12/04/2006

Ufa

Deve ter sido o pensamento do meu carro quando hoje lhe tiraram todo o peso de cima, de baixo, do interior - traduzido em sujidade e afins. Porque há certas coisas que consigo adiar durante períodos de tempo impensáveis para a restante humanidade: as lavagens automobilísticas. E algumas limpezas gerais...

O belo bólide branco voltou a ser o que era. [Branco!]

Um dia e meio

Para que o costume deixe de fazer sentido. Vou ganhar outros costumes noutros locais.

Papelada filtrada e reciclada; PC organizado e limpo; tarecos no saco com bonecos.

As saudades, vão ser poucas ou nenhumas.
Este capítulo só foi marcante porque foi...o primeiro. Porque abriu caminho para outros.

Amanhã, ponto final, parágrafo. Novo capítulo.

11/04/2006

Nota pessoal

Não acumular papelada, não acumular, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada.

Ou de como arrumar papéis é uma das tarefas mais morosas, secantes e aborrecidas. Das que menos gosto.

Agora se me desculpam, vou só ali filtrar mais uma resma de 1,8 metros de altura.
A vida para além do papel segue dentro de momentos.

10/04/2006

Das coisas detestáveis

Na minha mais recente ida ao teatro, quando a peça acabou e porque era uma estreia, houve beberete (pelo menos para quem gostava dos produtos disponibilizados; a saber, água e vinho de qualidade extremamente duvidosa, vulgo carrascão do pior) e comes ligeiros para a ocasião (o belo do rissol e salgados afins, miniaturas de bolos).

Entre estes comes, estavam uns bolinhos que até não tinham mau aspecto, revestidos por uma camada de chocolate rígido e por aquelas coisas coloridas que se usam para enfeitar bolos. Várias pessoas optavam por esse mini-bolo, porque era realmente dos que tinham melhor aspecto. Até aqui, tudo bem.

O problema era a fase seguinte. É que as reacções que se seguiam à degustação oscilavam entre o horror total e absoluto, o pânico, o sofrimento atroz, o espanto e consequente terror e, na esmagadora maioria dos casos, culminavam no nojo. Alguns optavam por comer e calar, outros não aguentavam e cuspiam discretamente o restante bolinho para o guardanapo mais próximo.

Agora pergunto-vos eu, o que acham que seria o recheio desses mini-bolos?

Tão somente uma das coisas mais horrorosas que já tive oportunidade de provar. Uma vez na vida, UMA vez foi suficiente para chegar à rápida conclusão de que não suporto nada que saiba a isso, para passar a evitar todo e qualquer contacto com essa coisa. Até ao dia do tal beberete, em que não fui a tempo. Comi, calei, avisei quem conhecia e assisti à curiosa reacção de desespero dos que foram apanhados de surpresa. Não estou sozinha, concluí. Quase ninguém gosta da tal coisa.

E essa coisa, essa espécie de fruto e sabor a que me refiro, um dos mais odiosos que já tive oportunidade de degustar...é nada mais, nada menos do que a chila.

Lição aprendida, mais uma vez: desconfiar das aparências.
Mesmo quando a envolvência é achocolatada, o resultado pode ser catastrófico.

07/04/2006

O nosso amor é veeeeeerde!*


Aos poucos, regressa a calmaria. Muito menos palavras para ler, assimilar e escrever.

Devo-me horas de sono, de descanso, horas de leituras em dia e comentários (os blogs, sempre os blogs ;). Refeições mais decentes e feitas com tempo. Conversas.

Nestas alturas mais exigentes física e mentalmente, admiro-me com a resistência que conseguimos ter. Tenho um certo receio do que esta (aparente?) resistência me pode reservar no futuro. Mas agora assim de repente, prefiro pensar que consigo equilibrar as coisas e ir recarregando as pilhas. E para isso, nada melhor que um fim-de-semana.

Um bom, para todos :)


*Música de Natália de Andrade, parte da banda sonora da peça de ontem; se não conhecem, estão em boa altura de procurar conhecer ;) Quanto à peça em si, recomendo!

06/04/2006

Côiza rára

*
I pôucu vishta, pêla cegun davêsh na sua isistenssia (ou aprossimadamente iço), u êrrortographicu xtá xeio de êrrus, muinto pur causa da atúal cuase tutal i açumi dafal tadeten pu da prinssipál i uniqa pustadora. Há é verdadd ôje arrangei tem-pu i vou ao tiatru aqui vêru Morgado de Fáfem Lisboua*. Até brevv e não deiam muintos errush qe êu tãobem me vôu ishfurssar! ;)

05/04/2006

Semáforo vermelho


09.2005

Há momentos assim, em que temos menos tempo para o que queremos realmente fazer por termos de gastar mais tempo com o que temos de fazer.


Apesar disso, um olá tardio e muito cansado, mas feliz :)
Hoje em especial, muito por causa da felicidade dos outros.

Porque é bom ver que quem merece, mais cedo ou mais tarde é recompensado*.
E eu, recompensada por contágio!


E os semáforos vermelhos...mudam depressa.

*Uns parabéns muito, muito especiais a quem de direito.
Porque fico contente com a felicidade deles ;)

04/04/2006

Dos conselhos

Eu gosto de conselhos. Gosto de os ouvir e de confrontar quem os dá, de contra-argumentar e convencer ou de ceder perante os argumentos. Valorizo os conselhos. Principalmente, se vêm de quem nos quer bem, de quem tem mais experiência ou os dá desinteressadamente e com boa vontade; às vezes, o mero senso comum pode ser bom conselheiro.

Posto isto, custa-me ver alguém ignorar - deliberadamente - outros conselhos e outros pontos de vista. Ignorar as chamadas de atenção. Ignorar o senso comum. Ignorar alguma prudência. Ignorar-nos e desvalorizar totalmente aquilo que lhe estamos a querer comunicar. Ignorar os próprios limites - que já se conhecem tão bem, neste caso; porque há limites que por mais que isso nos custe, temos de conhecer e aprender a aceitar. É que entre a persistência e a obstinação, a fronteira é ténue.

Não consegui ajudar. Tentei, persisti, expliquei por outras palavras, com calma, com menos calma, recorrendo a exemplos. Em vão. Foi igual a falar para uma parede. Não gostei, confesso, porque todos gostamos que nos ouçam e nos tenham em conta. Mesmo assim, valeu a pena. Porque há coisas que simplesmente têm de ser ditas, por mais difíceis que sejam de ouvir. E neste caso, espero sinceramente não ter razão.

03/04/2006

Com e sem


Sem mentiras. Com muito teatro. Com panquecas. Com amigos. Sem sono. Com calma. Com tempo. Com visitas. Com chá. Com sol. Com passeios. Contigo.
Fins-de-semana. Não podia gostar mais deles.

Ainda para mais, quando sabemos que a semana vai ser a mil à hora logo pela amostra de segunda-feira...

Boa semana!

31/03/2006

Objectos impossíveis?

Já pensaram como seria um pente para carecas, uma bicicleta para subir escadas, uma mesa para barrigudos ou um aparelho para pôr os pontos nos "i"? Pois alguém já pensou.


Catalogue des objets introuvables, de Jacques Carelman

É com este livro emprestado que estou a dar umas boas gargalhadas. Para verem uma amostra, cliquem aqui (só a língua espanhola é que funciona). Um exemplo bastante útil, retirado deste site: umas úteis pantufas para fazer a limpeza!



E porque não inspirarem-se e criarem vocês também um objecto impossível? :)
Bom fim-de-semana!

Já cá canta!



Directamente da Amazon para o meu leitor de DVDs. Ah pois, que a vossa Izzoldinha é fãzíssima assumidérrima desta série :)

30/03/2006

Burocracias onomásticas

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03/2006

Prova viva de que as lojas orientais começam a entrar no espírito tuguinha. Ora porquê que uma loja se há-de chamar simplesmente "Loja Chinês" quando se pode chamar "Oriente Pérola Perfulgente"*? Haja imaginação, haja diversidade!

Noutro dia, a conversa era sobre lojas orientais. Dizia alguém que já não podíamos viver sem elas. Senão, onde íamos comprar aquele corta-unhas tão bonito com o galinho de barcelos estilizado, aquele telefone gigante com uma fonte incorporada em forma de dragão dourado, aquele conjunto de 58 caixas de plástico de 58 formatos diferentes?! É um facto: a nossa vida não tinha o mesmo brilho.

*Perfulgente: que fulge, que brilha muito; resplandecente.

29/03/2006

Nunca...

...tinha visto um projector de cinema desligar-se durante um filme. Até ontem.



O filme era Nanny McPhee - A Ama Mágica. E quiçá contagiado pelas artes mágicas do filme, o projector decidiu descansar durante breves instantes – problema técnico este que culminou em pedidos de desculpas e oferta de bilhetes gratuitos para toda a assistência.
Conclusão: nós, 3 – grande cadeia de cinemas, 0.
Ou de como certas falhas da tecnologia podem ser relativamente vantajosas ;)

Ainda sobre o filme, é levezinho, divertido e recomenda-se a quem goste de filmes direccionados para público infantil (eu, que muitas vezes gosto) ou simplesmente queira ir dar umas gargalhadas e uns sorrisos ao som da very British pronúncia do Sr. Firth e da Sra. Thompson. Hmmm.

28/03/2006

Sede...

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...ntário. É como é o meu trabalho.
O emprego ideal para mim era mais ou menos este, mas com uma cadeira decente, ergonómica e perfeita, que permitisse a liberdade de movimentos enquanto assegurava o máximo conforto e bem-estar. Para além de garantir sempre posturas perfeitas e uma temperatura corporal adequada. E já que estamos em maré de exigências, porque não incluir na lista de necessidades uma função de massagem automática totalmente personalizável?

Grunf. Todos os trabalhos têm pontos negativos.
E o sedentarismo é o ponto mais negativo do meu.

27/03/2006

Homónima parcial


10.2005

Para ti, minha querida amiga, com um grande sorriso :)

Devagar...

...começo a arrumar a tralha que fui juntando aqui no escritório, a organizar e a filtrar a papelada. Chego à conclusão de que não vou poder usar uma caixa de cartão – como nos filmes! – para levar as coisas. Não chegam para atingir um volume que não seja totalmente ridículo. Porque como nunca senti este lugar como meu, pouco o personalizei; só o estritamente desejável (e necessário).

É uma tendência que tenho desde sempre: guardar demasiadas coisas. Nos últimos tempos, tenho-a combatido com sucesso. O espaço é precioso e ter muita coisa consome espaço e - ainda mais importante - tempo de organização e arrumação! Desta última, confesso que nunca fui grande fã; cultivo uma espécie de caos semi-organizado e incorrigível. Pronto, processem-me!

Boa semana :)

24/03/2006

Liberta o cusquinho que há em ti!

Ora pois bem, vamos lá a ver...
Lembram-se disto? Se quiserem libertar o vosso inner cusquinho, toca a ler o que se segue:

Se tiverem libertado o cusquinho que há em vocês, já seleccionaram este texto escrito a branquinho para o lerem! E eu...faria exactamente o mesmo :)

Pois bem, depois de a coisa estar devidamente confirmada e não haver meio de voltar atrás, mais pormenores: as mudanças são laborais. Envolvem permanecer na mesma área, mas numa empresa diferente, num sítio diferente e espera-se que com uma dimensão e ambições bastante diferentes. Melhor, também. E já começou a contagem decrescente!
O errortográfico vai ser escrito com as mesmas mãos, mas com teclas diferentes.

Mudanças. Ai, gosto tanto.

Posto isto, bom FDS aos cusquinhos ;)

Se são tudo menos cusquinhos, resta-me desejar-vos um óptimo FDS!

23/03/2006

Não é a mesma coisa sem vocês.


Habituamo-nos aos nossos blogs de eleição. Pessoalmente, tenho uma lista de blogs que visito e ainda dentro dessa lista, tenho os blogs absolutamente indispensáveis. Aqueles que mesmo que o tempo seja pouco, vou sempre espreitar e geralmente, comentar (porque o tempo nem sempre chega para tudo). De alguns, conheço pessoalmente os autores. De outros, ainda não; poderei até nunca chegar a conhecê-los [embora goste deles na mesma!].

Aceito com naturalidade o facto de um blog acabar por vontade do autor.
Aceito menos bem o facto de acabar por imposição de outros/condicionantes externas.
Aceito mal a ideia de que não vou ler mais as palavras de alguém*.

Pronto, já disse. É que nem concebia a ideia de deixar de o dizer.

*E acho que as pessoas em questão sabem quem são. Vou ter saudades vossas aqui, seus....seus...traidores! :)

22/03/2006

Vai uma saladinha?

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A propósito deste concurso do Comida Saudável (no qual recomendo vivamente que participem!), lembrei-me de falar acerca de um dos grandes mitos vegetarianos: a salada.

A salada em si não desagrada necessariamente a um vegetariano. Desagrada-lhe, sim, que a)pensem ou insistam que pode come saladas. E desagrada-lhe também b) o conceito de salada da esmagadora maioria dos [restaurantes] portugueses.

Quanto ao a), só tenho a dizer que a salada é um prato como outro qualquer. Há quem goste, há quem odeie, há quem coma muitas/algumas/raras saladas e há quem se recuse a comer saladas. Como para tudo, gostos não se discutem. Assunto encerrado. Daí a pensar que os vegetarianos comem isso, nem sequer consigo perceber o porquê do mito. Secalhar quem tem esta ideia não tem uma alimentação muito diversificada. Claro que pode haver ainda pior: alguém pensar que para além da carne e do peixe, só existem o arroz e a batata - é verídico: uma senhora relativamente velhinha numa aula de italiano que frequentei há anos insistia nessa teoria. Passados cerca de dez segundos, tinha a turma inteira e o professor a enumerar todos os alimentos que existem no mundo e com uma imensa vontade de lhe bater por insistir tanto que não se podia comer mais nada. Adiante.

Em relação a b), o diagnóstico é avassalador: de acordo com o que já pude constatar durante alguns anos, aí uns 90% dos restaurantes e 70% das pessoas pensam que a "salada" é composta por alface, tomate e - em casos arrojados - também por cenoura. Numa aposta claramente ainda mais arriscada, que pode mesmo indiciar uma pontinha de loucura ou insanidade, é possível que se considere temperar a salada. É que não imaginam, não imaginam a quantidade de vezes que já comi isto em restaurantes por ser o melhor que conseguiam arranjar. Alface, tomate e cenoura, sem tempero. Pior ainda: vêm perguntar-me se estava bom. Sem comentários. Isto para além do já mítico episódio de Ponte de Lima, em que o senhor dum restaurante ia fazer um *prato* vegetariano que, de acordo com o próprio, espantava os estrangeiros, era de comer e chorar por mais, uma delícia. E que era esse prato? Uma salada sem nada de especial (OK, tinha algo mais que alface, tomate e cenoura, mas pouco; e não vinha temperada); e só não levou um fiozinho de atum (palavras do mesmo senhor) porque ele referiu-o a tempo e eu disse que não queria e que o atum era um peixe. Enfim.

Felizmente, as coisas estão a mudar para melhor e já há mais informação e mais alternativas de restauração. E por esta hora, já me estão a amaldiçoar e a ameaçar de porrada por estar tão verdinha hoje :P

Se não estão, podem querer espreitar o Comida Saudável e ainda o Divinas Iguarias, onde há muitas sugestões para além de saladas :)

21/03/2006

Choque tecnológico retro

Pura nostalgia! E não, não estou nada, nada triste.

Foi só a velocidade da ligação à Internet que resolveu cair a pique e relembrar os velhos tempos em que a comunicação por sinais de fumo era considerada rápida e eficaz.

Deve ser isto, o choque tecnológico, versão confronto-com-o-passado-para-gostarmos-muito-mais-do-presente-e-aprendermos-a-estar-caladinhos. Presente, eu gosto de ti; queixo-me, quero que o tempo passe um bocadinho mais depressa de vez em quando, mas não é nada pessoal. Já percebi a ideia, OK? Agora deixa-me continuar a navegação no século XXI, ó se faz favor.

Momento confessional nada pungente: há pessoas que ficam totalmente insuportáveis perante certos e determinados problemas. Eu sou uma dessas pessoas e este é um desses problemas, que consta da minha lista de coisas que me tiram do sério. Felizmente, a lista é pequena; mas a lentidão ocupa os dois primeiros lugares.