19/06/2006

Canções para dias cinzentos

Sing when you talk I'll listen
Sing when you think i'm near
Can't be a song without you
Harmonise, sing your memory here

Ou para tentar esquecer o trânsito e as buzinas que se ouvem lá fora. Um bocadinho mais difícil de adivinhar que a anterior. Algum palpite?

Boa semana, que se avizinha cada vez menos cinzenta :)

Mamã, eu quero...



...paçoquinha! Ou de como uma visita a um supermercado com produtos brasileiros nos pode permitir descobrir um snack agradável. Embora seriamente viciante. E algo calórico. A consumir, mas com moderação. Ou nem por isso, se nos der na veneta.

Para quem nunca provou, uma receita aqui.

16/06/2006

Liberta o pá que há em ti, pá!


Bolas, pá! Já não se pode estar descansado no trabalho, pá. Está uma pessoa, pá, a tentar passar, pá, a sexta-feira sem grandes sobressaltos, pá...é que podia receber trabalhos grandes, pá, mas não, pá, são muitos e muito pequenos, pá, e só a trabalheira que dá, pá, descompactar, fazer o trabalho, comunicar erros e problemas, pá, voltar a compactar, pá, que grande e descomunal seca...pá! Já não bastava, pá, ser uma das únicas 27,8 pessoas que têm de trabalhar hoje, pá. Não há direito, pá!

Não sou de dizer muitos pás, pá, mas como estou com aquela disposição que é um misto, pá, daquele aborrecimento miudinho com a sensação tirem-me já daqui ó-fá-xavôri, pá, que é sexta-feira, pá, decidi tentar afogar a minha ira, pá, dizendo muitos pás. Pá. Descobri, pá, que isto não adianta grande coisa, pá. Mas pá, assim, pá, já sei qual é a sensação, pá.

Por isso, pá, um grande fim-de-semana para todos, pá, aproveitem pá e que o joguinho, pá, nos corra bem, pá. Tenho dito, pá.

PS, pá - Sim, é ainda mais irritante ler muitos pás do que ter de os ouvir! Pá :)

14/06/2006

You make it easy...


...to watch the world with love

Ou de como há canções que se podem ouvir vezes sem conta. Como esta.
Alguém a reconhece? ;)

Bom feriado!

13/06/2006

Das pessoas genuínas

Foi a minha primeira melhor amiga e uma das melhores de sempre. Conheci-a na escola primária e foi empatia à primeira vista. Eu era (e ainda sou) mais calada e tímida, ela comunicativa e extrovertida. Éramos unha com carne. Lembro-me o quanto gostava de estar com ela nas aulas, de ir às aulas de ginástica com a minha mãe e de ela ser a única pessoa da minha idade nessas aulas com igual vergonha de usar um fato coleante muito anos 80. Lembro-me de ela ir às minhas festas de anos, as primeiras com amigos convidados. Opções linguísticas diferentes separaram-nos logo no 5º ano - eu escolhi Inglês, ela Francês. Depois, mudanças de escola consumaram a separação física. O facto de ela não parar quieta (por bons motivos!) foi acentuando cada vez mais essa separação física e durante anos, não a encontrei. Até hoje, é uma das pessoas mais genuínas que conheço. Daquelas com um sorriso desarmante, capaz de espelhar a alma ao detalhe e na perfeição, daqueles sorrisos que nos contam tudo. Sorrisos de alma e coração.

Com grande pena minha, não mantivemos nenhum contacto durante anos.

Hoje durante o pequeno-almoço no actual sítio do costume, ela encontrou-me. Com a mesma alegria contagiante. Com o mesmo sorriso de sempre. E foi como se nunca a tivesse perdido de vista.

12/06/2006

Falta só um mês?!

O tempo voa, eu também queria voar mais e ainda me falta voar tanto :)

Há dias assim...


...de poucas palavras, em que recorremos a imagens. É o caso de hoje :)

Boa semana!

09/06/2006

Querido Joshua,


espero que não me leves a mal estar a escrever-te assim sem te conhecer de lado nenhum. Eu sei que estás sempre muito ocupado a gerir pessoalmente a tua grande cadeia de restaurantes - tão representativa da gastronomia do teu país - e a fabricar incansavelmente litradas e litradas do teu famoso e poderoso molho de alho; sei que o teu molho é uma receita de família antiquíssima, que só leva ingredientes naturais e nem sequer tem corantes nem conservantes. Cof.

Mas em nome de todos os fãs do dito molho...não seria possível acrescentar-lhe um poderoso aniquilador do mau hálito gerado? É que não se aguenta, Joshua, não se aguenta. O efeito dura, e dura, e perdura, e mesmo quando pensamos que está a passar, chega alguém passados 2 dias e meio e comenta com um ar horrorizado "Mas que intenso cheiro a alho! E é de ti!". Prédios inteiros evacuados, relações destruídas ou seriamente afectadas, desmaios e convulsões...o drama vivido pelos fãs do molho é real. Pelo menos, podias diminuir a intensidade do hálito gerado, de forma a que quem não consegue resistir a chafurdar as batatas no molho pudesse andar na rua sem afugentar as pessoas e os animais. E sem que fosse necessário gastar 23 tubos de pasta dentífrica e 8,7 litros de elixir bucal.

Muito agradecida,

Izzoldinha

Prémio!

Depois de deixar a questão marinar durante algumas horas e avaliar criteriosamente o prémio a atribuir ao vencedor, cheguei a várias hipóteses de prémios:

1) Amizade eterna e inabalável;
2) Viagem ao Brasil e várias outras viagens a combinar;
3) Número infinito de jantares, sessões de cinema e programas de lazer em geral;
4) Post no Errortográfico, o primeiro post de um convidado especialíssimo [opcional ;)]

E como sou uma mãos largas...decidi atribur todos os prémios!

E o vencedor é...

...uma vencedora!

Por pura coincidência, telepatia ou simplesmente sorte, a vencedora é nada mais, nada menos que a minha amiga-do-coração Nocas, ali do PorquinhoAzul! Com a hipótese MIGUEL. Sim, este é o nome do misterioso senhor do café, agora um rosto com nome.

Aos restantes participantes, o Errortográfico agradece, encarecido :)

08/06/2006

1.º Concurso do Errortográfico


A propósito do costume que já não é costume e daquele que tem sido um dos meus objectivos da ida diária ao café: se bem se lembram, queria descobrir o nome do senhor simpático e bonacheirão que me atende todos os dias. Podia ter perguntado, claro, mas decidi usar os ouvidos e as antenas izzoldianas para descobrir o nome da maneira mais difícil. Com paciência, consegui. Portanto, declaro aberto o concurso que me foi sugerido na altura! Ou pensavam que me ia esquecer?

Quem adivinha o 1º nome do dito senhor?

:)

Novos inquilinos ;)


Sim, a arrumação de que vos falei aqui ainda dura! Estou a conseguir ultrapassar o meu recorde pessoal - algo que não é propriamente difícil, pois era de apenas escassas horas - e manter o meu armário de sapatos arrumado! E nada melhor para coroar esta grande vitória do que...um novo par de sapatos! Que supostamente, não é um par qualquer...é um par de sapatos daquela marca do cão de orelhas enormes. O que significa que os sapatos têm de ser confortáveis. E são, de acordo com a minha relativa experiência em sapatos da marca. Será que foi desta que encontrei os sapatos mais confortáveis do mundo? :)

07/06/2006

Liberta o romeiro estoura-vergas que há em ti!


Pois é, chega a altura das festas das cidades, vilas, aldeias e afins deste Portugal. As vendas de material pirotécnico, açúcar, carvão e óleo para fritar atingem o seu pico máximo, graças ao fogo de artifício, à doçaria tradicional das romarias, às sardinhadas, às farturas! As pessoas, essas tiram dos armários as mais vistosas farpelas romeiras e toca a divagar por essas romarias afora, sedentas de fogacho de artifício, doçaria hiper-calórica, sardinhas, febras, pimentos e ansiosíssimos pela bela da fartura! Há também uma febre de rifas que costuma surgir associada a estas romarias tradicionais, bem como uma estranhíssima vontade de arriscar a vida em perigosos carrosséis cujo nível de segurança anda próximo do nulo. Se associarmos a tudo isto o facto de haver um mundial de futebol e uma onda de calor algo generalizada aqui no cantinho à beira mar plantado, começamos a ter uma ténue ideia do coeficiente de loucura colectiva que anda à solta nas ruas portuguesas: o ambiente propício para o desenvolvimento salutar do romeiro estoura-vergas.

O nível de loucura colectiva pode ser espelhado de forma quase perfeita através do fogo de bonecos. Para quem não conhece, o fogo de bonecos é uma tradição que consiste em colocar bonecos feitos em madeira, metal e papel no cimo de estacas de madeira. Geralmente, os bonecos representam personagens-tipo, profissões ou actividades: noivas e noivos, peixeiros, talhantes, polícias e ladrões, etc. Os bonecos estão equipados com vários efeitos pirotécnicos que, quando são activados, fazem com que os bonecos executem uma acção (por exemplo, os noivos dançam, o polícia bate no ladrão, etc.). Depois da tal acção, os bonecos podem a) rodar ou fazer algo vertiginosamente e a cabeça explodir no final ou b) não fazer mais nada, mas a cabeça explode na mesma no final. Um a um, os vários bonecos vão explodindo ruidosamente. Esta tradição ilustra bem o carácter do romeiro estoura-vergas, que explode nas romarias. Ser um romeiro insuportável e estoura-vergas implica:

1. Cheirar tremendamente a sovaco e/ou álcool e/ou fritos e/ou mau perfume e/ou mofo;
2. Comer como se não houvesse amanhã e desafiando todos os valores ideais para as análises sanguíneas e outras que tais; acompanhar toda e qualquer coisa comestível com bebidas alcoólicas, se possível vinhaça de qualidade duvidosa;
3. Andar pela romaria ignorando deliberada e orgulhosamente todas as regras de convivência sadia (ex. distribuindo encontrões gratuitamente, roçando o algodão doce em todos os casacos ou espirrando por cima da travessa das farturas para esbranquiçar as fatiotas mais próximas, falando o mais alto possível, etc.);
4. Rir desalmadamente sempre que a cabeça dos bonecos explode, no caso do fogo de bonecos, e vibrar loucamente com o fogo de artifício; é a nossa costela pirómana no seu melhor!
5. Assistir a todos os espectáculos musicais, entoando energicamente todas as letras e rodopiando sem prestar atenção a transeuntes inocentes e/ou a outros espectadores;
6. Comprar pelo menos um manjerico gigante, uma pistola barulhenta/telemóvel falso para cada elemento da prole e levar 25 farturas para comer mais tarde;

E aqui está, a lista de requisitos necessários. Se ainda não cumprem todos, tracem o vosso plano de acção para 2006, porque as feiras, festas e romarias andam aí! :)

06/06/2006

Indesculpável

Até que ponto algo pode ser indesculpável? Há coisas que considero indesculpáveis, mas depois há uma série de atenuantes ou coisas que parecem indesculpáveis e que acabamos por desculpar.

Desculpando ou não, tenho a característica de não esquecer. Por mais que até possa querer ou tentar fazê-lo. Não sei se é porque costumo aprender com os erros, não sei se é simplesmente defeito, ou feitio. É que não esquecendo, lembro-me desses acontecimentos/palavras/acções mesmo quando toda a gente - convenientemente ou por acaso - já se tinha esquecido deles.

Bem, tudo isto porque não gosto mesmo nada de esquecimentos. E não me impeço de os relembrar quando isso é necessário. E se isso faz de mim má pessoa, então acho que sou mesmo uma má pessoa com relativa boa memória.

Posto isto, boa semana ;)

02/06/2006

Bom fim-de-semana!















Aproveitem bem!

Tcharã!


E eis que já há lá em casa...uma Bimby! Para quem não conhece, a Bimby é um robô multiusos que faz quase tudo na cozinha; para além de combinar as funções de 10 electrodomésticos, ainda cozinha mesmo. Portanto, ou muito me engano, ou eu e a Bimby vamos ser grandes, grandes amigas.

Mundo culinário, se eu já era uma chef magnífica (cof), tornar-me-ei imparável com a Bimby! Ó ié!

01/06/2006

Verdades inegáveis do meu armário de sapatos

Atacada por uma febre elevadíssima de arrumações - fugaz, mas que deu os seus parcos frutos - ou então por ter aparecido a dona de casa ultra-dedicada que há em mim, de acordo com a magnífica teoria da Rosa, andei encafuada no meu armário de sapatos a tentar organizar esse útil compartimento que é sempre a) pequeno demais para todos os sapatos de que precisamos de ter (não existe o conceito de sapatos a mais para a esmagadora maioria das mulheres, não senhora!) e b) grande demais para lá conseguirmos encontrar qualquer coisa rapidamente.

Ao analisar cuidadosamente o meu espólio sapatal, constatei que os meus sapatos duram muito. Mas mesmo muito. Não porque tenha especial cuidado para não os estragar, mas sim porque...bem, acho que por natureza, não estrago muita coisa. Raramente parto coisas, raramente provoco danos irreparáveis e raramente estrago sapatos ou roupa, com tudo o que de bom e mau esta característica de poupança involuntária tem.

Bem, o resultado da arrumação foi maravilhoso e útil: sapatos divididos por estações e estilos, chinelas com recanto exclusivo, aspecto visual do armário optimizado e organizadíssimo. Pena que só dure até uma daquelas fúrias onde-é-que-estão-aqueles-sapatos-assim-e-assado que me dão frequentemente. Até lá, vou dedicar grande parte do meu tempo livre a observar o armário assim, arrumadinho! São momentos raros que há que aproveitar, aqueles em que estamos orgulhosos de uma arrumação que sabemos que vai ser muuuito passageira :)

31/05/2006

Ler é poder.

Porque amar também é isso: fazer o que se sabe que o outro desejaria, por mais insignificante ou até burlesco que nos pareça. Desistir daquilo em que acreditamos ou prescindir daquilo que somos, mesmo que momentaneamente: e oferecer ao outro um sorriso, ou uma possibilidade de sorriso. Esquecermo-nos: e saborear o sorriso do outro.

Excerto de # 18: Um relógio a tiquetaquear, um conto de que gostei particularmente e que me diz muito, retirado descaradamente daqui do blog de Paulo Kellerman, vencedor do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2005.

Um autor a descobrir através do livro de contos “Gastar Palavras”, a minha aquisição mais recente na Feira do Livro do Porto e que espero poder conhecer pessoalmente na Sexta-feira, aqui no Porto. Pelo que li até agora, recomendo!

30/05/2006

Dos elogios



Todos gostamos de ser elogiados, seja pelo que for e por mais que não o admitamos. Nada melhor que um elogio – sincero, não gratuito! – para nos alimentar o ego e a auto-estima, os níveis de confiança ou simplesmente para nos ficarmos a sentir (ainda que ligeiramente) melhor connosco próprios e com os nossos actos.

No entanto, verificam-se as reacções mais díspares nas pessoas que ouvem elogios: algumas negam educadamente que o elogio seja merecido, outras ficam envergonhadas e cor de tomate e sem palavras; algumas sentem-se lisonjeadas e agradecem, outras aceitam com relutância e agradecem na mesma. Algumas pessoas recusam veementemente os elogios e até os refutam; pessoas há que parecem ficar ofendidas com os elogios, como se eles fossem um atentado ao real valor de alguém. Outras, pelo contrário, ficam excessivamente confiantes e interpretam os elogios como uma subida a um pedestal do qual parecem pensar que nunca vão descer. Sim, é incrível como a forma como as pessoas ouvem e aceitam (ou não) os elogios diz muito do seu carácter!

Os elogios podem ser perigosos se a pessoa visada os tomar como garantidos. E também não devemos trabalhar ou agir para ouvir elogios; para nós, deve ser suficiente cumprirmos os nossos deveres ou fazermos as coisas tal como achamos que devem ser feitas em consciência.

Não defendo que façamos todos elogios a torto e a direito. Mas acho que um elogio merecido nunca deve ser calado (acho que já deixei de dizer alguns e depois fico sempre a achar que os devia ter dito). Nem recusado assim sem mais nem menos. Portanto, elogiem e deixem-se elogiar na conta certa :)

29/05/2006

Dias de calor: este e o outro

Este escritório não tem ar condicionado. O outro tinha.

Mas neste escritório, tenho a minha própria ventoinha vintage: uma Shern Fehng Super Deluxe com duas velocidades, linda e charmosa como só uma ventoinha vintage pode ser!

Ou seja, no outro escritório estava mais fresco, mas eu nunca pareceria a Grace Kelly*, de melena esplendorosa a esvoaçar ao vento refrescante, espalhando o meu charme e carisma intrínsecos pela área envolvente. Só me falta mesmo uma écharpe esvoaçante! ;)


**

Não liguem, isto já passa. O calor tem destas coisas. Boa semana!

*E a Grace Kelly foi seguramente a minha primeira - e talvez única - ídola actriz de criança, até hoje.
Mas isso já são pormenores.
** Imagem
daqui.

26/05/2006

Ai, o calor, o calor...

A percentagem de conversas que temos e que envolvem o tempo é gigantesca, esmagadora, cruel, abismal, avassaladora e até assustadora.

E hoje é um daqueles dias em que o tempo dificulta arranjar outros temas que não...ele próprio.

Ou seja, temos um típico caso daquele inútil post sobre o tempo que serve também para vos desejar um óptimo fim-de-semana :)