23/12/2008

Ponto de caramelo


O açúcar areento volta a derreter e toma a cor de caramelo.

Os pontos perfeitos, todos os dias. Numa época com tanto açúcar, como é esta, está na hora de apostar em fazermos os pontos mais perfeitos do que nunca: estar com quem gostamos de estar só porque sim; tentar fazer da pior situação motivo para melhorar e aprender; aproveitar quase duas horas de conversa para o outro lado do oceano para falarmos de tudo e mais alguma coisa, ou de nada em especial, com alguém de quem gostamos muito; fazer doces mesmo sabendo que podem correr mal; arriscar mais e queixarmo-nos menos; não deixar de pensar que o que correu mal há-de correr melhor, por mais batido que isso seja de se dizer.

Bom Natal a todos :)

Ponto de areia


Quando a calda, depois de ferver, começa a secar e a depositar-se nas paredes do tacho.

21/12/2008

Ponto de estrada


Ao passar a colher no fundo do tacho, esta abre um sulco.

É oficial

Ainda não foi à segunda que a minha tentativa de fazer um doce resultou. Ou melhor, resultou em algo semelhante a uma rocha no interior de um frasco. Irei agora passar uns dias a lamentar o sucedido e quando já praticamente não me lembrar que falhei, vou tentar outra vez. É curioso que a minha grande vantagem e, simultaneamente, grande desvantagem culinária seja a minha memória prodigiosamente curta. Não me lembro por que motivo algo correu bem, mas facilmente me esqueço que correu mal.

17/12/2008

Missão: possível


Aha! A sucursal do Erro vai ser certamente uma pizzaria! O calzone também ficou bom, um pouco mais queimado e nada insuflado, snif snif, mas à segunda há-de sair muito melhor.

Quanto à árvore, cá está um pormenor da obra artesanal conjunta, a primeira árvore de Natal que faço em Lisboa (no ano passado não me dei ao trabalho):


Os planos que envolviam o mini-jardim vão ficar adiados para o bom tempo e para o ano. Os restantes foram todos cumpridos. Acho que vou declarar planos publicamente mais vezes, a ver se resulta sempre :)

12/12/2008

Planos

Sim, acho que faço demasiados planos. Não é coisa que consiga explicar. Se calhar por me achar preguiçosa, faço planos a mais para ver se consigo cumprir pelo menos alguns. Para este fim-de-semana, defini objectivos*, quanto a mim bastante realistas. Para não me baldar totalmente, registo-os aqui, publicamente:

1. Fazer a árvore de Natal (finalmente; e literalmente); para esta tarefa, já vi dezenas de imagens e tive algumas ideias, que já alterei completamente pelo menos uma meia dúzia de vezes;
2. Arrumar o quarto, que só não tem coisas desarrumadas desde 1987 porque eu ainda não morava cá; tarefa que inclui a abominável limpeza dos vidros, dado que gosto de ver quem passa sem parecer que tenho óculos fundo-de-garrafa, e dos sujos;
3. Duas estreias culinárias em uma: não só quero fazer massa de pizza, como quero transformá-la em calzone. Ah, artista!
4. Tratar do mini-jardim, que envolve tirar as ervas-daninhas e UM COGUMELO que lá cresce alegremente; podia pelo menos ser uma trufa para a poder vender e ficar rica com um simples fungo;
5. Esquecer de vez a fortuna que tive de pagar ao estado português, e que vim a descobrir que me permitiria pernoitar no Ritz de Paris com todos os luxos que isso envolve;

Coisa pouca, portanto. Bom fim-de-semana a todos!

*Todas estas tarefas contarão com a ajuda preciosa e absolutamente indispensável de alguém especializado em aturar-me; portanto se eu vencer a preguiça, o sucesso é garantido.

09/12/2008

Qual estrela, qual quê! Era um strobe!

Estamos cada vez mais próximos do Natal e todos os dias somos confrontados com símbolos da época. Há quem use estrelas luminosas, pais natais pendurados em todo o lado, enfim, toda uma parafernália de decorações natalícias variadas. Mas a verdade é que nem todos optam pelo tradicional; há arrojados indivíduos que, imbuídos de um espírito natalício ainda MAIOR que o dos outros, têm de demonstrar o quão natalícios são através de algo...MAIOR. Mais luminoso e vistoso. É por isso que o indivíduo (ou os indivíduos) responsáveis pela decoração natalícia da loja por baixo aqui de casa optaram por tentar obter o efeito mais próximo do da estrela que alegadamente guiou os reis magos até ao destino. E agora, perguntam vocês, o que pode ser mais luminoso do que uma estrela? E eu sei responder. Experimentem instalar não um, não dois, não três, não quatro, não cinco, mas sim inúmeros strobes (na realidade, tamanha luminosidade não me permite contá-los todos, mas sei que são mais de 5).

Sim, eu acho que vai resultar. Aguardo os reis magos a qualquer momento, a bater à porta. Depois se ouvirem dizer que eles foram avistados na capital portuguesa, não se admirem e não digam que não avisei.

06/12/2008

NÃO DIGAM A NINGUÉM, HÃ?

Mas este é um belo sítio para prendas de Natal literárias. Em Inglês, claro, mas com entregas à borla em grande parte do mundo, até se aprende num instante ali com um curso de quiosque, não? :)

03/12/2008

Encomenda expresso


De mim para ti :)

Das imagens



Finalmente, isto ao vivo. Mais palavras para quê.

21/11/2008

Só mais uma, só mais uma!*

Morando eu numa rua que faz parte do roteiro habitual de todas as manifs, começo a conhecer os hábitos das mesmas, porque é sempre a mesma rotina: polícia a chegar e a cortar a rua, as vozes a ouvir-se primeiro ao longe e depois cada vez mais perto, praticamente sempre as mesmas pessoas ao megafone, palavras de ordem muito semelhantes.

Nunca vi tantas manifs em tão pouco tempo, mas nada parece resultar; o descontentamento volta...

Valha-nos o FDS para arejar :)

*Ou de como o descontentamento vem sempre parar à minha rua.

20/11/2008

Oh, Campos Elíseos...

O treino intensivo para o errortographique em solo francês* irá ter início em breve: eu, Izzoldinha, irei colocar baguetes debaixo do braço todos os dias, comer croissants dos folhados e eclaires, carregar insistentemente nos Rs em qualquer conversação. Pondero também comprar uma boina para dar realismo à coisa.

Sim, os estereótipos são giros, pelo menos quando não fazemos parte deles! Agradecem-se sugestões de visita na zona da capital lá para os lados do Sena :)

19/11/2008

Palavras que devíamos poder utilizar mais vezes II

Escorrichar! Uma palavra que me acompanha desde pequena e que ainda hoje provoca olhares de espanto e frases do género "isso existe?!" com ar horrorizado. Pois que existe :)

18/11/2008

Resolução antecipada

Com a novidade do digital, tirava tantas, se calhar demasiadas fotografias. É por isso que tenho imortalizados os momentos mais estranhos, mais inúteis e mais úteis; há eventos entre amigos dos quais só eu tenho fotografias. Tantos instantes de quem já ninguém se lembra muito bem guardados. Sei que as melhores fotografias é a memória que tira, mas sinto falta dos auxiliares. E perguntam vocês, e eu, o que se passou para eu passar a tirar muito menos fotografias? Não sei. Ou então, não se passou nada, e por isso é que não sei o que se passou. Só sei que agora há tantos e tantos momentos por registar em auxiliares cuja memória é infinitamente melhor do que a minha. Lamento as fotografias que não tirei, tenho pena das imagens que posso já ter perdido. Foi por isso que hoje decidi que tenho, decididamente, de tirar mais fotografias.

Para ti :)

Ver aqui.

Porque gosto de ti.

16/11/2008

Be careful what you wish for

Porque se queremos muito, muito comer castanhas, pode ser que de repente haja um magusto na nossa própria casa e não só há imensas castanhas, como toda a gente traz imensas castanhas e sobram imensas castanhas, assadas, cozidas e por cozinhar. E de repente, a gente do magusto vai-se e ficam quilos e quilos de castanhas por todo o lado, a lembrar que muitas, tantas vezes, o que desejamos torna-se tão, mas tão realidade. Portanto se conhecerem alguém que tenha receitas absolutamente imperdíveis que levem muita castanha, já sabem. Conheço alguém que precisa. Cof.

Palavras que devíamos poder utilizar mais vezes I

Turfa. E que desperdício tão grande que eu não possa usar esta palavra sempre que me apetece.

13/11/2008

Claro como água. Ou então nem por isso.

(...) As flores masculinas, sésseis, apresentam perigónio sepalóide constituído por dois verticilos de duas peças e quatro estames.(...)*

17 palavras, 17, e tantas delas a passar-me ao lado. Nesta vida, são muito mais as palavras que desconheço do que as que conheço. Mas quanto mais conheço a área da botânica, mais medo tenho dela.

*
buxo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-11-13].
Disponível aqui.

12/11/2008

É o caos, senhores, é o caos!

Dezenas, dezenas de palavras novas na aula de hoje. E o grande problema das palavras em língua gestual é que...são assim um bocadinho difíceis de anotar. Eu bem que tento fazer uma lista:

tradutor - esticar palma da mão esquerda voltada para cima, bater com indicador e médio da mão direita uma vez, voltar dedos e voltar a bater na mão

E este é um gesto SIMPLES. Agora digam-me, como é que eu consigo acompanhar os gestos, reproduzi-los para os aprender, descrever rapidamente por escrito todo o processo em palavras e recomeçar tudo de novo com a palavra seguinte?! Pior, a pressa é tanta devido ao ritmo bastante acelerado da aula, que se torna bastante difícil compreender a minha própria caligrafia e as minhas abreviaturas algo caóticas. Para ajudar à festa, a minha memória sempre foi má. Portanto como se vê, sou a aluna perfeita.

Bem, caos à parte, uma das colegas de turma perguntou-me o que estudava. O que estudava! Muahahahaha! Depois de conseguir parar de rir, lá lhe expliquei que ainda a bolonhesa estava a ser congeminada, já andava eu por esse mundo das palavras afora. A rapariga pareceu-me genuinamente chocada, portanto decidi que (por enquanto), é a minha colega de turma favorita. Um anjo de moçoila, aquela!