05/05/2006

1ª Feira de Artesanato Urbano de Massarelos


Recebido por e-mail da Marlene.
E quer-me parecer que é uma óptima sugestão para este fim-de-semana :)

04/05/2006

Grrrr!

Para mim, a tecnologia tem de funcionar. Odeio quando a tecnologia falha, odeio, odeio, odeio. Fico irritada se não consigo resolver, e fico ainda mais irritada quando a resolução não depende de mim, que por acaso virei bombeira de serviço em casa e no escritório. Poucas coisas me tiram tanto do sério como as falhas da tecnologia, portanto. Essencialmente, porque quem irá tentar resolvê-las primeiro terei de ser eu, que no fundo percebo tanto de tecnologia como de tremoço, esse misterioso vegetal que só aparece já processado, salgado e pronto a comer.

O meu choque tecnológico pessoal começou há muito tempo atrás, com os vários problemas que foram surgindo e que eu fui tendo de resolver, melhor ou pior; depois, ganhando a fama de bombeira, é um instantinho até nos pedirem para desmontar motores de avionetas (OK, OK, passando o exagero dramático). Problemas de PCs. Aparelhinhos. Electrodomésticos em geral (exceptuando a máquina de lavar, o meu grande ódio de estimação de todos os tempos).

Tudo isto porque...o meu PC lá de casa avariou em várias frentes. E eu não posso fazer muito mais do que olhar para ele em fúria ou pontapeá-lo vigorosamente e maldizer o dia em que foi idealizado e montado. Ainda bem que os bombeiros a sério resolvem bem melhor os problemas; é que a minha costela de bombeira não chega e não domina a minha crónica falta de paciência.

03/05/2006

Cambada de preguiçosos, pá!

Num prédio de tanto andar, entupir o elevador à hora de ponta (esperando, por vezes, tempos infinitos) só para ir para o primeiro ou segundo andar devia ser proibido. Grunf.

02/05/2006

Cansaços bons

Com o bom tempo, vem a vontade de passear de bicicleta. E agora, graças à minha bicicleta ultra-melhorada para passeios [BUMP] (é o que dá conviver com gurus do ciclismo mundial :), não há desculpas: toca a pedalar como se não houvesse amanhã! É um dos meus vícios favoritos do momento. Daqueles fabulosamente viciantes. Boa semana!

Nota particular: só faltas tu ;) Pormenores a combinar em breve!

28/04/2006

A vida num elevador I

As viagens de elevador relativamente longas que agora tenho de fazer várias vezes por dia têm-me ajudado a construir importantes teorias e a constatar relevantíssimas informações sobre a humanidade.

Hoje, irei tentar efectuar uma análise olfactiva dos vários utilizadores de elevadores.

Olfactivamente falando, entre as várias categorias de pessoas que utilizam o elevador, distinguem-se:

A. Os extremamente perfumados: normalmente, executivos ou profissionais no topo da carreira com péssimo gosto para perfumes, tias muitíssimo bem vestidas que não saem de casa sem litradas e litradas da sua fragrância de eleição ou da moda, pessoas normais cujo olfacto já teve melhores dias, pessoas sem tempo para tomar banho que julgaram inocentemente que se se perfumassem, iriam passar totalmente despercebidas, e ainda pessoas cujo odor natural é intrinsecamente mau e que tentam descaradamente mascarar um mau cheiro com um poderosíssimo perfume. Caso existisse uma escala de crimes cometidos contra o olfacto público, esta categoria posicionar-se-ia no nível superior, podendo nalguns casos atingir o nível tentativa (in)voluntária de golpe de estado perfumado.

B. Os moderados: categoria mais comum na fauna elevatória; acreditam que o perfume é um complemento essencial, mas não tentam provocar o homicídio por via olfactiva dos restantes companheiros de elevador. Mesmo que o resultado odorífico final não seja perfeito, também não incomoda.

C. Os inodoros: pessoas sem cheiro rigorosamente nenhum. Não incomodam, porque não existem olfactivamente para os restantes viajantes. Excelentes companheiros de viagem.

D. Os mal-cheirosos: sem dó nem piedade, os mal-cheirosos voluntários ou involuntários podem arruinar por completo uma viagem. Sovaco, mofo, mau hálito crónico, naftalina, lixívia, peixe, chulé, fritos, álcool, tabaco ou um cocktail mortífero de todos estes ou outros componentes em doses perigosamente letais são alguns dos odores verificados. Na escala de crimes olfactivos, também se posicionam no nível superior, tal como os extremamente perfumados.

O conselho do Errortográfico para quem anda regularmente de elevador: o ar é escasso, pessoal; preservem-no ou usem as escadas! Os narizes alheios deste mundo agradecem :)

Posto isto, bom fim-de-semana!

27/04/2006

Porquê, oh porquê


Já não bastavam os diversos documentos relativamente obrigatórios, ainda temos de andar com o cartão da parafarmácia, o cartão do cinema, o cartão jovem da cidade, os cartões dos bares e cafés, os inúmeros cartões de restaurantes, os cartões de fidelidade das lojas, o cartão do supermercado ou dos vários supermercados, o cartão do clube de vídeo, o cartão da piscina, os cartões de débito e crédito e bancários em geral, os vários cartões que servem de bilhete de transporte, os dos clubes de tudo e mais alguma coisa, cartões, cartões e mais cartões. E mesmo quando pensamos que não pode haver mais cartões, impingem-nos mais um ou dois, vai levar este cartãozinho de fidelidade que dá descontos e pontos e quando atingir 501 milhões de pontos ganha um magnífico espelho de bolso.

Quando era pequena, lembro-me de procurar coisas para guardar na carteira de documentos porque ela tinha tudo menos documentos; então, juntava recortes, fotografias, etiquetas de roupa, interessantes talões que me viessem parar à mão. Agora, estou sempre à procura de coisas que possa filtrar e eliminar e mesmo assim, a minha carteira de documentos parece sempre uma lixeira, concorrendo directamente com o papelão mais disputado da cidade e batendo-o...aos pontos.

Mas porque é que depois acontece sempre precisar tanto daquele cartão ou daquele papel e não o tenho comigo? O papel é maquiavélico e faz-se precisar nas piores alturas. Grunf.

Dos cinzentos

Os dias são mais cinzentos vistos daqui desta janela. Mas só porque vejo muito mais céu :)

26/04/2006

"Soube pelo teu blog..."

Pronto, é oficial: esta frase conseguiu finalmente alcançar o top oficial das frases que mais odeio (segundo lugar, ex-aequo com a pergunta "o que é que tu comes?!"; do primeiro lugar, falar-se-á brevemente).

Ora obviamente, eu não me importo que as pessoas saibam as coisas pelo meu blog; caso contrário - extra, extra, revelação das revelações! - não as diria. Mas daí a que as pessoas *só* vão sabendo das coisas pelo meu blog, vai uma grande distância. Isto é algo que se torna particularmente desconcertante se eu não posso fazer o mesmo pelos blogs delas (porque não têm, pois) e fico tempos infinitos sem novidades, sem um olázinho, sem o que quer que seja de mais personalizado que envolva comida, cafés ou encontros-sem-motivo-nenhum-igualmente-bons-ou-melhores em geral. Reciprocidade, em suma.

Pronto, hoje apeteceu-me dizer isto, por nenhum motivo em especial e todos em particular.
A escrita não é tudo. Ainda há palavras faladas insubstituíveis, e ainda bem.

21/04/2006

Chuva, chuva, chuva...


...a anunciar um fim-de-semana prolongado de descanso, livros e muito, muito passeio algures nas ruas desta fotografia (daqui), e que culmina nas comemorações da liberdade.

Ou de como depois das mudanças, vem a bonança.

Bom fim-de-semana para todos! O Errortográfico volta em breve :)

20/04/2006

Dos sorrisos

Estar num edifício de escritórios de dimensões consideráveis tem destas vantagens: há uma jovem muito sorridente (brasileira) que à hora dos lanches passa com um carrinho carregado de artigos para o lanche, tipo aqueles de avião, e bate a todas as portas para ver se alguém quer alguma coisa. E a moça é tão sorridente e simpática que até me sinto na obrigação de querer algo do carrinho.

Vem isto a propósito do sorriso, e de como pode fazer tanta diferença. A diferença de fazer sorrir os outros, por exemplo; e tantas, tantas vezes, isso é mais do que suficiente para estarmos bem connosco próprios.

19/04/2006

Primeiras impressões

É inevitável: todos formamos uma primeira impressão quando conhecemos uma pessoa. Depois, podemos moldá-la ligeiramente, alterá-la radicalmente ou mantê-la à medida que a conhecemos melhor. Na teoria, claro está.

No meu caso, e com a esmagadora maioria das pessoas que conheço, a primeira impressão adequou-se muito bem ao conhecimento posterior. Há empatias que se vincaram ainda mais, simpatias inexplicáveis que deram em grandes amizades, relações que nunca chegaram a ter importância nenhuma por meros acasos, mas que são de afinidade, e por aí adiante com primeiras impressões positivas. No reverso da medalha, antipatias que se acentuaram ou incompatibilidades que se revelaram intransponíveis; desconfianças ou faltas de afinidade que se confirmaram totalmente, mesmo quando no início pareciam algo infundadas.

Destas primeiras impressões negativas, não gosto. Muito porque geralmente, tenho tendência para acertar. Não gosto e procuro sempre não condicionar os relacionamentos com base nestas primeiras impressões; mas isso torna-se mais difícil quando mais uma, que começou por nada, se confirma e volta a confirmar sem que eu sequer interfira. O tempo encarrega-se de nos mostrar que estamos certos ou errados. E às vezes, gostava de não acertar; principalmente quando acertar implica assistir à tristeza de terceiros.

18/04/2006

Novas paragens, novos hábitos



Pouco a pouco, as mudanças começam a acabar. Há que escolher novos sítios para as coisas, reordenar novamente a papelada. Ganhar novos hábitos, horários e ritmos totalmente novos: viagens a pé, sem rádio e sem trânsito, longas e silenciosas viagens de elevador (felizmente não tenho medo), vistas muito diferentes olhadas de muito mais alto - metade céu, metade paisagem urbana. Está quase, quase a ser mesmo o meu novo local de trabalho. Por enquanto, estou algures num lugar intermédio, a tentar a adaptação. Não vai ser difícil, porque estou a gostar :) A vida normal segue dentro de momentos!

17/04/2006

E ainda...

Cansamo-nos de bater às portas quando as respostas começam a ser sempre as mesmas.

Itinerários

Amores perfeitos em cidades próximas...
*

...tangos de Walter Hidalgo e companhia, para aquecer a alma...
*

...em mesas e cadeiras vividas que agora estão aqui.
*

Filmes.


Ou matéria-prima do meu fim-de-semana prolongado.

Boa semana :)

*Fotos minhas.

13/04/2006

Do contra?


Heresia, horror, drama absoluto: gosto mesmo muito pouco de amêndoa.
Só muito bem disfarçada ou...se não souber nada a amêndoa. Por isso, vou ter de me vingar nos ovinhos e chocolates de todos os formatos, agora nesta altura - lá terá de ser.

Bom fim-de-semana prolongado e boa Páscoa para todos!

Eu volto logo que possível* :) Até muito breve!

*Sim, finalmente, este é o último post escrito aqui! Quem tem acompanhado a "saga" sabe do que falo ;)

Dos medos e dos pânicos*

Tenho alguns. Embora ache que nenhum dos meus medos se aproxime exactamente do pânico. Ou pelo menos, até ver.

Da morte...
Com certeza, o medo mais generalizado, mas não por isso menos acentuado. Penso que é dos meus únicos que poderá atingir o pânico, caso seja confrontada com ele. Confesso que evito pensar demasiado no assunto. Mas a morte, principalmente das pessoas de quem gosto, assusta-me e muito.

De ferimentos em geral...
Algo inconscientemente, tenho sempre bastante cuidado para não me magoar. Obviamente magoo-me, de vez em quando, mas faço tudo para o evitar e fico muito desconfortável em todas as situações de risco; principalmente, as que envolvam escaladas ou saltos em rochas/montanhas. Gosto mesmo de saber aonde ponho os pés.

De ter medo e ficar sem reacção...
Isso mesmo. Por isso, obrigo-me a reagir a alguns dos meus pânicos mais ligeiros: bichos rastejantes, abelhas (estas com alguma dificuldade), determinadas situações em público. Que remédio. Mas só porque tem de ser.

*Pedido expresso da minha querida Folhinha. Quem quiser continuar a corrente, faça favor :)

12/04/2006

Ufa

Deve ter sido o pensamento do meu carro quando hoje lhe tiraram todo o peso de cima, de baixo, do interior - traduzido em sujidade e afins. Porque há certas coisas que consigo adiar durante períodos de tempo impensáveis para a restante humanidade: as lavagens automobilísticas. E algumas limpezas gerais...

O belo bólide branco voltou a ser o que era. [Branco!]

Um dia e meio

Para que o costume deixe de fazer sentido. Vou ganhar outros costumes noutros locais.

Papelada filtrada e reciclada; PC organizado e limpo; tarecos no saco com bonecos.

As saudades, vão ser poucas ou nenhumas.
Este capítulo só foi marcante porque foi...o primeiro. Porque abriu caminho para outros.

Amanhã, ponto final, parágrafo. Novo capítulo.

11/04/2006

Nota pessoal

Não acumular papelada, não acumular, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada.

Ou de como arrumar papéis é uma das tarefas mais morosas, secantes e aborrecidas. Das que menos gosto.

Agora se me desculpam, vou só ali filtrar mais uma resma de 1,8 metros de altura.
A vida para além do papel segue dentro de momentos.

10/04/2006

Das coisas detestáveis

Na minha mais recente ida ao teatro, quando a peça acabou e porque era uma estreia, houve beberete (pelo menos para quem gostava dos produtos disponibilizados; a saber, água e vinho de qualidade extremamente duvidosa, vulgo carrascão do pior) e comes ligeiros para a ocasião (o belo do rissol e salgados afins, miniaturas de bolos).

Entre estes comes, estavam uns bolinhos que até não tinham mau aspecto, revestidos por uma camada de chocolate rígido e por aquelas coisas coloridas que se usam para enfeitar bolos. Várias pessoas optavam por esse mini-bolo, porque era realmente dos que tinham melhor aspecto. Até aqui, tudo bem.

O problema era a fase seguinte. É que as reacções que se seguiam à degustação oscilavam entre o horror total e absoluto, o pânico, o sofrimento atroz, o espanto e consequente terror e, na esmagadora maioria dos casos, culminavam no nojo. Alguns optavam por comer e calar, outros não aguentavam e cuspiam discretamente o restante bolinho para o guardanapo mais próximo.

Agora pergunto-vos eu, o que acham que seria o recheio desses mini-bolos?

Tão somente uma das coisas mais horrorosas que já tive oportunidade de provar. Uma vez na vida, UMA vez foi suficiente para chegar à rápida conclusão de que não suporto nada que saiba a isso, para passar a evitar todo e qualquer contacto com essa coisa. Até ao dia do tal beberete, em que não fui a tempo. Comi, calei, avisei quem conhecia e assisti à curiosa reacção de desespero dos que foram apanhados de surpresa. Não estou sozinha, concluí. Quase ninguém gosta da tal coisa.

E essa coisa, essa espécie de fruto e sabor a que me refiro, um dos mais odiosos que já tive oportunidade de degustar...é nada mais, nada menos do que a chila.

Lição aprendida, mais uma vez: desconfiar das aparências.
Mesmo quando a envolvência é achocolatada, o resultado pode ser catastrófico.