11/07/2006

Coisas que eu gostava de perceber I

Porque é que alguns velhotes gostam de mandar bocas a mulheres mais novas? Por mulheres mais novas, entenda-se quase todas as das imediações, porque quando atribuímos a classificação de velhote a alguém em determinado momento, isso implica que não haja muita gente mais nova por perto, sendo então a idade aquilo que distingue aquela pessoa em particular do resto do mundo em geral. Saliente-se desde já que ao optarmos por velhote e não velhinho, estamos já a expressar o grau de querideza da pessoa em questão: os velhinhos são aqueles que nos fazem lembrar os avós, têm um ar afável e simpático, enquanto os velhotes são aqueles que no fundo não nos transmitem grande coisa a não ser a idade e, eventualmente, podem até suscitar menos empatia.

Já a minha avó diz que os olhos não são para comer sopas, portanto aceito que se possa olhar, ver e até admirar quem passa; mau era se andássemos aqui todos a olhar para o chão ou a ver navios. Sim, existem outras pessoas neste mundo! Isto pode ser uma novidade bombástica para alguns egoístas crónicos; mas destes, não reza o post de hoje, portanto adiante.

O que não compreendo é a necessidade que os velhotes têm de mandar uma boca, necessidade esta que parece afectar um considerável número de velhotes aqui das redondezas; boca esta que, em lugar de enaltecer a beleza ou fazer alguém sentir-se admirado, provoca pouco mais do que repulsa, podendo até apelar a reacções verbais ou físicas relativamente violentas. A boca foleira pode transformar alguém que até ao momento víamos como um simples velhinho...num velhote.

Por exemplo, hoje um velhote caquético pôs-se com um pxxxxxt pxxxxxt e a murmurar qualquer coisa entredentes (muito possivelmente, postiços) enquanto eu estava a passar. E o que é que eu fiz? Instintivamente, virei-me para ele – velhote – e disse com o meu tom matinal pré-pequeno-almoço menos simpático número 2: “XIU! Esteja mas é calado e ganhe juízo!”

Não consegui evitar! Velhotes caquéticos-armados-em-espertos como este deste mundo: por algum motivo vos caem os dentes, OK? Para terem menos probabilidades de dizer asneiras! Portanto apanhem o metro, vão até um jardim público jogar umas cartadas, sorriam aos transeuntes, oiçam o relato e falem mal de meio mundo; isto, vocês fazem bem. Quase tudo o resto irá fazer-vos cair no ridículo. Respeitem quem vos paga parte da reforma e tem idade para ser vosso bisneto! Grunf!

10/07/2006

Post azulado

La vendetta si serve fredda*

*Que é como quem diz, venceram os azuis de que gostava mais! E sim, é só isto que tenho a dizer sobre o Mundial :)

07/07/2006

Modo de fim-de-semana...

...prestes a ser activado. E nada como uma tarde calma de sexta-feira para entrarmos no ritmo!

Bom fim-de-semana para todos :)

06/07/2006

Porquê, oh porquê!

Sim, podia escrever pungentes lamentos acerca da nossa derrota de ontem. Mas não.

Esta dramática expressão do título é a que me escapa sempre que estou numa sala de cinema (daquelas mais foleiras, aonde só vamos obrigados ou com convites) - a sala está vazia e eu chego relativamente cedo para escolher o lugar. Passados largos minutos, quando o filme está prestes a começar, chega a pessoa mais alta da cidade, quiçá até do país ou do mundo, ou pelo menos daquela sala, e senta-se precisamente...à minha frente. A isso, eu chamo ter sorte, daqui do alto do meu imponente metro e sessenta!

05/07/2006

Jogo jogo jogo jogo jogo...

...jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo!*

*Pois, não se fala de outra coisa :)

Bah!

Apesar de a odiar convictamente, fui obrigada a reactivar a verificação para os comentários. É que ultimamente, há uns polacos que parecem gostar imenso de alguns posts deste blog...tenham lá paciência, porque a minha - para apagar os comentários publicitários - já acabou. A gerência apresenta as suas desculpas e agradece encarecidamente aos comentadores resistentes!

Sugestão



Christine: [seeing his bandage] Whoa, what happened?
Richard: You want the short version or the long one?
Christine: The long one.
Richard: I tried to save my life but it didn't work.
Christine: Wow. What's the short one?
Richard: I burned it.

Dos melhores filmes que vi nos últimos tempos; mais um que escapa com distinção à onda de filmes de Verão. Altamente aconselhável!

Mais informações: aqui e aqui.

04/07/2006

Querer é poder?

O facto de querermos algumas coisas e não querermos outras permite-nos delinear as nossas metas, traçar fronteiras. O que queremos ou não mostra quem somos, vinca o nosso carácter e delimita o percurso da nossa vida. Mas querer, ou não querer, não é suficiente. Porque há alturas em que o que queremos nos foge e o que não queremos se impõe. Temos de saber lidar com o facto de que nem sempre tudo corre...como queremos.

Mas pior ainda, é não sabermos o que queremos. Todos temos momentos de indefinição; o pior é quando a indefinição começa a ser uma constante demasiado presente. Temos necessidade de ter quereres. A maior parte das vezes, estes quereres não são materiais, são apenas objectivos que traçamos para nós próprios. O mais importante? Não desanimar se não os cumprirmos. Não desanimar por demorarem mais a surgir determinados momentos, coisas, acontecimentos, o que quer que seja. Alterar o que for preciso. Porque sabemos quase sempre o que não queremos, e isso já é alguma coisa.

Vem isto a propósito de nada em especial. Acho que foi só um momento de introspecção relacionado com a alteração numérica que se aproxima :)

03/07/2006

Ser peão I


passadeira
s.f.
(...)
marcação de listas largas e brancas no pavimento de uma estrada indicando a zona de passagem para os peões.


Todos somos peões, de vez em quando. E agora que sou muito mais vezes peã do que condutora, tenho constatado que uma elevada percentagem de condutores está seriamente empenhada em extinguir essa espécie incómoda e dispensável que são os peões. Somos alvos a abater, carne para canhão, portanto; ajudamos a prolongar o clima bélico das estradas portuguesas até aos passeios, numa atitude estóica e corajosa em prol da humanidade muito mais importante que anda sobre rodas.

É que eles são chatos, pá! Uma pessoa a querer acelerar por essas estradas afora, a andar na sua vida, e tem de parar por causa de uma mísera pessoa?! UMA que seja, pá?! Mas que grande seca! Eles têm tempo e eu não, pá! E além disso, tenho pressa! Quem anda a pé nunca tem pressa e tem sempre muito tempo!

Pois. Não digo que os peões possam usar e abusar do estatuto, atravessando sem olhar para a estrada, agindo como se o mundo tivesse de parar para eles passarem quando lhes der na real veneta ou atravessando onde bem lhes apetece. Mas os exageros e as manobras arriscadas, as tangentes e as travagens bruscas que vejo todos os dias [quase] nunca são provocadas pelos peões, mas sim pela habitual atitude “quem manda aqui sou eu e máinada” de muitos condutores. Felizmente, não todos.

Ainda hoje, foi por um triz que escapei a uma cinquentona algo desgovernada que me contornou a grande velocidade quando eu já ia a meio de uma passadeira, num local com óptima visibilidade. Para não me deixar passar, a senhora quase tinha um encontro muito imediato com um amistoso e verde vidrão. E eu fiquei aqui a pensar que a modos que não me importava nada de viver mais uns anitos.

Quando vemos os outros como obstáculos - nas estradas e em muitas outras áreas - algo de muito mau se passa na nossa mente.

Boa semana ;)

30/06/2006

Era um copinho com dois sabores, ó-sá-xavôri!


Muttscomics.com

Só falta mesmo o calor, porque a vontade de comer gelados arranja-se depressa :)

Bom fim-de-semana!

29/06/2006

É para mim, e depois?

[Loja de bonecada de uma grande superfície comercial]

- Queria levar este.
- É para oferecer?
- Não, é mesmo para mim!
- (ar de desprezo, algures entre o enjoado e o raispartam-este-emprego)

Já não se pode comprar um boneco de peluche, é, senhora trombuda da loja de peluches?! Umpf!

28/06/2006

Claro!

Sim, estou a ver tudo claro. E não, não é um raro momento de iluminação ou clarividência. Não é uma daquelas situações em que finalmente, vi a luz. Não é uma questão de ter descoberto uma verdade universal absoluta. Nada disso.

...

É mesmo cansaço ocular :)

A vida secreta das palavras


Aproxima-se aquela época do ano em que a oferta cinematográfica é cada vez menor e significativamente pior. Portanto é bom encontrar filmes como este; que não sendo genial, é altamente recomendável. Porque há palavras e relatos que devemos ouvir sempre, porque há tantas histórias e acontecimentos marcantes que nos passam ao lado, tanta violência* que passa despercebida e que faz com que a nossa vida pareça tão insignificante. E ao mesmo tempo, preciosa.

(*link para o site do IRCT - Conselho Internacional de Reabilitação das Vítimas de Tortura)

27/06/2006

Relativamentes

Sou preponderantemente optimista, mas não esqueço as probabilidades menos optimistas.
Confio na força interior, mas nunca me esqueço das fraquezas e dos limites.

Quando me lembro das perspectivas piores, tento afastá-las para muito longe, mas elas continuam lá, latentes; ameaçam, regressam quando não quero vê-las. Devagar, mando-as para longe.

[Estou a torcer por ti. Não que alguma vez vás ler isto - porque sei que não vais - mas não queria deixar de o dizer.]

Mais de 15 000 visitas depois...

...só me ocorre agradecer a paciência e matutar no porquê dos vossos regressos :)

26/06/2006

Das semanas que se prevêem atribuladas...

...ou simplificando a coisa, desta em particular, que não começou propriamente bem, mas que com certeza irá acabar melhor! Haja paciência, pensamento positivo e mãos para dar conta de tudo.

Boa semana para todos :)

23/06/2006

E por falar em S. João...


Ah pois é, a noite mais longa do ano portuense está aí! Munida de um galante, simpático, cheiroso e tradicional alho porro, irei tentar que ele trave um contacto próximo com todos os narizes e pescoços das redondezas izzoldinas :)

Animação de rua não falta, há inúmeros concertos e bailaricos e haja pernas, porque só se pára de manhã!

Ó meu rico S. João,
Vou andar, andar, andar!
Eu e o meu alho porro,
Só de manhã vamos parar!

[Cof!]

Bom S. João para quem o comemora! Aos restantes, bom fim-de-semana :)

BiZiBi :)

Para quem ainda não conhecia, é este o nome do projecto de que vos falei ontem, no qual também dou uma mãozinha!

E a partir de hoje, algumas das peças estão na Feira de S. João, em Évora, juntamente com outros artigos (lindos!) do Spuff. É a primeira feira em que o BiZiBi participa, graças ao convite (e à simpatia, à amizade e tudo e tudo) da dona do Spuff!

Para verem algumas das criações, podem visitar o blog BiZiBi, que já contém algumas amostras do trabalho e que irá ser actualizado em breve com várias fotografias das peças à venda na feira :)

Espero que gostem!

22/06/2006

Mãos para que vos quero

Trabalhos manuais! Nunca fui propriamente habilidosa nem paciente para trabalhos manuais de monta. Ainda sou do tempo em que havia esta disciplina com várias designações ao longo do percurso escolar, portanto ainda andam algures lá por casa suportes para vasos em ráfia, porta-lápis, interessantes panos com bordados, serapilheiras...bem, toda aquela panóplia de artigos bastante inúteis, mas giros, que nos divertimos - ou entediamos - a fazer manualmente. Muitos dos que comecei - confesso - estão por acabar.

O meu problema com os trabalhos manuais é sempre o mesmo: um misto de preguiça com falta de paciência. É terrível, e é um hábito que estou sempre a tentar corrigir ou contrariar. Bem, pior que não acabar, é nem sequer chegar a começar. E eu comecei, por arrasto de uma artista a sério e de um artista por natureza; eles têm jeito, eu tenho boa vontade! Assim começou um projecto de projecto, ainda muito pequeno, mas com algumas mãos a tentar que ele, devagarinho, tenha pernas para andar.

Mais pormenores, amanhã, aqui no Erro ;)

21/06/2006

Verão!


Sim, é a minha estação preferida :)

Um bom Verão para todos!

E para comemorar, uma sugestão doce aqui no Comida Saudável.

Dos relatos


O meu avô ouvia sempre o relato em altos berros. Com ou sem TV ligada, era vê-lo muito concentrado a olhar para o ecrã ou para o infinito, à espera da gritaria eufórica que anuncia os golos e a vibrar com as situações que se não são polémicas e empolgantes, passam a sê-lo na rádio. Tudo são tangentes, tudo é por um triz, qualquer situação aparentemente insignificante na TV pode atingir proporções inimagináveis de catástrofe ou de caso marcante do jogo. A emoção, essa é muito ampliada e pode assumir contornos perigosos para cardíacos ou pessoas facilmente emocionáveis. Por outro lado, a imaginação e a capacidade de visualização são fortemente estimuladas pelas palavras ouvidas; coisa a que regra geral, muita gente não está habituada.
Hoje vou ouvir o relato!

20/06/2006

Hipocondria fictícia

Se existir um síndroma pré-Verão que deixa as pessoas num estado de disposição relativamente-má-embora-algo-inexplicável, misturado com aquela vontade queria-estar-em-tantos-muitos-inúmeros-sítios-mas-aqui-não, aliado a pouca paciência para executar tarefas e trabalhos que têm de ser feitos independentemente da vontade [inexistente] e a uma dose QB de irritação, eu tenho esse síndroma. Se ainda não existir, declaro-o inventado e nomeio-o síndroma pré-Verão-sai-de-baixo-senão-está-o-caldo-entornado.

Isto passa, isto passa...mas se alguém conhecer um antídoto de acção rápida, muito agradecida! :)

19/06/2006

Canções para dias cinzentos

Sing when you talk I'll listen
Sing when you think i'm near
Can't be a song without you
Harmonise, sing your memory here

Ou para tentar esquecer o trânsito e as buzinas que se ouvem lá fora. Um bocadinho mais difícil de adivinhar que a anterior. Algum palpite?

Boa semana, que se avizinha cada vez menos cinzenta :)

Mamã, eu quero...



...paçoquinha! Ou de como uma visita a um supermercado com produtos brasileiros nos pode permitir descobrir um snack agradável. Embora seriamente viciante. E algo calórico. A consumir, mas com moderação. Ou nem por isso, se nos der na veneta.

Para quem nunca provou, uma receita aqui.

16/06/2006

Liberta o pá que há em ti, pá!


Bolas, pá! Já não se pode estar descansado no trabalho, pá. Está uma pessoa, pá, a tentar passar, pá, a sexta-feira sem grandes sobressaltos, pá...é que podia receber trabalhos grandes, pá, mas não, pá, são muitos e muito pequenos, pá, e só a trabalheira que dá, pá, descompactar, fazer o trabalho, comunicar erros e problemas, pá, voltar a compactar, pá, que grande e descomunal seca...pá! Já não bastava, pá, ser uma das únicas 27,8 pessoas que têm de trabalhar hoje, pá. Não há direito, pá!

Não sou de dizer muitos pás, pá, mas como estou com aquela disposição que é um misto, pá, daquele aborrecimento miudinho com a sensação tirem-me já daqui ó-fá-xavôri, pá, que é sexta-feira, pá, decidi tentar afogar a minha ira, pá, dizendo muitos pás. Pá. Descobri, pá, que isto não adianta grande coisa, pá. Mas pá, assim, pá, já sei qual é a sensação, pá.

Por isso, pá, um grande fim-de-semana para todos, pá, aproveitem pá e que o joguinho, pá, nos corra bem, pá. Tenho dito, pá.

PS, pá - Sim, é ainda mais irritante ler muitos pás do que ter de os ouvir! Pá :)

14/06/2006

You make it easy...


...to watch the world with love

Ou de como há canções que se podem ouvir vezes sem conta. Como esta.
Alguém a reconhece? ;)

Bom feriado!

13/06/2006

Das pessoas genuínas

Foi a minha primeira melhor amiga e uma das melhores de sempre. Conheci-a na escola primária e foi empatia à primeira vista. Eu era (e ainda sou) mais calada e tímida, ela comunicativa e extrovertida. Éramos unha com carne. Lembro-me o quanto gostava de estar com ela nas aulas, de ir às aulas de ginástica com a minha mãe e de ela ser a única pessoa da minha idade nessas aulas com igual vergonha de usar um fato coleante muito anos 80. Lembro-me de ela ir às minhas festas de anos, as primeiras com amigos convidados. Opções linguísticas diferentes separaram-nos logo no 5º ano - eu escolhi Inglês, ela Francês. Depois, mudanças de escola consumaram a separação física. O facto de ela não parar quieta (por bons motivos!) foi acentuando cada vez mais essa separação física e durante anos, não a encontrei. Até hoje, é uma das pessoas mais genuínas que conheço. Daquelas com um sorriso desarmante, capaz de espelhar a alma ao detalhe e na perfeição, daqueles sorrisos que nos contam tudo. Sorrisos de alma e coração.

Com grande pena minha, não mantivemos nenhum contacto durante anos.

Hoje durante o pequeno-almoço no actual sítio do costume, ela encontrou-me. Com a mesma alegria contagiante. Com o mesmo sorriso de sempre. E foi como se nunca a tivesse perdido de vista.

12/06/2006

Falta só um mês?!

O tempo voa, eu também queria voar mais e ainda me falta voar tanto :)

Há dias assim...


...de poucas palavras, em que recorremos a imagens. É o caso de hoje :)

Boa semana!

09/06/2006

Querido Joshua,


espero que não me leves a mal estar a escrever-te assim sem te conhecer de lado nenhum. Eu sei que estás sempre muito ocupado a gerir pessoalmente a tua grande cadeia de restaurantes - tão representativa da gastronomia do teu país - e a fabricar incansavelmente litradas e litradas do teu famoso e poderoso molho de alho; sei que o teu molho é uma receita de família antiquíssima, que só leva ingredientes naturais e nem sequer tem corantes nem conservantes. Cof.

Mas em nome de todos os fãs do dito molho...não seria possível acrescentar-lhe um poderoso aniquilador do mau hálito gerado? É que não se aguenta, Joshua, não se aguenta. O efeito dura, e dura, e perdura, e mesmo quando pensamos que está a passar, chega alguém passados 2 dias e meio e comenta com um ar horrorizado "Mas que intenso cheiro a alho! E é de ti!". Prédios inteiros evacuados, relações destruídas ou seriamente afectadas, desmaios e convulsões...o drama vivido pelos fãs do molho é real. Pelo menos, podias diminuir a intensidade do hálito gerado, de forma a que quem não consegue resistir a chafurdar as batatas no molho pudesse andar na rua sem afugentar as pessoas e os animais. E sem que fosse necessário gastar 23 tubos de pasta dentífrica e 8,7 litros de elixir bucal.

Muito agradecida,

Izzoldinha

Prémio!

Depois de deixar a questão marinar durante algumas horas e avaliar criteriosamente o prémio a atribuir ao vencedor, cheguei a várias hipóteses de prémios:

1) Amizade eterna e inabalável;
2) Viagem ao Brasil e várias outras viagens a combinar;
3) Número infinito de jantares, sessões de cinema e programas de lazer em geral;
4) Post no Errortográfico, o primeiro post de um convidado especialíssimo [opcional ;)]

E como sou uma mãos largas...decidi atribur todos os prémios!

E o vencedor é...

...uma vencedora!

Por pura coincidência, telepatia ou simplesmente sorte, a vencedora é nada mais, nada menos que a minha amiga-do-coração Nocas, ali do PorquinhoAzul! Com a hipótese MIGUEL. Sim, este é o nome do misterioso senhor do café, agora um rosto com nome.

Aos restantes participantes, o Errortográfico agradece, encarecido :)

08/06/2006

1.º Concurso do Errortográfico


A propósito do costume que já não é costume e daquele que tem sido um dos meus objectivos da ida diária ao café: se bem se lembram, queria descobrir o nome do senhor simpático e bonacheirão que me atende todos os dias. Podia ter perguntado, claro, mas decidi usar os ouvidos e as antenas izzoldianas para descobrir o nome da maneira mais difícil. Com paciência, consegui. Portanto, declaro aberto o concurso que me foi sugerido na altura! Ou pensavam que me ia esquecer?

Quem adivinha o 1º nome do dito senhor?

:)

Novos inquilinos ;)


Sim, a arrumação de que vos falei aqui ainda dura! Estou a conseguir ultrapassar o meu recorde pessoal - algo que não é propriamente difícil, pois era de apenas escassas horas - e manter o meu armário de sapatos arrumado! E nada melhor para coroar esta grande vitória do que...um novo par de sapatos! Que supostamente, não é um par qualquer...é um par de sapatos daquela marca do cão de orelhas enormes. O que significa que os sapatos têm de ser confortáveis. E são, de acordo com a minha relativa experiência em sapatos da marca. Será que foi desta que encontrei os sapatos mais confortáveis do mundo? :)

07/06/2006

Liberta o romeiro estoura-vergas que há em ti!


Pois é, chega a altura das festas das cidades, vilas, aldeias e afins deste Portugal. As vendas de material pirotécnico, açúcar, carvão e óleo para fritar atingem o seu pico máximo, graças ao fogo de artifício, à doçaria tradicional das romarias, às sardinhadas, às farturas! As pessoas, essas tiram dos armários as mais vistosas farpelas romeiras e toca a divagar por essas romarias afora, sedentas de fogacho de artifício, doçaria hiper-calórica, sardinhas, febras, pimentos e ansiosíssimos pela bela da fartura! Há também uma febre de rifas que costuma surgir associada a estas romarias tradicionais, bem como uma estranhíssima vontade de arriscar a vida em perigosos carrosséis cujo nível de segurança anda próximo do nulo. Se associarmos a tudo isto o facto de haver um mundial de futebol e uma onda de calor algo generalizada aqui no cantinho à beira mar plantado, começamos a ter uma ténue ideia do coeficiente de loucura colectiva que anda à solta nas ruas portuguesas: o ambiente propício para o desenvolvimento salutar do romeiro estoura-vergas.

O nível de loucura colectiva pode ser espelhado de forma quase perfeita através do fogo de bonecos. Para quem não conhece, o fogo de bonecos é uma tradição que consiste em colocar bonecos feitos em madeira, metal e papel no cimo de estacas de madeira. Geralmente, os bonecos representam personagens-tipo, profissões ou actividades: noivas e noivos, peixeiros, talhantes, polícias e ladrões, etc. Os bonecos estão equipados com vários efeitos pirotécnicos que, quando são activados, fazem com que os bonecos executem uma acção (por exemplo, os noivos dançam, o polícia bate no ladrão, etc.). Depois da tal acção, os bonecos podem a) rodar ou fazer algo vertiginosamente e a cabeça explodir no final ou b) não fazer mais nada, mas a cabeça explode na mesma no final. Um a um, os vários bonecos vão explodindo ruidosamente. Esta tradição ilustra bem o carácter do romeiro estoura-vergas, que explode nas romarias. Ser um romeiro insuportável e estoura-vergas implica:

1. Cheirar tremendamente a sovaco e/ou álcool e/ou fritos e/ou mau perfume e/ou mofo;
2. Comer como se não houvesse amanhã e desafiando todos os valores ideais para as análises sanguíneas e outras que tais; acompanhar toda e qualquer coisa comestível com bebidas alcoólicas, se possível vinhaça de qualidade duvidosa;
3. Andar pela romaria ignorando deliberada e orgulhosamente todas as regras de convivência sadia (ex. distribuindo encontrões gratuitamente, roçando o algodão doce em todos os casacos ou espirrando por cima da travessa das farturas para esbranquiçar as fatiotas mais próximas, falando o mais alto possível, etc.);
4. Rir desalmadamente sempre que a cabeça dos bonecos explode, no caso do fogo de bonecos, e vibrar loucamente com o fogo de artifício; é a nossa costela pirómana no seu melhor!
5. Assistir a todos os espectáculos musicais, entoando energicamente todas as letras e rodopiando sem prestar atenção a transeuntes inocentes e/ou a outros espectadores;
6. Comprar pelo menos um manjerico gigante, uma pistola barulhenta/telemóvel falso para cada elemento da prole e levar 25 farturas para comer mais tarde;

E aqui está, a lista de requisitos necessários. Se ainda não cumprem todos, tracem o vosso plano de acção para 2006, porque as feiras, festas e romarias andam aí! :)

06/06/2006

Indesculpável

Até que ponto algo pode ser indesculpável? Há coisas que considero indesculpáveis, mas depois há uma série de atenuantes ou coisas que parecem indesculpáveis e que acabamos por desculpar.

Desculpando ou não, tenho a característica de não esquecer. Por mais que até possa querer ou tentar fazê-lo. Não sei se é porque costumo aprender com os erros, não sei se é simplesmente defeito, ou feitio. É que não esquecendo, lembro-me desses acontecimentos/palavras/acções mesmo quando toda a gente - convenientemente ou por acaso - já se tinha esquecido deles.

Bem, tudo isto porque não gosto mesmo nada de esquecimentos. E não me impeço de os relembrar quando isso é necessário. E se isso faz de mim má pessoa, então acho que sou mesmo uma má pessoa com relativa boa memória.

Posto isto, boa semana ;)

02/06/2006

Bom fim-de-semana!















Aproveitem bem!

Tcharã!


E eis que já há lá em casa...uma Bimby! Para quem não conhece, a Bimby é um robô multiusos que faz quase tudo na cozinha; para além de combinar as funções de 10 electrodomésticos, ainda cozinha mesmo. Portanto, ou muito me engano, ou eu e a Bimby vamos ser grandes, grandes amigas.

Mundo culinário, se eu já era uma chef magnífica (cof), tornar-me-ei imparável com a Bimby! Ó ié!

01/06/2006

Verdades inegáveis do meu armário de sapatos

Atacada por uma febre elevadíssima de arrumações - fugaz, mas que deu os seus parcos frutos - ou então por ter aparecido a dona de casa ultra-dedicada que há em mim, de acordo com a magnífica teoria da Rosa, andei encafuada no meu armário de sapatos a tentar organizar esse útil compartimento que é sempre a) pequeno demais para todos os sapatos de que precisamos de ter (não existe o conceito de sapatos a mais para a esmagadora maioria das mulheres, não senhora!) e b) grande demais para lá conseguirmos encontrar qualquer coisa rapidamente.

Ao analisar cuidadosamente o meu espólio sapatal, constatei que os meus sapatos duram muito. Mas mesmo muito. Não porque tenha especial cuidado para não os estragar, mas sim porque...bem, acho que por natureza, não estrago muita coisa. Raramente parto coisas, raramente provoco danos irreparáveis e raramente estrago sapatos ou roupa, com tudo o que de bom e mau esta característica de poupança involuntária tem.

Bem, o resultado da arrumação foi maravilhoso e útil: sapatos divididos por estações e estilos, chinelas com recanto exclusivo, aspecto visual do armário optimizado e organizadíssimo. Pena que só dure até uma daquelas fúrias onde-é-que-estão-aqueles-sapatos-assim-e-assado que me dão frequentemente. Até lá, vou dedicar grande parte do meu tempo livre a observar o armário assim, arrumadinho! São momentos raros que há que aproveitar, aqueles em que estamos orgulhosos de uma arrumação que sabemos que vai ser muuuito passageira :)

31/05/2006

Ler é poder.

Porque amar também é isso: fazer o que se sabe que o outro desejaria, por mais insignificante ou até burlesco que nos pareça. Desistir daquilo em que acreditamos ou prescindir daquilo que somos, mesmo que momentaneamente: e oferecer ao outro um sorriso, ou uma possibilidade de sorriso. Esquecermo-nos: e saborear o sorriso do outro.

Excerto de # 18: Um relógio a tiquetaquear, um conto de que gostei particularmente e que me diz muito, retirado descaradamente daqui do blog de Paulo Kellerman, vencedor do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2005.

Um autor a descobrir através do livro de contos “Gastar Palavras”, a minha aquisição mais recente na Feira do Livro do Porto e que espero poder conhecer pessoalmente na Sexta-feira, aqui no Porto. Pelo que li até agora, recomendo!

30/05/2006

Dos elogios



Todos gostamos de ser elogiados, seja pelo que for e por mais que não o admitamos. Nada melhor que um elogio – sincero, não gratuito! – para nos alimentar o ego e a auto-estima, os níveis de confiança ou simplesmente para nos ficarmos a sentir (ainda que ligeiramente) melhor connosco próprios e com os nossos actos.

No entanto, verificam-se as reacções mais díspares nas pessoas que ouvem elogios: algumas negam educadamente que o elogio seja merecido, outras ficam envergonhadas e cor de tomate e sem palavras; algumas sentem-se lisonjeadas e agradecem, outras aceitam com relutância e agradecem na mesma. Algumas pessoas recusam veementemente os elogios e até os refutam; pessoas há que parecem ficar ofendidas com os elogios, como se eles fossem um atentado ao real valor de alguém. Outras, pelo contrário, ficam excessivamente confiantes e interpretam os elogios como uma subida a um pedestal do qual parecem pensar que nunca vão descer. Sim, é incrível como a forma como as pessoas ouvem e aceitam (ou não) os elogios diz muito do seu carácter!

Os elogios podem ser perigosos se a pessoa visada os tomar como garantidos. E também não devemos trabalhar ou agir para ouvir elogios; para nós, deve ser suficiente cumprirmos os nossos deveres ou fazermos as coisas tal como achamos que devem ser feitas em consciência.

Não defendo que façamos todos elogios a torto e a direito. Mas acho que um elogio merecido nunca deve ser calado (acho que já deixei de dizer alguns e depois fico sempre a achar que os devia ter dito). Nem recusado assim sem mais nem menos. Portanto, elogiem e deixem-se elogiar na conta certa :)

29/05/2006

Dias de calor: este e o outro

Este escritório não tem ar condicionado. O outro tinha.

Mas neste escritório, tenho a minha própria ventoinha vintage: uma Shern Fehng Super Deluxe com duas velocidades, linda e charmosa como só uma ventoinha vintage pode ser!

Ou seja, no outro escritório estava mais fresco, mas eu nunca pareceria a Grace Kelly*, de melena esplendorosa a esvoaçar ao vento refrescante, espalhando o meu charme e carisma intrínsecos pela área envolvente. Só me falta mesmo uma écharpe esvoaçante! ;)


**

Não liguem, isto já passa. O calor tem destas coisas. Boa semana!

*E a Grace Kelly foi seguramente a minha primeira - e talvez única - ídola actriz de criança, até hoje.
Mas isso já são pormenores.
** Imagem
daqui.

26/05/2006

Ai, o calor, o calor...

A percentagem de conversas que temos e que envolvem o tempo é gigantesca, esmagadora, cruel, abismal, avassaladora e até assustadora.

E hoje é um daqueles dias em que o tempo dificulta arranjar outros temas que não...ele próprio.

Ou seja, temos um típico caso daquele inútil post sobre o tempo que serve também para vos desejar um óptimo fim-de-semana :)

25/05/2006

Liberta o betucho irritante que há em ti!*

Jovem, se não tens muito que fazer e queres impressionar ou horrorizar os teus pares, aproveita para dedicar o teu tempo a cumprir os requisitos desta lista! O betucho irritante que há em ti irá impôr-se avassaladoramente perante o restante mundo e subjugar os tiranos possidónios! O povão prostrar-se-á a teus pés e adorar-te-é, enlevado com tanta risca e caturreira! Inicia, pois, a tua tarefa hercúlea e mostra ao mundo que há sempre algo infinitamente melhor que o resto: tu próprio!

1. Cabelo
Deixa crescer o cabelo até um comprimento de nível irritante para o pescoço. Presta especial atenção à zona da pála frontal, uma melena de cabelo que deverá tombar despreocupadamente sobre o rosto, servindo de escudo contra o ar dos possidónios e permitindo interessantes trejeitos faciais horrores de chiques.


2. Visual
A roupa deverá ser inteiramente composta por tons caqui, bege (sim, são montes de diferentes), amarelos pálidos ou tonalidades pastel e padrões marinhos/vermelhos às riscas. Admitem-se algumas excepções, mas regra geral há que usar no mínimo uma peça caqui e um padrão às riscas, sob pena de o coeficiente de betuchice diminuir drasticamente. Muita atenção ao calçado, que pode deitar tudo a perder: nada de usar o belo do chanato! Algo também muito importante é o tom de pele, que deve ser o mais bronzeado possível, custe o que custar.

3. Fala
Usa os termos e expressões fantástico, imenso, horrores, fabuloso, delicioso, sei lá, montes de, ouça lá como se não houvesse amanhã. Exemplos de frases: Hoje estou montes de fantástico porque está imenso calor, sei lá! A pronúncia correcta deve ser treinada nos locais adequados, tais como cabeleireiros VIP, spas da socialite ou bares da moda. Toda a gente deve ser tratada por você, inclusive eventuais animais. O tom arrogante e superior é indispensável ao verdadeiro betucho irritante.

4. Acessórios
Óculos de sol da moda e de marca ultra-cara, telemóvel topo de gama a trocar mensalmente, bólide invejável, cão de raça que se tem só porque é bem. Todos estes acessórios, não sendo obrigatórios, são importantes mais-valias.

Quanto ao resto, é uma questão de tempo, pois a betuchice é altamente contagiosa quando se começa a frequentar os meandros - embora o verdadeiro betucho, aquele mesmo irritante, não precise propriamente de dicas (e muito menos as viria procurar a este blog) e já ande por aí, solto a libertar o seu infindável charme.

*Sendo que ser betucho, na realidade, é um estado de espírito e não uma questão puramente visual.
E sim, alguns são realmente irritantes.

24/05/2006

Do ensino


Nunca senti especial vocação para o ensino nem nunca pensei segui-lo. Durante o curso - cujas supostas saídas estão relacionadas principalmente com o ensino - muitas vezes tive de explicar que não, que não iria seguir a área de ensino (claro que quando dizia qual a área a que me iria tentar dedicar, vinha imediatamente um isso dá para quê? com o ar profundamente escandalizado de quem nunca ouviu falar nessa profissão, mas isso são outras histórias).
Isto a propósito de que actualmente, tenho de ensinar alguém a fazer um trabalho semelhante ao meu. Tenho concluído que a) até tenho paciência (a pessoa em questão ajuda, porque aprende rapidamente), b) era quase impossível ensinar sem alguma experiência (é engraçado constatar como os problemas que vamos ultrapassando são óptimos professores!) e c) aprende-se muito, muito e muito.
Curioso e muito valioso, isto de se aprender mesmo a ensinar. Se já sempre admirei os verdadeiros professores, aqueles que o são por vocação, que conseguem realmente fazer da aprendizagem um enriquecimento e um intercâmbio de experiências, que conseguem aprender com a aprendizagem, com as questões e as dúvidas dos alunos, agora ainda os admiro mais. É uma arte, esta de equilibrar as balanças do ensino e da aprendizagem.

23/05/2006

Fengshuização

Admiro quem tem paciência e vontade para aplicar as regras do Feng Shui (ler fón suei, de acordo com a minha professora de Mandarim) aos ambientes em que tem de passar grande parte do seu tempo. Gosto de ler dicas de Feng Shui (ver um exemplo aqui), mas sou obrigada a constatar o quão difícil seria aplicá-las lá a casa ou ao escritório, à excepção de pequenos pormenores que posso ir tentando alterar ou implantar: eliminar flores secas e ter muitas flores verdadeiras em vaso (de preferência, vermelhas), aumentar o número de plantas (idealmente, com folhas redondas) e cactos (significam resistência), manter vassouras guardadas e longe da vista (e de preferência, de pernas para o ar, pasme-se), manter a despensa abastecida (sim, o elevado número de pacotes de bolachas e snacks é aceitável perante o Feng Shui, pessoal!), preservar a organização e eliminar as coisas desnecessárias (cof cof, vou ter de trabalhar esta parte), etc. Entretanto, acabei por descobrir também que trabalhar perto de uma grande fonte e não ter outro remédio senão ouvi-la tem as suas vantagens: o som da água é calmante e extremamente benéfico!
O único problema é que acabo por constatar também que a energia da maior parte dos sítios aonde estou não está a fluir correctamente; portanto, descobri também a vertente mais imediata e útil do FS: poderei passar a utilizá-lo como desculpa para explicar qualquer problema. Ah pois. Eu sabia que me devia dedicar ao Feng Shui ;)

22/05/2006

Pensar em números ou o mistério do livro desaparecido

Ao contrário do habitual, esta semana começa calma, mas cheia de contas, percentagens e cálculos decisivos. O que me relembra o quanto prefiro deixar essas coisas para quem delas sabe e gosta.

Quando andava na escola primária, tinha um livro de exercícios de matemática para fazer em casa - arranjado pela minha mãe e não pela professora - que odiava, porque o achava demasiado difícil. Um belo dia, tive uma ideia brilhante, luminosa e genial: esconder esse livro algures no meio dos brinquedos; tão bem escondido, mas tão bem encafuado que nunca mais eu nem ninguém o encontrou...claro que foi prontamente substituído por outro livro de exercícios, de que eu já gostava mais.


Vem isto a propósito de que sempre desisti facilmente dos números, quando era mais pequena. Irritavam-me, fugiam-me e eu fugia-lhes por tabela. Agora tenho mesmo de os enfrentar, quando é preciso. Não tenho tanto receio deles...mas continuo a preferir as palavras.

Boa semana :)

19/05/2006

Do trabalho

Gosto do que faço e felizmente, tenho um emprego de que gosto. Não é perfeito, às vezes detesto-o, protesto, queria mudar tanta coisa ou tudo e só queria não ter muito menos ou nada para fazer, mas lá no fundo é óbvio que não me agradaria não ter trabalho e tudo o que isso implicaria a muitos níveis.

No entanto, não consigo viver para o trabalho, seja isso um defeito ou simplesmente feitio ou escolha de vida, como acho que é. Podia aceitar mais trabalhos do que os que já faço no escritório, ganhando, como consequência, bastante mais dinheiro. Podia trabalhar mais horas para cair nas boas graças dos empregadores e provavelmente, ganhar igualmente mais dinheiro. Podia, podia, podia.

Podia, claro. Mas onde é que eu ficava no meio disso tudo? Onde é que as outras pessoas de quem gosto ficavam? Onde ficavam as outras actividades de aprendizagem ou lazer, os tempos mortos...aonde iria parar a sanidade, o descanso mental? Não acho que se possam pôr essas coisas em modo de pausa. Ah, invisto muito no trabalho agora e *mais tarde* gozo...sejamos realistas: isso muito provavelmente, não irá acontecer. Porque quando existirem os tais momentos mortos ou de lazer, já não sabemos estar sem ser...a trabalhar. Ou já perdemos o contacto com tantas pessoas com as quais era tão importante ter mantido o contacto. Ou já dá demasiado trabalho...não fazer nada.

Por mais importância que o trabalho e actividades relacionadas tenham na minha vida, espero nunca as deixar ter mais importância do que eu própria e do que as pessoas de quem gosto. Não quero chegar a mais tarde e ver que quase tudo me passou ao lado por minha própria culpa. Porque garantido, só temos o agora. E não é por isto ser um cliché que deixa de ser verdade.

Com mais ou menos trabalho, bom fim-de-semana a todos! :)

18/05/2006

Das músicas e das memórias


Ah, vem depressa
Chorinho querido, vem
Mostrar a graça
Que o choro sentido tem
Quanto tempo passou
Quanta coisa mudou
Já ninguém chora mais por ninguém*

Casa de uma das minhas avós, ao colo da minha tia-avó. Quando começava a telenovela, parava tudo. Obrigava avó e tia a cantarem a música comigo, alto e a bom som. A música era esta, de Nara Leão.

Sempre associei e ainda associo muito as músicas a momentos, estados de alma, pessoas. Esta é uma das músicas da minha infância, de que ainda hoje gosto muito. Daquelas músicas que lavam a alma. E agora posso ouvi-la sempre que quiser :)
*Excerto da letra de Odeon, de Nara Leão.

Imaginarius!


Que é apenas um dos maiores festivais de teatro de rua nacionais.
A não perder, de hoje até Sábado em Santa Maria da Feira. Mais informações aqui.

17/05/2006

O costume que já não é costume

Ainda não vos tinha contado que o senhor que me costuma atender no meu novo café habitual tem cerca de quarenta anos, cabelo branco, ar bonacheirão e sorriso fácil.

E já vos tinha contado que não desgosto da preguiça que o "costume" permite.

Ora este senhor já sabe o que eu costumo tomar de manhã. Podia perguntar simplesmente se era o costume. Mas não. A expressão varia entre o mesmo, o habitual, o de sempre, o de todos os dias, entre outras variações que ele parece ir arranjando com a maior das facilidades, todos os dias. E realmente, porquê utilizar sempre as mesmas palavras quando temos tantas à disposição...

Vem isto a propósito de que ultimamente, ando a dedicar-me a tentar descobrir o nome do senhor sem lho perguntar directamente. Mas está difícil! Alguém conhece um senhor parecido e/ou tem sugestões? :)

16/05/2006

E mesmo quando...

...tinha acabado um dos projectos mais secantes de toda a minha [relativamente curta] vida laboral, resolvem mudar uma instrução uma hora depois de o entregar. Algo que vai implicar...ler tudo outra vez e corrigir inúmeras coisas.

Inspira, Izzoldinha, inspira que bem precisas de ar.

Não estou nada chateada, não. Claro que não. Esta foi só uma daquelas coisinhas insignificantes que estragam um dia inteiro. Agora se me dão licença, vou ler e corrigir milhares e milhares de palavras - outra vez - e depois vou só ali desancar um boneco vudu com um possante bastão desportivo. Acho que isso deve chegar. Isto já passa, isto já passa.

15/05/2006

Post decente temporariamente indisponível

Vou só ali começar mais uma semana cheia de trabalho depois de um fim-de-semana igualmente trabalhoso e já volto. Grunf. Que saudades de escrever muito menos em trabalho...

Boa semana!

12/05/2006

Ufa...

Que semana! Obviamente, parecia que nunca mais acabava, como todas as semanas laboriosas. Para piorar as coisas, o FDS que se avizinha não será totalmente isento de trabalho. Com algumas compensações para animar, é certo, nem tudo será mau e ainda bem :)

Bom fim-de-semana!

11/05/2006

Até a música acabaaaar...

Algures numa queima das fitas aqui perto, é difícil que a música acabe. Isto porque agora cada barraquinha está apetrechada com o seu próprio sistema sonoro mais ou menos roufenho a debitar música de melhor ou pior qualidade - não interessa. Interessa, sim, que se sobreponha à das outras barracas e que chame gente. Que haja música, sempre, eu gosto. Mas era mesmo preciso que tudo tivesse música ao mesmo tempo, cada barraquinha a procurar sobrepor as suas escolhas às das barraquinhas do lado? As pessoas andam ali no meio, a fugir como podem à luta dos decibéis. Resultado: décibeis vencem por KO. Pessoal responsável, música alta sim, mas era interessante conseguir trocar impressões e até ouvir-me ligeiramente a mim própria para não julgar estar a perder a sanidade e a audição, sim? Muito agradecida.

10/05/2006

Das formalidades

Há poucas coisas que odeio mais neste mundo do que as formalidades desnecessárias. Como poderão também já ter reparado anteriormente, odeio também os maus cheiros, a areia nos sapatos e o ruído de sacos plásticos, as pessoas cronicamente mal-dispostas, as falhas da tecnologia, os ruídos incomodativos, o trânsito, as gaivotas, a uva-passa, a falta de espaço e os encontrões, a chila, as pessoas que dizem bom dia com cara de tacho, blá blá blá. Em suma, toda essa panóplia quase infinita de coisas que nos dedicamos afincadamente a odiar.

Algumas formalidades são aceitáveis, implícitas e necessárias, porque indicam cortesia e boas maneiras; podem até ser consideradas hábitos de boa educação e não formalidades propriamente ditas.
Vem isto a propósito não de situações formais, mas de amigos e relações supostamente informais. É que se eu não gosto de formalidades, muito menos gosto delas quando são adoptadas por amigos. Mas tudo bem, até tento compreender que haja pessoas que sintam necessidade dessas formalidades. O que não compreendo é que exijam que elas sejam retribuídas ou compensadas de qualquer forma (!!). E que esperem que as formalidades condicionem uma relação de amizade. Porque para mim, só lhe vão retirar a espontaneidade e até - em casos mais graves - o significado. É pena. Porque a balança da amizade se equilibra quase sempre sozinha, sem interferências, quando há a tal da espontaneidade e da aceitação dos outros como são. Sem cobranças.

09/05/2006

Das saudades


Quando chegam as semanas académicas, é inevitável pensar nos tempos em que estávamos envolvidos nelas, na faculdade. Não posso dizer que tenha saudades insuportáveis dessa época, e também ainda não passou assim tanto tempo para me darem as saudades a sério, daquelas que só a distância temporal consegue provocar. Para recordação, ficaram conhecimentos mais ou menos sólidos, outros desapareceram quase por completo. Capacidades que adquiri na altura e que entretanto perdi, melhorei ou piorei, com o tempo. Ficaram e vão ficar algumas excelentes amizades, inúmeras pessoas ou caras conhecidas. Há professores que deixam saudades, outros que felizmente nunca mais vi sem pena nenhuma. Muitos papéis, fotografias, objectos, calhamaços e livros mais ou menos úteis, para além de bastantes histórias para contar ou relembrar.

Do que tenho mais saudades hoje em dia é do tempo que tantas vezes parecia nunca mais acabar. Hoje em dia, tenho muito menos vezes essa sensação; claro que quando a tenho, valorizo-a e procuro que perdure, ao contrário do que geralmente acontecia na altura. Também tenho saudades da atitude de despreocupação genuína (não confundir com desleixo), que procuro manter, mas que é sempre tão pressionada e restringida pelos prazos, pelas obrigações, pelo que implicam os incumprimentos destes e o modo como todas estas questões de atitude influenciam a forma como somos vistos pelos outros, algo que no mundo laboral tem relativa importância. Há que ter mais atenção ao equilíbrio das coisas.

Não sei bem qual a conclusão a tirar disto tudo. As saudades são mesmo assim, algo inexplicáveis. Isto já me passa.

Nota: Este é o post número 401! Não que isso queira dizer alguma coisa em especial, mas calhou reparar :)

08/05/2006

Quem conta um conto...

É inevitável que, ao descrevermos o que alguém disse, não consigamos reproduzir exactamente as palavras usadas. Algo que não faz grande diferença se a ideia transmitida for a mesma. Mas daí a pormos palavras na boca dos outros, vai uma grande diferença. Principalmente quando uma das pessoas que está a ouvir a dita descrição ouviu as palavras tal como foram ditas e nota perfeitamente os vários pontos acrescentados.
Boa semana! Com contos, mas sem muitos pontos :)

05/05/2006

Faz tão bem, saber com quem contar!

E eu sei, e ainda bem.

Bom fim-de-semana! :)

1ª Feira de Artesanato Urbano de Massarelos


Recebido por e-mail da Marlene.
E quer-me parecer que é uma óptima sugestão para este fim-de-semana :)

04/05/2006

Grrrr!

Para mim, a tecnologia tem de funcionar. Odeio quando a tecnologia falha, odeio, odeio, odeio. Fico irritada se não consigo resolver, e fico ainda mais irritada quando a resolução não depende de mim, que por acaso virei bombeira de serviço em casa e no escritório. Poucas coisas me tiram tanto do sério como as falhas da tecnologia, portanto. Essencialmente, porque quem irá tentar resolvê-las primeiro terei de ser eu, que no fundo percebo tanto de tecnologia como de tremoço, esse misterioso vegetal que só aparece já processado, salgado e pronto a comer.

O meu choque tecnológico pessoal começou há muito tempo atrás, com os vários problemas que foram surgindo e que eu fui tendo de resolver, melhor ou pior; depois, ganhando a fama de bombeira, é um instantinho até nos pedirem para desmontar motores de avionetas (OK, OK, passando o exagero dramático). Problemas de PCs. Aparelhinhos. Electrodomésticos em geral (exceptuando a máquina de lavar, o meu grande ódio de estimação de todos os tempos).

Tudo isto porque...o meu PC lá de casa avariou em várias frentes. E eu não posso fazer muito mais do que olhar para ele em fúria ou pontapeá-lo vigorosamente e maldizer o dia em que foi idealizado e montado. Ainda bem que os bombeiros a sério resolvem bem melhor os problemas; é que a minha costela de bombeira não chega e não domina a minha crónica falta de paciência.

03/05/2006

Cambada de preguiçosos, pá!

Num prédio de tanto andar, entupir o elevador à hora de ponta (esperando, por vezes, tempos infinitos) só para ir para o primeiro ou segundo andar devia ser proibido. Grunf.

02/05/2006

Cansaços bons

Com o bom tempo, vem a vontade de passear de bicicleta. E agora, graças à minha bicicleta ultra-melhorada para passeios [BUMP] (é o que dá conviver com gurus do ciclismo mundial :), não há desculpas: toca a pedalar como se não houvesse amanhã! É um dos meus vícios favoritos do momento. Daqueles fabulosamente viciantes. Boa semana!

Nota particular: só faltas tu ;) Pormenores a combinar em breve!

28/04/2006

A vida num elevador I

As viagens de elevador relativamente longas que agora tenho de fazer várias vezes por dia têm-me ajudado a construir importantes teorias e a constatar relevantíssimas informações sobre a humanidade.

Hoje, irei tentar efectuar uma análise olfactiva dos vários utilizadores de elevadores.

Olfactivamente falando, entre as várias categorias de pessoas que utilizam o elevador, distinguem-se:

A. Os extremamente perfumados: normalmente, executivos ou profissionais no topo da carreira com péssimo gosto para perfumes, tias muitíssimo bem vestidas que não saem de casa sem litradas e litradas da sua fragrância de eleição ou da moda, pessoas normais cujo olfacto já teve melhores dias, pessoas sem tempo para tomar banho que julgaram inocentemente que se se perfumassem, iriam passar totalmente despercebidas, e ainda pessoas cujo odor natural é intrinsecamente mau e que tentam descaradamente mascarar um mau cheiro com um poderosíssimo perfume. Caso existisse uma escala de crimes cometidos contra o olfacto público, esta categoria posicionar-se-ia no nível superior, podendo nalguns casos atingir o nível tentativa (in)voluntária de golpe de estado perfumado.

B. Os moderados: categoria mais comum na fauna elevatória; acreditam que o perfume é um complemento essencial, mas não tentam provocar o homicídio por via olfactiva dos restantes companheiros de elevador. Mesmo que o resultado odorífico final não seja perfeito, também não incomoda.

C. Os inodoros: pessoas sem cheiro rigorosamente nenhum. Não incomodam, porque não existem olfactivamente para os restantes viajantes. Excelentes companheiros de viagem.

D. Os mal-cheirosos: sem dó nem piedade, os mal-cheirosos voluntários ou involuntários podem arruinar por completo uma viagem. Sovaco, mofo, mau hálito crónico, naftalina, lixívia, peixe, chulé, fritos, álcool, tabaco ou um cocktail mortífero de todos estes ou outros componentes em doses perigosamente letais são alguns dos odores verificados. Na escala de crimes olfactivos, também se posicionam no nível superior, tal como os extremamente perfumados.

O conselho do Errortográfico para quem anda regularmente de elevador: o ar é escasso, pessoal; preservem-no ou usem as escadas! Os narizes alheios deste mundo agradecem :)

Posto isto, bom fim-de-semana!

27/04/2006

Porquê, oh porquê


Já não bastavam os diversos documentos relativamente obrigatórios, ainda temos de andar com o cartão da parafarmácia, o cartão do cinema, o cartão jovem da cidade, os cartões dos bares e cafés, os inúmeros cartões de restaurantes, os cartões de fidelidade das lojas, o cartão do supermercado ou dos vários supermercados, o cartão do clube de vídeo, o cartão da piscina, os cartões de débito e crédito e bancários em geral, os vários cartões que servem de bilhete de transporte, os dos clubes de tudo e mais alguma coisa, cartões, cartões e mais cartões. E mesmo quando pensamos que não pode haver mais cartões, impingem-nos mais um ou dois, vai levar este cartãozinho de fidelidade que dá descontos e pontos e quando atingir 501 milhões de pontos ganha um magnífico espelho de bolso.

Quando era pequena, lembro-me de procurar coisas para guardar na carteira de documentos porque ela tinha tudo menos documentos; então, juntava recortes, fotografias, etiquetas de roupa, interessantes talões que me viessem parar à mão. Agora, estou sempre à procura de coisas que possa filtrar e eliminar e mesmo assim, a minha carteira de documentos parece sempre uma lixeira, concorrendo directamente com o papelão mais disputado da cidade e batendo-o...aos pontos.

Mas porque é que depois acontece sempre precisar tanto daquele cartão ou daquele papel e não o tenho comigo? O papel é maquiavélico e faz-se precisar nas piores alturas. Grunf.

Dos cinzentos

Os dias são mais cinzentos vistos daqui desta janela. Mas só porque vejo muito mais céu :)

26/04/2006

"Soube pelo teu blog..."

Pronto, é oficial: esta frase conseguiu finalmente alcançar o top oficial das frases que mais odeio (segundo lugar, ex-aequo com a pergunta "o que é que tu comes?!"; do primeiro lugar, falar-se-á brevemente).

Ora obviamente, eu não me importo que as pessoas saibam as coisas pelo meu blog; caso contrário - extra, extra, revelação das revelações! - não as diria. Mas daí a que as pessoas *só* vão sabendo das coisas pelo meu blog, vai uma grande distância. Isto é algo que se torna particularmente desconcertante se eu não posso fazer o mesmo pelos blogs delas (porque não têm, pois) e fico tempos infinitos sem novidades, sem um olázinho, sem o que quer que seja de mais personalizado que envolva comida, cafés ou encontros-sem-motivo-nenhum-igualmente-bons-ou-melhores em geral. Reciprocidade, em suma.

Pronto, hoje apeteceu-me dizer isto, por nenhum motivo em especial e todos em particular.
A escrita não é tudo. Ainda há palavras faladas insubstituíveis, e ainda bem.

21/04/2006

Chuva, chuva, chuva...


...a anunciar um fim-de-semana prolongado de descanso, livros e muito, muito passeio algures nas ruas desta fotografia (daqui), e que culmina nas comemorações da liberdade.

Ou de como depois das mudanças, vem a bonança.

Bom fim-de-semana para todos! O Errortográfico volta em breve :)

20/04/2006

Dos sorrisos

Estar num edifício de escritórios de dimensões consideráveis tem destas vantagens: há uma jovem muito sorridente (brasileira) que à hora dos lanches passa com um carrinho carregado de artigos para o lanche, tipo aqueles de avião, e bate a todas as portas para ver se alguém quer alguma coisa. E a moça é tão sorridente e simpática que até me sinto na obrigação de querer algo do carrinho.

Vem isto a propósito do sorriso, e de como pode fazer tanta diferença. A diferença de fazer sorrir os outros, por exemplo; e tantas, tantas vezes, isso é mais do que suficiente para estarmos bem connosco próprios.

19/04/2006

Primeiras impressões

É inevitável: todos formamos uma primeira impressão quando conhecemos uma pessoa. Depois, podemos moldá-la ligeiramente, alterá-la radicalmente ou mantê-la à medida que a conhecemos melhor. Na teoria, claro está.

No meu caso, e com a esmagadora maioria das pessoas que conheço, a primeira impressão adequou-se muito bem ao conhecimento posterior. Há empatias que se vincaram ainda mais, simpatias inexplicáveis que deram em grandes amizades, relações que nunca chegaram a ter importância nenhuma por meros acasos, mas que são de afinidade, e por aí adiante com primeiras impressões positivas. No reverso da medalha, antipatias que se acentuaram ou incompatibilidades que se revelaram intransponíveis; desconfianças ou faltas de afinidade que se confirmaram totalmente, mesmo quando no início pareciam algo infundadas.

Destas primeiras impressões negativas, não gosto. Muito porque geralmente, tenho tendência para acertar. Não gosto e procuro sempre não condicionar os relacionamentos com base nestas primeiras impressões; mas isso torna-se mais difícil quando mais uma, que começou por nada, se confirma e volta a confirmar sem que eu sequer interfira. O tempo encarrega-se de nos mostrar que estamos certos ou errados. E às vezes, gostava de não acertar; principalmente quando acertar implica assistir à tristeza de terceiros.

18/04/2006

Novas paragens, novos hábitos



Pouco a pouco, as mudanças começam a acabar. Há que escolher novos sítios para as coisas, reordenar novamente a papelada. Ganhar novos hábitos, horários e ritmos totalmente novos: viagens a pé, sem rádio e sem trânsito, longas e silenciosas viagens de elevador (felizmente não tenho medo), vistas muito diferentes olhadas de muito mais alto - metade céu, metade paisagem urbana. Está quase, quase a ser mesmo o meu novo local de trabalho. Por enquanto, estou algures num lugar intermédio, a tentar a adaptação. Não vai ser difícil, porque estou a gostar :) A vida normal segue dentro de momentos!

17/04/2006

E ainda...

Cansamo-nos de bater às portas quando as respostas começam a ser sempre as mesmas.

Itinerários

Amores perfeitos em cidades próximas...
*

...tangos de Walter Hidalgo e companhia, para aquecer a alma...
*

...em mesas e cadeiras vividas que agora estão aqui.
*

Filmes.


Ou matéria-prima do meu fim-de-semana prolongado.

Boa semana :)

*Fotos minhas.

13/04/2006

Do contra?


Heresia, horror, drama absoluto: gosto mesmo muito pouco de amêndoa.
Só muito bem disfarçada ou...se não souber nada a amêndoa. Por isso, vou ter de me vingar nos ovinhos e chocolates de todos os formatos, agora nesta altura - lá terá de ser.

Bom fim-de-semana prolongado e boa Páscoa para todos!

Eu volto logo que possível* :) Até muito breve!

*Sim, finalmente, este é o último post escrito aqui! Quem tem acompanhado a "saga" sabe do que falo ;)

Dos medos e dos pânicos*

Tenho alguns. Embora ache que nenhum dos meus medos se aproxime exactamente do pânico. Ou pelo menos, até ver.

Da morte...
Com certeza, o medo mais generalizado, mas não por isso menos acentuado. Penso que é dos meus únicos que poderá atingir o pânico, caso seja confrontada com ele. Confesso que evito pensar demasiado no assunto. Mas a morte, principalmente das pessoas de quem gosto, assusta-me e muito.

De ferimentos em geral...
Algo inconscientemente, tenho sempre bastante cuidado para não me magoar. Obviamente magoo-me, de vez em quando, mas faço tudo para o evitar e fico muito desconfortável em todas as situações de risco; principalmente, as que envolvam escaladas ou saltos em rochas/montanhas. Gosto mesmo de saber aonde ponho os pés.

De ter medo e ficar sem reacção...
Isso mesmo. Por isso, obrigo-me a reagir a alguns dos meus pânicos mais ligeiros: bichos rastejantes, abelhas (estas com alguma dificuldade), determinadas situações em público. Que remédio. Mas só porque tem de ser.

*Pedido expresso da minha querida Folhinha. Quem quiser continuar a corrente, faça favor :)

12/04/2006

Ufa

Deve ter sido o pensamento do meu carro quando hoje lhe tiraram todo o peso de cima, de baixo, do interior - traduzido em sujidade e afins. Porque há certas coisas que consigo adiar durante períodos de tempo impensáveis para a restante humanidade: as lavagens automobilísticas. E algumas limpezas gerais...

O belo bólide branco voltou a ser o que era. [Branco!]

Um dia e meio

Para que o costume deixe de fazer sentido. Vou ganhar outros costumes noutros locais.

Papelada filtrada e reciclada; PC organizado e limpo; tarecos no saco com bonecos.

As saudades, vão ser poucas ou nenhumas.
Este capítulo só foi marcante porque foi...o primeiro. Porque abriu caminho para outros.

Amanhã, ponto final, parágrafo. Novo capítulo.

11/04/2006

Nota pessoal

Não acumular papelada, não acumular, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada, não acumular papelada.

Ou de como arrumar papéis é uma das tarefas mais morosas, secantes e aborrecidas. Das que menos gosto.

Agora se me desculpam, vou só ali filtrar mais uma resma de 1,8 metros de altura.
A vida para além do papel segue dentro de momentos.

10/04/2006

Das coisas detestáveis

Na minha mais recente ida ao teatro, quando a peça acabou e porque era uma estreia, houve beberete (pelo menos para quem gostava dos produtos disponibilizados; a saber, água e vinho de qualidade extremamente duvidosa, vulgo carrascão do pior) e comes ligeiros para a ocasião (o belo do rissol e salgados afins, miniaturas de bolos).

Entre estes comes, estavam uns bolinhos que até não tinham mau aspecto, revestidos por uma camada de chocolate rígido e por aquelas coisas coloridas que se usam para enfeitar bolos. Várias pessoas optavam por esse mini-bolo, porque era realmente dos que tinham melhor aspecto. Até aqui, tudo bem.

O problema era a fase seguinte. É que as reacções que se seguiam à degustação oscilavam entre o horror total e absoluto, o pânico, o sofrimento atroz, o espanto e consequente terror e, na esmagadora maioria dos casos, culminavam no nojo. Alguns optavam por comer e calar, outros não aguentavam e cuspiam discretamente o restante bolinho para o guardanapo mais próximo.

Agora pergunto-vos eu, o que acham que seria o recheio desses mini-bolos?

Tão somente uma das coisas mais horrorosas que já tive oportunidade de provar. Uma vez na vida, UMA vez foi suficiente para chegar à rápida conclusão de que não suporto nada que saiba a isso, para passar a evitar todo e qualquer contacto com essa coisa. Até ao dia do tal beberete, em que não fui a tempo. Comi, calei, avisei quem conhecia e assisti à curiosa reacção de desespero dos que foram apanhados de surpresa. Não estou sozinha, concluí. Quase ninguém gosta da tal coisa.

E essa coisa, essa espécie de fruto e sabor a que me refiro, um dos mais odiosos que já tive oportunidade de degustar...é nada mais, nada menos do que a chila.

Lição aprendida, mais uma vez: desconfiar das aparências.
Mesmo quando a envolvência é achocolatada, o resultado pode ser catastrófico.

07/04/2006

O nosso amor é veeeeeerde!*


Aos poucos, regressa a calmaria. Muito menos palavras para ler, assimilar e escrever.

Devo-me horas de sono, de descanso, horas de leituras em dia e comentários (os blogs, sempre os blogs ;). Refeições mais decentes e feitas com tempo. Conversas.

Nestas alturas mais exigentes física e mentalmente, admiro-me com a resistência que conseguimos ter. Tenho um certo receio do que esta (aparente?) resistência me pode reservar no futuro. Mas agora assim de repente, prefiro pensar que consigo equilibrar as coisas e ir recarregando as pilhas. E para isso, nada melhor que um fim-de-semana.

Um bom, para todos :)


*Música de Natália de Andrade, parte da banda sonora da peça de ontem; se não conhecem, estão em boa altura de procurar conhecer ;) Quanto à peça em si, recomendo!

06/04/2006

Côiza rára

*
I pôucu vishta, pêla cegun davêsh na sua isistenssia (ou aprossimadamente iço), u êrrortographicu xtá xeio de êrrus, muinto pur causa da atúal cuase tutal i açumi dafal tadeten pu da prinssipál i uniqa pustadora. Há é verdadd ôje arrangei tem-pu i vou ao tiatru aqui vêru Morgado de Fáfem Lisboua*. Até brevv e não deiam muintos errush qe êu tãobem me vôu ishfurssar! ;)

05/04/2006

Semáforo vermelho


09.2005

Há momentos assim, em que temos menos tempo para o que queremos realmente fazer por termos de gastar mais tempo com o que temos de fazer.


Apesar disso, um olá tardio e muito cansado, mas feliz :)
Hoje em especial, muito por causa da felicidade dos outros.

Porque é bom ver que quem merece, mais cedo ou mais tarde é recompensado*.
E eu, recompensada por contágio!


E os semáforos vermelhos...mudam depressa.

*Uns parabéns muito, muito especiais a quem de direito.
Porque fico contente com a felicidade deles ;)

04/04/2006

Dos conselhos

Eu gosto de conselhos. Gosto de os ouvir e de confrontar quem os dá, de contra-argumentar e convencer ou de ceder perante os argumentos. Valorizo os conselhos. Principalmente, se vêm de quem nos quer bem, de quem tem mais experiência ou os dá desinteressadamente e com boa vontade; às vezes, o mero senso comum pode ser bom conselheiro.

Posto isto, custa-me ver alguém ignorar - deliberadamente - outros conselhos e outros pontos de vista. Ignorar as chamadas de atenção. Ignorar o senso comum. Ignorar alguma prudência. Ignorar-nos e desvalorizar totalmente aquilo que lhe estamos a querer comunicar. Ignorar os próprios limites - que já se conhecem tão bem, neste caso; porque há limites que por mais que isso nos custe, temos de conhecer e aprender a aceitar. É que entre a persistência e a obstinação, a fronteira é ténue.

Não consegui ajudar. Tentei, persisti, expliquei por outras palavras, com calma, com menos calma, recorrendo a exemplos. Em vão. Foi igual a falar para uma parede. Não gostei, confesso, porque todos gostamos que nos ouçam e nos tenham em conta. Mesmo assim, valeu a pena. Porque há coisas que simplesmente têm de ser ditas, por mais difíceis que sejam de ouvir. E neste caso, espero sinceramente não ter razão.

03/04/2006

Com e sem


Sem mentiras. Com muito teatro. Com panquecas. Com amigos. Sem sono. Com calma. Com tempo. Com visitas. Com chá. Com sol. Com passeios. Contigo.
Fins-de-semana. Não podia gostar mais deles.

Ainda para mais, quando sabemos que a semana vai ser a mil à hora logo pela amostra de segunda-feira...

Boa semana!

31/03/2006

Objectos impossíveis?

Já pensaram como seria um pente para carecas, uma bicicleta para subir escadas, uma mesa para barrigudos ou um aparelho para pôr os pontos nos "i"? Pois alguém já pensou.


Catalogue des objets introuvables, de Jacques Carelman

É com este livro emprestado que estou a dar umas boas gargalhadas. Para verem uma amostra, cliquem aqui (só a língua espanhola é que funciona). Um exemplo bastante útil, retirado deste site: umas úteis pantufas para fazer a limpeza!



E porque não inspirarem-se e criarem vocês também um objecto impossível? :)
Bom fim-de-semana!

Já cá canta!



Directamente da Amazon para o meu leitor de DVDs. Ah pois, que a vossa Izzoldinha é fãzíssima assumidérrima desta série :)