, o que fazer quando a única palavra que nos apetece dizer a alguém com quem até podemos não ter grandes confianças é um sincero e sonoro “cala-te”?

Calamo-nos nós e esperamos que a conversa se auto-destrua? Explicamos simpaticamente que temos de fazer qualquer coisa que requer concentração ou que simplesmente temos coisas melhores para fazer? Ignoramos a pessoa? Vamos embora? São soluções possíveis, consoante as situações. Mas não resultam sempre, principalmente quando quem fala adora ouvir-se falar e fala, fala, fala, mesmo que seja em monólogo. E existe ainda o risco de magoarmos quem nos ouve.

Termos de dizer cala-te é um ponto de viragem; ainda bem que não acontece muitas vezes.*

*E esta semana, tenho sorte aqui no escritório - só ouço o que quero ;)

14/12/2005

Vem gi-nas-ti-car!*

Ginasticar?!
É bom ginasticar,
Vamos lá praticar!
Dá mais força ao coração.
Pois então, tens razão!

Para quem não está a ver donde vêm estas rimas: deviam ter visto [mais vezes] a Rua Sésamo.

Uma das casas da minha infância tinha por vizinhança um ginásio. E como a minha mãe decidiu frequentá-lo, lá fui eu de requitó, equipada com um belíssimo fato coleante azul-bebé e collants a condizer. A turma era constituída por muuuuuuitas senhoras da idade da minha mãe e por duas miúdas de mais ou menos seis anos: eu e a minha melhor amiga dos tempos da primária (que felizmente, também costumava usar o seu próprio fato coleante azul às riscas, ficando assim impedida de me gozar até às lágrimas; se bem que nos oitentas, tudo era extremamente relativo em termos de pinderiquice). Das aulas em si, lembro-me de pouco.

Mas desde essa altura que frequento ginásios ou semelhantes, com maior ou menor assiduidade, empenho e resultados.
Conclusão: eles lá na Rua Sésamo sabiam mesmo como fazer passar as mensagens!

*Esta semana está a ter o seu quê de nostalgia!

Previsões de meia tigela

Hoje na rádio, ouvi que muitos sítios que até agora não tinham de ter livro de reclamações, vão passar a tê-lo obrigatoriamente. Entre esses sítios, estão os ginásios.

...

Quer-me parecer que o número de reclamações vai subir em flecha.

13/12/2005

Raispartam o António!

Não sou espectadora assídua de telenovelas há já alguns anos. Desde os tempos em que havia só dois canais portugueses, quando ainda não se falava em televisão por cabo; desde aqueles tempos de infância em que as saídas à noite eram só com autorização. Nessa altura, toda a gente, ou quase toda, devorava “a” novela. Sim, porque só havia uma.

Em casa de uma das minhas avós e da minha tia-avó, corria para o meu lugar favorito da sala por volta da hora de início - geralmente, ao colo de alguém - e só descansava quando ouvia a música da novela. E então cantava muito alto para quem quisesse ouvir: "ai quem me dera meu chorinho, há tanto tempo abandonado..."

Hoje em dia, desabituei-me de seguir telenovelas e vejo muito raramente, quando alguém lá de casa está a ver e eu não me importo de estar a vegetar. Fico insuportável, dizem-me, porque como não vejo, faço imensas perguntas sobre o enredo. Comento muito. Critico os penteados (e aqui, lembro-me da telenovela com nome de sobremesa, vá-se lá saber porquê) e as maquilhagens, sempre semelhantes, sempre impecáveis e algo exageradas, as roupas, a acção. E aqui é que entra....o António.

É que eu realmente já não consigo ouvir falar do António. Mais de metade da novela em questão foi passada a avançar teorias sobre quem terá morto o António. Capas e capas de revistas a anunciar vários assassinos, todas as semanas. Ainda por cima, o desfecho está a ser bem à portuguesa: arrasta-se, arrasta-se, arrasta-se e imaginem que nem sequer se sabe ainda quando vai ser transmitido o episódio final, tal é a guerra de audiências do horário entre os vários canais (já era para ser a semana passada). Isto já não é suspense, senhores, isto é a lama, o lodo. Haja misericórdia! É que paciência, já não há.

Depois não digam... III


...que não sabiam. “Os Encantos de Medeia”, uma co-produção do Teatro de Marionetas do Porto e do Teatro Nacional de S. João, baseada na obra homónima de António José da Silva/“O Judeu”. No Porto, de 3 a 23 de Dezembro. Eu vou hoje :)

Mais informações:
Teatro de Marionetas do Porto

Teatro Nacional de S. João

12/12/2005

Da importância do cabeleireiro II*

E lá fui eu outra vez, decididíssima. Ia cortar pouco e aplicar uns produtos maravilhosamente caros e luxuosos que fazem o cabelo falar de tão viçoso que fica. Empanturrar-me de revistas cor-de-rosa choque. Tentar escapar às conversas sobre novelas e actualidade política. Tentar esquecer o impacto da visita no orçamento mensal.

Objectivos conseguidos com bónus: consegui que me cortassem a quantidade de cabelo ideal. Consegui sobreviver às leituras arroseadas. Escapei às conversas de ocasião devido ao movimento intenso que não deixava parar as mãos e as tesouras e as escovas e o ar a soprar. E o impacto no orçamento, senhores, o impacto. Foi o tal bónus: impacto zero. Paguei nada mais, nada menos do que nicles batatóides. É o que dá, ter uma madrinha que frequenta o mesmo cabeleireiro. Até me esqueci de que não tinha ganho o tal do jogo que cria excêntricos todas as semanas. E lembrei-me de como gosto de prendas de Natal surpresa!

*A parte I esteve
aqui :)

Mais

Queria mais, pode ser?

Não?...

Não faz mal então, que hoje estou bem-disposta :)
Boa semana!

07/12/2005

Bridge

Extra, extra, Errortográfico initiate promising career in civil engineering.
The errors come back before in the monday... or, if to give me for such ;) *
Ali, só podia

*Extra, extra, Errortográfico inicia promissora carreira em engenharia civil.
Os erros voltam na segunda-feira...ou antes, se me der para tal ;)

A curiosidade...

...matou o gato?!

Estes provérbios conseguem ser violentos, de vez em quando. Pobres gatos! Já não lhes bastava levarem com paus por dá cá aquela palha, ainda batem a bota pelo simples facto de serem curiosos. Bem, pelo menos são-no, mas com a classe que caracteriza os felinos :)

[Faça-se aqui a devida homenagem aos meus gatos favoritos, Sêdona Casca, Sr. Guna e Sêdona Pucca, gatos fôfinhos de amigos; sim, porque eu não estou autorizada a ter animais próprios, com grande pena minha :(]

Nas pessoas, se a curiosidade pode ser uma boa característica - por nos fazer querer saber mais, por nos despertar perguntas que não faríamos caso não fôssemos confrontados com determinada coisa, por nos fazer experimentar - também se pode transformar num dos piores vícios/defeitos, e até descambar para a cusquice (entenda-se: a cusquice, que aquela saudável nunca matou ninguém, que se saiba). As fronteiras são ténues.

Mas o nosso humano 'morrer de curiosidade' é mais suave que o dos gatos.
Nós morremos por não saber; eles morrem por tentar.

Aqui há gato...

Depois não digam... II

...que eu não avisei - a sequela.

Depois da Artesanatus 2005 - a feira a que todos vocês da região já foram ou vão com toda a certeza, pois não iam/vão querer perder a oportunidade (têm até dia 11!), e que vale bem a pena a visita porque há lá um pouco de tudo, desde doçaria, passando pelas carteiras giras de que já vos tinha falado (à venda no stand 7 ideias, juntamente com outras coisas giras), muitas cerâmicas e artigos em vidro, artigos de bijuteria e ourivesaria, artesanato regional, etc. - chega agora a Festa da Poesia.


(clicar para ampliar)

É uma boa oportunidade para ver exposições, ouvir poesia ou tão simplesmente ouvir "cuidado Casimiro, cuidado Casimiro, cuidado co'as imitações!" ao vivo e a cores (não reconheceram? Eu canto outra: "hoje soube-me a tanto, hoje soube-me a tanto, hoje soube-me a tanto, hoje soube-me a tanto!" Portanto?).

Fica mais esta sugestão :)

06/12/2005

O ar engana

Eu sei, ou pelo menos acho, que as relações humanas se devem basear em pressupostos de sinceridade e honestidade. Mas antes de dizerem a alguém (especialmente de manhã, mas não ) que está com um ar cansado, esgotado, com olheiras até ao Brasil ou com ar de quem dormiu pouco, pensem em que medida é que isso vai contribuir para alguma coisa.

É que até pode ser sincero, pode ser dito de forma corriqueira ou com a melhor das intenções. Mas na maior parte dos casos, ou vão acertar num dia em que a pessoa até está óptima, mas vai ficar a matutar no motivo do comentário (e eventualmente, piorar); ou vão acertar precisamente num dia que já estava a ser mau ou começou mal. E que não vai melhorar com o comentário.

Existirão mesmo sinceridades dispensáveis? E até que ponto é que a sinceridade é sempre o ideal? Quem nunca disse uma mentirinha piedosa que atire a primeira pedra ;)

05/12/2005

Não polaroids*

Corrida de brincadeira que termina em queda com testa de encontro a esquina afiada de mesa de vidro. Chinelos vermelhos no carro a caminho do hospital em pés que não chegam ao chão e baloiçam no ar. Calma. Só dois pontinhos. Não doeu nada. Mas marcou, até hoje.

Foi a grande queda da minha infância.

*Porque de muitas coisas, não há registo fotográfico físico :)

E quando...

...não se consegue parar de falar, pela noite adentro?

O resultado é, normalmente, uma dose descomunal de soneira.

Ou olheiras. Ou ambos.

Mas há coisas para que nunca, nunca estamos cansados.
Ou de como as palavras também descansam :)

02/12/2005

Porque é que... II

...é tão difícil para algumas pessoas acertar na quantidade certa de perfumes e produtos desodorizantes em geral?

Não usar nada poderá gerar odores cavalares bastante incomodativos.
Usar demasiado poderá provocar graves crises de tosse em quem se cruzar connosco.
Usar ultra-super-mega-hiper-maxi golfadas poderá ter efeitos paralisantes e altamente tóxicos.

E todos estes efeitos adquirem dimensões catastróficas num elevador.

Porque é que... I

...há coadores (vulgo: porteiros) à porta dos sítios supostamente mais selectos?

Assim a nata da sociedade não entra.

30/11/2005

Boa restauração

...que é como quem diz, bom feriado!

E depois já é sexta-feira outra vez.
Ah, como gosto de feriados a meio da semana!

Mesmo que isso implique fazer o trabalho de 5 dias em 4.

Depois não digam...

...que vos passou ao lado. Isto claro, se estiverem no Grande Porto ou vierem cá nos próximos tempos. Se não estiverem nem vierem, irá com certeza passar-vos ao lado. Mas cada um puxa a brasinha... para os seus lados ;)

Artesanatus 2005 - Feira de Artes e Ofícios do Porto

No Mercado Ferreira Borges. Ali muito pertinho da zona ribeirinha. Sim, aquela que aparece nos postais quase todos. De 30 de Novembro a 11 de Dezembro, ‘o melhor do artesanato tradicional e contemporâneo português’. Incluindo carteiras e poufs daqui (site da amiga Ana, também cheiiiinhoo de prendas para o Natal totalmente personalizáveis!).

Abertura: Segunda a Sexta-feira - 16h30; Fins-de-Semana - 15h30.
Encerramento: Sextas e Sábados - 00h30; restantes dias - 23h30.
Bilhete: 1 Euro (dá direito a outra visita).

Ver o programa da feira

29/11/2005

Momentos 'mastiga-me os flocos' da vida

[Hora da sobremesa]
- Queres uma tangerina?
- Não...
- Olha que são doces.
- Não, não, deixa estar...
- Eu descasco.
- Ah, quero.

Poder de argumentação. Nem todos o têm.
Ou de como eu não gosto do cheiro das tangerinas nas mãos.

28/11/2005

Eu e o meu auto-rádio II: a saga continua

O meu potente bólide branco nunca esteve tão azul-turquesa, graças à luminosidade-quase-tuning do auto-rádio novinho em folha. Até o trânsito e as esperas têm outro sabor. Azulado.

Mas para agoirar a perfeição, o auto-rádio tem-se reiniciado misteriosamente quando lhe dá na veneta, depois de estar desligado algum tempo. Nada que não seja ultrapassável com alguma paciência. Mas ele que não pense que leva a melhor. É que a única temperamentalidade autorizada no interior do bólide é a minha.