22/08/2012

Das corridas

O mais próximo que irei estar de aderir à recente moda das corridas - toda a gente corre, toda a gente quer correr e pôr os exercícios bem visíveis nas redes sociais para todos verem que corre, ter sapatilhas da moda e roupa fluorescente daquela que seca rápido - fiz um magnífico sprint hoje: atingi a velocidade de ponta no corredor, fiz curva rasante para a cozinha, derrapei na direcção do caixote do lixo, retirei tampa, enojei-me com o cheiro do lixo como sempre acontece, fechei saco, retornei a correr, desci as escadas duas a duas, tudo para chegar a tempo do camião de recolha a passar.

Há quem corra para exercício; eu só corro para que não cheire mal.

14/08/2012

Da extrema importância de ter um amigo piloto de aviões

Poder desconstruir quase todos os estereótipos sobre pilotos de aviões; e ter alguém que nos explica que o GPS não é nefasto para o cérebro. 

Para além disso, chegar à conclusão de que se pode ter bastante em comum com um piloto de aviões :)

Se eu escrevesse uma história hoje

Dar-lhe-ia o título "O estivador ninja".

13/08/2012

Era doce 1

Todos os anos festejo o aniversário, todos. E como todos gostamos que se lembrem de nós nesse dia, com uma palavrinha que seja. Nos últimos anos, são muitas as palavras no mundo virtual, cada vez menos as reais; reflexo dos tempos, sim. Contentamo-nos com pouco, com atenções mais impessoais, com um "Parabéns, beijinhos" bem intencionado - e não desvalorizo a atenção, pessoas que não nos davam os parabéns há anos passaram agora a fazê-lo outra vez, e se foi bom reencontrá-las, melhor ainda se têm esse cuidado. Outros costumavam ligar-nos ou enviar mensagens e agora confiam ao virtual a tarefa; nada contra, se calhar afastámo-nos, se calhar eles não têm tempo para mais.

Só que há pessoas de quem esperávamos mais. Aquelas que se lembram sempre, que telefonam sempre, aquelas que esperávamos que estivessem sempre lá. De repente, um belo dia, não estão, e nem sequer se lembram que existimos, nem sequer no nosso dia de anos. Ficamos tristes.

Depois, prometemos a nós próprios que vamos tentar não fazer isso às pessoas de quem gostamos. E agradecemos ter havido quem se lembrasse e se desse ao trabalho.

02/03/2012

O mundo é cruel

E o glorioso mundo da panificação não foge à regra. Anda uma pessoa à roda de uma massa durante tempos infinitos, a tratá-la bem, quase a dar-lhe beijinhos e a aguardar pacientemente, apenas para verificar que o que devia acontecer (ela crescer), não acontece. Ser aspirante a padeira é complicado; mas eu tenho um fraquinho por coisas que dão luta. Em compensação, este post é totalmente desinteressante e admiro quem o continuou a ler.

01/03/2012

Sabemos que estamos a ficar velhos

Quando começamos a dizer "estamos em Março, já?!" com ar entre o chocado e de quem acabou de passar os últimos tempos a achar que ainda era lógico considerar-se o ano novo.


É nessas alturas que penso, quero lá saber de estar a ficar velha. Se estar velha significa poder andar com os filhos dos amigos ao colo e brincar com peluches outra vez, fazendo vozes idiotas sem ninguém se ralar, ir comer a restaurantes melhores porque já não preciso de poupar todo o tusto da mesada e passear mais vezes, venham os anos todos.

15/02/2012

Quem diz 3, diz 4

Só para acrescentar que a minha costela panificadora está a dar frutos: ele é pão da avó, ele é pãezinhos de alho, ele é biscoitos salgados, ele é pães aromatizados. Insignificantes para a humanidade em geral, grandes conquistas para uma preguiçosa nata como eu.

E já agora que não há 2 sem 3

Porquê chamar "relva sintética" a algo que não é uma planta, nem sequer é vegetal, não é verde e não é agradável? Não se pode bani-la?

Dos grandes ideais românticos

Acho que perdi os meus algures entre dobrar 53 pares de meias sem êxito de correspondência cromática e dimensional, fazer o almoço para amanhã e varrer a casa pela 657.ª vez esta semana para tentar captar todos os vestígios de relva sintética.

Quando eu for grande

Noutro dia, pensava em quantas das coisas que idealizava para quando fosse grande terei cumprido. Pelas minhas contas, nenhuma. Pior ainda, agora que já sou grande sinto-me relativamente pequena outra vez, à espera de crescer qualquer coisinha um dia destes, mas desta vez a saber que maior, em tamanho, não vou ser (sendo optimista e considerando que não vou engordar muito além do actual). Mas é curioso constatar como mudei e como mudou aquilo que considerava ideal.

Apesar de todo este existencialismo em potencial, há coisas que não mudam; continuo a gostar de: morangos, rolo de cenoura, falar com amigos, gelado quente e frio, passear, malas e carteiras, mar, escrever com lápis, biscoitos. Coisas simples. Acho que não preciso de muito mais quando for crescida.

18/01/2012

Infinitamente pior

Que um blog morto, é um blog alvo de desleixo. Por isso mesmo, uma das minhas resoluções importantíssimas para 2012 é apenas não o matar de vez. Porque a matá-lo, ele precisaria de bastante mais vida do que esta; e no entanto, vai vivendo. Bom 2012!

05/09/2011

Das contradições

Recentemente, ao colaborar na organização de um evento, contactei seis restaurantes por e-mail a mais de uma semana do dito evento, a pedir orçamentos. Era para algo simples, nada de demasiado complicado. Um dos sítios respondeu dizendo que deveria ir pessoalmente ao local para pedir informações; outro sítio enviou rapidamente menus e sugestões. Quatro sítios não responderam até hoje.


Pergunto-me por que motivo há a forma de contacto por e-mail se depois não a usam, nem sequer se dignando dar uma resposta do género da pior que me deram, "contacte-nos no local". Sim, pode até ser um pouco idiota dado que se estamos a utilizar o e-mail é por algum motivo, mas sempre é melhor que ignorar por completo eventuais clientes.

Presumo que estejam todos tão cheios de trabalho que podem recusá-lo. Ainda bem para eles. Quanto ao evento, lá se realizou, no único sítio que deu uma resposta atempada e eficaz, por e-mail. É a tecnologia, senhores, é a tecnologia.

24/08/2011

Há dias

Em que um único olhar pela janela compensa tudo o que se perdeu durante um dia a olhar para um ecrã. Em que se olha pela janela e a natureza, e o que a rodeia, nos compensam por tudo o que não deixamos de ver. Em que mil tonalidades de luz de um pôr-do-sol sobre a cidade nos deixam, literalmente, de boca aberta e com um sorriso de orelha a orelha. Dias como o de hoje.

18/08/2011

Aí em cima, cá em baixo*

Preciso de ir à minha cidade cinzenta favorita. Talvez porque a disposição também esteja assim, a meia-luz; e não que isso seja propriamente mau.

*São expressões de que nem sequer gosto particularmente, mas às quais tive de me habituar por estar em movimento bastante permanente entre as duas cidades; mas isso nem sequer vem ao caso.

29/07/2011

Das coisas que se aprendem com o tempo [e alguma fé no karma]

Se quisermos muito uma coisa, ela pode muito bem acontecer, mesmo que isso implique uma mudança de casa dos idiotas dos vizinhos de cima. (Estou a fazer figas até com os dedos dos pés para que seja verdade.)

Das coisas que se aprendem com o tempo [e algumas viagens]

O muito longe é relativo, principalmente no que diz respeito às pessoas. Tenho pessoas que estão bem longe fisicamente de quem estou e sou muito próxima e tenho pessoas que estão tão perto das quais estou cada vez mais longe. Cliché e verdade, o facto é que cada vez estou mais insensível à indiferença de quem nunca me diz nada e quando diz é para dizer que não pode. Assim falando muito sinceramente, não vou deixar que essas pessoas me façam a mínima falta. Temos pena, mas foi na viragem do ano que decidi que ia deixar de me importar tanto. A conclusão que tiro? Quem nos faz feliz, está connosco. Quem não está connosco passa à história de momentos mais ou menos felizes da nossa vida. Sem ressentimentos, só com a mágoa da perda, mas a certeza de que fizemos quase tudo para contornar o que era perfeitamente evitável. Saber dizer adeus sem o dizer também é necessário para prosseguir. E olhem, era isto.

23/05/2011

As aventuras de Izzoldinha no maravilhoso mundo da panificação

Há muito tempo que andava para me iniciar na nobre arte da panificação. Comprei os materiais há tempos infinitos, comprei um livro gigante para me ajudar (este, do qual estou a gostar muito), comecei a seguir vários blogues, mas a preguiça e ainda a preguiça extrema (minhas duas grandes inimigas do coração) têm sido um grande entrave ao arranque. Este fim-de-semana passado, foi à força: fiz um workshop de massas de pizza e pão no sábado e logo no domingo, já em casa, quis pôr em prática os conhecimentos adquiridos. Ora como é óbvio, esta primeira tentativa (com massa para focaccia) tinha obrigatoriamente de sair mal, pois senão eu ficaria convencida de que era a maior padeira lá do bairro e isso não poderia acontecer assim à primeira; talvez só à segunda. Portanto, um pequeno erro de cálculo da minha responsabilidade fez com que a bela da focaccia, apesar do seu aspecto delicioso, ficasse ligeiramente seca após o arrefecimento. Mas bem, o primeiro passo está dado, a focaccia seca vai ficar melhor em pão ralado, vou continuar a ler o livro e não tarda nada, há-de haver mais tentativas, ah, se vai.

28/04/2011

Com a cabeça na lua

E por motivos de trabalho, o que transforma algo que até poderia ter um motivo nobre e interessante numa coisa completamente aborrecida. Há meses com a cabeça na lua, e nos outros planetas, nas constelações e afins. Apesar de gostar da segurança de um trabalho um pouco mais duradouro num planeamento que normalmente só pode ser feito diariamente, e que está sempre a sofrer trocas e baldrocas, passar meses a fio a olhar para a mesma coisa dá-me cabo do sistema, habituada que estou a mudar de tema como quem muda de camisola. Acabar este trabalho vai ser um alívio tão grande que já nem tenho olhos para nada a não ser para o prazo final, que por sinal se aproxima a olhos vistos.

E com isto, com um trabalho de prazos constantes, está-se sempre a querer que o tempo passe depressa, algo que me irrita profundamente, mas que não consigo contornar. Sempre a adiar as coisas para quando acabar isto, sempre a pensar que depois é que vai ser. O pior é que a um prazo, segue-se sempre outro e...mais vontade que o tempo passe depressa.

19/04/2011

Os perfeitos idiotas que são os meus vizinhos de cima

E podia acabar o post por aqui, porque o título já resumiria tudo de modo ideal e sucinto.


Já tive algumas casas e inúmeros vizinhos; em bairros piores ou melhores; já tive vizinhos cuscos, já tive vizinhos um pouco barulhentos (mas nada de grave), já tive vizinhos um pouco irritantes. No entanto, nada me preparou para o verdadeiro jackpot: vizinhos barulhentos, porcos e mal-educados como a família que vive no andar por cima do que habito. Uma família (apenas) aparentemente normal, sim, casal e um filho, que tudo faz para tornar a vida de quem os rodeia num verdadeiro inferno, mesmo sem o notar. A mais elementar idiotice começa no facto de fumarem à janela, sem cinzeiro e sem ter em atenção que há 3 andares por baixo a receber as suas preciosas dádivas de cinza, para além do lixo das suas toalhas e afins; e aqui, não falo de umas migalhitas: falo de restos de velas, de restos de comida, de muitos cabelos e claro, de quilos das (in)evitáveis migalhas, tudo a cair diariamente nos parapeitos cá de casa, ó alegria. Como se não bastasse, a roupa é estendida invariavelmente tapando mais de metade das janelas que ficam por baixo do estendal, demonstrando mais uma vez um grande respeito pela vizinhança e inclusive relembrando-lhes que está muito vento, bem característico da zona - e nada como lençóis a bater nos vidros dias a fio, autêntica música para os meus ouvidos, para lembrar ao mundo que as faltas de respeito se demonstram nas coisas mais elementares; se estiverem bem encharcados os lençóis, melhor, porque para além de evidenciarem melhor a zona ventosa, sujam também os vidros, e quem não adora ter uns bons vidros gigantes para limpar sempre em vão? A cereja em cima do bolo é a família amar andar descalça, ecoando os seus passos cá em casa, e o miúdo que adora berrar (OK, este é o único item que eu compreendo, afinal de contas é só um miúdo) e...andar em algo com rodas ruidosas, dentro de casa e durante muito tempo, sempre de um lado para o outro. Ora digam lá se não gostavam de poder ter tantos motivos de queixa de um só andar? Sou uma privilegiada!


E agora se me dão licença, vou continuar a usufruir do ruído do miúdo a andar de patins, que estou precisada. Até já.

31/03/2011

Seis anos, seis!

3 de Março de 2005: "Eis-me com um viçoso blog :)"


Viçoso ou menos viçoso, cá continua!