22/09/2006
Não polaroids III
21/09/2006
Regresso à máquina
It leaves to laugh me!*
Senhoras e senhores, meninas e meninos, lembram-se da saga da máquina? Ah pois. Que saudades já tinha dela! É que é mesmo irresistível, ainda para mais num dia como este, tão cinzentão :)
*Deixa-me rir traduzido pela máquina do costume.
20/09/2006
Os nomes que nos dão
Vem isto a propósito do segundo nome. Hoje em dia, cada vez mais cai em desuso ter um segundo nome; muitas crianças já não têm segundo nome, para grande gáudio delas próprias no futuro. É que o segundo nome por si só, geralmente não é utilizado (sim, obviamente sei que com algumas pessoas, passa-se exactamente o contrário); mas o primeiro e o segundo nome são uma combinação poderosa que normalmente implica...descompostura ou sova, não necessariamente por esta ordem e não necessariamente ambas. Esta combinação pode também ser sinónimo da expressão "estás aqui, estás a [...]", ou seja, ala, que se faz tarde. Quem não se lembra do pai ou da mãe com um tom de voz temível, a utilizarem o primeiro e o segundo nome para nos chamarem? Ouvir o primeiro e o segundo nome em conjunto não é, geralmente, muito bom sinal. Portanto, pais de hoje, é um grande favor que fazem às futuras gerações; mas depois estou para ver como os vão chamar quando eles partirem aquele jarrão Ming que está na família há 23 gerações. De propósito, claro. E usando o animal de estimação ou o irmão mais novo como arma de arremesso. Vai ser o bom e o bonito, quando não existirem segundos nomes ;)
19/09/2006
E das coisas erradas nos sítios errados
18/09/2006
Das coisas certas nos sítios certos…
15/09/2006
Mistério...
Bom fim-de-semana!
14/09/2006
Sapatos novos, eu?!

Gostei deles assim que os vi. Algo que não costuma acontecer frequentemente com as colecções de calçado actuais, por acaso, fazendo com que eu por vezes comece a entrar em stress pré-sapático - porque toda a gente sabe que gaja que é gaja, tem de investir periodicamente em sapatos; mas o meu orçamento até agradece, encarecido e rejubilando alegremente com a poupança, que eu seja bastante esquisita nas escolhas para os pezinhos.
13/09/2006
Dos momentos
12/09/2006
A criteriosa selecção do local na praia
IV) PLIPAs apanhadores: estes PLIPAs dedicam todo o tempo passado na praia a apanhar coisas; mais uma vez, a escolha do local para abancar é uma formalidade, pois os PLIPAs passarão todo o dia a divagar pela praia numa procura incessante de coisas para apanhar. Há os apanhadores de comes: tudo o que possa ser comido, eles apanham. Mesmo que o saldo do dia se resuma a 2 míseros caranguejos e 7 amêijoas, tudo vale a pena para comer qualquer coisinha. Há os apanhadores de itens em geral, que se dedicam a apanhar conchas, seixos, estrelas-do-mar, algas. Imagino que a decoração da casa deles seja bastante marítima, pois ninguém quererá tanta coisa para guardar em caixas no sótão. Ou então, constroem coisas com itens marítimos. Ou são coleccionadores. Bem, não sei, mas fico sempre a pensar qual o motivo da apanha de tanta coisa.
11/09/2006
Descida à terra
Boa semana!
01/09/2006
31/08/2006
Se há coisa que me irrita…
É que todos fazemos perguntas estúpidas, daquelas que mal acabámos de fazer a pergunta, percebemos que foi estúpida e injustificada. Mas a maior parte de nós não faz 478,3 perguntas estúpidas por dia. Ainda mais grave, quando devíamos e temos de saber a resposta, e mesmo assim optamos por perguntar. É muito mais fácil ser preguiçoso; mas também se torna muito mais fácil cair no ridículo e passar por insuportável. E eu para pessoas insuportáveis, tenho muitas respostas...mas a maior parte são tortas. E agora pergunto-me eu a mim própria: será melhor responder a tudo e ir a correr explicar qualquer coisa as vezes que forem precisas, ou dar algumas respostas tortas e passar por menos prestável e até por antipática, mas fazer com que a pessoa consiga encontrar as respostas sozinha?
Aprendi a não esperar que os outros me respondam a tudo; talvez por isso, espere a mesma atitude e não tolere a preguicite aguda. É que tudo tem limites, e os limites da minha tolerância a perguntas estúpidas, confesso, são bastante baixos.
30/08/2006
Liberta o meteorologista que há em ti!

a) Meteorologista corporal: tem um reloginho nalguma parte do corpo, normalmente uma articulação problemática, que lhe permite prever com relativa exactidão o tempo que vai estar consoante o estado dessa articulação. Admite argumentação, mas fica sempre com a pulga atrás da orelha porque o reloginho raramente falha;
b) Meteorologista etário (ME): a idade, neste caso é um posto. Os MEs possuem toda uma experiência no campo, aliando normalmente o método empírico de avaliação ao reloginho e à leitura/audição atenta de todas as previsões, bem como recorrendo à troca de impressões com outros MEs. Os embates entre vários MEs rivais são extremamente violentos e culminam geralmente em zangas vitalícias ou que duram enquanto houver memória para as lembrar;
c) Meteorologista gregário (MG): o meteorologista do diz que. Diz que vai estar calor, diz que vai chover, diz que…não se sabendo muito bem quem disse nem se alguém realmente o disse. Os embates entre vários MGs podem ser de estalo, pois nem todos temos as mesmas fontes: e se diz que vai chover num lado, pode muito bem dizer que vai estar de sol noutro. Outra expressão muito utilizada pelos MGs é “amanhã dão chuva” - atribuindo a previsão a uma espécie de entidade superior que dá coisas, de maneira a evitar o confronto. Para além disso, ninguém recusa nada que seja dado. Este é o tipo mais comum de meteorologista de meia tigela;
d) Meteorologista falhado (MF): o meteorologista que não acerta uma. Por mais que tente, avalia sempre mal os dados, ouve mal as previsões e é arrasado por todos os outros meteorologistas. No entanto, manda sempre o seu bitaite.
E vocês, que tipo de meteorologista são? :)
29/08/2006
Estratégias ou falta delas
28/08/2006
Falta UMA semana!

Para as férias, pois claro. Que este ano, são divididas em duas partes, por vários motivos que não são para aqui chamados. E a primeira parte é já para a semana - ó pra mim a rejubilar de contentamento!
Boa semana para todos! A minha vai ser bastante preenchida, a ver se passa um bocadinho mais depressa ;)
25/08/2006
Santa paciência!
Isto não fica assim, ai não fica não, senhora da limpeza. Eu e a plantinha vamos levar a melhor. Olé, se vamos.
24/08/2006
Informação fascinante
Sim, estamos em Agosto!
*Frase ouvida numa loja de uma grande superfície comercial, vinda de uma jovem com seguramente mais de 27 peças de roupa na mão.
23/08/2006
Porque EU é que sou...
Todos temos tendência a fazer comparações. Entre pessoas, objectos, situações, condições, estados, etc. Considero isso normal - desde que não atinja proporções obsessivas.
No entanto, há aquelas pessoas que têm necessidade de estar sempre mais alguma coisa. Seja isso sinónimo de estar melhor ou pior, ser maior ou muito mais pequeno, ter muito mais ou muito menos de algo. Ou seja, essas pessoas ouvem um determinado relato e depois acrescentam o mas EU... Ao mas eu, segue-se inevitavelmente uma narração do quão mais (in)felizes, mais ricas/pobres, mais azaradas/sortudas estão ou são, sempre mais qualquer coisa. Uma situação nunca é suficiente boa ou má nos outros, porque eles estão sempre muito melhor ou infinitamente pior, e ai de quem discorde. Há sempre um mas EU seguinte.
Não sei se esperam compaixão, bajulação, admiração. De mim, só levam irritação; não porque me irritem propriamente os mas EUS, mas porque prezo quem sabe quando deve ouvir, falar e quando é mesmo melhor estar calado: ou seja, as várias dimensões da conversação saudável.
22/08/2006
Das burocracias
21/08/2006
A baixa em alta
Para mim, a baixa sempre foi sinónimo de lazer. Ia lá quando era pequena passear com o meu avô e primo, fui lá desde sempre ter com o meu pai ao trabalho. As compras eram sempre feitas na baixa. O cinema era na baixa.
Há quem arrisque e lá viva ou trabalhe ou tente a sua sorte em negócios mais ou menos inovadores. Este foi um fim-de-semana de baixa: gelados novos em folha numa praça centenária, comida turca num restaurante de ambiente realmente impressionante, passeios por lojas sem fim e visita ao novo atelier de amigos. Ou de como a vida pode ser cor-de-rosa mesmo que o resto seja maioritariamente cinzento ;)
Boa semana!
18/08/2006
As perguntas, as respostas e eu*
Há perguntas para as quais já temos a resposta sem sequer termos de perguntar. Há respostas que vamos encontrando sem perguntas e perguntas que ficam sem resposta. E há perguntas para as quais não queremos respostas.
*Sim, mais um post semi-existencial. Deve ser da chuva :)
17/08/2006
Pessoas+pessoas
Complicado, isto das proximidades e das distâncias. A vida e o tempo pregam-nos mesmo muitas partidas. São eles que ditam quem se aproxima e quem se afasta; muito mais do que nós.
16/08/2006
A vida num elevador II
Vivemos numa época em que a maioria das pessoas já não espera o cavalheirismo e já não o considera indispensável. Até me mudar para um escritório num edifício com muito mais gente, nunca tinha reparado que o cavalheirismo ainda tinha tanta expressão, muito provavelmente porque nos locais cujos frequentadores são da minha idade ou de idades próximas da minha, já é considerado normal não ser cavalheiro, e até se considera obsoleto sê-lo.
Eu mudei ligeiramente o meu ponto de vista: se dantes quase não reparava que existia, agora reparo quando não existe. Bom, isto também pode ser um sinal de que estou a ficar velhinha. Mas um bocadito de cortesia nunca fez mal a ninguém, e porque não mantê-la? O gajedo agradece e até não desgosta!
14/08/2006
Têvê
A propósito deste post da minha querida Nocas, que relembra as séries do passado, decidi confessar que sempre me viciei facilmente em séries. Quando via mais televisão, era por seguir inúmeras séries. Via tudo e mais alguma coisa, todas as séries que apanhasse a jeito. Hoje em dia, é muito mais difícil viciar-me numa série; ou os horários são uma rebaldaria total, ou são impossíveis, ou...bem, sou mais selectiva e tenho menos tempo. Resumindo: sigo duas séries. Esta e esta. A melhor invenção para os fãs de séries? Os DVDs com a compilação dos episódios. É que não há melhor. No caso da primeira série na qual estou viciada, apanho secas imensas para a ver na TV.
Mas este dêvêdêzinho que me ofereceram no aniversário...

...permite-me ver o Lost às horas que bem me apetecer. E permite-me também não ter de esperar pela semana seguinte para ver o desenrolar da acção - esta parte agrada-me particularmente. Vivam os DVDs das séries!
Em estudo, a aquisição do DVD II desta mesma série.
Boa semana!
11/08/2006
Das experiências
Das recordações mais vivas que tenho dessa altura é que o primeiro dia e a primeira noite foram horríveis. Muita coisa correu mal assim que chegámos: o alojamento estava mal atribuído, passámos horas numa fila enorme à espera para o alterar e a burocracia era imensa (nada a que não estejamos habituados por cá…). Chegada finalmente ao local onde ia viver durante meses, foi a desilusão quase total. O quarto era minúsculo e não estava propriamente limpo nem era minimamente confortável, a mobília era horrorosa e as restantes instalações da casa deixavam bastante a desejar a muitos níveis. Bem, o primeiro impacto foi mesmo o pior possível. A primeira noite que lá passei foi a cereja em cima do bolo: muito mal dormida, com recriminações por ter decidido ir e tudo em mim a dizer-me para voltar.
Felizmente, nenhum momento da estadia foi tão mau como estes primeiros. Acabei por (ter de) me adaptar à situação o melhor possível e aprender a ver as coisas com outros olhos. Foi um desafio pessoal, eu contra mim própria, que me trouxe muitos outros desafios que consegui ultrapassar e que me fez viver tanta coisa, boa e menos boa. Aprendi muito. E aprendi que há experiências que temos mesmo de nos obrigar a ter, por nós próprios. Porque também aprendemos connosco.
10/08/2006
Da sauna
O problema é que se nessa altura fazia sauna opcionalmente, agora faço-a obrigatoriamente.
É que as diferenças entre o meu local de trabalho e uma sauna são poucas ou nenhumas nestes dias de calor. Com a agravante de que...não posso ir embora quando quero. Nem tomar banho. Nem conversar com mais gente enrolada em toalhas.
Por outro lado, faço parte dos poucos privilegiados com um local de trabalho multifuncional.
...
Que é que querem, há que ver as coisas pelo lado positivo ;)
09/08/2006
Roubar não é bonito, não
Vem isto a propósito de ter assistido ontem a uma tentativa de roubo num supermercado. Munida de um enorme saco de praia, a senhora em questão - com os seus trinta e poucos anos, bom aspecto e ar relativamente inocente - tentou rapinar duas ENORMES caixas de camarão da costa congelado (!!), uma garrafa de whisky com direito a copo de brinde, uma embalagem familiar de frutos secos e um desodorizante XL. Obviamente, foi apanhada, negou até não poder mais e acabou na vergonha, com 90% dos frequentadores do supermercado a olharem de soslaio no habitual sururu que caracteriza os momentos de insanidade temporária públicos e que envolvem actividades ilegais.
Quem se sentiu roubada a seguir fui eu, no momento de pagar as compras. Mas esse roubo, ao contrário dos outros, é legal :)
08/08/2006
Pó!
07/08/2006
Nos dias como hoje
Sinal da mudança do(s) tempo(s)?
Boa semana!
04/08/2006
Bichinhos carpinteiros
Bom fim-de-semana!
03/08/2006
Grandes progressos II
02/08/2006
Grandes progressos I
No news is good news?
01/08/2006
Alguém pediu um choque tecnológico?
31/07/2006
São rosas, senhores, são rosas!
As viagens correram bem, os passeios também e a companhia foi - claro - ideal. O relato e as fotos seguem mais tarde, mas não sem agradecer já a companhia, a paciência, a simpatia e os sorrisos da Rosa, que nos andou a aturar um diazinho quase inteiro :)
28/07/2006
27/07/2006
Post temporariamente indisponível
26/07/2006
Das mãos
Porque as mãos dessas pessoas foram moldadas para aquele trabalho, e isso é suficiente.
25/07/2006
Sugestões, aceitam-se!
Mas alguém me explica?
Por exemplo, estou sempre a recriminar-me por ler menos do que devia. Leio em trabalho, evidentemente, mas isso não chega. Portanto, nada melhor que ter tempo para ler e...apetecer-me ler. No entanto, isso nem sempre acontece. Noutro dia, por exemplo, eu tinha tempo, até me apetecia ler, MAS...tinha muito mais que fazer. O que fiz eu? Li. Deixando todas as tarefas urgentes para...outra altura.
Ora então li, li, li – claro que não foi o livro ali da coluna da direita, que está em modo de repouso (ou não fosse eu uma leitora algo caótica)– foi outro livro, que me foi oferecido noutro dia pela minha amiga e colega e tudo e tudo ali de um blog vizinho e de que estou a gostar bastante.
E quando é que eu decidi levar a cabo as tarefas urgentes de rega dos vasos, arrumação, etc., hã? De manhã, antes de vir trabalhar! E não é que o timing já de si periclitante da manhã pré-laboral se ajustou às tarefas urgentes e ficou tudo resolvido?!
24/07/2006
Dos enganos
21/07/2006
Coisas que se podem fazer num escritório...
1. Ouvir música em altos berros, cantar e dançar.
2. Ir para a janela e analisar minuciosamente a paisagem e a vizinhança: estado dos prédios, transeuntes, trânsito.
3. Ler blogs sem disfarçar a coisa com um jornal ou um documento totalmente desinteressante aberto.
4. Ler um livro com os pés em cima da mesa.
5. Dormitar na cadeira na posição mais confortável que se conseguir encontrar e utilizando tudo em redor para dispersar pernas e braços: caixote do lixo, torre do PC, secretária e bloco de gavetas.
6. Arranjar as unhas, caso tivesse o material necessário. Estudar a hipótese de trazer o material necessário à tarde.
7. Aceder a todos os programas de conversação online e tentar encontrar um amigo ou um conhecido caridoso que não tenha nada de mais interessante para fazer do que falar connosco.
8. Postar tudo e mais alguma coisa, martirizando a blogosfera com caracteres e caracteres de utilidade e interesse altamente duvidosos.
Não que eu faça nada disto, claro. Cof.
20/07/2006
Eclectismo
19/07/2006
Planos +/- furados
18/07/2006
The (Un)Happy Planet Index
Pelos vistos, o meu valor pessoal é bastante elevado: 77,6. No Vanuatu, país do mundo onde o HPI é mais elevado e que se vangloria de ser o local mais feliz do mundo (ver site indicado anteriormente), a média é de 68,2. Em Portugal, é de 34,8 (!!). A média actual do inquérito é de 42 e o valor considerado ideal é de 83.
Fazendo as contas, se eu me mudar para o Vanuatu (isto é, depois de descobrir ao certo aonde fica), devo conseguir rebentar a escala! Agora ó-sá-xafôri, vão lá responder e aumentem a média, sim? Tristezas não pagam dívidas :)
Molha-tolos!
17/07/2006
Querida senhora da limpeza aqui do escritório
Ora a minha actividade de jardinagem - este único vaso - envolve um cuidadoso estudo do bem-estar da planta em questão, uma avaliação criteriosa das condições de humidade e saturação aquosa da zona envolvente da planta (vulgo terra) - utilizando um dos instrumentos tecnológicos mais precisos que tenho à disposição, o olhómetro - bem como a ponderação cuidada de cada movimento associado à actividade de jardinagem. Resumindo: a única pessoa autorizada a mexer na planta e a estabelecer os momentos de rega sou...EU.
Reparei, querida senhora da limpeza aqui do escritório, que tentou afogar a minha rica planta com uma quantidade inimaginável de água, que seria suficiente para regar dois parques da cidade. Ora isso não se faz. Se alguém tem o direito de exterminar a planta, esse alguém sou eu, OK? Agora a planta está nos cuidados intensivos e só espero que recupere.
É que mesmo quando achamos que não temos grande jeito para uma actividade, chega alguém e prova que afinal não somos assim tão maus. Umpf. A relatividade descobre-se das piores maneiras.
Boa semana :)
14/07/2006
É do calor, é do calor!
Mas mau, mesmo mau, é constatar que um elevadíssimo e muito significativo número de pessoas ainda não descobriu:
a) a importância de usar desodorizante;
b) a importância de usar um bom desodorizante, ou pelo menos razoável;
c) a importância de evitar usar fibras sintéticas com este calor (ponto particularmente importante).
Siga a sexta-feira - de preferência, bem-cheirosa, e bom fim-de-semana!
13/07/2006
Dos aniversários
11/07/2006
Coisas que eu gostava de perceber I
Já a minha avó diz que os olhos não são para comer sopas, portanto aceito que se possa olhar, ver e até admirar quem passa; mau era se andássemos aqui todos a olhar para o chão ou a ver navios. Sim, existem outras pessoas neste mundo! Isto pode ser uma novidade bombástica para alguns egoístas crónicos; mas destes, não reza o post de hoje, portanto adiante.
O que não compreendo é a necessidade que os velhotes têm de mandar uma boca, necessidade esta que parece afectar um considerável número de velhotes aqui das redondezas; boca esta que, em lugar de enaltecer a beleza ou fazer alguém sentir-se admirado, provoca pouco mais do que repulsa, podendo até apelar a reacções verbais ou físicas relativamente violentas. A boca foleira pode transformar alguém que até ao momento víamos como um simples velhinho...num velhote.
Por exemplo, hoje um velhote caquético pôs-se com um pxxxxxt pxxxxxt e a murmurar qualquer coisa entredentes (muito possivelmente, postiços) enquanto eu estava a passar. E o que é que eu fiz? Instintivamente, virei-me para ele – velhote – e disse com o meu tom matinal pré-pequeno-almoço menos simpático número 2: “XIU! Esteja mas é calado e ganhe juízo!”
Não consegui evitar! Velhotes caquéticos-armados-em-espertos como este deste mundo: por algum motivo vos caem os dentes, OK? Para terem menos probabilidades de dizer asneiras! Portanto apanhem o metro, vão até um jardim público jogar umas cartadas, sorriam aos transeuntes, oiçam o relato e falem mal de meio mundo; isto, vocês fazem bem. Quase tudo o resto irá fazer-vos cair no ridículo. Respeitem quem vos paga parte da reforma e tem idade para ser vosso bisneto! Grunf!
10/07/2006
Post azulado
*Que é como quem diz, venceram os azuis de que gostava mais! E sim, é só isto que tenho a dizer sobre o Mundial :)
07/07/2006
Modo de fim-de-semana...
Bom fim-de-semana para todos :)
06/07/2006
Porquê, oh porquê!
Esta dramática expressão do título é a que me escapa sempre que estou numa sala de cinema (daquelas mais foleiras, aonde só vamos obrigados ou com convites) - a sala está vazia e eu chego relativamente cedo para escolher o lugar. Passados largos minutos, quando o filme está prestes a começar, chega a pessoa mais alta da cidade, quiçá até do país ou do mundo, ou pelo menos daquela sala, e senta-se precisamente...à minha frente. A isso, eu chamo ter sorte, daqui do alto do meu imponente metro e sessenta!
05/07/2006
Jogo jogo jogo jogo jogo...
*Pois, não se fala de outra coisa :)
Bah!
Sugestão

Christine: [seeing his bandage] Whoa, what happened?
Richard: You want the short version or the long one?
Christine: The long one.
Richard: I tried to save my life but it didn't work.
Christine: Wow. What's the short one?
Richard: I burned it.
Dos melhores filmes que vi nos últimos tempos; mais um que escapa com distinção à onda de filmes de Verão. Altamente aconselhável!
Mais informações: aqui e aqui.
04/07/2006
Querer é poder?
Mas pior ainda, é não sabermos o que queremos. Todos temos momentos de indefinição; o pior é quando a indefinição começa a ser uma constante demasiado presente. Temos necessidade de ter quereres. A maior parte das vezes, estes quereres não são materiais, são apenas objectivos que traçamos para nós próprios. O mais importante? Não desanimar se não os cumprirmos. Não desanimar por demorarem mais a surgir determinados momentos, coisas, acontecimentos, o que quer que seja. Alterar o que for preciso. Porque sabemos quase sempre o que não queremos, e isso já é alguma coisa.
Vem isto a propósito de nada em especial. Acho que foi só um momento de introspecção relacionado com a alteração numérica que se aproxima :)
03/07/2006
Ser peão I

passadeira
s.f.
(...)
marcação de listas largas e brancas no pavimento de uma estrada indicando a zona de passagem para os peões.
Todos somos peões, de vez em quando. E agora que sou muito mais vezes peã do que condutora, tenho constatado que uma elevada percentagem de condutores está seriamente empenhada em extinguir essa espécie incómoda e dispensável que são os peões. Somos alvos a abater, carne para canhão, portanto; ajudamos a prolongar o clima bélico das estradas portuguesas até aos passeios, numa atitude estóica e corajosa em prol da humanidade muito mais importante que anda sobre rodas.
É que eles são chatos, pá! Uma pessoa a querer acelerar por essas estradas afora, a andar na sua vida, e tem de parar por causa de uma mísera pessoa?! UMA que seja, pá?! Mas que grande seca! Eles têm tempo e eu não, pá! E além disso, tenho pressa! Quem anda a pé nunca tem pressa e tem sempre muito tempo!
Pois. Não digo que os peões possam usar e abusar do estatuto, atravessando sem olhar para a estrada, agindo como se o mundo tivesse de parar para eles passarem quando lhes der na real veneta ou atravessando onde bem lhes apetece. Mas os exageros e as manobras arriscadas, as tangentes e as travagens bruscas que vejo todos os dias [quase] nunca são provocadas pelos peões, mas sim pela habitual atitude “quem manda aqui sou eu e máinada” de muitos condutores. Felizmente, não todos.
Ainda hoje, foi por um triz que escapei a uma cinquentona algo desgovernada que me contornou a grande velocidade quando eu já ia a meio de uma passadeira, num local com óptima visibilidade. Para não me deixar passar, a senhora quase tinha um encontro muito imediato com um amistoso e verde vidrão. E eu fiquei aqui a pensar que a modos que não me importava nada de viver mais uns anitos.
Quando vemos os outros como obstáculos - nas estradas e em muitas outras áreas - algo de muito mau se passa na nossa mente.
Boa semana ;)
30/06/2006
Era um copinho com dois sabores, ó-sá-xavôri!

Muttscomics.com
Só falta mesmo o calor, porque a vontade de comer gelados arranja-se depressa :)
Bom fim-de-semana!
29/06/2006
É para mim, e depois?
- Queria levar este.
- É para oferecer?
- Não, é mesmo para mim!
- (ar de desprezo, algures entre o enjoado e o raispartam-este-emprego)
Já não se pode comprar um boneco de peluche, é, senhora trombuda da loja de peluches?! Umpf!
28/06/2006
Claro!
...
É mesmo cansaço ocular :)
A vida secreta das palavras

Aproxima-se aquela época do ano em que a oferta cinematográfica é cada vez menor e significativamente pior. Portanto é bom encontrar filmes como este; que não sendo genial, é altamente recomendável. Porque há palavras e relatos que devemos ouvir sempre, porque há tantas histórias e acontecimentos marcantes que nos passam ao lado, tanta violência* que passa despercebida e que faz com que a nossa vida pareça tão insignificante. E ao mesmo tempo, preciosa.
(*link para o site do IRCT - Conselho Internacional de Reabilitação das Vítimas de Tortura)
27/06/2006
Relativamentes
Confio na força interior, mas nunca me esqueço das fraquezas e dos limites.
Quando me lembro das perspectivas piores, tento afastá-las para muito longe, mas elas continuam lá, latentes; ameaçam, regressam quando não quero vê-las. Devagar, mando-as para longe.
[Estou a torcer por ti. Não que alguma vez vás ler isto - porque sei que não vais - mas não queria deixar de o dizer.]
Mais de 15 000 visitas depois...
26/06/2006
Das semanas que se prevêem atribuladas...
Boa semana para todos :)
23/06/2006
E por falar em S. João...

Ah pois é, a noite mais longa do ano portuense está aí! Munida de um galante, simpático, cheiroso e tradicional alho porro, irei tentar que ele trave um contacto próximo com todos os narizes e pescoços das redondezas izzoldinas :)
Animação de rua não falta, há inúmeros concertos e bailaricos e haja pernas, porque só se pára de manhã!
Ó meu rico S. João,
Vou andar, andar, andar!
Eu e o meu alho porro,
Só de manhã vamos parar!
[Cof!]
Bom S. João para quem o comemora! Aos restantes, bom fim-de-semana :)
BiZiBi :)
E a partir de hoje, algumas das peças estão na Feira de S. João, em Évora, juntamente com outros artigos (lindos!) do Spuff. É a primeira feira em que o BiZiBi participa, graças ao convite (e à simpatia, à amizade e tudo e tudo) da dona do Spuff!
Para verem algumas das criações, podem visitar o blog BiZiBi, que já contém algumas amostras do trabalho e que irá ser actualizado em breve com várias fotografias das peças à venda na feira :)
Espero que gostem!
22/06/2006
Mãos para que vos quero
O meu problema com os trabalhos manuais é sempre o mesmo: um misto de preguiça com falta de paciência. É terrível, e é um hábito que estou sempre a tentar corrigir ou contrariar. Bem, pior que não acabar, é nem sequer chegar a começar. E eu comecei, por arrasto de uma artista a sério e de um artista por natureza; eles têm jeito, eu tenho boa vontade! Assim começou um projecto de projecto, ainda muito pequeno, mas com algumas mãos a tentar que ele, devagarinho, tenha pernas para andar.
21/06/2006
Verão!

Sim, é a minha estação preferida :)
Um bom Verão para todos!
E para comemorar, uma sugestão doce aqui no Comida Saudável.
Dos relatos

20/06/2006
Hipocondria fictícia
Isto passa, isto passa...mas se alguém conhecer um antídoto de acção rápida, muito agradecida! :)
19/06/2006
Canções para dias cinzentos
Sing when you think i'm near
Can't be a song without you
Harmonise, sing your memory here
Ou para tentar esquecer o trânsito e as buzinas que se ouvem lá fora. Um bocadinho mais difícil de adivinhar que a anterior. Algum palpite?
Boa semana, que se avizinha cada vez menos cinzenta :)
Mamã, eu quero...

...paçoquinha! Ou de como uma visita a um supermercado com produtos brasileiros nos pode permitir descobrir um snack agradável. Embora seriamente viciante. E algo calórico. A consumir, mas com moderação. Ou nem por isso, se nos der na veneta.
Para quem nunca provou, uma receita aqui.
16/06/2006
Liberta o pá que há em ti, pá!

Bolas, pá! Já não se pode estar descansado no trabalho, pá. Está uma pessoa, pá, a tentar passar, pá, a sexta-feira sem grandes sobressaltos, pá...é que podia receber trabalhos grandes, pá, mas não, pá, são muitos e muito pequenos, pá, e só a trabalheira que dá, pá, descompactar, fazer o trabalho, comunicar erros e problemas, pá, voltar a compactar, pá, que grande e descomunal seca...pá! Já não bastava, pá, ser uma das únicas 27,8 pessoas que têm de trabalhar hoje, pá. Não há direito, pá!
Não sou de dizer muitos pás, pá, mas como estou com aquela disposição que é um misto, pá, daquele aborrecimento miudinho com a sensação tirem-me já daqui ó-fá-xavôri, pá, que é sexta-feira, pá, decidi tentar afogar a minha ira, pá, dizendo muitos pás. Pá. Descobri, pá, que isto não adianta grande coisa, pá. Mas pá, assim, pá, já sei qual é a sensação, pá.
Por isso, pá, um grande fim-de-semana para todos, pá, aproveitem pá e que o joguinho, pá, nos corra bem, pá. Tenho dito, pá.
PS, pá - Sim, é ainda mais irritante ler muitos pás do que ter de os ouvir! Pá :)
14/06/2006
You make it easy...

...to watch the world with love
Ou de como há canções que se podem ouvir vezes sem conta. Como esta.
Alguém a reconhece? ;)
Bom feriado!
13/06/2006
Das pessoas genuínas
Com grande pena minha, não mantivemos nenhum contacto durante anos.
Hoje durante o pequeno-almoço no actual sítio do costume, ela encontrou-me. Com a mesma alegria contagiante. Com o mesmo sorriso de sempre. E foi como se nunca a tivesse perdido de vista.
12/06/2006
09/06/2006
Querido Joshua,

espero que não me leves a mal estar a escrever-te assim sem te conhecer de lado nenhum. Eu sei que estás sempre muito ocupado a gerir pessoalmente a tua grande cadeia de restaurantes - tão representativa da gastronomia do teu país - e a fabricar incansavelmente litradas e litradas do teu famoso e poderoso molho de alho; sei que o teu molho é uma receita de família antiquíssima, que só leva ingredientes naturais e nem sequer tem corantes nem conservantes. Cof.
Mas em nome de todos os fãs do dito molho...não seria possível acrescentar-lhe um poderoso aniquilador do mau hálito gerado? É que não se aguenta, Joshua, não se aguenta. O efeito dura, e dura, e perdura, e mesmo quando pensamos que está a passar, chega alguém passados 2 dias e meio e comenta com um ar horrorizado "Mas que intenso cheiro a alho! E é de ti!". Prédios inteiros evacuados, relações destruídas ou seriamente afectadas, desmaios e convulsões...o drama vivido pelos fãs do molho é real. Pelo menos, podias diminuir a intensidade do hálito gerado, de forma a que quem não consegue resistir a chafurdar as batatas no molho pudesse andar na rua sem afugentar as pessoas e os animais. E sem que fosse necessário gastar 23 tubos de pasta dentífrica e 8,7 litros de elixir bucal.
Muito agradecida,
Izzoldinha
Prémio!
1) Amizade eterna e inabalável;
2) Viagem ao Brasil e várias outras viagens a combinar;
3) Número infinito de jantares, sessões de cinema e programas de lazer em geral;
4) Post no Errortográfico, o primeiro post de um convidado especialíssimo [opcional ;)]
E como sou uma mãos largas...decidi atribur todos os prémios!
E o vencedor é...
...uma vencedora!
Por pura coincidência, telepatia ou simplesmente sorte, a vencedora é nada mais, nada menos que a minha amiga-do-coração Nocas, ali do PorquinhoAzul! Com a hipótese MIGUEL. Sim, este é o nome do misterioso senhor do café, agora um rosto com nome.
Aos restantes participantes, o Errortográfico agradece, encarecido :)
08/06/2006
1.º Concurso do Errortográfico

A propósito do costume que já não é costume e daquele que tem sido um dos meus objectivos da ida diária ao café: se bem se lembram, queria descobrir o nome do senhor simpático e bonacheirão que me atende todos os dias. Podia ter perguntado, claro, mas decidi usar os ouvidos e as antenas izzoldianas para descobrir o nome da maneira mais difícil. Com paciência, consegui. Portanto, declaro aberto o concurso que me foi sugerido na altura! Ou pensavam que me ia esquecer?
Quem adivinha o 1º nome do dito senhor?
:)
Novos inquilinos ;)

07/06/2006
Liberta o romeiro estoura-vergas que há em ti!

O nível de loucura colectiva pode ser espelhado de forma quase perfeita através do fogo de bonecos. Para quem não conhece, o fogo de bonecos é uma tradição que consiste em colocar bonecos feitos em madeira, metal e papel no cimo de estacas de madeira. Geralmente, os bonecos representam personagens-tipo, profissões ou actividades: noivas e noivos, peixeiros, talhantes, polícias e ladrões, etc. Os bonecos estão equipados com vários efeitos pirotécnicos que, quando são activados, fazem com que os bonecos executem uma acção (por exemplo, os noivos dançam, o polícia bate no ladrão, etc.). Depois da tal acção, os bonecos podem a) rodar ou fazer algo vertiginosamente e a cabeça explodir no final ou b) não fazer mais nada, mas a cabeça explode na mesma no final. Um a um, os vários bonecos vão explodindo ruidosamente. Esta tradição ilustra bem o carácter do romeiro estoura-vergas, que explode nas romarias. Ser um romeiro insuportável e estoura-vergas implica:
1. Cheirar tremendamente a sovaco e/ou álcool e/ou fritos e/ou mau perfume e/ou mofo;
2. Comer como se não houvesse amanhã e desafiando todos os valores ideais para as análises sanguíneas e outras que tais; acompanhar toda e qualquer coisa comestível com bebidas alcoólicas, se possível vinhaça de qualidade duvidosa;
3. Andar pela romaria ignorando deliberada e orgulhosamente todas as regras de convivência sadia (ex. distribuindo encontrões gratuitamente, roçando o algodão doce em todos os casacos ou espirrando por cima da travessa das farturas para esbranquiçar as fatiotas mais próximas, falando o mais alto possível, etc.);
4. Rir desalmadamente sempre que a cabeça dos bonecos explode, no caso do fogo de bonecos, e vibrar loucamente com o fogo de artifício; é a nossa costela pirómana no seu melhor!
5. Assistir a todos os espectáculos musicais, entoando energicamente todas as letras e rodopiando sem prestar atenção a transeuntes inocentes e/ou a outros espectadores;
6. Comprar pelo menos um manjerico gigante, uma pistola barulhenta/telemóvel falso para cada elemento da prole e levar 25 farturas para comer mais tarde;
06/06/2006
Indesculpável
Desculpando ou não, tenho a característica de não esquecer. Por mais que até possa querer ou tentar fazê-lo. Não sei se é porque costumo aprender com os erros, não sei se é simplesmente defeito, ou feitio. É que não esquecendo, lembro-me desses acontecimentos/palavras/acções mesmo quando toda a gente - convenientemente ou por acaso - já se tinha esquecido deles.
Bem, tudo isto porque não gosto mesmo nada de esquecimentos. E não me impeço de os relembrar quando isso é necessário. E se isso faz de mim má pessoa, então acho que sou mesmo uma má pessoa com relativa boa memória.
Posto isto, boa semana ;)
02/06/2006
Tcharã!

E eis que já há lá em casa...uma Bimby! Para quem não conhece, a Bimby é um robô multiusos que faz quase tudo na cozinha; para além de combinar as funções de 10 electrodomésticos, ainda cozinha mesmo. Portanto, ou muito me engano, ou eu e a Bimby vamos ser grandes, grandes amigas.
Mundo culinário, se eu já era uma chef magnífica (cof), tornar-me-ei imparável com a Bimby! Ó ié!


