Para além de ter uma loja com um nome que já não existe, cuja placa tem um número de telefone com muito menos dígitos do que os actuais, o Sr. Inácio aqui da rua tem uma voz que não devia existir. Daquelas vozes que não se associam à cara de ninguém, porque são tão descabidas que se pensa que não existem, muito menos num dos vizinhos do lado. Para além disso, a voz do senhor é uma voz que não existe, bastante irritante e com requintes maléficos de cana rachada ambulante. O senhor até é simpático, coitado, mas tremo só de pensar que vou passar por ele e vou ter de lhe dizer bom dia ou boa tarde (sim, vou ter de dizer, porque sou daquelas pessoas irritantes que cumprimentam tudo e todos à moda antiga *e* que esperam uma resposta), e ele vai responder com aquela voz que não existe e que nunca ninguém, jamais, em tempo algum associaria à cara do dono.
16/10/2008
15/10/2008
Time of your life
"For what it's worth
It was worth all the while"
Ouvi esta música algures num episódio final de uma das minhas séries favoritas de todos os tempos. Até hoje gosto dela. Uma letra tão simples que resume tanta coisa :)
It was worth all the while"
Ouvi esta música algures num episódio final de uma das minhas séries favoritas de todos os tempos. Até hoje gosto dela. Uma letra tão simples que resume tanta coisa :)
10/10/2008
Dos fins
Tomei, há relativamente pouco tempo, uma decisão grande a nível profissional. Não me arrependo dela. Mas agora que se inicia a segunda nova fase dessa decisão, não consigo deixar de pensar mais no tema. Na liberdade, estou melhor que dentro dos horários estabelecidos [que tantas vezes - demasiadas - acabam por não ser cumpridos]; na liberdade, as regras são, tanto quanto possível, minhas. Mas eu, que não privilegio a estabilidade laboral, temo na mesma a instabilidade da minha liberdade. Irónico, e algo irritante. Há-de passar.
19/09/2008
Há tanta coisa...
...que perco por estar longe de parte dos meus amigos. Perco-lhes alguns momentos de festa, de alegria, de tristeza, de tudo, e tudo coisas que gostava de viver muito mais, tão mais de perto, com eles. Daí que esteja tão contente por ir a uma das minhas casas neste fim-de-semana: porque dois dos meus maiores amigos fazem anos de casados e eu vou poder estar lá :)
10/09/2008
Do futebol e da descrença
SMS para irmã: Estou a apanhar uma tosta na fila pros bilhetes em Alvalade!
Irmã: Bilhetes para quê?
Isto hoje está complicado. Portanto, que logo seja bem mais fácil :)
Irmã: Bilhetes para quê?
Isto hoje está complicado. Portanto, que logo seja bem mais fácil :)
Do futebol e da fé
- Vou a Alvalade logo!
- Fazer o quê?
- Ver Portugal, claro! (...)
- Ah! Olha que esse pessoal que vai ao futebol não é muito civilizado!
- Mas eu vou ao futebol e sou civilizada!
O pai continua a dissertar sobre os defeitos dos pouco civilizados adeptos do futebol.
- Fazer o quê?
- Ver Portugal, claro! (...)
- Ah! Olha que esse pessoal que vai ao futebol não é muito civilizado!
- Mas eu vou ao futebol e sou civilizada!
O pai continua a dissertar sobre os defeitos dos pouco civilizados adeptos do futebol.
02/09/2008
O semi-sono da boca
Acabada de chegar do dentista, metade da minha boca dorme; algo que me levou a pensar o quão seria útil pôr o corpo a descansar parcialmente, por turnos. Não sei como se resolviam os problemas de equilibrio entre parte adormecida e parte desperta, nem sei como se resolveriam todos os problemas que poderiam surgir da situação; se soubesse ou tencionasse descobrir, dedicava-me à ciência. Como não sou cientista, esta é só uma ideia um tanto ou quanto ridícula que decidi partilhar. Acho que tem que ver com o tempo de espera a ver o [preencher com a estação do ano em que nos encontramos] Total e a assistir à entusiasmante actuação do jovem que é filho daquele senhor conhecido cujo nome começa por car e acaba em reira. Inspirador, no mínimo.
01/09/2008
Um dia
Quando tiver pelo menos 80 anos e se ainda conseguir andar, também hei-de ir discutir aos berros para uma biblioteca pública de uma das minhas terras, acompanhada de alguém com um tom de voz sonante. Discussão essa que será total e absolutamente inconsequente/inútil, e que versará sobre as instituições centenárias da terra em questão; e que continuará a ser aos berros, mesmo que eu seja interpelada por uma ou várias pessoas que tentam trabalhar no local (pois trata-se de uma biblioteca pública). Depois dessa discussão inconsequente/inútil, dirigir-me-ei ao café e lá permanecerei três horas em silêncio a beber um galão descafeinado.
28/08/2008
12 palavras de que gosto*
afinfar, giroflé, doze, barbárie, rir, mar, casa, hoje, fofo, tunflas, fanfarronice, espectacular.
*A propósito disto :) Tarde melhor que nunca. Dei por mim a lutar pelas 12 e depois dei por mim a excluir umas para pôr outras...curioso!
*A propósito disto :) Tarde melhor que nunca. Dei por mim a lutar pelas 12 e depois dei por mim a excluir umas para pôr outras...curioso!
27/08/2008
Da recuperação e do quase desespero
A demorada recuperação de uma casa praticamente destruída. Lenta, cuidada, ao pormenor: cada milímetro da casa é tratado, pintado, reconstruído, renovado. Passo a passo, as coisas assumem a sua forma e tudo passa a estar como se quer, renovado e robusto. As ruínas dão lugar a um lugar habitável. O trabalho começa cedo, inclusive num dos dias do fim-de-semana, mas as coisas parecem avançar tão devagar, como se houvesse todo o tempo do mundo.
Sim, eu acho isto tudo muito bonito e imagino que devagar se vá ao longe também nas recuperações de casas, blá blá, blá. Mas viver (e trabalhar, também) ao lado de obras que parecem nunca mais ter fim é dose! Por isso, amáveis trabalhadores da construção civil que labutam aqui ao lado: está mas é a DESPACHAR, que há gente que quer ir para aí morar e eu quero o meu sossego de volta e depressinha, OK?!
Sim, eu acho isto tudo muito bonito e imagino que devagar se vá ao longe também nas recuperações de casas, blá blá, blá. Mas viver (e trabalhar, também) ao lado de obras que parecem nunca mais ter fim é dose! Por isso, amáveis trabalhadores da construção civil que labutam aqui ao lado: está mas é a DESPACHAR, que há gente que quer ir para aí morar e eu quero o meu sossego de volta e depressinha, OK?!
20/08/2008
Tempos
Há pessoas para quem gostamos [e fazemos questão] de ter tempo. Outras que se calhar perdemos por não termos tempo para elas. Ando com os tempos algo baralhados e gostava de recuperar algumas pessoas para quem provavelmente não tive tempo noutras alturas. O pior é que nem sempre os tempos das pessoas se encaixam.
04/08/2008

É seguramente uma das maiores prendas que já tive, e uma das mais giras também.
Fôfinho até mais não, o meu spuff novo! :)
Fôfinho até mais não, o meu spuff novo! :)
Nem tudo o que é de borla...
...vale realmente a pena. Ou melhor, até pode valer, se tivermos em conta que conseguimos rever alguns amigos que não vemos há uns tempos porque como é óbvio, se é de borla, toda a gente lá está, graças à nossa tugo-obsessão por borlas, brindes e tudo o que mexa - ou não mexa - e seja grátis. Pelo menos a conversa faz-nos esquecer a qualidade de som totalmente deplorável e o acto de enche-chouriço que está a ter lugar em palco. A vida segue mais a norte, durante alguns dias. Boa semana :)
30/07/2008
Dubidubidu
The way your smile just beams
The way you sing off key
The way you haunt my dreams
No, no they can't take that away from me.
The way you sing off key
The way you haunt my dreams
No, no they can't take that away from me.
Ver aqui.
29/07/2008
A melhor das prendas
Ouvir as vozes de quem gosto todos os dias, quase todos os dias ou mesmo quase nunca. Desde que sejam as vozes de quem gosto.
24/07/2008
Era um sonho...
...conhecer um fã incondicional daqueles canais de TV de caça, pesca e vela. Só para saber que há alguém que realmente os vê!
Saudade II.
Perguntava-me ainda hoje por que motivo as visitas aqui ao estaminé não param, isto porque como é evidente, ele está um bocadito assim pró parado. Depois percebi tudo quando vi as estatísticas. É o arquivo que cá traz as pessoas. Devia passar a escrever mais coisas no passado, se calhar?
Saudade.
Uma palavra que nos é tão próxima, mas cujo significado compreendemos tão melhor quando estamos realmente, fisicamente longe. Tenho saudades tuas é só das melhores frases que se podem ouvir, e só alguém que está muito perto a pode dizer. E pô-la a significar alguma coisa.
20/07/2008
O nosso umbigo
Pior, muito pior do que dizermos que não gostamos disto e daquilo, é conseguirmos ser capazes de fazer...ainda pior do que dizemos que não gostamos que nos façam. Ele há ironias giras :)
Boa semana!
Boa semana!
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