Fim-de-semana mais a sul na melhor das companhias. O calor foi só a cereja em cima do bolo. É notório que está toda a gente ansiosa por encurtar as mangas, usar sapatos menos invernosos, estar ao sol sem fazer nada, passear à procura de sombras. Tão bom, o calor; espera-se que tenha vindo para ficar. Boa semana a todos :)
06/03/2007
Até um rato está menos calado
Que dizer de pessoas que escolhem não participar nas conversas, mesmo quando se tenta a todo o custo que digam qualquer coisa? Pessoas que parece que não ouvem nada do que se lhes diz ou tenta dizer? Que não respondem a bocas, a provocações, a convites, a perguntas, por mais que se tente arrancar uma palavrinha, umazinha que seja? É uma escolha, sim, ficar à parte e manter as distâncias; uma escolha que pode sair relativamente cara quando as pessoas que ignoramos passam grande parte do dia connosco - porque as pessoas são assim: aprendem a ignorar quem as ignora.
Quanto é que tiveste?!*
Sim, vivemos numa aldeia global e as empresas têm de se adaptar às novas realidades do mundo empresarial, à concorrência, blá blá blá. Até aí, tudo bem. Mas daí a ser preciso ter classificações por notas, como na escola primária...vai uma grande distância. Ou nem tanta quanto isso.
Cresce uma pessoa a pensar que se vai livrar dessas coisas para afinal ter de voltar ao stress dos números e das classificações. Umpf.
*Ai, as vezes que esta frase se dizia...
Cresce uma pessoa a pensar que se vai livrar dessas coisas para afinal ter de voltar ao stress dos números e das classificações. Umpf.
*Ai, as vezes que esta frase se dizia...
05/03/2007
28/02/2007
De Lisboa e de cortar a respiração
Eu já gostava de Lisboa antes de vir viver mais para sul. Da luz e das cores, do ritmo frenético e do imenso caos de cidade relativamente grande, das ruas que nunca mais acabam, de haver muitas vezes tanta coisa para fazer. Há coisas de que não gosto tanto, claro; todas as cidades têm os seus pontos fracos e desvantagens. Mas é bom poder começar a associar coordenadas geográficas (mesmo quando me perco), saber onde está o que vale a pena [vi]ver, saber onde podemos ir para encontrar aquela vista que nos corta a respiração, saber onde estamos sem precisar de mapa, saber onde há aquele bolo, aquele gelado que nos apetece. Aos poucos, aos poucos, para saborear as surpresas e arrumar o que não gostamos na caixa do "a evitar".
Contam-se pelos dedos de uma mão as cidades de que realmente gosto; com tudo o que tem de bom e de mau, Lisboa já era e é cada vez mais - de direito - uma delas.
Contam-se pelos dedos de uma mão as cidades de que realmente gosto; com tudo o que tem de bom e de mau, Lisboa já era e é cada vez mais - de direito - uma delas.
27/02/2007
Das caixas
Gosto de organizar as coisas em caixas. Escondem a desorganização que me apetece que esteja escondida. Vamos encontrar formas mais estranhas de ordenar as coisas, principalmente aquelas quase impossíveis de ordenar.
22/02/2007
Dos espaços em branco
Entre as palavras, há espaços, ou entre espaços há palavras. E esta diferença faz toda a diferença, mesmo quando se fala; há pessoas que podemos ler/ouvir durante horas, devorar tudo o que dizem, esperar pelo próximo espaço em branco para repetir mentalmente as palavras ditas ou escritas, filtrá-las para chegar à conclusão de que podemos e queremos absorver quase tudo.
Depois há as pessoas que nunca dizem nada de nada; mesmo com boa articulação entre sons e silêncios. Nada; é que há coisas que estamos pré-programados para não querer ouvir. (Ou pessoas que não têm nada para nos dizer.)
A propósito destas leituras, pus-me a pensar se há palavras que com toda a certeza nunca vamos dizer ou escrever, palavras que nunca vão fazer parte de nós. O curioso é que nunca vamos saber se nos fizeram falta (ainda bem?).
Depois há as pessoas que nunca dizem nada de nada; mesmo com boa articulação entre sons e silêncios. Nada; é que há coisas que estamos pré-programados para não querer ouvir. (Ou pessoas que não têm nada para nos dizer.)
A propósito destas leituras, pus-me a pensar se há palavras que com toda a certeza nunca vamos dizer ou escrever, palavras que nunca vão fazer parte de nós. O curioso é que nunca vamos saber se nos fizeram falta (ainda bem?).
Preciso
De mais tempo para ler (de tudo). Está-me a fazer tanta falta, e está-me a custar tanto arranjar espaço entre tudo o resto. Tenho saudades, preciso.
20/02/2007
Das máscaras
Mascarada de mim própria, fui assistir ao concerto de um cantor português cujo último nome tem três letras, sendo essas cê, i e d. O senhor acha-se decididamente o máximo; pergunto-me se será só uma máscara ou se se pode ser assim mesmo decadente. Mas que o concerto foi divertido, lá isso foi; há máscaras que vêm por bem?
18/02/2007
Revelação extraordinária n.º 1
Uma das indiscutíveis vantagens de estar mais a sul é poder ir ainda mais a sul em muito menos tempo. Foi o que fiz indo até uma das mais bonitas regiões de Portugal: o Alentejo, pois claro. E não é que já me tinha esquecido que estava aqui tão perto? Agora vou só ali descansar de ter descansado tanto. Com licença.
15/02/2007
3. Noves fora
Ando com níveis de tolerância e paciência baixíssimos para comigo própria. Hoje, dei por mim a dizer que não me tentava deitar abaixo; depois, fiquei a pensar no porquê de ter dito isso, se seria porque conseguiria facilmente ou porque era infrutífero (!!). Cheguei à conclusão de que se calhar conseguia, ou melhor, muito provavelmente conseguia; o que me faz não tentar é a vontade grande de me levantar mesmo antes de cair - é que eu odeio quedas, desde sempre. Caio de vez em quando, claro; e depois? Fico furiosa por ter perdido esse tempo e furiosa por me ter deixado cair. Que lógica estranha fui desencantar.
2. Respostas
Quando andamos à procura de respostas, nem vê-las. Esperneamos, queremos a todo o custo que uma solução milagrosa apareça aos nossos olhos, ficamos furiosos ao constatar que somos fracos e cedemos rapidamente ao desânimo que é não encontrar, aliás, não sermos capazes de encontrar. E quando finalmente deixamos de procurar, as respostas aparecem; alguém, alguma coisa, nada de nada. E era disso que precisávamos: mesmo quando nos parece que fizemos tudo de errado para chegar a uma conclusão que afinal nunca deixou de ser simples.
1. Perguntas
Perguntam-me se não me faz impressão ter um blog pessoal deste género. Se não me incomoda dar-me a conhecer, que as pessoas ficam a saber muita coisa sobre mim, que isto e que aquilo. Não, não me faz impressão. Escrevo porque quero e o que quero; e se isso me dá a conhecer, vai sempre ser um conhecimento tão parcial, tão redutor, tão condicionado pelo que eu própria decido dar a conhecer. Depois de todos estes tãos, ainda há as interpretações; e essas, essas fazem toda a diferença.
13/02/2007
Das coisas que não dizemos
Será que às vezes não dizer qualquer coisa é uma boa opção? Nem que seja a nós próprios? Há coisas que não precisamos de dizer a toda a gente; e quando achamos que nós próprios não precisamos de saber qualquer coisa - isso é mentirmo-nos ou evitar admitir que no fundo já o sabemos?
A semana não começou pelo melhor, não, começou assim, com o cinzento do Porto na claridade de Lisboa. O que significa que só pode melhorar (espero).
A semana não começou pelo melhor, não, começou assim, com o cinzento do Porto na claridade de Lisboa. O que significa que só pode melhorar (espero).
11/02/2007
Fui lá acima...
...e já voltei. A pior parte das idas a (uma das) casa(s) aos fins-de-semana é ter de fazer tanta coisa em tão pouco tempo; a melhor parte, são decididamente as boas-vindas :)
Boa semana!
Boa semana!
09/02/2007
Quem nos tira os salgadinhos...
Uma inauguração com pompa e circunstância tem de ter parte de comidinha, certo? Pelo menos era o que eu achava, até hoje, dia em que fui a uma inauguraçãozinha e salgadinho, docinho, cálicezinho de porto, nem vê-lo; nem umas águas para matar a sede das pessoas. Não há direito. Não que eu fosse lá por causa disso, evidentemente; mas lá que é um complemento agradável, lá isso é. Cof.
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