Já a minha avó diz que os olhos não são para comer sopas, portanto aceito que se possa olhar, ver e até admirar quem passa; mau era se andássemos aqui todos a olhar para o chão ou a ver navios. Sim, existem outras pessoas neste mundo! Isto pode ser uma novidade bombástica para alguns egoístas crónicos; mas destes, não reza o post de hoje, portanto adiante.
O que não compreendo é a necessidade que os velhotes têm de mandar uma boca, necessidade esta que parece afectar um considerável número de velhotes aqui das redondezas; boca esta que, em lugar de enaltecer a beleza ou fazer alguém sentir-se admirado, provoca pouco mais do que repulsa, podendo até apelar a reacções verbais ou físicas relativamente violentas. A boca foleira pode transformar alguém que até ao momento víamos como um simples velhinho...num velhote.
Por exemplo, hoje um velhote caquético pôs-se com um pxxxxxt pxxxxxt e a murmurar qualquer coisa entredentes (muito possivelmente, postiços) enquanto eu estava a passar. E o que é que eu fiz? Instintivamente, virei-me para ele – velhote – e disse com o meu tom matinal pré-pequeno-almoço menos simpático número 2: “XIU! Esteja mas é calado e ganhe juízo!”
Não consegui evitar! Velhotes caquéticos-armados-em-espertos como este deste mundo: por algum motivo vos caem os dentes, OK? Para terem menos probabilidades de dizer asneiras! Portanto apanhem o metro, vão até um jardim público jogar umas cartadas, sorriam aos transeuntes, oiçam o relato e falem mal de meio mundo; isto, vocês fazem bem. Quase tudo o resto irá fazer-vos cair no ridículo. Respeitem quem vos paga parte da reforma e tem idade para ser vosso bisneto! Grunf!


















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