26/12/2007

O declínio das meias

Nem um par de meias recebi este Natal. Nem um, unzinho!

Nem me parece Natal a sério, assim. Que se segue, hã? A extinção dos pijamas?!

Aqui o estaminé espera que o vosso Natal tenha sido bom :)

A revolta dos narizes?

A alguns dias do ano novo, altura em que entra em vigor a nova lei que proíbe fumar em praticamente todo o lado, leio um artigo desta revista (e que boa é!) que fala do cheiro que agora se faz sentir nas discotecas e bares lá da ilha, onde a mesma proibição vigora há já alguns meses. Como o cheiro do tabaco deixou de mascarar todos os outros cheiros que por lá andam, parece que a coisa se pode tornar bastante insuportável para os narizinhos sensíveis. Por isso, toca a tomar banho e a lembrar as vantagens de um desodorizantezinho, meus caros! Os narizes dos restantes agradecem :)

A vista da minha janela


Ou de como a minha túlipa é liiinda!

Tudo uma questão de perspectiva*

Perguntam-me muitas, tantas, inúmeras vezes se estou a gostar de estar em Lisboa. Sim, é sempre a minha resposta, sem quaisquer dúvidas; a minha capacidade para suportar uma mudança para uma cidade que não é a minha surpreendeu-me e surpreende-me, mas a cada dia que passa, sei que posso e acho que consigo estar bem em qualquer lugar, desde que esteja predisposta a isso. E isso mesmo dá-me uma serenidade imensa. Coisas de que gosto e coisas de que não gosto, há-as em todas as (poucas) cidades onde vivi; apego-me às coisas de que gosto e convivo com as outras o melhor possível. E na realidade, não conseguiria estar muito tempo num sítio de que não gostasse minimamente. Não conseguiria não ir embora se achasse que era isso que devia fazer.

Isto a propósito de pessoas que vivem numa cidade, mas que juram a pés juntos, todos os santos dias, que a detestam, abominam, que odeiam as pessoas que a habitam; quando elas próprias fazem parte dessa cidade, para o bem e para o mal. E não são as cidades feitas de pessoas?

A conclusão a tirar não é nenhuma em especial. Eu, quando estiver mal, mudo-me. Ou tento ficar bem de alguma forma. E este é provavelmente um dispositivo de segurança que mais gente se devia habituar a usar.

*A poucos dias de se completar um ano após a minha mudança para território mais a Sul.

01/12/2007

Eu estive lá*!




E não podia recomendar mais vivamente :)

*Cirque du Soleil

20/11/2007

Do que é necessário

Sempre que vou ao supermercado - algo que acontece muitas vezes devido à minha manifesta e assumida incapacidade (falta de vontade, também) de planear refeições com muita antecedência - tenho de me dedicar a pensar no que me falta em casa, porque se há coisa que odeio é precisar de alguma coisa e não a ter (sim, isto pode ser um grande defeito, a arte também está em contornar as faltas, bla bla blá, mas o que eu queria mesmo era ter aqui o que queria e ponto final, sou assim de quereres, embora depois de muito praguejar lá me dedique a ultrapassar a coisa o melhor possível).

Posto isto, há sempre qualquer coisa de que me estou constantemente a esquecer. E isto poderia fazer com que eu anotasse, sim, eu anotasse - que simples e prático! - o que me faz falta e isso seria remédio santo. Mas não. Eu insisto em ignorar as vantagens das listas.

Começo a pensar que as muitas palavras inúteis que escrevo me tornaram alérgica às palavras realmente úteis.

19/11/2007

Lições de Lisboa I - pé ante pé

Não tenho dados estatísticos que o comprovem nem grandes certezas científicas, mas Lisboa será seguramente uma das cidades portuguesas com mais calçada...portuguesa, claro está. E sim, é bonita, típica, dá um ar arrumadinho e tudo e tudo. Eu gosto muito de calçada portuguesa. Mas com chuva, senhores, com chuva, a calçada portuguesa nestas colinas à beira-rio plantadas é uma armadilha que espera cada passo, uma arma letal com silenciador que só espera um andar mais apressado, uma distracção, um sapatinho com a sola mais polida para nos fazer despenhar de queixo e só parar lá em baixo no sopé. Por isso hoje fui, com a calma possível debaixo de uma chuva bastante persistente, até lá abaixo. Isoldinha 1, calçada 0. Mas não estou certa de que vai ser sempre assim; ela lá continuará, desafiadora, a atrair a si os mais incautos. Aconselha-se prudência :) Boa semana!

12/11/2007

Não produtiva, eu?

Estou a tomar um medicamento para tosse de origem irritativa, não produtiva. Ora se o medicamento também curar a irritabilidade e a não produtividade para além da tosse, conheço algumas pessoas a quem o vou recomendar vivamente.

A solução para alguns dos males deste mundo afinal existe e está dentro de um frasco.

11/11/2007

Dilema horário

- A rádio acabou de dizer que eram 23 horas.
- O meu PC diz que são 23h04.
- O relógio aqui ao lado diz que são 23h02.
- Outro relógio aqui ao lado diz que são 23h03.

Todas estas discrepâncias levaram-me a ir procurar o relógio mais exacto do mundo. Encontrei esta interessante notícia, que fala do relógio mais preciso de todos os tempos. Depois de tantos dados, cheguei à conclusão de que não o quero. O tempo já é suficientemente - e maravilhosamente - assustador sem tanta precisão.

Boa semana! :)

21/10/2007

Algures entre o norte e o sul...

...num comboio que para variar, está atrasado. As viagens que me alternam entre as minhas duas cidades também já fazem parte dos hábitos. Tanto tempo perdido (ou ganho, conforme como ocupo o tempo) entre locais, tanto que ganho e perco ao fazer cada viagem.

Boa semana :)

30/09/2007

Dizer adeus

Gosto de ver as despedidas dos outros. Odeio as minhas. Porque se já me parece sofrer com as dos outros, mais ainda me custam as minhas. Acabo de ver uma senhora lavada em lágrimas e foi como se me despedisse com ela dos quatro velhinhos que iam partir comigo neste comboio. Por isso, prefiro sempre não dizer adeus.

28/09/2007

A pé



Andar a pé tem destas coisas. Aprendemos a olhar mais para o chão.

22/09/2007

Dos desejos

Inessential, but desirable.

Nada como comprar mais uma pequena bolsa que se atreve a resumir num dos lados, sem medos, o motivo por que a comprámos: porque sim.

2 sem 3

Se eu instituísse um dia mundial hoje, era o da lamechice pegada. Ainda bem que está aí o fim-de-semana para desanuviar. Tenham um bonzinho, sim? :)

Dia cinzento mais a sul

Mensagem solarenga directamente do Norte. A isto, eu chamo telepatia mais-que-perfeita.

Porque é tão bom...

...que a felicidade dos outros seja um bocadinho minha também. Mesmo quando estou mais longe e nem sempre é fácil estar lá, fazem com que seja e me sinta sempre parte dela.

À A. e ao M., amigos do peito, e do braço, e da perna e do corpo todo. Não tenho palavras para vos desejar nada. E para além disso, vocês sabem que vos desejo nem mais, nem menos do que tudo. E mais alguma coisa :)

Lá no Norte

Sim, no Norte. Tudo o que fica a Norte de Lisboa é...o Norte. É a conclusão a que chego todos os santos dias quando ouço esta expressão (algo que acontece em média aí uma três vezes por dia, sem exagero).

E sim, sou orgulhosamente do Norte, na pronúncia, no carácter e em inúmeras outras coisas. É de lá que sou e é lá que tanto gosto de voltar. Mesmo mais a Sul e por mais tempo que cá passe, vou ser sempre a pessoa lá do Norte.

15/09/2007

E com o item abaixo

Veio o dilema da organização das pastas. Acho que alguns músicos poderão ficar aborrecidos com a companhia. Prevejo violentos motins.

É meu


E tão fôfinho que ele é :)

Não vi o soco...

...mas vi um estádio bastante a puxar pro feio (e que me desculpem os fãs do clube em questão, não é nada de pessoal), onde parecia que nunca se tinham organizado jogos de futebol daqueles a sério. É que foi das entradas mais mal organizadas que já vi. Quanto ao resto, já se sabe.