
Nunca senti especial vocação para o ensino nem nunca pensei segui-lo. Durante o curso - cujas supostas saídas estão relacionadas principalmente com o ensino - muitas vezes tive de explicar que não, que não iria seguir a área de ensino (claro que quando dizia qual a área a que me iria tentar dedicar, vinha imediatamente um isso dá para quê? com o ar profundamente escandalizado de quem nunca ouviu falar nessa profissão, mas isso são outras histórias).
Isto a propósito de que actualmente, tenho de ensinar alguém a fazer um trabalho semelhante ao meu. Tenho concluído que a) até tenho paciência (a pessoa em questão ajuda, porque aprende rapidamente), b) era quase impossível ensinar sem alguma experiência (é engraçado constatar como os problemas que vamos ultrapassando são óptimos professores!) e c) aprende-se muito, muito e muito.
Curioso e muito valioso, isto de se aprender mesmo a ensinar. Se já sempre admirei os verdadeiros professores, aqueles que o são por vocação, que conseguem realmente fazer da aprendizagem um enriquecimento e um intercâmbio de experiências, que conseguem aprender com a aprendizagem, com as questões e as dúvidas dos alunos, agora ainda os admiro mais. É uma arte, esta de equilibrar as balanças do ensino e da aprendizagem.



