18/03/2009

Das ruas que não conheço

Quando vou sozinha na rua, observo tudo ao pormenor: fachadas, lojas, pessoas. Descubro o que nunca vejo se estiver distraída (algo que acontece bastantes vezes). Hoje, ao passar por ruas novas, constato que poucas coisas me agradam tanto como passar onde nunca passei, ver pela primeira vez. E era isto; gostava de conseguir ter mais vezes olhos de ver (apesar da pitosguice provavelmente ser cada vez maior).

16/03/2009

Caixa de óculos

Depois de muito espernear que os queria durante a infância, depois de muitas noites mal dormidas a pensar em como me ficariam tão bem e me dariam um ar tão sério e intelectual, depois de estudar cuidadosa (e algo invejosamente) os rituais das pessoas com quem convivo e que os usam - desde a periodicidade da limpeza até ao dedo que usam para os ajustar no sítio certo - posso, finalmente, rejubilar: vou poder usar óculos, com o aval do meu oftalmologista ligeiramente obeso que me disse que basicamente já não ia para nova. Para já, só de vez em quando, mas é uma genuína meta de infância concretizada, eu, eu!, de óculos. Falta só saber se agora vou achar tanta piada à ideia. Até lá, deixem-me ficar contentinha, sim? :)

05/03/2009

4 anos

A escrever aqui, com mais ou menos frequência, 4 anos, e nem uma palavra no próprio dia de aniversário. Se calhar porque este espaço já significou mais, se calhar porque estou sem paciência. O facto é que me canso com relativa facilidade. Preciso de palavras novas :)

24/02/2009

Está na hora

Quando é que sabemos isso quando ninguém marcou hora nenhuma?

16/02/2009

Com algum atraso, sim...

...mas todos os dias são bons para te dizer que gosto de estar contigo todos os dias.

09/02/2009

Depois de Paris de perto e com sol...

...voltar à chuva, a trabalhos chatos e tendo pouca paciência para o que quer que seja está a ser muito mais complicado do que o costume. Precisa-se: boa disposição. It's going to be a looong week.

30/01/2009

Compte à bours



Lá fora, chove a cântaros; cá dentro não chove e a vontade de trabalhar é inversamente proporcional à quantidade de chuva. Resultado: muitos intervalos de trabalho a ver Paris de longe.

21/01/2009

Dos fins

Eu odeio saber o fim. Odeio quando me contam pormenores essenciais de uma história que vão estragar as surpresas, odeio as pessoas que adoram contar os fins e parecem rejubilar em glória por o terem feito, odeio muitos dos fins que já vi(vi) e adoro tantos outros. Curioso como um fim pode ser triste, alegre, surpreendente, igual a muitos, diferente, singular, entre muitíssimas e variadas coisas. Há fins que nos definem, fins que deixam tudo por contar e fins que preferíamos nunca ter visto ou vir a ver. Mas o que mais odeio, acima de tudo, são os fins antecipados: os fins que vivemos antes do tempo, ou que queremos viver antes do tempo, e que não nos deixam ter o fim a sério. Nós precisamos de fins a sério; não de ficções antecipadas que optamos por fantasiar como se tudo fosse tão previsível. Não precisamos de esperar determinados fins, como se a nossa vida dependesse deles. Não precisamos de fins fictícios. O pior? Explicar isto a alguém que gosta de fins antecipados, correndo o risco de não fazer sentido.

09/01/2009

Olá 2009!

O ano começa com frio, frio, frio. O que quer dizer que a partir de agora, só pode aquecer? :)

29/12/2008

Adeus, 2008!

Foste um bom ano e só espero o melhor do teu irmãozinho mais velho, 2009.

Boas entradas a todos e até breve! :)

26/12/2008

Das resoluções

Este ano, resolvi fazer resoluções. Ver até que ponto me consigo comprometer com objectivos concretos. Isto se entretanto não decidir que a minha resolução é acabar com as resoluções mesmo antes de começar com elas :)

23/12/2008

Ponto de caramelo


O açúcar areento volta a derreter e toma a cor de caramelo.

Os pontos perfeitos, todos os dias. Numa época com tanto açúcar, como é esta, está na hora de apostar em fazermos os pontos mais perfeitos do que nunca: estar com quem gostamos de estar só porque sim; tentar fazer da pior situação motivo para melhorar e aprender; aproveitar quase duas horas de conversa para o outro lado do oceano para falarmos de tudo e mais alguma coisa, ou de nada em especial, com alguém de quem gostamos muito; fazer doces mesmo sabendo que podem correr mal; arriscar mais e queixarmo-nos menos; não deixar de pensar que o que correu mal há-de correr melhor, por mais batido que isso seja de se dizer.

Bom Natal a todos :)

Ponto de areia


Quando a calda, depois de ferver, começa a secar e a depositar-se nas paredes do tacho.

21/12/2008

Ponto de estrada


Ao passar a colher no fundo do tacho, esta abre um sulco.

É oficial

Ainda não foi à segunda que a minha tentativa de fazer um doce resultou. Ou melhor, resultou em algo semelhante a uma rocha no interior de um frasco. Irei agora passar uns dias a lamentar o sucedido e quando já praticamente não me lembrar que falhei, vou tentar outra vez. É curioso que a minha grande vantagem e, simultaneamente, grande desvantagem culinária seja a minha memória prodigiosamente curta. Não me lembro por que motivo algo correu bem, mas facilmente me esqueço que correu mal.

17/12/2008

Missão: possível


Aha! A sucursal do Erro vai ser certamente uma pizzaria! O calzone também ficou bom, um pouco mais queimado e nada insuflado, snif snif, mas à segunda há-de sair muito melhor.

Quanto à árvore, cá está um pormenor da obra artesanal conjunta, a primeira árvore de Natal que faço em Lisboa (no ano passado não me dei ao trabalho):


Os planos que envolviam o mini-jardim vão ficar adiados para o bom tempo e para o ano. Os restantes foram todos cumpridos. Acho que vou declarar planos publicamente mais vezes, a ver se resulta sempre :)

12/12/2008

Planos

Sim, acho que faço demasiados planos. Não é coisa que consiga explicar. Se calhar por me achar preguiçosa, faço planos a mais para ver se consigo cumprir pelo menos alguns. Para este fim-de-semana, defini objectivos*, quanto a mim bastante realistas. Para não me baldar totalmente, registo-os aqui, publicamente:

1. Fazer a árvore de Natal (finalmente; e literalmente); para esta tarefa, já vi dezenas de imagens e tive algumas ideias, que já alterei completamente pelo menos uma meia dúzia de vezes;
2. Arrumar o quarto, que só não tem coisas desarrumadas desde 1987 porque eu ainda não morava cá; tarefa que inclui a abominável limpeza dos vidros, dado que gosto de ver quem passa sem parecer que tenho óculos fundo-de-garrafa, e dos sujos;
3. Duas estreias culinárias em uma: não só quero fazer massa de pizza, como quero transformá-la em calzone. Ah, artista!
4. Tratar do mini-jardim, que envolve tirar as ervas-daninhas e UM COGUMELO que lá cresce alegremente; podia pelo menos ser uma trufa para a poder vender e ficar rica com um simples fungo;
5. Esquecer de vez a fortuna que tive de pagar ao estado português, e que vim a descobrir que me permitiria pernoitar no Ritz de Paris com todos os luxos que isso envolve;

Coisa pouca, portanto. Bom fim-de-semana a todos!

*Todas estas tarefas contarão com a ajuda preciosa e absolutamente indispensável de alguém especializado em aturar-me; portanto se eu vencer a preguiça, o sucesso é garantido.

09/12/2008

Qual estrela, qual quê! Era um strobe!

Estamos cada vez mais próximos do Natal e todos os dias somos confrontados com símbolos da época. Há quem use estrelas luminosas, pais natais pendurados em todo o lado, enfim, toda uma parafernália de decorações natalícias variadas. Mas a verdade é que nem todos optam pelo tradicional; há arrojados indivíduos que, imbuídos de um espírito natalício ainda MAIOR que o dos outros, têm de demonstrar o quão natalícios são através de algo...MAIOR. Mais luminoso e vistoso. É por isso que o indivíduo (ou os indivíduos) responsáveis pela decoração natalícia da loja por baixo aqui de casa optaram por tentar obter o efeito mais próximo do da estrela que alegadamente guiou os reis magos até ao destino. E agora, perguntam vocês, o que pode ser mais luminoso do que uma estrela? E eu sei responder. Experimentem instalar não um, não dois, não três, não quatro, não cinco, mas sim inúmeros strobes (na realidade, tamanha luminosidade não me permite contá-los todos, mas sei que são mais de 5).

Sim, eu acho que vai resultar. Aguardo os reis magos a qualquer momento, a bater à porta. Depois se ouvirem dizer que eles foram avistados na capital portuguesa, não se admirem e não digam que não avisei.

06/12/2008

NÃO DIGAM A NINGUÉM, HÃ?

Mas este é um belo sítio para prendas de Natal literárias. Em Inglês, claro, mas com entregas à borla em grande parte do mundo, até se aprende num instante ali com um curso de quiosque, não? :)

03/12/2008

Encomenda expresso


De mim para ti :)