17/02/2011
Peeeeixe, peixe, peixe, peixe!
Ao fazer um workshop de sushi, constato que a herança da família ligada ao peixe não me corre nas veias. Já não descascava um camarão há mais de uma década, até ontem (infelizmente para o camarão, coitado, já não lhe bastava ter de levar com um espeto de pau antes de cozido), e os meus dotes de corte de dourada são tão bons como provavelmente a minha pontaria superior na arte do tiro ao prato sem nunca ter experimentado, ou seja, roçam o nível "nulidade absoluta com tendência à catástrofe total". Posto isto, sabendo que nunca irei atingir a fama numa área ligada ao sushi, até por não poder com o cheiro pestilento do peixe nas mãos que dura, dura, e dura, resta-me dedicar às áreas da outra parte da família: a mercearia. Penso que nessa é que terei reais hipóteses de conseguir alcançar o estrelato. Eu mantenho-vos a par.
13/02/2011
Estou
a um passo extremamente pequeno de deixar de ir ao supermercado cujo nome começa por p, acaba em ingo e depois tem um nome adocicado. É que de tanto me quererem convencer de que são sempre os mais barateiros, estou a desconfiar.
11/02/2011
Isto não é sobre uma cidade [ou declaração de amor]
Há um ano, fazia a primeira das viagens do ano para conhecer, finalmente, Berlim, mas estas linhas não são sobre essa cidade. São sobre a língua que escolhi aprender há uns anos, que tanto trabalho me deu, que deixei adormecer durante anos, que reavivei e que é hoje uma das línguas com que lido no dia a dia. É inexplicável por que fico tão feliz num ambiente onde se fala alemão, mesmo que o pavor de morte de errar alguma coisa faça com que muito-mais-raramente-do-que-devia arrisque falá-lo (shame on me). No entanto, o meu sorriso mental quando estou rodeada de pessoas a falar alemão diz-me sempre que foi das melhores decisões que já tomei na vida, e como é bom acertar nalgumas coisas, de vez em quando.
10/02/2011
Números
Nem uma dúzia de posts no ano passado, nem sequer unzinho por mês. Uma vez que essa média é simplesmente miserável, a minha única promessa para 2011, feita agora em Fevereiro, vai ser aumentar a média para um valor astronómico, isto tendo em conta que comparado com menos de meia dúzia, até 24 irá parecer um número extremamente promissor!
07/01/2011
2010
Passou a correr, passou sem que chegasse a ver muitas pessoas que gostava de ter visto (felizmente vi algumas que gostei muito de ter visto também, para compensar), passou vendo muitos sítios que gostei muito de ter visto e passou com momentos muito bons e muito maus. Foi a decisiva entrada nos "inta" e um ano que me fez ver o quão diferente é a minha vida em relação ao que já esperava ser, ter e ter vivido aos trinta (e não necessariamente para pior).
Entrei com muitas expectativas em 2010, não quero fazer o mesmo em 2011. Por isso, este ano, vou ter poucos objectivos concretos e algumas conquistas específicas que espero atingir, mas sem demasiadas expectativas, porque quando as crio, tenho invariavelmente demasiadas desilusões. Prefiro a serenidade das metas atingidas, prefiro ser terra-a-terra. Por outro lado, quero pôr em prática muita coisa. A ver vamos como corre!
Bom ano :)
Entrei com muitas expectativas em 2010, não quero fazer o mesmo em 2011. Por isso, este ano, vou ter poucos objectivos concretos e algumas conquistas específicas que espero atingir, mas sem demasiadas expectativas, porque quando as crio, tenho invariavelmente demasiadas desilusões. Prefiro a serenidade das metas atingidas, prefiro ser terra-a-terra. Por outro lado, quero pôr em prática muita coisa. A ver vamos como corre!
Bom ano :)
25/11/2010
Thanksgiving
Há algumas coisas e pessoas pelas quais estou agradecida, mas o que mais agradeço nesta vida é a vida em si e tudo o que ela acarreta, de bom, de mau, de chorável, de risível, digno de memória ou de esquecimento.
17/10/2010
Às 8 da manhã ao domingo
Não há ninguém na rua às 8 horas de um domingo de manhã. Devagar, subo a rua, observo, respiro o ar fresco. 4 pães são as duas primeiras palavras de um dia quase em contínuo desde ontem. Saio da padaria, desço a rua para voltar a casa. Ainda ninguém na rua às 8h03 de domingo de manhã. À esquerda, espreito o topo da 25 de Abril, entre algum nevoeiro. Observo as persianas, ainda todas fechadas, o bairro dorme num silêncio quase total (não fossem os pássaros). Sorrio ao constatar que o céu tem pelo menos cinco tons de cor diferentes, o ar fresco na cara a lembrar que é cedo, embora o sol nasça tarde. São 8h06 e entro em casa. Ninguém na rua, às 8 e picos da manhã, ao domingo.
14/10/2010
Lições úteis para a vida I
Responder a um bom dia é bem-educado e olha, pasme-se, nem custa assim tanto! Ouviram, piquenos mal-educados que trabalham aqui ao lado? Obrigadinha!
09/10/2010
A minha avó Ema
Uma das minhas avós faz hoje noventa anos. Era a ela que eu e o meu primo torrávamos a paciência com a construção de barracas e instalação do caos em geral lá em casa. Era a minha avó que tinha alcatifa azul no quarto onde eu tinha de dormir a sesta; que me levava ao Bolhão e não conseguia sair de lá sem que eu tivesse um pão com morcela na mão (como os tempos mudam!), e que tinha coelhos no quintal, algo que fez com que deixasse de comer coelho para todo o sempre. É a minha avó que mais se queixa, para quem tudo nunca está grande coisa ou sempre mais ou menos. Muito do que sou, devo-o a ela, por ter sido sempre e ser ainda capaz de levar a dela avante.
Contente por ela fazer 90 anos, triste por não estar com ela neste dia. Parabéns, avó :)
Contente por ela fazer 90 anos, triste por não estar com ela neste dia. Parabéns, avó :)
04/10/2010
Pessoas que vêm, pessoas que vão
Ultimamente, tenho tido algum azar com as pessoas. Desiludem, desmarcam, dificultam, ignoram, inviabilizam e muitas outras palavras com partículas de cariz negativo que não vou enumerar. Isso incomoda-me e entristece-me, claro. Tanto como me incomoda a areia nos pés quando está dentro de sapatos: aborrece-me, queixo-me dela. Depois sacudo-a e ela desaparece. É o que aprendemos a fazer com as pessoas que a custo, concluímos que não querem, ou não podem, ou não merecem fazer parte da nossa vida, e é a essa conclusão a que chego a cada dia que passa. Quem realmente faz parte da nossa vida nunca é como a areia que incomoda nos pés. É nessas pessoas que me vou concentrar, em vez de perder tempo a sacudir areia.
11/09/2010
A tia
Lembro-me de ti tantas vezes. Do colo, do sorriso sincero, dos bolos que fazias e do rolo de cenoura. Foste sempre "a tia", um nome que eliminava o hífen e o avó que se deveriam seguir. Tenho uns brincos teus com que andavas sempre e sei que vais gostar de saber que ficaram comigo. Tenho muitas, muitas memórias da grande companhia que eras e das histórias que contavas, tenho muitas saudades tuas e tenho uma enorme vontade de fazer o tal rolo de cenoura que nunca mais pude comer. A tua morte foi, seguramente, a mais marcante e a que mais me revoltou; tornou-me um pouquinho mais forte para as que haviam de se seguir, talvez.
Lembro-me de ti tantas vezes, e é tão bom constatar que as tuas marcas na minha vida são impossíveis de apagar. Gosto de ti, tia, onde quer que estejas, e tenho tanta pena que não me possas ver feliz, hoje, a cantar ai quem me dera meu chorinho há tanto tempo abandonado.
Lembro-me de ti tantas vezes, e é tão bom constatar que as tuas marcas na minha vida são impossíveis de apagar. Gosto de ti, tia, onde quer que estejas, e tenho tanta pena que não me possas ver feliz, hoje, a cantar ai quem me dera meu chorinho há tanto tempo abandonado.
13/08/2010
Reler
Sem sono, perdi-me a ler os arquivos do blogue e a lembrar todas as situações de que falei nele, todas as pessoas que referi, muitas das mudanças que vivi nos últimos anos. Havia tempos em que escrever aqui era a alegria de todos os dias à hora de almoço, outros em que era lamento das horas desocupadas; há anos em que quase não escrevi e não porque não tenha feito ou vivido muito mais do que naqueles em que escrevi muito. No quinto ano de vida, este blogue assistiu a vários dos pontos mais marcantes da minha própria vida. É por isso que quando penso que a falta de escrita o devia condenar à morte definitiva e assumida, ainda mais depressa elimino essa ideia. Sempre tem sido uma companhia a que regresso com gosto, mesmo que seja para só lhe dar...silêncio.
12/08/2010
Cara nova
E muito mais fácil de editar do que a anterior! Pode ser que assim até escreva mais e tudo :)
14/07/2010
E depois de me maravilhar com a comida de avião...
...descobri que a comida de autocarro é infinitamente pior. Ou talvez seja o facto de as viagens durarem muito mais e termos muito menos paciência e níveis de tolerância a roçar o zero.
Sinais dos tempos
Quando a maior parte das pessoas não fala contigo para te dar os parabéns, isso é...Facebook. Isso fez-me decidir que vou decididamente passar a fazer mais chamadas nos aniversários. Chega de tanta vida por escrito.
13/04/2010
Da água

Ou de como nos poucos meses em que morei longe da água, parecia sempre que faltava alguma coisa. Aqui perto, o rio anuncia muito mais mar já aqui ao lado. E é tão reconfortante vê-lo todos os dias.
29/03/2010
Cinco
Cinco anos, cinco, que fez o blog, e nem uma palavra desde há tanto, tanto tempo. Só não é imperdoável por já ser um hábito! Pois que desde o dia 15 de Janeiro muito se passou, mas fácil de resumir em poucas palavras: mudei de casa e de bairro, mudei-me para um escritório a sério, fui a Berlim e voltei a adorar, provei finalmente os gelados do Santini. O resto, esse está praticamente igual.
15/01/2010
Eu sou uma bola de Berlim!
Berlinense por enquanto, ainda não. Mas daqui a pouco tempo, finalmente, vou pôr lá os pézinhos! A primeira grande viagem do ano vai colmatar a grande falha que é não conhecer esta cidade. Mal posso esperar :D
06/01/2010
Descolei as flores vermelhas
E no dia em que as descolei, soube que aquela casa já não era a minha. Uma por uma, descolei-as, devagar, num adeus solitário. Olhei para a casa vazia, sem vida e sem mágoas, saí. O ano começa não muito longe dela, mas com a cabeça bem longe de lá.
01/12/2009
Adeus, nós voltamos já
Tenho uns grandes amigos que vão viver para outro continente durante um período de tempo supostamente limitado. Fico muito contente por eles, contente porque eles parecem contentes e triste por mim e por saber que vou sentir um pouco a falta deles. Mas as coisas são mesmo assim, nem sempre temos o que queremos e quanto mais depressa nos habituarmos, mais fácil é. Portanto, sei que lhes digo um até já um pouco mais demorado e conto os dias para os ir visitar, lá de um dos outros lados do mar. A grande vantagem é que já sei por experiência própria o quanto as amizades não se medem pelas distâncias; outra grande vantagem é que eles vão andar por muitos sítios que gostava tanto, mas tanto de visitar. Acho que afinal o destino me vai levar lá mais cedo do que pensava.
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