09/07/2007

3. Bóia de salvação

Sou viciada em newsletters. É um vício, pronto, confesso-o desavergonhadamente pela primeira vez neste blog. É que eu não posso ver um linkzinho a dizer newsletter, inscreva-se já ou afins, porque sei que clico nele imediatamente e que isso é total e absolutamente inevitável. Recebo newsletters de tudo e mais alguma coisa: da minha área profissional, de jornais, revistas, tiras de BD, museus, bares, agendas culturais, agências de viagens, novidades de marcas e empresas em geral, de lojas, enfim. Se me interessa minimamente, eu inscrevo-me.

Depois só tenho o grave problema de não conseguir ler tudo com a devida atenção (salvo raras excepções; é que há newsletters mesmo boas que leio religiosamente do princípio ao fim); mas deixar de me inscrever só por causa disso?! Nunca! E então era isto que vos queria dizer hoje.

2. Imergir

É o que quero fazer durante estas férias. Tenho tempo para não pensar em grande coisa e para pensar em tudo ao mesmo tempo. Por isso se me dão licença, vou ali dar uns mergulhos e já volto :)

1. Emergir

Finalmente, algum tempo que decido dedicar às escritas não profissionais. Já desisti de tentar encontrar desculpas para não escrever aqui; já confessei que simplesmente não me tem apetecido e que não tenho feito esforço nenhum para que me apeteça. Agora, que estou de férias e tenho tempo para parar, tento voltar; devagar e ainda sem grande vontade. Vamos ver no que dá.

17/06/2007

Argh.

Não me vou queixar que não tenho tempo, porque vou tendo algum. Não vou mentir e dizer que tenho vontade de cá escrever, porque se a tivesse realmente, escrevia. Acho que cheguei à fase em que simplesmente estou cansada de me ler. É um facto e pronto. Agora tenho de pensar aonde é que esse facto me leva; é que ando de poucas palavras.

26/05/2007

Modo de pausa, outra vez

Sim, eu sei, este blog tem andado assim a modos que...OK, não tem andado de todo. A culpa é minha e da relativa dificuldade que tenho em encaixar os velhos e novos hábitos nas novas rotinas. Ainda pior têm andado as visitas a outros blogs, aliás, os comentários, porque visitas eu vou fazendo regularmente! Penso algumas vezes se será uma fase passageira, pergunto-me quanto irá durar. No fim das contas, decido não me preocupar e ir escrevendo, ver no que dá. Quem sabe um dia volte às escritas mais regulares, quem sabe não chegue a voltar. Ando voluntariamente preguiçosa para blogues e isso não me preocupa assim tanto. Agradece-se a paciência de quem vai voltando :)

18/05/2007

Calor a quanto obrigas

É só fazer as contas: calor e feriado [para mim], igual a...praia! Aproveitem o bom tempo e bom fds :)

13/05/2007

Meias cinzentas

Isso mesmo, meias cinzentas. Nada têm de especial, a não ser o facto de que ainda ontem eram...cor-de-pele. Entre esta mudança cromática esteve a minha estreia com a máquina de lavar roupa da casa onde vivo agora. Foi uma questão de temperatura, de acordo com a minha análise de diagnóstico feita sem conhecimento rigorosamente nenhum da causa - foi, portanto, a causa que eu própria imaginei para este ligeiro contratempo (em comparação com outros que já tive). O saldo foi positivo: a máquina e eu não nos demos mal da primeira vez, vamos ver como evolui a relação :)

12/05/2007

Finalmentes

Eu levanto-me muito cedo, mas mesmo muito cedo, para ir trabalhar. Há dois dias da semana em que posso (finalmente!) dormir até horas decentes: o sábado e o domingo, pois claro. Ora e se por motivos que não interessam aqui, nem agora e que nunca hão-de interessar a ninguém que não a mim, eu volto a acordar cedo num desses dois magníficos dias em que posso (finalmente!) dormir até horas decentes? Recusei-me a ceder à má-disposição; levantei-me cedo. Como consequência disso, parece-me que este dia de hoje dura há pelo menos três dias. E isto não é necessariamente mau, entenda-se; a julgar pela quantidade enorme de coisas que consegui (finalmente!) fazer. Quero mais dias destes, mas com mais horas de sono antes que é para não estar a cair à hora dos patinhos, pode ser?

07/05/2007

Mil e uma noites...

...para arrumar tudo nos devidos locais. O que é pior? É que os devidos locais, vou-os alterando à medida que conheço os cantos à casa. Tenho a estranha impressão de que estas arrumações não vão ter fim tão cedo. Boa semana :)

30/04/2007

Cura de sono - ou de como tirei a barriga de misérias

Quando tenho sono (sim, algumas vezes acontece eu ter sono), tenho sono mesmo a sério; daquele sono impossível de contornar, que faz fechar os olhos quando não se quer que eles fechem. Foi esse sono que não contornei este FDS. Adormeci nas várias viagens, adormeci no sofá, dormi até não conseguir dormir mais. E ainda posso dormir muito amanhã. (E mesmo assim fiz tanta coisa para além de dormir.) A semana promete :) Bom feriado e boa semana!

Perto, longe

Ou de como algumas distâncias impostas nos mostram a distância real a que estamos das pessoas. Aquela que não se traduz em quilómetros; porque essa...essa nunca é uma boa tradução da distância de que estou a falar: aquela que custa muito a percorrer.

29/04/2007

Oui, c'est moi*

Porque há coisas que soam muito melhor numas línguas do que noutras? Se calhar é por isso que não consigo dizer certas coisas e que outras me soam mal; ainda não as aprendi a dizer na língua certa ou não mas disseram na tradução com melhor sonoridade.

*Escolha aleatória.

Do ser irresistível

A minha casa nova tem alguns defeitos, que vou constatando agora que lá estou. Por exemplo, o fogão está parcial e irremediavelmente avariado. As persianas/estores não funcionam (mas isso irá ser remediado em breve). O sofá-cama tem mazelas antigas. Há pouco espaço para a minha tralha toda (mas ela há-de lá caber custe o que custar) e as coisas não parecem nunca estar arrumadas (por mais horas que eu passe a tentar que pareçam). A vizinha de baixo parece ser muito chata e tem um ar ligeiramente psicótico. O supermercado mais próximo não é assim tão próximo quanto isso. E o senhor do pomar duma rua lá perto é daqueles velhinhos demasiado simpáticos.

E no entanto, é a primeira casa que não é minha, mas que parece sê-lo. Estranho, como as coisas irresistíveis podem ter inúmeros defeitos e como mesmo assim conseguimos gostar bastante delas. É que eu faço sentido naquela casa, assim cheia de defeitos; parece quase humana.

28/04/2007

14 dias depois

Tive de andar longe. Aprendi como é difícil fazer mudanças praticamente sozinha (sim, praticamente, devido a algumas excepções de pessoas a quem vou estar eternamente agradecida por me tirarem algum peso das costas, literalmente!) e sem carro. Subi e desci mais lanços de escadas no mesmo dia do que alguma vez já tinha subido e descido. Continuo a não consiguir gerir bem o tempo com tanto que fazer numa cidade [relativamente] grande. Mas devagar, a coisa vai. Voltei, acho eu :)

14/04/2007

Ando longe

Daqui e de muitos outros locais. Donde provavelmente devia estar mais perto; mas neste momento, preciso de estar assim, longe. Daí as ausências e o silêncio. Isto passa! Boa semana :)

10/04/2007

Porquê, oh porquê...


...que há sempre um vizinho que não quer silêncio quando nós o queremos muito? Pior, quando precisamos mesmo muito dele? Não há direito! E eu, que nem tenho grandes queixas da (actual, quase ex-) vizinhança, hoje estava capaz de ir bater às portas todas a explicar que precisava de não ouvir rigorosamente nada. Muito menos precisava de ouvir música (má) aos berros e gente aos berros também. Haja paciência.

Mudanças

É oficial: vou andar em mudanças (e tudo o que elas envolvem) durante os próximos tempos. Salve-se quem puder. Porque quem não puder, não tem escapatória possível: é que vou andar em mudanças e muito mais insuportável do que nunca (sim, é possível).

A nova casa foi um amor à primeira vista. Não é uma casa perfeita; mas gosto dela na mesma, com todos os defeitos que tem, com todos os ruídos irritantes, com tudo o que não é assim tão bom e tudo o que podia ser tão melhor. Mesmo como nos grandes amores à primeira vista.

03/04/2007

Volta, bólide branco, estás perdoado!

Algum dia havia de acontecer; mas esperamos sempre secretamente que algumas primeiras vezes sejam adiadas o máximo de tempo possível. E foi assim que no dia das mentiras - e infelizmente não, não é mentira - o meu bólide branco, agora habituadíssimo a voar (cuidadosamente, entenda-se!) imparável pelas ruas da capital, sofreu um embatezinho assim a modos que antipático, que o deixou imobilizado e triste numa oficina sem a sua mais-que-tudo izzoldinha. A culpa não foi minha, nem dele, e felizmente toda a gente envolvida saiu ilesa. Mas o medo do que vemos que vai ser inevitável, o susto do que acontece e todos os sentimentos que surgem pós-acidente são do pior. As fracções de segundo antes do choque parecem uma câmara lenta que não acaba; depois finalmente paramos e...constatamos que estamos bem. Estamos bem. E de repente, só isso parece importante.

30/03/2007

Do passado

Lido bem com o passado, com o que me trouxe, ensinou, mostrou, com o que vivenciei dele. Somos feitos do que já vivemos, sim, mas não podemos deixar que as coisas passadas nos esmaguem e nos prendam. Que não nos deixem viver o presente e pensar no futuro sem o peso do que já nos aconteceu um dia. Não podemos avaliar tudo pelo peso e medida do que já foi num passado mais ou menos distante. E agora, como se explica isto a alguém que se recusa a sair do que já viveu um dia?

28/03/2007

Contra-relógio

Só tenho tempo de notar que o tempo passa demasiado depressa com tanto que volto a ter para fazer esta semana; felizmente, não é só trabalho a mais - é tudo o resto que se resolveu acumular também.

Começo a semana com uma certa sensação de que as mudanças na minha vida se começam a fazer sentir mais a sério. Queria que acontecessem um bocadinho mais devagar para ter tempo de as (tentar) assimilar; pena que a vontade por si só não mude a velocidade real das coisas.

Boa semana :)

23/03/2007

Sai um fim-de-semana para a mesa 12

Foi semana de ter trabalho extra; algo que é bom para a conta bancária, mas mau para quase tudo o resto. Posto isto, sai um fim-de-semana para estes lados, sim? Pode ser já? Agradecida. (Ainda por cima, tantas palavras extra esgotam-me as palavras menos técnicas. Grunf.)

19/03/2007

Bad whatever day

Não está a ser propriamente um bad *hair* day. O cabelo em si até está bastante decente; tudo o resto é que foi totalmente irritante. A pior parte? É que o dia ainda vai longe do fim; e eu com tanto por fazer ainda...

Apesar de tudo, boa semana :)

18/03/2007

Post em movimento

Quando funciona, a tecnologia faz maravilhas. Por isso é que eu estou num comboio a caminho da casa mais a sul a escrever estas linhas. E de repente, até o facto de ter um jovem rapaz ao lado cujas preferências musicais roçam o abjecto, de ele cheirar mal e ter uma respiração pesada nem me parece tão importante. Cof.

17/03/2007

Norte e sul

Devia ser possível deixar mais a sul o que é do sul; mas não. Trouxe as preocupações do sul mais para norte. A ver se os ares cá de cima lhes fazem bem?

Bom fim-de-semana :)

13/03/2007

Dos passos

Quando vou sozinha na rua, não consigo andar devagar. Mesmo que não tenha horas, dou por mim a acelerar o passo, a dar corridas para apanhar o metro ou o autocarro ou o comboio seguintes. Algo escusadamente, eu sei; mas não consigo evitá-lo.

Já quando sou mesmo obrigada a correr, aquelas corridas que tenho de dar porque não tenho de facto outra hipótese, é ver o meu ar irritadíssimo por ter de o fazer, quando muitas vezes a culpa do atraso é quase única e exclusivamente minha. Alguma coisa não bate certo na minha programação de velocidade pessoal.

11/03/2007

Calor em Lisboa, ou o belo tema do tempo que faz

Fim-de-semana mais a sul na melhor das companhias. O calor foi só a cereja em cima do bolo. É notório que está toda a gente ansiosa por encurtar as mangas, usar sapatos menos invernosos, estar ao sol sem fazer nada, passear à procura de sombras. Tão bom, o calor; espera-se que tenha vindo para ficar. Boa semana a todos :)

06/03/2007

Até um rato está menos calado

Que dizer de pessoas que escolhem não participar nas conversas, mesmo quando se tenta a todo o custo que digam qualquer coisa? Pessoas que parece que não ouvem nada do que se lhes diz ou tenta dizer? Que não respondem a bocas, a provocações, a convites, a perguntas, por mais que se tente arrancar uma palavrinha, umazinha que seja? É uma escolha, sim, ficar à parte e manter as distâncias; uma escolha que pode sair relativamente cara quando as pessoas que ignoramos passam grande parte do dia connosco - porque as pessoas são assim: aprendem a ignorar quem as ignora.

Tanto azul


Quanto é que tiveste?!*

Sim, vivemos numa aldeia global e as empresas têm de se adaptar às novas realidades do mundo empresarial, à concorrência, blá blá blá. Até aí, tudo bem. Mas daí a ser preciso ter classificações por notas, como na escola primária...vai uma grande distância. Ou nem tanta quanto isso.

Cresce uma pessoa a pensar que se vai livrar dessas coisas para afinal ter de voltar ao stress dos números e das classificações. Umpf.

*Ai, as vezes que esta frase se dizia...

Historinhas para gente graúda: a ver


O Labirinto do Fauno

05/03/2007

2 anos e 2 dias depois

O Errortográfico continua no mesmo sítio :)

Obrigada a quem por aqui passa!

28/02/2007

De Lisboa e de cortar a respiração

Eu já gostava de Lisboa antes de vir viver mais para sul. Da luz e das cores, do ritmo frenético e do imenso caos de cidade relativamente grande, das ruas que nunca mais acabam, de haver muitas vezes tanta coisa para fazer. Há coisas de que não gosto tanto, claro; todas as cidades têm os seus pontos fracos e desvantagens. Mas é bom poder começar a associar coordenadas geográficas (mesmo quando me perco), saber onde está o que vale a pena [vi]ver, saber onde podemos ir para encontrar aquela vista que nos corta a respiração, saber onde estamos sem precisar de mapa, saber onde há aquele bolo, aquele gelado que nos apetece. Aos poucos, aos poucos, para saborear as surpresas e arrumar o que não gostamos na caixa do "a evitar".

Contam-se pelos dedos de uma mão as cidades de que realmente gosto; com tudo o que tem de bom e de mau, Lisboa já era e é cada vez mais - de direito - uma delas.

27/02/2007

Das caixas

Gosto de organizar as coisas em caixas. Escondem a desorganização que me apetece que esteja escondida. Vamos encontrar formas mais estranhas de ordenar as coisas, principalmente aquelas quase impossíveis de ordenar.

22/02/2007

Perfeições?

When you aim for perfection, you discover it's a moving target.

George Fisher

Dos espaços em branco

Entre as palavras, há espaços, ou entre espaços há palavras. E esta diferença faz toda a diferença, mesmo quando se fala; há pessoas que podemos ler/ouvir durante horas, devorar tudo o que dizem, esperar pelo próximo espaço em branco para repetir mentalmente as palavras ditas ou escritas, filtrá-las para chegar à conclusão de que podemos e queremos absorver quase tudo.

Depois há as pessoas que nunca dizem nada de nada; mesmo com boa articulação entre sons e silêncios. Nada; é que há coisas que estamos pré-programados para não querer ouvir. (Ou pessoas que não têm nada para nos dizer.)

A propósito destas leituras, pus-me a pensar se há palavras que com toda a certeza nunca vamos dizer ou escrever, palavras que nunca vão fazer parte de nós. O curioso é que nunca vamos saber se nos fizeram falta (ainda bem?).

Preciso

De mais tempo para ler (de tudo). Está-me a fazer tanta falta, e está-me a custar tanto arranjar espaço entre tudo o resto. Tenho saudades, preciso.

20/02/2007

Das máscaras

Mascarada de mim própria, fui assistir ao concerto de um cantor português cujo último nome tem três letras, sendo essas , i e d. O senhor acha-se decididamente o máximo; pergunto-me se será só uma máscara ou se se pode ser assim mesmo decadente. Mas que o concerto foi divertido, lá isso foi; há máscaras que vêm por bem?

18/02/2007

Revelação extraordinária n.º 1

Uma das indiscutíveis vantagens de estar mais a sul é poder ir ainda mais a sul em muito menos tempo. Foi o que fiz indo até uma das mais bonitas regiões de Portugal: o Alentejo, pois claro. E não é que já me tinha esquecido que estava aqui tão perto? Agora vou só ali descansar de ter descansado tanto. Com licença.

15/02/2007

3. Noves fora

Ando com níveis de tolerância e paciência baixíssimos para comigo própria. Hoje, dei por mim a dizer que não me tentava deitar abaixo; depois, fiquei a pensar no porquê de ter dito isso, se seria porque conseguiria facilmente ou porque era infrutífero (!!). Cheguei à conclusão de que se calhar conseguia, ou melhor, muito provavelmente conseguia; o que me faz não tentar é a vontade grande de me levantar mesmo antes de cair - é que eu odeio quedas, desde sempre. Caio de vez em quando, claro; e depois? Fico furiosa por ter perdido esse tempo e furiosa por me ter deixado cair. Que lógica estranha fui desencantar.

2. Respostas

Quando andamos à procura de respostas, nem vê-las. Esperneamos, queremos a todo o custo que uma solução milagrosa apareça aos nossos olhos, ficamos furiosos ao constatar que somos fracos e cedemos rapidamente ao desânimo que é não encontrar, aliás, não sermos capazes de encontrar. E quando finalmente deixamos de procurar, as respostas aparecem; alguém, alguma coisa, nada de nada. E era disso que precisávamos: mesmo quando nos parece que fizemos tudo de errado para chegar a uma conclusão que afinal nunca deixou de ser simples.

1. Perguntas

Perguntam-me se não me faz impressão ter um blog pessoal deste género. Se não me incomoda dar-me a conhecer, que as pessoas ficam a saber muita coisa sobre mim, que isto e que aquilo. Não, não me faz impressão. Escrevo porque quero e o que quero; e se isso me dá a conhecer, vai sempre ser um conhecimento tão parcial, tão redutor, tão condicionado pelo que eu própria decido dar a conhecer. Depois de todos estes tãos, ainda há as interpretações; e essas, essas fazem toda a diferença.

13/02/2007

Das coisas que não dizemos

Será que às vezes não dizer qualquer coisa é uma boa opção? Nem que seja a nós próprios? Há coisas que não precisamos de dizer a toda a gente; e quando achamos que nós próprios não precisamos de saber qualquer coisa - isso é mentirmo-nos ou evitar admitir que no fundo já o sabemos?

A semana não começou pelo melhor, não, começou assim, com o cinzento do Porto na claridade de Lisboa. O que significa que só pode melhorar (espero).

11/02/2007

Fui lá acima...

...e já voltei. A pior parte das idas a (uma das) casa(s) aos fins-de-semana é ter de fazer tanta coisa em tão pouco tempo; a melhor parte, são decididamente as boas-vindas :)

Boa semana!

09/02/2007

Quem nos tira os salgadinhos...

Uma inauguração com pompa e circunstância tem de ter parte de comidinha, certo? Pelo menos era o que eu achava, até hoje, dia em que fui a uma inauguraçãozinha e salgadinho, docinho, cálicezinho de porto, nem vê-lo; nem umas águas para matar a sede das pessoas. Não há direito. Não que eu fosse lá por causa disso, evidentemente; mas lá que é um complemento agradável, lá isso é. Cof.

07/02/2007

Gigante?

Já vi corações bem maiores que aquele (também pô-lo numa das maiores praças da capital não ajuda muito à perspectiva, não); mas quando digo que já vi maiores, é só porque ainda há muitos grandes corações neste mundo. Cliché, mas não menos verdade :)

05/02/2007

Da audição

Considero-me boa ouvinte; mas gostava de encontrar mais vezes as palavras certas para responder ao que ouço, para comentar e para tentar ajudar, de certa forma, quem confia palavras aos meus ouvidos. Eu sei que às vezes é suficiente ouvir; mas fico com a sensação de que podia ter dito tanta coisa. Encontrar as palavras certas é algo que tento (e tenho de) fazer todos os dias; nas escritas, vou-as encontrando. As ditas saem-me tão menos facilmente...

04/02/2007

Saldo dum fim-de-semana a sul

Mais uma semi-hecatombe viária, em que a ausência de placas (com indicações claras) me fez perder tempos infinitos à procura do caminho certo (por outro lado, fui a locais aonde provavelmente nunca iria. Cof. Começo a pensar se o facto de me perder algumas vezes, muitas delas no regresso a casa, quererá dizer alguma coisa). Mais um mini-incidente doméstico, traduzido numa ligeira queimadura num dedo da mão direita. Menos saudades. Muita conversa.

E agora, começa a contagem decrescente para ir a casa - aquela casa que fica em ruas onde raramente me perco. Boa semana :)

31/01/2007

Not-that-desperate housewife...yet

Isto de andar na chamada "lida da casa" tem que se lhe diga. As coisas não podem ser feitas só se e quando nos apetece porque...têm de ser feitas na mesma. E quando somos só nós a ter de fazê-las, está bem de se ver para quem é que vai sobrar. Mas essa parte do planeamento e execução de tarefas eu até consigo organizar decentemente.

O que me anda a irritar mais solenemente são as terríveis consequências de ser dona de casa: e já nem falo nas mãos mais secas ou nas unhas sempre a precisar de arranjo urgente. Falo dos cortes, senhores, dos cortes. As facas de cozinha são novinhas em folha, eu sei; mas isto de me cortar inúmeras vezes quando isso até raramente acontecia dantes (e eu já cozinho para mim há anos!) anda-me a dar cabo do juízo. A minha última proeza foi esfacelar a superfície do meu polegar a cortar ingredientes para a sopa. Nem reparei que isso estava a acontecer, porque felizmente os cortes foram superficiais; reparei no final que tinha o dedo num estado lastimável. Como se não bastasse, para além dos cortes, ando com uma estranha tendência para dar com a cabeça nas portas dos armários da cozinha e para me queimar.

Quero de volta a fada do lar praticamente exemplar (e extremamente charmosa, diga-se de passagem) que há em mim, sim? Senão começo a temer seriamente pela vida, dada a escalada de violência que se tem vindo a abater sobre a minha pessoa. Agradecida.

30/01/2007

Das opções erradas

No meu ginásio novo, dei por mim a cometer a insanidade de ir experimentar uma aula com um nome apelativo em estrangeiro. Puro engano, senhores, uma típica opção errada que não voltarei a repetir nos próximos tempos.

A aula até pode ter um nome pomposo, de estalo, daqueles que basta pronunciar para emagrecer; mas a realidade nua e crua é que se podia perfeitamente chamar saltos até mais não. O nome reflectiria, assim, a verdadeira essência da coisa e poupava-me o trabalho de ir experimentar, porque à partida eu saberia que não gostando de andar a saltar coisas, não deveria ir àquela aula - e isso revelar-se-ia uma decisão sábia e acertada, que iria contribuir decisivamente para o meu bem-estar corporal e auditivo (ouvir música aos berros e uma pessoa histérica a berrar em simultâneo também não me agrada particularmente). Bem, aprendi a minha lição: não confiar nunca na senhora da recepção e ir espionar as aulas antes de as experimentar a valer.

28/01/2007

Somos o que comemos, certo?

Então este fim-de-semana já fui uma lasanha vegetariana (feita por mim própria), o melhor bolo de chocolate do mundo (não sou eu que digo, é mesmo o nome do bolo), um buffet inteiro, um brunch delicioso à beira-rio, dois pastéis de Belém e um chocolate preto com recheio de morangos silvestres (entre outras coisas mais). Decididamente, planeamos muito da nossa vida em redor das refeições. E isso sabe ó-tão-bem :)

26/01/2007

Sacrifícios em prol da vitamina C e outras histórias

Odeio descascar citrinos cor-de-laranja em geral. Não pela casca em si, nem pela cor do citrino, mas sim pelo cheiro que fica nas mãos. Não gosto, pronto. O dilema é que eu até gosto bastante desses frutos; ou seja, quando tenho quem cravar, ponho o meu melhor olhar pedinchão e essas frutas aparecem descascadas, plim!, magia, é só comer (e aqui fica o meu agradecimento especial aos meus descascadores de tangerinas e laranjas oficiais). O problema é que agora que moro sozinha, adeus descascadores oficiais. Ainda cheguei a considerar a viabilidade de pedir a um vizinho o grande favor de me descascar uma tangerina; mas tive de encarar a cruel realidade - as únicas mãos aqui são as minhas, e é mesmo com elas que vou ter de descascar as ditas frutinhas.

Portanto cedi. Comprei tangerinas. Descasco-as. Lavo bem as mãos para tentar tirar o cheiro. Não resulta. Mas pelo sabor, vale a pena o esforço.

...

Por acaso alguém sabe como eliminar completamente o cheiro a tangerina das mãos? :)

Bom fim-de-semana!

25/01/2007

Dar-se ares

O meu carro teve de ir fazer uma visitinha à oficina para uma operação de rotina. Ora quando digo “operação de rotina”, é precisamente porque estou farta de ir fazer exactamente o mesmo a outros locais, há anos. Só que agora, como os locais habituais são bastante longe, experimentei ir a uma oficina aqui perto.

O velhinho mecânico que me veio atender tinha ar de avô simpático. E até foi simpático, (pelo menos até certo ponto da visita), apesar de me obrigar a falar a berrar por ser claramente meio surdo. Pois bem, o que se passa é que sendo eu gaja (ou seja, para a maioria dos mecânicos, ser gaja equivale a não perceber népias de automóveis), e neste local onde me encontro, gaja-que-não-tem-pronúncia-daqui, o velhinho achou por bem cobrar-me um real balúrdio pelo serviço. É uma opção, sim, está no direito dele.

[Pois bem, Sr. Velhinho, fique sabendo que para a mesma operação de rotina no futuro, não mais porei os meus delicados e sensuais pezinhos na sua oficina. Posso até ter ar de gaja (que sou), ter ar de quem não é daqui (que não sou) e ter ar de zero à esquerda em mecânica (até certo ponto, sou). Mas de otária, não tenho grande coisa. Passe benzinho, sim?]

23/01/2007

Eu leio rápido...

...mas a ligação à Internet aqui em casa é tãaaaaaaaaaaaao lenta, tantas e tantas vezes (a maior parte delas). Um autêntico exercício de auto-superação e um teste constante aos nervos. Acho que a única solução é tentar ler mais devagar, que largar mais carcanhol por mais velocidade está fora de questão, ó se está; ouviram, senhores da net portátil? Haja paciência.

22/01/2007

Scoop



Sondra: Oh, you always see the glass half empty.
Sid: No, I always see the glass half full. Of poison!

[Fui ver este, e recomendo!]

Pouca terra, pouca terra

Um dos meios de transporte de que mais gosto é o comboio. Desde pequena que gosto do embalar da linha, do ruído, das paisagens. Comecei por fazer algumas viagens com os meus avós e pais; fui fazendo inúmeras sozinha, em trabalho, outras com mais gente e também mais esporádicas, para passear. Agora, o comboio também me leva a casa (sem precisar de bússolas). Pena que ainda tenha algumas desvantagens - muitas delas facilmente minoradas e resolvidas com mais e melhor capacidade de organização; mas isso, já são outros assuntos.

O que me leva a falar dos comboios hoje é o que ele supostamente diz. Pouca terra, pouca terra. É que nenhum outro meio dos transporte nos está sempre a lembrar que nunca estivemos tão perto de chegar.

17/01/2007

Mais a sul, perder o Norte...

Aqui em casa, tenho uma joaninha-bússola que me diz sempre onde está o Norte. Infelizmente, não estava comigo hoje quando vinha para casa - OK, duvido que ajudasse muito, mas podia reconfortar-me :) - depois da primeira ida ao cinema mais a sul. Chegar ao cinema em si, cheguei muito bem, graças às informações-infusões preciosas da Guida; voltar a casa é que foi mais complicado, devido ao elevado número de placas que existe e ao reduzido número de placas com informações claras e realmente úteis. Bom, nada que não se resolvesse andando mais um bocadinho e voltando a encontrar o caminho certo: as boas notícias são que de facto, acabei por o encontrar e já estou em casa; as más notícias são que não fixei o caminho certo por ter dado algumas voltinhas extra. E uma vez que a minha condução na área metropolitana de Lisboa ainda não é nada intuitiva, prevejo futuros problemas; haja gasolina que chegue (e paciência, assim...muita) para procurar as placas certas.

Quanto ao cinema em si, foi um evento histórico, porque pela primeira vez, fui sozinha. Não custou nada. Fui ver este filme. É uma comédia levezinha, tem alguns bons momentos.

E agora se me dão licença, vou ali beber uma infusão marroquina; não é que afinal gosto de alguns chás com toques de menta? É o que dá, conviver diariamente com inúmeras pessoas viciadas em chá. E é o que dá uma delas praticamente me obrigar a provar todos os que existem no escritório.

16/01/2007

Olha o passarinho!

Nunca percebi bem por que motivo utilizavam esta expressão quando iam tirar uma fotografia. Ao olha o passarinho!, seguia-se na maior parte dos casos uma potente e violenta flashada. Mas adiante, que nem sequer é sobre isso que eu vou falar.

A propósito de passarinhos, é normal que se oiçam alguns de vez em quando, no campo - principalmente - e na cidade - mais raramente. O que é muito mais raro é ouvir um passarinho de cidade que canta mesmo bem; não aquele piar irritante, não o chinfrim habitual da passarada, mas sim um trinado elaborado, daqueles esmerados, que parecem exigir horas e horas de treino intensivo e dedicado. Tentei descobrir o passarinho (para que conste, a minha inexistente formação ornitológica não me permite ir além da classificação "passarinho" e termos semelhantes; que me desculpem os entendidos!) por entre a folhagem dos quintais dos vizinhos, mas não há maneira de o encontrar. De qualquer maneira, espero que ele continue a investir nas pequenas cordas vocais dele; acho que há boas possibilidades de virem a descobrir o Pavarotti dos pássaros aqui bem ao lado da minha casa mais a sul.

15/01/2007

Mais a sul III

Isto de acomodar os velhos hábitos e arranjar tempo para os novos dá muito que fazer; quando mudou tanta coisa, temos de nos adaptar aos poucos. Não está a ser demasiado complicado; mas reencontrar o ritmo certo demora bastante. Quando dou por ela, passou mais um dia e não fiz tanto do que queria fazer; não me incomodo demasiado - faz parte.

Boa semana :)

11/01/2007

Até podia escrever

...um post todo janota a dizer que fui comprar muitas coisas para a casa nova aos saldos e não sei quê. Mas de repente, alguém me disse que hoje dava o primeiro episódio da 3ª série do Dr. Casa. E eu não posso perder esse episódio. Portanto as minhas desculpas aos leitores e às minhas células corporais, mas vou escrever menos, passar a minha hora de deitar altamente recomendada, ficar com uma camada de sono brutal amanhã. Mas vou ver o dito episódio. Há opções que uma pessoa tem de fazer.

10/01/2007

Ora era um banhinho de imersão, ó sáxavôri!

Em miúda, tomava banhos de imersão quando ficava na minha avó e ainda cabia deitada no chão da banheira. Poucos, mas demorados, até ficar com a pele tipo ameixa seca e não aguentar mais. Hoje, queria ter tomado um banho de imersão daqueles. Garanto que ficava na água até não poder nem mais um segundinho que fosse*. A culpa desta vontade súbita? É do cansaço e desta dica excelente da mini-saia. Até já me cheira à hortelã do quintal da minha avó, daqui de longe.

*Pena que a minha consciência ecológica fale mais alto tantas vezes.

09/01/2007

A brincar, a brincar...

Uma das formas mais usuais que temos de dizer as verdades é precisamente a brincar. Portanto, quando não estamos mesmo a brincar, estamos muito provavelmente a falar a sério. O problema é quando somos os ouvintes e constatamos - porque frequentemente, há brincadeiras que deixam transparecer verdades - que por detrás da ironia, das piadas e graçolas, está uma verdade que parece magoar e muito; é que nem a maior das brincadeiras esconde uma grande verdade.

08/01/2007

Mais a sul II

Das coisas de morar sozinha. Para variar, sou eu a ter de saber aonde estão as coisas, querendo coisas neste caso dizer tudo. A sensação é boa; só há o pequeno problema de não poder perguntar a ninguém onde está qualquer coisa, de não me poder vingar em alguém por não encontrar algo (é da maneira que perco esse péssimo e antigo hábito).

Lá em cima, cá em baixo. Quanto ao primeiro fim-de-semana passado cá em baixo, foi excelente. Apesar da seca nas filas da Gulbenkian; da valentíssima seca à procura de lugar para estacionar em quase todo o lado; do elevadíssimo nível de picante de certas e determinadas comidas. Felizmente, as secas foram sempre em excelente companhia e o sabor picante, esse desaparece depressa. A lei da compensação ditou que as ditas secas também fossem compensadas pela ida a um dos melhores restaurantes vegetarianos de que tenho memória (Terra). Ah, e já tinha dito que tive a melhor das companhias? :)

Boa semana!

07/01/2007

A propósito dum chá verde

Cada vez mais, acho que não somos só nós que conseguimos fazer as melhores escolhas para nós próprios. Às vezes, não sabemos bem do que gostamos. É por isso que as pessoas de quem gostamos se encarregam de nos mostrar, oferecer, etc. aquilo de que sabem que vamos gostar. E é tão bom que seja assim, que sejam capazes de escolher coisas tão boas para nós. Como se fôssemos nós próprios a escolhê-las.

05/01/2007

Mudam-se os tempos...

Na escola primária, a professora perguntava sempre quem queria leite quente. O "quente" era conseguido pondo os pacotes em cima dum aquecedor.

No escritório, estamos à espera do novo frigorífico. E para manter os iogurtes frescos...as embalagens vão directamente para o parapeito da janela.

Arranja-se sempre maneira de contornar certas coisas, não é? Bom fim-de-semana :)

03/01/2007

Mais a sul I

1. Não é nada que eu já não previsse, mas...casa própria (ou antes, não de família) dá trabalho. Muito. E faz-se pouca coisa em muito tempo; gostava de ser um bocadinho menos perfeccionista (e até não acho que seja muito).

2. Tenho de me habituar a deitar cedo. Tenho mesmo. MES-MO.

3. Novo emprego: em fase de ambientação. Até ver, gosto. Os desafios fazem-nos bem.

4. Já disse que tinha de me habituar a deitar cedo? Pois.

02/01/2007

Primeiro de 2007


2006 acabou muito bem, embora tenha obrigado a algumas despedidas [muito] temporárias mais custosas - facilitadas por todos os mimos (um dos quais este bolinho magnífico!), prendas, mensagens e desejos. Foi um ano que me trouxe várias mudanças boas, algumas novas experiências e um conhecimento renovado de mim própria. Foi também um ano de consolidação de amizades e relações pessoais. Balanço bastante positivo, portanto.

Vamos a 2007, então. Eu começo com uma viagem de mudanças para sul. Até já :)

31/12/2006

2007!













Boas entradas e um excelente ano novo :)

26/12/2006

Balanços natalícios

Desde pequena, perguntava porque não podíamos passar o Natal em casa. Este ano, finalmente, foi em casa que o passámos. Tive muito mais trabalho, mas soube-me especialmente bem!

Agora, começa a contagem decrescente para o fim do ano e o início da vida (quase) nova em 2007...vai ser uma última semana de férias bastante atarefada. Boa semana para vocês :)

22/12/2006

Bom Natal a todos!


Que este Natal traga com ele mais união. Mais alegria despreocupada. Mais paz. Mais genuinidade. Mais vontade de renascer :)

20/12/2006

Do autocarro

A carreira do autocarro que tantas vezes me transportou até ao centro do Porto vai acabar, devido à remodelação da rede de transportes actualmente em curso. Ao utilizá-la hoje, para ir fazer as últimas compras de Natal, dei por mim a ter algumas saudades de andar de autocarro. Duraram muito pouco, por acaso; à medida que o autocarro começou a encher e o ar começou a ficar mais saturado - até algo irrespirável - as (poucas) saudades foram-se indo, devagarinho. Em compensação, recordações não me faltam.

Ia passear à baixa com a minha mãe, ainda pequena, para depois ir ter com o meu pai no fim do dia de trabalho e acabar a lanchar ali perto dos Aliados, num café que já não existe. Mais tarde, ia ter com amigos. Depois, passei utilizar o autocarro diariamente, para ir para a faculdade; e como muita gente conhecida andava de autocarro, acabava por ter quase sempre companhia. Algo de que me lembro bem é que as viagens de autocarro - e as esperas na paragem - eram sinónimo de seca garantida e muito pouco espaço. Agora isso já não acontece tanto; há menos gente nos autocarros (mais no metro) e corredores próprios para transportes públicos. No entanto, o Natal tem destas coisas: os apertos foram inúmeros e o trânsito era mais que muito. Daí estas recordações todas.

19/12/2006

Dado e arregaçado

A informação está acessível a todos; basta ter alguma paciência para a procurar, ir aos sítios certos, saber fazer associações e utilizar os milhentos recursos que temos ao dispor para encontrar o que nos interessa e filtrar o desnecessário. Procurar.

E no entanto, quanto mais informação há, mais preguiçosos ficamos, menos nos esforçamos e menos parecemos saber. No mínimo, intrigante.

A única conclusão a que consigo chegar é que muitas pessoas já não querem nem procuram chegar à informação; querem sempre que ela chegue até elas. E assim, sem fazer o mínimo esforço, vão esperando. Simples...e algo assustador, também.
Sobretudo, é uma questão de atitude; e eu faço votos de que muita gente se canse de esperar e se decida a procurar mais.

15/12/2006

Fim-de-semana

Mesmo estando de férias, antecipo o fim-de-semana. Muito mais gente sem horários para me fazer companhia, ó que chatice. Decididamente, somos feitos de pessoas.

Bom fim-de-semana para vocês :)

Recomendo!



Mais informações aqui.

14/12/2006

Coisas dos outros I

Eu posso tentar compreender (não quer dizer que concorde) que haja gente que gosta de comer muito e que só acha que uma refeição vale a pena quando se fica cheio até à ponta dos cabelos e não se aguenta nem mais um grão de arroz, cheio até estar enjoado de tanto comer, cheio ao ponto de só o pensamento de comer mais se tornar enfartante. Posso tentar perceber, há gostos para tudo e para muita gente, comer bem é sempre equivalente a comer muito.

O que não compreendo tão bem é que perante uma feijoada, um assado com natas e vários itens fritos acompanhados de massa/arroz - pratos do dia de um restaurante em que se pode encher o prato até não caber mais nada - alguém diga que não, não vai comer aquilo porque fica cheia de fome. Isto porque todos os pratos que descrevi eram vegetarianos. Ora toda a gente sabe que quando se comem coisas assim vegetarianas, fica-se cheinho de fome. Porque tudo o que é vegetariano não
engorda, tudo é light e saudável e tudo e tudo. Não acreditam? Pois é o ensinamento de hoje, palavra de várias tias histéricas que decidiram ir a um restaurante desses só porque lhes fica imensamente bem ir lá almoçar.

12/12/2006

Contágios II

Desde que me conheço, há tradições de Natal que se mantêm. Sabia que mais cedo ou mais tarde tinham de mudar, porque desaparecem algumas pessoas, porque outras deixam de querer ter sempre o trabalho todo, porque há outros locais para ir e outras pessoas com quem celebrar, porque tudo muda mais cedo ou mais tarde. Mas mesmo quando eu andava à procura do espírito natalício [que ainda não reencontrei], anunciarem-me uma mudança significativa naquela que sempre tem sido a logística do meu Natal apanhou-me bastante de surpresa.

E assim de repente, o espírito natalício que gostava de ter nem sequer me pareceu tão relevante.

Contágios

O dia da irritação foi decididamente ontem. Ah, maravilhosa, esta capacidade de mudarmos bastante em pouco tempo! Adiante.

A pior parte de ter acabado a irritação a que me dediquei afincadamente ontem é que tive algum tempo para dedicar a pensamentos mais nobres e elevados. Cof. Pior, foi ter chegado à conclusão de que este ano, não estou a conseguir ficar imbuída do espírito natalício. Nada! Ele anda aí, que eu sei, vejo coisas de Natal todos os dias, iluminações piscantes, tenho comprado algumas prendas, mas não me estou a conseguir contagiar e não é de propósito. E é que se uma pessoa não se consegue deixar contagiar, é o cabo dos trabalhos. Por isso, vou olhar fixamente para várias iluminações e itens natalícios, cheirar canela, ouvir repetidamente músicas de Natal e trauteá-las até à exaustão. Acho que agora é que a coisa vai resultar às mil maravilhas. Ou então, posso sempre conseguir ficar irritada outra vez :)

11/12/2006

Estou irritada e pronto.

Hoje, acordei naturalmente irritada e com pouca paciência para quase tudo. Deve ser um daqueles bad hair days de que tanto se fala; mas neste caso, nem tenho queixas do cabelo em si. Só do resto do mundo em geral.

Bem, hoje em especial, tudo o que normalmente já me irrita, irritou-me ainda mais. Para piorar as coisas, parece que o mundo conspirou secretamente e conseguiu que muitas das pessoas à minha volta fizessem os possíveis e os impossíveis para me irritar sobremaneira, desde as coisinhas mais insignificantes, até chegarem ao ponto de me dizer que eu hoje estava...irritadiça.

Ora se há coisa que irrita alguém já de si irremediavelmente irritado é dizerem-lhe que está insuportável, mesmo que seja por outras palavras. Eu não reajo bem quando me dizem essas verdades, mesmo que elas sejam, de facto, totalmente aplicáveis à minha pessoa. O problema é justamente esse: eu sei que atinjo níveis de irritação elevados, por isso evito ao máximo todo e qualquer contacto com coisas, pessoas e situações que me podem irritar; viro eremita solitária. Se as pessoas optam por vir ter comigo na mesma sabendo que eu estou irritada, é certo que vão levar por tabela. Ou não estivesse eu irremediavelmente irritada e fosse a primeira a sabê-lo.

No fundo, eu não gosto é que desrespeitem a minha solidão auto-imposta. Se tiram a solidão a um irritado, tiram-lhe tudo. O problema é que nem todos conseguimos estar sozinhos com gente à volta; eu, por exemplo, raramente consigo.

Independentemente de irritações e desabafos, boa semana!

07/12/2006

Das palavras, sempre das palavras

Porque a vida não são só traduções, ando a braços com palavras escolhidas por mim. Se para traduzir, uso as palavras dos outros como base, para redigir tenho a liberdade de usar as que bem entender. Posso brincar com as palavras. Posso apagar, modificar o que já não me apetece ler, alterar quase tudo, criticá-las, porque são minhas quando as escrevo.

Começo as férias com algum trabalho extra. Que por dar gosto e por ser diferente do habitual, nem parece trabalho. Curiosa, esta sensação de sermos nós a escolher desde o início; com directrizes, claro, mas sem grandes restrições. Podia habituar-me a isto, podia...bom FDS :)

06/12/2006

Era uma vez...

...uma senhora que falava muito alto com uma dicção imaculada, e quatro senhores oriundos da Sérvia-Montenegro que vivem e trabalham em Espanha, e fazem actualmente férias em Portugal. A senhora que falava muito alto era mediadora imobiliária. Os senhores eram os inquilinos temporários da casa que ela ia mostrar. Tudo o que se passou em seguida envolveu a velha técnica falar-muito-mais-alto-do-que-o-recomendável-para-evitar-lesões-auditivas; é que como toda a gente sabe, utilizando esta técnica, as pessoas percebem tudo, mesmo quando não falam a mesma língua. Quanto aos senhores oriundos da Sérvia-Montenegro, esses limitavam-se a sorrir e a responder numa mistura de (pelo menos) 7 línguas. Uma ocasião memorável, asseguro-vos.

Não sei se a surrealidade do episódio foi decisiva; mas em princípio, vou ficar nessa casa.

04/12/2006

Aleatoriedades dum fim-de-semana

1. Água, muita água e muito descanso num spa das redondezas. 2. Teclas novas e portáteis, para escrever erros e não só. 3. A lembrar: evitar a aproximação a shoppings nas próximas semanas, mesmo que tenham [a vã] esperança de que vão estar toleráveis; isso não vai acontecer, e as consequências da visita vão ser extremamente nefastas para a vossa paciência e sanidade mental. 4. Últimos preparativos para visitas a casas mais a sul e posteriores mudanças. 5. Por motivos de força maior, as minhas escritas aqui no erro não vão ser tão regulares nos próximos tempos; mas isso é, evidentemente, algo muito temporário. Boa semana para todos :)

30/11/2006

Das argumentações

Claro que não podia deixar este emprego sem uma boa polémica à moda antiga. E como é bom poder argumentar, chegar o fim da discussão e...os outros terem de admitir que temos de facto razão. Sabe bem, mesmo que não nos traga grandes vantagens práticas. Todos gostamos de ter razão, todos gostamos do eu bem disse, por mais que até o neguemos por ser politicamente incorrecto. Pois, eu também gostei bastante de ter razão.

Da experiência, fica a certeza de ter aprendido a valorizar-me e a desvalorizar a subserviência e a subordinação de que alguns empregadores tanto gostam. De ter aprendido a fazer valer mais os meus conhecimentos e argumentos. De ter aprendido a ser (ainda) mais independente - porque reconheço que tenho o hábito de depender primeiro de mim, com todas as desvantagens que isso pode acarretar e o peso pessoal que esta escolha representa. Fica também alguma (mas não demasiada) mágoa: é que alguns empregadores dão o devido valor aos colaboradores, outros não. Alguns empregadores conseguem tirar o máximo partido das oportunidades e do mercado, outros não. No entanto, mais cedo ou mais tarde, sofrem na pele as consequências das escolhas que fazem, das decisões menos acertadas, da falta de coragem e determinação, do pouco que valorizam os outros.

E este é o último post que vos escrevo daqui deste oitavo andar.
Não vou levar saudades; e isso, por si só, consegue ser (estranhamente?) reconfortante.

29/11/2006

Descentralização uma ova!

Andava eu despreocupadamente a ver as listas de filmes em exibição no cinema, quando constato que pelo menos dois dos filmes que até gostava de ver não estão em nenhuma sala próxima. Melhor dizendo, estes filmes não estrearam no Grande Porto, e muito provavelmente nunca irão estrear cá por cima.

Obrigadinha, senhores das distribuidoras, muito obrigada! Tomaram a liberdade de sanear alguns filmezitos, não foi? Ora assim é que é! Liberdade de escolha, para quê? É muito melhor ter quem filtre as coisas por nós! Assim só cá chega o que vale realmente a pena, certo? Mais uma vez, agradeço em meu nome pessoal e de todos aqueles que até queriam ver os ditos filmes; é que assim não gastámos o nosso precioso dinheirinho. Continuem, o povo cá de cima agradece!

Post n.º 555

Apesar de os blogs não se medirem aos posts, hoje reparei que aqui o Erro já vai no quingentésimo quinquagésimo quinto. E como não é todos os dias que posso utilizar um ordinal tão elevado, esta pareceu-me uma oportunidade bastante boa.

28/11/2006

3 dias

O tempo passa muito devagar quando queremos que se apresse só um bocadinho, e mesmo quando esta semana até é mais pequena. Faltam só três dias, três, para deixar este escritório e este emprego. Depois, um mês inteirinho para descansar e preparar a nova época, que começa em grande com um fim-de-semana prolongado retemperante e passado em excelente companhia :)

27/11/2006

Dos significados evidentes

"Não tenho tempo."

Frase que raramente quer dizer exactamente o que diz. Quer antes dizer não quero ter tempo; não me apetece arranjar tempo; até tenho tempo, mas não é para ti; ponto final (e ninguém me convence do contrário). É tudo uma questão de ler nas entrelinhas, portanto. O pior é que quando algumas pessoas finalmente parecem ter tempo, nós já não temos vontade de arranjar tempo para elas.

Boa semana, sempre com tempo :)

24/11/2006

E não era possível usar o teletransporte, não?

Olho pela janela, tento vislumbrar alguma coisa por entre a chuva, o vento e a noite escura que hoje chegou por volta das 15h20 da tarde. Constato que não consigo ver quase nada. Chego à conclusão - com 99% de certeza - que o panorama desolador da intempérie veio para ficar. Prometo a mim mesma que mais cedo ou mais tarde, vou comprar um impermeável dos pés à cabeça e umas galochas, porque quero andar à chuva como se ela não me incomodasse. Posto isto, a única dúvida que me resta é se a molha que me espera à ida para casa será integral ou apenas parcial (por milagre, talvez).

Valha-nos o fim-de-semana à porta (juntamente com os litros e litros de água e o vento que não pára). Que seja bom, apesar de tudo :)

23/11/2006

Dos espaços

Gosto de locais e objectos que me fazem lembrar pessoas e situações. E de locais onde há objectos cuja história já me foi contada, coisas de quem já não existe e que continuam lá, quase no mesmo sítio, a lembrar-nos as pessoas [como se fosse preciso...], a contar com silêncios os hábitos e as histórias de uma longa vida. É nesses silêncios que chegam, baixinho, as saudades. Talvez a chuva ajude.

22/11/2006

Devagar, devagar...

...passam os últimos dias neste escritório do 8.º andar. Falta tão pouco, meia dúzia de dias. Depois deles, as férias, as procuras de casa, as mudanças e as burocracias todas, as corridas da época de Natal.

Vai ser um Dezembro complicado, vai. E a conhecida expressão ano novo, vida nova vai ter uma tradução quase literal na minha vida.

21/11/2006

...e as 7 maravilhas do Errortográfico

Dava muito trabalho estar aqui a eleger sete maravilhas pessoais concretas. Portanto limito-me a dizer que passariam sempre pela família, pelos amigos, algumas envolveriam chocolate e açúcar, outras palavras, outras implicariam actividades do chamado tempo de qualidade. Não é preciso complicar demasiado para ter muito com pouco.

Novas 7 maravilhas do mundo

Vote for the new 7 world wonders

Já está a decorrer a votação para as novas 7 maravilhas do mundo, e basta um registo simples para se poder votar. Os meus votos já lá estão :)

20/11/2006

A vida num elevador III


Uma das maiores dúvidas que assola os utilizadores regulares de elevadores é seguramente esta: para onde dirigir o olhar quando há mais gente presente?

É curioso como temos bastantes problemas com os olhares. Se não olhar pode ser considerado má educação, olhar em demasia também pode provocar situações embaraçosas e deixar transparecer uma certa má educação. O ideal será...algo de intermédio.

Enquanto alguns tentam não cruzar o olhar com ninguém mexendo no telemóvel, em papéis ou na carteira, outros passeiam os olhos por todo o elevador e procuram evitar a área de contacto visual a todo o custo. Já outros, preferem observar atentamente os interessantes autocolantes do elevador ou fixar o olhar nos números que passam...

Pouco interessantes, os esquemas que arranjamos para não olhar muito para os outros. Mas quase todos os utilizamos, nos elevadores e em muitos outros locais...

17/11/2006

Prognósticos


Bom fim-de-semana :)

Páre, escute e olhe

Estas palavras deviam podiam estar escritas em muito mais sítios. E seriam tão úteis - como nas passagens de nível - a quem lhes desse a atenção devida.

16/11/2006

Liberta o revoltado que há em ti!

Todos temos um revoltado dentro de nós, que ataca com maior ou menor frequência. Família, amigos, transeuntes inocentes, funcionários de lojas ou serviços públicos, qualquer pessoa serve quando queremos transmitir a nossa revolta, seja ela mais ou menos justificada e indignada.

Motivação, não falta, e dentro dos revoltados existem várias tipologias:

I) Revoltado in extremis: poucas vezes se revolta, mas quando o faz, pode passar quatro horas e trinta e sete minutos a descrever o motivo a quem o quiser ouvir. Se ninguém o quiser ouvir, discursa para as pedras da calçada até lavar a alma com palavras de indignação.

II) Revoltado de meia-tigelazinha: este tipo de revoltado é de cariz fracote. Não se dedica afincadamente a extravasar a revolta, limitando-se a esporádicos queixumes acerca do tempo, das filas de espera nalgum local, da secura avançada de um determinado bolo, do trânsito algo incomodativo, etc.

III) Revoltado intermédio: dedica-se aos temas mais em voga na actualidade: aquecimento global, extinção de algumas espécies, inflação, entre outros. Revolta-se com algum afinco e demonstra algum cuidado na selecção das temáticas despoletadoras da revolta.

IV) Revoltado-cliché/por-dá-cá-aquela-palha: tudo e todos revoltam este revoltado inato. Os preços das coisas que estão sempre pela hora da morte desde que veio o euro, os salários que são sempre baixos e lá no estrangeiro é que se ganha bem, o trânsito que está sempre mau, o vencedor do festival da canção porque a nossa canção era bem jeitosa, os políticos - esses gatunos! - que só roubam, a gasolina que não pára de aumentar, a comida que dantes é que era boa e agora nada presta e tudo tem doenças e mercúrio, entre outros inúmeros temas. Tudo pode desencadear a língua viperina deste revoltado, que já não sabe fazer outra coisa a não ser revoltar-se; por ele, por todos os que o rodeiam, pela humanidade em geral.

V) Revoltado por contágio: nunca chega a revoltar-se com nada, mas ouve atentamente todos os outros revoltados e concorda, solidário, com quase tudo.

E vocês, já analisaram o vosso potencial revoltoso?

Vinte mil e quantas?!

Com que então aqui o Errortográficozinho já teve mais de 20 000 visitas* e eu nem reparei?!

Da minha parte, e enquanto sócia-gerente aqui do local, muito obrigada!

*Começo a ficar preocupada convosco, pessoal. Afinal de contas, o que vos faz cá vir e voltar? :)

15/11/2006

Uma questão de território

Da última vez que tive de partilhar território com quase-desconhecidos, a coisa não correu propriamente mal; mas nunca se está tão à vontade como numa casa só nossa ou partilhada com pessoas que conhecemos bem (e mesmo com pessoas que conhecemos bem, os problemas surgem, é inevitável!).

Agora, que tenho de procurar poiso mais a sul, surgiu a possibilidade de partilhar casa com alguém que me é totalmente desconhecido. Não hesitei na resposta: não, obrigada. Vou aproveitar a mudança - por enquanto, apenas temporária - para ter o meu espaço, as minhas coisas, os hábitos que bem entender. Para receber quem me apetecer. Sem ter alguém à perna, sem ter de fazer pouco barulho só porque já está alguém a dormir, sem ter de esperar para ir à casa de banho ou para usar o fogão, sem ter de justificar que me apetece fazer isto ou aquilo ou nada.

Assim sem pensar muito nos pormenores, já imagino a coisa a correr bastante mal com a companhia de um desconhecido; acho que afinal sou muito mais territorial do que pensava :)

14/11/2006

Da comunicação ou ausência dela

Observar um casal conhecido durante algumas horas, num espaço público, e constatar que dedicam mais atenção aos telemóveis* (topo de gama, iguais) do que a quem está mais próximo - o outro elemento do casal. No mínimo, perturbante.

*Se alguma vez eu ficar assim, agradeço um estalo ou até vários. E merecidos.

13/11/2006

Dos possíveis reencontros que não chegam a sê-lo

Noutro dia, podia ter reencontrado alguém que não via há meses. Não vi a pessoa quando passei por ela; vi alguém a fazer sinalefas, mas ignorei-a sem querer e porque ia em conversa com várias pessoas. Depois quando finalmente a vi, já de mais longe, confesso: fingi que não a tinha visto e evitei airosamente o reencontro (ela também não fez grande esforço para além do inicial, saliente-se...a pouca vontade devia ser recíproca).

Odeio fingir que não vejo as pessoas; mas há situações, quando os reencontros vão ser penosos e cheios de sorrisos amarelos, em que não vale a pena o esforço. E esta é só uma das piores sensações que se pode ter em relação a uma pessoa. Mas há pessoas assim, com quem sabemos que não vale a pena criar laços; pior, não conseguimos criá-los, por mais que até haja oportunidade. Quando há tão pouco em comum, quando nem a convivência (forçada) consegue criar algo para além dos sorrisos amarelos e da conversa de circunstância: não adianta forçar uma coisa que não existe. Decididamente, as amizades fazem-se pelas pessoas, raramente pelas ocasiões.

10/11/2006

Surto de comichão no nariz assola Portugal

Com muitos hidratos de carbono, pouca gordura e poucas calorias, as castanhas são "ricas em folato e vitaminas C e B6. São uma boa fonte de ferro, fósforo, riboflavina e tiamina".

E o cheiro, o cheiro! As castanhas trazem-me das melhores recordações; compradas à beira-mar, na baixa, assadas muito longe de casa depois de recebidas pelo correio, descascadas no final nos almoços de Domingo na minha avó ou nos magustos entre amigos...enfim, gosto muito de castanhas! E sim, fico com bastante comichão no nariz quando as estou a descascar.

Tudo isto para vos desejar um óptimo S. Martinho e um excelente fim-de-semana :)

09/11/2006

O meu já cá canta!

O Acorda, pois claro, aquele álbum que vos sugeri noutro dia! Presumo que todos os leitores solidários do Errortográfico tenham também acorrido em massa às lojas de música deste país para o comprar, certo? Sim, claro que sim, eu logo vi! A causa é boa e a música também. Portanto se ainda não o compraram, colmatem essa grave lacuna brevemente, OK?

É que ainda por cima estão lá os s0ma, que podem conhecer/ouvir neste link anterior e também aqui; e não desfazendo as restantes 59 bandas, que são todas magníficas, excelentes e fofas e tudo, os s0ma são a minha favorita e a mais magnífica, excelente e fofa e tudo* de todas ;)

*Esta não é uma afirmação imparcial, como é evidente, mas tratando-se do meu blog, posso-me dar a estes luxos, ah pois posso; como toda a gente sabe, só os grandes meios de comunicação são sempre imparciais. Cof.