16/03/2009

Caixa de óculos

Depois de muito espernear que os queria durante a infância, depois de muitas noites mal dormidas a pensar em como me ficariam tão bem e me dariam um ar tão sério e intelectual, depois de estudar cuidadosa (e algo invejosamente) os rituais das pessoas com quem convivo e que os usam - desde a periodicidade da limpeza até ao dedo que usam para os ajustar no sítio certo - posso, finalmente, rejubilar: vou poder usar óculos, com o aval do meu oftalmologista ligeiramente obeso que me disse que basicamente já não ia para nova. Para já, só de vez em quando, mas é uma genuína meta de infância concretizada, eu, eu!, de óculos. Falta só saber se agora vou achar tanta piada à ideia. Até lá, deixem-me ficar contentinha, sim? :)

05/03/2009

4 anos

A escrever aqui, com mais ou menos frequência, 4 anos, e nem uma palavra no próprio dia de aniversário. Se calhar porque este espaço já significou mais, se calhar porque estou sem paciência. O facto é que me canso com relativa facilidade. Preciso de palavras novas :)

24/02/2009

Está na hora

Quando é que sabemos isso quando ninguém marcou hora nenhuma?

16/02/2009

Com algum atraso, sim...

...mas todos os dias são bons para te dizer que gosto de estar contigo todos os dias.

09/02/2009

Depois de Paris de perto e com sol...

...voltar à chuva, a trabalhos chatos e tendo pouca paciência para o que quer que seja está a ser muito mais complicado do que o costume. Precisa-se: boa disposição. It's going to be a looong week.

30/01/2009

Compte à bours



Lá fora, chove a cântaros; cá dentro não chove e a vontade de trabalhar é inversamente proporcional à quantidade de chuva. Resultado: muitos intervalos de trabalho a ver Paris de longe.

21/01/2009

Dos fins

Eu odeio saber o fim. Odeio quando me contam pormenores essenciais de uma história que vão estragar as surpresas, odeio as pessoas que adoram contar os fins e parecem rejubilar em glória por o terem feito, odeio muitos dos fins que já vi(vi) e adoro tantos outros. Curioso como um fim pode ser triste, alegre, surpreendente, igual a muitos, diferente, singular, entre muitíssimas e variadas coisas. Há fins que nos definem, fins que deixam tudo por contar e fins que preferíamos nunca ter visto ou vir a ver. Mas o que mais odeio, acima de tudo, são os fins antecipados: os fins que vivemos antes do tempo, ou que queremos viver antes do tempo, e que não nos deixam ter o fim a sério. Nós precisamos de fins a sério; não de ficções antecipadas que optamos por fantasiar como se tudo fosse tão previsível. Não precisamos de esperar determinados fins, como se a nossa vida dependesse deles. Não precisamos de fins fictícios. O pior? Explicar isto a alguém que gosta de fins antecipados, correndo o risco de não fazer sentido.

09/01/2009

Olá 2009!

O ano começa com frio, frio, frio. O que quer dizer que a partir de agora, só pode aquecer? :)

29/12/2008

Adeus, 2008!

Foste um bom ano e só espero o melhor do teu irmãozinho mais velho, 2009.

Boas entradas a todos e até breve! :)

26/12/2008

Das resoluções

Este ano, resolvi fazer resoluções. Ver até que ponto me consigo comprometer com objectivos concretos. Isto se entretanto não decidir que a minha resolução é acabar com as resoluções mesmo antes de começar com elas :)

23/12/2008

Ponto de caramelo


O açúcar areento volta a derreter e toma a cor de caramelo.

Os pontos perfeitos, todos os dias. Numa época com tanto açúcar, como é esta, está na hora de apostar em fazermos os pontos mais perfeitos do que nunca: estar com quem gostamos de estar só porque sim; tentar fazer da pior situação motivo para melhorar e aprender; aproveitar quase duas horas de conversa para o outro lado do oceano para falarmos de tudo e mais alguma coisa, ou de nada em especial, com alguém de quem gostamos muito; fazer doces mesmo sabendo que podem correr mal; arriscar mais e queixarmo-nos menos; não deixar de pensar que o que correu mal há-de correr melhor, por mais batido que isso seja de se dizer.

Bom Natal a todos :)

Ponto de areia


Quando a calda, depois de ferver, começa a secar e a depositar-se nas paredes do tacho.

21/12/2008

Ponto de estrada


Ao passar a colher no fundo do tacho, esta abre um sulco.

É oficial

Ainda não foi à segunda que a minha tentativa de fazer um doce resultou. Ou melhor, resultou em algo semelhante a uma rocha no interior de um frasco. Irei agora passar uns dias a lamentar o sucedido e quando já praticamente não me lembrar que falhei, vou tentar outra vez. É curioso que a minha grande vantagem e, simultaneamente, grande desvantagem culinária seja a minha memória prodigiosamente curta. Não me lembro por que motivo algo correu bem, mas facilmente me esqueço que correu mal.

17/12/2008

Missão: possível


Aha! A sucursal do Erro vai ser certamente uma pizzaria! O calzone também ficou bom, um pouco mais queimado e nada insuflado, snif snif, mas à segunda há-de sair muito melhor.

Quanto à árvore, cá está um pormenor da obra artesanal conjunta, a primeira árvore de Natal que faço em Lisboa (no ano passado não me dei ao trabalho):


Os planos que envolviam o mini-jardim vão ficar adiados para o bom tempo e para o ano. Os restantes foram todos cumpridos. Acho que vou declarar planos publicamente mais vezes, a ver se resulta sempre :)

12/12/2008

Planos

Sim, acho que faço demasiados planos. Não é coisa que consiga explicar. Se calhar por me achar preguiçosa, faço planos a mais para ver se consigo cumprir pelo menos alguns. Para este fim-de-semana, defini objectivos*, quanto a mim bastante realistas. Para não me baldar totalmente, registo-os aqui, publicamente:

1. Fazer a árvore de Natal (finalmente; e literalmente); para esta tarefa, já vi dezenas de imagens e tive algumas ideias, que já alterei completamente pelo menos uma meia dúzia de vezes;
2. Arrumar o quarto, que só não tem coisas desarrumadas desde 1987 porque eu ainda não morava cá; tarefa que inclui a abominável limpeza dos vidros, dado que gosto de ver quem passa sem parecer que tenho óculos fundo-de-garrafa, e dos sujos;
3. Duas estreias culinárias em uma: não só quero fazer massa de pizza, como quero transformá-la em calzone. Ah, artista!
4. Tratar do mini-jardim, que envolve tirar as ervas-daninhas e UM COGUMELO que lá cresce alegremente; podia pelo menos ser uma trufa para a poder vender e ficar rica com um simples fungo;
5. Esquecer de vez a fortuna que tive de pagar ao estado português, e que vim a descobrir que me permitiria pernoitar no Ritz de Paris com todos os luxos que isso envolve;

Coisa pouca, portanto. Bom fim-de-semana a todos!

*Todas estas tarefas contarão com a ajuda preciosa e absolutamente indispensável de alguém especializado em aturar-me; portanto se eu vencer a preguiça, o sucesso é garantido.

09/12/2008

Qual estrela, qual quê! Era um strobe!

Estamos cada vez mais próximos do Natal e todos os dias somos confrontados com símbolos da época. Há quem use estrelas luminosas, pais natais pendurados em todo o lado, enfim, toda uma parafernália de decorações natalícias variadas. Mas a verdade é que nem todos optam pelo tradicional; há arrojados indivíduos que, imbuídos de um espírito natalício ainda MAIOR que o dos outros, têm de demonstrar o quão natalícios são através de algo...MAIOR. Mais luminoso e vistoso. É por isso que o indivíduo (ou os indivíduos) responsáveis pela decoração natalícia da loja por baixo aqui de casa optaram por tentar obter o efeito mais próximo do da estrela que alegadamente guiou os reis magos até ao destino. E agora, perguntam vocês, o que pode ser mais luminoso do que uma estrela? E eu sei responder. Experimentem instalar não um, não dois, não três, não quatro, não cinco, mas sim inúmeros strobes (na realidade, tamanha luminosidade não me permite contá-los todos, mas sei que são mais de 5).

Sim, eu acho que vai resultar. Aguardo os reis magos a qualquer momento, a bater à porta. Depois se ouvirem dizer que eles foram avistados na capital portuguesa, não se admirem e não digam que não avisei.

06/12/2008

NÃO DIGAM A NINGUÉM, HÃ?

Mas este é um belo sítio para prendas de Natal literárias. Em Inglês, claro, mas com entregas à borla em grande parte do mundo, até se aprende num instante ali com um curso de quiosque, não? :)

03/12/2008

Encomenda expresso


De mim para ti :)

Das imagens



Finalmente, isto ao vivo. Mais palavras para quê.

21/11/2008

Só mais uma, só mais uma!*

Morando eu numa rua que faz parte do roteiro habitual de todas as manifs, começo a conhecer os hábitos das mesmas, porque é sempre a mesma rotina: polícia a chegar e a cortar a rua, as vozes a ouvir-se primeiro ao longe e depois cada vez mais perto, praticamente sempre as mesmas pessoas ao megafone, palavras de ordem muito semelhantes.

Nunca vi tantas manifs em tão pouco tempo, mas nada parece resultar; o descontentamento volta...

Valha-nos o FDS para arejar :)

*Ou de como o descontentamento vem sempre parar à minha rua.

20/11/2008

Oh, Campos Elíseos...

O treino intensivo para o errortographique em solo francês* irá ter início em breve: eu, Izzoldinha, irei colocar baguetes debaixo do braço todos os dias, comer croissants dos folhados e eclaires, carregar insistentemente nos Rs em qualquer conversação. Pondero também comprar uma boina para dar realismo à coisa.

Sim, os estereótipos são giros, pelo menos quando não fazemos parte deles! Agradecem-se sugestões de visita na zona da capital lá para os lados do Sena :)

19/11/2008

Palavras que devíamos poder utilizar mais vezes II

Escorrichar! Uma palavra que me acompanha desde pequena e que ainda hoje provoca olhares de espanto e frases do género "isso existe?!" com ar horrorizado. Pois que existe :)

18/11/2008

Resolução antecipada

Com a novidade do digital, tirava tantas, se calhar demasiadas fotografias. É por isso que tenho imortalizados os momentos mais estranhos, mais inúteis e mais úteis; há eventos entre amigos dos quais só eu tenho fotografias. Tantos instantes de quem já ninguém se lembra muito bem guardados. Sei que as melhores fotografias é a memória que tira, mas sinto falta dos auxiliares. E perguntam vocês, e eu, o que se passou para eu passar a tirar muito menos fotografias? Não sei. Ou então, não se passou nada, e por isso é que não sei o que se passou. Só sei que agora há tantos e tantos momentos por registar em auxiliares cuja memória é infinitamente melhor do que a minha. Lamento as fotografias que não tirei, tenho pena das imagens que posso já ter perdido. Foi por isso que hoje decidi que tenho, decididamente, de tirar mais fotografias.

Para ti :)

Ver aqui.

Porque gosto de ti.

16/11/2008

Be careful what you wish for

Porque se queremos muito, muito comer castanhas, pode ser que de repente haja um magusto na nossa própria casa e não só há imensas castanhas, como toda a gente traz imensas castanhas e sobram imensas castanhas, assadas, cozidas e por cozinhar. E de repente, a gente do magusto vai-se e ficam quilos e quilos de castanhas por todo o lado, a lembrar que muitas, tantas vezes, o que desejamos torna-se tão, mas tão realidade. Portanto se conhecerem alguém que tenha receitas absolutamente imperdíveis que levem muita castanha, já sabem. Conheço alguém que precisa. Cof.

Palavras que devíamos poder utilizar mais vezes I

Turfa. E que desperdício tão grande que eu não possa usar esta palavra sempre que me apetece.

13/11/2008

Claro como água. Ou então nem por isso.

(...) As flores masculinas, sésseis, apresentam perigónio sepalóide constituído por dois verticilos de duas peças e quatro estames.(...)*

17 palavras, 17, e tantas delas a passar-me ao lado. Nesta vida, são muito mais as palavras que desconheço do que as que conheço. Mas quanto mais conheço a área da botânica, mais medo tenho dela.

*
buxo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-11-13].
Disponível aqui.

12/11/2008

É o caos, senhores, é o caos!

Dezenas, dezenas de palavras novas na aula de hoje. E o grande problema das palavras em língua gestual é que...são assim um bocadinho difíceis de anotar. Eu bem que tento fazer uma lista:

tradutor - esticar palma da mão esquerda voltada para cima, bater com indicador e médio da mão direita uma vez, voltar dedos e voltar a bater na mão

E este é um gesto SIMPLES. Agora digam-me, como é que eu consigo acompanhar os gestos, reproduzi-los para os aprender, descrever rapidamente por escrito todo o processo em palavras e recomeçar tudo de novo com a palavra seguinte?! Pior, a pressa é tanta devido ao ritmo bastante acelerado da aula, que se torna bastante difícil compreender a minha própria caligrafia e as minhas abreviaturas algo caóticas. Para ajudar à festa, a minha memória sempre foi má. Portanto como se vê, sou a aluna perfeita.

Bem, caos à parte, uma das colegas de turma perguntou-me o que estudava. O que estudava! Muahahahaha! Depois de conseguir parar de rir, lá lhe expliquei que ainda a bolonhesa estava a ser congeminada, já andava eu por esse mundo das palavras afora. A rapariga pareceu-me genuinamente chocada, portanto decidi que (por enquanto), é a minha colega de turma favorita. Um anjo de moçoila, aquela!

11/11/2008

Ai que não caibo em mim

...de tanta emoção! Também há amola-tesouras e navalhas a passar aqui na rua! Bem que gostava de ter uma tesoura ou uma navalha para amolar só para poder ir a correr atrás dele e ouvir a música mais de perto. Aquele tom sinistro sempre me intrigou.

Dia de castanhas

Tenho saudades de não ter de me preocupar com nada (ou quase nada). É que dantes, as castanhas apareciam, algures no magusto da escola. Agora se as quiser, tenho de ir à procura delas, escolher a proveniência, ter em atenção o preço, golpeá-las e cozinhá-las eu (sim, também há a hipótese de me colar ao magusto público mais próximo). Ser crescido é, oficialmmente, uma seca. No dia de S. Martinho e em tantas outras ocasiões.

07/11/2008

Obras, obras e mais obras

Finalmente, está terminada a obra de que tanto me queixei aqui. Vitória, vitória! Na minha inocência, pensei que agora poderia ter paz, algo que não acontecia desde que me mudei para esta casa. Houve, de facto, alguns dias de acalmia, altura em que pude rejubilar com o som matinal dos passarinhos e restantes bichezas que habitam a área, bem como respirar ar sem pó ou cheiro a qualquer coisa relacionada com verniz ou tinta.

Mas a renovação da cidade não pode parar, nunca! E então, noutro belo dia, quando acordei ao som de obras e constatei que tem agora início, em frente à casa onde vivo e trabalho, uma renovação, que envolve demolição total e posterior construção, senti-me novamente em casa. Sim, voltaram as obras, o pó, o ruído, os cheiros. Com o bónus de que estes senhores começam ainda mais cedo (por volta das 7h30). Estas coisas lembram-me que às vezes a renovação está bem mais literalmente presente nas nossas vidas do que gostaríamos. E posto isto, bom fim-de-semana!

05/11/2008

04/11/2008

Truques na manga

Daqueles que usamos muitas vezes, para abrir aquela porta do armário sem ruído, para fechar a porta sem que ela volte a abrir, para fechar a gaveta do congelador sem encravar a porta. Toda a gente tem os seus. Estava entretida a listar mentalmente os meus, quando me apercebi que são mais que muitos. Numa casa, especialmente numa casa antiga, há que ter truques para contornar as portas empenadas e as janelas que não fecham sem artimanha. Conhecemos uma casa quando podemos andar nela de olhos fechados, ou sem luzes, e quando sabemos exactamente o que fazer para que a persiana fique totalmente fechada; uma casa é realmente nossa pelos hábitos.

30/10/2008

Falar sem palavras

Já achava que alguma da melhor comunicação se fazia sem palavras. Depois da primeira aula de língua gestual, esta consideração passou a certeza. Para quem lida diariamente com milhares de palavras, é bom descobrir vida para além delas :)

16/10/2008

Das pessoas: o Sr. Inácio

Para além de ter uma loja com um nome que já não existe, cuja placa tem um número de telefone com muito menos dígitos do que os actuais, o Sr. Inácio aqui da rua tem uma voz que não devia existir. Daquelas vozes que não se associam à cara de ninguém, porque são tão descabidas que se pensa que não existem, muito menos num dos vizinhos do lado. Para além disso, a voz do senhor é uma voz que não existe, bastante irritante e com requintes maléficos de cana rachada ambulante. O senhor até é simpático, coitado, mas tremo só de pensar que vou passar por ele e vou ter de lhe dizer bom dia ou boa tarde (sim, vou ter de dizer, porque sou daquelas pessoas irritantes que cumprimentam tudo e todos à moda antiga *e* que esperam uma resposta), e ele vai responder com aquela voz que não existe e que nunca ninguém, jamais, em tempo algum associaria à cara do dono.

15/10/2008

Time of your life

"For what it's worth
It was worth all the while
"

Ouvi esta música algures num episódio final de uma das minhas séries favoritas de todos os tempos. Até hoje gosto dela. Uma letra tão simples que resume tanta coisa :)

10/10/2008

Dos fins

Tomei, há relativamente pouco tempo, uma decisão grande a nível profissional. Não me arrependo dela. Mas agora que se inicia a segunda nova fase dessa decisão, não consigo deixar de pensar mais no tema. Na liberdade, estou melhor que dentro dos horários estabelecidos [que tantas vezes - demasiadas - acabam por não ser cumpridos]; na liberdade, as regras são, tanto quanto possível, minhas. Mas eu, que não privilegio a estabilidade laboral, temo na mesma a instabilidade da minha liberdade. Irónico, e algo irritante. Há-de passar.

19/09/2008

Há tanta coisa...

...que perco por estar longe de parte dos meus amigos. Perco-lhes alguns momentos de festa, de alegria, de tristeza, de tudo, e tudo coisas que gostava de viver muito mais, tão mais de perto, com eles. Daí que esteja tão contente por ir a uma das minhas casas neste fim-de-semana: porque dois dos meus maiores amigos fazem anos de casados e eu vou poder estar lá :)

10/09/2008

Do futebol e da descrença

SMS para irmã: Estou a apanhar uma tosta na fila pros bilhetes em Alvalade!
Irmã: Bilhetes para quê?

Isto hoje está complicado. Portanto, que logo seja bem mais fácil :)

Do futebol e da fé

- Vou a Alvalade logo!
- Fazer o quê?
- Ver Portugal, claro! (...)
- Ah! Olha que esse pessoal que vai ao futebol não é muito civilizado!
- Mas eu vou ao futebol e sou civilizada!
O pai continua a dissertar sobre os defeitos dos pouco civilizados adeptos do futebol.

02/09/2008

O semi-sono da boca

Acabada de chegar do dentista, metade da minha boca dorme; algo que me levou a pensar o quão seria útil pôr o corpo a descansar parcialmente, por turnos. Não sei como se resolviam os problemas de equilibrio entre parte adormecida e parte desperta, nem sei como se resolveriam todos os problemas que poderiam surgir da situação; se soubesse ou tencionasse descobrir, dedicava-me à ciência. Como não sou cientista, esta é só uma ideia um tanto ou quanto ridícula que decidi partilhar. Acho que tem que ver com o tempo de espera a ver o [preencher com a estação do ano em que nos encontramos] Total e a assistir à entusiasmante actuação do jovem que é filho daquele senhor conhecido cujo nome começa por car e acaba em reira. Inspirador, no mínimo.

01/09/2008

Um dia

Quando tiver pelo menos 80 anos e se ainda conseguir andar, também hei-de ir discutir aos berros para uma biblioteca pública de uma das minhas terras, acompanhada de alguém com um tom de voz sonante. Discussão essa que será total e absolutamente inconsequente/inútil, e que versará sobre as instituições centenárias da terra em questão; e que continuará a ser aos berros, mesmo que eu seja interpelada por uma ou várias pessoas que tentam trabalhar no local (pois trata-se de uma biblioteca pública). Depois dessa discussão inconsequente/inútil, dirigir-me-ei ao café e lá permanecerei três horas em silêncio a beber um galão descafeinado.

28/08/2008

12 palavras de que gosto*

afinfar, giroflé, doze, barbárie, rir, mar, casa, hoje, fofo, tunflas, fanfarronice, espectacular.

*A propósito disto :) Tarde melhor que nunca. Dei por mim a lutar pelas 12 e depois dei por mim a excluir umas para pôr outras...curioso!

Vou...

...lá acima e já volto! :)

27/08/2008

Da recuperação e do quase desespero

A demorada recuperação de uma casa praticamente destruída. Lenta, cuidada, ao pormenor: cada milímetro da casa é tratado, pintado, reconstruído, renovado. Passo a passo, as coisas assumem a sua forma e tudo passa a estar como se quer, renovado e robusto. As ruínas dão lugar a um lugar habitável. O trabalho começa cedo, inclusive num dos dias do fim-de-semana, mas as coisas parecem avançar tão devagar, como se houvesse todo o tempo do mundo.

Sim, eu acho isto tudo muito bonito e imagino que devagar se vá ao longe também nas recuperações de casas, blá blá, blá. Mas viver (e trabalhar, também) ao lado de obras que parecem nunca mais ter fim é dose! Por isso, amáveis trabalhadores da construção civil que labutam aqui ao lado: está mas é a DESPACHAR, que há gente que quer ir para aí morar e eu quero o meu sossego de volta e depressinha, OK?!

20/08/2008

Tempos

Há pessoas para quem gostamos [e fazemos questão] de ter tempo. Outras que se calhar perdemos por não termos tempo para elas. Ando com os tempos algo baralhados e gostava de recuperar algumas pessoas para quem provavelmente não tive tempo noutras alturas. O pior é que nem sempre os tempos das pessoas se encaixam.

04/08/2008


É seguramente uma das maiores prendas que já tive, e uma das mais giras também.
Fôfinho até mais não, o meu spuff novo! :)

Nem tudo o que é de borla...

...vale realmente a pena. Ou melhor, até pode valer, se tivermos em conta que conseguimos rever alguns amigos que não vemos há uns tempos porque como é óbvio, se é de borla, toda a gente lá está, graças à nossa tugo-obsessão por borlas, brindes e tudo o que mexa - ou não mexa - e seja grátis. Pelo menos a conversa faz-nos esquecer a qualidade de som totalmente deplorável e o acto de enche-chouriço que está a ter lugar em palco. A vida segue mais a norte, durante alguns dias. Boa semana :)

30/07/2008

Dubidubidu

The way your smile just beams
The way you sing off key
The way you haunt my dreams
No, no they can't take that away from me.

Ver aqui.

29/07/2008

A melhor das prendas

Ouvir as vozes de quem gosto todos os dias, quase todos os dias ou mesmo quase nunca. Desde que sejam as vozes de quem gosto.

24/07/2008

Era um sonho...

...conhecer um fã incondicional daqueles canais de TV de caça, pesca e vela. Só para saber que há alguém que realmente os vê!

Saudade II.

Perguntava-me ainda hoje por que motivo as visitas aqui ao estaminé não param, isto porque como é evidente, ele está um bocadito assim pró parado. Depois percebi tudo quando vi as estatísticas. É o arquivo que cá traz as pessoas. Devia passar a escrever mais coisas no passado, se calhar?

Saudade.

Uma palavra que nos é tão próxima, mas cujo significado compreendemos tão melhor quando estamos realmente, fisicamente longe. Tenho saudades tuas é só das melhores frases que se podem ouvir, e só alguém que está muito perto a pode dizer. E pô-la a significar alguma coisa.

20/07/2008

O nosso umbigo

Pior, muito pior do que dizermos que não gostamos disto e daquilo, é conseguirmos ser capazes de fazer...ainda pior do que dizemos que não gostamos que nos façam. Ele há ironias giras :)

Boa semana!

17/07/2008

Agora sim, vejo a vida muito mais cor-de-rosa! Há prendas assim, que parecem feitas de encomenda. Obrigada :)

06/06/2008

02/06/2008

Outro futuro*

Mudança, mudança, mudança. Já mudei inúmeras vezes, mas nunca tanto em tão pouco tempo. E de cada vez que mudo, chego à mesma conclusão: gosto tanto destas mudanças para melhor. Animam a alma. E aqui a alma estava a precisar disso :)

*Balla

05/05/2008

Take this sinking boat and point it home...

Que grande, grande filme. De uma simplicidade arrebatadora. Não se vêem muitos filmes assim. Mas é tão bom quando os encontramos, sem querer.

03/03/2008

III

O blog a fazer anos, três anos, e eu sem nada de jeito para dizer. Sou coerente, portanto. Só não podia não dizer nada de nada. Parabéns, erro. Boa companhia, apesar de tudo!

25/01/2008

Drama II, automobilizado

Vai uma pessoa descansada para o bólide de manhã, olhos ainda a recuperar do choque luminoso matinal, e encontra o pobrezito com o vidro ligeiramente aberto, mas as portas fechadas; vai daí, repara que as coisas lá dentro parecem estar fora do sítio. E não é que estão mesmo? Pois. Alguém andou no meu carro, constato. Não encontrou nada para levar, porque não havia, por isso saiu como entrou e ainda deixou as portas fechadas. Como é a segunda vez que acontece em relativamente pouco tempo, começo a pensar, e como alguém já me sugeriu, que devia deixar lá una aperitivozinhos e uma colazita. Estes meliantes têm sido simpáticos. Obrigadinha, meliantes ali da zona. Da próxima, agradeço só que tentem deixar as coisas mais arrumadinhas, sim? Assim quase nem notava que se tinham dado ao trabalho de me fazer uma visita.

Drama, panificado

Há mais de um ano que cá estou, sim, mais de um ano. Já conheci muito sitiozinho que por aí há e ainda me falta outro tanto a quintuplicar. Já descobri muita coisa boa. Mas o que me apoquenta, o que realmente não me deixa dormir à noite, aquilo que eu gostava tanto de compreender, é o porquê de na capital, não haver pão de jeito. O Norte tem a regueifa e a grandiosa broa d'Avintes; mais a Sul há o pão alentejano, o pão algarvio, tanta broa decente que por aí se faz por essa terra afora e na capital, nada. O deserto. Alguém me convence de que ainda vou conseguir encontrar pão de jeito nesta cidade?! Dão-se alvíssaras. Provem que estou errada, gentes locais com grandes conhecimentos panídeos. Digam-me onde há pão daquele de comer e chorar por mais. É que estou prestes a achar que não é possível.

Eu queria...


...e não é que fui?

09/01/2008

Das fadas

Decidida a tratar de todos os assuntos relacionados com a minha casa num só dia, marquei visitas de três técnicos diferentes para o mesmo intervalo horário de hoje à tarde. Várias horas, alguns esclarecimentos, alguma seca, inúmeros telefonemas, duas mini-mini-inundações e horas de limpeza depois, aqui estou. A conclusão? Ser fada do lar dá tão cabo das costas.

Caminhos para 2008



Pés num país que não o meu. Foi como entrei em 2008 :)

Bom ano!

26/12/2007

O declínio das meias

Nem um par de meias recebi este Natal. Nem um, unzinho!

Nem me parece Natal a sério, assim. Que se segue, hã? A extinção dos pijamas?!

Aqui o estaminé espera que o vosso Natal tenha sido bom :)

A revolta dos narizes?

A alguns dias do ano novo, altura em que entra em vigor a nova lei que proíbe fumar em praticamente todo o lado, leio um artigo desta revista (e que boa é!) que fala do cheiro que agora se faz sentir nas discotecas e bares lá da ilha, onde a mesma proibição vigora há já alguns meses. Como o cheiro do tabaco deixou de mascarar todos os outros cheiros que por lá andam, parece que a coisa se pode tornar bastante insuportável para os narizinhos sensíveis. Por isso, toca a tomar banho e a lembrar as vantagens de um desodorizantezinho, meus caros! Os narizes dos restantes agradecem :)

A vista da minha janela


Ou de como a minha túlipa é liiinda!

Tudo uma questão de perspectiva*

Perguntam-me muitas, tantas, inúmeras vezes se estou a gostar de estar em Lisboa. Sim, é sempre a minha resposta, sem quaisquer dúvidas; a minha capacidade para suportar uma mudança para uma cidade que não é a minha surpreendeu-me e surpreende-me, mas a cada dia que passa, sei que posso e acho que consigo estar bem em qualquer lugar, desde que esteja predisposta a isso. E isso mesmo dá-me uma serenidade imensa. Coisas de que gosto e coisas de que não gosto, há-as em todas as (poucas) cidades onde vivi; apego-me às coisas de que gosto e convivo com as outras o melhor possível. E na realidade, não conseguiria estar muito tempo num sítio de que não gostasse minimamente. Não conseguiria não ir embora se achasse que era isso que devia fazer.

Isto a propósito de pessoas que vivem numa cidade, mas que juram a pés juntos, todos os santos dias, que a detestam, abominam, que odeiam as pessoas que a habitam; quando elas próprias fazem parte dessa cidade, para o bem e para o mal. E não são as cidades feitas de pessoas?

A conclusão a tirar não é nenhuma em especial. Eu, quando estiver mal, mudo-me. Ou tento ficar bem de alguma forma. E este é provavelmente um dispositivo de segurança que mais gente se devia habituar a usar.

*A poucos dias de se completar um ano após a minha mudança para território mais a Sul.

01/12/2007

Eu estive lá*!




E não podia recomendar mais vivamente :)

*Cirque du Soleil

20/11/2007

Do que é necessário

Sempre que vou ao supermercado - algo que acontece muitas vezes devido à minha manifesta e assumida incapacidade (falta de vontade, também) de planear refeições com muita antecedência - tenho de me dedicar a pensar no que me falta em casa, porque se há coisa que odeio é precisar de alguma coisa e não a ter (sim, isto pode ser um grande defeito, a arte também está em contornar as faltas, bla bla blá, mas o que eu queria mesmo era ter aqui o que queria e ponto final, sou assim de quereres, embora depois de muito praguejar lá me dedique a ultrapassar a coisa o melhor possível).

Posto isto, há sempre qualquer coisa de que me estou constantemente a esquecer. E isto poderia fazer com que eu anotasse, sim, eu anotasse - que simples e prático! - o que me faz falta e isso seria remédio santo. Mas não. Eu insisto em ignorar as vantagens das listas.

Começo a pensar que as muitas palavras inúteis que escrevo me tornaram alérgica às palavras realmente úteis.

19/11/2007

Lições de Lisboa I - pé ante pé

Não tenho dados estatísticos que o comprovem nem grandes certezas científicas, mas Lisboa será seguramente uma das cidades portuguesas com mais calçada...portuguesa, claro está. E sim, é bonita, típica, dá um ar arrumadinho e tudo e tudo. Eu gosto muito de calçada portuguesa. Mas com chuva, senhores, com chuva, a calçada portuguesa nestas colinas à beira-rio plantadas é uma armadilha que espera cada passo, uma arma letal com silenciador que só espera um andar mais apressado, uma distracção, um sapatinho com a sola mais polida para nos fazer despenhar de queixo e só parar lá em baixo no sopé. Por isso hoje fui, com a calma possível debaixo de uma chuva bastante persistente, até lá abaixo. Isoldinha 1, calçada 0. Mas não estou certa de que vai ser sempre assim; ela lá continuará, desafiadora, a atrair a si os mais incautos. Aconselha-se prudência :) Boa semana!

12/11/2007

Não produtiva, eu?

Estou a tomar um medicamento para tosse de origem irritativa, não produtiva. Ora se o medicamento também curar a irritabilidade e a não produtividade para além da tosse, conheço algumas pessoas a quem o vou recomendar vivamente.

A solução para alguns dos males deste mundo afinal existe e está dentro de um frasco.

11/11/2007

Dilema horário

- A rádio acabou de dizer que eram 23 horas.
- O meu PC diz que são 23h04.
- O relógio aqui ao lado diz que são 23h02.
- Outro relógio aqui ao lado diz que são 23h03.

Todas estas discrepâncias levaram-me a ir procurar o relógio mais exacto do mundo. Encontrei esta interessante notícia, que fala do relógio mais preciso de todos os tempos. Depois de tantos dados, cheguei à conclusão de que não o quero. O tempo já é suficientemente - e maravilhosamente - assustador sem tanta precisão.

Boa semana! :)

21/10/2007

Algures entre o norte e o sul...

...num comboio que para variar, está atrasado. As viagens que me alternam entre as minhas duas cidades também já fazem parte dos hábitos. Tanto tempo perdido (ou ganho, conforme como ocupo o tempo) entre locais, tanto que ganho e perco ao fazer cada viagem.

Boa semana :)

30/09/2007

Dizer adeus

Gosto de ver as despedidas dos outros. Odeio as minhas. Porque se já me parece sofrer com as dos outros, mais ainda me custam as minhas. Acabo de ver uma senhora lavada em lágrimas e foi como se me despedisse com ela dos quatro velhinhos que iam partir comigo neste comboio. Por isso, prefiro sempre não dizer adeus.

28/09/2007

A pé



Andar a pé tem destas coisas. Aprendemos a olhar mais para o chão.

22/09/2007

Dos desejos

Inessential, but desirable.

Nada como comprar mais uma pequena bolsa que se atreve a resumir num dos lados, sem medos, o motivo por que a comprámos: porque sim.

2 sem 3

Se eu instituísse um dia mundial hoje, era o da lamechice pegada. Ainda bem que está aí o fim-de-semana para desanuviar. Tenham um bonzinho, sim? :)

Dia cinzento mais a sul

Mensagem solarenga directamente do Norte. A isto, eu chamo telepatia mais-que-perfeita.

Porque é tão bom...

...que a felicidade dos outros seja um bocadinho minha também. Mesmo quando estou mais longe e nem sempre é fácil estar lá, fazem com que seja e me sinta sempre parte dela.

À A. e ao M., amigos do peito, e do braço, e da perna e do corpo todo. Não tenho palavras para vos desejar nada. E para além disso, vocês sabem que vos desejo nem mais, nem menos do que tudo. E mais alguma coisa :)

Lá no Norte

Sim, no Norte. Tudo o que fica a Norte de Lisboa é...o Norte. É a conclusão a que chego todos os santos dias quando ouço esta expressão (algo que acontece em média aí uma três vezes por dia, sem exagero).

E sim, sou orgulhosamente do Norte, na pronúncia, no carácter e em inúmeras outras coisas. É de lá que sou e é lá que tanto gosto de voltar. Mesmo mais a Sul e por mais tempo que cá passe, vou ser sempre a pessoa lá do Norte.

15/09/2007

E com o item abaixo

Veio o dilema da organização das pastas. Acho que alguns músicos poderão ficar aborrecidos com a companhia. Prevejo violentos motins.

É meu


E tão fôfinho que ele é :)

Não vi o soco...

...mas vi um estádio bastante a puxar pro feio (e que me desculpem os fãs do clube em questão, não é nada de pessoal), onde parecia que nunca se tinham organizado jogos de futebol daqueles a sério. É que foi das entradas mais mal organizadas que já vi. Quanto ao resto, já se sabe.

27/08/2007

Quase melhor que ir de férias...

...é descobrir que aqueles sapatos que queríamos mesmo comprar estavam à nossa espera precisamente no país para o qual decidimos ir passar férias. Conclusão lógica? Tenho de viajar mais para encontrar várias outras coisas de que preciso. Tão simples, afinal.

Chegadas


Férias curtas que pareceram longas. E que foram muito bem aproveitadas :)

18/08/2007

Partidas



Linha de ida, às vezes de volta também. Hoje, foi a ela que voltei para não voltar a ir durante uns tempos. É que estou de férias! Até breve :)

12/08/2007

Trabalho II



Quem disse que era difícil arranjar uma ilha* só para nós?

[* A coisa amarela é uma mesa de esplanada.]

Trabalho?



Ou das tentativas de o trabalho parecer o menos trabalho possível :)

09/07/2007

3. Bóia de salvação

Sou viciada em newsletters. É um vício, pronto, confesso-o desavergonhadamente pela primeira vez neste blog. É que eu não posso ver um linkzinho a dizer newsletter, inscreva-se já ou afins, porque sei que clico nele imediatamente e que isso é total e absolutamente inevitável. Recebo newsletters de tudo e mais alguma coisa: da minha área profissional, de jornais, revistas, tiras de BD, museus, bares, agendas culturais, agências de viagens, novidades de marcas e empresas em geral, de lojas, enfim. Se me interessa minimamente, eu inscrevo-me.

Depois só tenho o grave problema de não conseguir ler tudo com a devida atenção (salvo raras excepções; é que há newsletters mesmo boas que leio religiosamente do princípio ao fim); mas deixar de me inscrever só por causa disso?! Nunca! E então era isto que vos queria dizer hoje.

2. Imergir

É o que quero fazer durante estas férias. Tenho tempo para não pensar em grande coisa e para pensar em tudo ao mesmo tempo. Por isso se me dão licença, vou ali dar uns mergulhos e já volto :)

1. Emergir

Finalmente, algum tempo que decido dedicar às escritas não profissionais. Já desisti de tentar encontrar desculpas para não escrever aqui; já confessei que simplesmente não me tem apetecido e que não tenho feito esforço nenhum para que me apeteça. Agora, que estou de férias e tenho tempo para parar, tento voltar; devagar e ainda sem grande vontade. Vamos ver no que dá.

17/06/2007

Argh.

Não me vou queixar que não tenho tempo, porque vou tendo algum. Não vou mentir e dizer que tenho vontade de cá escrever, porque se a tivesse realmente, escrevia. Acho que cheguei à fase em que simplesmente estou cansada de me ler. É um facto e pronto. Agora tenho de pensar aonde é que esse facto me leva; é que ando de poucas palavras.

26/05/2007

Modo de pausa, outra vez

Sim, eu sei, este blog tem andado assim a modos que...OK, não tem andado de todo. A culpa é minha e da relativa dificuldade que tenho em encaixar os velhos e novos hábitos nas novas rotinas. Ainda pior têm andado as visitas a outros blogs, aliás, os comentários, porque visitas eu vou fazendo regularmente! Penso algumas vezes se será uma fase passageira, pergunto-me quanto irá durar. No fim das contas, decido não me preocupar e ir escrevendo, ver no que dá. Quem sabe um dia volte às escritas mais regulares, quem sabe não chegue a voltar. Ando voluntariamente preguiçosa para blogues e isso não me preocupa assim tanto. Agradece-se a paciência de quem vai voltando :)

18/05/2007

Calor a quanto obrigas

É só fazer as contas: calor e feriado [para mim], igual a...praia! Aproveitem o bom tempo e bom fds :)

13/05/2007

Meias cinzentas

Isso mesmo, meias cinzentas. Nada têm de especial, a não ser o facto de que ainda ontem eram...cor-de-pele. Entre esta mudança cromática esteve a minha estreia com a máquina de lavar roupa da casa onde vivo agora. Foi uma questão de temperatura, de acordo com a minha análise de diagnóstico feita sem conhecimento rigorosamente nenhum da causa - foi, portanto, a causa que eu própria imaginei para este ligeiro contratempo (em comparação com outros que já tive). O saldo foi positivo: a máquina e eu não nos demos mal da primeira vez, vamos ver como evolui a relação :)

12/05/2007

Finalmentes

Eu levanto-me muito cedo, mas mesmo muito cedo, para ir trabalhar. Há dois dias da semana em que posso (finalmente!) dormir até horas decentes: o sábado e o domingo, pois claro. Ora e se por motivos que não interessam aqui, nem agora e que nunca hão-de interessar a ninguém que não a mim, eu volto a acordar cedo num desses dois magníficos dias em que posso (finalmente!) dormir até horas decentes? Recusei-me a ceder à má-disposição; levantei-me cedo. Como consequência disso, parece-me que este dia de hoje dura há pelo menos três dias. E isto não é necessariamente mau, entenda-se; a julgar pela quantidade enorme de coisas que consegui (finalmente!) fazer. Quero mais dias destes, mas com mais horas de sono antes que é para não estar a cair à hora dos patinhos, pode ser?

07/05/2007

Mil e uma noites...

...para arrumar tudo nos devidos locais. O que é pior? É que os devidos locais, vou-os alterando à medida que conheço os cantos à casa. Tenho a estranha impressão de que estas arrumações não vão ter fim tão cedo. Boa semana :)