30/03/2007
Do passado
28/03/2007
Contra-relógio
Começo a semana com uma certa sensação de que as mudanças na minha vida se começam a fazer sentir mais a sério. Queria que acontecessem um bocadinho mais devagar para ter tempo de as (tentar) assimilar; pena que a vontade por si só não mude a velocidade real das coisas.
Boa semana :)
23/03/2007
Sai um fim-de-semana para a mesa 12
19/03/2007
Bad whatever day
Apesar de tudo, boa semana :)
18/03/2007
Post em movimento
17/03/2007
Norte e sul
Bom fim-de-semana :)
13/03/2007
Dos passos
Já quando sou mesmo obrigada a correr, aquelas corridas que tenho de dar porque não tenho de facto outra hipótese, é ver o meu ar irritadíssimo por ter de o fazer, quando muitas vezes a culpa do atraso é quase única e exclusivamente minha. Alguma coisa não bate certo na minha programação de velocidade pessoal.
11/03/2007
Calor em Lisboa, ou o belo tema do tempo que faz
06/03/2007
Até um rato está menos calado
Quanto é que tiveste?!*
Cresce uma pessoa a pensar que se vai livrar dessas coisas para afinal ter de voltar ao stress dos números e das classificações. Umpf.
*Ai, as vezes que esta frase se dizia...
05/03/2007
28/02/2007
De Lisboa e de cortar a respiração
Contam-se pelos dedos de uma mão as cidades de que realmente gosto; com tudo o que tem de bom e de mau, Lisboa já era e é cada vez mais - de direito - uma delas.
27/02/2007
Das caixas
22/02/2007
Dos espaços em branco
Depois há as pessoas que nunca dizem nada de nada; mesmo com boa articulação entre sons e silêncios. Nada; é que há coisas que estamos pré-programados para não querer ouvir. (Ou pessoas que não têm nada para nos dizer.)
A propósito destas leituras, pus-me a pensar se há palavras que com toda a certeza nunca vamos dizer ou escrever, palavras que nunca vão fazer parte de nós. O curioso é que nunca vamos saber se nos fizeram falta (ainda bem?).
Preciso
20/02/2007
Das máscaras
18/02/2007
Revelação extraordinária n.º 1
15/02/2007
3. Noves fora
2. Respostas
1. Perguntas
13/02/2007
Das coisas que não dizemos
A semana não começou pelo melhor, não, começou assim, com o cinzento do Porto na claridade de Lisboa. O que significa que só pode melhorar (espero).
11/02/2007
Fui lá acima...
Boa semana!
09/02/2007
Quem nos tira os salgadinhos...
07/02/2007
05/02/2007
Da audição
04/02/2007
Saldo dum fim-de-semana a sul
E agora, começa a contagem decrescente para ir a casa - aquela casa que fica em ruas onde raramente me perco. Boa semana :)
31/01/2007
Not-that-desperate housewife...yet
O que me anda a irritar mais solenemente são as terríveis consequências de ser dona de casa: e já nem falo nas mãos mais secas ou nas unhas sempre a precisar de arranjo urgente. Falo dos cortes, senhores, dos cortes. As facas de cozinha são novinhas em folha, eu sei; mas isto de me cortar inúmeras vezes quando isso até raramente acontecia dantes (e eu já cozinho para mim há anos!) anda-me a dar cabo do juízo. A minha última proeza foi esfacelar a superfície do meu polegar a cortar ingredientes para a sopa. Nem reparei que isso estava a acontecer, porque felizmente os cortes foram superficiais; reparei no final que tinha o dedo num estado lastimável. Como se não bastasse, para além dos cortes, ando com uma estranha tendência para dar com a cabeça nas portas dos armários da cozinha e para me queimar.
Quero de volta a fada do lar praticamente exemplar (e extremamente charmosa, diga-se de passagem) que há em mim, sim? Senão começo a temer seriamente pela vida, dada a escalada de violência que se tem vindo a abater sobre a minha pessoa. Agradecida.
30/01/2007
Das opções erradas
A aula até pode ter um nome pomposo, de estalo, daqueles que basta pronunciar para emagrecer; mas a realidade nua e crua é que se podia perfeitamente chamar saltos até mais não. O nome reflectiria, assim, a verdadeira essência da coisa e poupava-me o trabalho de ir experimentar, porque à partida eu saberia que não gostando de andar a saltar coisas, não deveria ir àquela aula - e isso revelar-se-ia uma decisão sábia e acertada, que iria contribuir decisivamente para o meu bem-estar corporal e auditivo (ouvir música aos berros e uma pessoa histérica a berrar em simultâneo também não me agrada particularmente). Bem, aprendi a minha lição: não confiar nunca na senhora da recepção e ir espionar as aulas antes de as experimentar a valer.
28/01/2007
Somos o que comemos, certo?
26/01/2007
Sacrifícios em prol da vitamina C e outras histórias
Portanto cedi. Comprei tangerinas. Descasco-as. Lavo bem as mãos para tentar tirar o cheiro. Não resulta. Mas pelo sabor, vale a pena o esforço.
...
Por acaso alguém sabe como eliminar completamente o cheiro a tangerina das mãos? :)
Bom fim-de-semana!
25/01/2007
Dar-se ares
O velhinho mecânico que me veio atender tinha ar de avô simpático. E até foi simpático, (pelo menos até certo ponto da visita), apesar de me obrigar a falar a berrar por ser claramente meio surdo. Pois bem, o que se passa é que sendo eu gaja (ou seja, para a maioria dos mecânicos, ser gaja equivale a não perceber népias de automóveis), e neste local onde me encontro, gaja-que-não-tem-pronúncia-daqui, o velhinho achou por bem cobrar-me um real balúrdio pelo serviço. É uma opção, sim, está no direito dele.
[Pois bem, Sr. Velhinho, fique sabendo que para a mesma operação de rotina no futuro, não mais porei os meus delicados e sensuais pezinhos na sua oficina. Posso até ter ar de gaja (que sou), ter ar de quem não é daqui (que não sou) e ter ar de zero à esquerda em mecânica (até certo ponto, sou). Mas de otária, não tenho grande coisa. Passe benzinho, sim?]
23/01/2007
Eu leio rápido...
22/01/2007
Pouca terra, pouca terra
17/01/2007
Mais a sul, perder o Norte...
Quanto ao cinema em si, foi um evento histórico, porque pela primeira vez, fui sozinha. Não custou nada. Fui ver este filme. É uma comédia levezinha, tem alguns bons momentos.
E agora se me dão licença, vou ali beber uma infusão marroquina; não é que afinal gosto de alguns chás com toques de menta? É o que dá, conviver diariamente com inúmeras pessoas viciadas em chá. E é o que dá uma delas praticamente me obrigar a provar todos os que existem no escritório.
16/01/2007
Olha o passarinho!
A propósito de passarinhos, é normal que se oiçam alguns de vez em quando, no campo - principalmente - e na cidade - mais raramente. O que é muito mais raro é ouvir um passarinho de cidade que canta mesmo bem; não aquele piar irritante, não o chinfrim habitual da passarada, mas sim um trinado elaborado, daqueles esmerados, que parecem exigir horas e horas de treino intensivo e dedicado. Tentei descobrir o passarinho (para que conste, a minha inexistente formação ornitológica não me permite ir além da classificação "passarinho" e termos semelhantes; que me desculpem os entendidos!) por entre a folhagem dos quintais dos vizinhos, mas não há maneira de o encontrar. De qualquer maneira, espero que ele continue a investir nas pequenas cordas vocais dele; acho que há boas possibilidades de virem a descobrir o Pavarotti dos pássaros aqui bem ao lado da minha casa mais a sul.
15/01/2007
Mais a sul III
Boa semana :)
11/01/2007
Até podia escrever
10/01/2007
Ora era um banhinho de imersão, ó sáxavôri!
*Pena que a minha consciência ecológica fale mais alto tantas vezes.
09/01/2007
A brincar, a brincar...
08/01/2007
Mais a sul II
Lá em cima, cá em baixo. Quanto ao primeiro fim-de-semana passado cá em baixo, foi excelente. Apesar da seca nas filas da Gulbenkian; da valentíssima seca à procura de lugar para estacionar em quase todo o lado; do elevadíssimo nível de picante de certas e determinadas comidas. Felizmente, as secas foram sempre em excelente companhia e o sabor picante, esse desaparece depressa. A lei da compensação ditou que as ditas secas também fossem compensadas pela ida a um dos melhores restaurantes vegetarianos de que tenho memória (Terra). Ah, e já tinha dito que tive a melhor das companhias? :)
Boa semana!
07/01/2007
A propósito dum chá verde
05/01/2007
Mudam-se os tempos...
No escritório, estamos à espera do novo frigorífico. E para manter os iogurtes frescos...as embalagens vão directamente para o parapeito da janela.
Arranja-se sempre maneira de contornar certas coisas, não é? Bom fim-de-semana :)
03/01/2007
Mais a sul I
2. Tenho de me habituar a deitar cedo. Tenho mesmo. MES-MO.
3. Novo emprego: em fase de ambientação. Até ver, gosto. Os desafios fazem-nos bem.
4. Já disse que tinha de me habituar a deitar cedo? Pois.
02/01/2007
Primeiro de 2007

Vamos a 2007, então. Eu começo com uma viagem de mudanças para sul. Até já :)
31/12/2006
26/12/2006
Balanços natalícios
Agora, começa a contagem decrescente para o fim do ano e o início da vida (quase) nova em 2007...vai ser uma última semana de férias bastante atarefada. Boa semana para vocês :)
22/12/2006
Bom Natal a todos!
20/12/2006
Do autocarro
Ia passear à baixa com a minha mãe, ainda pequena, para depois ir ter com o meu pai no fim do dia de trabalho e acabar a lanchar ali perto dos Aliados, num café que já não existe. Mais tarde, ia ter com amigos. Depois, passei utilizar o autocarro diariamente, para ir para a faculdade; e como muita gente conhecida andava de autocarro, acabava por ter quase sempre companhia. Algo de que me lembro bem é que as viagens de autocarro - e as esperas na paragem - eram sinónimo de seca garantida e muito pouco espaço. Agora isso já não acontece tanto; há menos gente nos autocarros (mais no metro) e corredores próprios para transportes públicos. No entanto, o Natal tem destas coisas: os apertos foram inúmeros e o trânsito era mais que muito. Daí estas recordações todas.
19/12/2006
Dado e arregaçado
E no entanto, quanto mais informação há, mais preguiçosos ficamos, menos nos esforçamos e menos parecemos saber. No mínimo, intrigante.
A única conclusão a que consigo chegar é que muitas pessoas já não querem nem procuram chegar à informação; querem sempre que ela chegue até elas. E assim, sem fazer o mínimo esforço, vão esperando. Simples...e algo assustador, também. Sobretudo, é uma questão de atitude; e eu faço votos de que muita gente se canse de esperar e se decida a procurar mais.
15/12/2006
Fim-de-semana
Bom fim-de-semana para vocês :)
14/12/2006
Coisas dos outros I
O que não compreendo tão bem é que perante uma feijoada, um assado com natas e vários itens fritos acompanhados de massa/arroz - pratos do dia de um restaurante em que se pode encher o prato até não caber mais nada - alguém diga que não, não vai comer aquilo porque fica cheia de fome. Isto porque todos os pratos que descrevi eram vegetarianos. Ora toda a gente sabe que quando se comem coisas assim vegetarianas, fica-se cheinho de fome. Porque tudo o que é vegetariano não engorda, tudo é light e saudável e tudo e tudo. Não acreditam? Pois é o ensinamento de hoje, palavra de várias tias histéricas que decidiram ir a um restaurante desses só porque lhes fica imensamente bem ir lá almoçar.
12/12/2006
Contágios II
E assim de repente, o espírito natalício que gostava de ter nem sequer me pareceu tão relevante.
Contágios
A pior parte de ter acabado a irritação a que me dediquei afincadamente ontem é que tive algum tempo para dedicar a pensamentos mais nobres e elevados. Cof. Pior, foi ter chegado à conclusão de que este ano, não estou a conseguir ficar imbuída do espírito natalício. Nada! Ele anda aí, que eu sei, vejo coisas de Natal todos os dias, iluminações piscantes, tenho comprado algumas prendas, mas não me estou a conseguir contagiar e não é de propósito. E é que se uma pessoa não se consegue deixar contagiar, é o cabo dos trabalhos. Por isso, vou olhar fixamente para várias iluminações e itens natalícios, cheirar canela, ouvir repetidamente músicas de Natal e trauteá-las até à exaustão. Acho que agora é que a coisa vai resultar às mil maravilhas. Ou então, posso sempre conseguir ficar irritada outra vez :)
11/12/2006
Estou irritada e pronto.
Bem, hoje em especial, tudo o que normalmente já me irrita, irritou-me ainda mais. Para piorar as coisas, parece que o mundo conspirou secretamente e conseguiu que muitas das pessoas à minha volta fizessem os possíveis e os impossíveis para me irritar sobremaneira, desde as coisinhas mais insignificantes, até chegarem ao ponto de me dizer que eu hoje estava...irritadiça.
Ora se há coisa que irrita alguém já de si irremediavelmente irritado é dizerem-lhe que está insuportável, mesmo que seja por outras palavras. Eu não reajo bem quando me dizem essas verdades, mesmo que elas sejam, de facto, totalmente aplicáveis à minha pessoa. O problema é justamente esse: eu sei que atinjo níveis de irritação elevados, por isso evito ao máximo todo e qualquer contacto com coisas, pessoas e situações que me podem irritar; viro eremita solitária. Se as pessoas optam por vir ter comigo na mesma sabendo que eu estou irritada, é certo que vão levar por tabela. Ou não estivesse eu irremediavelmente irritada e fosse a primeira a sabê-lo.
No fundo, eu não gosto é que desrespeitem a minha solidão auto-imposta. Se tiram a solidão a um irritado, tiram-lhe tudo. O problema é que nem todos conseguimos estar sozinhos com gente à volta; eu, por exemplo, raramente consigo.
Independentemente de irritações e desabafos, boa semana!
07/12/2006
Das palavras, sempre das palavras
Começo as férias com algum trabalho extra. Que por dar gosto e por ser diferente do habitual, nem parece trabalho. Curiosa, esta sensação de sermos nós a escolher desde o início; com directrizes, claro, mas sem grandes restrições. Podia habituar-me a isto, podia...bom FDS :)
06/12/2006
Era uma vez...
Não sei se a surrealidade do episódio foi decisiva; mas em princípio, vou ficar nessa casa.
04/12/2006
Aleatoriedades dum fim-de-semana
30/11/2006
Das argumentações
Da experiência, fica a certeza de ter aprendido a valorizar-me e a desvalorizar a subserviência e a subordinação de que alguns empregadores tanto gostam. De ter aprendido a fazer valer mais os meus conhecimentos e argumentos. De ter aprendido a ser (ainda) mais independente - porque reconheço que tenho o hábito de depender primeiro de mim, com todas as desvantagens que isso pode acarretar e o peso pessoal que esta escolha representa. Fica também alguma (mas não demasiada) mágoa: é que alguns empregadores dão o devido valor aos colaboradores, outros não. Alguns empregadores conseguem tirar o máximo partido das oportunidades e do mercado, outros não. No entanto, mais cedo ou mais tarde, sofrem na pele as consequências das escolhas que fazem, das decisões menos acertadas, da falta de coragem e determinação, do pouco que valorizam os outros.
E este é o último post que vos escrevo daqui deste oitavo andar. Não vou levar saudades; e isso, por si só, consegue ser (estranhamente?) reconfortante.
29/11/2006
Descentralização uma ova!
Obrigadinha, senhores das distribuidoras, muito obrigada! Tomaram a liberdade de sanear alguns filmezitos, não foi? Ora assim é que é! Liberdade de escolha, para quê? É muito melhor ter quem filtre as coisas por nós! Assim só cá chega o que vale realmente a pena, certo? Mais uma vez, agradeço em meu nome pessoal e de todos aqueles que até queriam ver os ditos filmes; é que assim não gastámos o nosso precioso dinheirinho. Continuem, o povo cá de cima agradece!
Post n.º 555
28/11/2006
3 dias
27/11/2006
Dos significados evidentes
Frase que raramente quer dizer exactamente o que diz. Quer antes dizer não quero ter tempo; não me apetece arranjar tempo; até tenho tempo, mas não é para ti; ponto final (e ninguém me convence do contrário). É tudo uma questão de ler nas entrelinhas, portanto. O pior é que quando algumas pessoas finalmente parecem ter tempo, nós já não temos vontade de arranjar tempo para elas.
Boa semana, sempre com tempo :)
24/11/2006
E não era possível usar o teletransporte, não?
Valha-nos o fim-de-semana à porta (juntamente com os litros e litros de água e o vento que não pára). Que seja bom, apesar de tudo :)
23/11/2006
Dos espaços
22/11/2006
Devagar, devagar...
Vai ser um Dezembro complicado, vai. E a conhecida expressão ano novo, vida nova vai ter uma tradução quase literal na minha vida.
21/11/2006
...e as 7 maravilhas do Errortográfico
Novas 7 maravilhas do mundo
20/11/2006
A vida num elevador III

17/11/2006
Páre, escute e olhe
16/11/2006
Liberta o revoltado que há em ti!
Vinte mil e quantas?!
Da minha parte, e enquanto sócia-gerente aqui do local, muito obrigada!
*Começo a ficar preocupada convosco, pessoal. Afinal de contas, o que vos faz cá vir e voltar? :)
15/11/2006
Uma questão de território
Agora, que tenho de procurar poiso mais a sul, surgiu a possibilidade de partilhar casa com alguém que me é totalmente desconhecido. Não hesitei na resposta: não, obrigada. Vou aproveitar a mudança - por enquanto, apenas temporária - para ter o meu espaço, as minhas coisas, os hábitos que bem entender. Para receber quem me apetecer. Sem ter alguém à perna, sem ter de fazer pouco barulho só porque já está alguém a dormir, sem ter de esperar para ir à casa de banho ou para usar o fogão, sem ter de justificar que me apetece fazer isto ou aquilo ou nada.
Assim sem pensar muito nos pormenores, já imagino a coisa a correr bastante mal com a companhia de um desconhecido; acho que afinal sou muito mais territorial do que pensava :)
14/11/2006
Da comunicação ou ausência dela
*Se alguma vez eu ficar assim, agradeço um estalo ou até vários. E merecidos.
13/11/2006
Dos possíveis reencontros que não chegam a sê-lo
Odeio fingir que não vejo as pessoas; mas há situações, quando os reencontros vão ser penosos e cheios de sorrisos amarelos, em que não vale a pena o esforço. E esta é só uma das piores sensações que se pode ter em relação a uma pessoa. Mas há pessoas assim, com quem sabemos que não vale a pena criar laços; pior, não conseguimos criá-los, por mais que até haja oportunidade. Quando há tão pouco em comum, quando nem a convivência (forçada) consegue criar algo para além dos sorrisos amarelos e da conversa de circunstância: não adianta forçar uma coisa que não existe. Decididamente, as amizades fazem-se pelas pessoas, raramente pelas ocasiões.
10/11/2006
Surto de comichão no nariz assola Portugal
E o cheiro, o cheiro! As castanhas trazem-me das melhores recordações; compradas à beira-mar, na baixa, assadas muito longe de casa depois de recebidas pelo correio, descascadas no final nos almoços de Domingo na minha avó ou nos magustos entre amigos...enfim, gosto muito de castanhas! E sim, fico com bastante comichão no nariz quando as estou a descascar.
Tudo isto para vos desejar um óptimo S. Martinho e um excelente fim-de-semana :)
09/11/2006
O meu já cá canta!
É que ainda por cima estão lá os s0ma, que podem conhecer/ouvir neste link anterior e também aqui; e não desfazendo as restantes 59 bandas, que são todas magníficas, excelentes e fofas e tudo, os s0ma são a minha favorita e a mais magnífica, excelente e fofa e tudo* de todas ;)
08/11/2006
Do amor, de cor e salteado

Não que eu goste especialmente das músicas dele - confesso que não faz muito o meu género; mas nunca tinha odiado vigorosamente nenhum tema do senhor. Bem, talvez o da proibição dos jardins tenha sido um bocadito batido ao ponto de nos provocar instintos homicidas, há tempos atrás; mas dos ódios de temas pelo motivo de terem sido tocados até à exaustão total, posso falar noutro dia.
Mas afinal, porque é que eu odeio a “sei-te de cor”? Como já disse, pela letra (se não conhecerem, uma pesquisa rápida leva-vos rapidamente ao tema em questão). Porque saber de cor alguém não pode ser bom e muito menos pode ser sinónimo de amor. E também não acho que saber de cor alguém seja mau. Acho, sim, que é péssimo. Senão, vejamos: não há surpresas, porque sabemos tudo e mais alguma coisa dessa pessoa. Não há segredos. Não há desconhecido, porque sabemos tudo de cor nessa pessoa. Sabemos tudo tão de cor que já nem sequer precisamos de pensar para a analisar. E isso, senhores, isso é a pior coisa que pode haver. Não quero decorar as pessoas. Quero-as ir conhecendo, por mais que as conheça há anos. Quero que me surpreendam, quero que guardem segredos, quero que sejam elas próprias e que não se deixem conhecer assim tão facilmente. E pronto, era isto que vos queria dizer hoje.
07/11/2006
Interrupções

Durante a leitura, duas situações curiosas. Numa delas, tinha a TV ligada com música de fundo e precisamente no momento em que lia uma frase que se referia aos REM (sim, a banda), começa uma música deles na TV. A música era a It's the end of the world as we know it (and I feel fine). Ainda bem que não sou dada a superstições e sei que o mundo vai acabando todos os dias pela mão de uns, enquanto outros tentam algo desesperadamente dar-lhe um jeitinho. A outra situação, menos dada a segundas interpretações, é que fui atacada por uma súbita vontade de beber chá preto com leite; saudades disfarçadas, talvez?
Quanto ao livro em si, gostei e recomendo! Quem preferir ver a adaptação cinematográfica, basta esperar uns tempitos, porque a estreia do filme com o mesmo nome prevê-se lá para 2007.
06/11/2006
Precisa-se: almofada perfeita

03/11/2006
A hora do guarda-vestidos
02/11/2006
Confirma-se II
31/10/2006
Todos falamos chinês III
"EMENTA
(...)
PRATOS VEGETARIANOS
Beringela recheada com não sei quê
Risotto de funghi porcini"
Eu - Queria a beringela.
Empregado - OK.
[Passa-se algum tempo]
Empregado - Peço desculpa, mas não temos beringela!
Eu - Pois, mas eu não gosto desses cogumelos...
Empregado [ar escandalizado] - Cogumelos?! Quais cogumelos?!!
Eu - Esse tipo de cogumelos, os porcini!
Empregado [ar de quem aprendeu isso agora] - Ah...então deixe cá ver. Temos o salmão com não sei quê!
Eu - Pois, mas eu queria um prato vegetariano.
Empregado - Ah! Então já sei, a pasta nera com SALMÃO! [Ar glorioso!]
Eu - Bem, eu vou-lhe explicar. Vegetariano não come carne nem peixe!
Empregado - Ah...
Eu - Pronto, eu como o arroz...mas não devo gostar.
Empregado [ar escandalizado] - Arroz?! O arroz de pato?! [sim, constava do menu]
Eu - Não, o risotto de cogumelos!!
Empregado - Ah...OK.
Parecia uma conversa de maluquinhos, garanto. E pior que não saber determinadas coisas gastronómicas que nem todos temos de saber, é trabalhar num restaurante e mesmo assim não saber determinadas coisas gastronómicas que um colaborador devia obrigatoriamente saber (ainda por cima, a ementa tinha uns 6 pratos). Para piorar as coisas, confirmei que realmente não sou fã de funghi porcini; e o arroz estava verdadeiramente intragável. Para piorar ainda mais as coisas, a brincadeira não saiu propriamente barata. Enfim. Resta-me o consolo de nunca mais pôr lá os meus delicados pezinhos!
30/10/2006
Perspectivas dum fim-de-semana
É muito mais confortável pensar que não gostaria de algumas mudanças; pensar que prefiro não escolher algumas opções só por ser muito mais fácil nem as considerar sequer. E é reconfortante descobrir que afinal, não tenho assim tanto medo de mim própria, das minhas escolhas e das mudanças que elas representam.
Marie Antoinette

27/10/2006
Crónicas inúteis: das idas a eventos da moda
O público típico de eventos da moda é assim mesmo: vai lá para ver e/ou ser visto. Quem não vai lá para ser visto, tem de aproveitar a outra parte: ver. Nitidamente, o meu caso pessoal. E como já diz a minha avó, os olhinhos não são para comer sopas, portanto uma pessoa vai a eventos da moda e toca de estar com mil olhos a observar tudo. E é que há mesmo de tudo: VIPs que vão porque sim, tiaças vipíssimas excessivamente perfumadas que vão porque basicamente vão a tudo, gente da indústria que não tem outro remédio senão ir (quanto mais não seja, para falar mal e porcamente de tudo em geral), fotógrafos e repórteres que vão porque estão a trabalhar, pessoal com a mania que é fashion, curiosos e interessados.
2. Vestidos para matar?
No que toca aos trapinhos do pessoal, vê-se de tudo. Aqueles que vão vestidos para matar porque maravilham os restantes, e aqueles que vão vestidos para matar os restantes...provocando-lhes um ataque cardíaco. Há muita gente que ainda não percebeu que o que está na moda não fica necessariamente bem a todos.
3. Corta, tesourinha, corta, corta, corta...
O saldo da ida ao evento é positivo: os olhinhos arregalam-se com os paninhos (ou com a ausência deles, como fazia questão de evidenciar um senhor que só tirava fotografias às modelos que envergavam roupas extremamente transparentes) - e das duas, uma, ou é porque os paninhos valem a pena, ou porque reflectem um momento de insanidade do criador. A moda tem destas coisas: é o que vemos nela que conta ;)
26/10/2006
Mofo ou bafio, eis a questão
25/10/2006
E ainda dizem...
Não é que tenha sido um piropo muito original, mas até foi dos melhores que ouvi nos últimos tempos. Dito à chuva, no meio da rua, de manhã cedo e em altos berros, até que nem soou mal. A chuva não consegue pôr toda a gente mal-disposta :)
24/10/2006
Ai queria qualquer coisinha, era?
- Ah, nem pense nisso, não pode ser! Estamos sem sistema informático. Vá dar uma voltinha por aí, vá até ao café e volte mais tarde!
[Ouve-se aguaceiro torrencial lá fora.]- Mas…
- Ó menina, sem sistema informático não posso fazer nada! Vai ter de voltar depois!
23/10/2006
Sim, é possível I
Alguém tem de descobrir estas coisas, não é? Boa semana :)
20/10/2006
Todos falamos chinês II
Por outro lado, há pessoas que nos conseguem traduzir sempre :)
Todos falamos chinês I
[Passam-se dois dias]
A - Reenvio o pedido anterior, pois não tive resposta, queria reservar X, Y e Z.
[Passa-se mais um dia]
B - Pedimos desculpa pela demora. Informamo-la de que já dispomos de J.
A - ??!
19/10/2006
Efeito borboleta*
18/10/2006
A chuva em três actos e epílogo
Acto segundo. Guarda-chuva semi-esfrangalhado ganha vida própria quando decido fechá-lo e desfere um brutal golpe contra o meu dedo mindinho. Dedo mindinho incha e eu só não uivo de dor a meio da rua por ser ridículo deixar-me afectar por algo tão insignificante como um dedo mindinho.
Acto terceiro. Decido abrigar-me o mais possível durante o percurso até casa para evitar que a molha certa seja o descalabro total. Tarefa revela-se possível, mas inglória; ou seja, a molha é certa, sim, mas o descalabro é total na mesma apesar dos meus esforços para me abrigar.
Epílogo. Passarei a tarde a lamentar o sofrimento atroz do meu dedo mindinho e a repetir para mim mesma andar a pé é saudável e ecológico, andar a pé faz bem. Bolas, pá, não há mesmo verdades universais e vamos sempre descobri-lo da pior forma.








