27/09/2006

A arte de fazer malas I

Estando eu já numa fase relativamente avançada de preparativos para a viagem que se aproxima, procurei uma lista de itens proibidos a bordo de aviões. Encontrei-a aqui.

Esperava ver listados itens corriqueiros: canivetes, lâminas, líquidos inflamáveis, enfim, aquelas coisas que logicamente não é conveniente levar a bordo de um avião.

Não esperava que fosse proibido transportar material radioactivo (a sério, tinha lá uns taparuerezinhos mesmo preparados para levar), granadas de todos os tipos (sem comentários), fogo de artifício (bolas, já nem nos deixam celebrar condignamente!),
sabres (nem de luz?), espadas e bengalas de estoque, rosetas de arremesso (?!), picadores de gelo (esta agora...lá vou eu ter de levar a 123!), minas e outros explosivos militares (azar dos azares, pessoal), entre vários outros itens com designações pomposas e extremamente pormenorizadas que não lembram ao Pai Natal.

Ora esta, pá, que grande maçada. Lá vou eu ter de prescindir de inúmeros itens que costumo sempre levar comigo! Fazer malas dá muito trabalho!

26/09/2006

Estações

Aqui, já chegou o Outono, ainda antes do dia oficial. Vê-se pelas folhas, pela cor do céu, pelo vestuário das pessoas (embora neste domínio, reine o semi-caos, com gente ainda a insistir em tops de alças e sandálias e pessoas [num ataque de loucura, quanto a mim] a usar pesados casacos de Inverno). Numa altura em que os limites das estações se notam cada vez menos por diversos motivos, é de certa forma um privilégio notá-las nos devidos momentos e ver que as fronteiras estão mais ou menos aonde deviam estar.

E no entanto, para a semana vai ser Primavera outra vez. Mudar de estação assim por vontade própria também é bom. Pois, férias à vista ;)

25/09/2006

Sinais? Quais sinais?

Era de esperar que fosse possível circular num determinado local e, seguindo os sinais, chegar ao destino pretendido em tempo útil. Pois era. Mas na realidade, todos sabemos que isso simplesmente não acontece. Na maior parte das localidades portuguesas, por exemplo, a política de sinalização é para chegar, há que penar. E as localidades, através das entidades de sinalização competentes, aplicam esta política com afinco e dedicação, dificultando ao máximo a tarefa de chegar a qualquer lugar. Existem várias técnicas: a ausência total de sinalização, a sinalização escondida, a sinalização em excesso, a sinalização errada ou a sinalização por sinédoque (exemplo: quando o destino é olhinhos de baixo, há que seguir as placas para o laguinho piqueno; problema: ninguém sabe que este lago fica em olhinhos de baixo).

Aliás - e esta informação é um rigoroso exclusivo mundial do errortográfico - a conhecida frase vá para fora cá dentro não é mais que uma versão abreviada da frase vá para fora, vá, tente, mas nunca conseguirá sair cá de dentro. A nossa política de sinalização visa isso mesmo. E mesmo cá dentro, há sítios dos quais é impossível sair...pois muito bem, agora todos sabemos porquê! Portanto da próxima vez que se perderem, inspirem fundo e pensem no bem da pátria. É tudo pelo bem da pátria.

Boa semana ;)

22/09/2006

Não polaroids III

Ou eu, e as caixas de bolachas. É que gosto tanto do cheiro das caixas de bolachas; sei logo se vou gostar do conteúdo. Desde pequena que gosto de abrir as caixas de bolachas todas (também por causa do ruído!), cheirar e deixar o nariz decidir se me apetece alguma coisa.

Uma das minhas avós comprava algumas vezes biscoitos digestivos de manteiga. Eu e o meu primo, habitués da casa, não conseguíamos parar de comer até acabarem ou até o sentimento de culpa falar mais alto, algo que basicamente, nunca acontecia nem costuma acontecer aos miúdos. Aqueles digestivos de manteiga eram simplesmente os melhores biscoitos que podia haver, e seriamente viciantes. Descobrir aqueles biscoitos nalguma das caixas era sempre uma surpresa, porque não tinham momento certo de chegar, nem a minha avó nos dizia que tinha comprado porque sabia o que se seguiria: a devastação total e impiedosa do stock de biscoitos.

Noutro dia, cheguei à conclusão de que há coisas que simplesmente não mudam…esses biscoitos aparecem de vez em quando lá em casa, silenciosos e letais, pela mão da minha mãe. Quando os descubro, a reacção é quase a mesma, é muito difícil parar de os comer; o sentimento de culpa até está lá num cantinho escuro, mas não prevalece. Não com estes biscoitos :)

Bom primeiro fim-de-semana de Outono! Quer-me parecer que vai estar bom para biscoitos…

21/09/2006

Regresso à máquina

Sub-repticiamente e com um sorriso maquiavélico, dirijo-me para ela. Uma expressão simples, penso eu, basta uma expressão simples para desferir um golpe fatal contra a máquina. Não foi preciso pensar muito. Deixa-me rir! É isso mesmo! Deixa-me rir!, penso eu, e digito a expressão na devida caixa. E ela deixa, ó se deixa:

It leaves to laugh me!*

Senhoras e senhores, meninas e meninos, lembram-se da saga da máquina? Ah pois. Que saudades já tinha dela! É que é mesmo irresistível, ainda para mais num dia como este, tão cinzentão :)

*Deixa-me rir traduzido pela máquina do costume.

20/09/2006

Os nomes que nos dão

Tenho alguns nomes pelos quais me tratam - mais de meia dúzia, entre próprios, diminutivos, alternativos, inventados e afins. Alcunhas, tive uma (que eu saiba!), que odiava; felizmente, foi muito temporária e morreu com o fim da escolaridade primária.

Vem isto a propósito do segundo nome. Hoje em dia, cada vez mais cai em desuso ter um segundo nome; muitas crianças já não têm segundo nome, para grande gáudio delas próprias no futuro. É que o segundo nome por si só, geralmente não é utilizado (sim, obviamente sei que com algumas pessoas, passa-se exactamente o contrário); mas o primeiro e o segundo nome são uma combinação poderosa que normalmente implica...descompostura ou sova, não necessariamente por esta ordem e não necessariamente ambas. Esta combinação pode também ser sinónimo da expressão "estás aqui, estás a [...]", ou seja, ala, que se faz tarde. Quem não se lembra do pai ou da mãe com um tom de voz temível, a utilizarem o primeiro e o segundo nome para nos chamarem? Ouvir o primeiro e o segundo nome em conjunto não é, geralmente, muito bom sinal. Portanto, pais de hoje, é um grande favor que fazem às futuras gerações; mas depois estou para ver como os vão chamar quando eles partirem aquele jarrão Ming que está na família há 23 gerações. De propósito, claro. E usando o animal de estimação ou o irmão mais novo como arma de arremesso. Vai ser o bom e o bonito, quando não existirem segundos nomes ;)

19/09/2006

E das coisas erradas nos sítios errados

Descobrir que um determinado local é mau indo lá, é pior do que mau: é péssimo. É muito preferível que alguém nos diga que esse local é altamente evitável. Mas quando esse alguém somos nós, cabe-nos a nós próprios, vítimas da nossa curiosidade em experimentar o desconhecido, alertar a restante humanidade para o que a espera nesse local. No fundo, espalhar a nossa opinião aos sete ventos é uma forma airosa de auto-flagelo e em simultâneo, uma contribuição para o bem-estar da sociedade: descrever o sacrifício que foi permanecer/comer/... nesse local e evitar que outros caiam no mesmo erro, admitindo assim que fizemos uma má escolha, embora ressalvando a importância dessa má escolha para as futuras boas escolhas dos outros. Adiante.

O que me pôs a pensar até nem foi a notória má qualidade de atendimento e das refeições do local em questão, foi o porquê de abrir ou manter aberto um restaurante tão gritantemente mau. Porque é só uma questão de tempo: quando começa a correr que uma coisa é má, as pessoas começam a saber que não vale nada a pena experimentá-la (vice-versa com coisas boas). Sim, a melhor e a pior publicidade fazem-se pessoalmente. E quando a coisa envolve comida, ninguém nos pise os calos porque todos somos excelentes publicitários - para o bem e para o mal. E agora se me dão licença, vou só ali falar mal de um restaurante de fondue com vista para a Ribeira do Porto e já venho, está bem?

18/09/2006

Das coisas certas nos sítios certos…

…mesmo quando essa coisa certa era a uma das últimas que esperávamos ver nesse sítio.

Tinha lido a descrição do espectáculo que ia ter lugar, mas confesso que não o esperava, e muito menos o esperava numa das praças emblemáticas do Porto, e da minha infância. Na praça onde ia para comer gelados, comer croissants (vulgo panikes, para quem conhece a designação) e admirar discos que um dia achava que ia gostar de ter.

É que não é todos os dias que se pode dançar em coreografia com uma multidão numa praça do Porto sem nos acharem doidos varridos. Foi o que aconteceu com o espectáculo Bal Moderne da belga Compagnie Rosas, integrado no Festival Internacional de Marionetas do Porto. Muito, muito bom. Dançar é, decididamente, uma das melhores descobertas [contínuas] que podemos ter, connosco próprios e com quem nos rodeia!

15/09/2006

Mistério...

...estão a passar-se coisas muito estranhas neste computador. Portanto hoje a coisa não dá para mais, snif snif.

Bom fim-de-semana!

14/09/2006

Sapatos novos, eu?!


Nã! Que ideia! :)

Gostei deles assim que os vi. Algo que não costuma acontecer frequentemente com as colecções de calçado actuais, por acaso, fazendo com que eu por vezes comece a entrar em stress pré-sapático - porque toda a gente sabe que gaja que é gaja, tem de investir periodicamente em sapatos; mas o meu orçamento até agradece, encarecido e rejubilando alegremente com a poupança, que eu seja bastante esquisita nas escolhas para os pezinhos.

13/09/2006

Dos momentos

Há inúmeras coisas que escapam totalmente ao nosso controlo. Por isso, acredito que a sorte existe. Não pode é estar com todos ao mesmo tempo, nem sempre com a mesma pessoa. Pode ser ingrata, de vez em quando; mas também pode fazer a diferença. Agradeço quando a faz. E confesso, fico a pensar se será só sorte, um acaso feliz, ou outra coisa qualquer.

12/09/2006

A criteriosa selecção do local na praia

Um dos rituais inevitáveis de quem chega à praia é a selecção cuidada do local onde vai passar as próximas horas (ou o dia inteiro, no caso dos que só saem da praia quando o corpo não tolera em absoluto mais horas de sol por ter atingido o nível escarlate total). Entre as categorias de Pesquisadores de Locais Ideais Para Abancar (PLIPAs), salientam-se:

I) PLIPAs fãs do abrigadinho: estes PLIPAs não descansam até encontrar o local mais abrigadinho da praia. Para além de levarem 4 guarda-sóis, 3 tapa-ventos, dúzias de esteiras, 34 toalhas, todo um arsenal de equipamento de protecção e inúmeras geleiras e termos, ainda têm de se posicionar em recantos ultra-abrigados junto a falésias, rochas, rochedos, etc. Ai de quem se aproximar.

II) PLIPAs cimento-cola: esta categoria de pesquisadores limita-se a escrutinar o horizonte em busca das vítimas ideais. Mesmo numa praia com 45 quilómetros de areal livre, os PLIPAs cimento-cola colocam-se estrategicamente a 4,7 centímetros de uma das orelhas de um membro do grupo de frequentadores da praia mais próximo.

III) PLIPAs mega-activos: para os PLIPAs mega-activos, escolher um local na praia é uma mera formalidade; aliás, esta categoria devia designar-se pseudo-PLIPAs, pois na realidade estes pesquisadores não querem um local para abancar, eles querem é abandonar as coisas para sair dali o mais rapidamente possível. Num máximo de 5 segundos após a chegada à praia, estes indivíduos já estão a escalar intrepidamente o rochedo mais próximo, a jogar, a construir na areia, a apanhar conchinhas ou seixos, etc. Qualquer actividade é boa e quanto menos abancarem, melhor.

IV) PLIPAs apanhadores: estes PLIPAs dedicam todo o tempo passado na praia a apanhar coisas; mais uma vez, a escolha do local para abancar é uma formalidade, pois os PLIPAs passarão todo o dia a divagar pela praia numa procura incessante de coisas para apanhar. Há os apanhadores de comes: tudo o que possa ser comido, eles apanham. Mesmo que o saldo do dia se resuma a 2 míseros caranguejos e 7 amêijoas, tudo vale a pena para comer qualquer coisinha. Há os apanhadores de itens em geral, que se dedicam a apanhar conchas, seixos, estrelas-do-mar, algas. Imagino que a decoração da casa deles seja bastante marítima, pois ninguém quererá tanta coisa para guardar em caixas no sótão. Ou então, constroem coisas com itens marítimos. Ou são coleccionadores. Bem, não sei, mas fico sempre a pensar qual o motivo da apanha de tanta coisa.

V) PLIPAs azarados: qualquer que seja o local escolhido, será necessariamente muito mau. Não há critério que os salve: calham sempre perto do puto que berra mais, da velhinha com o tom de voz mais estridente, do cão mais sacudidor de areia que existe, da família mais ruidosa, do senhor que ressona mais. É escusado. E numa praia deserta, levam com os PLIPAs cimento-cola ao lado.

Existem ainda os PLIPAs mistos, que têm um bocadinho de cada categoria. Quanto a mim própria, não me consigo categorizar, mas confesso que não me custa estar espraiada ao sol sem fazer grande coisa (não sou, portanto, muito activa), gosto de uma certa distância de segurança em relação a outras pessoas para evitar chatices e raramente apanho coisas. Acho que devo fazer parte dos PLIPAs que-não-se-chateiam-por-aí-além :) E vocês?

11/09/2006

Descida à terra

Alguma turbulência devido aos afazeres pendentes, mas nada que não se resolva. Há férias assim, que parecem curtas, mas que nos fazem tão bem (a provar que o tempo é mesmo o que se faz com ele). Há férias assim, que chegam na altura certa e são exactamente o que precisamos :)

Boa semana!

31/08/2006

Se há coisa que me irrita…

…é quando me fazem perguntas cujas respostas eu sei, mas também estou careca de saber que quem fez a pergunta sabe. Ou quando a resposta é tão óbvia, que só o facto de se colocar a pergunta é um bocadinho mau – não, não é grave perguntar, mas é grave utilizar a pergunta em exagero e por sistema, demonstrando que não pensámos nem um bocadinho antes de a fazer.

É que todos fazemos perguntas estúpidas, daquelas que mal acabámos de fazer a pergunta, percebemos que foi estúpida e injustificada. Mas a maior parte de nós não faz 478,3 perguntas estúpidas por dia. Ainda mais grave, quando devíamos e
temos de saber a resposta, e mesmo assim optamos por perguntar. É muito mais fácil ser preguiçoso; mas também se torna muito mais fácil cair no ridículo e passar por insuportável. E eu para pessoas insuportáveis, tenho muitas respostas...mas a maior parte são tortas. E agora pergunto-me eu a mim própria: será melhor responder a tudo e ir a correr explicar qualquer coisa as vezes que forem precisas, ou dar algumas respostas tortas e passar por menos prestável e até por antipática, mas fazer com que a pessoa consiga encontrar as respostas sozinha?

Aprendi a não esperar que os outros me respondam a tudo; talvez por isso, espere a mesma atitude e não tolere a preguicite aguda. É que tudo tem limites, e os limites da minha tolerância a perguntas estúpidas, confesso, são bastante baixos.

30/08/2006

Liberta o meteorologista que há em ti!


O meteorologista que há em nós é impossível de não libertar. Todos temos um, mais ou menos rigoroso, que libertamos constantemente em conversas de ocasião, tempos mortos, onde quer que seja. Sim, é que praticamente todas as nossas conversas têm uma forte componente meteorológica; seja mascarada de frase banal - com este calor foi difícil trabalhar - ou apregoando aos sete ventos o que lemos/ouvimos dizer - hoje davam 32 graus. Isto se a meteorologia em si não se tornar o próprio motivo de conversa, rendendo horas e horas de opiniões, previsões, dados factuais e acesos, interessantes debates, para além de uma dose q.b. de queixumes e lamúrias ou alegria inspirados pelo tempo que faz.

Dentro da categoria dos meteorologistas de meia tigela, na qual 98,6% da população portuguesa se insere, existem diversos tipos.

a) Meteorologista corporal: tem um reloginho nalguma parte do corpo, normalmente uma articulação problemática, que lhe permite prever com relativa exactidão o tempo que vai estar consoante o estado dessa articulação. Admite argumentação, mas fica sempre com a pulga atrás da orelha porque o reloginho raramente falha;

b) Meteorologista etário (ME): a idade, neste caso é um posto. Os MEs possuem toda uma experiência no campo, aliando normalmente o método empírico de avaliação ao reloginho e à leitura/audição atenta de todas as previsões, bem como recorrendo à troca de impressões com outros MEs. Os embates entre vários MEs rivais são extremamente violentos e culminam geralmente em zangas vitalícias ou que duram enquanto houver memória para as lembrar;

c) Meteorologista gregário (MG): o meteorologista do diz que. Diz que vai estar calor, diz que vai chover, diz que…não se sabendo muito bem quem disse nem se alguém realmente o disse. Os embates entre vários MGs podem ser de estalo, pois nem todos temos as mesmas fontes: e se diz que vai chover num lado, pode muito bem dizer que vai estar de sol noutro. Outra expressão muito utilizada pelos MGs é “amanhã dão chuva” - atribuindo a previsão a uma espécie de entidade superior que coisas, de maneira a evitar o confronto. Para além disso, ninguém recusa nada que seja dado. Este é o tipo mais comum de meteorologista de meia tigela;

d) Meteorologista falhado (MF): o meteorologista que não acerta uma. Por mais que tente, avalia sempre mal os dados, ouve mal as previsões e é arrasado por todos os outros meteorologistas. No entanto, manda sempre o seu bitaite.

E vocês, que tipo de meteorologista são? :)

29/08/2006

Estratégias ou falta delas

Se há pessoas que pecam por excesso de estratégias, estratagemas e planos por vezes mirabolantes para conseguirem o que querem, outras há que parecem não ter estratégia nenhuma a não ser...deixarem-se estar e deixarem-se ir. Ora bem, essa até pode ser considerada uma estratégia de passividade absoluta; mas convenhamos, na maior parte dos casos, não nos leva a lado nenhum. Muito menos, a um lado para onde queiramos realmente ir!

28/08/2006

Falta UMA semana!


Para as férias, pois claro. Que este ano, são divididas em duas partes, por vários motivos que não são para aqui chamados. E a primeira parte é já para a semana - ó pra mim a rejubilar de contentamento!

Boa semana para todos! A minha vai ser bastante preenchida, a ver se passa um bocadinho mais depressa ;)

25/08/2006

Santa paciência!

Vinha eu muito charmosa e bem disposta para o escritório, o dia não está feiote e é sexta-feira, esse grande dia da semana em que todos estamos algo cansados, mas bem humorados pelo fim-de-semana que se avizinha a passos largos. Eis senão quando...o drama, o horror! A minha rica plantinha do coração, cabisbaixa, triste...sabotada, sacrificada, atacada, ultra-regada! A senhora da limpeza insana voltou a fazer das dela! E se a planta em questão até estava a recuperar da última tentativa de vil assassinato, voltou a regredir, tal foi a quantidade de água que a dita senhora utilizou para a regar hoje de manhã. Note-se que eu a reguei ontem ao fim da tarde - ou seja, a planta precisava de quase tudo, menos de água.

Isto não fica assim, ai não fica não, senhora da limpeza. Eu e a plantinha vamos levar a melhor. Olé, se vamos.

24/08/2006

Informação fascinante

A minha mini-cesta de piquenique em vime, vinda há alguns anos da Madeira, tem finalmente uma utilidade. Como o preço das cestas de piquenique de tamanho real era exorbitante (e embora eu seja uma entusiasta [contida] de cestos e cestas e malas e malinhas e caixinhas e embalagens em geral, achei que os olhinhos da cara me iam fazer falta para outras coisas), trouxe uma réplica mais pequena. Escusado será dizer que a mini-cesta nunca fez jus ao nome completo, pois nunca serviu realmente para um piquenique. Durante anos, aguardou, silenciosa, paciente e formosa como só uma mini-cesta pode ser. Pois agora adquiriu uma nova vida ao transformar-se na mini-cesta de manicure e afins. Ou de como uma mudançazinha de ponto de vista pode fazer toda a diferença ;)

Sim, estamos em Agosto!

Je passe à la caixa!*

*Frase ouvida numa loja de uma grande superfície comercial, vinda de uma jovem com seguramente mais de 27 peças de roupa na mão.

23/08/2006

Porque EU é que sou...

...o presidente da junta! :)

Todos temos tendência a fazer comparações. Entre pessoas, objectos, situações, condições, estados, etc. Considero isso normal - desde que não atinja proporções obsessivas.


No entanto, há aquelas pessoas que têm necessidade de estar sempre mais alguma coisa. Seja isso sinónimo de estar melhor ou pior, ser maior ou muito mais pequeno, ter muito mais ou muito menos de algo. Ou seja, essas pessoas ouvem um determinado relato e depois acrescentam o mas EU... Ao mas eu, segue-se inevitavelmente uma narração do quão mais (in)felizes, mais ricas/pobres, mais azaradas/sortudas estão ou são, sempre mais qualquer coisa. Uma situação nunca é suficiente boa ou má nos outros, porque eles estão sempre muito melhor ou infinitamente pior, e ai de quem discorde. Há sempre um mas EU seguinte.

Não sei se esperam compaixão, bajulação, admiração. De mim, só levam irritação; não porque me irritem propriamente os mas EUS, mas porque prezo quem sabe quando deve ouvir, falar e quando é mesmo melhor estar calado: ou seja, as várias dimensões da conversação saudável.

22/08/2006

Das burocracias

Pior que as burocracias que somos obrigados a cumprir, é o PREÇO exorbitante das burocracias que somos obrigados a cumprir. Já não bastava serem *obrigatórias* e *aborrecidas* de cumprir, ainda custam os olhinhos da cara. Ficamos, portanto, a sentir-nos bem melhor e bem mais leves [devido ao peso da carteira, que diminui drasticamente]. Obrigadinha, sim, senhores responsáveis que estabelecem os preços? Obrigadinha! Pelo menos apliquem decentemente os balúrdios que gastamos só em papelada, sim? Agradecida.

21/08/2006

A baixa em alta

Gosto das baixas das cidades quando nos contam histórias. Quando nos fazem viajar no tempo. Quando nos surpreendem. Quando está tudo ao alcance dos pés - por mais que até se tenha de subir. Quando os edifícios transmitem segurança, por mais insegura que até seja a área. É pena que se abandonem as baixas das cidades, é pena que poucos queiram lá viver ou trabalhar ou ir passear. Pena que se deixem edifícios ao abandono, ruas ao abandono, locais entregues a pombos.

Para mim, a baixa sempre foi sinónimo de lazer. Ia lá quando era pequena passear com o meu avô e primo, fui lá desde sempre ter com o meu pai ao trabalho. As compras eram sempre feitas na baixa. O cinema era na baixa.

Há quem arrisque e lá viva ou trabalhe ou tente a sua sorte em negócios mais ou menos inovadores. Este foi um fim-de-semana de baixa: gelados novos em folha numa praça centenária, comida turca num restaurante de ambiente realmente impressionante, passeios por lojas sem fim e visita ao novo atelier de amigos. Ou de como a vida pode ser cor-de-rosa mesmo que o resto seja maioritariamente cinzento ;)

Boa semana!

18/08/2006

As perguntas, as respostas e eu*

Sempre fui de fazer bastantes perguntas. A mim própria, claro, e aos outros, inevitavelmente. No fundo, andamos todos à procura de respostas. Mas mais do que andar à procura das respostas certas, devíamos procurar a ou as perguntas certas. Aquelas que depois de formuladas, nos dão a resposta - como uma luva que encaixa perfeitamente na nossa mão.

Há perguntas para as quais já temos a resposta sem sequer termos de perguntar. Há respostas que vamos encontrando sem perguntas e perguntas que ficam sem resposta.
E há perguntas para as quais não queremos respostas.

*Sim, mais um post semi-existencial. Deve ser da chuva :)

17/08/2006

Pessoas+pessoas

As aproximações e os afastamentos são naturais entre as pessoas e especialmente nas relações de amizade. Há pessoas das quais por instinto, afinidade ou circunstâncias, nos aproximamos. Outras, de quem nos afastamos naturalmente (pior: voluntariamente, por nossa ou por vontade alheia). Outras, de quem nunca pensávamos aproximar-nos e que acabam por ser as mais próximas. Outras há que mesmo que nos afastemos delas, nunca deixamos de as ter próximas. E pessoas próximas que de repente se afastam e deixamos de as conseguir reaproximar. Pessoas próximas que estão afastadas e vice-versa. Reaproximações inesperadas. Reaproximações muito esperadas. Afastamentos quase imperceptíveis, mas mais ou menos irreversíveis.

Complicado, isto das proximidades e das distâncias. A vida e o tempo pregam-nos mesmo muitas partidas. São eles que ditam quem se aproxima e quem se afasta; muito mais do que nós.

16/08/2006

A vida num elevador II

Após efectuar uma análise olfactiva recente aos utilizadores dos elevadores do meu local de trabalho, tenho igualmente de referir uma das características que mais se destaca nos seus utilizadores: o cavalheirismo. Mais novos ou mais velhos, quase todos fazem questão de defender essa velha tradição de boa educação.

Vivemos numa época em que a maioria das pessoas já não espera o cavalheirismo e já não o considera indispensável. Até me mudar para um escritório num edifício com muito mais gente, nunca tinha reparado que o cavalheirismo ainda tinha tanta expressão, muito provavelmente porque nos locais cujos frequentadores são da minha idade ou de idades próximas da minha, já é considerado normal não ser cavalheiro, e até se considera obsoleto sê-lo.

Eu mudei ligeiramente o meu ponto de vista: se dantes quase não reparava que existia, agora reparo quando não existe. Bom, isto também pode ser um sinal de que estou a ficar velhinha. Mas um bocadito de cortesia nunca fez mal a ninguém, e porque não mantê-la? O gajedo agradece e até não desgosta!

14/08/2006

Têvê

Passo bem sem televisão. Já vivi vários meses sem ter TV, sobrevivi e aprendi a dispensá-la ainda mais. Mas há uma coisa que é capaz de me viciar na têvê. Não a informação - à qual prefiro aceder por outras vias, não as telenovelas - que já não sigo há anos, não os documentários - que regra geral, vejo se me interessarem mesmo muito, mas sim....as séries.

A propósito deste post da minha querida Nocas, que relembra as séries do passado, decidi confessar que sempre me viciei facilmente em séries. Quando via mais televisão, era por seguir inúmeras séries. Via tudo e mais alguma coisa, todas as séries que apanhasse a jeito. Hoje em dia, é muito mais difícil viciar-me numa série; ou os horários são uma rebaldaria total, ou são impossíveis, ou...bem, sou mais selectiva e tenho menos tempo. Resumindo: sigo duas séries. Esta e esta. A melhor invenção para os fãs de séries? Os DVDs com a compilação dos episódios. É que não há melhor. No caso da primeira série na qual estou viciada, apanho secas imensas para a ver na TV.


Mas este dêvêdêzinho que me ofereceram no aniversário...











...permite-me ver o Lost às horas que bem me apetecer. E permite-me também não ter de esperar pela semana seguinte para ver o desenrolar da acção - esta parte agrada-me particularmente. Vivam os DVDs das séries!

Em estudo, a aquisição do DVD II desta mesma série.

Boa semana!

11/08/2006

Das experiências

Há 5 anos - sim, já lá vão 5 anos e só hoje, quando ouvi que uma infeliz data próxima ia ser “comemorada” em breve, é que me dei conta de que já tinha passado tanto tempo - começava a acelerar os preparativos para os meses que ia viver no estrangeiro. Era algo que achava que tinha de experienciar: estar longe daqui, longe das pessoas de quem tanto gostava e gosto. Foi uma época valiosa, porque em poucas situações se avaliam e testam tão bem os nossos limites, as nossas incertezas e a nossa capacidade de adaptação como quando estamos relativamente sozinhos. Relativamente, porque fui com amigas; totalmente sozinha, não teria ido, confesso, mas também confesso que me senti sozinha muitas vezes - é inevitável, há demasiadas pessoas e coisas que nos fazem falta. Mas adiante.

Das recordações mais vivas que tenho dessa altura é que o primeiro dia e a primeira noite foram horríveis. Muita coisa correu mal assim que chegámos: o alojamento estava mal atribuído, passámos horas numa fila enorme à espera para o alterar e a burocracia era imensa (nada a que não estejamos habituados por cá…). Chegada finalmente ao local onde ia viver durante meses, foi a desilusão quase total. O quarto era minúsculo e não estava propriamente limpo nem era minimamente confortável, a mobília era horrorosa e as restantes instalações da casa deixavam bastante a desejar a muitos níveis. Bem, o primeiro impacto foi mesmo o pior possível. A primeira noite que lá passei foi a cereja em cima do bolo: muito mal dormida, com recriminações por ter decidido ir e tudo em mim a dizer-me para voltar.

Felizmente, nenhum momento da estadia foi tão mau como estes primeiros. Acabei por (ter de) me adaptar à situação o melhor possível e aprender a ver as coisas com outros olhos. Foi um desafio pessoal, eu contra mim própria, que me trouxe muitos outros desafios que consegui ultrapassar e que me fez viver tanta coisa, boa e menos boa. Aprendi muito. E aprendi que há experiências que temos mesmo de nos obrigar a ter, por nós próprios. Porque também aprendemos connosco.

10/08/2006

Da sauna

Sei que é um hábito saudável e tradição considerada em alguns países e culturas. Fiz sauna algumas vezes num ginásio que frequentei, mas confesso que não gostei assim muito, embora tivesse a vantagem de poder ficar só o tempo que me apetecesse e tomar uma revigorante banhoca de seguida.

O problema é que se nessa altura fazia sauna opcionalmente, agora faço-a obrigatoriamente.

É que as diferenças entre o meu local de trabalho e uma sauna são poucas ou nenhumas nestes dias de calor. Com a agravante de que...não posso ir embora quando quero. Nem tomar banho. Nem conversar com mais gente enrolada em toalhas.

Por outro lado, faço parte dos poucos privilegiados com um local de trabalho multifuncional.

...

Que é que querem, há que ver as coisas pelo lado positivo ;)

09/08/2006

Roubar não é bonito, não

Por adrenalina, por necessidade, por doença, por preguiça, simplesmente por capricho ou nos chamados momentos de insanidade temporária, há muito quem roube. Felizmente, vou buscar adrenalina a outras actividades, não sou doente, admito que sou preguiçosa - mas não para trabalhar e pagar o que consumo, e os meus caprichos não passam por querer à viva força ter algo que não posso comprar (claro que quero coisas que sei que não posso comprar, mas a esmagadora maioria delas não pode ser roubada e mesmo que pudesse, não as roubaria por manifesta incapacidade, alguma vergonha na cara e por milhentas outras razões que não vou perder tempo a enumerar). Nos momentos de insanidade temporária que todos temos, dedico-me geralmente a limpezas impossíveis, tenho atitudes que não teria normalmente ou consumo uma grande quantidade de alguma coisa; em nenhum desses momentos me deu vontade de arriscar um roubo.

Vem isto a propósito de ter assistido ontem a uma tentativa de roubo num supermercado. Munida de um enorme saco de praia, a senhora em questão - com os seus trinta e poucos anos, bom aspecto e ar relativamente inocente - tentou rapinar duas ENORMES caixas de camarão da costa congelado (!!), uma garrafa de whisky com direito a copo de brinde, uma embalagem familiar de frutos secos e um desodorizante XL. Obviamente, foi apanhada, negou até não poder mais e acabou na vergonha, com 90% dos frequentadores do supermercado a olharem de soslaio no habitual sururu que caracteriza os momentos de insanidade temporária públicos e que envolvem actividades ilegais.

Quem se sentiu roubada a seguir fui eu, no momento de pagar as compras. Mas esse roubo, ao contrário dos outros, é legal :)

08/08/2006

Pó!

O pó é uma palavra muito pequena que designa uma coisa muito complicada. Quem inventou a palavra para o não sabia o que fazia. É uma palavra desajustada, e até fôfinha e queridinha demais, com um significado que pode atingir proporções inimagináveis. Ainda por cima, tudo GANHA pó, como se a substância fosse uma vitória atingida por todos os objectos e coisas e loisas deste mundo. Horas e horas de limpezas infrutíferas, quais batalhas atrás de batalhas, atrás de mais batalhas que nunca parecem ter fim à vista: o pó ganha sempre! Assim não vale!

07/08/2006

Nos dias como hoje

Já não se procura um lugar ao sol. Procura-se um lugar à sombra...

Sinal da mudança do(s) tempo(s)?

Boa semana!

04/08/2006

Bichinhos carpinteiros

Dizem que os tenho e porque não admiti-lo, tenho-os mesmo, e muito possivelmente numa concentração elevadíssima para alguém do meu tamanho. E por acaso alguém sabe como acalmar os ditos bichinhos? É que todo este labor de carpintaria dá cabo de mim, e uma vez que é particularmente propenso a picos de actividade à sexta-feira à tarde, a coisa não está fácil :)

Bom fim-de-semana!

03/08/2006

Grandes progressos II

A minha relação com as máquinas de lavar roupa é de amor/ódio. De amor, porque evidentemente elas poupam muito trabalho, e de ódio, porque regra geral, são bastante difíceis de compreender e utilizar sem recorrer a volumosos compêndios ou…ao perito mais próximo (mãe, pai, avó, etc.).

Recentemente, alguém chegou à brilhante conclusão de que não era preciso que as máquinas de lavar se parecessem com naves espaciais cravejadas de botões, visores, luzinhas coloridas que piscam e opções que nunca mais acabam para desempenharem a sua principal função: lavar. Quando a máquina de lavar roupa anterior lá de casa avariou, eu rejubilei secretamente, pois foi com aquela máquina que a) tingi inúmeras peças de roupa de uma interessante tonalidade algures entre o cor-de-rosa e a cor-de-burro-quando-foge; b) a lavagem parou a meio e a roupa ficou horas e horas a marinar porque pelos vistos EU tinha de decidir o que a máquina iria fazer a seguir, sendo que algumas peças nunca mais recuperaram totalmente do choque aquoso; e por fim, c) ocorreu uma avaria irreparável antes da máquina esvaziar a água e o detergente - horas e horas de puro deleite a preparar a roupa para o processo de secagem. Aliás, eu não rejubilei secretamente: fiz a dança da chuva no telhado, preparei um banquete festivo de comemoração para 786 convivas e mandei imprimir 7 000 panfletos para assinalar a efeméride. Pronto, estou a exagerar ligeiramente, mas se comemorasse a minha alegria publicamente, teria sido assim.

Com a nova máquina de lavar, a vida é boa (ah pois, uma publicidadezinha extremamente subliminar!). Três botõezinhos apenas e ela decide tudo, lava, faz lá as coisas que todas as máquinas de lavar roupa fazem e ainda avisa quando acabou, e até dá para programar tudo para a roupa estar pronta quando eu chegar a casa. Só lhe falta falar e preparar sumos naturais! Obrigadinha, senhores que desenvolvem interfaces de máquinas de lavar roupa para azelhas e preguiçosos deste mundo. Muito agradecida.

02/08/2006

Grandes progressos I

Já vos tinha contado que a minha plantinha do coração, menina dos meus olhos aqui do escritório, foi severamente atacada por uma dose massiva de água. Desde então, ela tem estado na UCIB (Unidade de Cuidados Intensivos Botânicos) aqui do local (vulgo canto estratégico da minha secretária) a recuperar dessa tentativa de assassinato, impiedosamente praticada pela pérfida e insana senhora da limpeza. Está a recuperar a olhos vistos, lenta, mas vigorosamente. As folhinhas já estão a ficar com um ar fôfinho e viçoso. Quer-me parecer que afinal sempre tenho uma costelinha de jardinagem. É de família, é de família. Pena que quando a família vai arejar, sobra para quem fica...centenas de vasos à minha mercê. O mundo vegetal que trema: ou é a hecatombe, ou a glória. A ver vamos, a ver vamos :)

No news is good news?

Certo. Eu prefiro receber as notícias em vez de presumir que está tudo bem porque não as há.

01/08/2006

Alguém pediu um choque tecnológico?

Eu não fui. Mas o Sr. CêTê é um porreiraço e oferece-se gratuitamente! E não há nada como um bom choquezinho tecnológico para alegrar a vida laboral. Ou para a aniquilar completamente. Não que isso esteja a acontecer por aqui, claro que não, desenganem-se. E agora vou só ali olhar para as paredes durante mais umas horas e já volto, OK? Olhar para as paredes é uma actividade estimulante, que fomenta a criatividade e a alegria laborais, para além de nos permitir reflectir connosco próprios. Ó pra mim radiante, ó.

31/07/2006

São rosas, senhores, são rosas!

Sim, estou de volta da capital para mais uma semana pré-férias, na qual o trabalho não vai ser pêra doce (inclusive vou ter de fazer um trabalho sem conhecer a ferramenta de trabalho essencial, que é uma das actividades de que gosto mais, trabalhar às cegas...obrigadinha, boss, a vingançazinha há-de ser em breve!) e as actividades extra vão ser mais que muitas!

As viagens correram bem, os passeios também e a companhia foi - claro - ideal. O relato e as fotos seguem mais tarde, mas não sem agradecer já a companhia, a paciência, a simpatia e os sorrisos da Rosa, que nos andou a aturar um diazinho quase inteiro :)
Boa semana a todos!

28/07/2006

Modo Lisboa

Activado. Volto já :)

Bom fim-de-semana!

27/07/2006

Post temporariamente indisponível

Por favor, tente mais tarde. Ou amanhã, quando não me estiver a debater com milhares de palavras bastante desinteressantes à espera de equivalente em português :)

26/07/2006

Das mãos

Melhor ou pior, vamos conseguindo que as nossas mãos façam os trabalhos de que gostamos ou não gostamos, todos os dias. Admiro realmente quem insiste num trabalho que muitas vezes não é reconhecido, não é valorizado, não é fácil nem tem imensas possibilidades nem saídas, muito menos grandes probabilidades de criar grande riqueza material.

Porque as mãos dessas pessoas foram moldadas para aquele trabalho, e isso é suficiente.

25/07/2006

Sugestões, aceitam-se!

Ora pois muito bem, em breve, vou visitar a capital portuguesa, como já vos tinha dito.
Algumas sugestões de visitas e coisas imperdíveis, para além das óbvias?
As gerências aqui do Erro e do PorquinhoAzul agradecem :)

Mas alguém me explica?

Porque é que quando temos coisas para fazer, nos apetece fazer tudo menos essas coisas, mesmo quando essas coisas não são totalmente desagradáveis nem aborrecidas? É um bocadinho desconcertante ter 5 coisas para fazer, com carácter de relativa urgência, e em lugar de tratar disso, tratarmos de outras 5 coisas diferentes.

Por exemplo, estou sempre a recriminar-me por ler menos do que devia. Leio em trabalho, evidentemente, mas isso não chega. Portanto, nada melhor que ter tempo para ler e...apetecer-me ler. No entanto, isso nem sempre acontece. Noutro dia, por exemplo, eu tinha tempo, até me apetecia ler, MAS...tinha muito mais que fazer. O que fiz eu? Li. Deixando todas as tarefas urgentes para...outra altura.

Ora então li, li, li – claro que não foi o livro ali da coluna da direita, que está em modo de repouso (ou não fosse eu uma leitora algo caótica)– foi outro livro, que me foi oferecido noutro dia pela minha amiga e colega e tudo e tudo ali de um blog vizinho e de que estou a gostar bastante.

E quando é que eu decidi levar a cabo as tarefas urgentes de rega dos vasos, arrumação, etc., hã? De manhã, antes de vir trabalhar! E não é que o timing já de si periclitante da manhã pré-laboral se ajustou às tarefas urgentes e ficou tudo resolvido?!
O tempo é mesmo o que se faz com ele. Já alguém tinha chegado a esta brilhante conclusão, mas a malta teima em não acreditar :)

24/07/2006

Dos enganos

A semana começa enganosamente calma, porque sei que não vai continuar assim durante muito tempo. E eu nunca gostei nem gosto de inícios enganosos...o caso mais flagrante é o dos bolos que têm bom aspecto, mas que depois são uma total desilusão - uma situação com paralelo em várias outras áreas que agora não vêm ao caso...
Boa semana!

21/07/2006

Coisas que se podem fazer num escritório...

...quando se está sozinho e não há trabalho nem possibilidade de ir embora [tão cedo].

1. Ouvir música em altos berros, cantar e dançar.
2. Ir para a janela e analisar minuciosamente a paisagem e a vizinhança: estado dos prédios, transeuntes, trânsito.
3. Ler blogs sem disfarçar a coisa com um jornal ou um documento totalmente desinteressante aberto.
4. Ler um livro com os pés em cima da mesa.
5. Dormitar na cadeira na posição mais confortável que se conseguir encontrar e utilizando tudo em redor para dispersar pernas e braços: caixote do lixo, torre do PC, secretária e bloco de gavetas.
6. Arranjar as unhas, caso tivesse o material necessário. Estudar a hipótese de trazer o material necessário à tarde.
7. Aceder a todos os programas de conversação online e tentar encontrar um amigo ou um conhecido caridoso que não tenha nada de mais interessante para fazer do que falar connosco.
8. Postar tudo e mais alguma coisa, martirizando a blogosfera com caracteres e caracteres de utilidade e interesse altamente duvidosos.

Não que eu faça nada disto, claro. Cof.

20/07/2006

Eclectismo

De manhã, textos sobre vinhos. À tarde, um manual de um soprador, daqueles que afastam as folhas e o lixo com um poderoso jacto de ar.
Estes dias fazem-me lembrar um dos porquês de ter escolhido esta profissão.
E às vezes, bem precisam de ser lembrados, os porquês. Porque há respostas que obtemos muito mais tarde.

19/07/2006

Planos +/- furados

O concerto pode ter sido cancelado (hmmm, fraca adesão ou dificuldades financeiras? Já li as duas versões da história...), mas a produção de pastéis de Belém não pára e o produto final nunca desilude. Se este ainda não era motivo suficiente para ir passar um fim-de-semana à capital...há todos os motivos da cidade em si e a companhia :)

18/07/2006

The (Un)Happy Planet Index

Aqui, podem calcular o vosso HPI (Happy Planet Index). Confusos? Espreitem lá.

Pelos vistos, o meu valor pessoal é bastante elevado: 77,6. No Vanuatu, país do mundo onde o HPI é mais elevado e que se vangloria de ser o local mais feliz do mundo (ver site indicado anteriormente), a média é de 68,2. Em Portugal, é de 34,8 (!!). A média actual do inquérito é de 42 e o valor considerado ideal é de 83.

Fazendo as contas, se eu me mudar para o Vanuatu (isto é, depois de descobrir ao certo aonde fica), devo conseguir rebentar a escala! Agora ó-sá-xafôri, vão lá responder e aumentem a média, sim? Tristezas não pagam dívidas :)

Molha-tolos!

Vá-se lá tentar entender estas variações meteorológicas! Quem inventou a meteorologia nem imaginou o quão complicada se havia de tornar. Para além de ser motivo ou de integrar pelo menos 90% das nossas conversas diárias e de influenciar positiva ou negativamente os nossos dias e noites, é capaz de arruinar os melhores planos ou de fazer as alegrias das pessoas. Quem é que se lembra do calor abrasador de ontem? Todos! E de repente, já não parecia possível que o tempo piorasse. O meteorólogo que há em nós (hmmm, ideia para um liberta?...) fez as contas e calculou que um calor deste género não teria fim à vista. Por isso, quem é que não se lembrou de ouvir as previsões prováveis e confiou no tempo dos últimos dias como se nunca fosse acabar? Euzinha! Isso justifica o facto de estar a chover lá fora e eu estar com a minha melhor farpela veraneante. Pois. Daí o nome de molha-tolos para esta chuva. Bah!

17/07/2006

Querida senhora da limpeza aqui do escritório

Como já reparou, o meu mais recente hobby aqui no escritório é a jardinagem. Sim, eu sei que um só vaso não é muito, mas é o meu vaso, e não é por ser só um vaso que tem menos direito a ser considerado actividade de jardinagem.

Ora a minha actividade de jardinagem - este único vaso - envolve um cuidadoso estudo do bem-estar da planta em questão, uma avaliação criteriosa das condições de humidade e saturação aquosa da zona envolvente da planta (vulgo terra) - utilizando um dos instrumentos tecnológicos mais precisos que tenho à disposição, o olhómetro - bem como a ponderação cuidada de cada movimento associado à actividade de jardinagem. Resumindo: a única pessoa autorizada a mexer na planta e a estabelecer os momentos de rega sou...EU.

Reparei, querida senhora da limpeza aqui do escritório, que tentou afogar a minha rica planta com uma quantidade inimaginável de água, que seria suficiente para regar dois parques da cidade. Ora isso não se faz. Se alguém tem o direito de exterminar a planta, esse alguém sou eu, OK? Agora a planta está nos cuidados intensivos e só espero que recupere.

É que mesmo quando achamos que não temos grande jeito para uma actividade, chega alguém e prova que afinal não somos assim tão maus. Umpf. A relatividade descobre-se das piores maneiras.

Boa semana :)

14/07/2006

É do calor, é do calor!

Pois. Tanto o desejamos durante o resto do ano, mas mal chega em força, só queremos que esteja um bocadinho menos de calor!

Mas mau, mesmo mau, é constatar que um elevadíssimo e muito significativo número de pessoas ainda não descobriu:

a) a importância de usar desodorizante;
b) a importância de usar um bom desodorizante, ou pelo menos razoável;
c) a importância de evitar usar fibras sintéticas com este calor (ponto particularmente importante).

Siga a sexta-feira - de preferência, bem-cheirosa, e bom fim-de-semana!

13/07/2006

Dos aniversários

Pois, ontem foi mesmo o meu aniversário. Muito obrigada a todos pelos parabéns! Em especial, a esta menina aqui: e mais palavras para quê, amigos são amigos e os nossos são sempre os melhores do mundo!
Sempre gostei de fazer anos. O dia de aniversário sempre foi sinónimo de ter família e amigos por perto, de receber muitos telefonemas e mensagens, de ir comer um grande gelado, de ir passear e...de receber prendas claro, algo de que quase toda a gente gosta (e eu não sou excepção, ah pois não). Até ver, nunca tive a parte da depressão pré/pós-aniversário que muita gente tem, nem costumo ficar triste por fazer mais um ano. Portanto, continuo a gostar dos dias de aniversário e de tudo que envolvem.
Ontem, tirei o dia de férias para descanso, esplanada com chá gelado a acompanhar e jantar em família. No fim-de-semana, será a comemoração oficialíssima com os amigos; ou seja, fazer anos durante a semana não é necessariamente mau, porque implica...duas comemorações!
Agora, segue a semana e o trabalho, que não me presenteou com a sua ausência temporária. Nem tudo são rosas :)

11/07/2006

Menos de 24 horas para...

...o aniversário aqui da Izzoldinha!

:)

Coisas que eu gostava de perceber I

Porque é que alguns velhotes gostam de mandar bocas a mulheres mais novas? Por mulheres mais novas, entenda-se quase todas as das imediações, porque quando atribuímos a classificação de velhote a alguém em determinado momento, isso implica que não haja muita gente mais nova por perto, sendo então a idade aquilo que distingue aquela pessoa em particular do resto do mundo em geral. Saliente-se desde já que ao optarmos por velhote e não velhinho, estamos já a expressar o grau de querideza da pessoa em questão: os velhinhos são aqueles que nos fazem lembrar os avós, têm um ar afável e simpático, enquanto os velhotes são aqueles que no fundo não nos transmitem grande coisa a não ser a idade e, eventualmente, podem até suscitar menos empatia.

Já a minha avó diz que os olhos não são para comer sopas, portanto aceito que se possa olhar, ver e até admirar quem passa; mau era se andássemos aqui todos a olhar para o chão ou a ver navios. Sim, existem outras pessoas neste mundo! Isto pode ser uma novidade bombástica para alguns egoístas crónicos; mas destes, não reza o post de hoje, portanto adiante.

O que não compreendo é a necessidade que os velhotes têm de mandar uma boca, necessidade esta que parece afectar um considerável número de velhotes aqui das redondezas; boca esta que, em lugar de enaltecer a beleza ou fazer alguém sentir-se admirado, provoca pouco mais do que repulsa, podendo até apelar a reacções verbais ou físicas relativamente violentas. A boca foleira pode transformar alguém que até ao momento víamos como um simples velhinho...num velhote.

Por exemplo, hoje um velhote caquético pôs-se com um pxxxxxt pxxxxxt e a murmurar qualquer coisa entredentes (muito possivelmente, postiços) enquanto eu estava a passar. E o que é que eu fiz? Instintivamente, virei-me para ele – velhote – e disse com o meu tom matinal pré-pequeno-almoço menos simpático número 2: “XIU! Esteja mas é calado e ganhe juízo!”

Não consegui evitar! Velhotes caquéticos-armados-em-espertos como este deste mundo: por algum motivo vos caem os dentes, OK? Para terem menos probabilidades de dizer asneiras! Portanto apanhem o metro, vão até um jardim público jogar umas cartadas, sorriam aos transeuntes, oiçam o relato e falem mal de meio mundo; isto, vocês fazem bem. Quase tudo o resto irá fazer-vos cair no ridículo. Respeitem quem vos paga parte da reforma e tem idade para ser vosso bisneto! Grunf!

10/07/2006

Post azulado

La vendetta si serve fredda*

*Que é como quem diz, venceram os azuis de que gostava mais! E sim, é só isto que tenho a dizer sobre o Mundial :)

07/07/2006

Modo de fim-de-semana...

...prestes a ser activado. E nada como uma tarde calma de sexta-feira para entrarmos no ritmo!

Bom fim-de-semana para todos :)

06/07/2006

Porquê, oh porquê!

Sim, podia escrever pungentes lamentos acerca da nossa derrota de ontem. Mas não.

Esta dramática expressão do título é a que me escapa sempre que estou numa sala de cinema (daquelas mais foleiras, aonde só vamos obrigados ou com convites) - a sala está vazia e eu chego relativamente cedo para escolher o lugar. Passados largos minutos, quando o filme está prestes a começar, chega a pessoa mais alta da cidade, quiçá até do país ou do mundo, ou pelo menos daquela sala, e senta-se precisamente...à minha frente. A isso, eu chamo ter sorte, daqui do alto do meu imponente metro e sessenta!

05/07/2006

Jogo jogo jogo jogo jogo...

...jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo jogo!*

*Pois, não se fala de outra coisa :)

Bah!

Apesar de a odiar convictamente, fui obrigada a reactivar a verificação para os comentários. É que ultimamente, há uns polacos que parecem gostar imenso de alguns posts deste blog...tenham lá paciência, porque a minha - para apagar os comentários publicitários - já acabou. A gerência apresenta as suas desculpas e agradece encarecidamente aos comentadores resistentes!

Sugestão



Christine: [seeing his bandage] Whoa, what happened?
Richard: You want the short version or the long one?
Christine: The long one.
Richard: I tried to save my life but it didn't work.
Christine: Wow. What's the short one?
Richard: I burned it.

Dos melhores filmes que vi nos últimos tempos; mais um que escapa com distinção à onda de filmes de Verão. Altamente aconselhável!

Mais informações: aqui e aqui.

04/07/2006

Querer é poder?

O facto de querermos algumas coisas e não querermos outras permite-nos delinear as nossas metas, traçar fronteiras. O que queremos ou não mostra quem somos, vinca o nosso carácter e delimita o percurso da nossa vida. Mas querer, ou não querer, não é suficiente. Porque há alturas em que o que queremos nos foge e o que não queremos se impõe. Temos de saber lidar com o facto de que nem sempre tudo corre...como queremos.

Mas pior ainda, é não sabermos o que queremos. Todos temos momentos de indefinição; o pior é quando a indefinição começa a ser uma constante demasiado presente. Temos necessidade de ter quereres. A maior parte das vezes, estes quereres não são materiais, são apenas objectivos que traçamos para nós próprios. O mais importante? Não desanimar se não os cumprirmos. Não desanimar por demorarem mais a surgir determinados momentos, coisas, acontecimentos, o que quer que seja. Alterar o que for preciso. Porque sabemos quase sempre o que não queremos, e isso já é alguma coisa.

Vem isto a propósito de nada em especial. Acho que foi só um momento de introspecção relacionado com a alteração numérica que se aproxima :)

03/07/2006

Ser peão I


passadeira
s.f.
(...)
marcação de listas largas e brancas no pavimento de uma estrada indicando a zona de passagem para os peões.


Todos somos peões, de vez em quando. E agora que sou muito mais vezes peã do que condutora, tenho constatado que uma elevada percentagem de condutores está seriamente empenhada em extinguir essa espécie incómoda e dispensável que são os peões. Somos alvos a abater, carne para canhão, portanto; ajudamos a prolongar o clima bélico das estradas portuguesas até aos passeios, numa atitude estóica e corajosa em prol da humanidade muito mais importante que anda sobre rodas.

É que eles são chatos, pá! Uma pessoa a querer acelerar por essas estradas afora, a andar na sua vida, e tem de parar por causa de uma mísera pessoa?! UMA que seja, pá?! Mas que grande seca! Eles têm tempo e eu não, pá! E além disso, tenho pressa! Quem anda a pé nunca tem pressa e tem sempre muito tempo!

Pois. Não digo que os peões possam usar e abusar do estatuto, atravessando sem olhar para a estrada, agindo como se o mundo tivesse de parar para eles passarem quando lhes der na real veneta ou atravessando onde bem lhes apetece. Mas os exageros e as manobras arriscadas, as tangentes e as travagens bruscas que vejo todos os dias [quase] nunca são provocadas pelos peões, mas sim pela habitual atitude “quem manda aqui sou eu e máinada” de muitos condutores. Felizmente, não todos.

Ainda hoje, foi por um triz que escapei a uma cinquentona algo desgovernada que me contornou a grande velocidade quando eu já ia a meio de uma passadeira, num local com óptima visibilidade. Para não me deixar passar, a senhora quase tinha um encontro muito imediato com um amistoso e verde vidrão. E eu fiquei aqui a pensar que a modos que não me importava nada de viver mais uns anitos.

Quando vemos os outros como obstáculos - nas estradas e em muitas outras áreas - algo de muito mau se passa na nossa mente.

Boa semana ;)

30/06/2006

Era um copinho com dois sabores, ó-sá-xavôri!


Muttscomics.com

Só falta mesmo o calor, porque a vontade de comer gelados arranja-se depressa :)

Bom fim-de-semana!

29/06/2006

É para mim, e depois?

[Loja de bonecada de uma grande superfície comercial]

- Queria levar este.
- É para oferecer?
- Não, é mesmo para mim!
- (ar de desprezo, algures entre o enjoado e o raispartam-este-emprego)

Já não se pode comprar um boneco de peluche, é, senhora trombuda da loja de peluches?! Umpf!

28/06/2006

Claro!

Sim, estou a ver tudo claro. E não, não é um raro momento de iluminação ou clarividência. Não é uma daquelas situações em que finalmente, vi a luz. Não é uma questão de ter descoberto uma verdade universal absoluta. Nada disso.

...

É mesmo cansaço ocular :)

A vida secreta das palavras


Aproxima-se aquela época do ano em que a oferta cinematográfica é cada vez menor e significativamente pior. Portanto é bom encontrar filmes como este; que não sendo genial, é altamente recomendável. Porque há palavras e relatos que devemos ouvir sempre, porque há tantas histórias e acontecimentos marcantes que nos passam ao lado, tanta violência* que passa despercebida e que faz com que a nossa vida pareça tão insignificante. E ao mesmo tempo, preciosa.

(*link para o site do IRCT - Conselho Internacional de Reabilitação das Vítimas de Tortura)

27/06/2006

Relativamentes

Sou preponderantemente optimista, mas não esqueço as probabilidades menos optimistas.
Confio na força interior, mas nunca me esqueço das fraquezas e dos limites.

Quando me lembro das perspectivas piores, tento afastá-las para muito longe, mas elas continuam lá, latentes; ameaçam, regressam quando não quero vê-las. Devagar, mando-as para longe.

[Estou a torcer por ti. Não que alguma vez vás ler isto - porque sei que não vais - mas não queria deixar de o dizer.]

Mais de 15 000 visitas depois...

...só me ocorre agradecer a paciência e matutar no porquê dos vossos regressos :)

26/06/2006

Das semanas que se prevêem atribuladas...

...ou simplificando a coisa, desta em particular, que não começou propriamente bem, mas que com certeza irá acabar melhor! Haja paciência, pensamento positivo e mãos para dar conta de tudo.

Boa semana para todos :)

23/06/2006

E por falar em S. João...


Ah pois é, a noite mais longa do ano portuense está aí! Munida de um galante, simpático, cheiroso e tradicional alho porro, irei tentar que ele trave um contacto próximo com todos os narizes e pescoços das redondezas izzoldinas :)

Animação de rua não falta, há inúmeros concertos e bailaricos e haja pernas, porque só se pára de manhã!

Ó meu rico S. João,
Vou andar, andar, andar!
Eu e o meu alho porro,
Só de manhã vamos parar!

[Cof!]

Bom S. João para quem o comemora! Aos restantes, bom fim-de-semana :)

BiZiBi :)

Para quem ainda não conhecia, é este o nome do projecto de que vos falei ontem, no qual também dou uma mãozinha!

E a partir de hoje, algumas das peças estão na Feira de S. João, em Évora, juntamente com outros artigos (lindos!) do Spuff. É a primeira feira em que o BiZiBi participa, graças ao convite (e à simpatia, à amizade e tudo e tudo) da dona do Spuff!

Para verem algumas das criações, podem visitar o blog BiZiBi, que já contém algumas amostras do trabalho e que irá ser actualizado em breve com várias fotografias das peças à venda na feira :)

Espero que gostem!

22/06/2006

Mãos para que vos quero

Trabalhos manuais! Nunca fui propriamente habilidosa nem paciente para trabalhos manuais de monta. Ainda sou do tempo em que havia esta disciplina com várias designações ao longo do percurso escolar, portanto ainda andam algures lá por casa suportes para vasos em ráfia, porta-lápis, interessantes panos com bordados, serapilheiras...bem, toda aquela panóplia de artigos bastante inúteis, mas giros, que nos divertimos - ou entediamos - a fazer manualmente. Muitos dos que comecei - confesso - estão por acabar.

O meu problema com os trabalhos manuais é sempre o mesmo: um misto de preguiça com falta de paciência. É terrível, e é um hábito que estou sempre a tentar corrigir ou contrariar. Bem, pior que não acabar, é nem sequer chegar a começar. E eu comecei, por arrasto de uma artista a sério e de um artista por natureza; eles têm jeito, eu tenho boa vontade! Assim começou um projecto de projecto, ainda muito pequeno, mas com algumas mãos a tentar que ele, devagarinho, tenha pernas para andar.

Mais pormenores, amanhã, aqui no Erro ;)

21/06/2006

Verão!


Sim, é a minha estação preferida :)

Um bom Verão para todos!

E para comemorar, uma sugestão doce aqui no Comida Saudável.

Dos relatos


O meu avô ouvia sempre o relato em altos berros. Com ou sem TV ligada, era vê-lo muito concentrado a olhar para o ecrã ou para o infinito, à espera da gritaria eufórica que anuncia os golos e a vibrar com as situações que se não são polémicas e empolgantes, passam a sê-lo na rádio. Tudo são tangentes, tudo é por um triz, qualquer situação aparentemente insignificante na TV pode atingir proporções inimagináveis de catástrofe ou de caso marcante do jogo. A emoção, essa é muito ampliada e pode assumir contornos perigosos para cardíacos ou pessoas facilmente emocionáveis. Por outro lado, a imaginação e a capacidade de visualização são fortemente estimuladas pelas palavras ouvidas; coisa a que regra geral, muita gente não está habituada.
Hoje vou ouvir o relato!

20/06/2006

Hipocondria fictícia

Se existir um síndroma pré-Verão que deixa as pessoas num estado de disposição relativamente-má-embora-algo-inexplicável, misturado com aquela vontade queria-estar-em-tantos-muitos-inúmeros-sítios-mas-aqui-não, aliado a pouca paciência para executar tarefas e trabalhos que têm de ser feitos independentemente da vontade [inexistente] e a uma dose QB de irritação, eu tenho esse síndroma. Se ainda não existir, declaro-o inventado e nomeio-o síndroma pré-Verão-sai-de-baixo-senão-está-o-caldo-entornado.

Isto passa, isto passa...mas se alguém conhecer um antídoto de acção rápida, muito agradecida! :)

19/06/2006

Canções para dias cinzentos

Sing when you talk I'll listen
Sing when you think i'm near
Can't be a song without you
Harmonise, sing your memory here

Ou para tentar esquecer o trânsito e as buzinas que se ouvem lá fora. Um bocadinho mais difícil de adivinhar que a anterior. Algum palpite?

Boa semana, que se avizinha cada vez menos cinzenta :)

Mamã, eu quero...



...paçoquinha! Ou de como uma visita a um supermercado com produtos brasileiros nos pode permitir descobrir um snack agradável. Embora seriamente viciante. E algo calórico. A consumir, mas com moderação. Ou nem por isso, se nos der na veneta.

Para quem nunca provou, uma receita aqui.

16/06/2006

Liberta o pá que há em ti, pá!


Bolas, pá! Já não se pode estar descansado no trabalho, pá. Está uma pessoa, pá, a tentar passar, pá, a sexta-feira sem grandes sobressaltos, pá...é que podia receber trabalhos grandes, pá, mas não, pá, são muitos e muito pequenos, pá, e só a trabalheira que dá, pá, descompactar, fazer o trabalho, comunicar erros e problemas, pá, voltar a compactar, pá, que grande e descomunal seca...pá! Já não bastava, pá, ser uma das únicas 27,8 pessoas que têm de trabalhar hoje, pá. Não há direito, pá!

Não sou de dizer muitos pás, pá, mas como estou com aquela disposição que é um misto, pá, daquele aborrecimento miudinho com a sensação tirem-me já daqui ó-fá-xavôri, pá, que é sexta-feira, pá, decidi tentar afogar a minha ira, pá, dizendo muitos pás. Pá. Descobri, pá, que isto não adianta grande coisa, pá. Mas pá, assim, pá, já sei qual é a sensação, pá.

Por isso, pá, um grande fim-de-semana para todos, pá, aproveitem pá e que o joguinho, pá, nos corra bem, pá. Tenho dito, pá.

PS, pá - Sim, é ainda mais irritante ler muitos pás do que ter de os ouvir! Pá :)

14/06/2006

You make it easy...


...to watch the world with love

Ou de como há canções que se podem ouvir vezes sem conta. Como esta.
Alguém a reconhece? ;)

Bom feriado!

13/06/2006

Das pessoas genuínas

Foi a minha primeira melhor amiga e uma das melhores de sempre. Conheci-a na escola primária e foi empatia à primeira vista. Eu era (e ainda sou) mais calada e tímida, ela comunicativa e extrovertida. Éramos unha com carne. Lembro-me o quanto gostava de estar com ela nas aulas, de ir às aulas de ginástica com a minha mãe e de ela ser a única pessoa da minha idade nessas aulas com igual vergonha de usar um fato coleante muito anos 80. Lembro-me de ela ir às minhas festas de anos, as primeiras com amigos convidados. Opções linguísticas diferentes separaram-nos logo no 5º ano - eu escolhi Inglês, ela Francês. Depois, mudanças de escola consumaram a separação física. O facto de ela não parar quieta (por bons motivos!) foi acentuando cada vez mais essa separação física e durante anos, não a encontrei. Até hoje, é uma das pessoas mais genuínas que conheço. Daquelas com um sorriso desarmante, capaz de espelhar a alma ao detalhe e na perfeição, daqueles sorrisos que nos contam tudo. Sorrisos de alma e coração.

Com grande pena minha, não mantivemos nenhum contacto durante anos.

Hoje durante o pequeno-almoço no actual sítio do costume, ela encontrou-me. Com a mesma alegria contagiante. Com o mesmo sorriso de sempre. E foi como se nunca a tivesse perdido de vista.

12/06/2006

Falta só um mês?!

O tempo voa, eu também queria voar mais e ainda me falta voar tanto :)

Há dias assim...


...de poucas palavras, em que recorremos a imagens. É o caso de hoje :)

Boa semana!

09/06/2006

Querido Joshua,


espero que não me leves a mal estar a escrever-te assim sem te conhecer de lado nenhum. Eu sei que estás sempre muito ocupado a gerir pessoalmente a tua grande cadeia de restaurantes - tão representativa da gastronomia do teu país - e a fabricar incansavelmente litradas e litradas do teu famoso e poderoso molho de alho; sei que o teu molho é uma receita de família antiquíssima, que só leva ingredientes naturais e nem sequer tem corantes nem conservantes. Cof.

Mas em nome de todos os fãs do dito molho...não seria possível acrescentar-lhe um poderoso aniquilador do mau hálito gerado? É que não se aguenta, Joshua, não se aguenta. O efeito dura, e dura, e perdura, e mesmo quando pensamos que está a passar, chega alguém passados 2 dias e meio e comenta com um ar horrorizado "Mas que intenso cheiro a alho! E é de ti!". Prédios inteiros evacuados, relações destruídas ou seriamente afectadas, desmaios e convulsões...o drama vivido pelos fãs do molho é real. Pelo menos, podias diminuir a intensidade do hálito gerado, de forma a que quem não consegue resistir a chafurdar as batatas no molho pudesse andar na rua sem afugentar as pessoas e os animais. E sem que fosse necessário gastar 23 tubos de pasta dentífrica e 8,7 litros de elixir bucal.

Muito agradecida,

Izzoldinha

Prémio!

Depois de deixar a questão marinar durante algumas horas e avaliar criteriosamente o prémio a atribuir ao vencedor, cheguei a várias hipóteses de prémios:

1) Amizade eterna e inabalável;
2) Viagem ao Brasil e várias outras viagens a combinar;
3) Número infinito de jantares, sessões de cinema e programas de lazer em geral;
4) Post no Errortográfico, o primeiro post de um convidado especialíssimo [opcional ;)]

E como sou uma mãos largas...decidi atribur todos os prémios!

E o vencedor é...

...uma vencedora!

Por pura coincidência, telepatia ou simplesmente sorte, a vencedora é nada mais, nada menos que a minha amiga-do-coração Nocas, ali do PorquinhoAzul! Com a hipótese MIGUEL. Sim, este é o nome do misterioso senhor do café, agora um rosto com nome.

Aos restantes participantes, o Errortográfico agradece, encarecido :)

08/06/2006

1.º Concurso do Errortográfico


A propósito do costume que já não é costume e daquele que tem sido um dos meus objectivos da ida diária ao café: se bem se lembram, queria descobrir o nome do senhor simpático e bonacheirão que me atende todos os dias. Podia ter perguntado, claro, mas decidi usar os ouvidos e as antenas izzoldianas para descobrir o nome da maneira mais difícil. Com paciência, consegui. Portanto, declaro aberto o concurso que me foi sugerido na altura! Ou pensavam que me ia esquecer?

Quem adivinha o 1º nome do dito senhor?

:)

Novos inquilinos ;)


Sim, a arrumação de que vos falei aqui ainda dura! Estou a conseguir ultrapassar o meu recorde pessoal - algo que não é propriamente difícil, pois era de apenas escassas horas - e manter o meu armário de sapatos arrumado! E nada melhor para coroar esta grande vitória do que...um novo par de sapatos! Que supostamente, não é um par qualquer...é um par de sapatos daquela marca do cão de orelhas enormes. O que significa que os sapatos têm de ser confortáveis. E são, de acordo com a minha relativa experiência em sapatos da marca. Será que foi desta que encontrei os sapatos mais confortáveis do mundo? :)