19/06/2006
Canções para dias cinzentos
Sing when you think i'm near
Can't be a song without you
Harmonise, sing your memory here
Ou para tentar esquecer o trânsito e as buzinas que se ouvem lá fora. Um bocadinho mais difícil de adivinhar que a anterior. Algum palpite?
Boa semana, que se avizinha cada vez menos cinzenta :)
Mamã, eu quero...

...paçoquinha! Ou de como uma visita a um supermercado com produtos brasileiros nos pode permitir descobrir um snack agradável. Embora seriamente viciante. E algo calórico. A consumir, mas com moderação. Ou nem por isso, se nos der na veneta.
Para quem nunca provou, uma receita aqui.
16/06/2006
Liberta o pá que há em ti, pá!

Bolas, pá! Já não se pode estar descansado no trabalho, pá. Está uma pessoa, pá, a tentar passar, pá, a sexta-feira sem grandes sobressaltos, pá...é que podia receber trabalhos grandes, pá, mas não, pá, são muitos e muito pequenos, pá, e só a trabalheira que dá, pá, descompactar, fazer o trabalho, comunicar erros e problemas, pá, voltar a compactar, pá, que grande e descomunal seca...pá! Já não bastava, pá, ser uma das únicas 27,8 pessoas que têm de trabalhar hoje, pá. Não há direito, pá!
Não sou de dizer muitos pás, pá, mas como estou com aquela disposição que é um misto, pá, daquele aborrecimento miudinho com a sensação tirem-me já daqui ó-fá-xavôri, pá, que é sexta-feira, pá, decidi tentar afogar a minha ira, pá, dizendo muitos pás. Pá. Descobri, pá, que isto não adianta grande coisa, pá. Mas pá, assim, pá, já sei qual é a sensação, pá.
Por isso, pá, um grande fim-de-semana para todos, pá, aproveitem pá e que o joguinho, pá, nos corra bem, pá. Tenho dito, pá.
PS, pá - Sim, é ainda mais irritante ler muitos pás do que ter de os ouvir! Pá :)
14/06/2006
You make it easy...

...to watch the world with love
Ou de como há canções que se podem ouvir vezes sem conta. Como esta.
Alguém a reconhece? ;)
Bom feriado!
13/06/2006
Das pessoas genuínas
Com grande pena minha, não mantivemos nenhum contacto durante anos.
Hoje durante o pequeno-almoço no actual sítio do costume, ela encontrou-me. Com a mesma alegria contagiante. Com o mesmo sorriso de sempre. E foi como se nunca a tivesse perdido de vista.
12/06/2006
09/06/2006
Querido Joshua,

espero que não me leves a mal estar a escrever-te assim sem te conhecer de lado nenhum. Eu sei que estás sempre muito ocupado a gerir pessoalmente a tua grande cadeia de restaurantes - tão representativa da gastronomia do teu país - e a fabricar incansavelmente litradas e litradas do teu famoso e poderoso molho de alho; sei que o teu molho é uma receita de família antiquíssima, que só leva ingredientes naturais e nem sequer tem corantes nem conservantes. Cof.
Mas em nome de todos os fãs do dito molho...não seria possível acrescentar-lhe um poderoso aniquilador do mau hálito gerado? É que não se aguenta, Joshua, não se aguenta. O efeito dura, e dura, e perdura, e mesmo quando pensamos que está a passar, chega alguém passados 2 dias e meio e comenta com um ar horrorizado "Mas que intenso cheiro a alho! E é de ti!". Prédios inteiros evacuados, relações destruídas ou seriamente afectadas, desmaios e convulsões...o drama vivido pelos fãs do molho é real. Pelo menos, podias diminuir a intensidade do hálito gerado, de forma a que quem não consegue resistir a chafurdar as batatas no molho pudesse andar na rua sem afugentar as pessoas e os animais. E sem que fosse necessário gastar 23 tubos de pasta dentífrica e 8,7 litros de elixir bucal.
Muito agradecida,
Izzoldinha
Prémio!
1) Amizade eterna e inabalável;
2) Viagem ao Brasil e várias outras viagens a combinar;
3) Número infinito de jantares, sessões de cinema e programas de lazer em geral;
4) Post no Errortográfico, o primeiro post de um convidado especialíssimo [opcional ;)]
E como sou uma mãos largas...decidi atribur todos os prémios!
E o vencedor é...
...uma vencedora!
Por pura coincidência, telepatia ou simplesmente sorte, a vencedora é nada mais, nada menos que a minha amiga-do-coração Nocas, ali do PorquinhoAzul! Com a hipótese MIGUEL. Sim, este é o nome do misterioso senhor do café, agora um rosto com nome.
Aos restantes participantes, o Errortográfico agradece, encarecido :)
08/06/2006
1.º Concurso do Errortográfico

A propósito do costume que já não é costume e daquele que tem sido um dos meus objectivos da ida diária ao café: se bem se lembram, queria descobrir o nome do senhor simpático e bonacheirão que me atende todos os dias. Podia ter perguntado, claro, mas decidi usar os ouvidos e as antenas izzoldianas para descobrir o nome da maneira mais difícil. Com paciência, consegui. Portanto, declaro aberto o concurso que me foi sugerido na altura! Ou pensavam que me ia esquecer?
Quem adivinha o 1º nome do dito senhor?
:)
Novos inquilinos ;)

07/06/2006
Liberta o romeiro estoura-vergas que há em ti!

O nível de loucura colectiva pode ser espelhado de forma quase perfeita através do fogo de bonecos. Para quem não conhece, o fogo de bonecos é uma tradição que consiste em colocar bonecos feitos em madeira, metal e papel no cimo de estacas de madeira. Geralmente, os bonecos representam personagens-tipo, profissões ou actividades: noivas e noivos, peixeiros, talhantes, polícias e ladrões, etc. Os bonecos estão equipados com vários efeitos pirotécnicos que, quando são activados, fazem com que os bonecos executem uma acção (por exemplo, os noivos dançam, o polícia bate no ladrão, etc.). Depois da tal acção, os bonecos podem a) rodar ou fazer algo vertiginosamente e a cabeça explodir no final ou b) não fazer mais nada, mas a cabeça explode na mesma no final. Um a um, os vários bonecos vão explodindo ruidosamente. Esta tradição ilustra bem o carácter do romeiro estoura-vergas, que explode nas romarias. Ser um romeiro insuportável e estoura-vergas implica:
1. Cheirar tremendamente a sovaco e/ou álcool e/ou fritos e/ou mau perfume e/ou mofo;
2. Comer como se não houvesse amanhã e desafiando todos os valores ideais para as análises sanguíneas e outras que tais; acompanhar toda e qualquer coisa comestível com bebidas alcoólicas, se possível vinhaça de qualidade duvidosa;
3. Andar pela romaria ignorando deliberada e orgulhosamente todas as regras de convivência sadia (ex. distribuindo encontrões gratuitamente, roçando o algodão doce em todos os casacos ou espirrando por cima da travessa das farturas para esbranquiçar as fatiotas mais próximas, falando o mais alto possível, etc.);
4. Rir desalmadamente sempre que a cabeça dos bonecos explode, no caso do fogo de bonecos, e vibrar loucamente com o fogo de artifício; é a nossa costela pirómana no seu melhor!
5. Assistir a todos os espectáculos musicais, entoando energicamente todas as letras e rodopiando sem prestar atenção a transeuntes inocentes e/ou a outros espectadores;
6. Comprar pelo menos um manjerico gigante, uma pistola barulhenta/telemóvel falso para cada elemento da prole e levar 25 farturas para comer mais tarde;
06/06/2006
Indesculpável
Desculpando ou não, tenho a característica de não esquecer. Por mais que até possa querer ou tentar fazê-lo. Não sei se é porque costumo aprender com os erros, não sei se é simplesmente defeito, ou feitio. É que não esquecendo, lembro-me desses acontecimentos/palavras/acções mesmo quando toda a gente - convenientemente ou por acaso - já se tinha esquecido deles.
Bem, tudo isto porque não gosto mesmo nada de esquecimentos. E não me impeço de os relembrar quando isso é necessário. E se isso faz de mim má pessoa, então acho que sou mesmo uma má pessoa com relativa boa memória.
Posto isto, boa semana ;)
02/06/2006
Tcharã!

E eis que já há lá em casa...uma Bimby! Para quem não conhece, a Bimby é um robô multiusos que faz quase tudo na cozinha; para além de combinar as funções de 10 electrodomésticos, ainda cozinha mesmo. Portanto, ou muito me engano, ou eu e a Bimby vamos ser grandes, grandes amigas.
Mundo culinário, se eu já era uma chef magnífica (cof), tornar-me-ei imparável com a Bimby! Ó ié!
01/06/2006
Verdades inegáveis do meu armário de sapatos
Ao analisar cuidadosamente o meu espólio sapatal, constatei que os meus sapatos duram muito. Mas mesmo muito. Não porque tenha especial cuidado para não os estragar, mas sim porque...bem, acho que por natureza, não estrago muita coisa. Raramente parto coisas, raramente provoco danos irreparáveis e raramente estrago sapatos ou roupa, com tudo o que de bom e mau esta característica de poupança involuntária tem.
Bem, o resultado da arrumação foi maravilhoso e útil: sapatos divididos por estações e estilos, chinelas com recanto exclusivo, aspecto visual do armário optimizado e organizadíssimo. Pena que só dure até uma daquelas fúrias onde-é-que-estão-aqueles-sapatos-assim-e-assado que me dão frequentemente. Até lá, vou dedicar grande parte do meu tempo livre a observar o armário assim, arrumadinho! São momentos raros que há que aproveitar, aqueles em que estamos orgulhosos de uma arrumação que sabemos que vai ser muuuito passageira :)
31/05/2006
Ler é poder.
Excerto de # 18: Um relógio a tiquetaquear, um conto de que gostei particularmente e que me diz muito, retirado descaradamente daqui do blog de Paulo Kellerman, vencedor do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2005.
Um autor a descobrir através do livro de contos “Gastar Palavras”, a minha aquisição mais recente na Feira do Livro do Porto e que espero poder conhecer pessoalmente na Sexta-feira, aqui no Porto. Pelo que li até agora, recomendo!
30/05/2006
Dos elogios

Todos gostamos de ser elogiados, seja pelo que for e por mais que não o admitamos. Nada melhor que um elogio – sincero, não gratuito! – para nos alimentar o ego e a auto-estima, os níveis de confiança ou simplesmente para nos ficarmos a sentir (ainda que ligeiramente) melhor connosco próprios e com os nossos actos.
No entanto, verificam-se as reacções mais díspares nas pessoas que ouvem elogios: algumas negam educadamente que o elogio seja merecido, outras ficam envergonhadas e cor de tomate e sem palavras; algumas sentem-se lisonjeadas e agradecem, outras aceitam com relutância e agradecem na mesma. Algumas pessoas recusam veementemente os elogios e até os refutam; pessoas há que parecem ficar ofendidas com os elogios, como se eles fossem um atentado ao real valor de alguém. Outras, pelo contrário, ficam excessivamente confiantes e interpretam os elogios como uma subida a um pedestal do qual parecem pensar que nunca vão descer. Sim, é incrível como a forma como as pessoas ouvem e aceitam (ou não) os elogios diz muito do seu carácter!
Os elogios podem ser perigosos se a pessoa visada os tomar como garantidos. E também não devemos trabalhar ou agir para ouvir elogios; para nós, deve ser suficiente cumprirmos os nossos deveres ou fazermos as coisas tal como achamos que devem ser feitas em consciência.
Não defendo que façamos todos elogios a torto e a direito. Mas acho que um elogio merecido nunca deve ser calado (acho que já deixei de dizer alguns e depois fico sempre a achar que os devia ter dito). Nem recusado assim sem mais nem menos. Portanto, elogiem e deixem-se elogiar na conta certa :)
29/05/2006
Dias de calor: este e o outro
Mas neste escritório, tenho a minha própria ventoinha vintage: uma Shern Fehng Super Deluxe com duas velocidades, linda e charmosa como só uma ventoinha vintage pode ser!
Ou seja, no outro escritório estava mais fresco, mas eu nunca pareceria a Grace Kelly*, de melena esplendorosa a esvoaçar ao vento refrescante, espalhando o meu charme e carisma intrínsecos pela área envolvente. Só me falta mesmo uma écharpe esvoaçante! ;)
**Não liguem, isto já passa. O calor tem destas coisas. Boa semana!
*E a Grace Kelly foi seguramente a minha primeira - e talvez única - ídola actriz de criança, até hoje. Mas isso já são pormenores.
** Imagem daqui.
26/05/2006
Ai, o calor, o calor...
E hoje é um daqueles dias em que o tempo dificulta arranjar outros temas que não...ele próprio.
Ou seja, temos um típico caso daquele inútil post sobre o tempo que serve também para vos desejar um óptimo fim-de-semana :)
25/05/2006
Liberta o betucho irritante que há em ti!*
3. Fala
24/05/2006
Do ensino

23/05/2006
Fengshuização
22/05/2006
Pensar em números ou o mistério do livro desaparecido
Quando andava na escola primária, tinha um livro de exercícios de matemática para fazer em casa - arranjado pela minha mãe e não pela professora - que odiava, porque o achava demasiado difícil. Um belo dia, tive uma ideia brilhante, luminosa e genial: esconder esse livro algures no meio dos brinquedos; tão bem escondido, mas tão bem encafuado que nunca mais eu nem ninguém o encontrou...claro que foi prontamente substituído por outro livro de exercícios, de que eu já gostava mais.
Vem isto a propósito de que sempre desisti facilmente dos números, quando era mais pequena. Irritavam-me, fugiam-me e eu fugia-lhes por tabela. Agora tenho mesmo de os enfrentar, quando é preciso. Não tenho tanto receio deles...mas continuo a preferir as palavras.
Boa semana :)
19/05/2006
Do trabalho
18/05/2006
Das músicas e das memórias

Ah, vem depressa
Chorinho querido, vem
Mostrar a graça
Que o choro sentido tem
Quanto tempo passou
Quanta coisa mudou
Casa de uma das minhas avós, ao colo da minha tia-avó. Quando começava a telenovela, parava tudo. Obrigava avó e tia a cantarem a música comigo, alto e a bom som. A música era esta, de Nara Leão.
Sempre associei e ainda associo muito as músicas a momentos, estados de alma, pessoas. Esta é uma das músicas da minha infância, de que ainda hoje gosto muito. Daquelas músicas que lavam a alma. E agora posso ouvi-la sempre que quiser :)
Imaginarius!

Que é apenas um dos maiores festivais de teatro de rua nacionais.
A não perder, de hoje até Sábado em Santa Maria da Feira. Mais informações aqui.
17/05/2006
O costume que já não é costume
E já vos tinha contado que não desgosto da preguiça que o "costume" permite.
Ora este senhor já sabe o que eu costumo tomar de manhã. Podia perguntar simplesmente se era o costume. Mas não. A expressão varia entre o mesmo, o habitual, o de sempre, o de todos os dias, entre outras variações que ele parece ir arranjando com a maior das facilidades, todos os dias. E realmente, porquê utilizar sempre as mesmas palavras quando temos tantas à disposição...
Vem isto a propósito de que ultimamente, ando a dedicar-me a tentar descobrir o nome do senhor sem lho perguntar directamente. Mas está difícil! Alguém conhece um senhor parecido e/ou tem sugestões? :)
16/05/2006
E mesmo quando...
Inspira, Izzoldinha, inspira que bem precisas de ar.
Não estou nada chateada, não. Claro que não. Esta foi só uma daquelas coisinhas insignificantes que estragam um dia inteiro. Agora se me dão licença, vou ler e corrigir milhares e milhares de palavras - outra vez - e depois vou só ali desancar um boneco vudu com um possante bastão desportivo. Acho que isso deve chegar. Isto já passa, isto já passa.
15/05/2006
Post decente temporariamente indisponível
Boa semana!
12/05/2006
Ufa...
Bom fim-de-semana!
11/05/2006
Até a música acabaaaar...
10/05/2006
Das formalidades
Algumas formalidades são aceitáveis, implícitas e necessárias, porque indicam cortesia e boas maneiras; podem até ser consideradas hábitos de boa educação e não formalidades propriamente ditas.
09/05/2006
Das saudades

Do que tenho mais saudades hoje em dia é do tempo que tantas vezes parecia nunca mais acabar. Hoje em dia, tenho muito menos vezes essa sensação; claro que quando a tenho, valorizo-a e procuro que perdure, ao contrário do que geralmente acontecia na altura. Também tenho saudades da atitude de despreocupação genuína (não confundir com desleixo), que procuro manter, mas que é sempre tão pressionada e restringida pelos prazos, pelas obrigações, pelo que implicam os incumprimentos destes e o modo como todas estas questões de atitude influenciam a forma como somos vistos pelos outros, algo que no mundo laboral tem relativa importância. Há que ter mais atenção ao equilíbrio das coisas.
Não sei bem qual a conclusão a tirar disto tudo. As saudades são mesmo assim, algo inexplicáveis. Isto já me passa.
Nota: Este é o post número 401! Não que isso queira dizer alguma coisa em especial, mas calhou reparar :)
08/05/2006
Quem conta um conto...
05/05/2006
1ª Feira de Artesanato Urbano de Massarelos

Recebido por e-mail da Marlene.
E quer-me parecer que é uma óptima sugestão para este fim-de-semana :)
04/05/2006
Grrrr!
03/05/2006
Cambada de preguiçosos, pá!
02/05/2006
Cansaços bons
Nota particular: só faltas tu ;) Pormenores a combinar em breve!
28/04/2006
A vida num elevador I
Hoje, irei tentar efectuar uma análise olfactiva dos vários utilizadores de elevadores.
Olfactivamente falando, entre as várias categorias de pessoas que utilizam o elevador, distinguem-se:
A. Os extremamente perfumados: normalmente, executivos ou profissionais no topo da carreira com péssimo gosto para perfumes, tias muitíssimo bem vestidas que não saem de casa sem litradas e litradas da sua fragrância de eleição ou da moda, pessoas normais cujo olfacto já teve melhores dias, pessoas sem tempo para tomar banho que julgaram inocentemente que se se perfumassem, iriam passar totalmente despercebidas, e ainda pessoas cujo odor natural é intrinsecamente mau e que tentam descaradamente mascarar um mau cheiro com um poderosíssimo perfume. Caso existisse uma escala de crimes cometidos contra o olfacto público, esta categoria posicionar-se-ia no nível superior, podendo nalguns casos atingir o nível tentativa (in)voluntária de golpe de estado perfumado.
B. Os moderados: categoria mais comum na fauna elevatória; acreditam que o perfume é um complemento essencial, mas não tentam provocar o homicídio por via olfactiva dos restantes companheiros de elevador. Mesmo que o resultado odorífico final não seja perfeito, também não incomoda.
C. Os inodoros: pessoas sem cheiro rigorosamente nenhum. Não incomodam, porque não existem olfactivamente para os restantes viajantes. Excelentes companheiros de viagem.
D. Os mal-cheirosos: sem dó nem piedade, os mal-cheirosos voluntários ou involuntários podem arruinar por completo uma viagem. Sovaco, mofo, mau hálito crónico, naftalina, lixívia, peixe, chulé, fritos, álcool, tabaco ou um cocktail mortífero de todos estes ou outros componentes em doses perigosamente letais são alguns dos odores verificados. Na escala de crimes olfactivos, também se posicionam no nível superior, tal como os extremamente perfumados.
27/04/2006
Porquê, oh porquê

Já não bastavam os diversos documentos relativamente obrigatórios, ainda temos de andar com o cartão da parafarmácia, o cartão do cinema, o cartão jovem da cidade, os cartões dos bares e cafés, os inúmeros cartões de restaurantes, os cartões de fidelidade das lojas, o cartão do supermercado ou dos vários supermercados, o cartão do clube de vídeo, o cartão da piscina, os cartões de débito e crédito e bancários em geral, os vários cartões que servem de bilhete de transporte, os dos clubes de tudo e mais alguma coisa, cartões, cartões e mais cartões. E mesmo quando pensamos que não pode haver mais cartões, impingem-nos mais um ou dois, vai levar este cartãozinho de fidelidade que dá descontos e pontos e quando atingir 501 milhões de pontos ganha um magnífico espelho de bolso.
Quando era pequena, lembro-me de procurar coisas para guardar na carteira de documentos porque ela tinha tudo menos documentos; então, juntava recortes, fotografias, etiquetas de roupa, interessantes talões que me viessem parar à mão. Agora, estou sempre à procura de coisas que possa filtrar e eliminar e mesmo assim, a minha carteira de documentos parece sempre uma lixeira, concorrendo directamente com o papelão mais disputado da cidade e batendo-o...aos pontos.
Mas porque é que depois acontece sempre precisar tanto daquele cartão ou daquele papel e não o tenho comigo? O papel é maquiavélico e faz-se precisar nas piores alturas. Grunf.
Dos cinzentos
26/04/2006
"Soube pelo teu blog..."
Ora obviamente, eu não me importo que as pessoas saibam as coisas pelo meu blog; caso contrário - extra, extra, revelação das revelações! - não as diria. Mas daí a que as pessoas *só* vão sabendo das coisas pelo meu blog, vai uma grande distância. Isto é algo que se torna particularmente desconcertante se eu não posso fazer o mesmo pelos blogs delas (porque não têm, pois) e fico tempos infinitos sem novidades, sem um olázinho, sem o que quer que seja de mais personalizado que envolva comida, cafés ou encontros-sem-motivo-nenhum-igualmente-bons-ou-melhores em geral. Reciprocidade, em suma.
Pronto, hoje apeteceu-me dizer isto, por nenhum motivo em especial e todos em particular.
A escrita não é tudo. Ainda há palavras faladas insubstituíveis, e ainda bem.
21/04/2006
Chuva, chuva, chuva...

...a anunciar um fim-de-semana prolongado de descanso, livros e muito, muito passeio algures nas ruas desta fotografia (daqui), e que culmina nas comemorações da liberdade.
Ou de como depois das mudanças, vem a bonança.
Bom fim-de-semana para todos! O Errortográfico volta em breve :)
20/04/2006
Dos sorrisos
Vem isto a propósito do sorriso, e de como pode fazer tanta diferença. A diferença de fazer sorrir os outros, por exemplo; e tantas, tantas vezes, isso é mais do que suficiente para estarmos bem connosco próprios.
19/04/2006
Primeiras impressões
No meu caso, e com a esmagadora maioria das pessoas que conheço, a primeira impressão adequou-se muito bem ao conhecimento posterior. Há empatias que se vincaram ainda mais, simpatias inexplicáveis que deram em grandes amizades, relações que nunca chegaram a ter importância nenhuma por meros acasos, mas que são de afinidade, e por aí adiante com primeiras impressões positivas. No reverso da medalha, antipatias que se acentuaram ou incompatibilidades que se revelaram intransponíveis; desconfianças ou faltas de afinidade que se confirmaram totalmente, mesmo quando no início pareciam algo infundadas.
Destas primeiras impressões negativas, não gosto. Muito porque geralmente, tenho tendência para acertar. Não gosto e procuro sempre não condicionar os relacionamentos com base nestas primeiras impressões; mas isso torna-se mais difícil quando mais uma, que começou por nada, se confirma e volta a confirmar sem que eu sequer interfira. O tempo encarrega-se de nos mostrar que estamos certos ou errados. E às vezes, gostava de não acertar; principalmente quando acertar implica assistir à tristeza de terceiros.
18/04/2006
Novas paragens, novos hábitos

Pouco a pouco, as mudanças começam a acabar. Há que escolher novos sítios para as coisas, reordenar novamente a papelada. Ganhar novos hábitos, horários e ritmos totalmente novos: viagens a pé, sem rádio e sem trânsito, longas e silenciosas viagens de elevador (felizmente não tenho medo), vistas muito diferentes olhadas de muito mais alto - metade céu, metade paisagem urbana. Está quase, quase a ser mesmo o meu novo local de trabalho. Por enquanto, estou algures num lugar intermédio, a tentar a adaptação. Não vai ser difícil, porque estou a gostar :) A vida normal segue dentro de momentos!
17/04/2006
Itinerários
*...tangos de Walter Hidalgo e companhia, para aquecer a alma...
*...em mesas e cadeiras vividas que agora estão aqui.
*Filmes.

Ou matéria-prima do meu fim-de-semana prolongado.
Boa semana :)
*Fotos minhas.
13/04/2006
Do contra?

Heresia, horror, drama absoluto: gosto mesmo muito pouco de amêndoa.
Só muito bem disfarçada ou...se não souber nada a amêndoa. Por isso, vou ter de me vingar nos ovinhos e chocolates de todos os formatos, agora nesta altura - lá terá de ser.
Bom fim-de-semana prolongado e boa Páscoa para todos!
Eu volto logo que possível* :) Até muito breve!
*Sim, finalmente, este é o último post escrito aqui! Quem tem acompanhado a "saga" sabe do que falo ;)
Dos medos e dos pânicos*
Da morte...
Com certeza, o medo mais generalizado, mas não por isso menos acentuado. Penso que é dos meus únicos que poderá atingir o pânico, caso seja confrontada com ele. Confesso que evito pensar demasiado no assunto. Mas a morte, principalmente das pessoas de quem gosto, assusta-me e muito.
De ferimentos em geral...
Algo inconscientemente, tenho sempre bastante cuidado para não me magoar. Obviamente magoo-me, de vez em quando, mas faço tudo para o evitar e fico muito desconfortável em todas as situações de risco; principalmente, as que envolvam escaladas ou saltos em rochas/montanhas. Gosto mesmo de saber aonde ponho os pés.
De ter medo e ficar sem reacção...
Isso mesmo. Por isso, obrigo-me a reagir a alguns dos meus pânicos mais ligeiros: bichos rastejantes, abelhas (estas com alguma dificuldade), determinadas situações em público. Que remédio. Mas só porque tem de ser.
*Pedido expresso da minha querida Folhinha. Quem quiser continuar a corrente, faça favor :)
12/04/2006
Ufa
O belo bólide branco voltou a ser o que era. [Branco!]
Um dia e meio
Papelada filtrada e reciclada; PC organizado e limpo; tarecos no saco com bonecos.
As saudades, vão ser poucas ou nenhumas.
Este capítulo só foi marcante porque foi...o primeiro. Porque abriu caminho para outros.
Amanhã, ponto final, parágrafo. Novo capítulo.
11/04/2006
Nota pessoal
Ou de como arrumar papéis é uma das tarefas mais morosas, secantes e aborrecidas. Das que menos gosto.
Agora se me desculpam, vou só ali filtrar mais uma resma de 1,8 metros de altura.
A vida para além do papel segue dentro de momentos.
10/04/2006
Das coisas detestáveis
Entre estes comes, estavam uns bolinhos que até não tinham mau aspecto, revestidos por uma camada de chocolate rígido e por aquelas coisas coloridas que se usam para enfeitar bolos. Várias pessoas optavam por esse mini-bolo, porque era realmente dos que tinham melhor aspecto. Até aqui, tudo bem.
O problema era a fase seguinte. É que as reacções que se seguiam à degustação oscilavam entre o horror total e absoluto, o pânico, o sofrimento atroz, o espanto e consequente terror e, na esmagadora maioria dos casos, culminavam no nojo. Alguns optavam por comer e calar, outros não aguentavam e cuspiam discretamente o restante bolinho para o guardanapo mais próximo.
Agora pergunto-vos eu, o que acham que seria o recheio desses mini-bolos?
Tão somente uma das coisas mais horrorosas que já tive oportunidade de provar. Uma vez na vida, UMA vez foi suficiente para chegar à rápida conclusão de que não suporto nada que saiba a isso, para passar a evitar todo e qualquer contacto com essa coisa. Até ao dia do tal beberete, em que não fui a tempo. Comi, calei, avisei quem conhecia e assisti à curiosa reacção de desespero dos que foram apanhados de surpresa. Não estou sozinha, concluí. Quase ninguém gosta da tal coisa.
E essa coisa, essa espécie de fruto e sabor a que me refiro, um dos mais odiosos que já tive oportunidade de degustar...é nada mais, nada menos do que a chila.
Lição aprendida, mais uma vez: desconfiar das aparências.
Mesmo quando a envolvência é achocolatada, o resultado pode ser catastrófico.
07/04/2006
O nosso amor é veeeeeerde!*

Aos poucos, regressa a calmaria. Muito menos palavras para ler, assimilar e escrever.
Devo-me horas de sono, de descanso, horas de leituras em dia e comentários (os blogs, sempre os blogs ;). Refeições mais decentes e feitas com tempo. Conversas.
Nestas alturas mais exigentes física e mentalmente, admiro-me com a resistência que conseguimos ter. Tenho um certo receio do que esta (aparente?) resistência me pode reservar no futuro. Mas agora assim de repente, prefiro pensar que consigo equilibrar as coisas e ir recarregando as pilhas. E para isso, nada melhor que um fim-de-semana.
Um bom, para todos :)
*Música de Natália de Andrade, parte da banda sonora da peça de ontem; se não conhecem, estão em boa altura de procurar conhecer ;) Quanto à peça em si, recomendo!
06/04/2006
Côiza rára
*I pôucu vishta, pêla cegun davêsh na sua isistenssia (ou aprossimadamente iço), u êrrortographicu xtá xeio de êrrus, muinto pur causa da atúal cuase tutal i açumi dafal tadeten pu da prinssipál i uniqa pustadora. Há é verdadd ôje arrangei tem-pu i vou ao tiatru aqui vêru Morgado de Fáfem Lisboua*. Até brevv e não deiam muintos errush qe êu tãobem me vôu ishfurssar! ;)
05/04/2006
Semáforo vermelho

09.2005
Há momentos assim, em que temos menos tempo para o que queremos realmente fazer por termos de gastar mais tempo com o que temos de fazer.
Apesar disso, um olá tardio e muito cansado, mas feliz :)
Hoje em especial, muito por causa da felicidade dos outros.
Porque é bom ver que quem merece, mais cedo ou mais tarde é recompensado*.
E eu, recompensada por contágio!
E os semáforos vermelhos...mudam depressa.
*Uns parabéns muito, muito especiais a quem de direito.
Porque fico contente com a felicidade deles ;)
04/04/2006
Dos conselhos
03/04/2006
Com e sem

Sem mentiras. Com muito teatro. Com panquecas. Com amigos. Sem sono. Com calma. Com tempo. Com visitas. Com chá. Com sol. Com passeios. Contigo.
Fins-de-semana. Não podia gostar mais deles.
Ainda para mais, quando sabemos que a semana vai ser a mil à hora logo pela amostra de segunda-feira...
Boa semana!
31/03/2006
Objectos impossíveis?

Catalogue des objets introuvables, de Jacques Carelman
É com este livro emprestado que estou a dar umas boas gargalhadas. Para verem uma amostra, cliquem aqui (só a língua espanhola é que funciona). Um exemplo bastante útil, retirado deste site: umas úteis pantufas para fazer a limpeza!

E porque não inspirarem-se e criarem vocês também um objecto impossível? :)
Bom fim-de-semana!
Já cá canta!

Directamente da Amazon para o meu leitor de DVDs. Ah pois, que a vossa Izzoldinha é fãzíssima assumidérrima desta série :)
30/03/2006
Burocracias onomásticas

03/2006
Prova viva de que as lojas orientais começam a entrar no espírito tuguinha. Ora porquê que uma loja se há-de chamar simplesmente "Loja Chinês" quando se pode chamar "Oriente Pérola Perfulgente"*? Haja imaginação, haja diversidade!
Noutro dia, a conversa era sobre lojas orientais. Dizia alguém que já não podíamos viver sem elas. Senão, onde íamos comprar aquele corta-unhas tão bonito com o galinho de barcelos estilizado, aquele telefone gigante com uma fonte incorporada em forma de dragão dourado, aquele conjunto de 58 caixas de plástico de 58 formatos diferentes?! É um facto: a nossa vida não tinha o mesmo brilho.
*Perfulgente: que fulge, que brilha muito; resplandecente.
29/03/2006
Nunca...

Conclusão: nós, 3 – grande cadeia de cinemas, 0.
Ou de como certas falhas da tecnologia podem ser relativamente vantajosas ;)
Ainda sobre o filme, é levezinho, divertido e recomenda-se a quem goste de filmes direccionados para público infantil (eu, que muitas vezes gosto) ou simplesmente queira ir dar umas gargalhadas e uns sorrisos ao som da very British pronúncia do Sr. Firth e da Sra. Thompson. Hmmm.
28/03/2006
Sede...

...ntário. É como é o meu trabalho.
O emprego ideal para mim era mais ou menos este, mas com uma cadeira decente, ergonómica e perfeita, que permitisse a liberdade de movimentos enquanto assegurava o máximo conforto e bem-estar. Para além de garantir sempre posturas perfeitas e uma temperatura corporal adequada. E já que estamos em maré de exigências, porque não incluir na lista de necessidades uma função de massagem automática totalmente personalizável?
Grunf. Todos os trabalhos têm pontos negativos.
E o sedentarismo é o ponto mais negativo do meu.
27/03/2006
Devagar...
Boa semana :)
24/03/2006
Liberta o cusquinho que há em ti!
Lembram-se disto? Se quiserem libertar o vosso inner cusquinho, toca a ler o que se segue:
Se tiverem libertado o cusquinho que há em vocês, já seleccionaram este texto escrito a branquinho para o lerem! E eu...faria exactamente o mesmo :)
Pois bem, depois de a coisa estar devidamente confirmada e não haver meio de voltar atrás, mais pormenores: as mudanças são laborais. Envolvem permanecer na mesma área, mas numa empresa diferente, num sítio diferente e espera-se que com uma dimensão e ambições bastante diferentes. Melhor, também. E já começou a contagem decrescente!
O errortográfico vai ser escrito com as mesmas mãos, mas com teclas diferentes.
Mudanças. Ai, gosto tanto.
Posto isto, bom FDS aos cusquinhos ;)
Se são tudo menos cusquinhos, resta-me desejar-vos um óptimo FDS!
23/03/2006
Não é a mesma coisa sem vocês.

22/03/2006
Vai uma saladinha?

21/03/2006
Choque tecnológico retro
Milhares e milhares de palavras depois
Porque prefiro mil vezes ler por querer do que ter de ler.
20/03/2006
E porque não...

[daqui]
...esta semana *E* todas as outras?
É das coisas que não compreendo: os maus tratos aos animais.
Sem falar do abandono e da indiferença em geral.
Portanto, faço minhas as palavras do poster e aconselho que a frase seja aplicável a....todas as semanas do ano.
Boa semana :)
17/03/2006
Liberta o fangiozinho* de meia tigela que há em ti...
Num mundo ideal, podíamos todos ser condutores exemplares, cumpridores, corteses, prudentes, bem-educados, cívicos...mas quer-me parecer que grande parte da população aqui do cantinho não vê grande piada nisso. Onde estaria a emoção, a adrenalina, o poder, o risco, o desafio, se...
- todos cumpríssemos o código não passando riscos contínuos como se não houvesse amanhã?
- não arriscássemos a nossa e porque não - num estóico ataque de puro altruísmo - VÁRIAS outras vidas de vez em quando, com uma ultrapassagem impossível, um ângulo de passagem altamente improvável, uma manobra tão idioticamente inovadora como a que acabamos de inventar?
- não pegássemos no carro só porque não vemos nem uma manada de elefantes rosa-choque à frente do nariz?
- não andássemos a velocidades ultra-excessivas só porque...temos pressa e tudo o que se meter à nossa frente é um alvo a abater?
- não conduzíssemos depressa só porque está a chover torrencialmente e há outras pessoas na via?
- não ignorássemos deliberadamente todo e qualquer peão, que não tem nada que atravessar precisamente no sítio em que *nós* queremos passar?
- não aproveitássemos esses momentos mortos da condução para contactar toda a nossa agenda telefónica, enviando mensagens escritas a quem não atender?
Claro, a coisa assim não teria piada rigorosamente nenhuma! Portanto, fangiozinhos de meia tigela deste mundo, uni-vos e ide, ide por essas estradas afora. Sigam as placas com a indicação Antártida, virem à direita depois do 3º icebergue e façam um favor ao mundo: dediquem-se a estudar o aumento do buraco do ozono. Porque todos podemos ser úteis, de vez em quando: basta que haja imaginação suficiente.**
*Mais informações sobre esse histórico condutor aqui. De salientar que esta referência é utilizada a título comparativo, não se procurando de forma alguma atentar contra o bom nome da pessoa em questão. Para que conste :)
Extra, extra!
Nada mais, nada menos do que uma das minhas receitas favoritas ;)



