10/03/2006

Não há paciência

É das expressões que uso mais vezes. Porque não há mesmo paciência para certas coisas. Para certas pessoas, também não. Principalmente, totais desconhecidos que insistem em querer conhecer-nos quando não estamos minimamente - nem sequer remotamente - interessados. Esquecem-se que só através de palavras e/ou imagens, não se conhece realmente ninguém; sem que exista reciprocidade ou interesse mútuos.
Porque a simpatia/amabilidade também se pode virar contra nós.
E porque é penoso chegar a esta conclusão da pior forma, vou escrever para me lembrar mais tarde.
Nota: saber ler nas entrelinhas. É uma característica que aprecio muito nas pessoas.

1º Congresso Nacional do Chá

Aspectos alimentares e nutricionais, históricos, económicos, literários e sociais do chá

Porto, 17/18/19 de Março de 2006

Programa, mais informações e inscrições, aqui.

Depois não digam que aqui no Erro há falta de chá!
Mas para verem chá(rme) a sério, nada como visitarem o Cha-no-yu da Folha de Chá :)

09/03/2006

Liberta a matraca que há em ti!


Todos temos os nossos momentos de matraca*. Aqueles momentos em que não conseguimos [nem nos conseguem fazer] parar de falar. As palavras soltam-se em catadupa vertiginosa, como num momento de absoluta catarse linguística (OK, OK, eu páro :). Nada disto seria problemático se...não houvesse sempre uma pobre alminha sacrificada. Que não vai ter muitas opções, a não ser ir soltando uns hã-hãs, pois, claro, sim, sem dúvida. Temos de ser uns para os outros, e as matracas precisam destas almas caridosas para levar a cabo a sua purificação.

Pois.

Tudo isto é muito bonito na teoria. Mas se não nos custa mesmo nada ouvir o momento-matraca de um amigo, isso já não se aplica a desconhecidos. E é fácil saber quando a alminha caridosa vamos ser nós. Exemplifiquemos então com uma situação totalmente aleatória:

Contexto: balcão de café, hora do pequeno-almoço.
Jovem e senhora de meia-idade que não se conhecem de lado nenhum.

Fase 1: pretexto mais ou menos inútil para iniciar o momento-matraca.
Neste caso, um empregado de café que passa com a couraça do fiambre na mão.

Fase 2: a senhora de meia-idade lança a conversação, com um comentário que envolve receitas deliciosas feitas pela mãe, com base nessas couraças de fiambre.

Fase 3: a jovem, que por puríssima coincidência é vegetariana, ouve o repto e mais não faz do que esboçar o sorriso amarelo número 5 (sendo 5 o nível de sorrisos amarelos menos bem conseguidos). Apercebe-se do perigo iminente de momento-matraca por parte da senhora de meia-idade.

Fase 4: inicia-se irreversivelmente o momento-matraca. A senhora de meia-idade disserta, imparável, sobre: mais receitas com couraças; arroz malandro; qualidade da carne em geral; gripe aviária; qualidade do peixe e presença de salmonelas no mesmo; qualidade da alimentação em geral; colesterol; várias receitas de peixe que costuma confeccionar; filho; pai acamado; trabalho; cães; doenças de cães, com especial destaque para os vários problemas de saúde do seu cão; (...).

Fase 5: fim da conversa; jovem, após utilizar cerca de 6 vezes hã-hã, 2 vezes claro e incontáveis pois, põe fim ao seu momento de alma caridosa com uma frase simples do género “Pois, é assim. Então muito bom dia!”.

Os meus momentos-matraca são mais direccionados para pessoas conhecidas. Mas compreendo a importante função de ser alma caridosa, de vez em quando. É a balança kármica a precisar de ser equilibrada. Portanto se de repente, um desconhecido começar falar convosco, preparem-se...pode muito bem ter chegado a vossa vez.

*matraca: falador importuno (definição daqui)

08/03/2006

Gajas...


Sim...

...somos complicadas complexas, temos sempre demasiadas coisas na carteira, nunca raramente encontramos as chaves, temos demasiados sapatos, dizemos sempre que não temos nada que vestir com o armário cheio mais ou menos cheio, demoramos demasiado tempo a arranjar-nos, fazemos mil coisas ao mesmo tempo, passamos horas ao telefone, gostamos de cuscar q.b., achamos quase sempre que estamos gordinhas, vamos sempre com companhia à casa de banho, podemos chorar por tudo e por quase nada, nunca dizemos um “nada” que queira realmente dizer “nada” (resposta comum à pergunta “que tens?”), falamos [muitas vezes] demasiado, somos de luas...

E não...

...não queríamos ser de outra maneira.

Às mulheres da minha vida e às que visitam este blog, uma grande beijoca ultra-especial!

07/03/2006

Missão: prendas

A seguir ao Natal, ainda eu mal recuperei do esforço estóico que envolve a complexa selecção das prendas, e eis que chega...Março. Março é *o* mês dos aniversários. Começando aqui pelo blog cor-de-rosa e passando por cerca de 10 pessoas (embora felizmente não dê prenda a todas, senão a coisa assumia proporções ainda mais catastróficas) e outros tantos acontecimentos que requerem prendas. Dia do pai. Mais aniversários de outras espécies.

Mas não pensem que eu desespero, nada disso; é que eu por acaso adoro dar prendas a quem gosto. Portanto em vez de me lamentar e chorar desalmadamente pelos cantos, decidi partilhar convosco algumas ideias que fui encontrando (embora nenhuma delas seja realmente uma prenda que vou dar, que alguns dos aniversariantes cuscam aqui o Erro!). Haja carcanhol e boa vontade e tudo se arranja :)

Gadgets para todos os gostos: Gadgets do Reino Unido e daqui de mais perto.

Neste último, encontrei uma prenda bestial: o airzooka.

"(...) esta espantosa arma de diversão é capaz de disparar uma bola de ar até 6 metros de distância. De facto, nós tambem nao entendemos como, mas acreditem,
o Airzooka vai simplesmente soprar toda a gente da sua frente."

Depois segui nas buscas e descobri este candeeiro (de entre os vários da mesma marca):


E acabei por aqui a deliciar-me com esta chávena:

OK, ideias não faltam. Mais alguma sugestão?

06/03/2006

Whatever?


Muttscomics

Segunda-feira lenta. Daquelas em que estou capaz de responder com isto a (quase) tudo.

Boa semana :)

03/03/2006

Um!


O Errortográfico faz um ano!

Não sei exactamente porque criei um blog. Ou melhor, sei. Essencialmente, porque gosto de escrever - em trabalho, porque foi isso que escolhi fazer (com maior ou menor liberdade); e em todas as outras alturas, sempre que me apeteça.

Portanto, só tenho de agradecer a quem tem paciência para me ler. E agradecer ainda mais a quem se dá ao trabalho de comentar. E voltar a comentar, todos ou quase todos os dias. Obrigada.

E parabéns ao meu Errortográfico, então :)

Passeio...


...flores...


...mais flores...


...e um grande porto.

02/03/2006

Filmes, filmes, filmes!


Syriana (site oficial)
O submundo do petróleo: corrupção, tráfico de influências. Levou-me a questionar se o petróleo e a excessiva dependência que temos dele será um mal necessário ou um mal fabricado (com fortes tendências para esta última hipótese, que já existiam e saíram reforçadas). Levanta boas questões, mas peca ligeiramente por querer dar respostas a tudo e ser algo labiríntico. No entanto, recomendo; também pela excelente interpretação de George Clooney.


Brokeback Mountain (site oficial)
As minhas expectativas em relação a este filme eram elevadíssimas. Portanto confesso que me desiludiu. É um bom retrato de uma história de amor no masculino, mas...dá-nos pouco mais. A salientar, os silêncios, carregados; daqueles em que não são realmente precisas as palavras.

Coisa Ruim (site oficial)
Em antestreia e com a
óptima companhia do costume, este filme foi uma agradável surpresa. Conta-nos a vida de uma família da cidade que se muda para o campo e é confrontada com as crendices populares, com os preconceitos, com as lendas locais. Será que existe mesmo uma explicação racional para tudo?

01/03/2006

Confirma-se



As grandes novidades surgem quando menos se espera. E ao mesmo tempo, quando as queríamos e esperávamos ver surgir. E eu que gosto tanto, tanto de boas mudanças :)

A quarta que é segunda

Para mim, pois; de volta de um fim-de-semana daqueles de quatro dias que parecem de muitos mais. A salientar, visitas a cidades portuárias com especialidade em manjericos; muitos filmes; nenhuma máscara; e óptima companhia para tudo :)

24/02/2006

Modo de pausa

A gerência informa que, por questões que se prendem com a navegação interna no país por parte da própria gerência e de forma a tirar o máximo partido possível de um fim-de-semana prolongado, o Errortográfico volta na Quarta-feira, espera-se que revigorado e viçoso para festejar...o primeiro aniversário, algures na próxima semana ;)

Ou de como as coisas mais simples podem ser ditas de maneira muito mais complicada do que o necessário!

Até lá, bom fim-de-semana e bom Carnaval!

Será da...

...Casa da Música, no Porto?

Pois, adivinharam! Mas ainda há que pormenorizar muito mais, porque assim era demasiado fácil, não era? ;)

A janela - ondulada por questões de acústica - é de uma das salas para crianças e dá para o grande auditório. E porquê? Porque assim as crianças podem ver onde estão os pais durante os concertos e não ficam preocupadas a pensar que eles podem ir embora. E a cor supostamente ajuda-as a relaxar. Ou pelo menos, era essa a ideia original.

Para visitarem esta sala e muito mais, nada como uma visita guiada ao edifício. Aconselho!

23/02/2006

Donde será...

Image hosting by Photobucket
...esta janela? :)

Pé na areia


O meu pé direito.

Quando era pequena, não gostava que a areia entrasse nos sapatos.
Se entrava, era birra certa. Até se me pousassem na areia havia choro. Irritadiça, eu.
Portanto, ia ao colo até à barraca de praia. Mal descalçava os sapatos, já não me fazia impressão a areia.

Hoje em dia, já não me importo de pisar areia quando estou calçada. Mas sempre com muito cuidado. Porque continuo a não gostar de areia nos sapatos. Será esta uma daquelas metáforas da nossa vida? Ou de como há coisas que não mudam.

22/02/2006

Ui, que medo I


Spirit Trap (IMDB), de David Smith
“Quatro jovens estudantes mudam-se para uma mansão desocupada. Já dentro da mansão, os estudantes conhecem a quinta companheira, uma exótica e misteriosa rapariga. Quando Nick coloca um velho relógio a funcionar, coisas estranhas começam a acontecer. Um exemplo do novo cinema britânico de terror.”
(sinopse daqui do site oficial)

Foi a minha estreia no Fantasporto deste ano. E embora o cinema de terror/fantástico não seja dos meus favoritos, tento ir sempre. Desengane-se quem não espreita o Fantas por esse motivo, o de ter pouca afinidade com estes géneros de filme ou por se assustar facilmente: nos momentos de suposto maior terror, há sempre gargalhadas. Nos momentos mais sangrentos então, nem se fala: os violentos ataques de riso incontido são uma constante (por exemplo, ao ver o clássico Braindead, do Sr. Peter-dos-anéis-Jackson, tão exageradamente sangrento que isso rapidamente deixa de nos fazer impressão). Nos momentos assustadores, o medo é vencido pelo colectivo (ou convertido em gargalhadas, se for caso disso).

Ou pelo menos, sempre que fui, foi assim. E esse é o espírito com que vou ao Fantas :)

21/02/2006

Regras?


Imagem daqui

Da falta de percebas


Todos temos falta de percebas de vez em quando; há dias em que não compreendemos à primeira nem à segunda, só à terceira e com recurso a desenhos detalhados ou técnicas avançadas de explanação. Mas há aquelas pessoas com falta de percebas crónica a roçar o nível doentio. Ou seja, permanente. Aquelas capazes de levar ao desespero total qualquer interlocutor. E pior: algumas dessas pessoas estão connosco (quase) todos os dias. E nunca, nunca ou muito raramente percebem as coisas à primeira. Ou à segunda. Ou à terceira. Ou à décima quinta vez.

Eu até me considero uma pessoa paciente, dentro dos limites do razoável (OK, admito que às vezes perco a paciência por pouco; acontece!). Mas depois de explicar a mesma coisa 10 vezes no mesmo dia – e não estou a exagerar – de forma clara e recorrendo a conceitos bastante explícitos, há fortes hipóteses de me tornar violenta. Não no sentido físico da coisa, porque disso acho que sou incapaz. Mas a irritação é algo que disfarço muito mal. O tom de voz não engana (nem o meu, nem o que quase ninguém irritado, convenha-se). Portanto, qualquer pessoa com ouvidinhos em bom estado consegue perceber quando o melhor que tem a fazer é estar calada. Ou assim o esperamos. Mas não.

As percebas deviam poder comprar-se ao quilo!

20/02/2006

Máscaras


Foram raras as vezes em que não me mascarei no Carnaval.

Comecei por ser criada e depois fui fada, espanholita, coelho, holandesa, florista, palhaça, miúda, mulher do campo, arrumador, ginasta loiraça...para citar só as fantasias de que me lembro. A maior parte das fantasias eram herdadas de netas de amigas da minha avó, algumas feitas pela avó e mãe, algumas improvisadas à última da hora com o material disponível.

Lembro-me que desde sempre gostei de me mascarar. Hoje em dia, gosto um bocadinho menos porque sou eu que tenho de arranjar a fatiota. Mas continuo a gostar dos preparativos e do ambiente de festa.

A minha fantasia de Carnaval favorita foi a de coelho. Um fato branco felpudo - orelhas enormes incluídas - e cenoura na mão. Só achei estranho ir com as minhas botas ortopédicas normais calçadas, que considerei algo estranhas para um coelho a rigor.

Mas não há máscaras sem falhas, provavelmente :)

17/02/2006

Carregamentos contagiantes

Advertência: o carregamento de baterias de automóvel durante a hora de almoço pode ter efeitos extremamente benéficos na disposição das pessoas.

E o fim-de-semana à porta também contribui. Recarreguem-se :)