...um post todo janota a dizer que fui comprar muitas coisas para a casa nova aos saldos e não sei quê. Mas de repente, alguém me disse que hoje dava o primeiro episódio da 3ª série do Dr. Casa. E eu não posso perder esse episódio. Portanto as minhas desculpas aos leitores e às minhas células corporais, mas vou escrever menos, passar a minha hora de deitar altamente recomendada, ficar com uma camada de sono brutal amanhã. Mas vou ver o dito episódio. Há opções que uma pessoa tem de fazer.
11/01/2007
10/01/2007
Ora era um banhinho de imersão, ó sáxavôri!
Em miúda, tomava banhos de imersão quando ficava na minha avó e ainda cabia deitada no chão da banheira. Poucos, mas demorados, até ficar com a pele tipo ameixa seca e não aguentar mais. Hoje, queria ter tomado um banho de imersão daqueles. Garanto que ficava na água até não poder nem mais um segundinho que fosse*. A culpa desta vontade súbita? É do cansaço e desta dica excelente da mini-saia. Até já me cheira à hortelã do quintal da minha avó, daqui de longe.
*Pena que a minha consciência ecológica fale mais alto tantas vezes.
*Pena que a minha consciência ecológica fale mais alto tantas vezes.
09/01/2007
A brincar, a brincar...
Uma das formas mais usuais que temos de dizer as verdades é precisamente a brincar. Portanto, quando não estamos mesmo a brincar, estamos muito provavelmente a falar a sério. O problema é quando somos os ouvintes e constatamos - porque frequentemente, há brincadeiras que deixam transparecer verdades - que por detrás da ironia, das piadas e graçolas, está uma verdade que parece magoar e muito; é que nem a maior das brincadeiras esconde uma grande verdade.
08/01/2007
Mais a sul II
Das coisas de morar sozinha. Para variar, sou eu a ter de saber aonde estão as coisas, querendo coisas neste caso dizer tudo. A sensação é boa; só há o pequeno problema de não poder perguntar a ninguém onde está qualquer coisa, de não me poder vingar em alguém por não encontrar algo (é da maneira que perco esse péssimo e antigo hábito).
Lá em cima, cá em baixo. Quanto ao primeiro fim-de-semana passado cá em baixo, foi excelente. Apesar da seca nas filas da Gulbenkian; da valentíssima seca à procura de lugar para estacionar em quase todo o lado; do elevadíssimo nível de picante de certas e determinadas comidas. Felizmente, as secas foram sempre em excelente companhia e o sabor picante, esse desaparece depressa. A lei da compensação ditou que as ditas secas também fossem compensadas pela ida a um dos melhores restaurantes vegetarianos de que tenho memória (Terra). Ah, e já tinha dito que tive a melhor das companhias? :)
Boa semana!
Lá em cima, cá em baixo. Quanto ao primeiro fim-de-semana passado cá em baixo, foi excelente. Apesar da seca nas filas da Gulbenkian; da valentíssima seca à procura de lugar para estacionar em quase todo o lado; do elevadíssimo nível de picante de certas e determinadas comidas. Felizmente, as secas foram sempre em excelente companhia e o sabor picante, esse desaparece depressa. A lei da compensação ditou que as ditas secas também fossem compensadas pela ida a um dos melhores restaurantes vegetarianos de que tenho memória (Terra). Ah, e já tinha dito que tive a melhor das companhias? :)
Boa semana!
07/01/2007
A propósito dum chá verde
Cada vez mais, acho que não somos só nós que conseguimos fazer as melhores escolhas para nós próprios. Às vezes, não sabemos bem do que gostamos. É por isso que as pessoas de quem gostamos se encarregam de nos mostrar, oferecer, etc. aquilo de que sabem que vamos gostar. E é tão bom que seja assim, que sejam capazes de escolher coisas tão boas para nós. Como se fôssemos nós próprios a escolhê-las.
05/01/2007
Mudam-se os tempos...
Na escola primária, a professora perguntava sempre quem queria leite quente. O "quente" era conseguido pondo os pacotes em cima dum aquecedor.
No escritório, estamos à espera do novo frigorífico. E para manter os iogurtes frescos...as embalagens vão directamente para o parapeito da janela.
Arranja-se sempre maneira de contornar certas coisas, não é? Bom fim-de-semana :)
No escritório, estamos à espera do novo frigorífico. E para manter os iogurtes frescos...as embalagens vão directamente para o parapeito da janela.
Arranja-se sempre maneira de contornar certas coisas, não é? Bom fim-de-semana :)
03/01/2007
Mais a sul I
1. Não é nada que eu já não previsse, mas...casa própria (ou antes, não de família) dá trabalho. Muito. E faz-se pouca coisa em muito tempo; gostava de ser um bocadinho menos perfeccionista (e até não acho que seja muito).
2. Tenho de me habituar a deitar cedo. Tenho mesmo. MES-MO.
3. Novo emprego: em fase de ambientação. Até ver, gosto. Os desafios fazem-nos bem.
4. Já disse que tinha de me habituar a deitar cedo? Pois.
2. Tenho de me habituar a deitar cedo. Tenho mesmo. MES-MO.
3. Novo emprego: em fase de ambientação. Até ver, gosto. Os desafios fazem-nos bem.
4. Já disse que tinha de me habituar a deitar cedo? Pois.
02/01/2007
Primeiro de 2007

2006 acabou muito bem, embora tenha obrigado a algumas despedidas [muito] temporárias mais custosas - facilitadas por todos os mimos (um dos quais este bolinho magnífico!), prendas, mensagens e desejos. Foi um ano que me trouxe várias mudanças boas, algumas novas experiências e um conhecimento renovado de mim própria. Foi também um ano de consolidação de amizades e relações pessoais. Balanço bastante positivo, portanto.
Vamos a 2007, então. Eu começo com uma viagem de mudanças para sul. Até já :)
Vamos a 2007, então. Eu começo com uma viagem de mudanças para sul. Até já :)
31/12/2006
26/12/2006
Balanços natalícios
Desde pequena, perguntava porque não podíamos passar o Natal em casa. Este ano, finalmente, foi em casa que o passámos. Tive muito mais trabalho, mas soube-me especialmente bem!
Agora, começa a contagem decrescente para o fim do ano e o início da vida (quase) nova em 2007...vai ser uma última semana de férias bastante atarefada. Boa semana para vocês :)
Agora, começa a contagem decrescente para o fim do ano e o início da vida (quase) nova em 2007...vai ser uma última semana de férias bastante atarefada. Boa semana para vocês :)
22/12/2006
Bom Natal a todos!
20/12/2006
Do autocarro
A carreira do autocarro que tantas vezes me transportou até ao centro do Porto vai acabar, devido à remodelação da rede de transportes actualmente em curso. Ao utilizá-la hoje, para ir fazer as últimas compras de Natal, dei por mim a ter algumas saudades de andar de autocarro. Duraram muito pouco, por acaso; à medida que o autocarro começou a encher e o ar começou a ficar mais saturado - até algo irrespirável - as (poucas) saudades foram-se indo, devagarinho. Em compensação, recordações não me faltam.
Ia passear à baixa com a minha mãe, ainda pequena, para depois ir ter com o meu pai no fim do dia de trabalho e acabar a lanchar ali perto dos Aliados, num café que já não existe. Mais tarde, ia ter com amigos. Depois, passei utilizar o autocarro diariamente, para ir para a faculdade; e como muita gente conhecida andava de autocarro, acabava por ter quase sempre companhia. Algo de que me lembro bem é que as viagens de autocarro - e as esperas na paragem - eram sinónimo de seca garantida e muito pouco espaço. Agora isso já não acontece tanto; há menos gente nos autocarros (mais no metro) e corredores próprios para transportes públicos. No entanto, o Natal tem destas coisas: os apertos foram inúmeros e o trânsito era mais que muito. Daí estas recordações todas.
Ia passear à baixa com a minha mãe, ainda pequena, para depois ir ter com o meu pai no fim do dia de trabalho e acabar a lanchar ali perto dos Aliados, num café que já não existe. Mais tarde, ia ter com amigos. Depois, passei utilizar o autocarro diariamente, para ir para a faculdade; e como muita gente conhecida andava de autocarro, acabava por ter quase sempre companhia. Algo de que me lembro bem é que as viagens de autocarro - e as esperas na paragem - eram sinónimo de seca garantida e muito pouco espaço. Agora isso já não acontece tanto; há menos gente nos autocarros (mais no metro) e corredores próprios para transportes públicos. No entanto, o Natal tem destas coisas: os apertos foram inúmeros e o trânsito era mais que muito. Daí estas recordações todas.
19/12/2006
Dado e arregaçado
A informação está acessível a todos; basta ter alguma paciência para a procurar, ir aos sítios certos, saber fazer associações e utilizar os milhentos recursos que temos ao dispor para encontrar o que nos interessa e filtrar o desnecessário. Procurar.
E no entanto, quanto mais informação há, mais preguiçosos ficamos, menos nos esforçamos e menos parecemos saber. No mínimo, intrigante.
A única conclusão a que consigo chegar é que muitas pessoas já não querem nem procuram chegar à informação; querem sempre que ela chegue até elas. E assim, sem fazer o mínimo esforço, vão esperando. Simples...e algo assustador, também. Sobretudo, é uma questão de atitude; e eu faço votos de que muita gente se canse de esperar e se decida a procurar mais.
E no entanto, quanto mais informação há, mais preguiçosos ficamos, menos nos esforçamos e menos parecemos saber. No mínimo, intrigante.
A única conclusão a que consigo chegar é que muitas pessoas já não querem nem procuram chegar à informação; querem sempre que ela chegue até elas. E assim, sem fazer o mínimo esforço, vão esperando. Simples...e algo assustador, também. Sobretudo, é uma questão de atitude; e eu faço votos de que muita gente se canse de esperar e se decida a procurar mais.
15/12/2006
Fim-de-semana
Mesmo estando de férias, antecipo o fim-de-semana. Muito mais gente sem horários para me fazer companhia, ó que chatice. Decididamente, somos feitos de pessoas.
Bom fim-de-semana para vocês :)
Bom fim-de-semana para vocês :)
14/12/2006
Coisas dos outros I
Eu posso tentar compreender (não quer dizer que concorde) que haja gente que gosta de comer muito e que só acha que uma refeição vale a pena quando se fica cheio até à ponta dos cabelos e não se aguenta nem mais um grão de arroz, cheio até estar enjoado de tanto comer, cheio ao ponto de só o pensamento de comer mais se tornar enfartante. Posso tentar perceber, há gostos para tudo e para muita gente, comer bem é sempre equivalente a comer muito.
O que não compreendo tão bem é que perante uma feijoada, um assado com natas e vários itens fritos acompanhados de massa/arroz - pratos do dia de um restaurante em que se pode encher o prato até não caber mais nada - alguém diga que não, não vai comer aquilo porque fica cheia de fome. Isto porque todos os pratos que descrevi eram vegetarianos. Ora toda a gente sabe que quando se comem coisas assim vegetarianas, fica-se cheinho de fome. Porque tudo o que é vegetariano não engorda, tudo é light e saudável e tudo e tudo. Não acreditam? Pois é o ensinamento de hoje, palavra de várias tias histéricas que decidiram ir a um restaurante desses só porque lhes fica imensamente bem ir lá almoçar.
O que não compreendo tão bem é que perante uma feijoada, um assado com natas e vários itens fritos acompanhados de massa/arroz - pratos do dia de um restaurante em que se pode encher o prato até não caber mais nada - alguém diga que não, não vai comer aquilo porque fica cheia de fome. Isto porque todos os pratos que descrevi eram vegetarianos. Ora toda a gente sabe que quando se comem coisas assim vegetarianas, fica-se cheinho de fome. Porque tudo o que é vegetariano não engorda, tudo é light e saudável e tudo e tudo. Não acreditam? Pois é o ensinamento de hoje, palavra de várias tias histéricas que decidiram ir a um restaurante desses só porque lhes fica imensamente bem ir lá almoçar.
12/12/2006
Contágios II
Desde que me conheço, há tradições de Natal que se mantêm. Sabia que mais cedo ou mais tarde tinham de mudar, porque desaparecem algumas pessoas, porque outras deixam de querer ter sempre o trabalho todo, porque há outros locais para ir e outras pessoas com quem celebrar, porque tudo muda mais cedo ou mais tarde. Mas mesmo quando eu andava à procura do espírito natalício [que ainda não reencontrei], anunciarem-me uma mudança significativa naquela que sempre tem sido a logística do meu Natal apanhou-me bastante de surpresa.
E assim de repente, o espírito natalício que gostava de ter nem sequer me pareceu tão relevante.
E assim de repente, o espírito natalício que gostava de ter nem sequer me pareceu tão relevante.
Contágios
O dia da irritação foi decididamente ontem. Ah, maravilhosa, esta capacidade de mudarmos bastante em pouco tempo! Adiante.
A pior parte de ter acabado a irritação a que me dediquei afincadamente ontem é que tive algum tempo para dedicar a pensamentos mais nobres e elevados. Cof. Pior, foi ter chegado à conclusão de que este ano, não estou a conseguir ficar imbuída do espírito natalício. Nada! Ele anda aí, que eu sei, vejo coisas de Natal todos os dias, iluminações piscantes, tenho comprado algumas prendas, mas não me estou a conseguir contagiar e não é de propósito. E é que se uma pessoa não se consegue deixar contagiar, é o cabo dos trabalhos. Por isso, vou olhar fixamente para várias iluminações e itens natalícios, cheirar canela, ouvir repetidamente músicas de Natal e trauteá-las até à exaustão. Acho que agora é que a coisa vai resultar às mil maravilhas. Ou então, posso sempre conseguir ficar irritada outra vez :)
A pior parte de ter acabado a irritação a que me dediquei afincadamente ontem é que tive algum tempo para dedicar a pensamentos mais nobres e elevados. Cof. Pior, foi ter chegado à conclusão de que este ano, não estou a conseguir ficar imbuída do espírito natalício. Nada! Ele anda aí, que eu sei, vejo coisas de Natal todos os dias, iluminações piscantes, tenho comprado algumas prendas, mas não me estou a conseguir contagiar e não é de propósito. E é que se uma pessoa não se consegue deixar contagiar, é o cabo dos trabalhos. Por isso, vou olhar fixamente para várias iluminações e itens natalícios, cheirar canela, ouvir repetidamente músicas de Natal e trauteá-las até à exaustão. Acho que agora é que a coisa vai resultar às mil maravilhas. Ou então, posso sempre conseguir ficar irritada outra vez :)
11/12/2006
Estou irritada e pronto.
Hoje, acordei naturalmente irritada e com pouca paciência para quase tudo. Deve ser um daqueles bad hair days de que tanto se fala; mas neste caso, nem tenho queixas do cabelo em si. Só do resto do mundo em geral.
Bem, hoje em especial, tudo o que normalmente já me irrita, irritou-me ainda mais. Para piorar as coisas, parece que o mundo conspirou secretamente e conseguiu que muitas das pessoas à minha volta fizessem os possíveis e os impossíveis para me irritar sobremaneira, desde as coisinhas mais insignificantes, até chegarem ao ponto de me dizer que eu hoje estava...irritadiça.
Ora se há coisa que irrita alguém já de si irremediavelmente irritado é dizerem-lhe que está insuportável, mesmo que seja por outras palavras. Eu não reajo bem quando me dizem essas verdades, mesmo que elas sejam, de facto, totalmente aplicáveis à minha pessoa. O problema é justamente esse: eu sei que atinjo níveis de irritação elevados, por isso evito ao máximo todo e qualquer contacto com coisas, pessoas e situações que me podem irritar; viro eremita solitária. Se as pessoas optam por vir ter comigo na mesma sabendo que eu estou irritada, é certo que vão levar por tabela. Ou não estivesse eu irremediavelmente irritada e fosse a primeira a sabê-lo.
No fundo, eu não gosto é que desrespeitem a minha solidão auto-imposta. Se tiram a solidão a um irritado, tiram-lhe tudo. O problema é que nem todos conseguimos estar sozinhos com gente à volta; eu, por exemplo, raramente consigo.
Independentemente de irritações e desabafos, boa semana!
Bem, hoje em especial, tudo o que normalmente já me irrita, irritou-me ainda mais. Para piorar as coisas, parece que o mundo conspirou secretamente e conseguiu que muitas das pessoas à minha volta fizessem os possíveis e os impossíveis para me irritar sobremaneira, desde as coisinhas mais insignificantes, até chegarem ao ponto de me dizer que eu hoje estava...irritadiça.
Ora se há coisa que irrita alguém já de si irremediavelmente irritado é dizerem-lhe que está insuportável, mesmo que seja por outras palavras. Eu não reajo bem quando me dizem essas verdades, mesmo que elas sejam, de facto, totalmente aplicáveis à minha pessoa. O problema é justamente esse: eu sei que atinjo níveis de irritação elevados, por isso evito ao máximo todo e qualquer contacto com coisas, pessoas e situações que me podem irritar; viro eremita solitária. Se as pessoas optam por vir ter comigo na mesma sabendo que eu estou irritada, é certo que vão levar por tabela. Ou não estivesse eu irremediavelmente irritada e fosse a primeira a sabê-lo.
No fundo, eu não gosto é que desrespeitem a minha solidão auto-imposta. Se tiram a solidão a um irritado, tiram-lhe tudo. O problema é que nem todos conseguimos estar sozinhos com gente à volta; eu, por exemplo, raramente consigo.
Independentemente de irritações e desabafos, boa semana!
07/12/2006
Das palavras, sempre das palavras
Porque a vida não são só traduções, ando a braços com palavras escolhidas por mim. Se para traduzir, uso as palavras dos outros como base, para redigir tenho a liberdade de usar as que bem entender. Posso brincar com as palavras. Posso apagar, modificar o que já não me apetece ler, alterar quase tudo, criticá-las, porque são minhas quando as escrevo.
Começo as férias com algum trabalho extra. Que por dar gosto e por ser diferente do habitual, nem parece trabalho. Curiosa, esta sensação de sermos nós a escolher desde o início; com directrizes, claro, mas sem grandes restrições. Podia habituar-me a isto, podia...bom FDS :)
Começo as férias com algum trabalho extra. Que por dar gosto e por ser diferente do habitual, nem parece trabalho. Curiosa, esta sensação de sermos nós a escolher desde o início; com directrizes, claro, mas sem grandes restrições. Podia habituar-me a isto, podia...bom FDS :)
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