
21/11/2006
Novas 7 maravilhas do mundo

20/11/2006
A vida num elevador III

17/11/2006
Páre, escute e olhe
16/11/2006
Liberta o revoltado que há em ti!
Vinte mil e quantas?!
Da minha parte, e enquanto sócia-gerente aqui do local, muito obrigada!
*Começo a ficar preocupada convosco, pessoal. Afinal de contas, o que vos faz cá vir e voltar? :)
15/11/2006
Uma questão de território
Agora, que tenho de procurar poiso mais a sul, surgiu a possibilidade de partilhar casa com alguém que me é totalmente desconhecido. Não hesitei na resposta: não, obrigada. Vou aproveitar a mudança - por enquanto, apenas temporária - para ter o meu espaço, as minhas coisas, os hábitos que bem entender. Para receber quem me apetecer. Sem ter alguém à perna, sem ter de fazer pouco barulho só porque já está alguém a dormir, sem ter de esperar para ir à casa de banho ou para usar o fogão, sem ter de justificar que me apetece fazer isto ou aquilo ou nada.
Assim sem pensar muito nos pormenores, já imagino a coisa a correr bastante mal com a companhia de um desconhecido; acho que afinal sou muito mais territorial do que pensava :)
14/11/2006
Da comunicação ou ausência dela
*Se alguma vez eu ficar assim, agradeço um estalo ou até vários. E merecidos.
13/11/2006
Dos possíveis reencontros que não chegam a sê-lo
Odeio fingir que não vejo as pessoas; mas há situações, quando os reencontros vão ser penosos e cheios de sorrisos amarelos, em que não vale a pena o esforço. E esta é só uma das piores sensações que se pode ter em relação a uma pessoa. Mas há pessoas assim, com quem sabemos que não vale a pena criar laços; pior, não conseguimos criá-los, por mais que até haja oportunidade. Quando há tão pouco em comum, quando nem a convivência (forçada) consegue criar algo para além dos sorrisos amarelos e da conversa de circunstância: não adianta forçar uma coisa que não existe. Decididamente, as amizades fazem-se pelas pessoas, raramente pelas ocasiões.
10/11/2006
Surto de comichão no nariz assola Portugal
E o cheiro, o cheiro! As castanhas trazem-me das melhores recordações; compradas à beira-mar, na baixa, assadas muito longe de casa depois de recebidas pelo correio, descascadas no final nos almoços de Domingo na minha avó ou nos magustos entre amigos...enfim, gosto muito de castanhas! E sim, fico com bastante comichão no nariz quando as estou a descascar.
Tudo isto para vos desejar um óptimo S. Martinho e um excelente fim-de-semana :)
09/11/2006
O meu já cá canta!
É que ainda por cima estão lá os s0ma, que podem conhecer/ouvir neste link anterior e também aqui; e não desfazendo as restantes 59 bandas, que são todas magníficas, excelentes e fofas e tudo, os s0ma são a minha favorita e a mais magnífica, excelente e fofa e tudo* de todas ;)
08/11/2006
Do amor, de cor e salteado

Não que eu goste especialmente das músicas dele - confesso que não faz muito o meu género; mas nunca tinha odiado vigorosamente nenhum tema do senhor. Bem, talvez o da proibição dos jardins tenha sido um bocadito batido ao ponto de nos provocar instintos homicidas, há tempos atrás; mas dos ódios de temas pelo motivo de terem sido tocados até à exaustão total, posso falar noutro dia.
Mas afinal, porque é que eu odeio a “sei-te de cor”? Como já disse, pela letra (se não conhecerem, uma pesquisa rápida leva-vos rapidamente ao tema em questão). Porque saber de cor alguém não pode ser bom e muito menos pode ser sinónimo de amor. E também não acho que saber de cor alguém seja mau. Acho, sim, que é péssimo. Senão, vejamos: não há surpresas, porque sabemos tudo e mais alguma coisa dessa pessoa. Não há segredos. Não há desconhecido, porque sabemos tudo de cor nessa pessoa. Sabemos tudo tão de cor que já nem sequer precisamos de pensar para a analisar. E isso, senhores, isso é a pior coisa que pode haver. Não quero decorar as pessoas. Quero-as ir conhecendo, por mais que as conheça há anos. Quero que me surpreendam, quero que guardem segredos, quero que sejam elas próprias e que não se deixem conhecer assim tão facilmente. E pronto, era isto que vos queria dizer hoje.
07/11/2006
Interrupções

Durante a leitura, duas situações curiosas. Numa delas, tinha a TV ligada com música de fundo e precisamente no momento em que lia uma frase que se referia aos REM (sim, a banda), começa uma música deles na TV. A música era a It's the end of the world as we know it (and I feel fine). Ainda bem que não sou dada a superstições e sei que o mundo vai acabando todos os dias pela mão de uns, enquanto outros tentam algo desesperadamente dar-lhe um jeitinho. A outra situação, menos dada a segundas interpretações, é que fui atacada por uma súbita vontade de beber chá preto com leite; saudades disfarçadas, talvez?
Quanto ao livro em si, gostei e recomendo! Quem preferir ver a adaptação cinematográfica, basta esperar uns tempitos, porque a estreia do filme com o mesmo nome prevê-se lá para 2007.
06/11/2006
Precisa-se: almofada perfeita

03/11/2006
A hora do guarda-vestidos
02/11/2006
Confirma-se II
31/10/2006
Todos falamos chinês III
"EMENTA
(...)
PRATOS VEGETARIANOS
Beringela recheada com não sei quê
Risotto de funghi porcini"
Eu - Queria a beringela.
Empregado - OK.
[Passa-se algum tempo]
Empregado - Peço desculpa, mas não temos beringela!
Eu - Pois, mas eu não gosto desses cogumelos...
Empregado [ar escandalizado] - Cogumelos?! Quais cogumelos?!!
Eu - Esse tipo de cogumelos, os porcini!
Empregado [ar de quem aprendeu isso agora] - Ah...então deixe cá ver. Temos o salmão com não sei quê!
Eu - Pois, mas eu queria um prato vegetariano.
Empregado - Ah! Então já sei, a pasta nera com SALMÃO! [Ar glorioso!]
Eu - Bem, eu vou-lhe explicar. Vegetariano não come carne nem peixe!
Empregado - Ah...
Eu - Pronto, eu como o arroz...mas não devo gostar.
Empregado [ar escandalizado] - Arroz?! O arroz de pato?! [sim, constava do menu]
Eu - Não, o risotto de cogumelos!!
Empregado - Ah...OK.
Parecia uma conversa de maluquinhos, garanto. E pior que não saber determinadas coisas gastronómicas que nem todos temos de saber, é trabalhar num restaurante e mesmo assim não saber determinadas coisas gastronómicas que um colaborador devia obrigatoriamente saber (ainda por cima, a ementa tinha uns 6 pratos). Para piorar as coisas, confirmei que realmente não sou fã de funghi porcini; e o arroz estava verdadeiramente intragável. Para piorar ainda mais as coisas, a brincadeira não saiu propriamente barata. Enfim. Resta-me o consolo de nunca mais pôr lá os meus delicados pezinhos!
30/10/2006
Perspectivas dum fim-de-semana
É muito mais confortável pensar que não gostaria de algumas mudanças; pensar que prefiro não escolher algumas opções só por ser muito mais fácil nem as considerar sequer. E é reconfortante descobrir que afinal, não tenho assim tanto medo de mim própria, das minhas escolhas e das mudanças que elas representam.
Marie Antoinette

27/10/2006
Crónicas inúteis: das idas a eventos da moda
O público típico de eventos da moda é assim mesmo: vai lá para ver e/ou ser visto. Quem não vai lá para ser visto, tem de aproveitar a outra parte: ver. Nitidamente, o meu caso pessoal. E como já diz a minha avó, os olhinhos não são para comer sopas, portanto uma pessoa vai a eventos da moda e toca de estar com mil olhos a observar tudo. E é que há mesmo de tudo: VIPs que vão porque sim, tiaças vipíssimas excessivamente perfumadas que vão porque basicamente vão a tudo, gente da indústria que não tem outro remédio senão ir (quanto mais não seja, para falar mal e porcamente de tudo em geral), fotógrafos e repórteres que vão porque estão a trabalhar, pessoal com a mania que é fashion, curiosos e interessados.
2. Vestidos para matar?
No que toca aos trapinhos do pessoal, vê-se de tudo. Aqueles que vão vestidos para matar porque maravilham os restantes, e aqueles que vão vestidos para matar os restantes...provocando-lhes um ataque cardíaco. Há muita gente que ainda não percebeu que o que está na moda não fica necessariamente bem a todos.
3. Corta, tesourinha, corta, corta, corta...
O saldo da ida ao evento é positivo: os olhinhos arregalam-se com os paninhos (ou com a ausência deles, como fazia questão de evidenciar um senhor que só tirava fotografias às modelos que envergavam roupas extremamente transparentes) - e das duas, uma, ou é porque os paninhos valem a pena, ou porque reflectem um momento de insanidade do criador. A moda tem destas coisas: é o que vemos nela que conta ;)
26/10/2006
Mofo ou bafio, eis a questão
25/10/2006
E ainda dizem...
Não é que tenha sido um piropo muito original, mas até foi dos melhores que ouvi nos últimos tempos. Dito à chuva, no meio da rua, de manhã cedo e em altos berros, até que nem soou mal. A chuva não consegue pôr toda a gente mal-disposta :)
24/10/2006
Ai queria qualquer coisinha, era?
- Ah, nem pense nisso, não pode ser! Estamos sem sistema informático. Vá dar uma voltinha por aí, vá até ao café e volte mais tarde!
[Ouve-se aguaceiro torrencial lá fora.]- Mas…
- Ó menina, sem sistema informático não posso fazer nada! Vai ter de voltar depois!
23/10/2006
Sim, é possível I
Alguém tem de descobrir estas coisas, não é? Boa semana :)
20/10/2006
Todos falamos chinês II
Por outro lado, há pessoas que nos conseguem traduzir sempre :)
Todos falamos chinês I
[Passam-se dois dias]
A - Reenvio o pedido anterior, pois não tive resposta, queria reservar X, Y e Z.
[Passa-se mais um dia]
B - Pedimos desculpa pela demora. Informamo-la de que já dispomos de J.
A - ??!
19/10/2006
Efeito borboleta*
18/10/2006
A chuva em três actos e epílogo
Acto segundo. Guarda-chuva semi-esfrangalhado ganha vida própria quando decido fechá-lo e desfere um brutal golpe contra o meu dedo mindinho. Dedo mindinho incha e eu só não uivo de dor a meio da rua por ser ridículo deixar-me afectar por algo tão insignificante como um dedo mindinho.
Acto terceiro. Decido abrigar-me o mais possível durante o percurso até casa para evitar que a molha certa seja o descalabro total. Tarefa revela-se possível, mas inglória; ou seja, a molha é certa, sim, mas o descalabro é total na mesma apesar dos meus esforços para me abrigar.
Epílogo. Passarei a tarde a lamentar o sofrimento atroz do meu dedo mindinho e a repetir para mim mesma andar a pé é saudável e ecológico, andar a pé faz bem. Bolas, pá, não há mesmo verdades universais e vamos sempre descobri-lo da pior forma.
17/10/2006
Primeiro estranha-se, depois…
E vocês, lembram-se de algum produto de que até tinham/têm uma certa pena de não gostar?
16/10/2006
Dos dilemas
14/10/2006
13/10/2006
Acalmia
12/10/2006
Histórias das férias em poucas palavras
11/10/2006
Regresso ao costume :)
Regressar custa só um bocadinho. Afinal de contas, regressamos por vontade própria ao costume que escolhemos para nós. Costume esse que felizmente nos permite fugas esporádicas. Portanto, e por melhores que sejam as fugas, não me queixo muito dos regressos. Porque há pessoas e coisas a que gostamos de regressar, ah pois há ;)
29/09/2006
Seis coisas aleatórias sobre mim
28/09/2006
A arte de fazer malas II
Os ultra-cuidadosos preparam listas com dias de antecedência, compram tudo e mais alguma coisa por pensarem que pode vir a ser necessário e certificam-se de que tudo está lavado e preparado para o transporte. A mala é escolhida a dedo, cumpre todas as normas internacionais, para além de acomodar precisamente tudo o que o ultra-cuidadoso quer levar. É quase impossível que o ultra-cuidadoso se esqueça de alguma coisa. O problema é que os ultra-cuidadosos de gema não conseguem deixar de ultrapassar largamente os limites de peso, pois têm de levar mesmo tudo. No entanto, também há ultra-cuidadosos que estudam detalhadamente o conteúdo e conseguem levar o estritamente necessário. Por fim, há ultra-cuidadosos azarados, que por mais cuidado que tenham, esquecem-se sempre de alguma coisa.
Os regulares limitam-se a preparar tudo com relativa antecedência, podem eventualmente ter listas, mas nem sempre, e confiam no instinto - e não no estudo - para seleccionar o conteúdo da mala. Normalmente, esquecem-se de alguma coisa.
Os baldas são os piores dos fazedores de malas. Fazem as malas à última da hora e limitam-se a atirar lá para dentro o que estiver mais à mão. Invariavelmente, esquecem-se de 80% dos itens de que vão realmente necessitar. Há os baldas com sorte, que acabam por conseguir levar o que é preciso, e há os baldas com azar, que acabam por andar toda a viagem a cravar itens aos restantes companheiros ou a comprar o que falta.
Para além destes três tipos de fazedores de malas, há os mistos, que aliam características de vários tipos. Eu, por exemplo, penso com relativa antecedência no que quero levar, mas já não faço listas (porque sei de antemão que não vou olhar para elas mais tarde, como já confessei uma vez aqui), confiando portanto no instinto para me dizer o que falta; não costumo esquecer-me de muita coisa, porque a minha lista mental costuma ser fiável. Não faço a mala com muita antecedência, só um ou dois dias antes. E a pior das minhas características de fazedora de malas: nunca viajo com pouca coisa por ter uma costelinha de ultra-cuidadosa...e vocês, como fazem as vossas malas?
27/09/2006
A arte de fazer malas I
Esperava ver listados itens corriqueiros: canivetes, lâminas, líquidos inflamáveis, enfim, aquelas coisas que logicamente não é conveniente levar a bordo de um avião.
Não esperava que fosse proibido transportar material radioactivo (a sério, tinha lá uns taparuerezinhos mesmo preparados para levar), granadas de todos os tipos (sem comentários), fogo de artifício (bolas, já nem nos deixam celebrar condignamente!), sabres (nem de luz?), espadas e bengalas de estoque, rosetas de arremesso (?!), picadores de gelo (esta agora...lá vou eu ter de levar a 123!), minas e outros explosivos militares (azar dos azares, pessoal), entre vários outros itens com designações pomposas e extremamente pormenorizadas que não lembram ao Pai Natal.
Ora esta, pá, que grande maçada. Lá vou eu ter de prescindir de inúmeros itens que costumo sempre levar comigo! Fazer malas dá muito trabalho!
26/09/2006
Estações
E no entanto, para a semana vai ser Primavera outra vez. Mudar de estação assim por vontade própria também é bom. Pois, férias à vista ;)
25/09/2006
Sinais? Quais sinais?
Aliás - e esta informação é um rigoroso exclusivo mundial do errortográfico - a conhecida frase vá para fora cá dentro não é mais que uma versão abreviada da frase vá para fora, vá, tente, mas nunca conseguirá sair cá de dentro. A nossa política de sinalização visa isso mesmo. E mesmo cá dentro, há sítios dos quais é impossível sair...pois muito bem, agora todos sabemos porquê! Portanto da próxima vez que se perderem, inspirem fundo e pensem no bem da pátria. É tudo pelo bem da pátria.
Boa semana ;)
22/09/2006
Não polaroids III
21/09/2006
Regresso à máquina
It leaves to laugh me!*
Senhoras e senhores, meninas e meninos, lembram-se da saga da máquina? Ah pois. Que saudades já tinha dela! É que é mesmo irresistível, ainda para mais num dia como este, tão cinzentão :)
*Deixa-me rir traduzido pela máquina do costume.
20/09/2006
Os nomes que nos dão
Vem isto a propósito do segundo nome. Hoje em dia, cada vez mais cai em desuso ter um segundo nome; muitas crianças já não têm segundo nome, para grande gáudio delas próprias no futuro. É que o segundo nome por si só, geralmente não é utilizado (sim, obviamente sei que com algumas pessoas, passa-se exactamente o contrário); mas o primeiro e o segundo nome são uma combinação poderosa que normalmente implica...descompostura ou sova, não necessariamente por esta ordem e não necessariamente ambas. Esta combinação pode também ser sinónimo da expressão "estás aqui, estás a [...]", ou seja, ala, que se faz tarde. Quem não se lembra do pai ou da mãe com um tom de voz temível, a utilizarem o primeiro e o segundo nome para nos chamarem? Ouvir o primeiro e o segundo nome em conjunto não é, geralmente, muito bom sinal. Portanto, pais de hoje, é um grande favor que fazem às futuras gerações; mas depois estou para ver como os vão chamar quando eles partirem aquele jarrão Ming que está na família há 23 gerações. De propósito, claro. E usando o animal de estimação ou o irmão mais novo como arma de arremesso. Vai ser o bom e o bonito, quando não existirem segundos nomes ;)
19/09/2006
E das coisas erradas nos sítios errados
18/09/2006
Das coisas certas nos sítios certos…
15/09/2006
Mistério...
Bom fim-de-semana!
14/09/2006
Sapatos novos, eu?!

Gostei deles assim que os vi. Algo que não costuma acontecer frequentemente com as colecções de calçado actuais, por acaso, fazendo com que eu por vezes comece a entrar em stress pré-sapático - porque toda a gente sabe que gaja que é gaja, tem de investir periodicamente em sapatos; mas o meu orçamento até agradece, encarecido e rejubilando alegremente com a poupança, que eu seja bastante esquisita nas escolhas para os pezinhos.
13/09/2006
Dos momentos
12/09/2006
A criteriosa selecção do local na praia
IV) PLIPAs apanhadores: estes PLIPAs dedicam todo o tempo passado na praia a apanhar coisas; mais uma vez, a escolha do local para abancar é uma formalidade, pois os PLIPAs passarão todo o dia a divagar pela praia numa procura incessante de coisas para apanhar. Há os apanhadores de comes: tudo o que possa ser comido, eles apanham. Mesmo que o saldo do dia se resuma a 2 míseros caranguejos e 7 amêijoas, tudo vale a pena para comer qualquer coisinha. Há os apanhadores de itens em geral, que se dedicam a apanhar conchas, seixos, estrelas-do-mar, algas. Imagino que a decoração da casa deles seja bastante marítima, pois ninguém quererá tanta coisa para guardar em caixas no sótão. Ou então, constroem coisas com itens marítimos. Ou são coleccionadores. Bem, não sei, mas fico sempre a pensar qual o motivo da apanha de tanta coisa.
11/09/2006
Descida à terra
Boa semana!
01/09/2006
31/08/2006
Se há coisa que me irrita…
É que todos fazemos perguntas estúpidas, daquelas que mal acabámos de fazer a pergunta, percebemos que foi estúpida e injustificada. Mas a maior parte de nós não faz 478,3 perguntas estúpidas por dia. Ainda mais grave, quando devíamos e temos de saber a resposta, e mesmo assim optamos por perguntar. É muito mais fácil ser preguiçoso; mas também se torna muito mais fácil cair no ridículo e passar por insuportável. E eu para pessoas insuportáveis, tenho muitas respostas...mas a maior parte são tortas. E agora pergunto-me eu a mim própria: será melhor responder a tudo e ir a correr explicar qualquer coisa as vezes que forem precisas, ou dar algumas respostas tortas e passar por menos prestável e até por antipática, mas fazer com que a pessoa consiga encontrar as respostas sozinha?
Aprendi a não esperar que os outros me respondam a tudo; talvez por isso, espere a mesma atitude e não tolere a preguicite aguda. É que tudo tem limites, e os limites da minha tolerância a perguntas estúpidas, confesso, são bastante baixos.
30/08/2006
Liberta o meteorologista que há em ti!

a) Meteorologista corporal: tem um reloginho nalguma parte do corpo, normalmente uma articulação problemática, que lhe permite prever com relativa exactidão o tempo que vai estar consoante o estado dessa articulação. Admite argumentação, mas fica sempre com a pulga atrás da orelha porque o reloginho raramente falha;
b) Meteorologista etário (ME): a idade, neste caso é um posto. Os MEs possuem toda uma experiência no campo, aliando normalmente o método empírico de avaliação ao reloginho e à leitura/audição atenta de todas as previsões, bem como recorrendo à troca de impressões com outros MEs. Os embates entre vários MEs rivais são extremamente violentos e culminam geralmente em zangas vitalícias ou que duram enquanto houver memória para as lembrar;
c) Meteorologista gregário (MG): o meteorologista do diz que. Diz que vai estar calor, diz que vai chover, diz que…não se sabendo muito bem quem disse nem se alguém realmente o disse. Os embates entre vários MGs podem ser de estalo, pois nem todos temos as mesmas fontes: e se diz que vai chover num lado, pode muito bem dizer que vai estar de sol noutro. Outra expressão muito utilizada pelos MGs é “amanhã dão chuva” - atribuindo a previsão a uma espécie de entidade superior que dá coisas, de maneira a evitar o confronto. Para além disso, ninguém recusa nada que seja dado. Este é o tipo mais comum de meteorologista de meia tigela;
d) Meteorologista falhado (MF): o meteorologista que não acerta uma. Por mais que tente, avalia sempre mal os dados, ouve mal as previsões e é arrasado por todos os outros meteorologistas. No entanto, manda sempre o seu bitaite.
E vocês, que tipo de meteorologista são? :)
29/08/2006
Estratégias ou falta delas
28/08/2006
Falta UMA semana!

Para as férias, pois claro. Que este ano, são divididas em duas partes, por vários motivos que não são para aqui chamados. E a primeira parte é já para a semana - ó pra mim a rejubilar de contentamento!
Boa semana para todos! A minha vai ser bastante preenchida, a ver se passa um bocadinho mais depressa ;)
25/08/2006
Santa paciência!
Isto não fica assim, ai não fica não, senhora da limpeza. Eu e a plantinha vamos levar a melhor. Olé, se vamos.
24/08/2006
Informação fascinante
Sim, estamos em Agosto!
*Frase ouvida numa loja de uma grande superfície comercial, vinda de uma jovem com seguramente mais de 27 peças de roupa na mão.
23/08/2006
Porque EU é que sou...
Todos temos tendência a fazer comparações. Entre pessoas, objectos, situações, condições, estados, etc. Considero isso normal - desde que não atinja proporções obsessivas.
No entanto, há aquelas pessoas que têm necessidade de estar sempre mais alguma coisa. Seja isso sinónimo de estar melhor ou pior, ser maior ou muito mais pequeno, ter muito mais ou muito menos de algo. Ou seja, essas pessoas ouvem um determinado relato e depois acrescentam o mas EU... Ao mas eu, segue-se inevitavelmente uma narração do quão mais (in)felizes, mais ricas/pobres, mais azaradas/sortudas estão ou são, sempre mais qualquer coisa. Uma situação nunca é suficiente boa ou má nos outros, porque eles estão sempre muito melhor ou infinitamente pior, e ai de quem discorde. Há sempre um mas EU seguinte.
Não sei se esperam compaixão, bajulação, admiração. De mim, só levam irritação; não porque me irritem propriamente os mas EUS, mas porque prezo quem sabe quando deve ouvir, falar e quando é mesmo melhor estar calado: ou seja, as várias dimensões da conversação saudável.
22/08/2006
Das burocracias
21/08/2006
A baixa em alta
Para mim, a baixa sempre foi sinónimo de lazer. Ia lá quando era pequena passear com o meu avô e primo, fui lá desde sempre ter com o meu pai ao trabalho. As compras eram sempre feitas na baixa. O cinema era na baixa.
Há quem arrisque e lá viva ou trabalhe ou tente a sua sorte em negócios mais ou menos inovadores. Este foi um fim-de-semana de baixa: gelados novos em folha numa praça centenária, comida turca num restaurante de ambiente realmente impressionante, passeios por lojas sem fim e visita ao novo atelier de amigos. Ou de como a vida pode ser cor-de-rosa mesmo que o resto seja maioritariamente cinzento ;)
Boa semana!
18/08/2006
As perguntas, as respostas e eu*
Há perguntas para as quais já temos a resposta sem sequer termos de perguntar. Há respostas que vamos encontrando sem perguntas e perguntas que ficam sem resposta. E há perguntas para as quais não queremos respostas.
*Sim, mais um post semi-existencial. Deve ser da chuva :)
17/08/2006
Pessoas+pessoas
Complicado, isto das proximidades e das distâncias. A vida e o tempo pregam-nos mesmo muitas partidas. São eles que ditam quem se aproxima e quem se afasta; muito mais do que nós.
16/08/2006
A vida num elevador II
Vivemos numa época em que a maioria das pessoas já não espera o cavalheirismo e já não o considera indispensável. Até me mudar para um escritório num edifício com muito mais gente, nunca tinha reparado que o cavalheirismo ainda tinha tanta expressão, muito provavelmente porque nos locais cujos frequentadores são da minha idade ou de idades próximas da minha, já é considerado normal não ser cavalheiro, e até se considera obsoleto sê-lo.
Eu mudei ligeiramente o meu ponto de vista: se dantes quase não reparava que existia, agora reparo quando não existe. Bom, isto também pode ser um sinal de que estou a ficar velhinha. Mas um bocadito de cortesia nunca fez mal a ninguém, e porque não mantê-la? O gajedo agradece e até não desgosta!
14/08/2006
Têvê
A propósito deste post da minha querida Nocas, que relembra as séries do passado, decidi confessar que sempre me viciei facilmente em séries. Quando via mais televisão, era por seguir inúmeras séries. Via tudo e mais alguma coisa, todas as séries que apanhasse a jeito. Hoje em dia, é muito mais difícil viciar-me numa série; ou os horários são uma rebaldaria total, ou são impossíveis, ou...bem, sou mais selectiva e tenho menos tempo. Resumindo: sigo duas séries. Esta e esta. A melhor invenção para os fãs de séries? Os DVDs com a compilação dos episódios. É que não há melhor. No caso da primeira série na qual estou viciada, apanho secas imensas para a ver na TV.
Mas este dêvêdêzinho que me ofereceram no aniversário...

...permite-me ver o Lost às horas que bem me apetecer. E permite-me também não ter de esperar pela semana seguinte para ver o desenrolar da acção - esta parte agrada-me particularmente. Vivam os DVDs das séries!
Em estudo, a aquisição do DVD II desta mesma série.
Boa semana!
11/08/2006
Das experiências
Das recordações mais vivas que tenho dessa altura é que o primeiro dia e a primeira noite foram horríveis. Muita coisa correu mal assim que chegámos: o alojamento estava mal atribuído, passámos horas numa fila enorme à espera para o alterar e a burocracia era imensa (nada a que não estejamos habituados por cá…). Chegada finalmente ao local onde ia viver durante meses, foi a desilusão quase total. O quarto era minúsculo e não estava propriamente limpo nem era minimamente confortável, a mobília era horrorosa e as restantes instalações da casa deixavam bastante a desejar a muitos níveis. Bem, o primeiro impacto foi mesmo o pior possível. A primeira noite que lá passei foi a cereja em cima do bolo: muito mal dormida, com recriminações por ter decidido ir e tudo em mim a dizer-me para voltar.
Felizmente, nenhum momento da estadia foi tão mau como estes primeiros. Acabei por (ter de) me adaptar à situação o melhor possível e aprender a ver as coisas com outros olhos. Foi um desafio pessoal, eu contra mim própria, que me trouxe muitos outros desafios que consegui ultrapassar e que me fez viver tanta coisa, boa e menos boa. Aprendi muito. E aprendi que há experiências que temos mesmo de nos obrigar a ter, por nós próprios. Porque também aprendemos connosco.
10/08/2006
Da sauna
O problema é que se nessa altura fazia sauna opcionalmente, agora faço-a obrigatoriamente.
É que as diferenças entre o meu local de trabalho e uma sauna são poucas ou nenhumas nestes dias de calor. Com a agravante de que...não posso ir embora quando quero. Nem tomar banho. Nem conversar com mais gente enrolada em toalhas.
Por outro lado, faço parte dos poucos privilegiados com um local de trabalho multifuncional.
...
Que é que querem, há que ver as coisas pelo lado positivo ;)
09/08/2006
Roubar não é bonito, não
Vem isto a propósito de ter assistido ontem a uma tentativa de roubo num supermercado. Munida de um enorme saco de praia, a senhora em questão - com os seus trinta e poucos anos, bom aspecto e ar relativamente inocente - tentou rapinar duas ENORMES caixas de camarão da costa congelado (!!), uma garrafa de whisky com direito a copo de brinde, uma embalagem familiar de frutos secos e um desodorizante XL. Obviamente, foi apanhada, negou até não poder mais e acabou na vergonha, com 90% dos frequentadores do supermercado a olharem de soslaio no habitual sururu que caracteriza os momentos de insanidade temporária públicos e que envolvem actividades ilegais.
Quem se sentiu roubada a seguir fui eu, no momento de pagar as compras. Mas esse roubo, ao contrário dos outros, é legal :)








