Porque há coisas que soam muito melhor numas línguas do que noutras? Se calhar é por isso que não consigo dizer certas coisas e que outras me soam mal; ainda não as aprendi a dizer na língua certa ou não mas disseram na tradução com melhor sonoridade.
*Escolha aleatória.
29/04/2007
Do ser irresistível
A minha casa nova tem alguns defeitos, que vou constatando agora que lá estou. Por exemplo, o fogão está parcial e irremediavelmente avariado. As persianas/estores não funcionam (mas isso irá ser remediado em breve). O sofá-cama tem mazelas antigas. Há pouco espaço para a minha tralha toda (mas ela há-de lá caber custe o que custar) e as coisas não parecem nunca estar arrumadas (por mais horas que eu passe a tentar que pareçam). A vizinha de baixo parece ser muito chata e tem um ar ligeiramente psicótico. O supermercado mais próximo não é assim tão próximo quanto isso. E o senhor do pomar duma rua lá perto é daqueles velhinhos demasiado simpáticos.
E no entanto, é a primeira casa que não é minha, mas que parece sê-lo. Estranho, como as coisas irresistíveis podem ter inúmeros defeitos e como mesmo assim conseguimos gostar bastante delas. É que eu faço sentido naquela casa, assim cheia de defeitos; parece quase humana.
E no entanto, é a primeira casa que não é minha, mas que parece sê-lo. Estranho, como as coisas irresistíveis podem ter inúmeros defeitos e como mesmo assim conseguimos gostar bastante delas. É que eu faço sentido naquela casa, assim cheia de defeitos; parece quase humana.
28/04/2007
14 dias depois
Tive de andar longe. Aprendi como é difícil fazer mudanças praticamente sozinha (sim, praticamente, devido a algumas excepções de pessoas a quem vou estar eternamente agradecida por me tirarem algum peso das costas, literalmente!) e sem carro. Subi e desci mais lanços de escadas no mesmo dia do que alguma vez já tinha subido e descido. Continuo a não consiguir gerir bem o tempo com tanto que fazer numa cidade [relativamente] grande. Mas devagar, a coisa vai. Voltei, acho eu :)
14/04/2007
Ando longe
Daqui e de muitos outros locais. Donde provavelmente devia estar mais perto; mas neste momento, preciso de estar assim, longe. Daí as ausências e o silêncio. Isto passa! Boa semana :)
10/04/2007
Porquê, oh porquê...

...que há sempre um vizinho que não quer silêncio quando nós o queremos muito? Pior, quando precisamos mesmo muito dele? Não há direito! E eu, que nem tenho grandes queixas da (actual, quase ex-) vizinhança, hoje estava capaz de ir bater às portas todas a explicar que precisava de não ouvir rigorosamente nada. Muito menos precisava de ouvir música (má) aos berros e gente aos berros também. Haja paciência.
Mudanças
É oficial: vou andar em mudanças (e tudo o que elas envolvem) durante os próximos tempos. Salve-se quem puder. Porque quem não puder, não tem escapatória possível: é que vou andar em mudanças e muito mais insuportável do que nunca (sim, é possível).
A nova casa foi um amor à primeira vista. Não é uma casa perfeita; mas gosto dela na mesma, com todos os defeitos que tem, com todos os ruídos irritantes, com tudo o que não é assim tão bom e tudo o que podia ser tão melhor. Mesmo como nos grandes amores à primeira vista.
A nova casa foi um amor à primeira vista. Não é uma casa perfeita; mas gosto dela na mesma, com todos os defeitos que tem, com todos os ruídos irritantes, com tudo o que não é assim tão bom e tudo o que podia ser tão melhor. Mesmo como nos grandes amores à primeira vista.
03/04/2007
Volta, bólide branco, estás perdoado!
Algum dia havia de acontecer; mas esperamos sempre secretamente que algumas primeiras vezes sejam adiadas o máximo de tempo possível. E foi assim que no dia das mentiras - e infelizmente não, não é mentira - o meu bólide branco, agora habituadíssimo a voar (cuidadosamente, entenda-se!) imparável pelas ruas da capital, sofreu um embatezinho assim a modos que antipático, que o deixou imobilizado e triste numa oficina sem a sua mais-que-tudo izzoldinha. A culpa não foi minha, nem dele, e felizmente toda a gente envolvida saiu ilesa. Mas o medo do que vemos que vai ser inevitável, o susto do que acontece e todos os sentimentos que surgem pós-acidente são do pior. As fracções de segundo antes do choque parecem uma câmara lenta que não acaba; depois finalmente paramos e...constatamos que estamos bem. Estamos bem. E de repente, só isso parece importante.
30/03/2007
Do passado
Lido bem com o passado, com o que me trouxe, ensinou, mostrou, com o que vivenciei dele. Somos feitos do que já vivemos, sim, mas não podemos deixar que as coisas passadas nos esmaguem e nos prendam. Que não nos deixem viver o presente e pensar no futuro sem o peso do que já nos aconteceu um dia. Não podemos avaliar tudo pelo peso e medida do que já foi num passado mais ou menos distante. E agora, como se explica isto a alguém que se recusa a sair do que já viveu um dia?
28/03/2007
Contra-relógio
Só tenho tempo de notar que o tempo passa demasiado depressa com tanto que volto a ter para fazer esta semana; felizmente, não é só trabalho a mais - é tudo o resto que se resolveu acumular também.
Começo a semana com uma certa sensação de que as mudanças na minha vida se começam a fazer sentir mais a sério. Queria que acontecessem um bocadinho mais devagar para ter tempo de as (tentar) assimilar; pena que a vontade por si só não mude a velocidade real das coisas.
Boa semana :)
Começo a semana com uma certa sensação de que as mudanças na minha vida se começam a fazer sentir mais a sério. Queria que acontecessem um bocadinho mais devagar para ter tempo de as (tentar) assimilar; pena que a vontade por si só não mude a velocidade real das coisas.
Boa semana :)
23/03/2007
Sai um fim-de-semana para a mesa 12
Foi semana de ter trabalho extra; algo que é bom para a conta bancária, mas mau para quase tudo o resto. Posto isto, sai um fim-de-semana para estes lados, sim? Pode ser já? Agradecida. (Ainda por cima, tantas palavras extra esgotam-me as palavras menos técnicas. Grunf.)
19/03/2007
Bad whatever day
Não está a ser propriamente um bad *hair* day. O cabelo em si até está bastante decente; tudo o resto é que foi totalmente irritante. A pior parte? É que o dia ainda vai longe do fim; e eu com tanto por fazer ainda...
Apesar de tudo, boa semana :)
Apesar de tudo, boa semana :)
18/03/2007
Post em movimento
Quando funciona, a tecnologia faz maravilhas. Por isso é que eu estou num comboio a caminho da casa mais a sul a escrever estas linhas. E de repente, até o facto de ter um jovem rapaz ao lado cujas preferências musicais roçam o abjecto, de ele cheirar mal e ter uma respiração pesada nem me parece tão importante. Cof.
17/03/2007
Norte e sul
Devia ser possível deixar mais a sul o que é do sul; mas não. Trouxe as preocupações do sul mais para norte. A ver se os ares cá de cima lhes fazem bem?
Bom fim-de-semana :)
Bom fim-de-semana :)
13/03/2007
Dos passos
Quando vou sozinha na rua, não consigo andar devagar. Mesmo que não tenha horas, dou por mim a acelerar o passo, a dar corridas para apanhar o metro ou o autocarro ou o comboio seguintes. Algo escusadamente, eu sei; mas não consigo evitá-lo.
Já quando sou mesmo obrigada a correr, aquelas corridas que tenho de dar porque não tenho de facto outra hipótese, é ver o meu ar irritadíssimo por ter de o fazer, quando muitas vezes a culpa do atraso é quase única e exclusivamente minha. Alguma coisa não bate certo na minha programação de velocidade pessoal.
Já quando sou mesmo obrigada a correr, aquelas corridas que tenho de dar porque não tenho de facto outra hipótese, é ver o meu ar irritadíssimo por ter de o fazer, quando muitas vezes a culpa do atraso é quase única e exclusivamente minha. Alguma coisa não bate certo na minha programação de velocidade pessoal.
11/03/2007
Calor em Lisboa, ou o belo tema do tempo que faz
Fim-de-semana mais a sul na melhor das companhias. O calor foi só a cereja em cima do bolo. É notório que está toda a gente ansiosa por encurtar as mangas, usar sapatos menos invernosos, estar ao sol sem fazer nada, passear à procura de sombras. Tão bom, o calor; espera-se que tenha vindo para ficar. Boa semana a todos :)
06/03/2007
Até um rato está menos calado
Que dizer de pessoas que escolhem não participar nas conversas, mesmo quando se tenta a todo o custo que digam qualquer coisa? Pessoas que parece que não ouvem nada do que se lhes diz ou tenta dizer? Que não respondem a bocas, a provocações, a convites, a perguntas, por mais que se tente arrancar uma palavrinha, umazinha que seja? É uma escolha, sim, ficar à parte e manter as distâncias; uma escolha que pode sair relativamente cara quando as pessoas que ignoramos passam grande parte do dia connosco - porque as pessoas são assim: aprendem a ignorar quem as ignora.
Quanto é que tiveste?!*
Sim, vivemos numa aldeia global e as empresas têm de se adaptar às novas realidades do mundo empresarial, à concorrência, blá blá blá. Até aí, tudo bem. Mas daí a ser preciso ter classificações por notas, como na escola primária...vai uma grande distância. Ou nem tanta quanto isso.
Cresce uma pessoa a pensar que se vai livrar dessas coisas para afinal ter de voltar ao stress dos números e das classificações. Umpf.
*Ai, as vezes que esta frase se dizia...
Cresce uma pessoa a pensar que se vai livrar dessas coisas para afinal ter de voltar ao stress dos números e das classificações. Umpf.
*Ai, as vezes que esta frase se dizia...
05/03/2007
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