15/12/2006
Fim-de-semana
Mesmo estando de férias, antecipo o fim-de-semana. Muito mais gente sem horários para me fazer companhia, ó que chatice. Decididamente, somos feitos de pessoas.
Bom fim-de-semana para vocês :)
Bom fim-de-semana para vocês :)
14/12/2006
Coisas dos outros I
Eu posso tentar compreender (não quer dizer que concorde) que haja gente que gosta de comer muito e que só acha que uma refeição vale a pena quando se fica cheio até à ponta dos cabelos e não se aguenta nem mais um grão de arroz, cheio até estar enjoado de tanto comer, cheio ao ponto de só o pensamento de comer mais se tornar enfartante. Posso tentar perceber, há gostos para tudo e para muita gente, comer bem é sempre equivalente a comer muito.
O que não compreendo tão bem é que perante uma feijoada, um assado com natas e vários itens fritos acompanhados de massa/arroz - pratos do dia de um restaurante em que se pode encher o prato até não caber mais nada - alguém diga que não, não vai comer aquilo porque fica cheia de fome. Isto porque todos os pratos que descrevi eram vegetarianos. Ora toda a gente sabe que quando se comem coisas assim vegetarianas, fica-se cheinho de fome. Porque tudo o que é vegetariano não engorda, tudo é light e saudável e tudo e tudo. Não acreditam? Pois é o ensinamento de hoje, palavra de várias tias histéricas que decidiram ir a um restaurante desses só porque lhes fica imensamente bem ir lá almoçar.
O que não compreendo tão bem é que perante uma feijoada, um assado com natas e vários itens fritos acompanhados de massa/arroz - pratos do dia de um restaurante em que se pode encher o prato até não caber mais nada - alguém diga que não, não vai comer aquilo porque fica cheia de fome. Isto porque todos os pratos que descrevi eram vegetarianos. Ora toda a gente sabe que quando se comem coisas assim vegetarianas, fica-se cheinho de fome. Porque tudo o que é vegetariano não engorda, tudo é light e saudável e tudo e tudo. Não acreditam? Pois é o ensinamento de hoje, palavra de várias tias histéricas que decidiram ir a um restaurante desses só porque lhes fica imensamente bem ir lá almoçar.
12/12/2006
Contágios II
Desde que me conheço, há tradições de Natal que se mantêm. Sabia que mais cedo ou mais tarde tinham de mudar, porque desaparecem algumas pessoas, porque outras deixam de querer ter sempre o trabalho todo, porque há outros locais para ir e outras pessoas com quem celebrar, porque tudo muda mais cedo ou mais tarde. Mas mesmo quando eu andava à procura do espírito natalício [que ainda não reencontrei], anunciarem-me uma mudança significativa naquela que sempre tem sido a logística do meu Natal apanhou-me bastante de surpresa.
E assim de repente, o espírito natalício que gostava de ter nem sequer me pareceu tão relevante.
E assim de repente, o espírito natalício que gostava de ter nem sequer me pareceu tão relevante.
Contágios
O dia da irritação foi decididamente ontem. Ah, maravilhosa, esta capacidade de mudarmos bastante em pouco tempo! Adiante.
A pior parte de ter acabado a irritação a que me dediquei afincadamente ontem é que tive algum tempo para dedicar a pensamentos mais nobres e elevados. Cof. Pior, foi ter chegado à conclusão de que este ano, não estou a conseguir ficar imbuída do espírito natalício. Nada! Ele anda aí, que eu sei, vejo coisas de Natal todos os dias, iluminações piscantes, tenho comprado algumas prendas, mas não me estou a conseguir contagiar e não é de propósito. E é que se uma pessoa não se consegue deixar contagiar, é o cabo dos trabalhos. Por isso, vou olhar fixamente para várias iluminações e itens natalícios, cheirar canela, ouvir repetidamente músicas de Natal e trauteá-las até à exaustão. Acho que agora é que a coisa vai resultar às mil maravilhas. Ou então, posso sempre conseguir ficar irritada outra vez :)
A pior parte de ter acabado a irritação a que me dediquei afincadamente ontem é que tive algum tempo para dedicar a pensamentos mais nobres e elevados. Cof. Pior, foi ter chegado à conclusão de que este ano, não estou a conseguir ficar imbuída do espírito natalício. Nada! Ele anda aí, que eu sei, vejo coisas de Natal todos os dias, iluminações piscantes, tenho comprado algumas prendas, mas não me estou a conseguir contagiar e não é de propósito. E é que se uma pessoa não se consegue deixar contagiar, é o cabo dos trabalhos. Por isso, vou olhar fixamente para várias iluminações e itens natalícios, cheirar canela, ouvir repetidamente músicas de Natal e trauteá-las até à exaustão. Acho que agora é que a coisa vai resultar às mil maravilhas. Ou então, posso sempre conseguir ficar irritada outra vez :)
11/12/2006
Estou irritada e pronto.
Hoje, acordei naturalmente irritada e com pouca paciência para quase tudo. Deve ser um daqueles bad hair days de que tanto se fala; mas neste caso, nem tenho queixas do cabelo em si. Só do resto do mundo em geral.
Bem, hoje em especial, tudo o que normalmente já me irrita, irritou-me ainda mais. Para piorar as coisas, parece que o mundo conspirou secretamente e conseguiu que muitas das pessoas à minha volta fizessem os possíveis e os impossíveis para me irritar sobremaneira, desde as coisinhas mais insignificantes, até chegarem ao ponto de me dizer que eu hoje estava...irritadiça.
Ora se há coisa que irrita alguém já de si irremediavelmente irritado é dizerem-lhe que está insuportável, mesmo que seja por outras palavras. Eu não reajo bem quando me dizem essas verdades, mesmo que elas sejam, de facto, totalmente aplicáveis à minha pessoa. O problema é justamente esse: eu sei que atinjo níveis de irritação elevados, por isso evito ao máximo todo e qualquer contacto com coisas, pessoas e situações que me podem irritar; viro eremita solitária. Se as pessoas optam por vir ter comigo na mesma sabendo que eu estou irritada, é certo que vão levar por tabela. Ou não estivesse eu irremediavelmente irritada e fosse a primeira a sabê-lo.
No fundo, eu não gosto é que desrespeitem a minha solidão auto-imposta. Se tiram a solidão a um irritado, tiram-lhe tudo. O problema é que nem todos conseguimos estar sozinhos com gente à volta; eu, por exemplo, raramente consigo.
Independentemente de irritações e desabafos, boa semana!
Bem, hoje em especial, tudo o que normalmente já me irrita, irritou-me ainda mais. Para piorar as coisas, parece que o mundo conspirou secretamente e conseguiu que muitas das pessoas à minha volta fizessem os possíveis e os impossíveis para me irritar sobremaneira, desde as coisinhas mais insignificantes, até chegarem ao ponto de me dizer que eu hoje estava...irritadiça.
Ora se há coisa que irrita alguém já de si irremediavelmente irritado é dizerem-lhe que está insuportável, mesmo que seja por outras palavras. Eu não reajo bem quando me dizem essas verdades, mesmo que elas sejam, de facto, totalmente aplicáveis à minha pessoa. O problema é justamente esse: eu sei que atinjo níveis de irritação elevados, por isso evito ao máximo todo e qualquer contacto com coisas, pessoas e situações que me podem irritar; viro eremita solitária. Se as pessoas optam por vir ter comigo na mesma sabendo que eu estou irritada, é certo que vão levar por tabela. Ou não estivesse eu irremediavelmente irritada e fosse a primeira a sabê-lo.
No fundo, eu não gosto é que desrespeitem a minha solidão auto-imposta. Se tiram a solidão a um irritado, tiram-lhe tudo. O problema é que nem todos conseguimos estar sozinhos com gente à volta; eu, por exemplo, raramente consigo.
Independentemente de irritações e desabafos, boa semana!
07/12/2006
Das palavras, sempre das palavras
Porque a vida não são só traduções, ando a braços com palavras escolhidas por mim. Se para traduzir, uso as palavras dos outros como base, para redigir tenho a liberdade de usar as que bem entender. Posso brincar com as palavras. Posso apagar, modificar o que já não me apetece ler, alterar quase tudo, criticá-las, porque são minhas quando as escrevo.
Começo as férias com algum trabalho extra. Que por dar gosto e por ser diferente do habitual, nem parece trabalho. Curiosa, esta sensação de sermos nós a escolher desde o início; com directrizes, claro, mas sem grandes restrições. Podia habituar-me a isto, podia...bom FDS :)
Começo as férias com algum trabalho extra. Que por dar gosto e por ser diferente do habitual, nem parece trabalho. Curiosa, esta sensação de sermos nós a escolher desde o início; com directrizes, claro, mas sem grandes restrições. Podia habituar-me a isto, podia...bom FDS :)
06/12/2006
Era uma vez...
...uma senhora que falava muito alto com uma dicção imaculada, e quatro senhores oriundos da Sérvia-Montenegro que vivem e trabalham em Espanha, e fazem actualmente férias em Portugal. A senhora que falava muito alto era mediadora imobiliária. Os senhores eram os inquilinos temporários da casa que ela ia mostrar. Tudo o que se passou em seguida envolveu a velha técnica falar-muito-mais-alto-do-que-o-recomendável-para-evitar-lesões-auditivas; é que como toda a gente sabe, utilizando esta técnica, as pessoas percebem tudo, mesmo quando não falam a mesma língua. Quanto aos senhores oriundos da Sérvia-Montenegro, esses limitavam-se a sorrir e a responder numa mistura de (pelo menos) 7 línguas. Uma ocasião memorável, asseguro-vos.
Não sei se a surrealidade do episódio foi decisiva; mas em princípio, vou ficar nessa casa.
Não sei se a surrealidade do episódio foi decisiva; mas em princípio, vou ficar nessa casa.
04/12/2006
Aleatoriedades dum fim-de-semana
1. Água, muita água e muito descanso num spa das redondezas. 2. Teclas novas e portáteis, para escrever erros e não só. 3. A lembrar: evitar a aproximação a shoppings nas próximas semanas, mesmo que tenham [a vã] esperança de que vão estar toleráveis; isso não vai acontecer, e as consequências da visita vão ser extremamente nefastas para a vossa paciência e sanidade mental. 4. Últimos preparativos para visitas a casas mais a sul e posteriores mudanças. 5. Por motivos de força maior, as minhas escritas aqui no erro não vão ser tão regulares nos próximos tempos; mas isso é, evidentemente, algo muito temporário. Boa semana para todos :)
30/11/2006
Das argumentações
Claro que não podia deixar este emprego sem uma boa polémica à moda antiga. E como é bom poder argumentar, chegar o fim da discussão e...os outros terem de admitir que temos de facto razão. Sabe bem, mesmo que não nos traga grandes vantagens práticas. Todos gostamos de ter razão, todos gostamos do eu bem disse, por mais que até o neguemos por ser politicamente incorrecto. Pois, eu também gostei bastante de ter razão.
Da experiência, fica a certeza de ter aprendido a valorizar-me e a desvalorizar a subserviência e a subordinação de que alguns empregadores tanto gostam. De ter aprendido a fazer valer mais os meus conhecimentos e argumentos. De ter aprendido a ser (ainda) mais independente - porque reconheço que tenho o hábito de depender primeiro de mim, com todas as desvantagens que isso pode acarretar e o peso pessoal que esta escolha representa. Fica também alguma (mas não demasiada) mágoa: é que alguns empregadores dão o devido valor aos colaboradores, outros não. Alguns empregadores conseguem tirar o máximo partido das oportunidades e do mercado, outros não. No entanto, mais cedo ou mais tarde, sofrem na pele as consequências das escolhas que fazem, das decisões menos acertadas, da falta de coragem e determinação, do pouco que valorizam os outros.
E este é o último post que vos escrevo daqui deste oitavo andar. Não vou levar saudades; e isso, por si só, consegue ser (estranhamente?) reconfortante.
Da experiência, fica a certeza de ter aprendido a valorizar-me e a desvalorizar a subserviência e a subordinação de que alguns empregadores tanto gostam. De ter aprendido a fazer valer mais os meus conhecimentos e argumentos. De ter aprendido a ser (ainda) mais independente - porque reconheço que tenho o hábito de depender primeiro de mim, com todas as desvantagens que isso pode acarretar e o peso pessoal que esta escolha representa. Fica também alguma (mas não demasiada) mágoa: é que alguns empregadores dão o devido valor aos colaboradores, outros não. Alguns empregadores conseguem tirar o máximo partido das oportunidades e do mercado, outros não. No entanto, mais cedo ou mais tarde, sofrem na pele as consequências das escolhas que fazem, das decisões menos acertadas, da falta de coragem e determinação, do pouco que valorizam os outros.
E este é o último post que vos escrevo daqui deste oitavo andar. Não vou levar saudades; e isso, por si só, consegue ser (estranhamente?) reconfortante.
29/11/2006
Descentralização uma ova!
Andava eu despreocupadamente a ver as listas de filmes em exibição no cinema, quando constato que pelo menos dois dos filmes que até gostava de ver não estão em nenhuma sala próxima. Melhor dizendo, estes filmes não estrearam no Grande Porto, e muito provavelmente nunca irão estrear cá por cima.
Obrigadinha, senhores das distribuidoras, muito obrigada! Tomaram a liberdade de sanear alguns filmezitos, não foi? Ora assim é que é! Liberdade de escolha, para quê? É muito melhor ter quem filtre as coisas por nós! Assim só cá chega o que vale realmente a pena, certo? Mais uma vez, agradeço em meu nome pessoal e de todos aqueles que até queriam ver os ditos filmes; é que assim não gastámos o nosso precioso dinheirinho. Continuem, o povo cá de cima agradece!
Obrigadinha, senhores das distribuidoras, muito obrigada! Tomaram a liberdade de sanear alguns filmezitos, não foi? Ora assim é que é! Liberdade de escolha, para quê? É muito melhor ter quem filtre as coisas por nós! Assim só cá chega o que vale realmente a pena, certo? Mais uma vez, agradeço em meu nome pessoal e de todos aqueles que até queriam ver os ditos filmes; é que assim não gastámos o nosso precioso dinheirinho. Continuem, o povo cá de cima agradece!
Post n.º 555
Apesar de os blogs não se medirem aos posts, hoje reparei que aqui o Erro já vai no quingentésimo quinquagésimo quinto. E como não é todos os dias que posso utilizar um ordinal tão elevado, esta pareceu-me uma oportunidade bastante boa.
28/11/2006
3 dias
O tempo passa muito devagar quando queremos que se apresse só um bocadinho, e mesmo quando esta semana até é mais pequena. Faltam só três dias, três, para deixar este escritório e este emprego. Depois, um mês inteirinho para descansar e preparar a nova época, que começa em grande com um fim-de-semana prolongado retemperante e passado em excelente companhia :)
27/11/2006
Dos significados evidentes
"Não tenho tempo."
Frase que raramente quer dizer exactamente o que diz. Quer antes dizer não quero ter tempo; não me apetece arranjar tempo; até tenho tempo, mas não é para ti; ponto final (e ninguém me convence do contrário). É tudo uma questão de ler nas entrelinhas, portanto. O pior é que quando algumas pessoas finalmente parecem ter tempo, nós já não temos vontade de arranjar tempo para elas.
Boa semana, sempre com tempo :)
Frase que raramente quer dizer exactamente o que diz. Quer antes dizer não quero ter tempo; não me apetece arranjar tempo; até tenho tempo, mas não é para ti; ponto final (e ninguém me convence do contrário). É tudo uma questão de ler nas entrelinhas, portanto. O pior é que quando algumas pessoas finalmente parecem ter tempo, nós já não temos vontade de arranjar tempo para elas.
Boa semana, sempre com tempo :)
24/11/2006
E não era possível usar o teletransporte, não?
Olho pela janela, tento vislumbrar alguma coisa por entre a chuva, o vento e a noite escura que hoje chegou por volta das 15h20 da tarde. Constato que não consigo ver quase nada. Chego à conclusão - com 99% de certeza - que o panorama desolador da intempérie veio para ficar. Prometo a mim mesma que mais cedo ou mais tarde, vou comprar um impermeável dos pés à cabeça e umas galochas, porque quero andar à chuva como se ela não me incomodasse. Posto isto, a única dúvida que me resta é se a molha que me espera à ida para casa será integral ou apenas parcial (por milagre, talvez).
Valha-nos o fim-de-semana à porta (juntamente com os litros e litros de água e o vento que não pára). Que seja bom, apesar de tudo :)
Valha-nos o fim-de-semana à porta (juntamente com os litros e litros de água e o vento que não pára). Que seja bom, apesar de tudo :)
23/11/2006
Dos espaços
Gosto de locais e objectos que me fazem lembrar pessoas e situações. E de locais onde há objectos cuja história já me foi contada, coisas de quem já não existe e que continuam lá, quase no mesmo sítio, a lembrar-nos as pessoas [como se fosse preciso...], a contar com silêncios os hábitos e as histórias de uma longa vida. É nesses silêncios que chegam, baixinho, as saudades. Talvez a chuva ajude.
22/11/2006
Devagar, devagar...
...passam os últimos dias neste escritório do 8.º andar. Falta tão pouco, meia dúzia de dias. Depois deles, as férias, as procuras de casa, as mudanças e as burocracias todas, as corridas da época de Natal.
Vai ser um Dezembro complicado, vai. E a conhecida expressão ano novo, vida nova vai ter uma tradução quase literal na minha vida.
Vai ser um Dezembro complicado, vai. E a conhecida expressão ano novo, vida nova vai ter uma tradução quase literal na minha vida.
21/11/2006
...e as 7 maravilhas do Errortográfico
Dava muito trabalho estar aqui a eleger sete maravilhas pessoais concretas. Portanto limito-me a dizer que passariam sempre pela família, pelos amigos, algumas envolveriam chocolate e açúcar, outras palavras, outras implicariam actividades do chamado tempo de qualidade. Não é preciso complicar demasiado para ter muito com pouco.
Novas 7 maravilhas do mundo
20/11/2006
A vida num elevador III

Uma das maiores dúvidas que assola os utilizadores regulares de elevadores é seguramente esta: para onde dirigir o olhar quando há mais gente presente?
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