11/07/2006

Coisas que eu gostava de perceber I

Porque é que alguns velhotes gostam de mandar bocas a mulheres mais novas? Por mulheres mais novas, entenda-se quase todas as das imediações, porque quando atribuímos a classificação de velhote a alguém em determinado momento, isso implica que não haja muita gente mais nova por perto, sendo então a idade aquilo que distingue aquela pessoa em particular do resto do mundo em geral. Saliente-se desde já que ao optarmos por velhote e não velhinho, estamos já a expressar o grau de querideza da pessoa em questão: os velhinhos são aqueles que nos fazem lembrar os avós, têm um ar afável e simpático, enquanto os velhotes são aqueles que no fundo não nos transmitem grande coisa a não ser a idade e, eventualmente, podem até suscitar menos empatia.

Já a minha avó diz que os olhos não são para comer sopas, portanto aceito que se possa olhar, ver e até admirar quem passa; mau era se andássemos aqui todos a olhar para o chão ou a ver navios. Sim, existem outras pessoas neste mundo! Isto pode ser uma novidade bombástica para alguns egoístas crónicos; mas destes, não reza o post de hoje, portanto adiante.

O que não compreendo é a necessidade que os velhotes têm de mandar uma boca, necessidade esta que parece afectar um considerável número de velhotes aqui das redondezas; boca esta que, em lugar de enaltecer a beleza ou fazer alguém sentir-se admirado, provoca pouco mais do que repulsa, podendo até apelar a reacções verbais ou físicas relativamente violentas. A boca foleira pode transformar alguém que até ao momento víamos como um simples velhinho...num velhote.

Por exemplo, hoje um velhote caquético pôs-se com um pxxxxxt pxxxxxt e a murmurar qualquer coisa entredentes (muito possivelmente, postiços) enquanto eu estava a passar. E o que é que eu fiz? Instintivamente, virei-me para ele – velhote – e disse com o meu tom matinal pré-pequeno-almoço menos simpático número 2: “XIU! Esteja mas é calado e ganhe juízo!”

Não consegui evitar! Velhotes caquéticos-armados-em-espertos como este deste mundo: por algum motivo vos caem os dentes, OK? Para terem menos probabilidades de dizer asneiras! Portanto apanhem o metro, vão até um jardim público jogar umas cartadas, sorriam aos transeuntes, oiçam o relato e falem mal de meio mundo; isto, vocês fazem bem. Quase tudo o resto irá fazer-vos cair no ridículo. Respeitem quem vos paga parte da reforma e tem idade para ser vosso bisneto! Grunf!

10/07/2006

Post azulado

La vendetta si serve fredda*

*Que é como quem diz, venceram os azuis de que gostava mais! E sim, é só isto que tenho a dizer sobre o Mundial :)

07/07/2006

Modo de fim-de-semana...

...prestes a ser activado. E nada como uma tarde calma de sexta-feira para entrarmos no ritmo!

Bom fim-de-semana para todos :)

06/07/2006

Porquê, oh porquê!

Sim, podia escrever pungentes lamentos acerca da nossa derrota de ontem. Mas não.

Esta dramática expressão do título é a que me escapa sempre que estou numa sala de cinema (daquelas mais foleiras, aonde só vamos obrigados ou com convites) - a sala está vazia e eu chego relativamente cedo para escolher o lugar. Passados largos minutos, quando o filme está prestes a começar, chega a pessoa mais alta da cidade, quiçá até do país ou do mundo, ou pelo menos daquela sala, e senta-se precisamente...à minha frente. A isso, eu chamo ter sorte, daqui do alto do meu imponente metro e sessenta!

05/07/2006

Jogo jogo jogo jogo jogo...

...jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo!*

*Pois, não se fala de outra coisa :)

Bah!

Apesar de a odiar convictamente, fui obrigada a reactivar a verificação para os comentários. É que ultimamente, há uns polacos que parecem gostar imenso de alguns posts deste blog...tenham lá paciência, porque a minha - para apagar os comentários publicitários - já acabou. A gerência apresenta as suas desculpas e agradece encarecidamente aos comentadores resistentes!

Sugestão



Christine: [seeing his bandage] Whoa, what happened?
Richard: You want the short version or the long one?
Christine: The long one.
Richard: I tried to save my life but it didn't work.
Christine: Wow. What's the short one?
Richard: I burned it.

Dos melhores filmes que vi nos últimos tempos; mais um que escapa com distinção à onda de filmes de Verão. Altamente aconselhável!

Mais informações: aqui e aqui.

04/07/2006

Querer é poder?

O facto de querermos algumas coisas e não querermos outras permite-nos delinear as nossas metas, traçar fronteiras. O que queremos ou não mostra quem somos, vinca o nosso carácter e delimita o percurso da nossa vida. Mas querer, ou não querer, não é suficiente. Porque há alturas em que o que queremos nos foge e o que não queremos se impõe. Temos de saber lidar com o facto de que nem sempre tudo corre...como queremos.

Mas pior ainda, é não sabermos o que queremos. Todos temos momentos de indefinição; o pior é quando a indefinição começa a ser uma constante demasiado presente. Temos necessidade de ter quereres. A maior parte das vezes, estes quereres não são materiais, são apenas objectivos que traçamos para nós próprios. O mais importante? Não desanimar se não os cumprirmos. Não desanimar por demorarem mais a surgir determinados momentos, coisas, acontecimentos, o que quer que seja. Alterar o que for preciso. Porque sabemos quase sempre o que não queremos, e isso já é alguma coisa.

Vem isto a propósito de nada em especial. Acho que foi só um momento de introspecção relacionado com a alteração numérica que se aproxima :)

03/07/2006

Ser peão I


passadeira
s.f.
(...)
marcação de listas largas e brancas no pavimento de uma estrada indicando a zona de passagem para os peões.


Todos somos peões, de vez em quando. E agora que sou muito mais vezes peã do que condutora, tenho constatado que uma elevada percentagem de condutores está seriamente empenhada em extinguir essa espécie incómoda e dispensável que são os peões. Somos alvos a abater, carne para canhão, portanto; ajudamos a prolongar o clima bélico das estradas portuguesas até aos passeios, numa atitude estóica e corajosa em prol da humanidade muito mais importante que anda sobre rodas.

É que eles são chatos, pá! Uma pessoa a querer acelerar por essas estradas afora, a andar na sua vida, e tem de parar por causa de uma mísera pessoa?! UMA que seja, pá?! Mas que grande seca! Eles têm tempo e eu não, pá! E além disso, tenho pressa! Quem anda a pé nunca tem pressa e tem sempre muito tempo!

Pois. Não digo que os peões possam usar e abusar do estatuto, atravessando sem olhar para a estrada, agindo como se o mundo tivesse de parar para eles passarem quando lhes der na real veneta ou atravessando onde bem lhes apetece. Mas os exageros e as manobras arriscadas, as tangentes e as travagens bruscas que vejo todos os dias [quase] nunca são provocadas pelos peões, mas sim pela habitual atitude “quem manda aqui sou eu e máinada” de muitos condutores. Felizmente, não todos.

Ainda hoje, foi por um triz que escapei a uma cinquentona algo desgovernada que me contornou a grande velocidade quando eu já ia a meio de uma passadeira, num local com óptima visibilidade. Para não me deixar passar, a senhora quase tinha um encontro muito imediato com um amistoso e verde vidrão. E eu fiquei aqui a pensar que a modos que não me importava nada de viver mais uns anitos.

Quando vemos os outros como obstáculos - nas estradas e em muitas outras áreas - algo de muito mau se passa na nossa mente.

Boa semana ;)

30/06/2006

Era um copinho com dois sabores, ó-sá-xavôri!


Muttscomics.com

Só falta mesmo o calor, porque a vontade de comer gelados arranja-se depressa :)

Bom fim-de-semana!

29/06/2006

É para mim, e depois?

[Loja de bonecada de uma grande superfície comercial]

- Queria levar este.
- É para oferecer?
- Não, é mesmo para mim!
- (ar de desprezo, algures entre o enjoado e o raispartam-este-emprego)

Já não se pode comprar um boneco de peluche, é, senhora trombuda da loja de peluches?! Umpf!

28/06/2006

Claro!

Sim, estou a ver tudo claro. E não, não é um raro momento de iluminação ou clarividência. Não é uma daquelas situações em que finalmente, vi a luz. Não é uma questão de ter descoberto uma verdade universal absoluta. Nada disso.

...

É mesmo cansaço ocular :)

A vida secreta das palavras


Aproxima-se aquela época do ano em que a oferta cinematográfica é cada vez menor e significativamente pior. Portanto é bom encontrar filmes como este; que não sendo genial, é altamente recomendável. Porque há palavras e relatos que devemos ouvir sempre, porque há tantas histórias e acontecimentos marcantes que nos passam ao lado, tanta violência* que passa despercebida e que faz com que a nossa vida pareça tão insignificante. E ao mesmo tempo, preciosa.

(*link para o site do IRCT - Conselho Internacional de Reabilitação das Vítimas de Tortura)

27/06/2006

Relativamentes

Sou preponderantemente optimista, mas não esqueço as probabilidades menos optimistas.
Confio na força interior, mas nunca me esqueço das fraquezas e dos limites.

Quando me lembro das perspectivas piores, tento afastá-las para muito longe, mas elas continuam lá, latentes; ameaçam, regressam quando não quero vê-las. Devagar, mando-as para longe.

[Estou a torcer por ti. Não que alguma vez vás ler isto - porque sei que não vais - mas não queria deixar de o dizer.]

Mais de 15 000 visitas depois...

...só me ocorre agradecer a paciência e matutar no porquê dos vossos regressos :)

26/06/2006

Das semanas que se prevêem atribuladas...

...ou simplificando a coisa, desta em particular, que não começou propriamente bem, mas que com certeza irá acabar melhor! Haja paciência, pensamento positivo e mãos para dar conta de tudo.

Boa semana para todos :)

23/06/2006

E por falar em S. João...


Ah pois é, a noite mais longa do ano portuense está aí! Munida de um galante, simpático, cheiroso e tradicional alho porro, irei tentar que ele trave um contacto próximo com todos os narizes e pescoços das redondezas izzoldinas :)

Animação de rua não falta, há inúmeros concertos e bailaricos e haja pernas, porque só se pára de manhã!

Ó meu rico S. João,
Vou andar, andar, andar!
Eu e o meu alho porro,
Só de manhã vamos parar!

[Cof!]

Bom S. João para quem o comemora! Aos restantes, bom fim-de-semana :)

BiZiBi :)

Para quem ainda não conhecia, é este o nome do projecto de que vos falei ontem, no qual também dou uma mãozinha!

E a partir de hoje, algumas das peças estão na Feira de S. João, em Évora, juntamente com outros artigos (lindos!) do Spuff. É a primeira feira em que o BiZiBi participa, graças ao convite (e à simpatia, à amizade e tudo e tudo) da dona do Spuff!

Para verem algumas das criações, podem visitar o blog BiZiBi, que já contém algumas amostras do trabalho e que irá ser actualizado em breve com várias fotografias das peças à venda na feira :)

Espero que gostem!

22/06/2006

Mãos para que vos quero

Trabalhos manuais! Nunca fui propriamente habilidosa nem paciente para trabalhos manuais de monta. Ainda sou do tempo em que havia esta disciplina com várias designações ao longo do percurso escolar, portanto ainda andam algures lá por casa suportes para vasos em ráfia, porta-lápis, interessantes panos com bordados, serapilheiras...bem, toda aquela panóplia de artigos bastante inúteis, mas giros, que nos divertimos - ou entediamos - a fazer manualmente. Muitos dos que comecei - confesso - estão por acabar.

O meu problema com os trabalhos manuais é sempre o mesmo: um misto de preguiça com falta de paciência. É terrível, e é um hábito que estou sempre a tentar corrigir ou contrariar. Bem, pior que não acabar, é nem sequer chegar a começar. E eu comecei, por arrasto de uma artista a sério e de um artista por natureza; eles têm jeito, eu tenho boa vontade! Assim começou um projecto de projecto, ainda muito pequeno, mas com algumas mãos a tentar que ele, devagarinho, tenha pernas para andar.

Mais pormenores, amanhã, aqui no Erro ;)

21/06/2006

Verão!


Sim, é a minha estação preferida :)

Um bom Verão para todos!

E para comemorar, uma sugestão doce aqui no Comida Saudável.