10/04/2007

Porquê, oh porquê...


...que há sempre um vizinho que não quer silêncio quando nós o queremos muito? Pior, quando precisamos mesmo muito dele? Não há direito! E eu, que nem tenho grandes queixas da (actual, quase ex-) vizinhança, hoje estava capaz de ir bater às portas todas a explicar que precisava de não ouvir rigorosamente nada. Muito menos precisava de ouvir música (má) aos berros e gente aos berros também. Haja paciência.

Mudanças

É oficial: vou andar em mudanças (e tudo o que elas envolvem) durante os próximos tempos. Salve-se quem puder. Porque quem não puder, não tem escapatória possível: é que vou andar em mudanças e muito mais insuportável do que nunca (sim, é possível).

A nova casa foi um amor à primeira vista. Não é uma casa perfeita; mas gosto dela na mesma, com todos os defeitos que tem, com todos os ruídos irritantes, com tudo o que não é assim tão bom e tudo o que podia ser tão melhor. Mesmo como nos grandes amores à primeira vista.

03/04/2007

Volta, bólide branco, estás perdoado!

Algum dia havia de acontecer; mas esperamos sempre secretamente que algumas primeiras vezes sejam adiadas o máximo de tempo possível. E foi assim que no dia das mentiras - e infelizmente não, não é mentira - o meu bólide branco, agora habituadíssimo a voar (cuidadosamente, entenda-se!) imparável pelas ruas da capital, sofreu um embatezinho assim a modos que antipático, que o deixou imobilizado e triste numa oficina sem a sua mais-que-tudo izzoldinha. A culpa não foi minha, nem dele, e felizmente toda a gente envolvida saiu ilesa. Mas o medo do que vemos que vai ser inevitável, o susto do que acontece e todos os sentimentos que surgem pós-acidente são do pior. As fracções de segundo antes do choque parecem uma câmara lenta que não acaba; depois finalmente paramos e...constatamos que estamos bem. Estamos bem. E de repente, só isso parece importante.

30/03/2007

Do passado

Lido bem com o passado, com o que me trouxe, ensinou, mostrou, com o que vivenciei dele. Somos feitos do que já vivemos, sim, mas não podemos deixar que as coisas passadas nos esmaguem e nos prendam. Que não nos deixem viver o presente e pensar no futuro sem o peso do que já nos aconteceu um dia. Não podemos avaliar tudo pelo peso e medida do que já foi num passado mais ou menos distante. E agora, como se explica isto a alguém que se recusa a sair do que já viveu um dia?

28/03/2007

Contra-relógio

Só tenho tempo de notar que o tempo passa demasiado depressa com tanto que volto a ter para fazer esta semana; felizmente, não é só trabalho a mais - é tudo o resto que se resolveu acumular também.

Começo a semana com uma certa sensação de que as mudanças na minha vida se começam a fazer sentir mais a sério. Queria que acontecessem um bocadinho mais devagar para ter tempo de as (tentar) assimilar; pena que a vontade por si só não mude a velocidade real das coisas.

Boa semana :)

23/03/2007

Sai um fim-de-semana para a mesa 12

Foi semana de ter trabalho extra; algo que é bom para a conta bancária, mas mau para quase tudo o resto. Posto isto, sai um fim-de-semana para estes lados, sim? Pode ser já? Agradecida. (Ainda por cima, tantas palavras extra esgotam-me as palavras menos técnicas. Grunf.)

19/03/2007

Bad whatever day

Não está a ser propriamente um bad *hair* day. O cabelo em si até está bastante decente; tudo o resto é que foi totalmente irritante. A pior parte? É que o dia ainda vai longe do fim; e eu com tanto por fazer ainda...

Apesar de tudo, boa semana :)

18/03/2007

Post em movimento

Quando funciona, a tecnologia faz maravilhas. Por isso é que eu estou num comboio a caminho da casa mais a sul a escrever estas linhas. E de repente, até o facto de ter um jovem rapaz ao lado cujas preferências musicais roçam o abjecto, de ele cheirar mal e ter uma respiração pesada nem me parece tão importante. Cof.

17/03/2007

Norte e sul

Devia ser possível deixar mais a sul o que é do sul; mas não. Trouxe as preocupações do sul mais para norte. A ver se os ares cá de cima lhes fazem bem?

Bom fim-de-semana :)

13/03/2007

Dos passos

Quando vou sozinha na rua, não consigo andar devagar. Mesmo que não tenha horas, dou por mim a acelerar o passo, a dar corridas para apanhar o metro ou o autocarro ou o comboio seguintes. Algo escusadamente, eu sei; mas não consigo evitá-lo.

Já quando sou mesmo obrigada a correr, aquelas corridas que tenho de dar porque não tenho de facto outra hipótese, é ver o meu ar irritadíssimo por ter de o fazer, quando muitas vezes a culpa do atraso é quase única e exclusivamente minha. Alguma coisa não bate certo na minha programação de velocidade pessoal.

11/03/2007

Calor em Lisboa, ou o belo tema do tempo que faz

Fim-de-semana mais a sul na melhor das companhias. O calor foi só a cereja em cima do bolo. É notório que está toda a gente ansiosa por encurtar as mangas, usar sapatos menos invernosos, estar ao sol sem fazer nada, passear à procura de sombras. Tão bom, o calor; espera-se que tenha vindo para ficar. Boa semana a todos :)

06/03/2007

Até um rato está menos calado

Que dizer de pessoas que escolhem não participar nas conversas, mesmo quando se tenta a todo o custo que digam qualquer coisa? Pessoas que parece que não ouvem nada do que se lhes diz ou tenta dizer? Que não respondem a bocas, a provocações, a convites, a perguntas, por mais que se tente arrancar uma palavrinha, umazinha que seja? É uma escolha, sim, ficar à parte e manter as distâncias; uma escolha que pode sair relativamente cara quando as pessoas que ignoramos passam grande parte do dia connosco - porque as pessoas são assim: aprendem a ignorar quem as ignora.

Tanto azul


Quanto é que tiveste?!*

Sim, vivemos numa aldeia global e as empresas têm de se adaptar às novas realidades do mundo empresarial, à concorrência, blá blá blá. Até aí, tudo bem. Mas daí a ser preciso ter classificações por notas, como na escola primária...vai uma grande distância. Ou nem tanta quanto isso.

Cresce uma pessoa a pensar que se vai livrar dessas coisas para afinal ter de voltar ao stress dos números e das classificações. Umpf.

*Ai, as vezes que esta frase se dizia...

Historinhas para gente graúda: a ver


O Labirinto do Fauno

05/03/2007

2 anos e 2 dias depois

O Errortográfico continua no mesmo sítio :)

Obrigada a quem por aqui passa!

28/02/2007

De Lisboa e de cortar a respiração

Eu já gostava de Lisboa antes de vir viver mais para sul. Da luz e das cores, do ritmo frenético e do imenso caos de cidade relativamente grande, das ruas que nunca mais acabam, de haver muitas vezes tanta coisa para fazer. Há coisas de que não gosto tanto, claro; todas as cidades têm os seus pontos fracos e desvantagens. Mas é bom poder começar a associar coordenadas geográficas (mesmo quando me perco), saber onde está o que vale a pena [vi]ver, saber onde podemos ir para encontrar aquela vista que nos corta a respiração, saber onde estamos sem precisar de mapa, saber onde há aquele bolo, aquele gelado que nos apetece. Aos poucos, aos poucos, para saborear as surpresas e arrumar o que não gostamos na caixa do "a evitar".

Contam-se pelos dedos de uma mão as cidades de que realmente gosto; com tudo o que tem de bom e de mau, Lisboa já era e é cada vez mais - de direito - uma delas.

27/02/2007

Das caixas

Gosto de organizar as coisas em caixas. Escondem a desorganização que me apetece que esteja escondida. Vamos encontrar formas mais estranhas de ordenar as coisas, principalmente aquelas quase impossíveis de ordenar.

22/02/2007

Perfeições?

When you aim for perfection, you discover it's a moving target.

George Fisher

Dos espaços em branco

Entre as palavras, há espaços, ou entre espaços há palavras. E esta diferença faz toda a diferença, mesmo quando se fala; há pessoas que podemos ler/ouvir durante horas, devorar tudo o que dizem, esperar pelo próximo espaço em branco para repetir mentalmente as palavras ditas ou escritas, filtrá-las para chegar à conclusão de que podemos e queremos absorver quase tudo.

Depois há as pessoas que nunca dizem nada de nada; mesmo com boa articulação entre sons e silêncios. Nada; é que há coisas que estamos pré-programados para não querer ouvir. (Ou pessoas que não têm nada para nos dizer.)

A propósito destas leituras, pus-me a pensar se há palavras que com toda a certeza nunca vamos dizer ou escrever, palavras que nunca vão fazer parte de nós. O curioso é que nunca vamos saber se nos fizeram falta (ainda bem?).