Lido bem com o passado, com o que me trouxe, ensinou, mostrou, com o que vivenciei dele. Somos feitos do que já vivemos, sim, mas não podemos deixar que as coisas passadas nos esmaguem e nos prendam. Que não nos deixem viver o presente e pensar no futuro sem o peso do que já nos aconteceu um dia. Não podemos avaliar tudo pelo peso e medida do que já foi num passado mais ou menos distante. E agora, como se explica isto a alguém que se recusa a sair do que já viveu um dia?
30/03/2007
28/03/2007
Contra-relógio
Só tenho tempo de notar que o tempo passa demasiado depressa com tanto que volto a ter para fazer esta semana; felizmente, não é só trabalho a mais - é tudo o resto que se resolveu acumular também.
Começo a semana com uma certa sensação de que as mudanças na minha vida se começam a fazer sentir mais a sério. Queria que acontecessem um bocadinho mais devagar para ter tempo de as (tentar) assimilar; pena que a vontade por si só não mude a velocidade real das coisas.
Boa semana :)
Começo a semana com uma certa sensação de que as mudanças na minha vida se começam a fazer sentir mais a sério. Queria que acontecessem um bocadinho mais devagar para ter tempo de as (tentar) assimilar; pena que a vontade por si só não mude a velocidade real das coisas.
Boa semana :)
23/03/2007
Sai um fim-de-semana para a mesa 12
Foi semana de ter trabalho extra; algo que é bom para a conta bancária, mas mau para quase tudo o resto. Posto isto, sai um fim-de-semana para estes lados, sim? Pode ser já? Agradecida. (Ainda por cima, tantas palavras extra esgotam-me as palavras menos técnicas. Grunf.)
19/03/2007
Bad whatever day
Não está a ser propriamente um bad *hair* day. O cabelo em si até está bastante decente; tudo o resto é que foi totalmente irritante. A pior parte? É que o dia ainda vai longe do fim; e eu com tanto por fazer ainda...
Apesar de tudo, boa semana :)
Apesar de tudo, boa semana :)
18/03/2007
Post em movimento
Quando funciona, a tecnologia faz maravilhas. Por isso é que eu estou num comboio a caminho da casa mais a sul a escrever estas linhas. E de repente, até o facto de ter um jovem rapaz ao lado cujas preferências musicais roçam o abjecto, de ele cheirar mal e ter uma respiração pesada nem me parece tão importante. Cof.
17/03/2007
Norte e sul
Devia ser possível deixar mais a sul o que é do sul; mas não. Trouxe as preocupações do sul mais para norte. A ver se os ares cá de cima lhes fazem bem?
Bom fim-de-semana :)
Bom fim-de-semana :)
13/03/2007
Dos passos
Quando vou sozinha na rua, não consigo andar devagar. Mesmo que não tenha horas, dou por mim a acelerar o passo, a dar corridas para apanhar o metro ou o autocarro ou o comboio seguintes. Algo escusadamente, eu sei; mas não consigo evitá-lo.
Já quando sou mesmo obrigada a correr, aquelas corridas que tenho de dar porque não tenho de facto outra hipótese, é ver o meu ar irritadíssimo por ter de o fazer, quando muitas vezes a culpa do atraso é quase única e exclusivamente minha. Alguma coisa não bate certo na minha programação de velocidade pessoal.
Já quando sou mesmo obrigada a correr, aquelas corridas que tenho de dar porque não tenho de facto outra hipótese, é ver o meu ar irritadíssimo por ter de o fazer, quando muitas vezes a culpa do atraso é quase única e exclusivamente minha. Alguma coisa não bate certo na minha programação de velocidade pessoal.
11/03/2007
Calor em Lisboa, ou o belo tema do tempo que faz
Fim-de-semana mais a sul na melhor das companhias. O calor foi só a cereja em cima do bolo. É notório que está toda a gente ansiosa por encurtar as mangas, usar sapatos menos invernosos, estar ao sol sem fazer nada, passear à procura de sombras. Tão bom, o calor; espera-se que tenha vindo para ficar. Boa semana a todos :)
06/03/2007
Até um rato está menos calado
Que dizer de pessoas que escolhem não participar nas conversas, mesmo quando se tenta a todo o custo que digam qualquer coisa? Pessoas que parece que não ouvem nada do que se lhes diz ou tenta dizer? Que não respondem a bocas, a provocações, a convites, a perguntas, por mais que se tente arrancar uma palavrinha, umazinha que seja? É uma escolha, sim, ficar à parte e manter as distâncias; uma escolha que pode sair relativamente cara quando as pessoas que ignoramos passam grande parte do dia connosco - porque as pessoas são assim: aprendem a ignorar quem as ignora.
Quanto é que tiveste?!*
Sim, vivemos numa aldeia global e as empresas têm de se adaptar às novas realidades do mundo empresarial, à concorrência, blá blá blá. Até aí, tudo bem. Mas daí a ser preciso ter classificações por notas, como na escola primária...vai uma grande distância. Ou nem tanta quanto isso.
Cresce uma pessoa a pensar que se vai livrar dessas coisas para afinal ter de voltar ao stress dos números e das classificações. Umpf.
*Ai, as vezes que esta frase se dizia...
Cresce uma pessoa a pensar que se vai livrar dessas coisas para afinal ter de voltar ao stress dos números e das classificações. Umpf.
*Ai, as vezes que esta frase se dizia...
05/03/2007
28/02/2007
De Lisboa e de cortar a respiração
Eu já gostava de Lisboa antes de vir viver mais para sul. Da luz e das cores, do ritmo frenético e do imenso caos de cidade relativamente grande, das ruas que nunca mais acabam, de haver muitas vezes tanta coisa para fazer. Há coisas de que não gosto tanto, claro; todas as cidades têm os seus pontos fracos e desvantagens. Mas é bom poder começar a associar coordenadas geográficas (mesmo quando me perco), saber onde está o que vale a pena [vi]ver, saber onde podemos ir para encontrar aquela vista que nos corta a respiração, saber onde estamos sem precisar de mapa, saber onde há aquele bolo, aquele gelado que nos apetece. Aos poucos, aos poucos, para saborear as surpresas e arrumar o que não gostamos na caixa do "a evitar".
Contam-se pelos dedos de uma mão as cidades de que realmente gosto; com tudo o que tem de bom e de mau, Lisboa já era e é cada vez mais - de direito - uma delas.
Contam-se pelos dedos de uma mão as cidades de que realmente gosto; com tudo o que tem de bom e de mau, Lisboa já era e é cada vez mais - de direito - uma delas.
27/02/2007
Das caixas
Gosto de organizar as coisas em caixas. Escondem a desorganização que me apetece que esteja escondida. Vamos encontrar formas mais estranhas de ordenar as coisas, principalmente aquelas quase impossíveis de ordenar.
22/02/2007
Dos espaços em branco
Entre as palavras, há espaços, ou entre espaços há palavras. E esta diferença faz toda a diferença, mesmo quando se fala; há pessoas que podemos ler/ouvir durante horas, devorar tudo o que dizem, esperar pelo próximo espaço em branco para repetir mentalmente as palavras ditas ou escritas, filtrá-las para chegar à conclusão de que podemos e queremos absorver quase tudo.
Depois há as pessoas que nunca dizem nada de nada; mesmo com boa articulação entre sons e silêncios. Nada; é que há coisas que estamos pré-programados para não querer ouvir. (Ou pessoas que não têm nada para nos dizer.)
A propósito destas leituras, pus-me a pensar se há palavras que com toda a certeza nunca vamos dizer ou escrever, palavras que nunca vão fazer parte de nós. O curioso é que nunca vamos saber se nos fizeram falta (ainda bem?).
Depois há as pessoas que nunca dizem nada de nada; mesmo com boa articulação entre sons e silêncios. Nada; é que há coisas que estamos pré-programados para não querer ouvir. (Ou pessoas que não têm nada para nos dizer.)
A propósito destas leituras, pus-me a pensar se há palavras que com toda a certeza nunca vamos dizer ou escrever, palavras que nunca vão fazer parte de nós. O curioso é que nunca vamos saber se nos fizeram falta (ainda bem?).
Preciso
De mais tempo para ler (de tudo). Está-me a fazer tanta falta, e está-me a custar tanto arranjar espaço entre tudo o resto. Tenho saudades, preciso.
20/02/2007
Das máscaras
Mascarada de mim própria, fui assistir ao concerto de um cantor português cujo último nome tem três letras, sendo essas cê, i e d. O senhor acha-se decididamente o máximo; pergunto-me se será só uma máscara ou se se pode ser assim mesmo decadente. Mas que o concerto foi divertido, lá isso foi; há máscaras que vêm por bem?
18/02/2007
Revelação extraordinária n.º 1
Uma das indiscutíveis vantagens de estar mais a sul é poder ir ainda mais a sul em muito menos tempo. Foi o que fiz indo até uma das mais bonitas regiões de Portugal: o Alentejo, pois claro. E não é que já me tinha esquecido que estava aqui tão perto? Agora vou só ali descansar de ter descansado tanto. Com licença.
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