13/04/2006

Do contra?


Heresia, horror, drama absoluto: gosto mesmo muito pouco de amêndoa.
Só muito bem disfarçada ou...se não souber nada a amêndoa. Por isso, vou ter de me vingar nos ovinhos e chocolates de todos os formatos, agora nesta altura - lá terá de ser.

Bom fim-de-semana prolongado e boa Páscoa para todos!

Eu volto logo que possível* :) Até muito breve!

*Sim, finalmente, este é o último post escrito aqui! Quem tem acompanhado a "saga" sabe do que falo ;)

Dos medos e dos pânicos*

Tenho alguns. Embora ache que nenhum dos meus medos se aproxime exactamente do pânico. Ou pelo menos, até ver.

Da morte...
Com certeza, o medo mais generalizado, mas não por isso menos acentuado. Penso que é dos meus únicos que poderá atingir o pânico, caso seja confrontada com ele. Confesso que evito pensar demasiado no assunto. Mas a morte, principalmente das pessoas de quem gosto, assusta-me e muito.

De ferimentos em geral...
Algo inconscientemente, tenho sempre bastante cuidado para não me magoar. Obviamente magoo-me, de vez em quando, mas faço tudo para o evitar e fico muito desconfortável em todas as situações de risco; principalmente, as que envolvam escaladas ou saltos em rochas/montanhas. Gosto mesmo de saber aonde ponho os pés.

De ter medo e ficar sem reacção...
Isso mesmo. Por isso, obrigo-me a reagir a alguns dos meus pânicos mais ligeiros: bichos rastejantes, abelhas (estas com alguma dificuldade), determinadas situações em público. Que remédio. Mas só porque tem de ser.

*Pedido expresso da minha querida Folhinha. Quem quiser continuar a corrente, faça favor :)

12/04/2006

Ufa

Deve ter sido o pensamento do meu carro quando hoje lhe tiraram todo o peso de cima, de baixo, do interior - traduzido em sujidade e afins. Porque há certas coisas que consigo adiar durante períodos de tempo impensáveis para a restante humanidade: as lavagens automobilísticas. E algumas limpezas gerais...

O belo bólide branco voltou a ser o que era. [Branco!]

Um dia e meio

Para que o costume deixe de fazer sentido. Vou ganhar outros costumes noutros locais.

Papelada filtrada e reciclada; PC organizado e limpo; tarecos no saco com bonecos.

As saudades, vão ser poucas ou nenhumas.
Este capítulo só foi marcante porque foi...o primeiro. Porque abriu caminho para outros.

Amanhã, ponto final, parágrafo. Novo capítulo.

11/04/2006

Nota pessoal

Não acumular papelada, não acumular, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada.

Ou de como arrumar papéis é uma das tarefas mais morosas, secantes e aborrecidas. Das que menos gosto.

Agora se me desculpam, vou só ali filtrar mais uma resma de 1,8 metros de altura.
A vida para além do papel segue dentro de momentos.

10/04/2006

Das coisas detestáveis

Na minha mais recente ida ao teatro, quando a peça acabou e porque era uma estreia, houve beberete (pelo menos para quem gostava dos produtos disponibilizados; a saber, água e vinho de qualidade extremamente duvidosa, vulgo carrascão do pior) e comes ligeiros para a ocasião (o belo do rissol e salgados afins, miniaturas de bolos).

Entre estes comes, estavam uns bolinhos que até não tinham mau aspecto, revestidos por uma camada de chocolate rígido e por aquelas coisas coloridas que se usam para enfeitar bolos. Várias pessoas optavam por esse mini-bolo, porque era realmente dos que tinham melhor aspecto. Até aqui, tudo bem.

O problema era a fase seguinte. É que as reacções que se seguiam à degustação oscilavam entre o horror total e absoluto, o pânico, o sofrimento atroz, o espanto e consequente terror e, na esmagadora maioria dos casos, culminavam no nojo. Alguns optavam por comer e calar, outros não aguentavam e cuspiam discretamente o restante bolinho para o guardanapo mais próximo.

Agora pergunto-vos eu, o que acham que seria o recheio desses mini-bolos?

Tão somente uma das coisas mais horrorosas que já tive oportunidade de provar. Uma vez na vida, UMA vez foi suficiente para chegar à rápida conclusão de que não suporto nada que saiba a isso, para passar a evitar todo e qualquer contacto com essa coisa. Até ao dia do tal beberete, em que não fui a tempo. Comi, calei, avisei quem conhecia e assisti à curiosa reacção de desespero dos que foram apanhados de surpresa. Não estou sozinha, concluí. Quase ninguém gosta da tal coisa.

E essa coisa, essa espécie de fruto e sabor a que me refiro, um dos mais odiosos que já tive oportunidade de degustar...é nada mais, nada menos do que a chila.

Lição aprendida, mais uma vez: desconfiar das aparências.
Mesmo quando a envolvência é achocolatada, o resultado pode ser catastrófico.

07/04/2006

O nosso amor é veeeeeerde!*


Aos poucos, regressa a calmaria. Muito menos palavras para ler, assimilar e escrever.

Devo-me horas de sono, de descanso, horas de leituras em dia e comentários (os blogs, sempre os blogs ;). Refeições mais decentes e feitas com tempo. Conversas.

Nestas alturas mais exigentes física e mentalmente, admiro-me com a resistência que conseguimos ter. Tenho um certo receio do que esta (aparente?) resistência me pode reservar no futuro. Mas agora assim de repente, prefiro pensar que consigo equilibrar as coisas e ir recarregando as pilhas. E para isso, nada melhor que um fim-de-semana.

Um bom, para todos :)


*Música de Natália de Andrade, parte da banda sonora da peça de ontem; se não conhecem, estão em boa altura de procurar conhecer ;) Quanto à peça em si, recomendo!

06/04/2006

Côiza rára

*
I pôucu vishta, pêla cegun davêsh na sua isistenssia (ou aprossimadamente iço), u êrrortographicu xtá xeio de êrrus, muinto pur causa da atúal cuase tutal i açumi dafal tadeten pu da prinssipál i uniqa pustadora. Há é verdadd ôje arrangei tem-pu i vou ao tiatru aqui vêru Morgado de Fáfem Lisboua*. Até brevv e não deiam muintos errush qe êu tãobem me vôu ishfurssar! ;)

05/04/2006

Semáforo vermelho


09.2005

Há momentos assim, em que temos menos tempo para o que queremos realmente fazer por termos de gastar mais tempo com o que temos de fazer.


Apesar disso, um olá tardio e muito cansado, mas feliz :)
Hoje em especial, muito por causa da felicidade dos outros.

Porque é bom ver que quem merece, mais cedo ou mais tarde é recompensado*.
E eu, recompensada por contágio!


E os semáforos vermelhos...mudam depressa.

*Uns parabéns muito, muito especiais a quem de direito.
Porque fico contente com a felicidade deles ;)

04/04/2006

Dos conselhos

Eu gosto de conselhos. Gosto de os ouvir e de confrontar quem os dá, de contra-argumentar e convencer ou de ceder perante os argumentos. Valorizo os conselhos. Principalmente, se vêm de quem nos quer bem, de quem tem mais experiência ou os dá desinteressadamente e com boa vontade; às vezes, o mero senso comum pode ser bom conselheiro.

Posto isto, custa-me ver alguém ignorar - deliberadamente - outros conselhos e outros pontos de vista. Ignorar as chamadas de atenção. Ignorar o senso comum. Ignorar alguma prudência. Ignorar-nos e desvalorizar totalmente aquilo que lhe estamos a querer comunicar. Ignorar os próprios limites - que já se conhecem tão bem, neste caso; porque há limites que por mais que isso nos custe, temos de conhecer e aprender a aceitar. É que entre a persistência e a obstinação, a fronteira é ténue.

Não consegui ajudar. Tentei, persisti, expliquei por outras palavras, com calma, com menos calma, recorrendo a exemplos. Em vão. Foi igual a falar para uma parede. Não gostei, confesso, porque todos gostamos que nos ouçam e nos tenham em conta. Mesmo assim, valeu a pena. Porque há coisas que simplesmente têm de ser ditas, por mais difíceis que sejam de ouvir. E neste caso, espero sinceramente não ter razão.

03/04/2006

Com e sem


Sem mentiras. Com muito teatro. Com panquecas. Com amigos. Sem sono. Com calma. Com tempo. Com visitas. Com chá. Com sol. Com passeios. Contigo.
Fins-de-semana. Não podia gostar mais deles.

Ainda para mais, quando sabemos que a semana vai ser a mil à hora logo pela amostra de segunda-feira...

Boa semana!

31/03/2006

Objectos impossíveis?

Já pensaram como seria um pente para carecas, uma bicicleta para subir escadas, uma mesa para barrigudos ou um aparelho para pôr os pontos nos "i"? Pois alguém já pensou.


Catalogue des objets introuvables, de Jacques Carelman

É com este livro emprestado que estou a dar umas boas gargalhadas. Para verem uma amostra, cliquem aqui (só a língua espanhola é que funciona). Um exemplo bastante útil, retirado deste site: umas úteis pantufas para fazer a limpeza!



E porque não inspirarem-se e criarem vocês também um objecto impossível? :)
Bom fim-de-semana!

Já cá canta!



Directamente da Amazon para o meu leitor de DVDs. Ah pois, que a vossa Izzoldinha é fãzíssima assumidérrima desta série :)

30/03/2006

Burocracias onomásticas

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03/2006

Prova viva de que as lojas orientais começam a entrar no espírito tuguinha. Ora porquê que uma loja se há-de chamar simplesmente "Loja Chinês" quando se pode chamar "Oriente Pérola Perfulgente"*? Haja imaginação, haja diversidade!

Noutro dia, a conversa era sobre lojas orientais. Dizia alguém que já não podíamos viver sem elas. Senão, onde íamos comprar aquele corta-unhas tão bonito com o galinho de barcelos estilizado, aquele telefone gigante com uma fonte incorporada em forma de dragão dourado, aquele conjunto de 58 caixas de plástico de 58 formatos diferentes?! É um facto: a nossa vida não tinha o mesmo brilho.

*Perfulgente: que fulge, que brilha muito; resplandecente.

29/03/2006

Nunca...

...tinha visto um projector de cinema desligar-se durante um filme. Até ontem.



O filme era Nanny McPhee - A Ama Mágica. E quiçá contagiado pelas artes mágicas do filme, o projector decidiu descansar durante breves instantes – problema técnico este que culminou em pedidos de desculpas e oferta de bilhetes gratuitos para toda a assistência.
Conclusão: nós, 3 – grande cadeia de cinemas, 0.
Ou de como certas falhas da tecnologia podem ser relativamente vantajosas ;)

Ainda sobre o filme, é levezinho, divertido e recomenda-se a quem goste de filmes direccionados para público infantil (eu, que muitas vezes gosto) ou simplesmente queira ir dar umas gargalhadas e uns sorrisos ao som da very British pronúncia do Sr. Firth e da Sra. Thompson. Hmmm.

28/03/2006

Sede...

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...ntário. É como é o meu trabalho.
O emprego ideal para mim era mais ou menos este, mas com uma cadeira decente, ergonómica e perfeita, que permitisse a liberdade de movimentos enquanto assegurava o máximo conforto e bem-estar. Para além de garantir sempre posturas perfeitas e uma temperatura corporal adequada. E já que estamos em maré de exigências, porque não incluir na lista de necessidades uma função de massagem automática totalmente personalizável?

Grunf. Todos os trabalhos têm pontos negativos.
E o sedentarismo é o ponto mais negativo do meu.

27/03/2006

Homónima parcial


10.2005

Para ti, minha querida amiga, com um grande sorriso :)

Devagar...

...começo a arrumar a tralha que fui juntando aqui no escritório, a organizar e a filtrar a papelada. Chego à conclusão de que não vou poder usar uma caixa de cartão – como nos filmes! – para levar as coisas. Não chegam para atingir um volume que não seja totalmente ridículo. Porque como nunca senti este lugar como meu, pouco o personalizei; só o estritamente desejável (e necessário).

É uma tendência que tenho desde sempre: guardar demasiadas coisas. Nos últimos tempos, tenho-a combatido com sucesso. O espaço é precioso e ter muita coisa consome espaço e - ainda mais importante - tempo de organização e arrumação! Desta última, confesso que nunca fui grande fã; cultivo uma espécie de caos semi-organizado e incorrigível. Pronto, processem-me!

Boa semana :)

24/03/2006

Liberta o cusquinho que há em ti!

Ora pois bem, vamos lá a ver...
Lembram-se disto? Se quiserem libertar o vosso inner cusquinho, toca a ler o que se segue:

Se tiverem libertado o cusquinho que há em vocês, já seleccionaram este texto escrito a branquinho para o lerem! E eu...faria exactamente o mesmo :)

Pois bem, depois de a coisa estar devidamente confirmada e não haver meio de voltar atrás, mais pormenores: as mudanças são laborais. Envolvem permanecer na mesma área, mas numa empresa diferente, num sítio diferente e espera-se que com uma dimensão e ambições bastante diferentes. Melhor, também. E já começou a contagem decrescente!
O errortográfico vai ser escrito com as mesmas mãos, mas com teclas diferentes.

Mudanças. Ai, gosto tanto.

Posto isto, bom FDS aos cusquinhos ;)

Se são tudo menos cusquinhos, resta-me desejar-vos um óptimo FDS!

23/03/2006

Não é a mesma coisa sem vocês.


Habituamo-nos aos nossos blogs de eleição. Pessoalmente, tenho uma lista de blogs que visito e ainda dentro dessa lista, tenho os blogs absolutamente indispensáveis. Aqueles que mesmo que o tempo seja pouco, vou sempre espreitar e geralmente, comentar (porque o tempo nem sempre chega para tudo). De alguns, conheço pessoalmente os autores. De outros, ainda não; poderei até nunca chegar a conhecê-los [embora goste deles na mesma!].

Aceito com naturalidade o facto de um blog acabar por vontade do autor.
Aceito menos bem o facto de acabar por imposição de outros/condicionantes externas.
Aceito mal a ideia de que não vou ler mais as palavras de alguém*.

Pronto, já disse. É que nem concebia a ideia de deixar de o dizer.

*E acho que as pessoas em questão sabem quem são. Vou ter saudades vossas aqui, seus....seus...traidores! :)

22/03/2006

Vai uma saladinha?

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A propósito deste concurso do Comida Saudável (no qual recomendo vivamente que participem!), lembrei-me de falar acerca de um dos grandes mitos vegetarianos: a salada.

A salada em si não desagrada necessariamente a um vegetariano. Desagrada-lhe, sim, que a)pensem ou insistam que pode come saladas. E desagrada-lhe também b) o conceito de salada da esmagadora maioria dos [restaurantes] portugueses.

Quanto ao a), só tenho a dizer que a salada é um prato como outro qualquer. Há quem goste, há quem odeie, há quem coma muitas/algumas/raras saladas e há quem se recuse a comer saladas. Como para tudo, gostos não se discutem. Assunto encerrado. Daí a pensar que os vegetarianos comem isso, nem sequer consigo perceber o porquê do mito. Secalhar quem tem esta ideia não tem uma alimentação muito diversificada. Claro que pode haver ainda pior: alguém pensar que para além da carne e do peixe, só existem o arroz e a batata - é verídico: uma senhora relativamente velhinha numa aula de italiano que frequentei há anos insistia nessa teoria. Passados cerca de dez segundos, tinha a turma inteira e o professor a enumerar todos os alimentos que existem no mundo e com uma imensa vontade de lhe bater por insistir tanto que não se podia comer mais nada. Adiante.

Em relação a b), o diagnóstico é avassalador: de acordo com o que já pude constatar durante alguns anos, aí uns 90% dos restaurantes e 70% das pessoas pensam que a "salada" é composta por alface, tomate e - em casos arrojados - também por cenoura. Numa aposta claramente ainda mais arriscada, que pode mesmo indiciar uma pontinha de loucura ou insanidade, é possível que se considere temperar a salada. É que não imaginam, não imaginam a quantidade de vezes que já comi isto em restaurantes por ser o melhor que conseguiam arranjar. Alface, tomate e cenoura, sem tempero. Pior ainda: vêm perguntar-me se estava bom. Sem comentários. Isto para além do já mítico episódio de Ponte de Lima, em que o senhor dum restaurante ia fazer um *prato* vegetariano que, de acordo com o próprio, espantava os estrangeiros, era de comer e chorar por mais, uma delícia. E que era esse prato? Uma salada sem nada de especial (OK, tinha algo mais que alface, tomate e cenoura, mas pouco; e não vinha temperada); e só não levou um fiozinho de atum (palavras do mesmo senhor) porque ele referiu-o a tempo e eu disse que não queria e que o atum era um peixe. Enfim.

Felizmente, as coisas estão a mudar para melhor e já há mais informação e mais alternativas de restauração. E por esta hora, já me estão a amaldiçoar e a ameaçar de porrada por estar tão verdinha hoje :P

Se não estão, podem querer espreitar o Comida Saudável e ainda o Divinas Iguarias, onde há muitas sugestões para além de saladas :)

21/03/2006

Choque tecnológico retro

Pura nostalgia! E não, não estou nada, nada triste.

Foi só a velocidade da ligação à Internet que resolveu cair a pique e relembrar os velhos tempos em que a comunicação por sinais de fumo era considerada rápida e eficaz.

Deve ser isto, o choque tecnológico, versão confronto-com-o-passado-para-gostarmos-muito-mais-do-presente-e-aprendermos-a-estar-caladinhos. Presente, eu gosto de ti; queixo-me, quero que o tempo passe um bocadinho mais depressa de vez em quando, mas não é nada pessoal. Já percebi a ideia, OK? Agora deixa-me continuar a navegação no século XXI, ó se faz favor.

Momento confessional nada pungente: há pessoas que ficam totalmente insuportáveis perante certos e determinados problemas. Eu sou uma dessas pessoas e este é um desses problemas, que consta da minha lista de coisas que me tiram do sério. Felizmente, a lista é pequena; mas a lentidão ocupa os dois primeiros lugares.

Milhares e milhares de palavras depois

...já posso respirar sem pensar no que ainda me falta ler.
Porque prefiro mil vezes ler por querer do que ter de ler.

20/03/2006

E porque não...


[daqui]

...esta semana *E* todas as outras?

É das coisas que não compreendo: os maus tratos aos animais.
Sem falar do abandono e da indiferença em geral.
Portanto, faço minhas as palavras do poster e aconselho que a frase seja aplicável a....todas as semanas do ano.

Boa semana :)

17/03/2006

Liberta o fangiozinho* de meia tigela que há em ti...

...mas de preferência, quando não houver mais ninguém por perto.

Num mundo ideal, podíamos todos ser condutores exemplares, cumpridores, corteses, prudentes, bem-educados, cívicos...mas quer-me parecer que grande parte da população aqui do cantinho não vê grande piada nisso. Onde estaria a emoção, a adrenalina, o poder, o risco, o desafio, se...

- todos cumpríssemos o código não passando riscos contínuos como se não houvesse amanhã?
- não arriscássemos a nossa e porque não - num estóico ataque de puro altruísmo - VÁRIAS outras vidas de vez em quando, com uma ultrapassagem impossível, um ângulo de passagem altamente improvável, uma manobra tão idioticamente inovadora como a que acabamos de inventar?
- não pegássemos no carro só porque não vemos nem uma manada de elefantes rosa-choque à frente do nariz?
- não andássemos a velocidades ultra-excessivas só porque...temos pressa e tudo o que se meter à nossa frente é um alvo a abater?
- não conduzíssemos depressa só porque está a chover torrencialmente e há outras pessoas na via?
- não ignorássemos deliberadamente todo e qualquer peão, que não tem nada que atravessar precisamente no sítio em que *nós* queremos passar?
- não aproveitássemos esses momentos mortos da condução para contactar toda a nossa agenda telefónica, enviando mensagens escritas a quem não atender?

Claro, a coisa assim não teria piada rigorosamente nenhuma! Portanto, fangiozinhos de meia tigela deste mundo, uni-vos e ide, ide por essas estradas afora. Sigam as placas com a indicação Antártida, virem à direita depois do 3º icebergue e façam um favor ao mundo: dediquem-se a estudar o aumento do buraco do ozono. Porque todos podemos ser úteis, de vez em quando: basta que haja imaginação suficiente.**

*Mais informações sobre esse histórico condutor aqui. De salientar que esta referência é utilizada a título comparativo, não se procurando de forma alguma atentar contra o bom nome da pessoa em questão. Para que conste :)
** Sim, hoje assisti a quase todos os itens desta lista em menos de uma hora; daí o tema e a irritação (notou-se muito?)!

Extra, extra!

Acabei de cozinhar o meu primeiro post ali para o Comida Saudável.
Nada mais, nada menos do que uma das minhas receitas favoritas ;)

16/03/2006

Good night. And, good luck.


Não falar por ter medo de represálias. De acusações.
De vinganças. De traições.
Não falar porque não é suposto falar-se de certas coisas.
Não falar por desconfiar de toda a gente.

Ou não ter medo de falar e dar que falar.

Recomendo o filme. A mim, surpreendeu-me pela positiva.

15/03/2006

De oitos e oitentas

É como têm andado as coisas aqui no trabalho. De extremos. Não há regularidade, não há grande calendarização e não há ritmo que resista. Quer dizer, resiste-se e eu até me adapto facilmente a ritmos diferentes, mas o pára-arranca é tão cansativo e exige tão mais de nós. E nem sempre conseguimos acelerar e abrandar exactamente quando é preciso. Noutro dia precisei de travões para continuar, agora preciso de um acelerador para conseguir. Portanto, prego a fundo, que o dia de trabalho hoje acaba mais cedo, mas a produtividade tem de ser a mesma de um dia normal. Há coisas que o relógio nunca vai conseguir regrar.

14/03/2006

Nomes


Até que ponto é que o nosso nome encaixa perfeitamente em nós, em que medida nos define, complementa ou retrata? Seríamos exactamente os mesmos com outro nome?

Eu não mudava nem o meu nome, nem nenhum dos meus nomes alternativos, diminutivos ou alcunhas. Gosto de todos e todos são um bocadinho de mim. Mas isso sou eu. E vocês?

13/03/2006

Triz


loc. adv.,
por um -: por um ápice, por pouco
(daqui)


Foi por um. Ou de como há tantas coisas que se decidem e determinam em milissegundos. Não gosto de ficar a pensar nos “e se...”. Ainda por cima, quando as hipóteses são significativamente menos agradáveis do que a realidade. A semana podia ter começado muito mal; tenho de agradecer aos meus travões [e aos dos outros a seguir]. Ufa. Já passou.
Boa semana a todos!

10/03/2006

Segredo mal guardado


A partir de hoje, a vossa Izzoldinha vai cozinhar posts também para outro blog totalmente diferente: o Comida Saudável. A convite da Wakewinha, vou-me juntar à equipa!
Até breve, lá também.

Entretanto, um óptimo FDS :)

Não há paciência

É das expressões que uso mais vezes. Porque não há mesmo paciência para certas coisas. Para certas pessoas, também não. Principalmente, totais desconhecidos que insistem em querer conhecer-nos quando não estamos minimamente - nem sequer remotamente - interessados. Esquecem-se que só através de palavras e/ou imagens, não se conhece realmente ninguém; sem que exista reciprocidade ou interesse mútuos.
Porque a simpatia/amabilidade também se pode virar contra nós.
E porque é penoso chegar a esta conclusão da pior forma, vou escrever para me lembrar mais tarde.
Nota: saber ler nas entrelinhas. É uma característica que aprecio muito nas pessoas.

1º Congresso Nacional do Chá

Aspectos alimentares e nutricionais, históricos, económicos, literários e sociais do chá

Porto, 17/18/19 de Março de 2006

Programa, mais informações e inscrições, aqui.

Depois não digam que aqui no Erro há falta de chá!
Mas para verem chá(rme) a sério, nada como visitarem o Cha-no-yu da Folha de Chá :)

09/03/2006

Liberta a matraca que há em ti!


Todos temos os nossos momentos de matraca*. Aqueles momentos em que não conseguimos [nem nos conseguem fazer] parar de falar. As palavras soltam-se em catadupa vertiginosa, como num momento de absoluta catarse linguística (OK, OK, eu páro :). Nada disto seria problemático se...não houvesse sempre uma pobre alminha sacrificada. Que não vai ter muitas opções, a não ser ir soltando uns hã-hãs, pois, claro, sim, sem dúvida. Temos de ser uns para os outros, e as matracas precisam destas almas caridosas para levar a cabo a sua purificação.

Pois.

Tudo isto é muito bonito na teoria. Mas se não nos custa mesmo nada ouvir o momento-matraca de um amigo, isso já não se aplica a desconhecidos. E é fácil saber quando a alminha caridosa vamos ser nós. Exemplifiquemos então com uma situação totalmente aleatória:

Contexto: balcão de café, hora do pequeno-almoço.
Jovem e senhora de meia-idade que não se conhecem de lado nenhum.

Fase 1: pretexto mais ou menos inútil para iniciar o momento-matraca.
Neste caso, um empregado de café que passa com a couraça do fiambre na mão.

Fase 2: a senhora de meia-idade lança a conversação, com um comentário que envolve receitas deliciosas feitas pela mãe, com base nessas couraças de fiambre.

Fase 3: a jovem, que por puríssima coincidência é vegetariana, ouve o repto e mais não faz do que esboçar o sorriso amarelo número 5 (sendo 5 o nível de sorrisos amarelos menos bem conseguidos). Apercebe-se do perigo iminente de momento-matraca por parte da senhora de meia-idade.

Fase 4: inicia-se irreversivelmente o momento-matraca. A senhora de meia-idade disserta, imparável, sobre: mais receitas com couraças; arroz malandro; qualidade da carne em geral; gripe aviária; qualidade do peixe e presença de salmonelas no mesmo; qualidade da alimentação em geral; colesterol; várias receitas de peixe que costuma confeccionar; filho; pai acamado; trabalho; cães; doenças de cães, com especial destaque para os vários problemas de saúde do seu cão; (...).

Fase 5: fim da conversa; jovem, após utilizar cerca de 6 vezes hã-hã, 2 vezes claro e incontáveis pois, põe fim ao seu momento de alma caridosa com uma frase simples do género “Pois, é assim. Então muito bom dia!”.

Os meus momentos-matraca são mais direccionados para pessoas conhecidas. Mas compreendo a importante função de ser alma caridosa, de vez em quando. É a balança kármica a precisar de ser equilibrada. Portanto se de repente, um desconhecido começar falar convosco, preparem-se...pode muito bem ter chegado a vossa vez.

*matraca: falador importuno (definição daqui)

08/03/2006

Gajas...


Sim...

...somos complicadas complexas, temos sempre demasiadas coisas na carteira, nunca raramente encontramos as chaves, temos demasiados sapatos, dizemos sempre que não temos nada que vestir com o armário cheio mais ou menos cheio, demoramos demasiado tempo a arranjar-nos, fazemos mil coisas ao mesmo tempo, passamos horas ao telefone, gostamos de cuscar q.b., achamos quase sempre que estamos gordinhas, vamos sempre com companhia à casa de banho, podemos chorar por tudo e por quase nada, nunca dizemos um “nada” que queira realmente dizer “nada” (resposta comum à pergunta “que tens?”), falamos [muitas vezes] demasiado, somos de luas...

E não...

...não queríamos ser de outra maneira.

Às mulheres da minha vida e às que visitam este blog, uma grande beijoca ultra-especial!

07/03/2006

Missão: prendas

A seguir ao Natal, ainda eu mal recuperei do esforço estóico que envolve a complexa selecção das prendas, e eis que chega...Março. Março é *o* mês dos aniversários. Começando aqui pelo blog cor-de-rosa e passando por cerca de 10 pessoas (embora felizmente não dê prenda a todas, senão a coisa assumia proporções ainda mais catastróficas) e outros tantos acontecimentos que requerem prendas. Dia do pai. Mais aniversários de outras espécies.

Mas não pensem que eu desespero, nada disso; é que eu por acaso adoro dar prendas a quem gosto. Portanto em vez de me lamentar e chorar desalmadamente pelos cantos, decidi partilhar convosco algumas ideias que fui encontrando (embora nenhuma delas seja realmente uma prenda que vou dar, que alguns dos aniversariantes cuscam aqui o Erro!). Haja carcanhol e boa vontade e tudo se arranja :)

Gadgets para todos os gostos: Gadgets do Reino Unido e daqui de mais perto.

Neste último, encontrei uma prenda bestial: o airzooka.

"(...) esta espantosa arma de diversão é capaz de disparar uma bola de ar até 6 metros de distância. De facto, nós tambem nao entendemos como, mas acreditem,
o Airzooka vai simplesmente soprar toda a gente da sua frente."

Depois segui nas buscas e descobri este candeeiro (de entre os vários da mesma marca):


E acabei por aqui a deliciar-me com esta chávena:

OK, ideias não faltam. Mais alguma sugestão?

06/03/2006

Whatever?


Muttscomics

Segunda-feira lenta. Daquelas em que estou capaz de responder com isto a (quase) tudo.

Boa semana :)

03/03/2006

Um!


O Errortográfico faz um ano!

Não sei exactamente porque criei um blog. Ou melhor, sei. Essencialmente, porque gosto de escrever - em trabalho, porque foi isso que escolhi fazer (com maior ou menor liberdade); e em todas as outras alturas, sempre que me apeteça.

Portanto, só tenho de agradecer a quem tem paciência para me ler. E agradecer ainda mais a quem se dá ao trabalho de comentar. E voltar a comentar, todos ou quase todos os dias. Obrigada.

E parabéns ao meu Errortográfico, então :)

Passeio...


...flores...


...mais flores...


...e um grande porto.

02/03/2006

Filmes, filmes, filmes!


Syriana (site oficial)
O submundo do petróleo: corrupção, tráfico de influências. Levou-me a questionar se o petróleo e a excessiva dependência que temos dele será um mal necessário ou um mal fabricado (com fortes tendências para esta última hipótese, que já existiam e saíram reforçadas). Levanta boas questões, mas peca ligeiramente por querer dar respostas a tudo e ser algo labiríntico. No entanto, recomendo; também pela excelente interpretação de George Clooney.


Brokeback Mountain (site oficial)
As minhas expectativas em relação a este filme eram elevadíssimas. Portanto confesso que me desiludiu. É um bom retrato de uma história de amor no masculino, mas...dá-nos pouco mais. A salientar, os silêncios, carregados; daqueles em que não são realmente precisas as palavras.

Coisa Ruim (site oficial)
Em antestreia e com a
óptima companhia do costume, este filme foi uma agradável surpresa. Conta-nos a vida de uma família da cidade que se muda para o campo e é confrontada com as crendices populares, com os preconceitos, com as lendas locais. Será que existe mesmo uma explicação racional para tudo?

01/03/2006

Confirma-se



As grandes novidades surgem quando menos se espera. E ao mesmo tempo, quando as queríamos e esperávamos ver surgir. E eu que gosto tanto, tanto de boas mudanças :)

A quarta que é segunda

Para mim, pois; de volta de um fim-de-semana daqueles de quatro dias que parecem de muitos mais. A salientar, visitas a cidades portuárias com especialidade em manjericos; muitos filmes; nenhuma máscara; e óptima companhia para tudo :)

24/02/2006

Modo de pausa

A gerência informa que, por questões que se prendem com a navegação interna no país por parte da própria gerência e de forma a tirar o máximo partido possível de um fim-de-semana prolongado, o Errortográfico volta na Quarta-feira, espera-se que revigorado e viçoso para festejar...o primeiro aniversário, algures na próxima semana ;)

Ou de como as coisas mais simples podem ser ditas de maneira muito mais complicada do que o necessário!

Até lá, bom fim-de-semana e bom Carnaval!

Será da...

...Casa da Música, no Porto?

Pois, adivinharam! Mas ainda há que pormenorizar muito mais, porque assim era demasiado fácil, não era? ;)

A janela - ondulada por questões de acústica - é de uma das salas para crianças e dá para o grande auditório. E porquê? Porque assim as crianças podem ver onde estão os pais durante os concertos e não ficam preocupadas a pensar que eles podem ir embora. E a cor supostamente ajuda-as a relaxar. Ou pelo menos, era essa a ideia original.

Para visitarem esta sala e muito mais, nada como uma visita guiada ao edifício. Aconselho!

23/02/2006

Donde será...

Image hosting by Photobucket
...esta janela? :)

Pé na areia


O meu pé direito.

Quando era pequena, não gostava que a areia entrasse nos sapatos.
Se entrava, era birra certa. Até se me pousassem na areia havia choro. Irritadiça, eu.
Portanto, ia ao colo até à barraca de praia. Mal descalçava os sapatos, já não me fazia impressão a areia.

Hoje em dia, já não me importo de pisar areia quando estou calçada. Mas sempre com muito cuidado. Porque continuo a não gostar de areia nos sapatos. Será esta uma daquelas metáforas da nossa vida? Ou de como há coisas que não mudam.

22/02/2006

Ui, que medo I


Spirit Trap (IMDB), de David Smith
“Quatro jovens estudantes mudam-se para uma mansão desocupada. Já dentro da mansão, os estudantes conhecem a quinta companheira, uma exótica e misteriosa rapariga. Quando Nick coloca um velho relógio a funcionar, coisas estranhas começam a acontecer. Um exemplo do novo cinema britânico de terror.”
(sinopse daqui do site oficial)

Foi a minha estreia no Fantasporto deste ano. E embora o cinema de terror/fantástico não seja dos meus favoritos, tento ir sempre. Desengane-se quem não espreita o Fantas por esse motivo, o de ter pouca afinidade com estes géneros de filme ou por se assustar facilmente: nos momentos de suposto maior terror, há sempre gargalhadas. Nos momentos mais sangrentos então, nem se fala: os violentos ataques de riso incontido são uma constante (por exemplo, ao ver o clássico Braindead, do Sr. Peter-dos-anéis-Jackson, tão exageradamente sangrento que isso rapidamente deixa de nos fazer impressão). Nos momentos assustadores, o medo é vencido pelo colectivo (ou convertido em gargalhadas, se for caso disso).

Ou pelo menos, sempre que fui, foi assim. E esse é o espírito com que vou ao Fantas :)

21/02/2006

Regras?


Imagem daqui

Da falta de percebas


Todos temos falta de percebas de vez em quando; há dias em que não compreendemos à primeira nem à segunda, só à terceira e com recurso a desenhos detalhados ou técnicas avançadas de explanação. Mas há aquelas pessoas com falta de percebas crónica a roçar o nível doentio. Ou seja, permanente. Aquelas capazes de levar ao desespero total qualquer interlocutor. E pior: algumas dessas pessoas estão connosco (quase) todos os dias. E nunca, nunca ou muito raramente percebem as coisas à primeira. Ou à segunda. Ou à terceira. Ou à décima quinta vez.

Eu até me considero uma pessoa paciente, dentro dos limites do razoável (OK, admito que às vezes perco a paciência por pouco; acontece!). Mas depois de explicar a mesma coisa 10 vezes no mesmo dia – e não estou a exagerar – de forma clara e recorrendo a conceitos bastante explícitos, há fortes hipóteses de me tornar violenta. Não no sentido físico da coisa, porque disso acho que sou incapaz. Mas a irritação é algo que disfarço muito mal. O tom de voz não engana (nem o meu, nem o que quase ninguém irritado, convenha-se). Portanto, qualquer pessoa com ouvidinhos em bom estado consegue perceber quando o melhor que tem a fazer é estar calada. Ou assim o esperamos. Mas não.

As percebas deviam poder comprar-se ao quilo!

20/02/2006

Máscaras


Foram raras as vezes em que não me mascarei no Carnaval.

Comecei por ser criada e depois fui fada, espanholita, coelho, holandesa, florista, palhaça, miúda, mulher do campo, arrumador, ginasta loiraça...para citar só as fantasias de que me lembro. A maior parte das fantasias eram herdadas de netas de amigas da minha avó, algumas feitas pela avó e mãe, algumas improvisadas à última da hora com o material disponível.

Lembro-me que desde sempre gostei de me mascarar. Hoje em dia, gosto um bocadinho menos porque sou eu que tenho de arranjar a fatiota. Mas continuo a gostar dos preparativos e do ambiente de festa.

A minha fantasia de Carnaval favorita foi a de coelho. Um fato branco felpudo - orelhas enormes incluídas - e cenoura na mão. Só achei estranho ir com as minhas botas ortopédicas normais calçadas, que considerei algo estranhas para um coelho a rigor.

Mas não há máscaras sem falhas, provavelmente :)

17/02/2006

Carregamentos contagiantes

Advertência: o carregamento de baterias de automóvel durante a hora de almoço pode ter efeitos extremamente benéficos na disposição das pessoas.

E o fim-de-semana à porta também contribui. Recarreguem-se :)

Das histórias


*
Gosto das histórias que a música traz em sons e palavras. E gosto mais de músicas com palavras, confesso - embora também goste de algumas músicas instrumentais, poucas.

Procuro as histórias nas palavras e posso gostar de uma música só pela história que me conta. E não será exactamente um defeito, acho que é mesmo feitio.


Portanto gostei muito deste filme,
Walk the Line. Porque as músicas também podem ter impressões digitais, que lhes marcam a identidade. O filme conta a história por detrás das músicas daquele que ficou conhecido como the man in black, Johnny Cash (biografia aqui), num filme com interpretações excelentes e muitas, muitas histórias contadas através da música. A não perder, quanto a mim.

*Imagens do site oficial do filme

16/02/2006

Elucidário do meu acordar


Despertador branco semi-gigante com horas a verde fluorescente comprado em Andorra toca. Invariavelmente, fico a ouvi-lo algum tempo. Rádio sintonizada numa estação predominantemente noticiosa e algo irritante para não me dar demasiada vontade de ficar a ouvir. Apesar disso, fico. E fico. Desligo-o para voltar a tocar mais tarde. Nunca me levanto logo por pura preguiça. Depois de me levantar, não acordo logo e sou de poucas palavras.

Os acordares deviam ser voluntários e não impostos pela tecnologia despertadora. Grunf.

15/02/2006

Manias a pedido*

- Abrir as janelas quando chego - ar, ar e mais ar a circular, sempre (hábito incontornável no carro e no escritório, mais do que em casa onde o espaço é mais amplo);
- Tomar sempre o mesmo pequeno-almoço nos dias de trabalho;
- Andar com montes de tralha na carteira, ou porque posso vir a precisar, ou porque me pode apetecer ler ou escrever, ou porque aparentemente não pesa nada e pode dar jeito. Esta mania abrange os inúmeros batons de cieiro com que ando sempre [o meu único e reconhecido grande vício];
- Andar com mantas no Inverno, em casa - ando muitas vezes com uma manta atrelada;
- Desesperar quando não encontro qualquer coisa e culpar toda a gente por ma ter feito perder. Irritar-me demasiado com pequenas coisas.

E ainda....mania de quebrar estas correntes, porque não vou passar a batata quente a ninguém. Mas claro que se alguém quiser responder, pode fazê-lo :)

*Da Joaninha :)

Dos desabafos


Não gostava de ter sempre muito trabalho. Não gostava de nunca ter nenhum.

Não gosto de estar constantemente a oscilar entre muito trabalho e nenhum.
Se em algumas coisas não gosto de meios-tons, neste caso os intermédios fazem-me falta; andar nos extremos cansa-me muito mais.

14/02/2006

Liberta o mirone que há em ti!

Todos temos um mirone em potencial dentro de nós. Sim, podemos negar que somos mirones inveterados, que até não nos interessa grandemente a vida nem as situações alheias...mas quem nunca teve um ataquezinho de curiosidade em relação a algo que não lhe diz directamente respeito? Principalmente se a coisa envolver incidentes, porrada, gritaria ou eventos que chamem a atenção em geral (ou que até não chamam atenção nenhuma, mas que nós queremos ver na mesma, se a coisa se proporcionar).

Existem vários tipos de mirones:

1) mirones acidentais: aqueles que por acaso, e só por acaso, até vão a passar quando ocorre o motivo, e que não resistem a espreitar durante segundos para fazer o ponto da situação; mas que também não alteram a sua vida por causa disso. Ou alteram, mas só um bocadinho.

2) mirones crónicos: aqueles que param para assistir a qualquer coisa, por mais insignificante que seja. Qualquer elevação do tom de voz ou ruído estranho são suficientes para que o mirone crónico estagne, perplexo, ostentando o seu melhor ar mironesco de quem vai ficar ali até ao fim. Os mirones crónicos chegam a tomar partidos e a mandar bocas, caso a situação seja de competição, tornando-se neste caso mirones crónicos interventivos. Nesta categoria, existem ainda os mirones crónicos com costela de realizador, que se dedicam a interpretar os supostos factos e a contar a história a quem estiver por perto, com todos os detalhes vistos e acrescentos mais ou menos picantes que puderem adicionar. Uma vez que esta categoria é bastante abrangente, aqui se incluem ainda os mirones crónicos inveterados: aqueles que nem sequer precisam de motivo plausível; nestes, incluem-se aqueles que gostam de ver obras.

3) mirones de calibre profissional: este tipo de mirone, para além de assistir a tudo o que se proporcione, chega ao ponto de procurar os eventos, percorrendo ruas, autocarros e locais em busca de algo para mirar. Ou simplesmente, permanecendo estático à espera que aconteça alguma coisa. Nesta categoria, incluem-se dois vizinhos meus: um velhinho semi-corcunda de casaco de penas vermelho e t-shirt amarela - todo o ano, todo o santo ano este velhinho anda assim vestido, calcorreando ruas e ruas à procura de casos - e uma velhinha com ar de avózinha sinistra, que se limita a ficar parada à porta do prédio e a olhar para tudo o que mexa, ou para as varandas, ou para a roupa que está a secar, ou para o infinito. Refira-se que estes dois velhinhos são irmãos, pelo que se poderá depreender que a propensão para o mironismo será, possivelmente, genética.

No nosso país, ser mirone poderia ser uma profissão a tempo inteiro. Porque há sempre tanta coisa mais ou menos insólita para ver. E tantos, tantos incidentes ridículos que parecem ocorrer só para fomentar a mironice. Bem-hajamos por nos entretermos a nós próprios!

De coração


Porque todos os dias que passamos com quem gostamos são especiais.
Mesmo que os momentos não sejam perfeitos e à luz de velas, mesmo que não hajam presentes dados com mais ou menos gosto e espontaneidade. Mesmo que as decorações não envolvam corações. Mesmo que estejamos mal dispostos. Mesmo que seja só para desabafar, para ouvir, para esperar em conjunto. Mesmo que haja pouco tempo (porque tempo há sempre).

Por isso num suposto "dia dos namorados", um abraço muito apertado a todos aqueles que são especiais para mim.

13/02/2006

Gulp!

Oiço o despertador bastante mais tarde do que o costume. Levanto-me tarde. Rádio do WC dessintonizou-se e fica impossível de sintonizar na rádio habitual, cujo ritmo organiza o meu ritmo mecânico matinal. Perco muito mais tempo do que o que tenho disponível a tentar sintonizar o rádio, sem sucesso. Ainda mal comecei a arranjar-me e já estou extremamente atrasada. Depois, trânsito e consequente atraso agravado. Chegada ao escritório. Toneladas impensáveis de e-mails a exigir resposta. Volume de trabalho moderado (valha-nos isso) e tons de voz muito mais elevados do que o costume na sala ao lado, juntamente com ânimos exaltados. Suspiro.

Segunda-feira. Não a costumo sentir tanto na pele.

10/02/2006

Das pancas

*
Confesso, admito, reconheço, e não há nada que possam dizer que me faça mudar de ideias. Ou não fosse esta uma panca, daquelas algo inexplicáveis porque não há nenhum motivo em particular, mas sim muitos: a cultura indiana.

Portanto, assistir a um concerto de música tradicional indiana foi assim a modos que um privilégio daqueles que nos deixam sem palavras. Pela música em si, pela fusão que os músicos conseguem ter em palco, pelo ambiente e por tudo o que está para além da música. Não há palavras. E nem sequer acho que sejam precisas, nessas alturas. Pura magia musical :)

*E sim, a gastronomia indiana foi a principal responsável pelo início da panca ;)

09/02/2006

Sugestões da gerência


Ir ver o concerto de Bombay Jayashri Ramnath, hoje, na Casa da Música no Porto. Uma óptima oportunidade para conhecer uma das maiores representantes da música indiana contemporânea.

Ou ir ver Como um carrossel à volta do sol, um espectáculo do Teatro de Marionetas do Porto, em cena de 11 de Fevereiro a 19 de Março no Balleteatro Auditório, também no Porto.

Mas eu queria!


Quando era (mais) pequena, lembro-me de pedir muita coisa. Houve uma altura em que basicamente, eu não podia ver nada sem pedir depois. Nada. Principalmente brinquedos. Livros de colorir ou de ler. Carteiras e malinhas e cestinhas. Doces e guloseimas.

O argumento melhor que conseguia arranjar, e que algumas vezes - felizmente, não todas! - resultava era um simples mas eu queria!. Seguia-se uma birra, se eu realmente achasse que a coisa valia a pena. Dizem que eu era ligeiramente insuportável quando queria uma coisa. Mas nunca tive tudo o que queria.

E isso não foi mau. Os nãos fazem-nos bem, de vez em quando.

08/02/2006

Das vezes

Será que por sabermos que vamos fazer uma determinada coisa pela última vez, isso a vai tornar diferente, especial, ou inesquecível?

E até que ponto é que queríamos saber isso. Que era a última vez.


É que hoje estou de muitas palavras.
E com muito tempo :)

Dos atrasos


No país em que vivemos, dá-se pouca importância aos atrasos. Horários. Ou seja, com grande frequência, chegamos atrasados (há excepções, mas conheço pouquíssimas pessoas que nunca se atrasam), e com grande frequência também, ninguém nos faz nenhum reparo ao atraso, porque é considerado normal atrasarmo-nos e porque até fica mal alguém manifestar incómodo, porque um atrasozinho nunca fez mal a ninguém (mais uma vez, salvo raras excepções de pessoas [totalmente] intolerantes, com mais ou menos razões para isso, que não deixam passar atraso nenhum por menor e mais desculpado que seja).

E nós atrasamo-nos. Por um motivo plausível - geralmente, um imprevisto que surge, o iogurte líquido entornado na roupa a 2 minutos de sairmos de casa, um acidente na estrada do costume, mais trânsito do que o normal - e frequentemente, por motivo rigorosamente nenhum. Ne-nhum. Simplesmente porque nos deixamos estar, deixamos passar as horas e pensamos que não há grande problema. Ou seja, por desleixo. Ainda pior: por desleixo crónico (agravado, se ainda por cima presumimos que a pessoa espera sem sequer darmos satisfações, só porque...não nos apetece?). E os píncaros do atraso desleixado: quando o atrasado sabe perfeitamente que vai chegar atrasado e insiste em marcar horas impossíveis. E depois chega uma hora e meia depois com o ar mais natural do mundo. Sem dizer uma palavra acerca disso. Porquê? Escapa-me agora o motivo. Porque - e agora vão desculpar-me a franqueza - me recuso a compreender tal atitude. Puro egoísmo, provavelmente.

São estes são os atrasos que mais me incomodam. Não porque nunca me atrase, nem por condenar o tal atrasozinho insignificante (sim, sofro desse mal tão português que é compreender o ligeiro atraso, ao contrário do que acontece na maior parte do resto do mundo, civilizado ou não). Mas porque – e agora posso estar a dar uma novidade a muita gente – geralmente, há alguém à nossa espera. Alguém que até pode ter coisas melhores, mais urgentes, mais importantes para fazer, mas que por algum motivo, está à nossa espera.

É aqui que entra a outra parte do atraso: as desculpas e as satisfações. Que são devidas, quanto a mim, quando existe um atraso. Desculpas, satisfações, simples e eficazes quando o motivo é plausível. Sem invenções do género “ah, que estou mesmo a chegar” e tunflas, 47 minutos depois é que chegam (quem é que estamos a tentar enganar quando somos os primeiros a saber que é impossível?). Sem desculpas crónicas, que já não colam quando são ditas 32,5 vezes numa semana. Sem invenções estapafúrdias. E muito menos, sem sequer dar cavaco (isso então para mim, é totalmente impensável).

Quando temos consideração por quem espera, esta parte das desculpas é imprescindível. Se quem está à espera até já sabe que somos atrasados crónicos – a desculpa implícita mais esfarrapada que existe, porque o problema não é incurável e nem sequer exige grande esforço – ainda pior será não dizer nada. Porque se para essa pessoa somos atrasados crónicos, isso quer dizer que essa pessoa já esperou muitas e muitas vezes. E pode chegar o dia em que ela decide não esperar mais.

O tempo já é tão pouco. Com o nosso, temos a liberdade de fazermos o que bem nos apetecer. E que tal deixarmos os outros fazer o mesmo?

07/02/2006



Há alturas em que as palavras não são precisas.
Noutras alturas, as palavras certas fazem-nos falta.
Muito obrigada pelas vossas, de coração.
E por todas as que fora daqui, deram alento.
Porque algumas palavras também vêm sob a forma de abraço apertado.
Ou de simples presença.

06/02/2006

Não consigo

Não estar triste. Porque só vivendo a tristeza é que a conseguimos ultrapassar.
Vivendo o silêncio, as lágrimas, o pesar, a mágoa, as saudades, alguma revolta, o alívio, a inconstância ou tudo ao mesmo tempo.
Reconfortando(-nos) (n)os outros que ficam.

Adeus, avô.